quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Caminhos Pagãos


O equilíbrio é algo que se deve buscar tanto no âmbito pessoal quanto através de uma visão universal. O povo pagão busca equilíbrio dentro de seus corações, na natureza e no Universo, porque perder o equilíbrio dentro de seu próprio ser é o mesmo que perder o equilíbrio com a ordem natural e com as Divindades. O equilíbrio é uma compreensão dos mundos da natureza e da humanidade com o Todo.

Conhecer o amor é o mesmo que ser capaz de ver a luz comum que corre por toda a vida, e verdadeiramente tocar as divindades. O amor é o que nos faz reconhecer aquele aspecto dentro de cada espírito humano que pertence ao reino divino e assim, apreciar suas virtudes. É a forma que temos de contemplar as qualidades dos Deuses dentro de nós, às vezes, como um caminho que nos faz admirar e respeitar os nossos irmãos.

Se você não o encontrar dentro de si, não será capaz de encontrá-lo do lado de fora, porque essa é a natureza de toda a forma de amor. A confiança não é apenas o fundamento do amor, mas é um código de vida. Se não existe confiança, o amor e a verdade serão sempre ilusórios, porque a confiança é a base forte sobre a qual suas casas são erguidas.

As palavras de sabedoria a seguir, que foram herdadas de algumas tradições, poderão servir como uma guia que se refere ao objetivo, benefícios e aos tipos de confiança.

"Escolha com cuidado em quem sua confiança será depositada, mas se ele for digno dela, a dê sem restrições."

"Se você não pode confiar naquele que será seu mestre, não permita que seu aprendizado dependa dele e busque seus conhecimentos em outro lugar."

"Há certas coisas que devem ser aceitas com confiança, até que o tempo seja capaz de clarear o caminho para sua compreensão."

"Não se deixe iludir! Se você não acredita no que vê, descarte a possibilidade."


Que assim seja!



FONTE: Gwydion O’Hara



segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

DICIONÁRIO DE COZINHA DA BRUXA:


Asa de Morcego: Pimenta do reino
Coração de Boi: Tomate
Barriga de Sapo: Pepino
Sangue de Moça Virgem: Vinho tinto
Rabo de Escorpião: Salsa ou coentro
Moscas Mortas: Uvas passas
Olho de Sapo: Azeitona
Terra de Túmulo: Chocolate
Elfos Negros: Chá preto
Ossos Moídos: Farinha de trigo
Beijo da Sereia: Sal
Pernas de Aranha: Alecrim
Penas de Fênix: Louro
Saliva de Dragão: Vinagre
Pêlos de Unicórnio: Açúcar
•Lágrimas de Moça: Cebola

Coentro
As suas sementes secas têm efeitos eufóricos, especialmente nas mulheres. É utilizado em infusões com vinho.

Selma - 3fasesdalua

A Magia dos anéis para cada Dedo da mão


Basta estar com o anel certo na hora certa, e direcionar sua intenção.
Por serem extremidades sensíveis de nosso corpo, ao usarmos adequadamente os anéis, elevamos ao máximo o poder mágico de nossos dedos.

Nosso dedo acaba tendo a mesma função da varinha mágica, pois direciona nosso desejo.
Nos próprios dedos temos possibilidade de extrair energias positivas como facilitadoras para a nossa magia.

Essa energia era conhecida por vários povos antigos, tais como babilônios e caldeus, cujos sacerdotes usavam anéis de ouro e pedras preciosas como instrumentos de alta magia.
Para que obtenhamos o efeito mágico de anéis não há necessidade de consagração do mesmo, fica a seu critério.

Talvez o único segredo seja usar anéis confeccionados com Pedras que estejam associadas ao Planeta que corresponde a cada dedo, objetivando que a energia do planeta em questão se manifeste positivamente em nossa vida.

DEDO MÍNIMO
Regido por Mercúrio, planeta associado à magia e ao conhecimento, à comunicação e ao ensino. Neste dedo é aconselhável usar ANÉIS DE CITRINO que aumentam a capacidade de comunicação, especialmente de quem trabalha com o comércio, ou PIRITA DOURADA que é facilitador de comunicação com outros planos ou AMETISTA, a pedra da espiritualidade para aumentar a intuição e desenvolver poderes mágicos.

DEDO ANULAR
Regido pelo Sol, planeta associado ao brilho, ao esplendor e ao sucesso profissional e pessoal. Aconselhável usar neste dedo anéis de GRANADA para ajudar a vencer os obstáculos, além de aumentar o charme e sensualidade, PEDRA-DO-SOL que atrai sucesso, reconhecimento profissional, brilho e prestígio, ou AGATÁ-DE-FOGO que proporciona vitalidade e poder de liderança. A aliança de OURO também é indicada para este dedo, pois o ouro é um metal relacionado ao sol e tem o poder de conferir durabilidade ao casamento.

