sexta-feira, 28 de setembro de 2012

I Dia do Orgulho Pagão em Pernambuco




O I Dia do Orgulho Pagão em Pernambuco foi uma iniciativa do grupo Dakinis em ideia dos diversos eventos promovidos mundo a fora, que visa a reunião de diversos segmentos do paganismo em um dia de comemoração pela luta do movimento neopagão. O maior evento do tipo no Brasil é o Dia do Orgulho Pagão RS, que se encontra em sua 9ª edição.

O evento teve início às 14hs, contando com a presença de 30 neopagãos e acompanhantes. "O evento iniciou como planejado com cânticos pagãos, ao som de tambor, chocalho e panderola. Teve também uma alegre dança circular que sacudiu todos os presentes.

A programação seguiu com a palestra de Karina Ártemis Afrodite, intitulada “A Wicca no Brasil: adesão e permanência dos adeptos na Região Metropolitana do Recife.” Este foi o título de sua dissertação de mestrado em Ciências da Religião, na Universidade Católica de Pernambuco.


Após o término da palestra seguiu-se as feiras. Houve feira de artesanato e roupas. Além de massagem Shiatsu, com o massoteraupeta Eduardo Barbosa. Em seguida aconteceu a palestra da estudante de biologia, Bryanna: “Plantas medicinais e sua utilização em rituais de magia.”

                                                                                                              

Já anoitecendo deu-se início a celebração do Equinócio de Primavera. Cantou-se, fez-se espiral, meditação de aterramento, e a dinâmica dos ovos. Esta foi super divertida. Dividiu-se os participantes em dois grupos, um grupo para esconder e outro para achar os ovos pintados trazidos por aqueles.

O evento encerrou com um banquete, com bolos, sucos, cup cakes e frutas". O evento obteve um bom retorno dos participantes, fluindo melhor do que o esperado. O evento contou com o apoio do Jornal O Bruxo e do Espaço Neopagão.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Descoberto no México um teatro maia com 1200 anos

Vestígios do teatrp maia com 1200 anos

Um grupo de arqueólogos mexicanos descobriu um teatro maia com cerca de 1200 anos no complexo arqueológico Plan de Ayutla, em Ocosingo, no estado mexicano de Chiapas. A descoberta foi anunciada esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH).

De acordo com o comunicado do INAH, o teatro, com espaço para cerca de uma centena de pessoas, terá sido usado na altura pela elite da época, que recorria a obras políticas para ganhar poder na cidade. 

“Era um teatro exclusivo, tendo em conta que foi encontrado numa acrópole, a 42 metros de altura em relação às praças do complexo”, disse Luis Alberto Martos López, responsável pela investigação, que foi apresentada no VII Colóquio de Arqueologia, que está a acontecer no Museo del Templo Mayor, subordinada ao tema “Abandono y destrucción. El final de las ciudades mesoamericanas”. Ao contrário do que é habitual, este teatro foi encontrado dentro de um complexo que foi há 1200 anos um palácio, e não nas praças pensadas para receber multidões, explica num comunicado Martos López.
Na apresentação, o investigador acrescentou ainda que existem vários teatros maias a descoberto, em cidades como Tikal, Guatemala e Campeche. Este, no entanto, é mais pequeno, sugerindo que pelo tamanho e pela localização, o acesso ao espaço só poderia ser restrito.

Segundo a investigação, nos anos 800-850 d.C. em Plan de Ayutla, vivia “uma nova dinastia que tratava de se legitimar através do teatro político”, usando esse poder sobre as minorias da região, o que significa que apenas frequentava o teatro quem interessava à elite manipular.
“As sociedades maias ficaram conhecidas por Estados teatrais porque os seus governantes utilizavam os teatros para exercerem publicamente o seu poder de forma teatral”, esclarece Martos López, acrescentando que os mesmos propósitos se aplicavam à religião ou a outras questões simbólicas. 

O grupo de arqueólogos encontrou ainda nas imediações do teatro ocarinas e apitos, assim como esculturas de estuco com representações de um prisioneiro e de alguns deuses.
As ruínas que provam a ocupação maia, civilização que ficou conhecida pelos seus avanços na área da escrita, matemática e também astronomia, estão espalhadas por vários países, como México, Honduras, Guatemala e El Salvador. Mas segundo alguns investigadores, a civilização nunca desapareceu por completo. E alguns dialectos ainda são falados em países da América Latina.

