segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Eu e a Lua Cheia (Deusa Mãe) Andréa Maia



Hoje me entrego a Ti….
Como um dia me entreguei e sem saber..que tu já olhavas por mim…
Num dia de chuva pedi, e hj retorno a pedi e a agradecer..
Não mas com as mesmas lagrimas e nem aguas à cai sobre mim…elas agora estão por dentro..
E Tu sabes…melhor que Tu, ninguém conheçe mais…
Meu coração..Minha alma.. Meu ser…
Sabes de cada oração… Cada desejo… Cada chuvisco de sentimento… Cada aperto no peito…Palavras e Pensamentos… Todos os meus anseios… Desvaneos… Minhas teimosias, Meu insistir… Insanidade incompreendida…Cada Dor de uma lagrima caída… sente o meu Sentir…Seca meu pranto…Acalma-me…
Pois Lua … Tu és a Deusa Mãe
Entrego-me…cura-me …liberta-me…me impulsiona para uma nova vida…
Me ajuda a aceitar e a compreender teus sinais e a…
Permitir…
O presente….O que Tu reservas pra mim!
Agradeço por cada instante de sopro de vida….
E por cada oração ouvida…
Confirmações assistidas
Pela energia recebida…É destribuida…. conecção em perfeita harmonia…
Por cada soluçar quando não sou atendida…(rs)
E por me mostrar…O que é o melhor pra mim.

domingo, 2 de setembro de 2012

O PAGANISMO DE QUASE TODOS NÓS


Muita coisa anda sendo dita sobre o paganismo. Porém, muitas dúvidas começaram a surgir e muita confusão vem sendo feita

Hoje as pessoas falam muito sobre Bruxaria, mas o real sentido, o verdadeiro significado elas desconhecem. Infelizmente perdeu-se o verdadeiro significado, e é confundida com satanismo e Magia Negra.

Paganismo , a primeira sensação que nos advém é de que estamos despertando para algo novo, mas na realidade estamos nos religando às antigas raízes pagãs, à verdadeira religião da natureza e da unidade, pois o nosso caminho é baseado na crença de Deuses e Deusas, conforme suas tradições.

Algumas pessoas, inicialmente, sentem uma certa dificuldade em relação à conexão com as Deusas. Isto acontece, principalmente, por conta de toda a influência da sociedade patriarcal dominante durante milênios, assim como pela manipulação da igreja, para controlar o indíviduo através do medo e do "pecado". Tudo isso é tão forte que, às vezes, chega a causar crises de consciência e muito desconforto, tamanhos são os dogmas impregnados no ser. 


Atualmente o termo “paganismo” é usado para definir várias vertentes religiosas de raízes européias que apresentam traços semelhantes entre si. Esses traços são: culto politeísta (adoração a mais de uma representação divina), de origem pré-cristã e centrada no culto à natureza e seus ciclos (honra aos deuses em festivais, rituais e manifestações representativas dessas forças). Na atualidade, podem ser encontradas algumas vertentes pagãs que se tornaram mais conhecidas e populares devido ao fenômeno da globalização. Algumas dessas vertentes são o Asatrú (chamado de bruxaria nórdica), a Stregheria (chamada de bruxaria italiana), o neodruidismo e a Wicca (com raízes celtas). Os membros da maioria das vertentes pagãs conhecidas atualmente se auto denominam “bruxos”, palavra cuja etimologia é desconhecida, mas suspeita-se que deriva dos termos celtas brixtã (feitiço), bixto (fórmula mágica) ou brixtu (magia).

Dizem os historiadores, que “quem não conhece a história corre o risco de cometer os mesmos erros do passado”. Por isso, é que devemos nos reportar ao passado, para conhecermos a verdade acerca de um tema tão importante

Numa das obras mais significativas sobre a experiência religiosa, intitulada The Golden Bough, o antropólogo britânico Sir James Frazer sustenta uma tese cujos ecos ainda hoje se fazem sentir. Relembremos sumariamente a concepção de Frazer: a evolução do espírito humano encontra‑se marcada por três fases distintas na forma como entende o mundo e a vida. 


