sexta-feira, 7 de setembro de 2012

BRUXARIA TRADICIONAL É UMA REALIDADE


“Bruxaria é uma realidade poética – nascida das libélulas que tomaram forma nas fagulhas do martelo do primeiro ferreiro – e assim Ele forjou a Beleza na caverna da Sabedoria” 

Bruxaria Tradicional é a arte de forjar o mundo de acordo com o seu próprio Destino -mas é também a arte de moldar o Destino em algo bom e verdadeiro, tanto quanto forjar o mundo para que ele se curve à sua vontade, e fazer toda a natureza imóvel em seu momento de impossibilidade régia, onde você é Um.

Isso transforma a bruxa em uma trabalhadora do Destino – e isso atrai a necessidade de conhecer a alquimia secreta dentro da criação – e em particular, a própria natureza.

Nós tradicionalistas não temos o objetivo de arrebanhar pessoas para a nossa crença, e sendo assim a maior preocupação esta diretamente ligada a busca pessoal, a honrar deuses e ancestrais, a respeitar e preservar a sua riqueza cultural/filosófica, conseguindo assim o seu equilíbrio mental, espiritual e material, e deste modo, de bem consigo e com o que acredita poder ajudar o próximo a encontrar a sua estrada, seja pela cura física ou não, seja por sua contribuição a comunidade.


A cura da alma humana é um processo natural: a boa cicatrização ocorre de dentro para fora e só é possível quando a ferida está em contato com o ar livre da verdade. O hipócrita pensa que é esperto e tapa suas feridas, mas isto o faz apodrecer por dentro. Os sentimentos negativos têm o mau costume de esconder sua face, mas quanto mais disfarçado estiver o egoísmo na alma do praticante religioso, maior é o perigo que o ameaça.

Na Bruxaria Tradicional esse é um processo constante no caminho de alguns iniciados. Os ingênuos e os desinformados buscam estabelecer uma relação de troca comercial com as divindades, com os ancestrais e com os Deuses. Eles desejam um investimento seguro. Querem garantir vantagens materiais, ou lucros espirituais como êxtase, santidade e prestígio. Assim, abrem as portas para os picaretas tirarem proveito da sua ignorância.

Por isso nós Bruxas (o), desenvolvemos ao longo dos séculos a certeza consciente que é preciso eliminar o processo de auto-ilusão. Só a honestidade consigo mesmo dá a alguém o discernimento necessário para identificar corretamente a falsidade no mundo externo. Portanto, uma das principais tarefas do iniciado na BRUXARIA TRADICIONAL é destruir as sementes da ilusão e da hipocrisia dentro de si. É claro que ele só pode fazer isto observando serenamente os seus erros. Mas para manter a serenidade há uma condição prévia central. Todos os sábios tiveram que passar pelo desafio. Ele deve ser indiferente aos desejos do ego em ralação ao “poder da magia”.
Qualquer tentativa de se definir a bruxaria tradicional será sempre um desafio – como ela é a definição do praticante desta arte, “a bruxa”. Andrew Chumbley refere a ela como a “arte sem nome”, os sábios escandinavos chamam-na simplesmente de “A Arte” e o poeta grego Kostis Palamas a chamou “o que ainda não tem nome”.

É justamente este anonimato da bruxaria que a define, o que dá um contraste interessante com o ditado basco, que diz: “Se tem um nome, existe” – sugerindo que a nomeação em si é dotada de forja mágica e força. Então, como vamos discutir formalmente e logicamente sobre bruxaria? Simplesmente não o faremos – porque a Arte fala com o coração e é compreendida pela mente – e nesse processo o eixo à compreensão da Divindade e todas as coisas divinas na criação é erigida e verticalizada.


Alguns estudiosos garantem que a origem da Bruxaria começou a tomar forma na era Paleolítica, há cerca de 25 mil anos atrás. O homem nesta época tinha como meio de subsistência a caça e a coleta. Tudo era mistério para eles: o trovão, a escuridão, o sol e outras forças da natureza. O mundo era para eles cheio de forças temíveis que deveriam ser respeitadas e reverenciadas.