Altar pagão foi descoberto há dois meses pelo Grupo de Amigos da Capela de Santa Ana


É um achado inesperado sobre o nascimento de Outeiro Seco. A Capela de Santa Ana, de origem cristã, foi construída por cima de um altar pagão, que há dois meses foi redescoberto pelo Grupo de Amigos da Capela. “É um altar monumental, único em Trás-os-Montes e provavelmente em Portugal”, classificou o professor e historiador Manuel Carvalho Martins, que verificou a descoberta.

Inesperadamente, ao restaurar o altar cristão “com uma perfeição extraordinária”, o grupo de amigos descobriu há cerca de dois meses “um altar pagão com a tríade das deusas mães celtas e, no exterior, a figuração da deusa mãe chamada Ana”, explicou Manuel Martins à “Voz de Chaves”. Na verdade, “a palavra Outeiro vem do latim clássico ‘altarium’ que quer dizer altar. A palavra ‘Santa Ana’ é um baptismo cristão da deusa celta que uns chamavam Danu e outros Dana. De modo, que é quase perfeita a tradução cristã da deusa pagã”, acrescentou o especialista em história celta. “Esta é a minha leitura, agora os especialistas que se debrucem sobre esta descoberta”, incentivou.

“É um dos achados mais importantes de Portugal que nos orgulha e que queremos divulgar”, confirmou o engenheiro Altino Rio. “Adquiro tudo o que seja relacionado com cultura celta e é lamentável que os historiadores portugueses falem de tudo, mas não proclamam a nossa ascendência celta”, considerou Manuel Martins, que reconhece ser descendente do velho povo celta, que tinha a pele branca, eram altos, fortes e de olhos azuis. “O próprio pintor Nadir Afonso é a reincarnação dos celtas porque a geometria é arte celta, daí nunca fazerem estátuas”, apontou.

Os louros da investigação arqueológica ficam assim para os espanhóis que “sentem orgulho de serem descendentes dos avós celtas”, nota o jubilado. Assim, Manuel Martins espera dar “um contributo para a promoção da cultura de Outeiro Seco e da realidade regional, que é a implementação da cultura celta”.

Fonte: Diário Atual


terça-feira, 25 de setembro de 2012

LILITH – A PRIMEIRA MULHER DE ADÃO QUE A BÍBLIA NÃO QUIS CONTAR


Existe uma polêmica extraída de algumas lendas do folclore assírio, babilônico e hebraico que afirma ter Adão uma ‘outra’ mulher antes de Eva ser criada.

Baseado nos texto bíblicos de Gn 1.27; 2.18,22 Lilith aparece no Antigo Testamento quando Isaías ao descrever a vingança de Deus, durante a qual a Terra foi transformada num deserto, proclamou isso como um sinal de desolação: "Lilith repousará lá e encontrará seu locar de descanso" (Isaías 34:14)

Lilith aparece em relatos da Torah assírio-babilônica e hebraica entre outros textos apócrifos. Na versão jeovística (da tradição religiosa hebraica) para o Gênesis, enriquecida pêlos testemunhos orais dos rabinos consta que Lilith foi criada com pó negro e excrementos, condenada por Jeová-Deus a ser inferior ao homem.

Existem insinuações de que Lilith pode ter sido retirada da Bíblia durante o Concílio de Trento, a interesse da Igreja Católica, para reforçar o papel das mulheres como devendo ser submissas, e não iguais, ao homem. Porém muitas pinturas e esculturas a retratam como a serpente que tentou Eva a comer o fruto do conhecimento.

Uma interpretação possível é de que ela seja a mulher que Caim encontrou depois de ser expulso e, portanto, tendo com ele seu primeiro filho, Enoque e fundando uma cidade de mesmo nome.



Nas bíblias atuais seu nome aparece uma única vez, em Isaías 34:14: "E as feras do deserto se encontrarão com hienas; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e Lilith pousará ali, e achará lugar de repouso para si." Nas traduções recentes da Bíblia a palavra Lilite é substituída por demônio ou bruxa do deserto. Fantasma, na Revista e Atualizada.

