sábado, 29 de agosto de 2015

RITUAL PARA ATRAIR A BOA SORTE


A Deusa Frigga, muitas vezes era representada, como uma mulher alta e elegante, que carregava um molho de chaves em seu cinturão. Para esse ritual você precisará de uma chave antiga que não tenha fechadura. 

Você comprá-la em alguma casa que venda objetos usados ou adquira uma nova em um chaveiro próximo de sua casa. Escolha, se possivel uma de metal brilhante ou de bronze, mas nunca de ferro. Limpe-a e a deixe o mais reluzente que conseguir. Para na entrada da sua porta principal, olhando para dentro da casa, coloque a chave em sua mão direita e estendendo-a à frente diga:

-"Deusa Frigga, coloque toda a energia da prosperidade e da boa sorte nessa chave, de maneira que sempre esteja comigo".

Agora caminhe por todas as peças da casa, sustentado a chave em sua mão e em frente a você. Toque todos os seus objetos pessoais com sua chave, como sua cama para ter sorte em seus relacionamentos, o telefone para receber sempre boas notícias de amigos, negócios ou estudos e assim, toque em tudo que signifique algo para você. Quando terminar o ritual, coloque a chave em um gancho sobre a porta principal e a mantenha sempre limpa e brilhante.

Texto pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto
Bibliografia Consultada:
O Novo Despertar da Deusa - Shirley Nicholson
Os Mistérios da Mulher - M. Esther Harding
A Grande Mãe - Erich Neumann
O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur
Os Mistérios Wiccanos - Raven Grimassi Livro
Mágico da Lua - D.J. Conway
O Medo do Feminino - Erich Neumann
O Livro de Ouro da Mitologia - Thomas Bulfinch
Mitos Paralelos - J. F. Bierlein
Consciência Solar, Consciência Lunar - Murray Stein
O Caminho para a Iniciação Feminina - Sylvia B. Perera
Rastreando os Deuses - James Hollis
O Amor Mágico - Laurie Cabot e Tom Cowan
El Libro de Las Diosas - Roni Jay

A cidade de Ys, no fundo da “baía dos mortos”

Ys, a cidade da lenda, sepultada na baía de Douarnenez, na Bretanha, França

Entre a lenda e a história real há sempre uma zona nebulosa de incerteza. O fato é que a figura de uma cidade submersa, com uma catedral magnífica cujos sinos tangem ao sabor das ondas, ainda hoje excita as imaginações.

A misteriosa Bretanha é uma das mais interessantes regiões da França. Imensa plataforma que avança sobre o Atlântico, ao sul da Grã-Bretanha, ela é castigada por toda espécie de ventos e marés, como também o foi por invasões, ao longo de sua história milenar.

Os primeiros celtas chamaram-na Armor — “Terra voltada para o mar”. Daí o nome de Península Armórica, que ainda hoje a designa.

Na sua extremidade sul formou-se a Cornualha, nome que parece vir da Cornwall britânica, a península mais ocidental da Inglaterra.

Ocupada por gauleses, romanos, celtas, várias vezes saqueada pelos normandos, a Bretanha constituiu-se em reino até o século X, e depois em poderoso ducado, antes de ser incorporada definitivamente à França com os casamentos sucessivos de Ana de Bretanha com Carlos VIII e Luís XII, ambos filhos do astuto Luís XI.

Cheia de mistérios, é uma terra fértil em lendas e tradições imemoriais.

Santos, calvários, menires, peregrinações dos perdões… uma riqueza de tradições e costumes que fazem da Bretanha uma região especial, cheia de mitos e legendas. É o caso do rei Artur e seus cavaleiros da távola redonda.

O Santo Graal da legenda teria sido o cálice usado por Nosso Senhor na Santa Ceia.

José de Arimateia, membro do Sinédrio e discípulo oculto do Divino Mestre, teria trazido da Terra Santa esse cálice, contendo algumas gotas do Preciosíssimo Sangue de Cristo.

Na península Armórica, o discípulo teria vivido numa floresta para depois desaparecer sem deixar traços.

Outra lenda da Bretanha concerne a cidade de Ys, ou Is, sepultada no fundo do mar na baía de Douarnenez, a “baía dos mortos”.

Construída sobre um pólder e protegida por um dique, Ys teria sido a capital da Cornualha sob o rei Gradlon, o Grande, no século VI.

Enormes comportas permitiam evacuar as águas que vinham dos rios e proteger a cidade das marés altas. O rei guardava pessoalmente a chave das portas do mar, como eram conhecidas as comportas.

