quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Amor Pagão (Manuel Guimarães)


Quero ver dos teus olhos, lá no fundo,
a minha pobre imagem reflectida. 
Já que sem eles, para mim, o mundo 
é uma triste imagem, só, da vida. 


Quero ver nos teus olhos, esbatida, 
a ansiosa expressão do meu olhar, 
se tendo-te nos braços, soerguida, 
muito de manso te quiser beijar. 


Sim, nós havemos de beijar-nos tanto 
e sorver desses beijos todo o encanto 
num misto de doçura e de desejo... 


Que os nossos beijos, como as nossas vidas, 
tenham as nossas bocas sempre unidas 
como se fora sempre o mesmo beijo



A Feitiçaria e a pena de morte na Arábia Saudita


Recentemente, uma mulher do Sri lanka foi presa pelas autoridades sauditas acusada de praticar feitiçaria. Um homem acusou esta mulher de ter lançado um feitiço em uma garota de 13 anos de idade durante um passeio da família às compras. Ele queixou-se à polícia que a menina 'começou a agir de uma forma anormal' depois de um contato mais próximo com a mulher em um shopping center na cidade portuária de Jidá. Segundo a imprensa, a mulher está sob custódia da polícia na Arábia Saudita. Se as autoridades Sauditas não forem pressionadas para poupar a vida desta mulher inocente, ela pode ser decapitada a qualquer momento.

Na Arábia Saudita, a feitiçaria é um crime punível com a morte. No ano passado, autoridades sauditas decapitaram duas pessoas, uma mulher e um homem sudaneses, por praticarem feitiçaria. Não está claro como o sistema judicial do país define e condena este crime ou o justifica como uma prática prejudicial punível com a morte. É difícil entender como os tribunais árabes julgam e condenam as pessoas pelo delito de feitiçaria. Definitivamente, esses procedimentos ficam aquém dos padrões internacionais. Queria muito saber qual campo do governo da Arábia Saudita continua permitindo a execução de pessoas que supostamentes tivessem cometido esses "crimes". Eu entendo que a Arábia Saudita não tem por escrito um código penal, então não há nada como "letra da lei" em termos de crime de feitiçaria. As decisões judiciais são baseadas na fé, crenças e mentalidade dos juízes.

Feitiçaria é um crime imaginário que não deveria ser associado com o código penal de nenhum país em pleno século XXI. Não há nenhuma evidência de que algumas pessoas possuam poderes sobrenaturais e que podem causar danos a outros por meio de meios mágicos. A feitiçaria é uma crença na qual as pessoas, por medo e ignorância, associam com prejuízo, maldade e infelicidade, e o crime por feitiçaria é um legado doloroso deste primitivo e duradouro medo (e superstição). Isso massacra minhas ideias, que um país como a Arábia Saudita ainda reconheça a feitiçaria como crime e de fato chega ao ponto de decapitar pessoas por cometer a "infração". Estou literalmente chocado com o criminoso silêncio dos Estados e da comunidade internacional em relação ao terror da caça às bruxas em lugares como a Arábia Saudita.

domingo, 19 de agosto de 2012

Os Mistérios de Avalon


Como diz Morgana no livro "As Brumas de Avalon" A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e, talvez, no fim, chegaremos ou à sagrada ilha da eternidade, ou aos padres, com seus sinos, sua morte..."

As Deusas de Avalon não são apenas mulheres lindas e misteriosas, são fortes referências de uma antiga religião druídica, muito além das ilusões criadas pelo homem.
A metáfora fortalece os mitos para que, através das lendas, possam se propagar pelos séculos afora, rompendo a barreira do tempo, jamais se esquecendo que a verdadeira força está no equilíbrio... As Deusas, em suas diferentes faces, representam à energia criadora de todas as coisas viventes e possuem funções específicas, tais como: soberania, guerra (bravura) e proteção, além dos seus próprios atributos individuais.
Essa é a mensagem de Avalon, das Deusas Celtas e dos mistérios Arthurianos. Quando a dedicação é sincera e a busca constante, os caminhos se abrem e a verdade sempre nos é revelada. 


Esta pequena e animada povoação atrai visitantes de todos os gêneros: romanticos fascinados pela lenda do Rei Arthur; peregrinos à procura de herança da antiga cristandade; místicos em busca do Santo Graal; enquanto astrólogos são seduzidos pelos rumores da existência de um zoodíaco na paisagem. Glastonbury mais não era do que uma ilha rodeada de pântanos quando os primeiros cristãos ali se estabeleceram (Avalon).

