quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Acre cria proposta para ensino religioso nas escolas públicas

Autoridades eclesiásticas e pol�ticas do Acre

Uma proposta curricular de ensino religioso nas escolas públicas foi apresentada nesta segunda-feira (21) ao governo do Acre, em Rio Branco, durante a abertura da I Conferência Estadual da Diversidade Religiosa.

A conferência tem como objetivo revelar a identidade de cada um dos principais grupos religiosos presentes no Acre e lutar para que a escola pública seja espaço democrático e pluralista contra todo o tipo de preconceito, discriminação e de fundamentalismo mesmo religioso.

Promovido pelo Instituto Ecumênico Fé e Política e a Secretaria Estadual de Educação, a abertura do evento foi marcada por orações do bispo do Acre, Joaquim Pertiñez, e da Mãe Raimundinha, que dirige um centro de umbanda.

O governador em exercício César Messias e os secretários de educação Daniel Zen (estadual) e Márcio Batista (municipal) também participaram da abertura da conferência. Zen afirmou que a proposta curricular para o ensino religioso possivelmente será adotada a partir do próximo ano.

A proposta do Instituto Ecumênico Fé e Política, no formato de uma cartilha, oferece a professores e lideranças religiosas informações para capacitá-los para o diálogo inter-religioso na sociedade pluralista, além de estimular a cooperação entre as diversas denominações e expressões de fé.

- Nosso objetivo é a construção da paz, da cidadania, da democracia e do respeito aos direitos humanos - afirmou o ex-padre e ex-deputado do PCdoB, Manoel Pacífico, que dirige o Instituto Ecumênico Fé e Política, uma entidade de direito privado, suprapartidária, comprometida com a justiça social e o respeito à diversidade cultural e religiosa.

A cartilha sobre diversidade religiosa no Acre é resultado de quase seis anos de encontros, inicialmente de representantes católicos e evangélicos, ampliados há mais de quatro anos com representantes espíritas, daimistas e de religiões de matriz africana.

A exemplo dos demais Estados brasileiros, o Acre possuía uma população de maioria católica, mas assistiu nos últimos anos o crescimento rápido da população protestante, estimada no País em 25% pelo IBGE.

De acordo com o Instituto Ecumênico Fé e Política, os dois fatores tem importância nas relações inter-religiosas na sociedade, particularmente dentro das escolas, uma vez que no Estado há também outros grupos expressivos, adeptos de outras tradições espirituais como daimistas, espíritas, e os seguidores de cultos de matriz africana, como o candomblé e a umbanda.

Sem espaço para doutrinar

A proposta também menciona a história de outras tradições espirituais presentes na Amazônia, como a indígena, islâmica, budista, bahai e seicho-no-ye.
Os participantes da conferência assinalam que o reconhecimento da diversidade religiosa impõe-se de forma absoluta, em função de uma série de fatores de ordem histórica de desinformação, de preconceitos e até de ordem cultural e religiosa.
Na avaliação deles, o desconhecimento generalizado entre os diversos grupos religiosos presentes no Acre, favorece algumas atitudes fundamentalistas de grupos majoritários sobre outros considerados de menor expressão.

- É necessário ouvir os diversos grupos que compõem este universo religioso no Estado, que nos revelem sua história e sua própria identidade. Esses relatos tem, portanto, muito de história e também, de forma diferenciada, a identidade de cada denominação - afirma o documento.

Católico, o governador em exercício César Messias destacou o trabalho social e religioso das igrejas evangélicas no Acre. Messias manifestou apoio à proposta de ensino religioso e aproveitou a ocasião para revelar que costuma participar de rituais com o uso de ayahuasca ou daime, como é mais conhecida a bebida que provoca mirações, feita a partir do cozimento de um cipó e de uma folha.

- Eu me sinto muito bem quando participo dos cultos da Assembléia de Deus ou quando me reúno com jovens da igreja Batista. Mas também me sinto muito bem quando tomo daime. Ninguém pode afirmar que o daime é uma droga. Só sabe o que é o daime quem toma o daime - afirmou o governador.