Gradlon tinha uma filha chamada Dahud ou Ahés. A princesa, em toda a cidade, era conhecida por seus costumes dissolutos.

Gwenolé (ou Guenole), um santo monge da região, vinha frequentemente a Ys e advertia os seus habitantes, mas estes não lhe davam ouvidos.

A fuga do rei Gradlon.
Evariste Vital Luminais (1822–1896). Musée des Beaux-Arts, Quimper

Deus permitiu então que o demônio se introduzisse no palácio real sob a forma de um formoso jovem e seduzisse a filha do rei, a quem o príncipe das trevas pediu como prova de amor que ela abrisse as comportas que protegiam a cidade.

Dahud roubou as chaves do pai quando este dormia e fez a vontade diabólica.

A maré estava alta quando as eclusas foram abertas. As águas invadiram logo as ruas e as casas da cidade, apanhando de surpresa os seus habitantes, a maioria dos quais adormecidos.

Deus permitiu que o rei fosse despertado por Gwenolé alguns instantes antes da tragédia. O soberano saltou sobre o seu cavalo e fugiu precipitadamente, levando a filha na garupa do animal.

Mas, enquanto o cavalo do monge ia rápido como o vento, o de Gradlon esgotava-se rapidamente com o peso da pecadora. As ondas já alcançavam os fugitivos.

Gwenolé ordenou então ao rei que, se quisesse salvar-se, devia separar-se de sua filha; Gradlon recusou-se. As águas começaram a cobrir os cascos do animal.

O santo renovou então sua ordem e, finalmente, o rei obedeceu. No mesmo instante, seu cavalo deu um salto e como que libertado de um grande peso, disparou.

Logo o rei e o monge atingiam terra firme enquanto o mar cobria toda a cidade de Ys, até seus mais altos monumentos.

Depois Gradlon teria feito de Quimper a sua nova capital e terminado seus dias em penitência, falecendo em odor de santidade.

(Autor: Gabriel José Wilson.)

QUANDO A GENTE SE DÁ CONTA QUE ERROU


A teimosia impregnada em nossas fugazes ações diárias parece nem passar mais no campo do pensamento. Sei que você anda estressado e com a vida levemente corrida mas peço que ainda assim tire um tempo para ler este texto. Puxe um banco e sente aqui comigo, vamos conversar um pouco.

Vou começar te contando algumas coisas que acontecem de vez em quando.

Você magoa muito de alguma forma as pessoas que você gosta. Quase que diariamente pra ser bem sincero. E o pior de tudo é que você nem se dá conta disso. Mas saiba meu amigo, isso ainda vai remoer muito na sua consciência. Espero que quando esse dia chegue ainda exista tempo. Tempo para pedir desculpas, a ferida cicatrizar nos corações atingidos e a memória já nem processar direito os sentimentos anexos à essas lembranças.

Outro fato é metade dos seus amigos vão se afastar de você com o tempo e os amores que o destino havia programado para a sua vida nem vão chegar a aparecer. Não que a culpa seja apenas sua, a vida leva cada um pro seu canto com suas mudanças drásticas e repentinas e não há muito para ser feito. Porém tenha em mente que muita gente você repele sem se dar nem conta. 

Além disso o futuro vem virando presente e vai exigir que suas escolhas sejam feitas. Como num filme de realidades paralelas, a cada decisão tomada vai se apagando um futuro que poderia ter acontecido. Tudo bem, isso faz parte do processo de existência terrena. O problema é que as escolhas vem trazendo a conta; vai vir arrependimento e a eterna pergunta de ‘como teria sido?’ caso a estrada tomada fosse outra. Haverá principalmente a agonia do pensamento que aterroriza quando passa pela sua cabeça que talvez algumas opções não tenham sido as corretas.

Vai chegar um dia também que você vai receber a notícia de que alguém morreu. Pode ser um parente, um amigo ou um ídolo. Não interessa, o efeito é o mesmo. Uma sensação de impotência com o curso da vida e de desespero com todas as oportunidades desperdiçadas. Pouco a pouco vem caindo a ficha de que não há nada a ser feito que mude coisas como essa. Apenas a certeza de que sempre é tempo de dizer o que precisa ser dito. Diga que ama, diga o que lhe incomoda, diga o que lhe entristece. Pois tem horas que o tempo aperta e a vida vai ficando louca. Nós vamos agindo muito e pensando pouco, então só rezamos para estar fazendo a coisa certa.