Mas isso aconteceu há muito tempo. Durante um período, cristãos e druidas viveram lado a lado, adorando o Uno; mas depois vieram os romanos para a ilha, e, embora tivessem a reputação de tolerância das divindades locais, foram impiedosos com os druidas, derrubando e queimando seus bosques sagrados, espalhando mentiras segundo as quais eles cometiam sacrifícios humanos. Seu verdadeiro crime havia sido, é claro, o de estimular o povo a não aceitar as leis e a paz romanas. E, então, num grande ato de magia druida, para proteger o derradeiro refúgio precioso da escola, fizeram a última grande mudança no mundo, retirando a ilha de Avalon do âmbito humano.

Agora, ela estava escondida na bruma, exceto para os iniciados que haviam estudado nela, ou os que haviam aprendido os seus caminhos secretos pelo lago. Os homens das tribos sabiam onde ela se situava, e ali realizavam seus cultos. 


Avalon deve muito de seu mistério às lendas celtas que a consideram uma porta de passagem para outro nível de existência.

Uma existência povoada de magia e amplitude espiritual.

Também era chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro, onde seres mágicos, isolados do mundo mortal, desfrutam a eternidade.

O nome tem origem no semi-deus celta Avalloc.

Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury, há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon

Conhecida como Tir na nÓg, a Terra da Eterna Juventude,

local onde a doença e a morte não existem.

Este paraíso é o Outro Mundo celta, descrito como um local sublime habitado por Deusas e Deuses, heróis e heroínas, conhecidos, também, através do mito irlandês de Oisín, um dos poucos mortais que ali viveram e o seu relacionamento com a bela Niamh dos cabelos de ouro. 


Uma terra de beleza incomparável, uma ilha cercada de magia e mistérios liderada por mulheres...Morgana e suas irmãs...cultuavam a deusa e ela ajudava a preserva o lugar livre de outros males. Avalon sempre existiu... Uma terra de amor e beleza, onde viver era simples como respirar. As pessoas corriam livres pelos campos e de nada se arrependiam, pois não havia motivos para ser aquilo que não se era. Poucos ainda se lembram dos campos floridos e das flores que vibravam em outras tonalidades. 

Tudo era diferente. Muitos buscam novamente Avalon, mas este tempo não existe mais. A inocência era virtude e a verdade, qualidade.
As brumas se elevam e nos trazem recordações de um tempo distante... Nossos ritos eram sagrados, porque assim nos foi ensinado. Lá, não havia tradições nem contradições, só havia o amor. Simples como acordar e olhar o céu, sereno como contemplar o brilho das estrelas e belo como reverenciar a Lua e o Sol. 

A Lua, sim, ela era mais límpida, como os nossos corações. Muitos estão aqui hoje, mas poucos se lembram, apenas sentem saudades do lugar. Avalon se foi apenas por ser bela, ninguém entende. Virtudes hoje são defeitos. Avalon é uma ilha pertencente a Grã-Bretanha
de onde emanava todo o poder mágico que tecia a teia do mundo, era através desta ilha que a Deusa se manifestava. Muitas mulheres almejam em serem chamadas para participar do serviço da Deusa, em outros termos, serem chamadas à Avalon. Por séculos Avalon foi um lugar de conhecimento, sabedoria, sacerdócio, destino e magia.



A ligação de Avalon com o mundo dos homens dependia apenas da pureza do coração que governava a terra maior, em outras palavras, para Avalon era necessário existir um rei puro no comando da Grã-Bretanha.
Essa ligação poderosa permitia aos seus habitantes ter o poder da natureza em troca de seus serviços à Deusa.
Desta ilha saíram nomes celebres dos contos antigos, o poderoso Mago Merlin, amante e tutor da Dama do Lago Víviane, e o poderoso Rei Arthur.

O Templo de Avalon é o corpo que guarda a alma ancestral, o caminho que nos leva direto a misteriosa Ilha das Maçãs, ou seja, o caminho da verdade infinita que está dentro de cada ser.

Avalon é simplesmente esta doce emoção, mas, apenas para aqueles que ainda acreditam na magia que está escondida dentro do seu coração.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Estudo acha sinais de 'guerra santa' entre pagãos e cristãos na Europa medieval

Foto: S. Fiedler/Divulgação

Por volta do ano 1100 da nossa era, as tribos eslavas que viviam na fronteira da Alemanha com a Polônia estavam literalmente entre a cruz e a espada. Enfrentando ataques militares e missionários de seus vizinhos cristãos, a elite das tribos parece ter decidido reafirmar sua identidade pagã com túmulos luxuosos, que mostravam seu poderio e sua determinação de resistir ao invasor. Essa é a tese de um arqueólogo alemão, cujo trabalho está ajudando a entender os últimos pagãos da Europa Ocidental.

