terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A ALEGRIA DOS LOBOS - PARA VOCÊ LOBO

REVOLUÇÃO DA BRUXA


Que eu seja como a que tece o pano na floresta, profundamente escondida.Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção.Que eu seja uma exilada, se é este o sacrifício.Que eu conheça a procissão sazonada do meu espírito e do meu corpo, e possa celebrar os quartos em cruz, solstícios e equinócios.

Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima, nas árvores desenhadas no céu luminoso.Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos.Que eu possa libertá-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundância.Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio.

Que sejamos inocentes e despretensiosos.Que eu seja capaz de gratidão.Que eu saiba ter recebido a alegria, como o leite materno.Que eu saiba isso como o meu cão, no ossos e no sangue.Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor, em canções que soem como o aroma do alecrim, como todo o dia e na antiguidade, erva forte da cozinha.Que eu não me incline e à auto-integridade e à auto-piedade.

Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da Terra e dos Círculos de pedra, como raposa, mariposa, e não perturbar o lugar mais que isso.Que meu olhar seja direto e minha mão firme.Que minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio.Que os que jamais andaram descalços não encontrem o caminho que chega à minha porta.Que se percam na nornada labiríntica.Que eles voltem.Que eu me sente ao lado do fogo para o que vier, e nunca tenha necessidade de advertir ou aconselhar, sem que me peçam.Que eu possa ter um simples banco de madeira, com verdadeiro rigozijo.Que o lugar onde habito seja como uma floresta.

Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e árvores e flores, animais e pássaros, todos conhecidos e por mim reverenciados com amor.Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do que o soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores.Por isso, eu jogo fora minha roupa.Que eu possa conservar a fé, sempre.Que jamais encontre desculpas para o oportunismo.Que eu saiba que não tenho opção, e assim mesmo escolha como a cantiga é feita, em alegria e com amor.Que eu faça a mesma escolha todos os dias, e de novo.Quando falhar, que eu me conceda perdão.Que eu dance nua, sem medo de enfrentar meu próprio reflexo.

FONTE: AUTOR DESCONHECIDO

POSEIDON - O IMPETUOSO DEUS DOS MARES


Impetuoso, forte e violento, Poseidon (Netuno) é o deus dos oceanos, das águas, dos terremotos e maremotos. Uma das doze divindades do Olimpo, seu reino estende-se por todas as águas do universo.

Filho de Cronos (Saturno) e Réia (Cibele), Poseidon foi devorado pelo pai tão logo nasceu, para que assim, evitasse a profecia de que um dos seus filhos o destronasse como soberano do universo e dos deuses. Zeus (Júpiter), o único dos filhos de Cronos que sobreviveu, mais tarde, fez com que o pai ingerisse uma porção feita por Gaia (Terra), provocando-lhe uma convulsão, obrigando-o a vomitar todos os filhos devorados: Poseidon, Hades (Plutão), Deméter (Ceres), Héstia (Vesta) e Hera (Juno).

Os três irmãos, Zeus, Hades e Poseidon uniram-se numa luta contra Cronos e os Titãs, numa sangrenta guerra entre deuses que duraria dez anos. Antes da guerra, os irmãos foram preparados pelos Ciclopes, seres de um só olho na testa, e pelos Hecatônquiros, seres de cem braços, que a Zeus forjaram o raio e o trovão. Para Hades o capacete que o tornava invisível e, para Poseidon, o poderoso tridente, instrumento que ao tocar na terra provocava abalos como terremotos e maremotos.

Derrotado, Cronos foi encerrado para sempre na escuridão dos infernos. Vitoriosos, os irmãos dividiram o universo, a Zeus, senhor do Olimpo e de todos os deuses, coube o céu, a Hades os infernos, e a Poseidon o domínio dos mares.

Assim, com o tridente na mão, caminhando com seu séquito sobre as águas, Poseidon comanda o destino da humanidade através das águas. Poderosa divindade, possui uma personalidade instável, movida pela força, pela paixão e pela virilidade latente. É a própria força indomável das águas, que podem trazer tempestades ou calmarias.


Poseidon, a Força das Águas

Poseidon, senhor dos oceanos e das águas, causador dos terremotos e maremotos, era visto pelos gregos como um deus musculoso e viril, com longos cabelos e barba, sempre de peito ereto e nu, rosto angustiado e transmissor de grande força e potência. Muitas vezes sua imagem era confundida com a do irmão mais novo, o poderoso Zeus, em representações mais antigas nas esculturas gregas.

Senhor dos mares, caminhava sobre as ondas numa carruagem atrelada a velozes cavalos com cascos de bronze e crinas de ouro. Ao seu lado segue o séquito das Sereias, Centauros marinhos, Nereidas, Ninfas, Delfins e Hipocampos. Sua passagem trazia serenidade ao mar, cessando a mais violenta das tempestades.

Poseidon, segundo o mito, habitava um magnífico palácio nas profundezas do mar Egeu, onde se refugiava das suas longas peregrinações sobre as águas. Ao contrário do senhor do Olimpo, Zeus, que foi pai de deuses e heróis, o senhor dos oceanos foi pai de uma prole heterogênea, que ia desde monstros, assassinos e heróis.

Por ter sob o seu domínio os mares e as águas, os terremotos e maremotos, era um deus respeitado e cultuado em quase toda a Grécia antiga. Poseidon, associado ao deus Netuno na Roma antiga, traz um mito instável e forte, longe das representações mais recentes, que, a partir da Renascença, transformaram a sua imagem através de pinturas e estátuas artísticas em um velho de barbas brancas e olhar tenebroso. Poseidon trazia força e virilidade, e profunda instabilidade emotiva, que era traduzida pela ira e ativação de terremotos que abalavam todo o universo.


As Várias Faces Cultuadas de Poseidon

O mito de Poseidon na Grécia antiga tinha grande força, e importantes cultos por todas as regiões. A posição geográfica do país, formada por penínsulas e ilhas, cuja expansão estava infimamente ligada ao mar, e as terras eram constantemente devastadas por abalos sísmicos, fez com que Poseidon fosse uma divindade respeitada e cultuada. O aspecto físico e geográfico da Grécia faz com que se acredite que Poseidon seja uma entidade de origem grega, embora Heródoto (484? - 425? a.C.) relata que ele seria uma divindade importada da Líbia.
O caráter instável e colérico de Poseidon, muitas vezes faz com que ele bata na terra o poderoso tridente, provocando terremotos e maremotos, fazendo com que lhe seja atribuída a responsabilidade por todas as coisas que convulsionam no universo. Assim, Homero (século IX a.C.), chama-o de “deus sacudidor”. Quando a terra tremia, os gregos ajoelhavam-se e entoavam hinos em honra a Poseidon.