A palavra «paganismo» tem, como se sabe, um sentido pejorativo. Literalmente, «pagão» (paganus) é, na designação latina, o habitante das aldeias (pagi), qualificação que traduz o facto histórico do Cristianismo primitivo ter triunfado nas grandes cidades do Império e não tanto nas aldeias e nos campos onde se preservaram as antigas tradições religiosas. Se a distinção entre «cristãos» e «pagãos» parece refletir uma mais antiga, aquela que opunha os povos da Aliança a todos aqueles que dela estavam excluídos, isto é, os gentios (os goiim na terminologia hebraica), rapidamente no seio da civilização cristã nascente o termo «pagão» parece assumir um tom depreciativo, senão mesmo acusatório, ao indiciar crenças supersticiosas, mágicas e idólatras próprias da ignorância das gentes das aldeias. E esta acusação, tantas vezes violenta e persecutória, manteve‑se durante séculos, só oficialmente desmentida no segundo Concílio do Vaticano quando no célebre documento Nostra Aetata [«Relações da Igreja com as religiões não‑cristãs»] não só se promove uma reconciliação da Igreja cristã com as outras grandes religiões hodiernas, como se reconhece o valor profundo das antigas religiões pagãs (sejam elas pré‑cristãs ou coetâneas do Cristianismo) que souberam, nas palavras do Concílio, preservar um sentido religioso profundo do mundo, da vida e do divino.

A nossa atenção, nesta comunicação, ir‑se‑á centrar nessas religiões antigas, pois estamos convictos que apesar de já não terem tradução ritual expressiva, as crenças pagãs condicionaram profundamente a visão e o sentir dos povos europeus e ocidentais.

O paganismo é com certeza a religião mais antiga praticada no Reino da Baviera. Desde tempos imemoriais, os povos nômades que vagavam pela região cultuavam os espíritos da terra, os deuses da Natureza, e mesmo após milênios de perseguição por parte dos romanos, dos nobres e da Igreja, as práticas pagãs persistem em vilarejos isolados, no campo e na floresta.

Fora dos cultos altamente secretos das Bacantes ou dos soldados do Templo Solar, o culto à natureza continuava a todo vapor entre os celtas, druidas e bretões.
Os druidas traçam suas raízes em 300 AC. Os primeiros registros deles foram feitos pelo escriba grego Sotion de Alexandria no século II AC. Os pitagóricos os chamavam de Keltois (Aquele que domina o carvalho). Em latim eram chamados de druides (que tem a mesma origem da palavra Dríade, que significam as “ninfas da floresta” na mitologia grega, que nada mais eram que as sacerdotisas celtas que realizavam seus ritos nas florestas).


Do Egito, os ritos migraram tanto para a Grécia quanto para as Ilhas. Da mesma maneira que os sábios gregos construíam panteões, templos e obeliscos utilizando-se da geometria sagrada, os bretões e celtas erguiam círculos de pedra com a mesma função. Enquanto os gregos realizavam as Bacchanalias, os celtas e bretões realizavam os festivais de Solstícios e Equinócios, bem como as Festas de Beltane e Samhain, onde eram celebrados os Hieros Gamos.

Nos ritos sagrados, o aspecto masculino da divindade era representado primariamente por dois deuses: Cernunnos e o “Green Man” (Homem Verde). Cernunnos é o Deus Chifrudo das florestas, representando todas as forças viris da natureza. Seus chifres podiam ser tanto de carneiro (com toda a simbologia fálica que eu comentei semana passada) quanto de gamos (representando a iniciação dos sacerdotes dentro da tradição solar). De qualquer forma, era a personificação do poder masculino do universo. O Grande Deus. Era sempre representado vestindo peles de animais e muitas vezes com o casco de bode. Cernunnos possui as mesmas atribuições do deus Pan (grego) e do deus Pashupati (hindu). A título de curiosidade, o nome Pan vem do grego Paon, que significa “Pastor”

Agora… deus chifrudo? com pés de bode? Aparecendo nos Sabbaths?… onde a gente já ouviu falar disso? Ah, claro! A Igreja Católica espalhou pelo mundo afora que esta era a imagem do diabo !!! do tinhoso !!! do inominável !!! do coisa-ruim !!! que todos deviam temer e fugir. Estes ataques virulentos continuam até os dias de hoje, não apenas pela Santa Igreja mas também por todas as suas descendentes evangélicas. Outra das personificações do Grande Deus era o chamado “Green man”. Uma imagem construída a partir da própria floresta, cujo rosto formado por plantas (ou um sacerdote com o corpo pintado de verde) representava a FERTILIDADE, o renascimento das plantas após o inverno…


Da parte da Deusa, as sacerdotisas representavam o poder feminino, basta dizermos que mulheres peladas dançando ao luar associadas a livres pensadores não agradavam em nada ao controle da Igreja e, desta forma, a nudez e o sexo foram automaticamente associados ao PECADO (até os dias de hoje).
Devemos grande parte disto Santo Agostinho, que por volta de 400 DC reescreveu a gênesis associando a expulsão de Adão e Eva do Paraíso ao sexo e ao tal do “pecado original”.
A partir de então, bruxaria foi associada ao satanismo e qualquer desculpa era uma desculpa para mandar estas pessoas para a fogueira, e assim tem sido até os dias de hoje.
Os pagãos trouxeram seus rituais, cerimônias e práticas, que gradualmente foram sendo introduzidas na Igreja Cristã, com nomes cristãos, os quais comprometeram e corromperam a genuína fé primitiva, de modo que a Igreja foi se tornando romanizada e paganizada.Isto é fato histórico INCONTESTÁVEL. 