E torcendo que não seja tarde demais quando a gente se dá conta que errou.

Escrito por Paulinho Rahs, colunista do Sábias Palavras.

Incensos e as suas finalidades espirituais:



ABRE CAMINHOS: Composição: sândalo e essências de madeira, amplia horizontes.
ABSINTO: favorece a CLARIVIDÊNCIA, assim como é útil em assuntos amorosos.
ALECRIM: Usado para dar mais energia, bom para cansaço, desânimo, tristeza, COMBATE a depressão, é purificador de pessoas e locais.
ALFAZEMA: Auto-estima, amplia a auto-confiança, concretização dos desejos, tranquilizante
ALMÍSCAR: favorece sorte, vitórias, sucesso
ANGÉLICA: atrais forças protectoras
ANIS ESTRELADO: Ajuda a atrair a boa sorte.
ARRUDA: purificação e proteção espiritual
ARTEMÍSIAa: estimula dons proféticos, adivinhação, sonhos reveladores
BÁLSAMO: Libera emoções reprimidas, ajuda a superar mágoas e harmoniza os ambientes.
BAUNILHA: Traz alegria, bem estar, estimula as relações amorosas, tranquilidade, harmonia, para problemas de saúde.
CAMOMILA: ideal para conjurar forças que ajudam em assuntos financeiros
CANELA: é indicado para questões financeiras e tranqüiliza o ambiente.
CÂNFORA: Elimina todo o tipo de energias negativas, bom para o lado profissional.
CAPIM SANTO: Trabalha a agressividade, bom para crianças muito ativas.
CEDRO: indicado em estabelecimentos, para aumentar vendas
CIPRESTE: favorece o equilíbrio espiritual, e também pode ser usado em assuntos de prosperidade
CÔCO: estimula o equilíbrio psicológico, espiritual e emocional
CRAVO: ideal para favorecer abertura de caminhos, desbloqueio de enguiços
DAMA DA NOITE: Para os enamorados, amor, encontros.
ERVA CIDREITA: conjura energias ideias em assuntos amorosos
ERVA DOCE: contra invejas e mau olhado
EUCALIPTO: limpeza espiritual
FRAMBOESA:Ótimo para eliminar as mágoas, depressão e o ódio.
HORTELÃ: afasta negatividade assim como as indecisões e falta de decisão
JASMIM: favorece pacificação do ambiente
LAVANDA: tranquilizador
MAÇÃ VERDE: Bom para os casais, estimula a atração e o prazer.
MANJERICÃO: atrai energias de boa sorte
MIRRA: favorece os instintos, a a intuição e capacidades espirituais extra-sensoriais
NOZ MOSCADA: favorece entradas de DINHEIRO
ORQUÍDEA: Purifica o ambiente de trabalho, ajuda a soluções de problemas e do espírito
PATCHULI: Traz abundância, bom para fertilidade.
PIMENTA DA JAMAICA: favorece harmonia no lar, assim como prosperidade
PINHO: proteção e assuntos de fertilidade
ROSA BRANCA: Para limpeza dos ambientes contra as más energias, acalma as pessoas, acalma disputas.
SAL GROSSO: Elimina energias nocivas de um ambiente, usada para rituais de abertura de caminhos.
SETE ERVAS: Para purificação de ambientes contra mau olhado, invejas e ódio.
SÂNDALO BRANCO: abre portas ao sucesso, evolução espiritual.


Selma - 3fasesdalua

Sino dos Ventos - Sinos da felicidade - Espanta-espíritos


Sino dos Ventos ou Mensageiro do Ventos: Tem como finalidade principal, energizar um ambiente. Vibra e eleva a Energia deste ambiente, emite um som relaxante e agradável, afastando energias negativas, harmonizam o lugar com frequência e vibração elevada.

Espanta-espíritos, sinos de vento, sinos da felicidade, mensageiro do vento ou carrilhão de vento é um objeto normalmente constituído por tubos de metal ou bambu suspensos por fios que produz som através da ação do vento.

O nome que lhe foi atribuido, teve como origem de mandar os espíritos embora,como há quem diga que quando passam espíritos sente-se um brisa,pois este objecto foi criado para os detectar. Relativamente aos materiais de um espanta espíritos, podem ser muitos;desde conchas do mar a metais.Normalmente na china ,em cada casa costuma morar um destes objectos.

Sinos dos ventos ou espanta espíritos, harpas eólicas e campainhas.
Os sons são as manifestações audível da energia vibracional.
As harpas eólicas, sinos dos ventos ou espanta espíritos que chamaremos de Mensageiros-dos-ventos - são moderadores que elevam a energia Chi de uma casa. 