DEDO MÉDIO
Regido por Saturno, planeta associado à responsabilidade e a sabedoria adquirida com a experiência. Recomendável usar neste dedo anéis de ÔNIX, aumenta a concentração e ajuda a solucionar problemas herdados de outras encarnações, HEMATITA que transforma as energias negativas em positivas, ou a TURMALINA NEGRA que afasta as más vibrações.

DEDO INDICADOR
Regido por Júpiter, planeta associado à expansão e a vitória. Use nesse dedo anéis de cristal branco, ajuda a ampliar os horizontes, atrai bênçãos e ajuda a superar os obstáculos do dia a dia.

DEDO POLEGAR
Está associado ao livre-arbítrio. Não convém usar anel no dedo polegar, pois nenhum fator externo deve influenciar a sua vontade .

Selma - 3fasesdalua

BRUXARIA TRADICIONAL E SUAS BRUXAS


Muitos falam de magia, mas poucos sabem, realmente o seu verdadeiro significado, por isto as pessoas têm muito medo daqueles que conhecem a si mesmos. Estes têm um certo poder, uma certa aura e um certo magnetismo, um carisma capaz de ser livre de preconceitos e de tudo que seja contra a sua natureza.

A Tradição é uma arte que somente os fortes, suportam carregar, por isto toda Bruxa (o) sabe que a Bruxaria Tradicional é um dos caminhos entre o mundo visível e o mundo oculto, que esta além do alcance dos cinco sentidos dos seres humanos.

Somos filhas e filhos da Lua por isto conseguimos sentir a Senhora do céu da noite que é a guardadora dos nossos sonhos e visões e sempre está me mostrando como transformar os sonhos em realidade e como viver bem a minha verdade. Ensina-me a usar a força da vontade para recuperar meu antigo poder, sempre preocupada em me revelar as minhas facetas de sombra e de luz para assim Eu alcançar a totalidade da sabedoria.



A teimosia e a ignorância das pessoas, falar o que não entende ou simplesmente confundir Bruxaria Tradicional com outras religiões ainda existe nos dias de hoje, por este motivo eles ainda não consigam entender que habilidade mais importante na magia é dominar a quietude e se tornar consciente dos sutis indícios de sons que o mundo nos propicia, pois nós Bruxas (os) ouvimos não apenas com os ouvidos, mas com todos os nossos sentidos e assim percebemos coisas que são invisíveis aos outros.

Na minha religião sempre aprendi que abençoado seja o Filho da Luz
que conhece sua Mãe Terra, pois é ela a doadora da vida. Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela, por isto ainda fico surpresa porque é que para algumas pessoas é difícil aceitar que as algumas mulheres são Bruxas e por que são da Bruxaria Tradicional. Talvez essas pessoas não saibam que só porque as Bruxas possuem uma capacidade gigante de amar a vida, lançam conjuros contra os maus tratos à natureza, estão ao mesmo tempo em vários lugares, podem preparar toda a classe de poções mágicas, para curar qualquer ferida do corpo ou da alma… Podem voar até ao lugar onde sejam necessárias e sempre sobrevivemos apesar das fogueiras, que a vida nos apresenta diariamente.

Na minha religião aprendemos que aos outros eu dou o direito de ser como são, a mim, dou o dever de ser cada dia melhor, nos Bruxas sabemos muito bem que para existirmos com completa dignidade, teremos primeiro que conhecer nossa verdadeira história, extraídas das antigas Ancestrais, pois a nossa vida está repleta de encantamentos. Cada hora, cada minuto está cheio de magia e significado, e tudo que nos acontece, bom ou mau, é parte de nossa Arte.


Nós somos curandeiras, somos irmãs. Somos as tecelãs do universo e criamos através da magia. O Segredo dos mistérios foi o que manteve viva a tradição das Bruxas. Segredo que se baseia em falar subliminarmente, onde de acordo com a inteligência do ouvinte, a Bruxa estará revelando ou velando sua magia. A fala ambígua assim como a Lua são partes essenciais da alma da Bruxa.

Para quem não sabe as Bruxas são sacerdotisas da Terra. Elas conhecem os ensinamentos da Mãe Natureza. Elas não precisam da aprovação ou reconhecimento de nenhuma instituição, ordem, igreja ou convém. Elas são o que são: marginais ou marginalizadas, amadas ou odiadas. Elas não sabem viver sem serem o que elas essencialmente são com um pé no urbano e o outro no rural, com um olho neste mundo e o outro... No Outro lado. Seu ofício é, naturalmente, a da consoladora social, da benzedeira, curandeira e vidente, a quem os aflitos recorrem quando precisa de conforto, alguém que não os julguem pelo que são ou pelo que fizeram.