Personificando o elemento úmido, Poseidon estendia os seus poderes além dos mares e oceanos, tendo o poder de fazer brotar água das rochas e do solo. É o deus dos lagos e águas correntes, apesar dos rios possuírem entidades próprias. Seu domínio sobre as águas faz com que seus poderes estendam-se sobre a terra, pois pode secar fontes e rios, provocar longas secas, ou, provocar profundas tempestades e inundações, tanto marítimas como fluviais. Este poder infinito sobre as águas, fazia o deus ser venerado pelos navegantes, pescadores e mercadores, sendo invocado como divindade protetora ao longo da costa e das ilhas gregas, tendo templos erguidos nas ilhas de Rodes, Egina, Teno e Eubéia. No cabo de Sounion, erguia-se um dos maiores e grandiosos templos em sua honra, templo cujas ruínas chegaram aos nossos dias.

Sendo o “deus sacudidor da terra”, Poseidon provocava os terremotos e maremotos. Assim, era venerado como o deus dos abalos sísmicos em Esparta, onde era cultuado pelo epíteto de Genethlios (o criador); na Tessália, região vulcânica, onde os habitantes acreditavam que o senhor dos mares tinha aberto o vale de Tempe, para permitir a desembocadura do rio Peneu no mar.

Tido como o deus responsável pelas convulsões dos mares e da terra, à vontade de Poseidon era atribuída a epilepsia, doença que se manifesta por abalos e tremores, assim, acreditava-se que o epilético estava possuído por Poseidon.

Por fim, Poseidon era tido como o deus dos cavalos e dos touros, devido à força viril e indomável da característica do mito, e por estes animais serem vistos fortes como as ondas do mar. Assim, em muitas cidades gregas recebia o nome de Hippios (eqüestre). Na Tessália eram organizadas corridas de cavalos em seu louvor. A Tauréia, comum em algumas regiões, era uma festa onde se sacrificavam touros negros, atirados vivos ao mar. O touro era simbolizado como a tempestade do mar, e o delfim a calmaria.

Amores e Proles Estranhas


Sendo um deus impetuoso e violento, o mito de Poseidon registra vários amores com finais trágicos. Ninfas, Nereidas, mortais, seres monstruosos, como a Medusa, figuram como amantes do deus. Dos amores impetuosos do senhor dos mares, nasce uma prole de seres que vão de heróis, gigantes, monstros a bandidos.

A Poseidon são atribuídos vários casamentos. Em muitas partes da Grécia era cultuado como o marido de Deméter, sua irmã e deusa da fertilidade da terra, da agricultura e das colheitas. A lenda relata que Deméter, ao fugir do assédio de Poseidon, metamorfoseou-se em uma égua, mas o disfarce não enganou ao deus dos mares, que também metamorfoseado num cavalo, possuiu com fúria a deusa. Da união nasceu uma filha, cujo nome jamais foi falado e, Arião, um cavalo capaz de falar e prever o futuro. Arião seria mais tarde, utilizado por Héracles (Hércules) na expedição contra Elis e na luta contra Cicno. O mito de Arião possui ainda a lenda de que durante a guerra dos Sete Chefes contra Tebas, salvou a vida de Adrasto, carregando-o em seu dorso para longe do cenário de batalha.

Com Halia, tem Rodes, esposa de Hélios, o Sol. Uma vertente da lenda diz que Halia teria gerado com Poseidon seis filhos, que enlouquecidos pelos Telquinos, demônios mágicos e metalurgistas de Rodes, teriam tentado possuir a mãe, sendo surpreendidos pelo pai, que enfurecido, matou a todos eles. Ao ver os filhos mortos, Halia atirou-se ao mar, dando fim à vida.


Com Ifimedia, Poseidon gerou os Aloídas, Oto e Efialtes, gigantes que tentaram raptar as deusas Ártemis (Diana) e Hera (Juno). Da sua união com Gaia (Terra), gerou outro gigante, Anteu. Com a terrível Medusa, mulher monstruosa que tinha os cabelos em forma de terríveis serpentes e que, ao ser olhada de frente, transformava quem a olhava em pedra, teve o cavalo alado Pégaso, e Crisaor, que seria pai de três monstros.

Apaixonado pela bela Teófana, filha de Bisaltes, rei da Trácia, Poseidon convenceu a jovem a partir em segredo com ele para ilha de Crumissa, fugindo assim, dos inúmeros pretendentes que lutavam entre si pelo amor da princesa. Inconformados com o logro, os pretendentes saíram em busca dos fugitivos. Para despistá-los, Poseidon transformou a si e à amada em carneiro e ovelha, respectivamente. Desconfiados, os pretendentes começaram a devorar todo rebanho da ilha. Enfurecido, Poseidon os transformou em lobos, que vitimados de uma estranha magia, fugiram do local espavoridos. Passado o perigo, ainda sob a forma de carneiro, Poseidon possuiu a bela Teófana com fúria animal, nascendo da união Crisómalos, carneiro com pelo de ouro, dotado da razão e da fala, também conhecido como o Velocino de Ouro.

Com a ninfa Toosa, Poseidon gerou o temível e feroz Polifemo, ciclope de um olho só na testa, que devorava todos os homens que se aproximavam do seu habitat. Polifemo foi morto por Odisseu (Ulisses), herói grego da Guerra de Tróia.


Muitos são os filhos de Poseidon com fins trágicos. Da união com Tiro, nasceram Neleu e Pélias, que se tornaram tiranos e bandidos violentos. Com Astipaléia, gerou Eurípilo, morto por Héracles. Outra vertente da lenda conta que Eurípelo foi gerado com Celeno, tornando-se rei de Cirene, ainda com Celeno, Poseidon também gerou Lico, mais tarde levado pelo deus para as Ilhas Afortunadas.