“Todos os vizinhos deles já tinham virado cristãos e eram governados por reis ou, no caso dos alemães, por um imperador”, explica Felix Biermann, do Departamento de Pré-História da Universidade Humboldt, em Berlim. “Por outro lado, as tribos eslavas dos rúgios, lutícios e obodrítios tinham estruturas políticas descentralizadas. Eles eram comandados por uma elite de guerreiros e cavaleiros, cujo poder era baseado em alianças militares. Esses chefes construíam grandes fortalezas, feitas de madeira e terra e que chegavam a ter até 400 metros de diâmetro”, diz Biermann.

Escavações recentes na Pomerânia (nordeste da Alemanha) e nas regiões polonesas que fazem fronteira com ela revelaram um estranho aumento de sepulturas suntuosas no final do século 11 e começo do século 12. Antes, os membros das tribos eslavas eram simplesmente cremados, mas nessa época eles passam a ser enterrados, alguns deles com muita pompa. Ao analisar vários desses túmulos de elite, como o de Usedom, que fica numa ilha do mar Báltico, Biermann verificou uma série de características comuns.


Casa dos mortos

Primeiro, os túmulos viram uma espécie de “casa” dos mortos, recobertos com estruturas de madeira e pedra e formando “morros” artificiais, que podiam ser vistos a uma certa distância. Em segundo lugar, os defuntos ganham oferendas caras: espadas longas com cabo decorado, moedas de ouro e prata, tecidos finos, esporas de ferro e chicotes (ambos lembretes de sua condição de cavaleiros).


Espada longa e tecido recoberto com ouro achados em túmulo de Wusterhusen (Alemanha) (Foto: F. Biermann. )

Há também bacias de bronze finamente decoradas, usadas para lavar o rosto e as mãos dos nobres. “É uma maneira de dizer que eles eram uma elite refinada, com hábitos sofisticados à mesa”, afirma o arqueólogo alemão. As mulheres da elite também recebiam ricos presentes em sua viagem para o além-túmulo: anéis e colares de metal precioso e amuletos feitos com dente de castor. Nessa mesma época, parece surgir uma certa separação espacial entre esses túmulos e os dos “plebeus” das tribos – outro sinal de que a elite pagã estava tentando reforçar seu poderio.


E é aí que entra a tese de Biermann. O curioso é que o mesmo fenômeno – o repentino aparecimento de túmulos pagãos suntuosos – acontece justamente antes da conversão dos escandinavos e dos ingleses ao cristianismo, nos século 7 e 10 ou 11, respectivamente. O arqueólogo aposta que o exagero cerimonial entre as tribos eslavas servia para mostrar que o paganismo estava vivo e vigoroso diante da invasão cristã. Também pode haver uma influência indireta de pagãos vikings, que comerciavam com a região durante as décadas anteriores ao surgimento dos túmulos luxuosos.


Vasilha de bronze do túmulo de Usedom, século 12 (Foto: Divulgação)



Tanto é assim que, após um breve florescimento de algumas décadas, a tradição tumular desaparece a partir do último quarto do século 12. É bom lembrar que a orientação da Igreja medieval era não colocar nenhum objeto em túmulos de cristãos – um hábito normalmente associado à crença numa vida após a morte com combates, festas e outras situações iguais às encontradas no mundo dos vivos.


Templo destruído

Até essa época, os eslavos da região adoravam deuses capitaneados por Svantevit, um guerreiro divino representado com três ou quatro cabeças (nesse caso, cada uma delas ficava voltada para um dos pontos cardeais), cujo culto também era associado à fertilidade da terra. Não por acaso, Svantevit era retratado com uma espada na mão e um chifre oco (usado como taça) na outra, montado num cavalo branco – mais ou menos como os guerreiros pagãos que o adoravam.


Deus de quatro caras Svantevit, adorado pelas tribos eslavas da região (Foto: Reprodução)

“A religião servia como o principal fator de integração dos líderes pagãos. Eles tinham um importante centro conhecido como Rethra, que era uma mistura de fortaleza e oráculo militar, onde eles pediam o apoio dos deuses para a guerra. Esse local foi destruído por volta de 1070 e o centro militar e religioso das tribos se deslocou para o templo de Svantevit num local chamado Arkona”, conta Biermann.

