domingo, 7 de janeiro de 2018

EU SOU O QUE EU SOU UMA BRUXA DA BRUXARIA TRADICIONAL



A Bruxa não vive de fatos, ela é o fato.


Meu nome é Selma Eu sou uma Sacerdotisa da Bruxaria Tradicional e muitas pessoas me perguntam se Eu escolhi ser uma Bruxa, a resposta sempre é a mesma, Não, Eu não escolhi nem foi ela que me escolheu, simplesmente é a minha essência Eu nasci assim, mas acima de tudo Eu escolhi ser o que Eu sou, pois somos nós que escolhemos nosso seguimento religioso.

Eu sou uma Bruxa, e por mais que as pessoas acham que Eu sou má Eu sei que isto não existe, pois a maldade, e a bondade estão dentro de todas nós. Sei que não prejudico ninguém com o meu dom Não sou perigosa... Minha religião não é uma piada! Não sou fantasia... Sou real! Você não precisa ter medo de mim... Não quero converter você! Mas, por favor, não tente me converter. Apenas me dê o mesmo direito que lhe dou: Viver em paz! Sou muito mais parecida com você, do que possa imaginar, por isto que Eu ouço meus instintos, sou parte da minha Mãe a Grande Deusa de muitas faces, mas que todas são uma única Eu sempre Canto para o vento, Danço a dança da vida, Minha essência vem dos ancestrais que aqui já não habitam mais Eu Elevo meu espírito ao infinito, minha força vem das minhas Deusas e Deuses Eu Faço feitiços, Meu orgulho é a Grande Mãe, pois seus elementos me sustentam o ar enche meus pulmões, o fogo aquece meu ser, a terra sustenta meus pés e a água refrigera meu espírito meu altar é a natureza, Sou uma boa ouvinte e observadora, Sei o que devo ou não fazer, Eu sou aquela que todos chamam de Bruxa! Temida por quem não sabe o que sou! Adorada por quem me conhece.



Na Bruxaria Tradicional Acreditamos que no tempo mais remoto que se possa pensar, o ser humano não era tão materialista como hoje, consequentemente fazia com que o seu contato com uma Divindade fosse bem mais próximo, pois ele se propunha a isso. Acreditava em pequenas e grandes coisas, não estipulava limites entre o natural e o sobrenatural. Uma época em que a Bruxaria era um modo de vida comum...

Temos sempre que lembra que o paganismo é um modo de vida baseado nas antigas religiões que cultuavam a Natureza. A palavra “pagão” vem do latim paganus, que é aquele que reside no pagus, no campo, na Natureza. Religiosamente falando, o pagão é aquele que cultua e respeita a Natureza, por isto temos que ter ciência de que quando trabalhamos com a Natureza a nosso favor, não podemos forçar uma situação, não podemos agir de má fé... Tudo se voltará de forma explosiva. Por isso, temos que seguir o caminho da verdade e do amor. Aí mora o mistério.

A Bruxaria Tradicional e todas as outras vertentes acreditam na sabedoria da Grande Deusa que sempre nos ensina a ter equilíbrio a trabalhar com os elementos naturais, nos ensina a ter sensibilidade...

A Grande Deusa é para mim um ser maioral, com diversas faces e que está comigo em todos os momentos, me mostrando o que busco, mas, apenas na hora exata e somente se mereço. A Grande Deusa me ensinou que o caminho da verdade e do amor não tem como dar errado... E vi o quanto é simples ser feliz, por isto não queremos e nem precisamos reviver a Bruxaria, uma vez que ela nunca morreu pra nós, mas sim continuou seu legado através de nossa linhagem sanguínea e espiritual.



Eu fico pasma quando encontro pessoas que se aproveitam das buscas incessantes das pessoas porque as pessoas não cessam sua busca, sua fome de conhecimento. Contudo, a maioria delas buscam nos "galhos" (ou quebra-galhos), o que já temos nas raízes da Bruxaria Tradicional, o que eu quero dizer é que ninguém pode afirmar com uma relutância o que é e o que não é a Bruxaria, pois Ela é tudo o que há e está em tudo que nos cerca.

A Bruxaria Tradicional não se veste de bandeiras nem religiões, quem a veste dessa forma é as pessoas que querem ser Bruxas sem o ser de fato. A Bruxa Tradicional é uma herege, isso significa que todas as verdades cabem em seu coração, sem dogmas, e ela trabalha com todas as forças, harmoniosamente, ela acessa todas as egrégoras que bem entender, desde que ela não foi feita pelas mãos da iniciação por isto acreditamos que uma Bruxa nasce Bruxa e se reconhece Bruxa. A iniciação somente lhe dá um caminho a ser seguido. A iniciação fornece o norte espiritual de cada tradição.

A Arte Bruxa vive em nós e em tudo, não precisamos gesticular igual, vestir roupa igual e pensar igualmente, cada ser humano é um ser ímpar, com pensamentos próprios, gestos próprios e gostos próprios, e isso deve ser preservado em sua individualidade. Nós não somos um povo que viveu numa única ilha do mundo, nós estamos em todos os lugares, e em nós, flui a tradição. Se você tem poder em sua voz Bruxa, certamente conseguirá conjurar um espírito, um santo, um deus, uma deusa, um diabo, um encanto, etc., mas se não tiver, ficarão anos e anos chamando e nunca terá uma resposta.



Eu sei o que Eu sou, pois sou feita dos ensinamentos dos meus ancestrais.


Carrego em mim a força dos elementos e o entendimento da natureza que me abriga, me auxilia e me oferece tudo que necessito.

Carrego em mim o conhecimento das ervas, desse povo verde que me ajuda nas curas, nos benzimentos, nos banhos, nos chás, nos feitiços e alimento.

Carrego em mim o conhecimento dos caminhos por onde passei dos povos por onde vivo das línguas que falei das culturas em que vivi, pois a bruxaria hoje não é pagã ou cristã, ela simplesmente é! Ela nasceu no início dos tempos e passou por todas as eras, em cada uma, ganhou forma e altura e não tenho medo e nem dúvidas de falar de “Quantas vezes eu puder nascer, nascerei bruxa. Já não é uma questão de escolha, é a natureza da alma”.

Selma - 3fasesdalua


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