A origem da Igreja Católica é a trágica mistura de Cristianismo com religiões pagãs que o cercavam. Ao invés de proclamar o Evangelho e converter os pagãos, a Igreja Católica “cristianizou” as religiões pagãs e “paganizou” o Cristianismo. Embaçando as diferenças e apagando as distinções, sim, a Igreja Católica se fez atraente às pessoas do Império Romano. O resultado foi que a Igreja Católica se tornou a religião suprema no “mundo romano” por séculos.

Todo pagão honra a TERRA COMO UM SER VIVO, a TERRA é vista como a MÃE, ou até mesmo como Avó. A divindade, nossa fonte de vida, presente em todas as coisas, se expressa de várias formas diferentes na bruxaria.. Na expressão do divino não somente por meio da TERRA, mas também pela Deusa, a grande mãe, e o Deus, o pai de todos, seu filho e seu consorte. Pelas ações desta polaridade, da Deusa e do Deus, a vida foi criada. Todos as Bruxas e Bruxos são pagãos, mas nem todos os pagãos são bruxos.
Como nem todos bruxos são wiccans. por isso ao fazer qualquer rito em Meio a Natureza, devemos ter o máximo cuidado e responsabilidade com esta !

Paganismo: O paganismo, não pode ser considerado uma religião, mas o pilar que engloba o modo de vida de todas as expressões religiosas que são voltadas à natureza, se apóiam para o desenvolvimento de seus fundamentos.


Como podemos notar o impulso inicial para a divulgação dessa religiosidade foi a literatura, mas logo as ferramentas de divulgação mais modernas - o cinema, a TV, as revistas e especialmente a internet - surgiram e desempenharam função importante para a difusão desses valores. Foi através da literatura que a bruxaria começou a ser difundida no Brasil, a primeira autora brasileira a escrever sobre o tema foi Márcia Frazão (em meados de 1990). Posteriormente surgiram outros autores com publicações populares.

Atualmente a internet pode ser considerada a principal e mais crescente plataforma midiática de divulgação de manifestações do movimento pagão brasileiro. Existe até mesmo um mapa da bruxaria no mundo, divulgado pela Federação pagã da Escócia, que aponta o Brasil como um dos países em que o número de pagãos é considerado um dos maiores (em torno de 10.000 a 50.000 pagãos).

A Bruxaria engloba um conjunto de crenças pagãs. Como já foi visto, o paganismo é o nome dado às práticas ligadas à sacralidade da Terra. Assim é com as Bruxas.

As bruxas e bruxos observam os ciclos da Natureza e buscam uma compreensão maior “daquilo que não pode ser dito”, que é a essência de todas as coisas. Dessa forma, aprendemos como agradecer por tudo o que a Natureza nos oferece, e a melhor forma de fazer isso é através das celebrações.

A religião pagã está a nossa volta – na paisagem moldada por gerações, nos montes sagrados ou círculos de pedras, lugares onde gerações e gerações vieram honrar e venerar os deuses de seu povo e de sua terra. É uma religião que se preserva através de suas músicas folclóricas, das suas danças em cada troca de estação. Nós fazemos nossas bonecas de palha de milho, brincamos com as maçãs no Halloween , nem sempre lembrando que estes são os remanescentes de nossos ancestrais Celtas, Germânicos e de outras tribos que delinearam as heranças do Ocidente.

Assim como entramos em um novo milênio, nós estamos presenciando um renascimento das antigas tradições espirituais. Os antigos Deuses e Deusas adormeceram por um período, mas agora estão despertando. O Paganismo é mais uma vez praticado em toda Europa, América, Austrália, Nova Zelândia... É a religião oficial da Islândia! Essas tradições não são unicamente praticadas na Europa. Pessoas no mundo inteiro estão rejeitando novas religiões e estão retornando ao conhecimento de nossos ancestrais.



