sábado, 13 de abril de 2013

Hades, o Deus do Submundo, Rei dos Mortos

Blog de mayharashozinni :Mayhara Shozinni, Hades o ''Deus'' do submundo

As pessoas conhecem Hades como deus do Inferno, o que é errado. Hades não é o deus do inferno, mas sim do submundo. Na mitologia grega e em muitas outras mitologias, só que com diferentes nomes, o Inferno é o Tártaro, que fica abaixo do reino de Hades.

Na realidade, o céu e inferno da mitologia, tem algumas diferenças do céu e inferno cristão.
Hades é um dos crônidas, filho de Cronos e Réia. A historia dele se confunde com muitos mitos criados, relacionando-o com o diabo. Mas vamos tentar acabar com isso.

Hades não era cruel, injusto ou demoníaco. Assim como Zeus e Poseidon, seus irmãos, ele era forte, justo e tinha algumas falhas. Hades era quieto, metódico e impaciente, porém a mitologia o mostra como o mais educado e fiel dos Crônidas.


Na mitologia grega, Hades (em grego antigo: Άδης, transl. Hádēs) é o deus do submundo e das riquezas dos mortos. O nome Hades era usado freqüentemente para designar tanto o deus quanto o reino que governa, nos subterrâneos da Terra, conhecido na mitologia romana como Plutão.


Na derrota de Cronos, os irmãos, Hades, Poseidon e Zeus, dividiram o universo entre si. Poseidon reinou nos mares e oceanos, Zeus nos céus e Hades no mundo inferior, e a terra era um campo neutro, que sofria a influência direta dos três deuses. A influência de Hades era quase sempre ligada às pragas e desastres naturais e isso ajudou a construir uma imagem maligna, mas a verdade é que na mitologia grega, a construção do herói era feita baseada em testes, desafios e provações e o trabalho tanto de Hera quanto de Hades era elaborar estas provações. Dizem também que os humanos só atingem o ápice de sua humanidade quando estão expostos ao caos, e de tempos em tempos, quando os humanos estão no limite do conflito, é necessário que se instaure o caos para que eles se lembrem de coisas como solidariedade e compaixão.

Em seu reino, Hades recebe todos os mortos, para julgá-los e de acordo com seus pecados cometidos, enviá-los para o Tártaro ou campos Elísios.

Ele é também conhecido por ter raptado a deusa Perséfone filha de Deméter. É interessante observar que, ao contrário de seus irmãos Zeus e Posídon, que tiveram dezenas de filhos, Hades teve apenas uma filha, Macária, sendo poucas as tradições nas quais ele teve mais filhos.

Os mortos que chegavam às portas do submundo, eram recebidos por Caronte, o barqueiro do inferno, que os conduzia através do rio Aqueronte até a entrada do mundo inferior, onde eram levados até os três juízes Éaco, Radamanto e Minos. Após serem julgados, os absolvidos iam para os campos elísios e os condenados, recebiam penas específicas de acordo com o pecado cometido.

Hades, filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus e Posídon. Segundo a lenda, o poder de Hades, Zeus e Posídon era equivalente. Hades era um deus de poucas palavras e seu nome inspirava tanto medo que as pessoas procuravam não o pronunciar. Era descrito como austero e impiedoso, insensível a preces ou sacrifícios, intimidativo e distante. Invocava-se Hades geralmente por meio de eufemismos, como Clímeno (o Ilustre) ou Eubuleu (o que dá bons conselhos).


Seu nome significa, em grego, o Invisível, e era geralmente representado com o elmo mágico que lhe dava essa habilidade, que ele ganhou dos ciclopes quando participou da titanomaquia contra os titãs. No fim da luta contra os titãs, vencidos os adversários, Zeus, Posídon e Hades partilharam entre si o universo, Zeus ficou com o céu, e a terra, Posídon ficou com os mares e Hades tornou-se o deus do submundo e das riquezas. Como reinava sobre os mortos, Hades era ajudado por outras divindades, que serão mais tarde citadas. 