Somos o que somos, pois para ser uma Bruxa realmente exige muita responsabilidade, acredito que as mesmas de qualquer outra religião. "DEDICAÇÃO" total. Sendo assim não cabe a nós escolhermos ou alertar outras se é ou não Bruxa de verdade, se tem o não vinculo com esse seguimento, a terra conhece cada filha (o) sua e sua caminhada cabe a ela somente e a nossa Deusa e Deus julgar e decidir o que é melhor pra cada ser.
Não julgar já faz bom uso de ser ou não uma Bruxa
Cada Bruxa faz sua parte sua missão do seu jeito sem comparação com o próximo, e magia de verdade não se divulga... cada um tem seu segredo e sua forma pessoal de fazer....

Acreditamos que a Bruxa é uma figura capaz de uma extraordinária avaliação, compaixão, resistência e força. Ao longo de séculos de discórdia e de tempos de completo caos, a Bruxa tem permanecido firme em seus esforços de manter o equilíbrio e de transformar tudo para o bem de todos. Muitas e muitas vezes ela tem provado a si mesma ser profundamente sensual, adaptável, corajosa e sábia, pois o nosso pensamento é que sejamos capazes de descobrir o significado das pessoas e não a utilidade. 

A utilidade passa, o significado é pra vida inteira, pois somente assim vamos entender que não vamos desanimar uma das outras, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz. Não coloque um ponto final, nas suas esperanças. Ainda há muito que fazer, ainda há muito que plantar, e o que amar nessa vida, pois cada pessoa é aquilo que crê; fala do que gosta; retém o que procura; ensina o que aprende; tem o que dá e vale o que faz.

Selma – 3fasesdalua


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

AS RELIGIÕES PAGÃS



A história acontece e se repete, num ciclo espiral, acompanhando a evolução da mente humana.

Os fósseis encontrados na Europa e na Ásia atestam que o homem de Neanderthal e o homem de Cro-Magnon (vide anteriormente na época do Pleistoceno) já tinham alguma forma de religiosidade, de crença numa vida após a morte: sepultavam seus mortos na posição de quem está dormindo, com a cabeça pousada sobre uma pedra, sobre o cadáver lançavam pó de ocre que tem a cor da vida (pardo, amarelo, vermelho, castanho...) e junto ao defunto colocavam flores, alimentos, armas, instrumentos diversos e figuras ornamentais, que lhe serviriam na viagem para o além. 


Já acreditavam na vida após a morte, há cerca de 150 ou 35 mil anos atrás. As tradições bramânicas citam que a nossa civilização iniciou-se há cerca de 50.000 anos atrás e que há cerca de 7 ou 8 mil anos ela chegou a seu auge na Índia e no Egito.

Segundo Edouard Schuré (1.841-1.929) existem duas correntes que trouxeram até a atualidade nossas idéias, mitologias e religiões, artes, ciências e filosofias. Ele as chama de corrente semítica e ária, cada uma com uma concepção oposta da vida, válidas e complementares, facetas de uma mesma verdade, compostas para as diferentes mentalidades existentes.

A mentalidade semita desce Deus ao homem e a corrente ária eleva o homem a Deus. O arcanjo justiceiro que desce à Terra, armado de espada e raio, representa a primeira, e Prometeu que sobe ao Olimpo e volta à Terra com o fogo, a segunda. Remontando à corrente semítica se chega a Moisés no Egito e ascendendo pela segunda se chega à Índia. Egito e Índia foram as grandes mães das religiões humanas.


Da mesma forma, a transformação humana, necessária ao encontro com Deus, segue duas correntes. Numa o combate ao mal com o bem é necessário, tanto para contê-lo, como para vencê-lo. Na outra corrente, o combate não se faz necessário. O mal perde por si mesmo quando deixado sob observação e encarado com compaixão e compreensão. Numa se chega ao Yoga hindu, ao Budismo, ao Zen e à maioria das religiões do mundo. Na outra se chega ao Tantra hindu e budista, ao taoísmo e à tendência atual de se ver o todo (Holística).

Mas todas as religiões ensejam a uma união com a Divindade, através de experiências místicas: o pangree africano, o samadhi hindu, o êxtase contemplativo cristão, o nirvana budista, o fanan muçulmano, a superconsciência de Sri Aurobindo (1.872-1.950), etc..

AS RELIGIÕES “PAGÃS”
“A base primitiva, para mentes primitivas, o conhecimento
verdadeiro para mentes evoluídas”.

O termo “pagão” é uma denominação cristã que se refere àqueles que professavam uma religião onde não havia batismo. Hoje em dia, a moderna teologia chama às religiões primitivas de religiões primais. O homem primitivo mais evoluído achava que o Sol, a Lua e as estrelas eram manifestações de um Ser Supremo, bondoso. Por outro lado, a maioria achava que as forças da natureza eram manifestações de vida de espíritos vingativos e egoístas aos quais tinha que conquistar a amizade e acalmar a ira (animismo, do latim animus, alma ou espírito). O culto aos antepassados, seria uma forma de animismo.