Os Mensageiros-dos-Ventos são utilizados pela Escola do Chapéu Negro do budismo tibetano, mas também por outras linhas do Feng Shui. A forma, o som e o material (tubo de metal) são importantes nessa cura. 

O chi, a força vital, entra e sai dos tubos - na linguagem poética chinesa, ele brinca com as formas tubulares - e, assim, espalha boas energias. O som produzido também interage com a energia de cada pessoa, acalmando o estado de espírito ( por isso, é melhor deixar os sinos onde bata uma leve brisa para que o som seja suave e não estridente )

Na Escola do Chapéu Negro, os mensageiros-dos-ventos devem ficar perto das janelas, mas também em locais onde é preciso retardar o chi, como no final de um corredor e na quina de uma parede em L.

Eles ainda têm outra função: separar energeticamente os ambientes ( por isso, são pendurados entre a sala e a cozinha, por exemplo ). Um sino com cinco tubos é ideal para equilibrar a energia de um espaço. Já para criar ou ativar o chi, melhor optar por peças com seis, oito ou nove tubos. Para dar sorte, um mensageiro de seis ou oito tubos é colocado na área da casa que se quer ativar. Os sinos também são muito utilizados na área da Criatividade, cujo o elemento é o metal ( com que é confeccionado o sino ).




Selma - 3fasesdalua

domingo, 23 de agosto de 2015

A Sabedoria do Silêncio Interno



Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia. Nunca faça promessas que não possa cumprir.

Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi. Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada.

Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna.

Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos. Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluida.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente, invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre e dá o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

Evite julgar ou criticar. O Tao é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas. O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra.



Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta se defender, está dando importância demais às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles. Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz.

O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo. Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do Tao ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o Tao. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para você tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este se converterá em um veneno, que o envenenará rapidamente. Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno.

Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do Tao.

FONTE: O Sol Interno


NÃO ADIANTA HONRA A DEUSA SEM HONRA A MULHER EM NÓS


É preciso que a mulher descubra o seu verdadeiro rosto…
Não adianta honrar a Deusa sem honrar a mulher em nós…
De nada serve cultuar a Deusa sem sabermos o que significa a sua caminhada interior nem a descida ao mais profundo dos abismos. De nada serve imitarmos os seus rituais sem termos descoberto o segredo que nos foi ocultado durante milênios e vivê-lo na nossa pele!...
De nada serve cultuar a Deusa sem integrar as duas faces da mulher…sem que saibamos primeiro quem somos em essência – e a nossa essência não é só o sangue e dar à luz e sermos amantes…


É muito mais do que isso e sem que nos liguemos á Natureza primordial do nosso ser, sem termos olhado esse outro lado oculto de nós, a mulher reprimida, a mulher negada, a mulher raivosa, a mulher frustrada, a adúltera, a frígida ou a mulher infeliz, a mais desgraçada das mulheres, não encontraremos a Deusa em nós.
Para encontrarmos a Deusa temos de fazer essa descida aos subterrâneos mais secretos do nosso ser onde está a Rainha da Noite à nossa espera…Aquela que chora dia e noite e não faz mais do que esperar que a vamos resgatar…
Porque É Ela que nos inicia e coroa…


Sendo assim ......................
Como se faz presente em seu aspecto de Sheela Na Gig que ensina que o medo da velhice é o medo da vida, o medo do ciclo natural de vida e morte. Ela mostra que há poder na velhice, que há glória na velhice e principalmente, que há autenticidade na velhice.
Então Divido com vocês este poema de Nuno Júdice.

Gosto das mulheres que envelhecem
Gosto das mulheres que envelhecem,
com a pressa das suas rugas, os cabelos
caídos pelos ombros negros do vestido,
o olhar que se perde na tristeza
dos reposteiros. Essas mulheres sentam-se
nos cantos das salas, olham para fora,
para o átrio que não vejo, de onde estou,
embora adivinhe aí a presença de
outras mulheres, sentadas em bancos
de madeira, folheando revistas
baratas. 

As mulheres que envelhecem sentem que as olho, que admiro os seus gestos
lentos, que amo o trabalho subterrâneo
do tempo nos seus seios. Por isso esperam
que o dia corra nesta sala sem luz,
evitam sair para a rua, e dizem baixo,
por vezes, essa alegria que só os seus lábios
podem cantar.

fonte: Jade Fenix


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