A Versão da Bíblia do Rei James, traduziu a palavra “Lilith”, por “coruja”. João Ferreira de Almeida, nesta passagem relata que “… os animais noturnos ali pousarão”, não havendo menção da coruja, como é frequentemente, muito embora erroneamente, citado no Brasil (tratando-se de um claro exemplo da forte influência da cultura anglo-saxã no mundo lusófono atual).

No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira mulher criada por Deus junto com Adão (Gn 1.27), que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, passando depois a ser descrita como um demônio.

Na Cabala Lilith aparece como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem (Patai81:455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa, chegando depois a ser descrita como um demônio.

De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, no Antigo Testamento, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith rebelou-se, recusando-se a ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal.

Assim dizia Lilith: ‘‘Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.’’ Quando reclamou de sua condição a Deus, ele retrucou que essa era a ordem natural, o domínio do homem sobre a mulher, dessa forma abandonou o Éden.



Três anjos foram enviados em seu encalço, porém ela se recusou a voltar. Juntou-se aos anjos caídos onde se casou com Samael que tentou Eva ao passo que Lilith Tentou a Adão os fazendo cometer adultério. Desde então o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva, pois mesmo abandonando seu marido ela não aceitava sua segunda mulher. 

Após os hebreus terem deixado a Babilônia Lilith perdeu aos poucos sua representatividade e foi limada do velho testamento. Eva é criada no sexto dia, e depois da solidão de Adão ela é criada novamente, sendo a primeira criação referente na verdade a Lilith no Gênesis.

No período medieval ela era ainda muito citada entre as superstições de camponeses, como deixar um amuleto com o nome dos 3 anjos que a perseguiram para fora do Éden, Sanvi, Sansavi e Samangelaf para que ela não o matasse, assim como acordar o marido que sorrisse durante o sono, pois ele estaria sendo seduzido por Lilith.

A imagem de Lilith, sob o nome Lilitu, apareceu primeiramente representando uma categoria de demônios ou espíritos de ventos e tormentas na Suméria por volta de 3000 A.E.C. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético Lilith por volta de 700 A.E.C.

 

A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que nos foi dada pela cultura hebraica, uma vez que esse povo foi aprisionado e reduzido à servidão na Babilônia, onde Lilith era cultuada, é bem provável que vissem Lilith como um símbolo de algo negativo. Vemos assim a transformação de Lilith no modelo hebraico de demônio. Assim surgiu as lendas vampíricas.

Algumas vezes Lilith é associada com a deusa grega Hécate, "A mulher escarlate", um demônio que guarda as portas do inferno montada em um enorme cão de três cabeças, Cérbero. Hécate, assim como Lilith, representa na cultura grega a vida noturna e a rebeldia da mulher sobre o homem.

Nos dois últimos séculos a imagem de Lilith começou a passar por uma notável transformação em certos círculos intelectuais seculares europeus, por exemplo, na literatura e nas artes, quando os românticos passaram a se ater mais a imagem sensual e sedutora de Lilith, e aos seus atributos considerados impossíveis de serem obtidos.

Cuidadosamente apagada da Bíblia cristã, Lilith permanece como símbolo de rebelião à repressão do feminino na psique e na sociedade. O mito Lilith mostra bem a passagem do matriarcado para o patriarcado.
Tanto na literatura ortodoxa como na apócrifa, a sombra de Lilith seguiu cercando as mulheres até o século XV d.C. Nessa época, e utilizando as mesmas imagens incorporadas em Lilith, milhares delas foram acusadas de copular com o demônio, matar crianças e seduzir homens, ou seja, de serem bruxas.