Enquanto o povo passeava entre o animismo vulgar e se aproximava de um politeísmo ignorante, os eleitos viam tudo como manifestações da Divindade. O Edda escandinavo, o livro das lendas, proclama a idéia de um Deus único, pai do Universo, ser de amor e bondade. Da junção entre o politeísmo popular e o monoteísmo verdadeiro, formas mistas surgiram. Havia os que acreditavam em vários deuses, mas com um deles predominando, o deus do clã ou da tribo, o deus principal (monolatria), e havia os que passaram a ver a Divindade manifestada, como que dissolvida, em tudo o existente (panteísmo). 
A monolatria ainda é vista hoje em alguns povos de Uganda, e por fiéis menos esclarecidos de quase todas as atuais religiões.


Pode-se enquadrar na categoria de “pagãs”, tanto as religiões mais primais, confinadas a tribos e clãs, como as mais institucionalizadas e espiritualizadas, como a religião finlandesa, celta e escandinava, a egípcia, a persa, a mesopotâmica, a grega e a romana. Essas serão detalhadas mais adiante. A rigor, o termo pagão, para os cristãos, incluiria o hinduísmo, o budismo, o xintoísmo, o taoísmo e até o islamismo.

Para a maioria, o Sol, como fonte e sustentação de toda a vida, passou a ser a divindade principal, ou a manifestação visível da Divindade (Ez 8:16). Observavam o Sol e em sua honra foram construídos templos e instituídas festas e cerimônias. O curso do Sol pelo zodíaco originou o mito das 12 encarnações de Vishnu (Cf. em BRAMANISMO), os 12 trabalhos de Hércules, etc.

À aparente perda de calor do Sol durante o inverno, se seguia seu reaquecimento (renascimento) a partir do solstício de inverno, que corresponde ao dia mais curto do ano (no hemisfério Norte entre 22 e 23 de dezembro), que perdurava até o equinócio da primavera (21 de março no hemisfério Norte, data em que dia e noite têm a mesma duração devido ao fato de o Sol nascer precisamente no leste e se por precisamente no oeste), chegando ao seu apogeu no solstício de verão (22 ou 23 de junho no hemisfério Norte, o dia mais longo do ano). Esse ritmo fez os antigos dizerem que o Sol nascia e era o mesmo para todas as nações no solstício de inverno, fortificava-se até o equinócio da primavera chegando à sua glória no solstício de verão, para então morrer e descer aos infernos durante o equinócio do outono (23 de setembro). 

Daí teria surgido a lenda da morte, descida ao inferno e ressurreição dos diversos deuses de quase todas as religiões (citados anteriormente).
Da relação das fases da Lua com as datas dos Solstícios e Equinócios, no hemisfério Norte, originaram-se as datas de todas as festas e cerimônias pagãs, que nomeavam seus dias da semana com o nome dos astros até então conhecidos.

Outra forma de religiosidade era o culto a homens-deus que vinham à existência e se sacrificavam em prol do povo. Desse modo personificaram-se figuras mistas de divindade e humanidade como Hórus, Osíris, Hermes, Apolo, etc., representando homens que existiram e foram elevados à categoria de deuses por suas ações pelo bem da humanidade. Esses deuses, após a morte, ressuscitavam em glória, para o bem da humanidade.

Paulatinamente a degradação tomou conta dos ritos, que originariamente tinham um significado simbólico que se tornou deturpado. Pã era a “Natureza Absoluta, o Único e o Grande Todo”. Os festivais ao grande deus da Natureza Pã, celebrados nos Equinócios e Solstícios, em que se celebrava a Natureza como criação divina, se transformaram em festas orgiásticas (daí sua popularidade), e Pã foi transformado no princípio do mal dos cristãos (Cf. em CRISTIANISMO). Da mesma forma o Falicismo, que era o culto ao falo como símbolo da fecundidade da Natureza, se deturpou.

O deus sacrificado, outra fórmula antiquíssima, já foi uma deturpação do culto aos homens-deus. Um sacrifício humano anual, para ajudar a colheita, era então um rito genérico entre todas as tribos agricultoras da Europa e da Ásia Menor há cinco mil anos, e mesmo nos primórdios do romanismo ainda era praticado por tribos indo-européias. O sacrificado era, originalmente, o rei da tribo, reinava durante o ano, e era executado nos Ritos da Primavera, ou Páscoa. Era tratado como encarnação do deus tribal, e adorado até o momento de sua morte. 