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ser pagã (Bela Síol)


Sou mulher …
Que caminha no submundo,
Com os braços estendidos,
Tocando as estrelas,
Vislumbrando sonhos,
Nas tetas cósmicas,
Da teia leitosa dos mundos.
Sou a observadora da noite,
A sábia e cega diurna,
Diante das mazelas mundanas,
Na dor que ofusca o sorriso,
Quando frustra a vontade,
De pintar o universo,
Nas cores da paz e alegria.
Meu corpo é toda a terra…
Rios que correm nas veias quentes,
A lava que se espalha no prazer,
O canto do pássaro interior,
Melodioso em honra da deusa.
Sou magia temida e a arte da cura,
Sou fruto e encantamento de amor.

Bela Síol


POEMA - FACES OCULTAS DA DEUSA MÃE



Sob a luz me fiz nascer,
Deixando o casulo cósmico, voltei.

Refiz vestes e sonhos.
Busquei o amor e sonhei.
Amei e fui amada,
Desejei e fui desejada.

Voltei-me em vórtices contínuos
Transformei-me!
Pressenti a luz em mim,

Fecundei!
Pari as dores de ser.

Reparti cantos, danças e canções de ninar.
Embalei, contei histórias, falei da Deusa.
Da água, do fogo, do ar e da terra.

Arei, semeei e colhi.
Rompi barragens e deixei-me fluir.
Percebi minha serpente e minha águia.
Acalentei-as!

Percebi meus rios internos na cor de escarlate,
Abençoei-os!
Fertilizei meus sonhos,
Libertei minha liberdade, sem medos, sem bagagens.

Desbravei minha alma.
Busquei a luz!
Refiz mapas, tracei metas, divaguei em trilhas.
Fiz-me mulher!

Hoje, aquieto-me sob brumas.
Serenamente me entrego,
Num sopro ardente e de ardor lunático .

E ela, a Lua, arde em mim.
Vibra, sopra segredos envolventes.
Sinto-me estrela.
Sinto-me cúmplice do universo.

Bebo o vinho da noite em celebração.
Reparto o pão doando a vida.

E um dia, então, ela, a Lua
Cobrirá meus negros cabelos de branca luz´.

E neste exato momento serei apenas um ponto, 
Uma partícula a confundir-se com 
Uma estrela no leito celeste.

Poema de - Graça Azevedo/ Senhora Telucama –

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Poesias Pagãs

 

Templo de Avalon
Invoco toda a magia de Avalon,
Templo e morada dos Deuses celtas
Linha tênue que separa esse momento
Pela Deusa as criaturas se fazem presentes
Buscam o equilíbrio e resgatam a sagrada unidade
Que vai muito além do éter dessa névoa de prata
Gnomidas revolvem a terra para as boas novas
Silfos espalham gotículas e renovam o ar de alegria
Salamandras expurgam os tolos do caminho
E as ninfas revelam segredos do transe ascendente
Muitos falam, alguns percebem e poucos entendem
As palavras soltas ao vento, adentram os corações
Despertam emoções adormecidas, jamais esquecidas
Logo a semente estará em seu ventre
Germinando uma era de esperanças renovadas
Apenas por uma questão de tempo desse universo
Paralelo sagrado, programado nas ondas quânticas
Através da figura singela de uma Deusa criança
Corre tempo, busque terra, voe folha
Queime nas fogueiras sagradas e renasça
Através das águas cristalinas da fonte sagrada
Avalon, a terra dos campos verdes e do céu azul...
Estás além das brumas do tempo e da ilusão!

Rowena Arnehoy Seneween ®

Sombras da Lua

Boca vermelha,
Sedenta de beijos ardentes
De uma longa era
Além da alma sombria
Tormento vivido
Na loucura dessa noite fria
Branco pálido da morte,
Grita alto pelas sombras da Lua
E rompe no peito a fúria guardada
Pelos séculos perdidos
Deste breve momento.

♀ Aurora Von Pompadour ®

Álbum de Retratos

É fácil mentir sobre si mesmo
Então... De que servirão simples palavras?
Por acaso se eu me denominar flor
Assim o seria pra você?
Ou se te mostrar um espelho,
Seria eu, atrás do aço, o seu reflexo?
Se cheirar, ter cor e gosto de mel
Serei eu doce pra você?
Ou melhor, se mesmo assim eu te disser
Que sou ácida...
No que acreditaria?
Ou, inversamente, ter cor, cheiro e consistência de veneno
Mas me denominar remédio...
Curaria você?
Posso ter facas sob a maciez da pele
Posso ter nuvens atrás dos muros...
Como você saberá se ficar me olhando de longe?
Ou melhor, como saberá se eu te disser?
Nada podem as palavras contra a verdade dos fatos...

