segunda-feira, 22 de outubro de 2012

AS SACERDOTISAS DE AVALON



Para se chegar a Avalon era preciso saber o encantamento que abriria as névoas e chamaria a barca que o levaria pelo lago até à ilha. Somente os iniciados e alguns homens do povo do pântano (que conduziam as barcas) sabiam o caminho para Avalon. Quem ousasse transpor as brumas sem saber o encantamento ficaria perdido, para sempre, vagando entre os dois mundos. 

A terra sagrada das noviças devotadas à antiga Deusa, também chamada de Grande Mãe, foi palco de grandes acontecimentos na saga do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Avalon, a “ilha das maçãs”, ficava na Inglaterra, em um lago rodeado de juncos, envolta em uma fechada cortina de bruma. Depois que a neblina se abria, um barqueiro misterioso conduzia o visitante até o lugar sagrado. 

Viviane, a Senhora do Lago, liderava as donzelas que viviam em retiro devotado à Deusa. Mais tarde, foi sucedida pela fada Morgana, meia irmã do Rei Arthur. Segundo a lenda, uma mão surgida das águas do lago de Avalon presenteou-o com sua lendária espada Excalibur. 

O vale de Avalon encontrava-se envolto na paz das colheitas. A luz dourada era filtrada através das folhas da macieira, cintilando no fumo perfumado que subia ondulante do caldeirão e concedia uma iluminação suave aos véus das sacerdotisas




Nos tempos antigos, as bruxas escolhidas tinham a posição de Sacerdotisa da Lua. Nas regiões costeiras e nas ilhas, as bruxas também poderiam ser Sacerdotisas do Mar. 

O uso da água do mar era um aspecto importante na Magia Lunar. Pois se "carregava" a água e liberava-se essa carga através da evaporação.A lua é o ponto de foco da Terra. A Lua absorve, condensa e canaliza todas as forças que são recebidas pelo planeta. Aradia disse a seus discípulos para procurar pela Lua para qualquer propósito mágico. 

As mulheres são vistas como as que carregam a energia da Lua dentro delas. Os homens também têm isso, mas as mulheres têm uma ligação mais próxima. 

Uma Sacerdotisa, precisa está consciente de seu papel. uma Sacerdotisa precisa retomar o poder da Grande Mãe, a glória da grande provedora da vida.. Sabemos também do nosso poder, porque ao longo das eras não esquecemos a sacralidade de nossa existência ao nos identificarmos com a obra.


Esta é uma das descrições de iniciações mais lindas que já li:

Morgana fala...

Em vida,chamaram-me de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. Na verdade cheguei agora a ser maga e poderá vir um tempo em que tais coisas devam ser conhecidas.Verdadeiramente, porém creio que os cristãos dirão a última palavra.

O Mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que Cristo predomina.Nada tenho contra Cristo,apenas contra os seus sacerdotes,que chamam a Grande Deusa de Demônio e negam o seu poder no mundo.Alegam que,no máximo esse poder foi de Satã.

Ou vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré - realmente poderosa,ao seu modo, que,dizem,foi sempre virgem.Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanidade?

E agora que o mundo está mudado e Artur - meu irmão,meu amante,rei que foi e rei que será - está morto(o povo diz que ele dorme) na ilha sagrada de Avalon, é preciso contas as coisas antes que os sacerdotes do Cristo Branco espalhem por toda parte seus santos e suas lendas.

Pois,como disse,o próprio mundo mudou.Houve um tempo em que um viajante, se tivesse disposição e conhecesse apenas uns poucos segredos,poderia levar sua barca para fora, penetrar o mar do Verão e chegar não ao Glastonbury dos monges,mas à ilha sagrada de Avalon; isso porque, em tal época, os portões entre os mundos vagavam com as brumas e estavam abertos, um após o outro, ao capricho e ao desejo do viajante.

Esse é o grande segredo , conhecido por todos os homens cultos de nossa época: pelo pensamento criamos o mundo que nos cerca,novo a cada dia.