Com seu sangue os campos de cultivo eram salpicados, sua carne era comida por nobres e sacerdotes e o povo tinha de contentar-se em respirar a fumaça de certas partes queimadas e oferecidas à divindade que ele havia encarnado (estas partes variavam: algumas tribos queimavam os órgãos sexuais, outras o coração). Eventualmente uma fórmula tornou-se mais conveniente para os reis: concebeu-se a idéia de um vicário e, desde então, um rei substituto era simbolicamente ungido para a ocasião, para ser sacrificado no lugar do rei verdadeiro. Primeiro usaram voluntários, depois velhos e doentes ou criancinhas, a seguir inimigos, e, por último, animais.


Em muitas tribos os pais, em vez de se sacrificarem, sacrificavam seus primogênitos (neste caso os pais eram os chefes ou patriarcas das tribos). Esse costume foi abolido na tribo do Abraão bíblico, por Iaweh (Gn 22:9-13), e substituído pelo sacrifício animal. Sacrifícios humanos, acompanhados de antropofagia ritual, eram costume no continente indo-europeu, na Austrália, no continente africano e no Novo Mundo. A presença universal de tal rito, numa época em que a arte da navegação era praticamente nula, indica uma origem comum na Antigüidade.

Já a religiosidade monólatra fenícia se baseava no culto às forças naturais divinizadas. A divindade principal era El, adorado junto com sua companheira e mãe, Asherat ou Elat, deusa do mar. Desses dois descendiam outros, como Baal, deus das montanhas e da chuva, e Astarte ou Astar, deusa da fertilidade, chamada Tanit nas colônias do Mediterrâneo ocidental, como Cartago. 

Entre os rituais fenícios mais praticados, tiveram papel essencial os sacrifícios de animais, mas também os humanos, principalmente de crianças. Em geral os templos, normalmente divididos em três espaços, eram edificados em áreas abertas dentro das cidades. Havia ainda pequenas capelas, altares ao ar livre e santuários com estrelas decoradas em relevo. Os sacerdotes e sacerdotisas freqüentemente herdavam da família o ofício sagrado. Os próprios monarcas fenícios, homens ou mulheres, exerciam o sacerdócio, para o que se requeria um estudo profundo da tradição.

Para os finlandeses, no princípio havia somente Luonnotar (a Filha da Natureza), completamente sozinha num enorme vazio. Flutuou no “oceano cósmico” durante eons, até que uma águia fez um ninho em seu joelho. Assustada terminou quebrando os seus ovos, dos quais surgiram o céu, a Terra, o Sol, a Lua e as estrelas. No Kalevala (pátria dos heróis), o mais antigo poema épico finlandês, fala-se dos deuses do ar, da água, do fogo e das florestas, do céu e da Terra. Nele Mariatta, Virgem-Mãe das Terras Nórdicas, é escolhida por Ukko, o Grande Espírito, como veículo para se encarnar por meio dela em Homem-Deus. Repudiada pelos pais, dá nascimento a um “Filho imortal” numa manjedoura de estábulo. Mais tarde o menino desaparece e Mariatta se põe aflita a procurá-Lo perguntando a uma estrela, à Lua, até que quando pergunta ao Sol este diz onde achá-Lo.

De um modo geral, as religiões primais, além dos conceitos acerca da Divindade, tinham as mais diversas formas de explicar a origem, a finalidade e até a extinção do mundo e do homem. Usavam uma água lustral, ou santa, para purificar suas cidades, seus campos, seus templos e a si próprios. Nas suas cerimônias sacrificiais, o pontífice (curion) aspergia essa água em todos os presentes com um ramo de louro; possuíam em seus templos altares para a consagração aos deuses. Muitos sacerdotes pagãos se castravam, com o fito de serem mediadores puros e santos entre o povo e deus ou a deusa. A castração ritual era encontrada na Babilônia, no Líbano, na Fenícia, no Chipre, na Síria e no culto frígio de Átis e Sibele.

Muitas tribos primitivas, como os aborígenes da Austrália, os zulus da África do Sul e os peles-vermelhas da América celebravam também algumas cerimônias tribais de mistérios, que consistiam na escolha de um lugar isolado, marcação dos direitos e deveres da virilidade dos rapazes, um período de instrução e exercícios de resistência à dor. Então os candidatos, em transe, passavam por uma morte simbólica e após se erguerem (ressurreição) recebiam um novo nome (uma nova vida) junto com a exibição de algum objeto sagrado sob juramento. Além desses ritos, conhecidos como “ritos de puberdade”, outros ritos, conhecidos como “ritos de passagem”, eram também importantes: nascimento, casamento e morte.