Um desses mistérios era a fertilidade e até mesmo a própria mulher. Para eles, além do grande mistério da reprodução (os homens ainda não tinham consciência de sua participação), ainda achavam um grande enigma o fato da mulher alimentar seus "filhotes" com o leite vindo de seu próprio corpo. Sem falar que aquela criatura mágica soltava sangue de seu corpo de tempos em tempos e mesmo assim não morria.

Dai começaram a surgir as Deusas Pré-Históricas, deusas da fertilidade. Mais tarde com o homem tomando consciência de seu papel na reprodução, surgiram também os deuses masculinos.

A fuga automática e instintiva da própria realidade leva muitos a falsear a verdade, a aceitar a mentira e assim abrir espaço para diferentes formas de desonestidade, consciente e inconsciente. Por este motivo, os grandes sábios e filósofos de todos os tempos têm sido indiferentes as necessidades pessoais de poder induzidas pelo ego. Eles sabem que a graça divina surge de dentro para fora na alma que renuncia a manipular a vida. A bem-aventurança procura fielmente aquele que não foge da sua própria verdade.



O termo “bruxaria” e seus muitos sinônimos, que vão de malefício em geral, ao sortilégio e magia, foram condenados desde os tempos da Mesopotâmia. Esta condenação foi continuada na Bíblia, onde encontramos a famosa passagem em Êxodo 22:18, dizendo “Não deixem viver a feiticeira” [1] . O termo “bruxa/feiticeira” na Vulgata foi traduzido de “maleficos” – ou “maléficos”. Em 1 Samuel 15:23 é afirmado que a prática da bruxaria é condenada. Encontramos na Vulgata que o que é referido como “bruxaria” em na versão King James é “magis” – e então magia é equiparada à bruxaria.

Estes dois exemplos devem ser suficientes para sugerir que a natureza da bruxaria – o que esta arte realmente é – tem sido objeto de hesitantes tentativas de definição anteriores à Vulgata. Parece que o denominador comum é que é algo que gera insegurança social em sua falta de taxonomia. Esse algo lida com o mundo invisível e não só é difícil de entender – mas tampouco seus praticantes nunca revelam muito. O sigilo muitas vezes atrai a suspeita e uma série de idéias são formadas como tentativas de se olhar através de um espelho negro que nega o reflexo.

Aqueles do sangue entendem porque a Arte é assim, e aderem ao seu sigilo e anonimato enquanto caminham pelos mundos em sussurros e rumores. Esta é apenas uma das muitas coisas que tornam os marcados visíveis.

Este fator tem feito com que algumas pessoas assumissem a expressão como algo vazio de significado. Coloridos por uma exigência moderna de se definir a tudo e colocar as coisas em caixas apropriadas, uma grande variedade de praticantes modernos adotaram esse termo, uma vez pejorativo, para definir um conjunto de práticas pagãs, folclóricas ou new age. Ao fazerem isso, criaram conselhos e fundaram tradições sem a mínima compreensão do que a arte tradicional é, e estabeleceram e continuaram erros – assim como obscureceram a natureza da bruxaria ainda mais.


Há também um aumento contemporâneo na condenação da bruxaria com base nas crenças que a bruxa é uma “malfeitora” e que está em comunhão com Satanás. Encontramos denominações cristãs pentecostais na vanguarda deste despertar de perseguições à bruxaria. Isto talvez seja mais marcante na região da África congolesa, onde uma caçada às bruxas é feita a fim de se explicar os infortúnios. Seus métodos contam com exorcismos, afogamentos e trepanação – criando buracos no crânio da bruxa para deixar o mal sair – ou torturar os acusados para que o demônio seja forçado a fugir da carne agonizante de seu hospedeiro. Tais questões só continuam o mal-entendido e repetem o fracasso de se entender a arte sem nome. A bruxa, como Robert Cochrane via, era uma buscadora da Verdade – alguém que tinha como objetivo estar em comunhão constante com a sabedoria do mundo.

