quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Alemanha e Bélgica reabilitaram bruxas

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As autoridades da cidade belga de Nieuport, na costa do Mar do Norte, reabilitaram 17 moradores locais que no século XVII foram queimados vivos. Entre eles foram 15 bruxas e dois bruxos. Para homenagear a memória das vítimas do erro histórico na prefeitura da cidade estabeleceram uma estela com a lista de nomes de todos os executados seguidores do ocultismo.

Além disso, a administração da cidade anunciou na próxima semanauma festa de bruxos que até hoje se realiza lá duas vezes por ano.

A mesma história aconteceu com as 37 bruxas executadas em 1627 na Alemanha, escreve o jornal Local, referindo-se à mídia local. O Conselho da cidade de Colônia foi unânime em reabilitar as pobres mulheres que 400 anos atrás foram acusadas da ligação com o diabo.

No entanto, a decisão do Conselho, infelizmente, não tem a força jurídica, sendo que as autoridades da Alemanha atual não são autorizadas de cancelar sentenças decretadas em conformidade com as Leis do Império Romano.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Túmulo anglo-saxão pode marcar passagem do paganismo ao cristianismo


Arqueólogos encontraram um túmulo anglo-saxão perto de Cambridge, Inglaterra, que poderia ser um dos primeiros exemplos do cristianismo, que aos poucos roubou a cena do paganismo.

Dentro dele, foi descoberto o esqueleto de uma adolescente, enterrado em uma cama de madeira, com uma cruz de ouro em seu peito.

A cruz é apenas a quinta a ser descoberta no Reino Unido. Somente 12 outros enterros parecidos foram encontrados.

E, segundo os cientistas, essa combinação exata – cama onde o corpo foi colocado em uma moldura de madeira unida por suportes de metal e símbolo cristão (cruz) – é extremamente rara.

“Acreditamos que há apenas um outro exemplo de um enterro com cama de madeira e cruz no peitoral, em Ixworth, Suffolk”, disse a pesquisadora Alison Dickens.

O túmulo da adolescente, que os cientistas acreditam que tinha cerca de 16 anos de idade, era um de quatro túmulos descobertos ao sul de Cambridge. Os outros três foram descritos como enterros anglo-saxões mais típicos, sem indicações do cristianismo.

O túmulo pode datar do meio do século 7 d.C., quando o cristianismo estava começando a ser introduzido aos pagãos anglo-saxões.

A cruz de 3,5 centímetros encontrada no peito da menina provavelmente tinha sido costurada a sua roupa. Outros artefatos, como um saco de pedras preciosas e semipreciosas, e uma pequena faca também foram encontrados com o corpo.

Segundo os arqueólogos, o estilo da cruz era comparável ao tesouro real anglo-saxão descoberto em Sutton Hoo, em Suffolk.
O método de enterramento e qualidade das joias pode indicar que a menina era de uma família nobre ou real.

Sendo assim, a conversão cristã poderia ter começado em cima, com a nobreza, e filtrado para baixo, até se generalizar até as camadas mais pobres.

Apesar dessas especulações, o corpo possuir tantos bens consigo – supostamente para uma vida após a morte – é contrário à crença cristã, que diz que o corpo não vive após a morte.

No entanto, a fusão de possíveis dois ritos funerários – cristão e pagão – pode colocar o túmulo à beira da mudança de religião, de pagã para cristã.

No futuro, os cientistas querem determinar se havia alguma relação entre a garota cristã e os três outros esqueletos, encontrados em estreita proximidade

Calendários da Páscoa e do paganismo coincidem na Alemanha

Mundo - Calendários da Páscoa e do paganismo coincidem na Alemanha

Na Alemanha as velhas tradições do paganismo não se extinguiram completamente, como o prova esta imagem recolhida num subúrbio da cidade alemã de Hamburgo. Enquanto, ao longe, um barco navega pelo rio Elba, várias pessoas observam uma das muitas fogueiras tradicionais que se acendem nesta ocasião, e cujo objetivo original era o de espantar os maus espíritos e dar as boas vindas à primavera. A tradição, vinda de tempos pré-cristãos, coincide hoje em dia com a Páscoa.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Prece da Sacerdotisa


Sou herdeira das Deusas, Rainhas e Sacerdotisas do passado
e as represento hoje aqui trazendo a magia da Lua e a força da Grande Mãe à Terra.
Nos momentos difíceis da minha vida, nos momentos em que me faltar sabedoria, acredito e tenho a ajuda das minhas antepassadas.