O impetuoso Poseidon não gerou apenas monstros e bandidos. Tido como uma divindade aristocrática por excelência, era invocado como ancestral de muitos heróis que honravam famílias nobres. Cidades como Salamina e Ascra tiveram seus nomes inspirados em ninfas que teriam sido amantes de Poseidon. E dos filhos nobres do deus dos mares estão os gêmeos Belo, sábio rei do Egito, e, Agenor, pai de Europa, linda princesa que seria raptada por Zeus, frutos da sua união com Líbia; Hipótoo, rei de Eleusis, gerado com Alope; Náuplio, fundador de várias cidades, gerado com Amimone; Eumolpo, que instituiu os Mistérios de Eleusis; e, Teseu, o mais famoso herói mitológico ateniense, fruto da sua união com Etra. Rei de Atenas, Teseu foi considerado herói nacional daquela cidade, além de espelhar todas as qualidades heróicas da raça ática.

Com Alcione, Poseidon engendrou três filhos, Etusa, que despertaria uma forte paixão no deus Apolo, Hiperenor e Hirieu.

Poseidon e Seu Amor Homoerótico


Na impetuosa, ardente e violenta vida amorosa de Poseidon, consta a lenda da sua paixão pelo belo Pélope, filho do ambicioso e cruel Tântalo, rei de Sípilo, na Lídia. O soberano ofereceu um banquete aos deuses, e para testar a percepção de cada um, serviu como prato principal a carne cozida do próprio filho, Pélope, cortada em pedaços. Os deuses olímpicos perceberam o ardil. Indignados, recusaram o alimento, condenando Tântalo a viver atormentado no Érebo. Depois ferveram o alimento servido em um caldeirão, fazendo Pélope renascer.

Dos cortes ferozes, surgiu um príncipe ainda mais belo. O renascido Pélope chamou a atenção de deuses e mortais, que suspiraram pelo seu amor. De todos, Poseidon, o senhor dos mares, foi o mais audacioso, declarando-se ao renascido, tornando-o o seu amante. Com a proteção do amado, Pélope tornou-se um soberano poderoso e sábio, aprendendo com o deus todas as virtudes cívicas que um soberano deveria saber.

Já um homem adulto e viril, Pélope apaixonou-se pela bela Hipodâmia, filha de Enômano, rei de Pisa. Mas o soberano, temendo uma profecia de que um genro o iria assassinar, impunha uma perversa prova aos pretendes da filha. Propunha uma corrida de carros, em que o vencido era morto e o crânio pendurado na porta do palácio. Os cavalos do carro de Enômano eram presentes do deus Ares, por isto invencíveis. Pélope aceitou o desafio, pedindo ajuda a Poseidon, seu antigo amante, em nome dos tempos felizes que viveram juntos. Poseidon deu ao ex-amante um carro de asas douradas e invisíveis. Mesmo com o presente, Pélope temia a vitória de Enômano. Decidiu subornar Mírtilo, servo do rei, que também era apaixonado por Hipodâmia. Convenceu-o a retirar os pregos que seguravam as rodas do carro do rei, em troca dar-lhe-ia metade do reino e uma noite com a bela Hipodâmia. Assim foi feito, e durante a corrida, Enômano perdeu o equilíbrio e caiu em uma queda mortal. Morto o rei, Pélope casou-se com Hipodâmia. Ao reclamar a noite de amor com a princesa, Mírtilo recebeu o escárnio de Pélope, que o atirou ao mar.

Pélope tornou-se um monarca poderoso, reinando por diversas terras, que passaram a ser chamadas de Peloponeso. Deu origem aos Pelópidas, sempre sobre a proteção de Poseidon.

Poseidon e Anfitrite


De todas as lendas sobre os vários e estranhos amores de Poseidon, a mais conhecida e difundida é a que viveu com a bela Anfitrite, uma das Nereidas, filhas de Nereu e Dóris.
Segundo a lenda, Poseidon rondava com o seu coche de ouro pelos mares da Grécia, quando passou pela ilha de Naxos, avistando nas praias locais, as belas Nereidas. Entre elas, a bela Anfitrite, pela qual o deus dos mares não pôde evitar ser tomado por uma paixão súbita e arrebatadora.

Cegado pela paixão, Poseidon desceu do seu coche, aproximando-se das Nereidas. Arrebatado pelo desejo, tenta tomar Anfitrite nos braços. Assustada, a bela e tímida Nereida esquiva-se, fugindo em direção ao mar, onde mergulha. Poseidon a persegue pelas águas, ilhas e grutas marinhas, mas em vão, Anfitrite foge-lhe dos olhos. Inconformado, o senhor dos mares retorna ao seu palácio, nas profundezas do mar Egeu. Ali, sozinho, o poderoso deus dos terremotos e maremotos padece de paixão. Por fim, ordena a um delfim que a procure e a ache.


Poucas horas depois, o delfim encontra a Nereida escondida em uma gruta. Com esperteza e sabedoria, diz a ela que Poseidon, o senhor de todos os mares, deseja transformá-la em esposa, oferecendo-lhe todo o seu reino e amor. Inebriada pelas palavras do delfim, Anfitrite decide aceitar a proposta de Poseidon, acompanhando o emissário até o reino do poderoso deus dos mares.

As bodas de Poseidon e Anfitrite são festejadas no palácio de ouro nas profundezas do mar Egeu. Deuses do Olimpo e todas as divindades do mar estão presentes. A partir dali, o séquito de real dos mares terá ao lado do deus, a presença de Anfitrite, que, montados em seus cavalos de cascos de bronze e crinas de ouro, percorrem todos os mares da terra.
Da união de Anfitrite com Poseidon, nasce o belo Tritão, metade homem da cintura para cima, metade peixe na parte sul do seu corpo. Tritão tornou-se o mensageiro e servidor dos pais. De longe, era ele quem anunciava a passagem de Poseidon e Anfitrite, soprando no búzio que sempre levava consigo. Do caramujo, Tritão extraía sons intensos, semelhantes aos rugidos do mar em dias de tempestade.