Para entender o Destino e saber como dobrá-lo e usá-lo – e segui-lo – bem, isso é o trabalho de sabedoria – e sabedoria, a verdadeira sabedoria, fará o buscador sempre humilde nas tempestades insondáveis da luz e compreensão que é a paisagem da bruxa.

A “bruxa” não adora nada – mas ele ou ela paga reverência a todas as coisas. Trata-se de perceber que se alguma coisa é, ela também possui um significado – não importa o quão inferior ou exaltado – e nisto encontramos o valor pessoal. A bruxa é o seu próprio eixo e a criadora de seu próprio mundo – uma promessa de possibilidade dada a todos os filhos de Deus. A execução bem sucedida de seu próprio Destino reside na própria capacidade de compreender o mundo da matéria e os céus – mas como eles tanto espelham um ao outro e nós somos seres materiais com uma alma caída na carne, a matéria é importante. Na matéria encontramos alegria, propósito e as trilhas douradas das estrelas em todos os lugares.

Vemos Deus como deus otiosus – mas sem necessariamente atribuir ao deísmo. Essa postura muitas vezes leva a bruxa a ser vista como panteísta – e este talvez isto seja verdade. Pessoalmente eu aderi ao raciocínio de Platão, que vê nas obras da natureza o jogo divino – mas isso não significa que eu veja uma pluralidade de deuses da natureza como tal, embora veja a obra de Deus as assinaturas inteligentes em toda parte – mas tenho pouca necessidade de transformar isso em uma religião. Trata-se mais de uma perspectiva sobre o mundo – uma filosofia de vida vibrante de sentido e de ser. O que vejo é uma natureza dotada de centelhas divinas, e por isso ao conhecer a natureza podemos conhecer a Deusa – e nisto podemos conhecer a origem e a nós mesmos. Nesta premissa, encontramos o ofício da bruxa.


Nossos rituais estão focados na conexão com a terra e para entender quais os espíritos da natureza que nos rodeiam – e nenhum deles são sujeitos a adoração – mas sim reverência, enquanto alguns outros não são. Nisto vemos um pragmatismo que ocorre a partir da própria terra e o que está ao redor da bruxa. Para a bruxa, o lar é um abrigo, sua catedral e refúgio. Como qualquer sábio faz o seu centro imóvel, seu palácio ou fortaleza no deserto da ambigüidade, o mesmo acontece com a bruxa.

A bruxa é a liminar e indomada, é aquela que marca as fronteiras do lícito e o proibido, que desintegra tudo em troca único caminho para que você possa andar na trilha que Destino lhe deu.

A Bruxaria vem ressurgindo com muita força, principalmente depois da liberação feminina na década de 60/70, hoje é respeitada como uma forma de culto totalmente separada da magia negra ou culto ao demônio, existem os magos negros, mas isso já é história para uma outra edição...


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

1854 - Carta do Cacique Seattle ao Presidente Norte-americano



"O QUE OCORRER COM A TERRA,
RECAIRÁ SOBRE OS FILHOS DA TERRA.
HÁ UMA LIGAÇÃO EM TUDO"

NO ANO DE 1854, O PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS FEZ À UMA TRIBO INDÍGENA A PROPOSTA DE COMPRAR GRANDE PARTE DE SUAS TERRAS, OFERECENDO, EM CONTRAPARTIDA, A CONCESSÃO DE UMA OUTRA"RESERVA". O TEXTO DA RESPOSTA DO CHEFE SEATLE, DISTRIBUÍDO PELA ONU (PROGRAMA PARA O MEIO AMBIENTE) E AQUI PUBLICADO, TEM SIDO CONSIDERADO, ATRAVÉS DOS TEMPOS, COMO UM DOS MAIS BELOS E PROFUNDOS PRONUNCIAMENTOS JÁ FEITOS A RESPEITO DA DEFESA DO MEIO AMBIENTE.