O nome Plutão "o rico" (pois era dono das riquezas do subsolo) ou "o distribuidor de riqueza", que se tornou corrente na religião romana, era também empregado pelos gregos, e apresentava um lado bom, pois era ele quem propiciava o desenvolvimento das sementes e favorecia a produtividade dos campos. Como divindade agrícola, seu nome estava ligado a Deméter e junto com ela era celebrado nos Mistérios de Elêusis que eram os ritos comemorativos da fertilidade, das colheitas e das estações. Hades teve uma amante cujo nome era Mente, que foi transformada por Perséfone em uma planta, hoje chamada de menta. Teve também outra amante, Leuces, porém antes do rapto de sua esposa.

Era também conhecido como o Hospitaleiro, pois sempre havia lugar para mais uma alma no seu reino. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte, mas sim do pós-morte. Apenas Ares e Cronos estão relacionados com a prática da morte. Assim, Hades não é inimigo da humanidade, como o são Ares e Cronos. O deus raramente deixava seu mundo e não se envolvia em assuntos terrestres ou olímpicos. Deixou o seu reino apenas duas vezes; uma para raptar Perséfone, a quem tomou como esposa e outra para curar-se, no Olimpo, de uma ferida provocada por Héracles.


Hades é um deus solitário e de pouca demonstração de sentimentos, sua única historia amoroso fala sobre Perséfone, filha de Deméter. Em uma de suas passagens pela superfície, Hades, vitima de mais uma aposta entre Afrodite e o filho Eros, acaba se apaixonando perdidamente pela moça, e a rapta para o submundo.

Sobre o rapto de Perséfone contam-se algumas versões diferentes.

Na primeira, Perséfone, amedrontada com a nova realidade, entra e desespero e definha, clamando pelo socorro da mãe, que pede e intervenção de Zeus. O deus dos deuses, determina então que Perséfone, já então casada com Hades, deveria passar seis meses no submundo e seis meses na superfície ao lado de Deméter.

A segunda versão conta que Deméter ao descobrir o desaparecimento da filha, torna as terras inférteis e infrutíferas, e temendo um caos na terra, Zeus, manda que Hermes desça até o submundo e convença Hades a libertar Perséfone, mas esta, depois de ter conhecido os encantamentos e prazeres que Hades lhe oferece, recusa-se.

Já uma terceira versão, conta que quando Hermes pediu que Hades libertasse Perséfone, ele não se recusou, mas disse que ela só poderia ir se não tivesse comido nenhum alimento do reino inferior, mas como ela havia comido uma romã, Zeus entendeu que ela n tinha rejeitado Hades, então fez o acordo para que ela passasse seis meses no submundo e seis meses na superfície.


Nas imagen, Hades é sempre mostrado como sua visualização cristã, de aparência feia e com chifres, mais muitas imagens são mais fiéis aos mitos e mostram-no com uma aparência humana, com o elmo que usou para derrotar Cronos, e seu fiel cão Cérbero, o guardião dos portões do Inferno.

FONTE: HISTORIA DA MITOLOGIA


10 comentários:

  1. Me fascinó esta este artículo Selma, me encanta la mitología y conocía perfectamente la historia de Hades y el inframundo, aunque te confieso que conozco mucho más la mitología egipcia que también es apasionante los relatos que contiene.
    Un placer leerte, te dejo un fuerte abrazo, buen comienzo de semana!

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    1. Cristina, como é bom ler seus comentários, volte sempre amiga.

      bjs

      selma

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  2. vc explica tudo valeu eu achava uma coisa e agora vejo que e diferente do que eu pensava

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  3. Achei muito interessante a sua explicação, completa e dá uma visão completamente diferente daquela que temos.

    Obrigada pelo artigo, está fantástico. Espero que continue a fazer artigos esclarecedores como este (prometo vir de vez em quando dar uma espreitada... ;-) )

    Paula

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    1. volte sempre e espero que encontre outros aqui

      selma

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  4. Nao entendi nadica de nada

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  5. Como Hades era na verdade:
    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/71/Hades-et-Cerberus-III.jpg

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  6. Eu sou completente apaixonada por mitologia grega. Seu texto ta incrível, muito bom mesmo. Amei o blg, parabens.

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