Assim como Poseidon, Tritão era impetuoso e sedento de amores volúveis e violentos. Perseguia incansavelmente as ninfas marinhas, possuindo-as com ardor. Das suas aventuras, nascerão os Tritãos, criaturas metade homem, metade peixe, que ao lado do pai, sopravam os seus búzios, anunciando a passagem do grande Poseidon. Com a sua música, os Tritãos acalmavam as tempestades marítimas, enquanto o poderoso rei dos mares passava com o seu séquito, ao lado de Anfitrite, das Sereias, das Nereidas, dos Centauros marinhos, dos hipocampos, que carregavam no dorso as Ninfas do mar e, dos alegres delfins.

Identificação de Poseidon com o Netuno Romano


Poseidon é, para a maioria dos historiadores mitológicos, uma divindade de origem grega, devido à posição geográfica das cidades da Grécia, que tinham o mar como maior meio de expansão política e econômica.

Por séculos, Poseidon foi o deus nacional dos jônios que habitavam o Peloponeso. Em Mícale, montanha da Jônia, o deus tinha o seu santuário mais famoso. Era ali que se realizava a Panionia, festa nacional daquele povo.

Na arte clássica, Poseidon era representado em imagens e estátuas parecidas com Zeus. Muitas vezes as imagens dos dois deuses se confundiam. O que diferenciava o senhor do Olimpo e o senhor dos mares era que, este último, tinha feições menos serenas.
A importância de Poseidon também se fazia presente em Corinto, onde a cada dois anos realizavam-se em sua honra os jogos ístmicos, que consistiam em disputas físicas e torneios de música e poesia. Os vencedores eram coroados com ramos de pinheiro, árvore consagrada a Poseidon. O templo de Poseidon em Corinto sobreviveu aos séculos, chegando praticamente inteiro aos dias atuais.

O mito de Poseidon seria levado para a Roma antiga no fim do século IV a.C., onde seria identificado com Netuno, deus romano. Em Roma, Netuno era cultuado em um santuário erguido no vale do Circo Máximo, entre os montes Palatino e Aventino. Na antiguidade romana, o vale era percorrido por um regato, onde se encontrava à margem, o templo do deus dos mares. A festa em honra ao deus era celebrada no verão, a 23 de julho, na época do estio, onde as águas eram mais escassas. Na tradição romana, Netuno era um deus menos impetuoso do que Poseidon, e tinha uma companheira que se chamava Salácia ou Venília. O mito de Netuno teve grandes representações nas artes italianas na época do Renascimento, sendo as mais significativas as do escultor Bernini (1598-1680), que elaborou o célebre “Netuno e Tritão”. Inúmeras fontes no centro histórico de Roma trazem Netuno como personagem mitológica principal, entre elas a Fontana de Trevi, a mais famosa de todas.


FONTE: VIRTUÁLIA

Eos e Titonus, uma lição para o envelhecimento


Os titãs Téia e Hiperion tiveram três filhos, as mais lindas crianças do Olimpo: Selene - a Lua, Helius - o Sol e Eos - a Aurora. Conduzindo uma carruagem puxada por seus dois cavalos Claridade e Brilho, Eos saía de seu palácio e cruzava os céus anunciando à Terra que Helius - o Sol estava chegando para clarear um novo dia, por isso Eos era considerada a deusa do alvorecer, a que se renova todos os dias.

Bela e formosa, Eos atraia a atenção dos deuses. Ares - o deus da guerra e um dos amores de Afrodite - quis conquistá-la, por isso Afrodite resolveu castigar Eos plantando o amor em seu coração e deixando-a apaixonada para sempre. Assim, ela teve inúmeros casos de amor com muitos deuses e jovens mortais. Com Astreu, Eos foi mãe dos ventos Zéfiro, Bóreas, Nótus, Euro, de Eósphoro - a estrela d'alva e de todas as estrelas.

Por não ter seu amor correspondido por Orion, Eos sequestrou Céfalo, Clito, Ganimedes e Titonus para que fossem seus amantes. Apesar de toda a sua beleza, Eos não conseguiu conquistar o amor de Céfalo. Por fim, perdendo as esperanças, consentiu que ele retornasse para viver com sua esposa. Clito fugiu e Ganimedes deixou-a para ir viver no Olimpo.

Tomada de paixão pelo belo jovem Titonus, filho de Laomedon rei de Tróia, Eos foi com ele para a Etiópia. Eles tiveram dois filhos: Memnón que lutou junto aos troyanos e foi morto por Aquiles e Ematión que foi morto por Hércules. Sem os filhos, Eos pediu a Zeus a imortalidade para seu esposo mas esqueceu de pedir também pela juventude eterna.

Titonus foi envelhecendo, tornando-se feio e pequenino. E quando não conseguia mais se mover, a deusa transformou Titonus em um gafanhoto, o mais musical dos insetos, para que ela pudesse ter a alegria de ouvir para sempre a voz do amante. Desde então a cada amanhecer, a aurora chora lágrimas de orvalho pelo destino de seu amante, enquanto o gafanhoto canta repetidamente: morri... morri... morri... embora continue vivo.


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O mito de Eos e Titonus envolve várias reflexões, uma delas é sobre o envelhecimento, um processo contínuo que inicia-se a partir do nascimento. Cada dia vivido é um tempo de envelhecimento e o modo como agimos, nossos hábitos de vida e os cuidados que temos com nós mesmos são decisivos para uma velhice penosa ou para a etapa de maturidade que não extingue o tempo das descobertas e da alegria de desfrutar a existência.

Viver é envelhecer, a vida é para ser vivida e não para ser conservada. A transitoriedade faz parte da vida, como um rio que segue sua trajetória fluindo diante do seu destino. Lutar contra a velhice é lutar contra a realidade humana, o que acaba trazendo sofrimento. E o que dói não é a velhice, mas a ideia que temos do envelhecimento. O que torna esse processo um fardo para muitos é o medo das limitações impostas pelas perdas do organismo.

De fato, quanto mais vivemos, maiores são os desgastes físicos que impomos às nossas estruturas orgânicas. A pele perde gradualmente o frescor, a massa muscular diminui e a gordura corporal aumenta. Os sentidos antes aguçados passam a precisar de artefatos como óculos, aparelhos para perda auditiva etc. Querer ser eterno é querer o impossível, é desdenhar do transitório e querer a permanência esquecendo que nada é definitivo, tudo muda, tudo passa.