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra?

Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para o meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho. Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas.

 

Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sucos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem a mesma família.

Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra.

Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós. Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo.

 

O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais. Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos, e seus também. E, portanto,vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem a noite e extrai da terra aquilo que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa pra trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda.Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas a primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.

 

E o que resta da vida se um homem não pode ouvir um choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, a noite? eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebi seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar as suas crianças que o solo a seus pés, é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças, o que ensinamos as nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer a terra, acontecerá aos seus filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence a terra.

 

Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.

Onde está o arvoredo? Desapareceu.
Onde está a águia? Desapareceu.

É o final da vida e o início da sobrevivência.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Templo da Idade da Pedra encontrado em Orkney pode ser mais importante que Stonehenge

Big draw: Britain's earliest examples of artwork have been found on the walls at the Orkney site

Arqueólogos encontraram em Orkney - arquipélago situado ao Norte da Escócia - um templo datado de cerca de 5000 anos que, segundo eles, poderia ser mais importante do que o tão famoso círculo de pedras de Stonehenge. O Sítio arqueológico, conhecido como Ness de Brodgar, foi investigado pelo documentário 'A História da antiga Grã-Bretanha', produzido pela BBC2 documentary e apresentado por Neil Oliver. O sítio foi descrito como "a descoberta de uma vida".

Até agora, as ruínas de 14 edifícios da Idade da Pedra foram escavados, porém aparelhos tecnológicos de geofísica térmica revelaram ao todo 100 construções, formando uma espécie de templo recinto. Até o momento Stonhenge tem sido considerado como o centro da cultura neolítica, mas agora este título pode pertencer ao Sítio em Orkney, que possui as pinturas de parede mais antigas de toda a Grã-Bretanha, até onde se conhece.

"A escavação de uma vasta rede de construções em Orkney é o que nos permite recriar todo um mundo da Idade da Pedra. É a abertura de uma janela para todos os mistérios religiosos do Neolítico", afirma Oliver

'More important than Stonehenge': The temple precinct being uncovered in Orkney contains 100 Stone Age buildings

Os especialistas acreditam que as descobertas vão esclarecer algumas questões e revelar um pouco do modo como as pessoas viam o mundo divino, terreno e a cosmologia dessa cultura. Nick Card, arqueólogo da Universidade de Highlands and Islands, disse: "Esse sítio é o sonho de qualquer arqueólogo. A excitação do mesmo nunca desvanece. Um sítio como este é único"

O professor Mark Edmonds, da Universidade de York, por sua vez, descreve a escavação como "um sítio de importância internacional". Algumas partes do templo encontrado são 800 anos mais antigas que as de Stonehenge, situado 500 km ao sul, em Wiltshire

O sítio encontrado está muito próximo do círculo de pedras de Ring of Brodgar (Anel de Brodgar) e da Standing Stones of Stenness (Pedras em pé de Stenness), além de ser cercado por um muro que pode ter possuído inicialmente 10 metros de altura. Arqueólogos encontraram linhas vermelhas em zigue-zague em algumas das paredes dos edifícios interiores, onde eles acreditam que sejam manifestações artísticas da Idade da Pedra - os mais antigos já encontrados.

Até o momento, apenas 10% do sítio foi examinado, e alguns especialistas afirmam que deve-se demorar décadas até que todo o sítio seja analisado.