O secretário de educação de Rio Branco, Márcio Batista, foi o primeiro a defender que a cartilha intitulada “Muitos são os caminhos de Deus” seja incorporada pelo Conselho Estadual de Educação como proposta curricular para o ensino religioso nas escolas públicas do Acre.
- O pensamento religioso não é único e a escola não pode ser espaço para doutrinar ou catequizar - afirmou Batista.
Fonte: Terra.com

Ser Pagão


Ser pagão é ser tudo!
É acreditar no inimaginável!
É saber que tudo é possível!
É saber que tudo é a Grande Mãe!
E a Grande Mãe é a grande experiência do viver!
É andar com os pés descalços no chão e saber que dali você tira sua força de subsistência!
Ser pagão é olhar para o céu e ver nascer o poder do sol em dia claro, o poder da lua em uma noite escura. Mesmo quando está em dia nublado é saber que o poder que emana deles chega até nós mesmo assim.
É saber que a água que mata nossa sede é o liquido sagrado da Deusa.
É saber que o magma que ferve e explode de dentro da terra é o fogo da vida que nos faz pensar no que vai acontecer amanhã.
É saber que o ar que entra em nossos pulmões é o sopro que dela provém para que ela continue tendo a experiência de viver em nós!
Ser pagão é se orgulhar tanto disso que sorrimos apenas por sermos quem somos!


Texto de :Rowana Danala

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Cerca de 3000 pessoas foram mortas sob a acusação de bruxaria na Tanzânia


Cerca de três mil pessoas sob suspeita de praticar bruxaria, em sua maioria mulheres de idade avançada, foram linchadas na Tanzânia entre 2005 e 2011, denunciou a principal organização local de defesa dos Direitos Humanos.

"Entre 2005 e 2011, cerca de três mil pessoas foram linchadas por vizinhos que suspeitavam de bruxaria", afirmou o Centro Jurídico e de Direitos Humanos em um informe enviado nesta terça-feira à AFP.

De acordo com a entidade, cerca de "500 pessoas de idade bastante avançada, em especial mulheres com os olhos vermelhos", foram acusadas de bruxaria. As províncias mais afetadas são Mwanza e Shinyanga, no norte do país, acrescenta a fonte.

"Como exemplo, 242 pessoas foram assassinadas por crenças em bruxaria na província de Shinyanga entre janeiro de 2010 e janeiro de 2011", denunciou o grupo humanitário.

Segundo a entidade, as crenças populares consideram a vermelhidão nos olhos como um sinal de bruxaria. Segundo especialistas, a irritação ocular deve-se ao fato de que muitas mulheres são obrigadas a cozinhar utilizando esterco de vaca como combustível.

Mulheres acusadas de bruxaria vivem em campos isolados em Gana


Em Gana e em outros países africanos, quando desastres atingem vilarejos, a busca por explicações acaba levando a bodes expiatórios – as chamadas bruxas. Mulheres excêntricas ou extrovertidas – muitas vezes idosas – costumam ser os alvos mais fáceis, e os casos normalmente terminam com a expulsão da "culpada".

Atualmente, existem seis campos de bruxas espalhados por Gana, com até mil mulheres em cada um deles. Neles, mulheres exiladas de seus povoados podem viver sem medo de espancamentos, tortura ou até linchamento. Isto é, se forem consideradas inocentes ou passarem por um ritual de purificação.

No campo de Kukuo, recém-chegadas primeiro precisam comprar uma galinha de cores fortes como oferenda ao religioso chefe. Agachado, o velho sacerdote murmura algumas palavras antes de cortar a garganta da ave.
Se ela cair de costas, é sinal de que a "bruxa" é inocente e está pronta para ser purificada com água benta. Caso contrário, a "bruxa" precisa beber uma poção purificadora feita com sangue de galinha, crânio de macacos e terra.Mas, para o exorcismo funcionar, a mulher não pode ficar doente nos próximos sete dias. Se ficar, tem de tomar a poção novamente.
Embora a tradição dos campos de bruxas aparentemente seja exclusiva de Gana, o costume de encontrar no suposto uso de magia negra explicações para desastres é comum em várias partes da África.

Samata Abdulai

O destino da idosa Samata Abdulai mudou após um de seus irmãos acusá-la pela morte de sua filha, supostamente causada por uma maldição lançada por Abdulai.