By Lia Caroline

TITHÂNIA

Sempre serei aquele que é sustentado
Por seu poder de liberdade, és ar,
Eu sou fogo que queima
Sou a chama que não deve ser apagada,
E mesmo no mais rigoroso inverno
Lutarei para resistir a investida da nevasca
Somente para manter o calor da vida em teu ser
Mas como diz a palavra trazida por Aisling,
A Deusa Celta da Esperança e das Fadas
Navegarei de volta ao meu ponto de origem
Eis que um guardião não morre, apenas adormece
Sou aquele que com humildade e amor
Caminha sobre a humanidade moderna
Sou filho do grande Deus bom Dagdha
Escolhido pela esmeralda verde, Dannu,
Minha Mãe e Senhora do portal Verde
Afilhado de Gwyn Ap Nudd e Ainennh
Sou aquele que guarda as portas
De Glastonbury, Annwn,
Ou das ilhas mágicas flutuantes
Sou remanescente de um tempo que não existe
Tal qual os homens atuais imaginam
Sou aquele que está no orvalho
Na grama verde com seus pequeninos
Habitantes tais quais faíscas verdes de esperança
Nasci e fui consagrado diante do grande espírito
Do carvalho, consagrado um dragão verde
Um druida, um bardo mais que isso
Sou um filho dos sonhos que continua e
Continuará lutando pela honra, justiça
E real igualdade entre homens e mulheres
Pois o sagrado do Deus e da Deusa
Devem estar unidos na Sagrada Sincronia
Eis que dois mundos se tocaram, e sempre vão se tocar
E onde houver um circulo, um esbhá ou um sabatt
Ou mesmo um distante clamor a Deusa e ao Deus,
Preenchido dos valores do código,
Eu, Norhuyas Abramesth Smaragdus,
Aquele que tem mil formas como o Deus,
Aquele que vai a todos os lugares e está com todos
Serei o elemento a zelar
No éter, no ar, no fogo, na água e na terra
Pois Eu Sou Guardião dos sonhos, príncipe desse lugar
Onde o coração de criança acessa com tanta facilidade,
Quando sentir que os sonhos estão sendo sufocados
Pela dura realidade, não esmoreça, pegue seu athame,
Sua varinha encantada, pelos elementais,
Abra o circulo e grite bem alto
Eu nunca deixarei de sonhar.

Norhuyas Abramesth Smaragdus ®

Filhos das Estrelas

Salve Filhos das Estrelas Brilhantes,
Vindos nas asas de Erin, pelas bênçãos de Dannan!
Mestres da magia, ouçam o nosso chamado,
Mostre-nos a pedra do destino, a Lia Fáil
Pela espada de Nuada, seja a justiça equilibrada
Nas verdades da Deusa e do Deus.
E que a lança de Lugh, o Brilhante,
Nos dê a vitória sobre o orgulho desmedido.
Que o caldeirão da transformação do Grande Dagda,
Possa nos renovar todos os dias,
Abençoando-nos com sua fartura e bem-aventurança.
Pela triqueta sagrada, se apresentem hábeis filhos,
Os Tuatha De Danann, pelo código de honra ao teu povo!
Tanto nos montes e nas florestas abaixo da terra,
Assim como, toda a terra acima de toda a terra.
Se façam presentes em nós, para que vossa sabedoria,
Possa nos levar adiante no propósito maior,
No principio da tua mais perfeita criação,
Em benefício de toda a humanidade.
Que a luz brilhe na escuridão e o amor guie os corações,
Na esperança do amanhecer, a eterna promessa.
Dos Filhos das Estrelas Brilhantes!

Rowena Arnehoy Seneween ®

Quem eu gosto

Quem eu gosto
Gosta de mim

Quem eu gosto
Não me acha perfeita
Quem eu gosto me aceita
Louca, livre
Mau humorada, irritada

Quem eu gosto
Gosta de mim

Quem eu gosto
Me conhece
E mesmo que não me conheça
Gosta de mim

Quem eu gosto
Sabe da minha alegria,
Beleza, harmonia
Conhece o sabor das minhas lágrimas
Sabe da força dentro de mim

Quem eu gosto
Gosta de mim
Porque antes de me ver
Viu a minha alma

Quem eu gosto
Gosta de mim.