Que no momento que eu olhar o céu noturno eu saiba que tenho a mesma força das mulheres e homens que reinaram antes de mim e o fizeram guiados pela sabedoria da Grande Deusa.
Que eu como sacerdotisa da Grande Mãe jamais me esqueça do meu caminho e quando isto me ocorrer que sempre eu me religue ao poder da Terra Mãe e a força do Senhor da Natureza.

Que eu não tenha medo de olhar o mundo como minhas antepassadas que reinavam sem medo em suas comunidades, países e reinos.
Que eu seja sempre a sacerdotisa que acende a fogueira e conhece todos os caminhos do Grande Rito.

Que eu seja a bruxa e a feiticeira, a senhora que conhece os segredos da terra e da magia, que eu seja a Senhora da Vida, senhora do meu próprio destino e rainha de mim mesma exercendo a minha própria soberania.
Que eu jamais me permita subjugar ou controlar um ser para igualmente jamais ser subjugada e controlada.


Que eu sempre me lembre que todos os alimentos com que me nutro, as frutas , as ervas, as sementes e os vegetais, o leite e o pão, os animais que lavram a terra e os seres que voam provem do Útero da Mãe e como tal sejam sempre louvados e abençoados para que a colheita da minha vida, da minha alma seja sempre farta.
Que não haja em mim medo da morte e da mortalha e que eu saiba que sempre e sempre ressurgirei para uma nova vida, até que eu tenha toda a sabedoria e possa me deixar levar minha alma pelas mares do fluxo da Grande Mãe.
Que eu jamais tema a mim mesma, e minha face escura de senhora das mortalhas, ceifadora, rainha do caos, amante e feiticeira pois todas as Faces são uma e nisto esta a sabedoria.
Que eu jamais tema a velhice e o tempo em que o sangue sagrado cessa de ser deitado a Terra, pois após a Jovem e a Mãe, sou a Grande Sábia, a Velha Anciã, a sacerdotisa de tempos passados e nisso se conserva toda a minha juventude e sabedoria.
Por isso sou Bruxa, sacerdotisa e feiticeira.

Que assim seja...
Que assim se faça...

AUTOR DESCONHECIDO

domingo, 12 de agosto de 2012

Bruxas, Santas e Inquisidores


Em tempos passados, na época da Santa Inquisição, as bruxas ou feiticeiras eram mulheres comuns, que detinham o conhecimento do poder das ervas e das pedras. Segredos da natureza.

Eram mulheres extremamente sensitivas e intuitivas.
Somando às suas outras tarefas, que não eram poucas, tampouco facilitadas pela nossa modernidade, ainda assumiam orgulhosas, os fardos de serem as curandeiras, , parteiras e carpideiras.


Trabalhavam com a morte e o nascimento. Substituíam os médicos, praticamente inexistentes nas aldeias. Tanto do hemisfério Norte, quanto do hemisfério Sul.


Essas mulheres simples, cultuavam a Mãe Natureza (Terra), da qual retiravam o sustento do dia-a-dia. Eram elas também, que mantinham a tradição familiar, bem como eram as transmissoras do conhecimento, passado de boca a ouvido, uma vez que, naquela época, praticamente não existia a escrita

Qualquer mulher ou homem que não fosse temente ao "Deus Único" dos católicos e que insistisse nos cultos pagãos de adoração à Mãe Natureza ou que soubesse rezas para dor de dente, quebranto, mal olhado, que fosse parteira ou que cantasse a beleza do Sol nascente e a Magnitude da Lua surgindo no céu por detrás das galhadas das árvores, era considerado bruxo ou bruxa. (São Francisco, nem um pouco bruxo, canta para o Irmão Sol e a Irmã Lua!). "Como se todos os afogados não boiassem" e portanto, sem o direito de serem enterrados em Campo Santo. (como se pudesse existir um único pedaço de terra que não pertencesse à Divindade Maior!). Santa Ignorância!



Sobre a relação entre acusadas de feitiçaria e os inquisidores que conduziram seus processos, muitas vezes nos deparamos com a seguinte pergunta: de que forma os julgamentos de pessoas evidentemente inocentes dos crimes a elas atribuídos puderam produzir relatos e confissões, que não apenas lhes imputavam a culpa, mas igualmente confirmavam o imaginário (teológico e popular) a respeito da bruxaria?

Um dos argumentos constantemente utilizados para responder essa pergunta vem sendo o da tortura. Segundo esse argumento, uma vez que uma grande parte das confissões foi obtida sob tortura – e com requintes de crueldade – as acusadas confessavam qualquer coisa que as livrasse de novos suplícios, sendo que a execução – quase inevitável após a confissão – seria considerada por elas como um alívio para os seus sofrimentos.