Com a passagem dos anos é natural que tenhamos muitas lembranças do passado, mas a grande sabedoria do envelhecimento é não se fixar no retrovisor e sentir nostalgia e nem sentir medo do futuro. Um dos maiores dramas da velhice é gerenciar as perdas que a vida traz ao longo dos anos: a aposentadoria afasta do trabalho e da função social, os filhos vão cuidar de suas próprias vidas, amigos e parentes falecem e a solidão é inevitável. Por isso é preciso encontrar uma maneira saudável de lidar com as ausências e amenizar a angústia.

A dor da solidão provoca envelhecimento rápido, causa doenças, maltrata as pessoas, principalmente quando a autoestima já está em baixa, porque a grande questão do sofrimento ao envelhecer está no processo da auto-estima. Vivendo numa sociedade narcisista, baseada em imagens idealizadas, embarcamos no mito da beleza e da juventude, como se a imagem fosse mais importante do que a vida que pulsa em nosso corpo através do nosso coração e do ar que respiramos. A autoestima não permite nenhuma exigência ou condição; é gostarmos de nós mesmos sem importar com as rugas que inexoravelmente irão surgir.

Para enfrentar esse sentimento sem grandes prejuízos, é importante investir numa vida social mais ativa, participar de grupos, realizar alguma atividade prazeirosa, manter o bom humor e pensamentos positivos. Problemas e doenças todos sempre terão ao longo da vida. O que podemos controlar é a maneira como aceitamos essas situações. Se as aceitamos com positividade, a vida fica mais leve. Lamentar só agravam os problemas.

A idade avançada não é motivo para sermos rabugentos, queixosos ou reclamar de tudo. Quem sorri espontaneamente tem melhor atitude diante da vida. Manter uma fisionomia pacífica é essencial para a boa convivência, afinal quem vive de cara feia afasta todos ao redor. A falta de senso de humor ou uma vida acompanhada de impaciência, raiva e atitudes hostís estão associados a um maior risco de desenvolver pressão alta, diabetes e doenças cardíacas.

Não existem pílulas mágicas capazes de evitar o envelhecimento mas existem fórmulas de bem viver. Além das receitas consagradas de movimentar-se, alimentar-se adequadamente e dormir bem, é necessário ativar o cérebro, administrar as emoções e sorrir mais. Não deixar o cérebro envelhecer é usar de potentes estímulos para os neurônios como as leituras, conversas, jogos e palavras cruzadas que evitam a demência.

Coisas, pessoas e animais envelhecem porém o mais importante é o prazer da existência, do pacto que se faz com a felicidade sem se importar com a trajetória do tempo. E o grande segredo é desenvolver os próprios talentos e potenciais. Dessa forma o tempo será sempre um aliado e não um inimigo. Somos testemunhas de um tempo e a deusa Eos, a aurora de cada dia, vem nos lembrar que cada manhã é tempo de celebração e de recomeço.

FONTE: MITOLOGIA GREGA

Greias, o caminho do autoconhecimento


As Gréias, também chamadas de Fórcidas, tinham cabelos grisalhos desde o seu nascimento, por isso eram chamadas de Greias - as cinzas. Filhas de Cetus e Fórcis, elas eram divindades marinhas originadas de Gaia. Apesar de Cetus significar monstro, nome dado pelos antigos gregos às baleias, Cetus era uma deusa extremamente bela e gerou belas filhas porém perigosas e odiadas pelos deuses, como as Górgonas, a serpente Ladon, Equidna e as Gréias.

Elas pediram aos deuses a vida eterna mas esqueceram de pedir juventude eterna, portanto envelheciam sem morrer. Eram as três irmãs mais velhas e guardiãs das Górgonas. Decrépitas, tinham somente um olho e um dente que elas compartilhavam entre si. Nunca o dente e o olho estava ao mesmo tempo com uma só, ou seja, durante todo o tempo só uma delas falava, outra só uma tinha visão e a última apenas ouvia.

Enyo - o terror, Deino - o medo e Pefredo - o alerta, viviam no Extremo Ocidente, no país da Noite, onde jamais chegava o sol. Apesar das Gréias serem consideradas pacíficas, Enyo é possivelmente um hipocorístico feminino de Enyálios, deus das lutas armadas, muitas vezes associado ao grito de guerra. Trata-se, talvez, de divindade pré-helênica. Enyó seria "a que faz penetrar, a que fura". Também é considerada parte do cortejo sangrento de Ares. Em Roma foi identificada com a deusa da guerra Belona.

Somente as Gréias sabiam do caminho para chegar nas Gorgonas. Quando Perseu ofereceu-se a trazer a cabeça da Górgona, a Medusa, Hermes mostrou a Perseu o caminho das Gréias e ele conseguiu apoderar-se do olho e do dente das Gréias, recusando-se a devolvê-los até que elas mostrassem o caminho que lhe permitiria chegar até as Ninfas, que lhe dariam tudo o que necessitava para lidar com Medusa.

Se o mito de Perseu e Medusa representa o enfrentamento dos nossos medos e temores, as Gréias representam o aprendizado necessário para o autoconhecimento. Como guardiãs do que se encontra mais oculto de nós, algumas vezes precisamos apenas olhar para nós mesmos, sem críticas e sem medo. Ora devemos ouvir, o que dizemos para nós mesmos. Ora devemos falar sobre o que mais tememos. São as Greias que poderão nos indicar o caminho para a autodescoberta.

Elas são grisalhas desde o nascimento e pela sua velhice aparente, estão relacionadas às antigas crenças que carregamos desde a mais tenra idade e que influenciam em nosso presente. Existem vários mecanismos que desenvolvemos desde a nossa infância, como sermos ensinados a lutar contra aquilo que achamos incorreto e por isso criamos afirmações do tipo: eu não posso, eu não consigo, eu não... Acreditamos que podemos evitar o que consideramos incorreto com simples convicções e expressões que gravamos em nós mesmos. Infelizmente, o que épositivo não aflora em nós naturalmente.