E agora os padres, acreditanto que isso interfere no poder de seu deus, que criou o mundo para ser finitamente imutável, fecharam os portões (que nunca foram portões, exceto na mente dos homens), e os caminhos só levam à ilha dos padres, quer eles protegeram com o som dos sinos de suas igrejas, afastando todos os pensamentos de um outro mundo que vive nas trevas. Na verdade,dizem eles,se aquele mundo realmente existe, é propriedade de Satã e a porta do inferno,se não o próprio inferno.


Não sei o que o deus dele poder ter criado ao não.Apesar das histórias contadas, nunca soube muito sobre seus padres e jamais usei o negro de uma de suas monjas-escravas.Se os cortesãos de Artur em Camelot fizeram de mim este juízo, quando lá fui (pois sem usei roupas negas da Grande Mãe em seu disfarce de maga), não os desiludi. 

E na verdade, ao final do reinado de Artur, teria sido perigoso agir assim, e inclinei a cabeça a conveniência como nunca teria feito a minha grande senhora, Viviane Senhora do Lago, que depois de mim foi a maior amiga de Artur, para se transformar mais tarde em sua maior inimiga, também depois de mim.

A luta, porém, terminou. Pude finalmente saudar Artur, em sua agonia, não como meu inimigo e o inimigo de minha Deusa,mas apenas como meu irmão e como um homem que ia morrer e precisava da ajuda da Mãe, para qual todos os homens finalmente voltam. Até mesmo os sacerdotes sabem disso, com sua Maria sempre-virgem em seu manto azul, pos ela, na hora da morte, também se transforma na Mãe do Mundo.

E assim, Artur jazia enfim com a cabeça em meu colo, vendo-me não como irmã, amante ou inimiga, mas apenas como maga, sacerdotisa, Senhora do Lago; descansou, portanto, no peito da Grande Mãe, se onde nasceu, e para quem, como todos os homens tem de finalmente voltar. E talvez - enquanto eu guiava a barca que o levava, desta vez não a ilha dos padres, mas a verdadeira ilha sagrada no mundo das trevas, que fica além do nosso, para a ilha de Avalon,aonde agora poucos, além de mim, poderiam ir - ele estivesse arrependido da inimizade surgida entre nós.

Ao contar esta história, falarei por vezes coisas que ocorreram quando eu ainda era demasiado jovem para compreendê-las ou quando não estava presente.Meu leitor fará uma pausa e dirá,talvez: "Esta é a sua magia".Mas eu sempre tive o dom da Visão, de ver o interior da mente de homens e mulheres; e, durante todo esse tempo, estive perto de todos. Assim, por vezes, tudo o que pensavam era do meu conhecimento, de uma forma ou de outra. Por isso, contarei esta história.


Um vez também os padres a contarão, tal como a conhecem. Talvez entre as duas se possam perceber alguns lampejos de verdade.

O que os padres não sabem, com o seu Deus Uno e a sua Verdade Única, é que não existe história totalmente verdadeira. A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon; o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e talvez, no fim, cheguemos à sagrada ilha da eternidade, ao aos padres, com seus sinos, sua morte, seu Satã e o inferno e danação...

Mas talvez eu seja injusta com eles. Até mesmo a Senhora do Lago, que odiava a batina do padre tanto quando teria odiado a serpente venenosa, e com boas razões, censurou-me certa vez por falar mal do deus deles.

Todos os deuses são um só Deus, disse ela, então como já dissera muitas vezes antes, e como eu repeti para minhas noviças inúmeras vezes, e como toda sacerdotisa, depois de mim, há de dizer novamente, "e todas as deusas são uma só Deusa, e há apenas um iniciador, E a cada homem a sua verdade, e Deus com ela."

Assim, talvez a verdade se situe em algum ponto entre o caminho para Glastonbury,a ilha dos padres, e o caminho de Avalon, perdido para sempre nas brumas do mar do Verão.

Mas esta é a minha verdade; eu, que sou Morgana, conto-vos estas coisas,Morgana, que em tempos mais recentes foi chamada Morgana, a Fada.