Selma - 3fasesdalua


domingo, 22 de novembro de 2015

A magia dos banhos


Assim como você faz quando prepara um chá, as ervas usadas nos banhos também devem ser fervidas. Proceda da mesma maneira: Ferva a água, desligue o fogo, coloque as ervas com todo carinho em um recipiente, despeje a água, tampe por alguns minutos, coe, espere esfriar um pouco e faça o banho, jogando a água sobre seu corpo, do pescoço pra baixo. Procure secar-se naturalmente, evitando usar uma toalha, para que a energia das ervas fique em seu corpo mais tempo.

Algumas bruxas acham que não existe um motivo concreto para não se molhar a cabeça também; como as leis da bruxaria, nesse sentido, são muito flexíveis, escolha o jeito que achar melhor.
Os banhos devem ser sempre tomados depois de seu banho normal de higiene.



Ervas especiais:

AçúcarJogue um pouquinho de açúcar mascavo na água e tome um banho para renovar a energia da sua aura, fazendo com que as outras pessoas que também tenham uma energia positiva sintonizem com você.

AlecrimÉ excelente para nos livrar da sensação de fadiga, cansaço e desânimo; é ótimo para quem estuda.

Bicarbonato de sódioAuxilia o sono, diminuindo a irritabilidade e o descontrole. Misturado ao sal marinho, em partes iguais, é um excelente banho para ser tomado à noite, antes de dormir. Fica melhor ainda se você conseguir intercalar este banho com outro de camomila (um dia para cada um).

CaféPara acabar com os pesadelos e com aquela horrivel sensação de que estamos sendo observados, coloque duas xícaras ( chá ) de café bem forte em cinco litros de água e banhe-se da cabeça aos pés.

CanelaA canela tem fama de ser a especiaria da prosperidade e do dinheiro, mas nunca falta também em uma boa poção de amor. Quando usada com outras ervas, atrai a positividade em todos os sentidos. Experimente combiná-la com noz-moscada ralada, erva-doce, louro ou cravo-da-índia.

Casca de laranja frescaExcelente para as pessoas mais tímidas, pois ajuda a aflorar os sentimentos. Usa-se no banho a casca de uma laranja média para cada três litros de água fervida.

Cravo-da-índiaProteja-se contra a inveja tomando um banho de cravo-da-índia, de preferência moído. Basta uma colher de sopa para cada litro de água. Não se esqueça de coar.

EucaliptoMacere algumas folhas frescas numa vasilha com água em temperatura ambiente e tome o banho da cabeça aos pés, sentindo a alegria surgir dentro de você, ao mesmo tempo em que a sua força de vontade se renova. Não há apatia que resista!

Flores de MurtaTambém conhecidas como " Damas da noite", pois só à noite elas se abrem e exalam seu delicioso perfume forte e adocicado, as flores de murta são excelentes para atrair energia positiva. Devem ser colocadas de molho em água em água fria e aí permanecer por uma noite, de preferência de lua-cheia. Deixe-as tomar o sol da manhã também e, antes do meio-dia, você poderá usá-las para o seu banho.

Noz-moscadaPrepare um banho a cada lua crescente, combinando-a com salsa desidratada e erva-doce para recarregar as energias. Não se esqueça de que a noz-moscada deve ser ralada.

Sal marinhoEste sal sem iodo é um excelente aliado no combate à energia ruim do mau-olhado, que costuma deixar a pessoa desanimada e sem energia. Bastam três punhados de sal em cinco litros de água para um banho antes de dormir. Na manhã seguinte, tome um banho de eucalipto ou alecrim, para reenergizar o corpo e aumentar a força.

Vinagre Excelente contra o mau-olhado,é também usado como tônico para pele.



Receitas de banhos mágicos:


Banho de sol


Para manter o seu namorado sempre apaixonado.

Ingredientes:


*Uma garrafa transparente
*água filtrada ou fervida
* papel cor-de-rosa

Modo de fazer:
Num dia de lua-cheia, encha a garrafa com água e embrulhe-a com o papel cor-de-rosa ( qualquer tipo de papel, só a cor que é importante). Deixe-a um dia inteiro ao sol, e à noite, jogue a água sobre o corpo. Essa magia deve ser feita uma única vez.


Banho de alho
Contra a energia gerada por situações difíceis e constrangedoras, nada melhor do que este banho.

Ingredientes necessários:


* 2 litros de água
* 2 colheres de sopa de tomilho
* 7 dentes de alhos frescos e inteiros
* 2 duas colheres ( sopa) de sálvia seca
* 1 colher ( sopa) de sal marinho


Modo de fazer:
Ponha a água no fogo e desligue-o assim que ela levantar fervura. Coloque os ingredientes na água, tampe por alguns minutos, espere esfriar, coe e tome seu banho.
Banho de cheiro para atrair um amor

Ingredientes necessários:


* 3 litros de água
* 7 pétalas de rosa branca
* 3 galhinhos de manjericão
* 3 galhinhos de alecrim
* 3 gotas de seu perfume predileto


Modo de fazer:
Prepare um banho com todos os ingredientes juntos, de preferência na lua-cheia.