Temos a opção de pensar apenas em coisas que nos façam felizes, reconhecendo os nossos talentos e habilidades. No entanto, muitas vezes esquecemo-nos desse aspecto e pensamos negativamente a nosso respeito quando as coisas vão mal. È difícil contornar a situação de modo a vencer este sentimento de derrota, o mais fácil é certamente entregarmo-nos à tristeza. A fórmula para vencer os nossos pensamentos negativos não está disponível em outras pessoas e em nenhum lugar. É preciso existir uma grande força interior para assumirmos o controle da nossa mente.

Tudo se torna mais fácil e divertido quando sentimos emoções positivas. Quando pensamos e agimos de forma diferente, o nosso pensamento torna-se criativo. Quando apreciamos e reconhecemos o melhor de cada situação ou experiência, nos tornamos melhores e naturalmente o mundo à nossa volta se torna melhor. Quando aprendemos a rir de experiências menos positivas, descobrimos que não precisamos estar mal diante de situações ruins. Ser otimista, é correr o risco de realizar sonhos, é acreditar na capacidade de gerir o nosso destino, pois a vida não é algo que podemos impor ou fazer barganha, mas que devemos construir.

Se conheces a ti mesmo, mas não conheces o teu inimigo,
por cada vitória sofrerás também uma derrota.

Se conheces o teu inimigo e conheces a ti mesmo,
não precisas temer o resultado de cem batalhas.

Se não conheces a ti mesmo nem conheces o teu inimigo,
perderás todas as batalhas.

(Sun Tzu, A Arte da Guerra)

FONTE: EVENTOS E MITOLOGIA

Medusa, um elo para o autoconhecimento


Durante um banquete, Polidectes - o rei de Sérifo - queria um presente de cada um de seus convidados e desafiou o herói Perseu a trazer-lhe a cabeça da Medusa. Ela tinha sido uma das três gorgonas sacerdotisas de Athena, que foi transformada em uma besta horrorosa com cabelos de serpentes e vivia numa caverna. Todos que miravam em seus olhos se tornavam petrificados.

Sem saber por onde começar a procurar a Medusa, Perseu contou com a ajuda de Hermes - o deus da astúcia e inteligência - que mostrou-lhe o caminho das Gréias, três velhas irmãs que compartilhavam um olho e um dente entre si. Instruindo-lhe como fazer para que elas lhe mostrassem o caminho, Perseu conseguiu se apoderar do olho e do dente, recusando-se a devolvê-los até que as Gréias mostrassem como chegar até as Ninfas, que lhe dariam tudo o que necessitava para lidar com Medusa.

Encontrando as Ninfas, elas deram a Perseu uma capa de escuridão que permitiria pegar a Medusa de surpresa; botas aladas para facilitar sua fuga e uma bolsa especial para colocar a cabeça após tê-la decepado. Perseu partiu para cumprir sua missão e ao entrar no covil da besta viu-a através de seu escudo brilhante. Evitando olhar para ela, Perseu mostrou o escudo para a Medusa e ela apavorou com sua própria imagem. Nesse momento, Perseu cortou-lhe a cabeça e, acomodando a cabeça da Medusa em sua bolsa, retornou rapidamente a Sérifo auxiliado por suas botas aladas.

Do sangue da Medusa nasceram os gêmeos: Pegasus, com o corpo de um cavalo alado, e Chrysaor, que tinha com o corpo de um gigantesco javali alado e uma espada de ouro nas mãos.

Chrysaor cresceu, tornou-se rei na Península Ibérica e casou-se com Callirhoe, a filha de Oceanus e Tétis. Algum tempo depois nasceram seus monstruosos filhos: Gerião, o cão de três cabeças, e Equidna, um monstro com o corpo metade jovem mulher de lindas faces e na outra metade uma serpente de alma cruel.

Sua filha Equidna vivia nas profundezas da terra, distante dos deuses e dos homens. Em função de sua própria monstruosidade, uniu-se ao horrendo deus Tifão, tornando-se a mãe de outros monstros. Equidna e suas crias possuíam uma natureza terrível e adoravam devorar viajantes inocentes. Certo dia enquanto dormia, Equidna foi surpreendida por Argos Panoptes, um monstro de cem olhos, que a matou a pedido de Hera.

Seu monstruoso filho Gerião de três cabeças tornou-se proprietário de um grande rebanho de bois vermelhos que eram cobiçados por diversos reis. Um deles era o rei Euristeu que incumbiu Hércules de capturar o rebanho de Gerião. Durante sua jornada pelos mares, Hércules afastou com seus ombros duas grandes rochas dando origem ao Estreito de Gilbratar. Gerião e Hércules entraram em combate às margens do rio Ântemo, até que Hércules venceu seu adversário matando-o com uma flechada.

Athena domesticou o cavalo alado e, com um coice, Pegasus fez nascer a Fonte de Hipocrene que se acreditava ser a fonte de inspiração dos poetas. Quem de suas águas bebesse se tornaria um poeta. Quando Belorofonte foi incumbido de matar a monstruosa Quimera, ele partiu montando Pegasus. Viajando pelos ares, Belorofonte atingiu a Quimera e depois decidiu voar pelos céus. Ingloriamente Belorofonte caiu e Pegasus prosseguiu até ao Olimpo onde serviu a Zeus. Após a sua morte, Pegasus foi transformado numa constelação, um belo aglomerado de milhares de estrelas...

Os antigos gregos, que inventaram a mitologia grega com suas estórias incríveis,possuiam muita criatividade e um profundo conhecimento da natureza humana. Desse mito podemos depreender o quanto é importante reconhecermos as nossas aptidões, habilidades e competências, mas também as nossas incapacidades, dificuldades e limitações.

A jornada de Perseu em busca da Medusa representa o enfrentamento dos nossos medos e temores, mas são as três Gréias que nos levam ao autoconhecimento. Como guardiãs do que se encontra mais oculto de nós, algumas vezes precisamos olhar para nós mesmos. Ora devemos ouvir o que dizemos para nós mesmos; ora devemos falar sobre o que mais tememos. São as Greias que poderão nos indicar o caminho para a autodescoberta.

A velhice das Gréias representa as crenças que adquirimos sobre nós mesmos desde a mais tenra idade e que influenciam em nosso presente. São as crenças que temos a respeito de nós mesmos que nos levam a criar afirmações do tipo: eu não consigo... eu não posso.. eu não... Essas são convicções que gravamos em nós desde a infância, porém muitas vezes não reconhecemos as nossas qualidades positivas, principalmente quando as coisas vão mal. É preciso existir uma grande força interior para assumirmos o controle da nossa mente. Hércules representa esse domínio.