Textos da literatura judia de fontes apócrifas, não incluídos no canon ortodoxo do Antigo Testamento, contêm passagens como a seguinte:
"As mulheres são o mal, filhos meus: como não têm o poder nem a força para enfrentar o homem, usam truques e intentam enganá-lo com seus encantos; a mulher não pode dominar pela força o homem, porém o domina mediante a astúcia. Pois certamente a anjo de Deus me falou sobre elas e me ensinou que as mulheres se entregam mais ao espírito de fornicação que o homem, e que tramam conspirações em seus corações contra os homens; com sua forma de adornar-se primeiro lhes fazem perder a cabeça, e com uma olhada inoculam o veneno, e logo durante o próprio ato os fazem cativos; pois uma mulher não pode vencer o homem pela força. Assim que evitai a fornicação, filhos meus, e ordenem a vossas esposas e filhas que não adornem suas cabeças e seus rostos, pois a toda mulher que usa truques desse tipo estará reservado o castigo eterno".
Esse exemplo nos mostra como um mito, se for entendido e concebido de forma literal, pode criar um prejuízo e converter-se em uma doutrina que se declara a si mesma uma verdade divinamente revelada. É conveniente lembrar que Jesus não aprovou nem o mito nem suas implicações, nem os costumes patriarcais referentes as mulheres, muito pelo contrário. Foram transmitidas ao Novo Testamento através dos escritos de Pablo, e assim fizeram sua entrada na doutrina formal cristã.


 

Lilith simboliza a sombra citada por Jung, que muitos preferimos evitar, mas que é imprescindível para a integração da nossa personalidade como forma de nos tornarmos adultos e assumirmos as escolhas pela nossa existência. Não podemos esquecer que Lilith desafia a ordem e paga um preço por isso. A segunda mulher de Adão foi Eva, moldada de acordo com o modelo patriarcal, submissa e cordata. Ambas, Lilith e Eva, são aspectos do feminino que todas as mulheres devem aprender a integrar. Não somos exclusivamente Lilith nem somente Eva.

Lilith é a noite, é a rainha da noite, é a lua, representa a lua, a oposição do sol. Lilith foge da luz, como uma vampira, precisa reinar nas trevas como algo desconhecido e que causa medo nas criaturas.

Lilith é a mulher livre, independente, soberba em curvas sensuais e provocantes, é a dançarina do ventre, logo seduz o homem por dominar a fraqueza deste com seu poder maléfico de sedução. Lilith é o vaso, o homem é a semente!

Demônio ou Deusa? Com certeza Lilith é um símbolo de mulheres decididas, que não aceitam serem submissas aos homens.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Brasil cria Comitê de Diversidade Religiosa e Direitos Humanos


A ministra Maria do Rosário, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, lançou em Brasília, o Comitê de Diversidade Religiosa e Direitos Humanos (CDRDH). Durante a solenidade, a ministra afirmou que o objetivo do Comitê é “garantir que todas as atividades religiosas sejam respeitadas no Brasil”.

O comitê deverá, ainda, facilitar o diálogo entre representantes de diferentes religiões e com as pessoas que não têm religião. O processo que resultou na instalação desse Comitê teve início em 2003, envolvendo representantes de diversas religiões, cultos e crenças. As primeiras ações, resultantes da ação entre a secretaria e as instituições religiosas, foram a Cartilha da Diversidade Religiosa e o vídeo Direitos Humanos e Diversidade Religiosa.

Maria do Rosário explicou que a função do CDRDH será receber e encaminhar denúncias de violações ao direito constitucional de liberdade religiosa. “O Brasil se orgulha de ter judeus e palestinos convivendo pacificamente em seu território”, destacou a ministra. Ao reforçar a importância do respeito à diversidade religiosa no país, ela lembrou das religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé que constantemente são atacadas. Na mesma solenidade foi lançada a Campanha de Combate à Intolerância Religiosa, que usará o slogan “Democracia, Paz, Religião – Respeite”.

Para a ministra, é preciso considerar com igualdade e respeito o protagonismo e a importância de todas as religiões. “São essas diversidades que levam o Brasil e a ser este país multirreligioso e multiétnico”, disse. A Coordenadora Geral da Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos, a pastora luterana Marga Janete Stroher, afirmou que o Comitê será um importante instrumento para que o país assegure a liberdade de credo: “Esse comitê tem a função de pensar como podemos trabalhar juntos, para superar a intolerância religiosa”, explicou. O CDRDH, que funcionará ligado à Secretaria de Direitos Humanos, será composto por representantes do governo e da sociedade civil organizada.