Banho de flores e frutas
Nada melhor do que este delicioso banho para estimular a sua aura para o amor.

Ingredientes necessários:


* Pétalas de 3 rosas vermelhas
* Algumas gotas de sândalo ( essência ou perfume)
* Um ojeto de ouro ( por exemplo, um anél ou aliança )
* Cascas frescas de uma maçã

Modo de fazer:
Numa noite de lua-cheia, coloque os ingredientes numa vasilha com água fria (filtrada ou fervida) e deixe descansar a noite inteira. Na manhã seguinte, esfregue delicadamente as pétalas de rosa e as cascas da maçã nas paredes da vasilha, retire o objeto de ouro e faça o banho.
Banho da prosperidade

Ingredientes necessários:


* canela
* noz-moscada ralada
* erva-doce
* louro
* alguns cravos-da-índia
* uma colher de açúcar mascavo


Modo de fazer:
No terceiro dia de lua-cheia, prepare um banho com esses ingredientes, e logo você vai sentir os resultados.


SELMA - 3FASESDALUA


A Lenda da Maldição dos Lupinos


Hoje vou narrar a lenda da maldição dos Lupinos como a família conhece, mas antes quero tecer uns comentários.

O Lupino é um grão do tremoceiro (tremoço), uma planta leguminosa e fértil com flores variadas. Seu nome deriva do árabe Al-Turmus, significando “em água muito quente”; em grego Thermós. A primeira documentação de seu nome foi escrita e registrada como Altarmuz na literatura e as primeiras referências a esta planta surgiram no Egito há cerca de 4.000 anos. Foi introduzida na Itália da mesma forma que a seda, através da Rota da Seda. Os segredos Lupinos apareceram junto com os mistérios do bicho da Seda na Itália.

Em português é chamado Tremoço, em italiano é chamado Lupino, em castelhano é chamado Entremoço ou Atramoz, uma vez que o norte conservou o romance llobí de lŭpīnus. Na Espanha é conhecido também por Altramuz, Tramúz e Chocho. O tremoço pertence à família Fabaceae e à espécie Lupinus. Nos sites de Portugal essa lenda pode ser encontrada como a maldição do tremoço, porém, narrada de forma incompleta.

O tremoço é utilizado na alimentação humana e na alimentação dos animais, no enriquecimento dos solos, na indústria farmacêutica e na fito remediação e tem grandes propriedades regenerativas, de cura, porém, os ocidentais pensaram que os tremoços eram péssimos para a saúde devido aos resquícios na memória de uma lenda repetidamente ouvida desde os tempos de criança em que teriam sido amaldiçoados pela Nossa Senhora Maria mãe de Jesus.



A LENDA DA MALDIÇÃO DOS LUPINOS

Há mais de dois mil anos atrás, Maria e José estavam fugindo para o Egito, a fim de esconder seu filho dos soldados de Herodes.
Conta-se que o burrinho começou a perturbar Maria e ela pediu aos Fetos que eles prendessem o burrinho. Mas os Fetos não atenderam ao pedido dela.

O burrinho é um besouro do gênero epicauta, cuja excreção causa bolhas na pele humana devida uma substância causticante conhecida como cantaridina, e o Feto é uma espécie de samambaia, só para que vocês não se percam na narração.

Então Maria pediu às Silvas para cercarem o burrinho e prontamente seu pedido foi atendido. Maria abençoou as Silvas para que dessem frutos saborosos os quais todos os pastores iriam se fartar, enquanto ao contrário os Fetos nasceriam com a cabeça torta. Os Fetos foram amaldiçoados antes dos Lupinos.


A cada ruído que ouviam por menor que fosse como o cair de uma folha ou o rastejar de um pequeno réptil julgavam ouvir os passos dos soldados de Herodes. Procuravam, portanto evitar os caminhos mais transitáveis e atravessavam por sítios e por onde não deixassem pegadas que poderiam denunciar sua passagem.

A certa altura da caminhada embrenharam-se por um campo de tremoços. Como se sabe o tremoceiro quando está seco, e ainda com o tremoço dentro da vagem faz um barulho dos demônios comparável ao de um enorme rugido.

Ao atravessarem o tremoçal, o barulho era de tal ordem que, Maria, com dor e receosa, a quem o medo tornava impaciente, teria dito para José:

— Estas malditas ervas fazem tanto barulho, que, se os soldados passarem por aqui perto, vão ouvir e seremos apanhados.

Depois, dirigindo-se aos tremoços, disse:
— Ó ervinhas, peço-vos que não faças barulho, senão sereis amaldiçoadas e o vosso fruto não matará a fome a ninguém, por mais que comam.
Os Lupinos ouviram Maria chamá-los primeiro de “estas malditas ervas”, e depois chamou-os de “ó ervinhas!”. Os Lupinos não atenderam ao pedido de Maria e ela não entendia o porque seu pedido não foi atendido.