Das três gorgonas, apenas Medusa ganhou destaque por demonstrar a vontade de evoluir. Considerada pelos gregos como uma das divindades primordiais, na evolução do mito nota-se como uma autoimagem distorcida pode gerar um grande sofrimento, por encontrar em si mesma apenas a monstruosidade do que não gostaria de ser. Perseu mostrou o espelho à Medusa para que ela visse sua monstruosa imagem, mas uma vez combatida ela libertou Pegasus, seu lado poesia.

"Conhece-te a ti mesmo", dizia a filosofia socrática há mais de 2.000 anos, fazendo uma referência ao auto-conhecimento, ao conhecimento do mundo e da verdade. Para o pensador grego, conhecer-se seria o ponto de partida para uma vida equilibrada e, por consequência, mais autêntica e feliz. A maioria das pessoas anseia por esse reconhecimento, já que muitas vezes não se sentem satisfeitas consigo mesmas.

A autoimagem que temos de nós mesmos vem desde a infância, através do feedback recebido dos adultos. À medida que amadurecemos, gradualmente perdemos essas informações a nosso respeito e as pessoas com as quais convivemos evitam chamar atenção para as nossas deficiências, nossa falta de educação ou conduta imprópria.Não há dúvida de que muitas vezes não abrimos espaço para isso e sentimos desagrado pelas advertências a respeito de nosso comportamento.

Podemos nos conhecer melhor através da visão de outras pessoas em quem confiamos, mas se não tivermos amigos verdadeiros que possam nos dar um feedback sincero, basta observarmos as pessoas que nos causam repulsa, antipatia ou cujo comportamento consideramos reprovável. O autoconhecimento não é tarefa fácil e grande parte da humanidade prefere se debruçar na janela para encontrar defeitos nos outros, esquecendo que enxergamos nos outros o que nos recusamos a ver em nós mesmos. Isso se chama "Projeção".

Quando criticamos gratuitamente o comportamento de outras pessoas, temos uma grande oportunidade de refletir porque nos sentirmos incomodados. É muito comum nos irritarmos com o jeito dos outros ou algumas coisas que os outrosfazem, talvez porque nos falta coragem ou porque temos valores e crenças que nos impedem de fazer as mesmas coisas. Ou seja, atribuimos aos outros nossos sentimentos e desejos porque sentimos vergonha, medo ou porque nos ensinaram que seriam incorretos. Assim, tentamos nos proteger reprovando o que vemos nos outros.

A projeção é um mecanismo de defesa que usamos para atribuir a outras pessoasqualidades, motivações, pensamentos e sentimentos que reprimimos e não aceitamos em nós mesmos. É uma forma do Ego continuar a fingir que está no controle em todos os momentos, quando, na realidade, seria um meio de acessar suas próprias verdades. O que nos agrada e nos desagrada nos outros é um meio de conhecermos a nós mesmos através das pessoas, porque a projeção pode ser positiva ou negativa.

Embora não tenhamos consciência disso, também projetamos nas pessoas queadmiramos e em nossos ídolos o que não somos ou o que gostaríamos de ser. Quanto mais conscientes formos de nossas projeções, mais estaremos nos aproximando do autoconhecimento. Crescer para além das projeções é uma forma de liberdade, pois à medida que nos compreendemos podemos aprender muito mais a respeito de nós mesmos...

FONTE: EVENTOS MITOLOGIA GREGAS

domingo, 5 de janeiro de 2014

SACERDOTISA, BRUXAS, BRUXOS E GUARDIÃO DE VIVIANE



"O fraco nunca pode perdoar. Perdão é um atributo dos fortes."

Gandhi




Cultivar no amor a sinceridade, para receber igual verdade, ou,em resumo, se assim preferes, sem nenhum mal causar.

Faça o que quiser, mas sem prejudicar á ninguém.

Acordar para o que você faz e fazê-lo sem negar é honrar a dança entrelaçada de vida e morte, a certeza da mudança, o direito de escolher, e uma clara percepção baseada nos princípios da doutrina e sabedoria de Viviane, de como você aborda, age e resolve cada evento e assunto.

Deixa o teu Mundo do lado de fora do Templo. Ele não passará por entre estas colunas. Entrai pela porta estreita, gentil infanta. Veda o teu olhar com o fino véu da ignorância. Mas não olvides que apenas te mostrarei o caminho da verdade e que te cabe a ti descobrir o teu próprio trilho.

Guardiões do véu "separa e une os mundos" As Sacerdotisas que se atrevem a pegar sua encomenda. As Sacerdotisas que não procuram um "professor" que lhes diz o que é "o caminho, a verdade" Sacerdotisas que deixam para trás o condicionamento social para ver a riqueza que existe na solidão. Sacerdotisas que sabem que seu destino é forjado a cada dia, sempre eterno, sempre presente em todos os momentos. As Sacerdotisas que não buscam a perfeição, não em si mesma, ou no mundo, não procuram um estado a ser atingido, exceto que "somos". As Sacerdotisas que "coletar" a vida quando ela chega e "acompanhamento" quando você vai ....


A Sacerdotisa é a lei natural operando dentro das profundezas da alma, que governa o desenrolar do destino a partir de um ponto invisível e que é apenas revelado por meio do sentimento, da intuição e dos sonhos.

Que eu jamais tema a velhice e o tempo em que o sangue sagrado cessa de ser deitado a Terra, pois após a Jovem e a Mãe, sou a Grande Sábia, a Velha Anciã, a Sacerdotisa de tempos passados e nisso se conserva toda a minha juventude e sabedoria.

A Sacerdotisa, Bruxas, Bruxos e Guardião de Viviane, sabe que o azul é da mesma transparência do vazio da água, do ar e do cristal, é a cor da abóbada celeste numa noite estrelada. Penetra aí o teu olhar e alcançarás o infinito e chegarás a Deusa! É amplo, porque não tem fundo nem tem fim. É farto porque leva à emoção, à intuição e à fé.