Quais as diferenças existentes entre as visões da Virgem de Vincenza Pasini, que levaram à construção de uma monumental basílica, e aquelas de Chiara Signorini, que a enviaram para a prisão perpétua? Ambas se encaixam no protótipo da “divindade popular”, que ameaça, pune e agracia, conforme a vontade, necessidade ou súplica de sua interlocutora.

No entanto, longe de serem reconhecidamente uma devota e dedicada esposa de um velho proprietário de terras, a exemplo de Vicenza e Mestre Francesco, Chiara e seu marido são “dois camponeses malvistos, temidos pelos patrões, constantemente despedidos, que se vingam das injustiças de que são vítimas”. Sendo ambas levadas frente a Inquisição, suas condições sociais e a imagem que delas se fazia as precediam.

Não era, portanto, a qualidade ou a abrangência do fato sobrenatural que o levava a ser reinterpretado pelos inquisidores de acordo com os manuais demonológicos da época. Era, sim, a necessidade dessa reinterpretação, conforme os fatores sociais preexistentes ao fato. Qualquer bruxa que fosse levada diante os tribunais eclesiásticos já era, irremediavelmente, bruxa. Da mesma forma, qualquer santa que fosse obrigada a prestar depoimento diante desses tribunais já era, de antemão, santa. O processo inquisitorial apenas sancionava aquilo que a condição social da acusada já havia definido. 


Os ritos mágicos são perseguidos, tudo que discorda dos caprichos da Igreja é considerado pecado, mal, infernal e diabólico.

A mulher é considerada o veículo do mal na Terra.

Mas a grande Mãe, a Deusa não pode ser completamente apagada, assim transformada em santas, como Santa Brigida, ou em "Nossa Senhora" o arquétipo da Deusa, mesmo subvertido e deturpado sobrevive.

Do mesmo modo que os povos nativos europeus são subjugados e despojados de suas crenças os nativos da América são cruelmente mortos, escravizados e sua sabedoria destruída nas fogueiras da "Santa Inquisição".

Mas assim como na Europa grupos secretos, mantém de boca para ouvido a tradição de seus antepassados.

Enquanto o mundo oficial estava perdendo seu elo com a natureza e com a vida, enquanto as pessoas estavam cada vez mais sendo transformadas em massa de manobra, em produtoras e consumidoras de futilidades , secretamente alguns resistiam.

Enquanto sábias mulheres, ousados homens era mortos em fogueiras, torturados de forma cruel, em verdadeiros ritos de magia involutiva, objetivando imprimir na alma do mundo, no inconsciente coletivo, o medo à magia e as figuras estereotipadas de diabos e tolices congêneres que ainda assombram muitos, enquanto a felicidade era temida, alguns resistiam.




O mesmo que tentaram destruir quando atacaram a biblioteca de Alexandria.

O mesmo que tentaram abafar quando os povos nativos da ilha sagrada foram perseguidos e mortos pelos Romanos depois pelos Cristãos.

Quando a bandeira do Dragão foi substituída pela cruz.

Quando a Deusa foi negada.

Quando a Terra foi deixada de ser vista como um ser vivo.

Quando os espíritos das fontes, dos rios e lagos, das florestas e montanhas foram tidos por demônios.

Quando o prazer foi proibido e considerado diabólico.

Quando nos fizeram esquecer que somos deuses e deusas, estrelas brilhantes, para nos forçar a mendigar por migalhas de um todo que nos pertence.

Две половинки

Paganismo puro, que não aceita amarras.

Como cavalos selvagens a correr soltos pelos vastos territórios da existência, recusando canga e antolhos, recusando que nos atrelem a carroças onde carregaremos valores e idéias que não nos farão felizes nem plenos, apenas servos.

E só os escravos servirão.

E só é escravo aquele que voluntariamente aceita tal papel.

Pois somos estrelas e as estrelas devem brilhar.


sábado, 11 de agosto de 2012

Estônia, tida como o país menos religioso do mundo, preserva os cultos pagãos

 

Um pesquisa feita pelo Intituto Galup, de 2009, indica que os estonianos são o povo menos religioso do mundo, segundo as estatísticas. Uma comparação foi feita com Bangladesh, onde 99% dos entrevistados responderam que a religião desempenha um importante papel em suas vidas, contra os estonianos, onde apenas 16% concordaram com essa informação.