De acordo com o arqueólogo, a resistência em Arkona não durou muito. As pressões para se converter ao cristianismo eram muitas. Uma delas foi a chegada de missionários liderados pelo bispo alemão Otto de Bamberg, que chegaram à Pomerânia em 1124. Cruzados alemães, poloneses e dinamarqueses também organizaram uma série de ataques à área. Finalmente, o templo de Arkona foi atacado pelo rei Waldemar I da Dinamarca.

“Temos boas informações sobre o cerco de Arkona graças à descrição feita pelo monge dinamarquês Saxo Grammaticus. Os pagãos da tribo dos rúgios estavam defendendo os muros da fortaleza, mas um soldado dinamarquês conseguiu abrir um túnel debaixo do portão e colocar fogo na muralha, que veio abaixo. Os homens de Waldemar destruíram o templo e jogaram a imagem de Svantevit no mar”, diz Biermann. “A destruição do templo é considerada um símbolo do triunfo do cristianismo na região.”

Apesar dos combates, não houve um extermínio da população pagã local. Convertidos ao cristianismo, eles acabaram se miscigenando com colonos alemães que chegaram à região no fim do século 12 e começo do século 13. “Alguns dos membros da elite pagã se tornaram cristãos, como os membros da família Greif, que viraram duques e governaram a Pomerânia até o século 17”, conta o arqueólogo alemão.


Cruzadas no leste

A destruição do templo de Arkona marcou o desaparecimento definitivo do paganismo na Europa Ocidental. No entanto, o culto a divindades não-cristãs continuou resistindo durante quase dois séculos a leste.


“No território da Prússia Oriental, que hoje pertence à Rússia e à parte nordeste da Polônia, a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos lançou uma ‘missão com a espada’ a partir dos anos 1230”, diz Felix Biermann. Os Cavaleiros Teutônicos já tinham lutado na Palestina durante as Cruzadas e, com isso, expandiram sua ação contra inimigos da fé na própria Europa. Depois da vitória cristã nessa região, restava ainda uma grande potência pagã na Europa Oriental, a Lituânia. Nesse caso, a política acabou sendo o fator-chave: o grão-duque da Lituânia teve a chance de virar também rei da Polônia caso aceitasse ser batizado para casar com uma princesa polonesa. O grão-duque topou e foi coroado como rei Ladislau I Jagiello.


Em parte pela conversão forçada e em parte pelos interesses políticos envolvidos no processo, os costumes cristãos demoraram para dominar totalmente essa região. “Em Usedom, temos enterros do meio do século 13, no cemitério de uma igreja, que ainda mostram objetos simples mas ligados à tradição pagã, como armas e moedas”, afirma Biermann.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Santuário do Paganismo



Enfim, um espaço público para nós celebrarmos, sem medo e sem restrições, os Deuses! Toda religião tem um espaço, por que não nós?
Ao saber dessa notícia, fiquei realmente explodindo de felicidade. É uma grande prova de amor pelos Deuses e pela nossa crença, além de ser uma grande evolução para a própria comunidade bruxística. Podemos ter esperanças de deixar algo para nossas gerações futuras...


 

Podemos perceber também como “pequenas” pessoas podem fazer grandes diferenças. Nosso mundo pagão não é feito somente de eventos bonitos e legais, onde podemos comprar, nos encontrar e sermos felizes... temos que ter um lugar onde REALMENTE cultuamos os Deuses. E está aí, o SANTUÁRIO DO PAGANISMO. O SANTUÁRIO dos Deuses.

Temos que agradecer a essas pessoas e mais, nos juntarmos a elas, e fazermos ainda mais! E que venham mais projetos por ai...
Nunca esqueçamos dos Deuses nessa história toda! Agradecer á Eles por terem nos ajudado a tornar isso possível, em nome Deles.

“No dia 14 de abril foi inaugurado o Santuário do Paganismo, em Santa Isabel, São Paulo.
O Santuário foi concebido pelo Instituto Ubiratan de Ciências de Religião e da Magia e está situado dentro da sede do Instituto, local com uma área de aproximadamente 6 mil m².
No espaço dedicado ao Santuário do Paganismo, foram concebidos inicialmente 3 ambientes: área da fogueira com 40m² , círculo de pedras com 70 m² e área gramada de 50m² com cachoeira, em meio a uma área verde preservada e poderão ser locados e utilizados para cultos, rituais e eventos.