Três Rosas Vermelhas - O Registro Poético de uma Bruxa®,
Lydia Gomes de Arddhu e Brigit




PEREGRINA

Sou uma peregrina da vida
Onde ela pode me levar eu não sei
Mas sei que ela me quer e eu a quero

Transformo minhas mudanças em presentes para mim mesma
Trabalho o que pra mim é vital em cada momento

Sou uma peregrina da alma
Com ela comungo com os quatro elementos
Me sintonizo com suas forças
Pra me fazer inteira
Mergulho em suas energias
Pra me sentir completa

Sou uma peregrina da Arte
Que com seus mistérios tudo transforma
Que se funde em mim de várias maneiras
Que me faz transpirá-la por meu corpo inteiro

Sou uma peregrina
Sou uma peregrina
Sou uma peregrina

Livre
Selvagem
Natural
Sempre peregrina...
De mim mesma.

Anna Leão. Todos os direitos reservados.



Esperança do Amanhecer

Filha dos sonhos,
Corra abra a porta
Do velho carvalho.
Escute os seus segredos.
O poente se aproxima.
A vida se encaminha.
A felicidade está viva.
Dance até cair à última folha.
Pegue o galho dourado
E atravesse o portal.
Corra, o tempo voa,
Os Deuses estão aqui.
Pegue o galho prateado
E atravesse o portal.
A luz brilha sobre vocês.
Não desista, a barca lhe espera.
As sementes novamente germinam
E os séculos despertaram o Rei.
Corra e abrace o seu sonho.
Toque o seu coração.
A tua mão o alcança.
Traga-o de volta.
Filhos da Arte e do amor.
A Senhora não mente
E aqui se faz presente.
Acredite na força da magia.
Abençoados sejam!

Rowena Arnehoy Seneween ®

domingo, 26 de agosto de 2012

A TRAIÇÂO DO REI ARTHUR A AVALON


No alto de toda bravura possível, Arthur e seus Cavaleiros estiveram à frente de muitas batalhas, em alguns momentos, com frentes bem menores que seus adversários, mesmo assim, sempre foram condicionados a grandes vitórias. Diante de todas as adversidades encontradas e das importantes decisões, a galhardia medieval do Rei, seus feitos, e também sua preocupação com o reino despertaram no povo um sentimento muito forte de afeto, tornando-o amado e querido...

Arthur mudou o reino de Tintagel para Camelot e instituiu o Cristianismo na Bretanha. Criou a Távola Redonda, onde todos os seus cavaleiros se sentavam a uma grande mesa redonda de modo que não houvesse ponta nem cabeceiras, reafirmando que todos eram iguais perante o rei e perante Cristo. Era lá onde se decidia as missões e o destino do reino e daqueles intrépidos homens. Todos dispostos a matar ou morrer em nome do seu rei e do seu reino. Entre eles, o mestre-das-armas do Rei Arthur Sir Lancelot, o místico e corajoso Cavaleiro do Lago que mantinha contato com a cidade encantada de Avalon.




Sob o benévolo domínio de Arthur, a Bretanha goza 12 anos de paz, época em que se assiste ao grande florescimento da cavalaria. Arthur chama ao seu castelo de Camelot. Os cavaleiros corajosos e fiéis de seu reino - Lancelot, Gawain, Percival e muitos outros - e senta-os ao redor de uma enorme mesa ou távola, redonda, tendo cada um dos seus nomes gravados a ouro na respectiva cadeira. 

Os que ali se sentam são ensinados por Merlin a evitar o crime, a crueldade e a maldade, a fugir da traição, da mentira e da desonestidade, a dar o perdão aos que o pedem e, acima de tudo, a respeitar e a proteger as mulheres. De Camelot, os cavaleiros partem a combater dragões, gigantes e anões astuciosos; os seus encontros com as "forças do mal" ocorrem habitualmente em castelos assombrados, florestas obscuras e jardins encantados. Orgulhos de seus feitos, regressam então ao castelo para contar na corte as suas histórias.

Quanto ao tão falado cavalheirismo de Arthur, este reinou numa época de lutas selvagens em defesa da integridade territorial e da independência política. O Código de Honra da Cavalaria. Arthur seu reinado glorioso e inesquecível, foi "um breve período luminoso colocado como uma estrela na Idade das Trevas".



Nos anos que se seguem à coroação do rei Artur, a rainha Gwenhwyfar continua as suas manipulações para assegurar a lealdade do seu marido à igreja cristã, enquanto a sacerdotisa Viviene decide confrontar Artur pelo ato de traição contra Avalon. 

A Deusa trabalha sozinha e silenciosa no coração da natureza, mas não pode consumar a sua magia sem a força daquele que corre como o veado e que, com o sol do Verão, fecunda a riqueza do seu útero. As folhas levantam-se e rodopiam e ei-lo que chega! Cai súbita a escuridão, mas é com o regresso da luz que espalha selvaticamente o seu sémen sobre a terra.