"Fiquei confusa e cheia de medo, porque sabia que era inocente. Mas também sabia que, uma vez que começam a te chamar de bruxa, a sua vida está em perigo. Por isso, não perdi tempo, juntei as minhas coisas e fugi do povoado", contou à BBC. "Quando você é acusada de bruxaria, é uma perda de dignidade. Para ser sincera, tenho vontade de simplesmente acabar com a minha vida."
Um relatório da organização não-governamental ActionAid publicado recentemente afirma que mais de 70% das moradoras do campo de Kukuo foram acusadas de feitiçaria e expulsas após a morte dos seus maridos. Para muitos, isso é um sinal de que as acusações de bruxaria são uma forma velada de a família se apropriar dos bens da viúva.
"Os campos são uma manifestação dramática da condição da mulher em Gana", afirmou o professor Dzodzi Tsikata, da Universidade de Gana. "Idosas viram alvo porque não são mais úteis à sociedade."
Para o grupo de direitos das mulheres Songtaba, aquelas que não se adaptam às expectativas da sociedade também acabam vítimas de acusações de feitiçaria.
"A expectativa sobre mulheres é de submissão, então, quando elas começam a dar muitas opiniões ou mesmo ser bem-sucedidas em seu ramo, começam as acusações de serem possuídas", afirma o acadêmico.
O governo de Gana sabe que a existência dos campos macula a reputação dessa que é uma das democracias mais progressivas e economicamente vibrantes na África. Por isso, no ano passado, afirmou que tomaria medidas para acabar com eles, provavelmente, em 2012. O problema é que não se pode simplesmente mandar as mulheres de volta a seus vilarejos.
"Temos que trabalhar muito com as comunidades para que possam voltar sem serem linchadas ou novamente acusadas, se, por exemplo, uma vaca pula uma cerca e derruba alguma coisa", afirmou Adwoa Kwateng-Kluvitse, diretora da ActionAid em Gana.
Na opinião da ativista, isso pode levar entre 10 e 20 anos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Orgulho de ser pagão




Não sou nehum assassino
não sou nenhum ladrão
não sou nenhum monstro
por isso tenho orgulho de ser pagão

Muitas pessoas ainda emburram a cara
quando vêem alguém usando um pentagrama
não entendo o porque disso
o pentagrama é para nós Bruxos e Bruxas como para os cristãos é o crucifixo

Nós pagãos nunca apontamos o dedo e abrimos a boca
para dizer aos cristãos "sua religião é maligna"
então porque eles insistem em nos perseguir
por que fazem a nós o que não gostariam que a eles fizessem?

Todavia reconheço que não são todos os cristãos
que são assim conosco
espero do fundo do meu coração
um dia nós pagãos podermos viver em harmonia convosco 



Brener

sábado, 15 de setembro de 2012

Onde Você coloca o Sal?



O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse a mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.


Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.


Ruim - disse o aprendiz.


O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:


- Beba um pouco dessa água.


Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:


- Qual é o gosto?


- Bom! disse o rapaz.


- Você sente o gosto do sal? perguntou o Mestre.


- Não! disse o jovem.


O Mestre, então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:


- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está à sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo para tornar-se um Lago.

Vândalos destroem placa na Vila Pagã


Num lamentável ato de ignorância e intolerância religiosa.Vândalos destruíram a placa de sinalização que recentemente tinha sido fixada na Árvore das fadas. Tudo ocorreu nesse fim de semana, quando o filho de um morador (cristão protestante) das redondezas invadiu o terreno da vila para caçar pássaros (pra matar). 

O mesmo, ao se deparar com a placa de sinalização e as fadas penduradas na árvore, pensou que tudo aquilo era um "despacho". O jovem correu assustado (com medo de uma simples placa e de bonecas) e chamou vários homens da comunidade vizinha, que prontamente foram ao local, munidos de foices e facões.

Os homens arrancaram a placa, amassaram e destruíram, configurando crime de invasão a propriedade privada, intolerância religiosa e dano ao patrimônio privado. As fadas que decoravam a árvore também foram arrancadas, despedaçadas e destruídas. As medidas serão tomadas para que o fato não volte a ocorrer.

Por conta desse fato, foi decidido que o terreno da Vila será todo cercado e apenas uma via principal (Via Abeona) dará acesso as demais vias. Plantas espinhentas serão plantadas em todo os arredores da cerca, para evitar coisas desse tipo.

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