Selma - 3fasesdalua

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Laicidade e Ensino Religioso no Brasil


Além das operações matemáticas, das regras ortográficas e dos fatos históricos, os princípios e conceitos das principais religiões também devem ser discutidos em sala de aula. A Constituição Federal Brasileira determina que a oferta do ensino religioso deve ser obrigatória nas escolas da rede pública de ensino fundamental, com matrícula facultativa - ou seja, cabe aos pais decidir se os filhos vão frequentar as aulas.
Pesquisas recentes e ações na Justiça questionam a inclusão da religião nas escolas, já que, desde a Constituição Federal de 1890,o Brasil é um país laico, ou seja, a população é livre para ter diferentes credos, mas as religiões devem estar afastadas do ordenamento oficial do Estado.
Apesar da obrigatoriedade, ainda não há uma diretriz curricular para todo o país que estabeleça o conteúdo a ser ensinado, de maneira a garantir uma abordagem plural sem caráter doutrinário. Outro problema é a falta de critérios nacionais para contratação de professores de religião. Hoje, o país conta com 425 mil docentes, formados em diversas áreas.
O ensino religioso está presente no Brasil desde o período colonial, com a chegada dos padres jesuítas de Portugal para catequizar os índios.
Atualmente, de acordo com a Constituição, a disciplina deve fazer parte da grade horária regular das escolas públicas de ensino fundamental. Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) definiu que as unidades federativas são responsáveis por organizar a oferta, desde que seja observado o respeito à diversidade religiosa e proibida qualquer forma de proselitismo ou doutrinação.
"Alguns historiadores que tratam da participação da religião na vida pública mostram que o ensino religioso foi uma concessão à laicidade à época da Constituinte. Havia uma falsa presunção de que religião era importante para a formação do caráter, da vida e dos indivíduos participativos e bons. Essa é uma presunção que discrimina grupos que não professem nenhuma religião. Isso foi uma concessão à pressão dos grupos religiosos", avalia a socióloga Debora Diniz, da Universidade de Brasília (UnB).
Debora é autora, junto com as pesquisadoras Tatiana Lionço e Vanessa Carrião, do livro Laicidade e Ensino Religioso, publicado no último semestre. O estudo investigou como o ensino religioso se configura no país e se as escolas garantem, na prática, espaços semelhantes para todos os credos, como preconiza a LDB. A conclusão é que não há igualdade de representação religiosa nas salas de aula. 
"Ele é um ensino cristão, majoritariamente católico, e não há igualdade de representação religiosa com outros grupos, principalmente os minoritários", destaca Debora.
Há mais de uma década acompanhando essa discussão, o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (Fonaper) reconhece que há muitos desafios para garantir a pluralidade. Mas defende que o conteúdo é importante para a formação dos alunos.

"Nós vislumbramos, desde a LDB, que o ensino religioso poderia assumir uma identidade bastante pedagógica, que fosse de fato uma disciplina como qualquer outra e que a escola pudesse contribuir para o conhecimento da diversidade religiosa de modo científico. O professor, independentemente do seu credo, estaria ajudando os alunos a conhecer o papel da religião na sociedade e a melhorar o relacionamento com as diferenças", aponta o coordenador do Fonaper, Elcio Cecchetti.
No Rio de Janeiro, por exemplo, o ensino religioso é oferecido apenas nas escolas estaduais. Nas unidades municipais, ainda não foi implantado, mas há um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Vereadores da capital fluminense que prevê a oferta nas cerca de mil escolas da rede, com frequência facultativa. A recepcionista Jussara Figueiredo Bezerra tem dois filhos que estudam em uma escola municipal da zona sul do Rio de Janeiro e acompanha com certo receio a discussão. Ela é evangélica e acredita que esses valores devem ser transmitidos em casa, pela família.
"Quem são os professores que vão dar as aulas de religião? Será que eles serão imparciais? Além disso, com tantas dificuldades e carências que o ensino público já enfrenta, por que gastar dinheiro com isso? Esses recursos poderiam ser usados de outra forma, para melhorar a estrutura já existente nas escolas. Quem quiser aprender mais sobre uma religião deve procurar uma igreja ou uma instituição religiosa", opina.
Para quem lida na ponta com os delicados limites dessa questão, torna-se um desafio garantir um ensino religioso que contemple as diferentes experiências e crenças encontradas em uma sala de aula. "Nós preferiríamos que a oferta do ensino religioso não fosse obrigatória porque a escola é laica e deve respeitar todas as religiões. O que a gente quer é que os dirigentes possam utilizar essas aulas com um proveito muito melhor do que a doutrinação, abordando o respeito aos direitos humanos e à diversidade e a tolerância, conceitos que permeiam todas as religiões", defende a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho.
Atualmente, duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) questionam a oferta do ensino religioso no formato atual e aguardam julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma delas foi proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e questiona o acordo firmado em 2009 entre o governo brasileiro e o Vaticano. O Artigo 11 desse documento, que foi aprovado pelo Congresso Nacional, determina que "o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental". Ao pautar o ensino religioso por doutrinas ligadas a igrejas, o acordo, na avaliação da PGR, afronta o princípio da laicidade.