Morgana, através do seu próprio casamento, dedica-se a fortalecer a causa de Avalon. As sacerdotisas da Ilha das Brumas tudo farão para competir pela alma da Grã-Bretanha contra a maré insurgente da Cristandade.


São cada vez mais os seguidores de Cristo e, para Morgana, parece cada vez mais difícil conseguir que os antigos rituais perdurem no espírito dos homens. São tempos de magia, feitiçaria, morte e traição.

Entretanto, é urgente que Arthur seja punido pela sua traição a Avalon. Um traidor não pode usar a espada da Insígnia Sagrada como se fosse um símbolo de Jesus crucificado, nem trazer à cintura a bainha tecida com as malhas da imortalidade. E nem a morte pode ser obstáculo!

Arthur traiu o povo das fadas (seus familiares por parte de mãe) ao negar a bandeira do Pendragon e instituir em Camelot a bandeira com a cruz do Cristo. Essa bandeira foi confeccionada por Guinevere sua esposa e Rainha de Camelot. Arthur, após a mudança do reino de Tintagel para Camelot, começou a dar ouvidos a sua esposa e fazer tudo o que ela queria, com isso negou aos seus ancestrais, traiu o povo de Avalon e instituiu uma religião una em toda a bretanha, O Cristianismo.

Caído no campo de batalha, Arthur conta a Sir Bedevere que precisa devolver Excalibur ao lago. Primeiro Bedevere resiste, sabendo do poder de Excalibur. Mas finalmente, ele atira a espada na água e um braço feminino emerge para pegá-la.



Morgana leva Arthur para Avalon, porém, ele morre ao avistar as praias da ilha sagrada. Morgana leva seu corpo para ser enterrado em Avalon Arthur permanece retirado do mundo e para sempre imortal. Depois a ilha de Avalon se desliga quase por completo do mundo. E a Bretanha cai numa era negra nas mãos dos saxões.

Embora a tradição assegure que Arthur ainda vive, adormecido na ilha de Avalon (em Glastonbury onde antigamente era rodeada por pântanos e possivelmente existira a ilha), outra história descreve como ele pereceu devido aos ferimentos na batalha de Camlan, tendo sido sepultado em local desconhecido.

Acreditou-se que houvesse sido descoberto no final do século XII, quando o rei Henrique II relatou que, segundo lhe dissera um bardo galês itinerante, Arthur estava enterrado no cemitério da abadia de Glastonbury, mas não foram feitas tentativas para localizar o túmulo, até um incêndio destruir grande parte da abadia, inclusive a velha igreja de taipa, em 1184.

Durante a reconstrução da abadia, o abade ordenou uma busca para encontrar o túmulo de Arthur. Ao serem feitas as escavações descobriu-se, a uma profundidade de 2 metros, uma lápide de pedra e, embaixo dela, uma cruz de chumbo que exibia a inscrição:
Hic iacet sepultus inclitus rex arturius in insula avalonia (“Aqui jaz enterrado o célebre rei Arthur na ilha de Avalon”). Cerca de meio metro abaixo encontrou-se um esquife, construído com uma tora oca. Dentro dele havia ossos de um homem alto, cujo crânio fora grotescamente fraturado, levando os pesquisadores a concluírem que ele fora assassinado com um golpe na cabeça. Havia também ossos menores e uma madeixa de cabelos dourados, que teriam se desintegrado ao toque. Os monges concluíram que esses outros restos mortais deveriam pertencer a Guinevere.



Que as brumas novamente dêem passagem ao filho de Avalon, que retorna de sua longa jornada, ao plano de luz e beleza maior.

O véu da maldade encobriu tudo e as ervas daninhas cercaram todo o caminho em volta. Por que o desespero? Você escolheu viver em um mundo que não era seu. Mas Avalon ainda está lá... Linda e serena.

Você sabe porque já sentiu, mas mentiu e renegou suas origens, como muitos que escolheram o mundo das ilusões. Avalon se foi, triste por mais um filho que perdeu.

Avalon está lá, eu sei, mas não para aqueles que buscam o conto de fadas. Ao acordar, todos irão sentir que algo se foi. Sim, eu digo a vocês, se foi a inocência de ser simples e natural.