Numa próxima etapa, estarão contemplados um jardim zen, uma área com pirâmide e um espaço tântrico.

Para a inauguração estão confirmadas as presenças de alguns nomes de destaque das religões pagãs, como o Xamã Léo Artese, a Bruxa Tânia Gori e o musicista Valter Pini.
No espaço dedicado ao Santuário do Paganismo, foram concebidos inicialmente 3 ambientes: área da fogueira com 40m² , círculo de pedras com 70 m² e área gramada de 50m² com cachoeira, em meio a uma área verde preservada e poderão ser locados e utilizados para cultos, rituais e eventos.

Numa próxima etapa, estarão contemplados um jardim zen, uma área com pirâmide e um espaço tântrico.
Para a inauguração estão confirmadas as presenças de alguns nomes de destaque das religões pagãs, como o Xamã Léo Artese, a Bruxa Tânia Gori e o musicista Valter Pini.”

Santuário do Paganismo
Rod. Vereador Albino Rodrigues Neves, km 56,5
Tel. para contato: (011) 9892-0750 e 7572-1663








Fonte: institutoubiratan.blog.uol.com.br

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Idosa é linchada na Índia acusada de bruxaria


Uma mulher de 65 anos pertencente à casta dos dalit ("intocáveis" ou "impuros"), a mais baixa do sistema social hindu, morreu linchada nesta quarta-feira (1º) após ser acusada de bruxaria.

O crime ocorreu no povoado de Shevenan, situado na nortista região de Bihar, que é uma das mais pobres e atrasadas da Índia, segundo informou uma fonte policial à agência indiana Ians.

A vítima, Payari Devi, morreu nas mãos de uma multidão que a atacou após acusá-la de provocar a morte de um homem de povoado, Ashok Manjhi, por meio de técnicas de magia negra. Até o momento, a polícia já deteve quatro pessoas envolvidas no crime.
Crimes macabros e horripilantes marcam 2012


Em zonas rurais de Bihar continuam sendo frequentes estes tipos de ataques contra mulheres acusadas de bruxaria. No mês passado, outra idosa acusada de bruxaria foi obrigada a comer excrementos humanos no distrito de Sitamarhi.

Acusados de sequestro, estupro e bruxaria são decapitados na Arábia Saudita
Vários governos regionais empreenderam nos últimos meses campanhas para erradicar tanto os linchamentos de supostos bruxos e bruxas como os sacrifícios humanos, embora esta última prática seja cada vez menos comum.

Justiça manda prender pastor e jovem por intolerância religiosa no Rio de Janeiro

pastor_tupirani_preso

RIO – As primeiras prisões no país por crime de intolerância religiosa ocorreram no Rio. Afonso Henrique Alves Lobato, de 26 anos, e Tupirani da Hora Lores, de 43, membro e pastor, respectivamente, da Igreja Geração Jesus Cristo, localizada no Morro do Pinto, Zona Portuária do Rio, foram presos no dia 15 de junho por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). A juíza Maria Elisa Peixoto Lubanco, da 20ª Vara Criminal, decretou a prisão preventiva dos dois acusados.

Tupirani e Afonso Henrique vão responder pelos crimes de intolerância religiosa, injúria qualificada e incitação ao crime. Segundo a delegada Helen Sardenberg, da DRCI, o artigo 20 da lei 7.437, de 1985 – mais conhecida como Lei Caó, que cria sanções para o preconceito contra raça, cor e religião. O crime tem uma pena prevista que vai de dois a cinco anos de prisão. O delito é inafiançável, ou seja, o acusado tem de aguardar o julgamento na prisão.

Em março deste ano, com o consentimento do pastor Tupirani, Afonso Henrique divulgou na internet um vídeo em que faz ofensas às religiões afro-brasileiras, a religião da bruxaria, às polícias Civil e Militar e à imprensa. No mesmo vídeo, Afonso Henrique diz que todo pai-de-santo é homossexual. O jovem e outros três seguidores da Igreja Geração Jesus Cristo invadiram e depredaram, em junho do ano passado, o Centro Espírita Cruz de Oxalá, no Catete. Os quatro foram presos e condenados a pagar cestas básicas.

Em entrevista ao jornal EXTRA, o pastor Tupirani apoiou a iniciativa de Afonso Henrique em divulgar o vídeo, alegando que o jovem tinha direito à liberdade de expressão. O pastor também postou um vídeo na internet dizendo-se contrário às leis dos homens e desafiando as polícias e as Forças Armadas.

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