*CANÇÃO DA DEUSA*


Sou a Grande Mãe, cultuada por todas as criaturas e existente desde antes de sua consciência.
Sou a força feminina primitiva, ilimitada e eterna.
Sou a casta Deus a da Lua, Senhora de toda a magia.
Os ventos e as folhas que balançam cantam meu nome.
Uso a lua crescente em minha fronte e meus pés se apoiam sobre os céus estrelados.
Sou os mistérios não solucionados, uma trilha recém-estabelecida.
Sou o campo intocado pelo arado.
Alegre-se em mim, e conheça a plenitude da juventude.
Sou a Mãe abençoada, a graciosa Senhora da Colheita.
Trajo a profunda e fresca maravilha da Terra e o outro dos campos carregados de grãos.
Por mim são geridas as temporadas da Terra;
tudo frutifica de acordo com as minhas estações.
Sou o refúgio e cura.
Sou a Mãe que dá vida, maravilhosamente fértil.
Cultue-me como a Anciã, mantenedora do inquebrado ciclo de morte e renascimento.
Sou a roda, a sombra da Lua.
Controlo as marés das mulheres e dos homens e forneço libertação e renovação às almas cansadas.
Apesar de as trevas da morte serem meu domínio, a alegria do renascimento é meu dom.
Sou a Deusa da Lua, da Terra, dos Mares.
Meus nomes e poderes são múltiplos.
Distribuo magia e poder, paz e sabedoria.
Sou a eterna Donzela, a Mãe de tudo, e a Anciã das trevas, e lhe envio bênçãos de amor sem limite.
(Baseada numa invocação criada por Morrigan)

PRECE A DEUSA MÃE SENHORA DA LUZ, MÃE DO UNIVERSO!


Queremos agradecer pela oportunidade que deste ao homem,
Que em teu nome busca a luz do renascer em época tão árdua e difícil.
Nós, que ao longo destes séculos, com as mãos entrelaçadas apesar da mente embaçada pelo esquecimento, com fé contida pelas trilhas do sacrifício
Plantamos as sementes do amor, da esperança e da fé renovada, independente do momento histórico que aqui estivemos,
Cumprindo e fazendo cumprir as leis que regem o universo
Numa serena e silenciosa guerra, lhe agradecemos Grande Deusa do planeta azul!
Agradecemos pela luz que acendeste em nossos corações,
Quando nos delegaste a tarefa divina de nos tornarmos lanternas incandescentes
Para informar e conduzir a tua existência, a tua força e a tua ação,
Em meio a toda tecnologia que nos envolve e oprime.
Queremos rogar-te que conduza o homem para o uso devido dos direitos Humanos e o justo progresso,
Ilumina Grande Mãe, a consciência humana para o uso da inteligência,
Ao fabricar foguetes e bases nucleares.
Que o homem invente, crie e desenvolva novas técnicas e objetos de “ultima geração”
Dentro da segurança que não falha, a segurança moral.
Que o homem entenda que doar remédios, alimentos e socorro aos necessitados
É uma obrigação de ser e não um compromisso social.
Que ser honesto deve ser inerente à personalidade e não um mérito adquirido.
Que o amor e a assistência aos animais, ás árvores amigas, e o respeito à Mãe Natureza passem a ser um comportamento real e verdadeiro.
Que a consciência livre possa respeitar as leis da tua criação,
E receba as bênçãos naturais por fazer parte do sistema cósmico universal. Que possamos viver livres da poluição dos mares e das idéias de alguns homens que ainda habitam este planeta que possamos viver livres do envenenamento, dos ares e dos alimentos industrializados.
Que o ódio seja banido do nosso planeta Terra,
Que as guerras sejam trancadas para sempre num museu e livros de historia E que nos seja dado o direito de em cada amanhecer e em cada anoitecer Podermos pensar em uma sala de aulas com o coração livre e leve
Com a consciência iluminada, porque estamos contribuindo para a paz do novo homem mais centrado a partir do teu renascimento nos corações e no cotidiano do ser humano.
Que em todos nós impere o imenso amor que nos mantém a alma
E o coração em sintonia com o Todo.
Que nossos corações possam bater em perfeita harmonia com o coração da Terra.
E que pensando no esplendor da paz interior
Que se desenvolve pelos caminhos do amor
Possamos qualificar a Deusa que existe em nós
Para todos os seres deste planeta...
Para todos aqueles que acolhestes no teu grande Útero, a Terra!
ABENÇOADO SEJAM TODOS!





terça-feira, 4 de setembro de 2012

Eu sou a Terra


Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.