Selma - 3fasesdalua

sábado, 25 de agosto de 2012

SOU UMA BRUXA


Eu nasci com este dom nunca fiz nada para ser assim. Consigo sempre ver nas coisas e nas pessoas algo mais do que coisas e do que pessoas. É fácil para mim responder-lhes e brincar com as suas energias. Se isso é ser bruxa então sou bruxa

As bruxas não tem pintas e nem verrugas no rosto. O queixo não é pontudo como a figura dos contos de fada. Tem uma vassoura sim, mas não voa por aí.

Acredito na magia rodeio-me dela e sinto-a dentro de mim. Sei que todas as minhas respostas estão no que não se explica mas que se sente. Vivo assim e gosto muito. Não penso muito sobre as coisas, estas acontecem e pronto. Não ambiciono ser famosa ou rica ou mesmo poderosa. Quero continuar a viver desta calma, desta paz interior que me faz olhar sempre em frente e continuar a ser o que sou.

Uma bruxa é um ser que caminha em ambos mundos, conectada com a natureza, com a Deusa.

Ser bruxa significa ter um Poder maior resultado da Sabedoria que a experiência traz, e usar esse Poder em beneficio de todos.

- Significa acreditar e atuar, amar e distribuir esse amor.

- Significa viver em equilíbrio mesmo em meio às tormentas da Vida, baseada na compreensão de que o mundo o os seres são eternos, e por isso não há pressa para alcançar os objetivos.

Significa ter plena consciência do que somos como seres espirituais, trilhando um Caminho que somente a Deusa sabe onde nos levará.

- Significa lembrar de onde viemos, lembrar quando tudo começou e porque hoje estamos neste ponto da evolução.



Podemos sim, nos negar a continuar neste Samsara porque não somos gado, e ainda que assim fosse, nada nos obriga a não evoluir e querer as coisas, querer um destino diferente, a não ser nossa própria ignorância.

 - Não sou cega, então posso guiar outros!
- Se a Deusa me deu pés, foi para caminhar!
- Se a Deusa me deu Alma, foi para lembrar!
- Se a Deusa me deu mente, foi para aprender!
- Se a Deusa me deu Espirito, foi para evoluir!

E Ela me deu tudo isso e muito mais, me deu a Eternidade para que eu não tenha pressa, para que caminhe em meu próprio ritmo a partir da minha origem, descobrindo formas de forjar meu próprio destino.

Eu sou uma bruxa
Com rimas e razões.
Eu estou em mudança como as estações.
Minha mãe é a lua,
Meu pai é o sol,
Eu sou uma com a Deusa Terra.

Eu sou uma bruxa, uma criança Pagã.
Espírito da natureza da mãe selvagem
Cresce dentro de mim, flui dentro de mim,
Serpenteando como um córrego enfeitiçado,
Encantando cada meu despertar sonhando.



Eu respiro o AR da libertação,
Eu tenho o FOGO da transformação,
Eu bebo a ÁGUA da criação,
A Magia da TERRA é minha conjuração.

Eu sou uma BRUXA da sombra e ilumino-me,
Do vôo das névoas e dos corvos de Avalon.
Eu sou uma bruxa, com orgulho dizer Eu,
Para uma BRUXA a alma nunca morre.

Como amo ser bruxa!

Como sabemos que isso faz a diferença entre a hipocrisia plantada por outros em nós e por nós mesmas extirpada. E a verdade renascida!!!

Cheiro de terra úmida remexida, cheiro de grama cortada ou de árvores floridas... Cheiro de reinicio sempre...

E tempo de um sorriso de orelha a orelha.

E isso tudo por sermos verdadeiras!

Uma vez uma grande amiga disse que a vida deveria ser como um livro que no final quando o relêssemos deveria nos fazer sorrir, mesmo que vermelhas até o ultimo fio de cabelo... E é essa a maneira que vejo também....



Que as verdades de uma bruxa devem ser tão sagradas a si mesma como são suas deusas e deuses... Pois uma bruxa é filha por excelência deles... E por direito conquistado seu!

"A magia é um caminho desconhecido, assim como a escuridão da noite. E ao mesmo tempo assustadora, tornando-se um desafio para renunciarmos aos nossos medos e mergulharmos neste mundo secreto, que quanto mais se caminha, mais se descobre o que há por trás da penumbra. A bruxaria é um mundo oculto pelas sombras da noite, em que só a bruxa, por si própria, poderá descobrir o caminho certo, confiando na sua eterna aliada, a lua, que é a luz da Deusa. Uma bruxa acomodada jamais será sabia, porque o conhecimento oculto não é recebido e sim procurado. O segredo é confiarmos na luz interior que nos guiará adiante no caminho da procura, que começará neste momento, nesta noite. 


Por tudo isto e muito mais é que eu deixo aqui EU SOU UMA BRUXA.



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