[Fonte: Portal Terra]

Líder druida perde caso contra exumação em Stonehenge


Stonehenge é uma das maravilhas do mundo antigo mais famosas de todos os tempos. O curioso círculo de pedras estonteantemente grandes foi construído por volta de 3.000 a.C., como afirmam alguns estudiosos. Realizando pesquisas em 2008, arqueólogos da Universidade de Sheffield exumaram cerca de 50 corpos enterrados no local, na tentativa de entender para quê e o porquê dos círculos terem sido erguidos. Os corpos, segundo análises, são datados de cerca de 5 mil anos.
Entretanto pagãos britânicos, mais especificamente pertencentes ao Druidismo, são contra a exumação dos restos mortais, e estes entraram na justiça pedindo a devolução dos corpos ao seu jazigo. Liderando esse processo contra a ação dos arqueólogos está o líder druida e ex-militar King Arthur Pendragon, que trocou legalmente seu nome. Em entrevista a rede britânica BBC, este disse que teme que os corpos não retornem ao local onde foram encontrados e que ele fará o possível para que isso não aconteça.
Líder druida perdeu o processo na Justiça Britânica, e os corpos poderão ser estudados pelos cientistas da Universidade até o ano de 2015. Veja abaixo a matéria feita pela BBC sobre o caso.
       


Texto de Douglas Phoenix
Fonte: BBC Brasil

O Documentário "A Teia Pagã" é uma das atrações da Virada Multicultural


O Documentário "A Teia Pagã" relata o movimento neopagão no Brasil, focando no estado do Piauí. O documentário produzido por Rafael Nolêto.

Sinopse
Culto aos ciclos da natureza, práticas politeístas, rituais de magia e conexão com as energias cósmicas; todos esses elementos são característicos do paganismo, um conjunto de tradições religiosas que resgatam práticas de bruxaria e antigas crenças da Europa pré-cristã.


Na atualidade, as vertentes do paganismo, inclusive no Piauí, são difundidas e ganham fôlego com a ajuda da internet e das ferramentas virtuais. Foi essa curiosa temática que inspirou a produção de "A Teia Pagã", documentário do jornalista Rafael Nolêto, um vídeo onde são mostrados depoimentos de magos e bruxas reais, que vivem no Piauí e contam detalhes sobre suas crenças e práticas religiosas.

Fonte: Google

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A Grande Mãe


Sou a Grande Mãe, cultuada por toda a criação, e existo antes de sua consciência. 


Eu sou a força primordial feminina, ilimitada e eterna.

Eu sou a Deusa pura da Lua, a senhora de toda a magia.

Os ventos e as folhas que se deslocam cantam o meu nome.

Eu uso a lua crescente na testa, e meu apoio para os pés é o céu estrelado.

Eu sou os mistérios ainda não resolvidos, um caminho para reincidir.

Eu sou um campo intocado pelo arado.

Alegro os jovens pela minha existência.

Eu sou a Mãe Santíssima, a graciosa Senhora da colheita.

Eu estou vestida da maior pureza, nas frias profundezas da Terra e nos campos de ouro cheios de grãos.

Sob meu comando são regidas as marés da Terra, todas as coisas amadurecem de acordo com a minha temporada.

Sou o refúgio e a cura.

Eu sou a Mãe que dá vida, maravilhosamente fértil.

Adora-me como o Velho, o portador do ciclo da morte e renascimento.

Sou a roda das estações, a sombra da lua.