Presente no evento, a monja budista Coen de Souza, acredita que o Brasil, comparado a outros países, é menos intolerante. Mesmo assim, ainda existem muitos problemas com a diversidade religiosa no país. Para ela, o processo de tolerância precisa ser observado de perto. “Não podemos negar: somos diferentes, sim, mas temos que trabalhar juntos para o bem comum.”

Esse tipo de iniciativa “fortalece o respeito e a diversidade no Brasil”, disse Célia Gonçalves de Souza, do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial. “Para nós, o comitê representa um novo olhar para uma velha realidade. Um espaço como esse privilegia o direito e o respeito às diferenças religiosas sem que essas diferenças signifiquem tratamento desigual”, acrescentou.


Fonte: Religião.centralblogs

Cultus Deorum: Viva o mundo Multicultural


O paganismo greco-romano possui um riquíssimo conjunto de elementos históricos e culturais que precisa ser conhecido e resgatado.

Por muito tempo trabalhei para amenizar o desconhecimento dos leigos em relação ao tema, mas é uma pena que pessoas ignorantes ainda tenham preconceito contra uma manifestação cultural tão bela e antiga.

                                                                                                                                  

Uma imagem de santo, por exemplo, antes de ser um símbolo de fé, é uma obra de arte; e o mesmo ocorre com as obras artísticas pagãs. 

Mas na maioria dos casos, quando se apresenta uma obra pagã a leigos, o olhar religioso acaba vindo primeiro que qualquer outro, e vem carregado de preconceitos.

As pessoas precisam se despir de seus preconceitos para enxergar as coisas em sua essência real, sem colocar rótulos na frente. Conhecer uma cultura diferente pode te ajudar a aceitá-la, e não necessariamente fazer com que você se torne adepto dela. O segredo da paz está no respeito mútuo mesmo quando existem diferenças.


O pior tipo de ignorante é aquele que se recusa a adquirir conhecimento, aquele que se recusa a aprender, tentar enxergar as coisas por um ângulo novo.

Para os ignorantes por opção, só demonstro meu desprezo total, e não faço questão nenhuma de manter contato com quem nutre convicções preconceituosas e exclui os outros simplesmente por conta de suas crenças e cultura diferentes.

Vale a pena ter ao meu redor pessoas inteligentes, que busquem somar e crescer ao invés de segregar e se trancar em um mundo sem janelas ou perspectivas.


Quem ama cultura, arte e amizade, independente de religião, cor ou qualquer outro fator, está no caminho certo para absorver conhecimento e se tornar alguém com uma rica bagagem cultural e, principalmente, de amizades.

Essa amplitude de pensamento é uma das belas coisas que aprendi com o paganismo romano, que ao dominar as mais diversas regiões com seus exércitos, adotava para si a cultura e a religião local, juntamente com tudo o que elas podiam oferecer.

A adoção dos cultos e sistemas religiosos estrangeiros ocorria sutilmente na Roma Antiga, através da interpretatio, um termo que hoje podemos identificar como uma espécie de sincretismo, mas que se distinguia pela aproximação de arquétipos, e não pela exclusão de faces divinas, sendo o contrário do que aconteceu quando a igreja católica obrigou os escravos a banirem seus orixás e adotarem os santos.

A lição que pode ser extraida para a vida moderna é: aprender a conviver com as diferenças, extraindo o melhor que cada cultura, pessoa ou tradição diferente tem a nos ensinar.


autor:
Rafael Nolêto -  jornalista e documentarista.

sábado, 22 de setembro de 2012

FELIZ OSTARA E QUE A DEUSA VOS ABENÇOE


Ostará é um noite de equilibrio no gual dia e noite são iguais,com as forças da luz sobre as forças da escuridão. Algumas tradições vêem este sabá como um tempo de união entre o Deus e a Deusa,quando a relação é consumada em beltane. Outras tradições porem,honram o Deus como um guerreiro neste dia. este é o sabá da fertilidade.Podem ser abençoadas sementes para futuro plantio e ovos coloridas devem ser colocadas sobre o altar como talismãs mágicos.

Este sabat marca o período de despertar da Terra, enquanto o Sol aumenta seu calor e poder. É o primeiro dia da primavera, momento em que as trevas e a luz estão em equilíbrio, até que a luz sobrepuja as trevas numa explosão de vida. É um ritual de crescimento, inspiração e o momento certo de colocarmos planos em andamento para tudo o que pode crescer em nossas vidas.

Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.



Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.

Os aspectos da Deusa invocados nesse Sabbat são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições wiccanas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.

Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média.



Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera. (Formalmente isso marca a fase da "gravidez" da Deusa Tríplice, atravessando a estação fértil.) 

A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeras características, costumes e tradições pagãos, como os ovos de Páscoa e o coelho. Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa dos Pagãos. A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho.

A Lebre da Páscoa (e não o Coelho) era o animal sagrado da deusa teutônica da Primavera, Eostre, a deusa lunar que dava fertilidade à terra e tinha cabeça de Lebre.

A palavra inglesa para Páscoa,* Easter, provém do nome da deusa Eostre, também designada Ostara ou Eostar.

O dia do culto de Eostre, a Páscoa (Easter), que ainda é praticado pelos seguidores da tradição celta, é no primeiro Domingo depois da primeira Lua Cheia, após o equinócio da Primavera ( hemisfério norte), ocorrendo entre os dias 19 e 22 de Março.

A Lebre, sendo o símbolo da Lua, associa-se à Páscoa porque a Lua é utilizada para determinar a data da Páscoa. Os católicos, através do Concílio de Nicéia em 325 fixaram o dia de Páscoa no primeiro Domingo depois da Lua Cheia, a partir de 21 de Março.

Muitos nem sequer percebem que o coelho é um dos maiores símbolos de fertilidade da Deusa, pois eles levam um período de 28 dias para estarem e darem à luz os filhotes, e 28 dias é o ciclo de uma lunação. O Coelho) era o animal sagrado da deusa teutônica da Primavera, Eostre, a deusa lunar que dava fertilidade à terra e tinha cabeça de Lebre.

A palavra inglesa para Páscoa,* Easter, provém do nome da deusa Eostre, também designada Ostara ou Eostar.

O dia do culto de Eostre, a Páscoa (Easter), que ainda é praticado pelos seguidores da tradição celta, é no primeiro Domingo depois da primeira Lua Cheia, após o equinócio da Primavera ( hemisfério norte), ocorrendo entre os dias 19 e 22 de Março.



"No Bosque Sagrado nos reunimos para celebrar o Equinócio da Primavera, o tempo do equilíbrio, momento para respirar profundamente após a longa escuridão... Reunimo-nos para acolher o tempo da luz, do calor e do crescimento. Reunimo-nos para honrar as energias de cura que começam a fluir através do solo, abaixo de nós, nas plantas que nos cercam e nos céus acima de nós. Como os nossos antepassados fizeram antes de nós, assim o fazemos agora. Fàilte!"

...Abençoada seja a Primavera que chegou. Agora as flores mostram toda a sua vida através das cores.
A estação da Esperança e da Alegria chegou. Que a Deusa e o Deus abençoem a Terra com equilíbrio e renovação.

"A Senhora da Primavera anunciou a sua chegada. Que a vida possa nascer das sementes. O Sol e a Lua terão agora a mesma duração. Abençoados sejam a Grande Deusa Mãe e seu Filho o Deus Cornífero, por continuarem a girar a Roda da Vida com perfeição.Que o caminho seja iluminado para a Primavera passar. Oh, Senhora das Flores e Senhor do Sol que os pássaros possam cantar, que as flores possam crescer, que a cada dia tenhamos alegria e prazer de viver.

A Primavera Renasceu, que a vida floresça. Que a dança cósmica da natureza para sempre permaneça!

Bendita seja a tua força, Oh Deusa que dás a vida, pois sagrado é o Teu poder.
Que a Terra seja gratificada através da Tua união com o Deus das florestas.
Abençoada sejas Tu, Criadora Celeste"



A Primavera é o momento de semear, e também de plantar o que deseja que cresça. Esta estação traz esperança e alegria; expectativas de realizar os desejos e inspiração para novas idéias. A vida entra em equilíbrio como os dias e as noites, nós renascemos com a renovação da terra!

Que nossas sementes floresçam belas...

Que a Grande Mãe nos abençõe com muita alegria e amor e preencha nossas vidas com cores brilhantes e aromas suaves e envolventes...



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