A Grande Sacerdotisa da Antiga Religião, é um enigma aos seus adversários políticos e religiosos. Os cristãos tratam-na como demônio, talvez devido ao seu papel como sacerdotisa de uma Antiga Religião, que eles estão tentando desacreditar. A ideia é cristianizar toda a estrutura de poder dos Templos ao redor do mundo não somente na Grã-Bretanha. Mas a Sacerdotisa, contudo, defende valentemente a fé das Bruxas, Bruxos e Guardião e as práticas dos druidas que ainda sobrevivem em alguns países. Considerada arrogante por alguns, a Sacerdotisa é a representação de uma linhagem sagrada, é treinada por anos para poder ocupar seu cargo e trilhar um caminho juntamente com todo o Templo.

Uma sacerdotisa não poder ser dominada, ela é um ser indomável ela é iluminada, é a sombra e a luz, escuridão e Terra, Céu, Lua, Estrelas, Mar, Rio e Sol. Uma Sacerdotisa se desenvolve a partir do momento que nasce, seu nascimento envolve algo misterioso, pode ser o mistério natural da vida ou uma tempestade durante o parto, uma luz diferente…

Sacerdotisa, Bruxos, Bruxas e Guardião usam bom senso e não compartilham os seus mistérios com aqueles, que não tem o compromisso mágico.


É hora de reconhecer a Sacerdotisa,o Guardião,as Bruxas e os Bruxos ! Hora de declarar a espiritualidade feminina na terra, há memórias no inconsciente coletivo de "mulheres queimadas", muito medo e distorção do significado da palavra Bruxa, mas temos de recuperar seu significado ancestral e recargar com toda a sua beleza, porque cada vez que você olha no espelho e ver a nós mesmos como: ruim, velho ou feio ... estamos apenas vendo as verrugas de bruxas criadas pelo patriarcado. Desde os tempos antigos, milhares de anos antes do cristianismo, espiritualidade pagã que honrou os deuses da terra, quando as Sacerdotisas da tradição celta oficiou cultos Brigit.

Abençoada seja a minha mente, para que eu possa sonhar novamente. Abençoado seja meu coração para que eu possa me curar harmoniosamente. Abençoado seja o meu ventre. Abençoado seja o meu estado de espírito, para que mantenha acesa a minha chama eternamente.

Uma Sacerdotisa, Bruxo, Bruxa e Guardião sabe que com Sabedoria eles conseguem tudo o que PRECISA.

Ser Sacerdotisa é ser a primeira a mergulhar num turbilhão de ensinamentos e magias, para levantar as brumas e redescobrir os Saberes antigos e ir ao encontro das antigas raízes dos mistérios da Religião Antiga e da magia.


Sou dona do silêncio e senhora dos segredos. Sou aquela que sempre foi, é, e sempre será! Sei que devo aprender a escutar o meu próprio silêncio. Sei que devo contemplar e meditar. Mas, antes, tenho de perceber o que vejo.

As Sacerdotisas tem uma ligação verdadeiramente com sua Deusa Interior, que estão ligadas profundamente com sua sabedoria inata possuem uma ligação psíquica entre si. 


Elas são o que chamamos de Mulheres de Sabedoria ou Sacerdotisas da Mãe.
Elas são as Guardiãs natas do Mistério da Mãe, da Doadora da Vida, elas compreendem a Deusa como deidade primal (sob suas várias formas) e originaria como fonte de revelação e sabedoria místicas, além de reconhecer à, Deusa em si mesmas.

Ela se senta na frente do fino véu de ignorância, que é tudo o que nos separa de nossa paisagem interior.
Ela contém dentro de si os segredos destes reinos e, nos oferece o silencioso convite: "Fiquem tranquilos".

A Sacerdotisa é o princípio feminino que equilibra a força masculina dos Bruxos e Guardião.


A Sacerdotisa caça a verdade, removendo os véus da ignorância. Como a Lua ela sente as emanações do inconsciente e como reflexo da Verdade - a Luz. Objetiva e desapaixonada, ela se senta quieta e introspectiva diante do seu Guardião para ver e receber a verdade - Seu conselho é a confiança.

A vida sempre vai nos oferecer a massa, nós é que temos que modelá-la. Veja que escultura você pode fazer com a massa que tem nas mãos!

Não desanime, nem desista de seus sonhos, mas não pense que é em outra vida que realizará seus propósitos, é nesta mesma com as ferramentas e com os materiais que tem. A arte está nisso.

O que você procura fora, só encontrará dentro.

Uma Sacerdotisa, Bruxo, Bruxa e Guardião, não tem último desejo e nem quer que os que o amam de verdade sintam saudade da sua presença depois da sua morte.

Somos Senhoras de nossos caminhos, e entendemos a magia exatamente como ela deve ser entendida, temos todo o conhecimento para compartilhar com tantos quanto chegarem, de coração aberto e disposto a aprender, a única regra do caminho mágico é: Humildade, vontade, paciência, respeito e amor.

Uma Sacerdotisa, Bruxo, Bruxa e Guardião, sabe que pai e mãe não são eternos, que filhos crescem e vão viver suas vidas e que os amigos têm os seus problemas particulares para resolver como qualquer outro mortal inclusive como ele mesmo.


Sejamos Solitários em nossas decisões, mas tenhamos a cumplicidade de nossos irmãos em nossos caminhos, vamos nos sentar e compartilhar sem barreiras nossas histórias.

Para entender os ensinamentos de Viviane, basta erguer os braços em uma noite de lua cheia, caminhar lentamente pela praia , sentar silenciosamente embaixo de uma árvore e meditar, respirar fundo e sentir o cheiro das matas, olhar a beleza das cachoeiras, ver a chuva que cai enquanto ao horizonte se faz o arco-íris, olhar as noites estreladas, e se você se emocionar com isso, pronto, você já entendeu o que é ser uma Filha da Natureza.

Por isso estudar tais campos é compreender que são Caminhos e existe uma diferença entre estudar um caminho e trilhar um caminho. Trilhar um caminho é ser cada vez mais uno com ele, por isso a Bruxaria provoca mudanças profundas, pois nos tornamos outras pessoas, nos dão acesso a outras realidades.

Entender tudo isto é entender A Grande Viviane.

Saudades de você.

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