Governo as marés das mulheres e dos homens e dou alívio e renovação às almas cansadas.

Embora a escuridão da morte é o meu domínio, a alegria do nascimento é o meu presente.

Eu sou a Deusa da Lua, da Terra, dos mares.

Meu nome e meus pontos fortes são múltiplos.

Eu derramo paz, magia, poder e sabedoria.

Eu sou a eterna Donzela, a Mãe de tudo, e a Anciã das trevas, e eu vos envio bênçãos de amor sem limites.

Eu sou a Deusa!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - A DEUSA FREYJA


Hoje - 15 de Outubro - nos países nórdicos comemora-seFreyja ou Freya, a deusa do amor e magia, condutora das almas para o mundo subterrâneo.

Freyja (Frija, Frowe, Frea, Fro, Vanadis, Vanabrudr, Mardöll, Hörn, Syr, Gefn) - “A Senhora”
Segundo Snorri Sturlurson ( historiador "1220"), Freyja era “a mais gloriosa e brilhante” das deusas nórdicas. Alguns autores consideravam Freyja e Frigga aspectos de uma mesma Deusa, porém, as diferenças são óbvias. Enquanto Frigga é a padroeira da paz e da vida doméstica protetora da família, Freyja é a regente do amor e da guerra, da fertilidade, da magia e da morte. Chamada de “Afrodite Nórdica”, Freyja era considerada “A Senhora” e seu irmão Freyr, “O Senhor”, ambos invocados para atrair a fertilidade da terra e a prosperidade das pessoas. Freyja filha da deusa da terra Nerthus e do deus do mar Njord, era uma das deusas Vanir, quer foram cedidas ao clã dos Aesir, juntamente com o pai e seus irmãos em acordo de paz entre os Vanir e os Aesir. Freyja foi descrita como sendo "a mais brilhante" das deusas nórdicas. Conhecida como " a senhora" enquanto seu irmão Frey era descrito como "o senhor", onde ambos eram invocados para atrair fertilidade e também para que as pessoas pudessem prosperar. A ela ainda eram atribuídas a regência do amor, da guerra, fertilidade, magia e morte.

É a Deusa mais importante e a mais conhecida. Ela é a irmã gêmea de Frey. Freya é uma Deusa que tem duas facetas. Primeiramente, ela é a Deusa do Amor, da Sexualidade e da Beleza, também é a Deusa da Guerra que recebe os heróis que morrem dos campos de batalha juntamente com Odin. Além de Deusa das Feiticeiras e da magia xamânica, conhecida com Seidhr. Apesar de Freya ser a Deusa do amor e da beleza, ela não é uma Deusa dependente e muito menos delicada, como as Deusa do amor de outros panteões.


Freyja era a Matriarca Ancestral do grupo de divindades Vanir, precursoras dos Aesir, as divindades patriarcais vindas da Ásia. Como dirigente das matriarcas ancestrais Afliae, as poderosas e das Disir, as avós divinas, Freyja tinha muitos atributos. Ela regia o amor, a fertilidade, a sexualidade, a Lua, o mar, a Terra, o mundo subterrâneo, o nascimento, a morte e a magia. Aparecia como uma deusa tríplice (virgem, mãe, anciã), como senhora dos gatos, dirigente das Vaquírias e condutora das almas dos guerreiros mortos em combate, das quais metade ia para seu reino e a outra metade para o palácio de Odin. Freyja era irmã e consorte do deus da fertilidade Frey, com quem formava o casal divino. “A senhora e o Senhor”, celebrado nos ritos de fertilidade com o “casamento sagrado”, a união sexual entre o rei do ano e da sacerdotisa da Deusa. 

Freyja era casada com Odr, habitava a planície de Folkvangr ("campo de batalha") em seu palácio chamado Sessrumnir ("muitos salões"), e cavalgava diariamente liderando as Valkirias na busca por almas nos campos de batalha, pois desde que havia ensinado a Odin a prática da magia seidhr, a deusa podia escolher os guerreiros que desejasse, recebia também as almas das mulheres, os demais pertenciam a Odin.