Cora Coralina

Vila Pagã será implantada no interior do Piauí


Um projeto que está sendo desenvolvido no interior do Piauí pode tornar real o que, para muitos pagãos, não passava de um longíquo sonho utópico. Muito mais que um sonho, um projeto transformador, esse é um dos principais lemas da "Vila Pagã", um lugar projetado para abrigar diversos espaços de convivência, preservação e difusão da cultura e religiosidade pagã.

Dentre algumas das propostas para a Vila Pagã, devem ser feitos espaços como biblioteca, bosques sagrados, recantos de preservação, centro comercial, turístico e muito mais. A ideia central é desenvolver um recanto de preservação e difusão da cultura clássica e pagã, contando com áreas abertas de visitação, zonas residenciais e centros culturais.

Esse é o primeiro projeto do tipo para ser executado no Brasil, e talvez o único do gênero na América Latina, pois agrega conceitos como permacultura, sustentabilidade, preservação cultural e convivência pagã. Uma iniciativa global que ganha cada vez mais repercussão global, pela coragem e ousadia dos envolvidos no empreendimento.

A Vila Pagã deve ser erguida gradativamente, com o apoio da comunidade pagã, da iniciativa privada e até mesmo do apoio público, através de ações relativas a infraestrutura comunitária. O lugar deve ser estruturado em uma área encravada no interior do Piauí, mais precisamente em um terreno de seis hectares na zona rural de Lagoa do Piauí (PI), um pequeno município próximo da capital Teresina, repleto de potencialidades naturais.

Como projeto habitacional, cultural e religioso, a Vila Pagã visa ser um espaço de convivência e difusão cultural baseado nos conceitos e ideologias do paganismo greco-romano, que são bastante atuais para as necessidades do homem moderno, que se afasta cada vez mais da natureza sem perceber o mal que provoca a si mesmo. Apesar do foco greco-romano, o projeto também contempla outras vertentes pagãs, dando suporte para a preservação do paganismo de forma mais abrangente.

Assim como no cristianismo existem diversas religiosidades (catolicismo, evangélicos, carismáticos, etc.), no paganismo também existem várias religiosidades, que fazem parte de um mesmo sistema de crenças, com base na evolução espiritual, politeísmo e a busca pela harmonia com a natureza. É por isso que o nome “Vila Pagã” tem tudo a ver com a ideologia e os princípios do projeto, pois será uma área cultural de vivências, de valorização da natureza e dessa espiritualidade.

Potencialidades do Projeto

O projeto visa a criação de um espaço que deve se tornar destaque pela cultura e modo de vida, que prezará pela integração e respeito à Natureza. Serão várias as potencialidades a serem exploradas ao longo da aplicação do projeto, como por exemplo:

* Turismo: Através da valorização e revitalização das belezas naturais; artesanato, promoção de eventos culturais e festividades religiosas pagãs e agrícolas.

* Economia: Criação de um centro comercial e hospedaria; artesanato; prestação de serviços; valorização do empreendedorismo; agricultura de subsistência e outros aspectos para dar suporte à manutenção da comunidade de forma auto sustentável.

* Cultura: Implantação da maior biblioteca holística do Piauí; templos pagãos (o primeiro será deicado a Mercúrio); incentivo a preservação e a consciência ecológica; presença marcante de influências religiosas pré-cristãs da região mediterrânea.

* Arquitetura e Urbanismo: Casas ecológicas; sustentabilidade; utilização de energias alternativas (eólica); trilhas de acesso; arborização planejada.

Além desses aspectos, muitos outros pontos devem ser trabalhados em conjunto para possibilitar o desenvolvimento tanto da comunidade envolvida diretamente, como da cidade de Lagoa do Piauí, onde deve ser implantada a Vila.

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