O país lembra um típico país cristão, porém uma olhada mais atenta revela que a maior parte das pessoas que frequentam as cerimônias religiosas da Igreja Luterana de Tallinn eram turistas holandeses, que dentre as 95 pessoas presentes, apenas 15 eram estonianos. Apesar da Igreja Luterana ser a maior denominação religiosa do país, ela apenas representa 13% da população. Essa falta de interesse pelas religiões cristãs surge nas escolas, onde os alunos aprendem que o Cristianismo foi imposto no país pelos invasores dinamarqueses e germânicos, além de outros fatores.

Após desintegrada da antiga União Soviética, a Estônia, ao contrário de outros países, continuou, praticamente, com o mesmo número de pessoas religiosas. Porém a falta de ligação a igrejas tradicionais não significam que eles não mantenham sua espiritualidade bem formada. A cultura pagã do país persiste bem forte, como pode ser visto em uma floresta a 300 km de Tallinn, onde um grupo de pessoas cultuam as formas da natureza.


"Somos pagãos", diz Aigar Piho. "Nosso deus é a natureza. Você deve parar, sentar e ouvir". Membro da comunidade Maasuk, um culto pagão que venera a terra e as árvores, sem rituais pré-estabelecidos. Essas tradições, enraizadas no país podem corresponder a 50% da população que se denomina espiritualista.

Porém o arqueólogo Tonno Jonuk, especialista em religião pré-histórica afirma que tais cultos são baseados em folclore do século 19 e 20, e não necessariamente anteriores ao cristianismo. Em contrapartida, o grupo Maavalla Koda, atualmente com 400 integrantes, discorda dessas afirmações, onde também afirmam que sua organização se baseia no antigo calendário rúnico.

Apesar das discordâncias, o resgate aos antigos cultos pagãos continua firme no país europeu e com perspectivas, baseadas na pesquisa, de que o número de pessoas com essa concepção aumente cada vez mais.

Arqueólogos encontram 'casa de bruxa' do século 17




Arqueólogos britânicos encontraram um gato mumificado em uma casa do século 17 durante um projeto de construção em Lancashire, no norte da Inglaterra. A casa foi descoberta perto de um reservatório no vilarejo de Barley.


Os historiadores afirmam que a casa pode ter pertencido a uma mulher acusada de bruxaria que vivia na região no século 17 e acredita-se que o gato tenha sido emparedado vivo para proteger os moradores da casa de maus espíritos. Uma companhia de fornecimento de água, a United Utilities, levou os arqueólogos para o local, um procedimento de rotina da companhia antes de fazer obras de escavação em áreas que podem ter importância arqueológica.

"É como descobrir sua pequena Pompeia. Raramente temos a oportunidade de trabalhar em algo tão bem preservado", disse Frank Giecco, arqueólogo que descobriu a casa.
"Assim que começamos a cavar, encontramos o topo das portas e sabíamos que tínhamos em mãos algo especial", acrescentou.

 

A região de Lancashire teve muitos registros da presença de mulheres acusadas de bruxaria no século 17, principalmente na área de Pendle Hill, onde a casa foi encontrada. Na época, distritos inteiros em algumas partes de Lancashire relatavam ocorrências de bruxaria, contra homens e animais, gerando uma onda de acusações contra muitas pessoas. Em 1612, 20 pessoas, entre elas 16 mulheres de várias idades, foram levadas a julgamento, a maioria delas acusada de bruxaria, em um episódio que ficou conhecido na região como o 'julgamento das bruxas de Pendle'.

'Tumba de Tutancâmon'

Frank Giecco afirmou que a construção encontrada é um "microcosmo da ascensão e queda desta área, do tempo das 'bruxas de Pendle' até a era industrial. Há camadas de história bem na sua frente".

"Não é com frequência que você encontra uma casa de contos de fada completa, incluindo o gato da bruxa", disse Carl Sanders, gerente de projeto da companhia.
"A construção está em ótimas condições, você pode andar por ela e ter um sentimento real de que está espiando o passado."

 

"Pendle Hill tem uma verdadeira aura, é difícil não ser afetado pelo lugar", afirmou Sanders.
"Mesmo antes de descobrirmos a construção, havia muitas piadas entre os funcionários sobre vassouras e gatos pretos. A descoberta realmente nos surpreendeu", disse.
"Em termos de importância, é como descobrir a tumba do (faraó egípcio) Tutancâmon", disse Simon Entwistle, especialista nas bruxas de Pendle.

"Daqui a alguns meses teremos os 400 anos dos julgamentos das bruxas de Pendle e aqui temos uma descoberta rara e incrível, bem no coração da região das bruxas."

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