A senhora era cultuada por ser representante da feminilidade, do amor, do erotismo, da vida, da prosperidade e bem estar. Regia também as batalhas, as guerras e a coragem. Era a senhora também da magia, padroeira das profecias, das praticas xamânicas seidhr ou seidr. Freyja era a deusa nórdica mais conhecida, mais cultuada e seu nome deu origem a origem à palavra "FRU" que significa "mulher que tem domínio sobre seus bens" mais tarde sendo adotada e significando "mulher".



Freyja era dotada de uma exuberante beleza, com um incrível poder de sedução, possuía formas exuberantes, e aparecia sempre com os seios desnudos, com um manto de penas de falcão nos ombros e coberta por jóias. 

Dentre estas jóias se destaca o seu colar mágico chamado Brisingamen, que ela teria obtido dos quatro anões ferreiros. E alguns afirmam ser a jóia mais linda já forjada.
Certa vez Loki roubou este colar de Freyja a pedido de Odin. O deus travesso havia se transformado em uma pulga e picou o pescoço da deusa, assim ele teve que tirar o colar, para coçar a região, dando a Loki a possibilidade de roubar a jóia. Durante o tempo que Freyja ficou sem o seu colar, ela caiu em desespero, e a escuridão desceu sobre ela e sobre a terra, tornando tudo frio e escuro, o conhecido inverno. Para recuperar o seu colar ela deveria fazer concessões ao Aesir nas escolhas dos ganhadores das batalhas. Quando a deusa finalmente conseguiu reaver seu colar, tamanha era sua alegria, que enchia a tudo de luz, e calor, dando fim então ao inverno e iniciando a primavera. 
Nos países nórdicos, celebravam-se “As noites de inverno” marcando o início do inverno, o fim das atividades externas (caça, pesca, colheita) e os preparativos para a sobrevivência durante o inverno.
No País de Gales reverenciava-se Dwynwen ou Branwen, a deusa do amor, também conhecida como “A Vênus do Mar do Norte” ou “Lindos Seios Alvos”. Filha de Llyr, o deus do mar, ela era a padroeira dos namorados e regente da lua cheia. 





ORAÇÃO PARA FREYA

“Freya!
Senhora das Idisis,da Fertilidade,do Poder,do Amor e da Paixão,
Ajude-me a encontrar meu caminho!
Senhora da Mulheres, Deusa Suprema do Feminino, mostre-me a chave da Magia e Justiça!
Senhora dos Gatos e da Guerra, oriente-me nos momentos difíceis e me dê agilidade e coragem para superar meus obstáculos!
Senhora da Riqueza, dai-me energia pura e restauradora do teu Amor.
Minha alma e coração te pertencem e honrarei teu nome eternamente!
Em nome do Fogo, do Ar, da Terra e da Água,
Poderosa Rainha dos Vanir, mais bela e querida entre todas as Deusas,
Derrame suas bênçãos sobre mim!”.



ORAÇÃO CHEROKEE


"Compreender o mundo, explicá-lo, desprezá-lo, são coisas que poderão agradar aos grandes pensadores. Mas eu considero mais importante amar o mundo, não o desprezar, não o odiar nem me odiar, observá-lo, a mim e a todos os seres com amor e admiração e respeito" Hermann Hesse

Oração Cherokee

Eu caminho para dentro e para fora de muitos mundos.

Em minha mente, há muitas moradas.

Cada uma destas, criamos nós mesmos: a morada da raiva, a morada do desespero, morada da autopiedade, morada da indiferença, morada do negativo, morada do positivo, morada da esperança, morada da alegria, morada da paz, morada do entusiasmo, morada da cooperação, morada da doação.

Cada uma dessas moradas visitamos todos os dias.

Podemos permanecer em cada uma delas o tempo que quisermos.

Podemos abandonar cada uma dessas moradas mentais no momento que desejarmos.

Nós criamos a casa, nós ficamos na casa, nós saímos da casa quando bem quisermos.

Podemos criar novos aposentos, novas casas.

Quando entramos nestas moradas elas tornam-se nosso mundo até que a deixemos por outra.

Grande Espírito, ninguém pode determinar a morada que devo escolher entrar.

Ninguém tem o poder para isso, a não ser eu mesmo.

Permita-me que hoje eu escolha sabiamente.

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