Em certa altura da jornada, ouvia-se o barulho arrastado entre as searas, e eles diminuíram sua marcha. Maria perguntou a si mesma se estava sendo seguida, mas não avistava ninguém.

Caminharam mais um pouco e o ruído se repetiu. Então José olhou ao seu redor e perguntou a Maria: “Alguém que nos persegue se aproxima por entre as colheitas?” - Um silêncio mortal tocou o ar e não houve nenhuma resposta, apenas o estranho ruído dos Lupinos agitados pelos ventos.

Então, Maria se enfureceu e percebendo que os Lupinos não haviam atendido seu pedido, os amaldiçoou dizendo: “eu vos amaldiçoo Lupinos, para que jamais farteis quem quer que se alimente de vós. Se for comido seco, empeçonharás quem os comer, liberará um gosto amargo e não serás apreciado por ninguém. Se for batizado com água e sal, não satisfará a fome de ninguém. Guardará sua riqueza interna junto com seu sabor sobre um invólucro que será tão duro quanto o ferro, suas flores serão lindas e assassinas, por mais que suas raízes sejam férteis e não lhes deixem ser extintos da face da terra. Não gostarás de ser enterrado, pois sempre tornará à superfície, e assim não serás semeado, mas sim jogado à terra e terá de escolher como se agarrará nela! E este será teu fardo daqui pra frente!”

Desde então, afirma o povo antigo que os Lupinos deixaram de matar a fome.

O fato é que esse fruto é muito apreciado como aperitivo nas festas de batizados e casamentos, pois não engorda e ajuda combater muitos males do organismo. A maldição de Maria pegou e ele não saciou o apetite de ninguém até hoje, quanto mais se come, mais se quer comer sem nunca sentir o estômago cheio.

Da família das favas e ervilhas, o Lupino se tornou o fiel companheiro da cerveja fermentada desde tempos longínquos. O tremoço-lupino é um verdadeiro petisco tradicional injustamente votado a alguma indiferença perante o carisma de uns pistácios ou até de uns amendoins.

É que nutricionalmente este modesto bago amarelo está quase ao nível de um bife. Tem três vezes mais proteínas e duas vezes mais fósforo do que o leite de vaca. E mais: é rico em fibras, vitaminas do complexo B, cálcio, potássio, ferro, vitamina E e ómega 3. E ainda mais: o seu reduzido teor em amido converte-o num aliado nada desprezível no controle dos níveis de açúcar no sangue e um ótimo companheiro das dietas. As suas propriedades cicatrizantes estimulam a renovação das células da pele. É um verdadeiro elixir!

Os egípcios deviam sabê-lo, consumiam a semente do tremoceiro há pelo menos três mil anos antes de Cristo. Atualmente a Austrália é o maior produtor mundial.

Além da Itália, são também apreciados em Portugal e em toda a América latina além de alguns países da bacia do Mediterrâneo, mas hoje em dia há produção dos Lupinos no mundo todo.


ALGUNS MISTÉRIOS DA ARTE DOS LUPINOS

A maioria das pessoas não sabem que os tremoços que comemos, foram primeiramente cozidos e depois cobertos de água mudada com frequência por diversos dias até perderem o seu amargo original, e só então é que se adiciona água e o sal.

Se não houver este procedimento, são completamente intragáveis e altamente tóxicos.


Esse amargor é devido à presença de vários alcaloides como a anagirina (usada como cardiotónica e teratogênica), a esparteína (usado como ocitócico e antiarrítmico) a lupanina, (influenciando os centros respiratórios e vasomotores), a luteona e a wighteona.

A intoxicação identifica-se por náuseas, vômitos, tonturas, dores abdominais, mucosas secas, hipotensão, retenção urinária e taquicardia.
Esta toxicidade desaparece após a fervura e o demolhar por vários dias, torna o tremoço doce e um alimento de eleição beneficiando as pessoas e animais que se alimentam dele.

O tremoço também é um excelente adubo verde quando enterrado porque tem a faculdade de fixar o nitrogênio do ar, apesar de voltar para a superfície, absolutamente necessário para o crescimento de novas plantas o que o torna também responsável pelo aparecimento de novos ecossistemas. As suas raízes conseguem descompactar e reduzir a erosão dos solos, ajudando à infiltração de água. Ótimo para melhorar a estrutura física dos solos. É resistente às geadas e gosta de invernos úmidos e verões secos, e para descobrir mais sobre os mistérios da fertilidade é necessário conhecê-los por dentro e por fora e claro, ser um amante da culinária do bago do lobo.

FONTE: Sett Ben Qayin


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