domingo, 1 de dezembro de 2013

Supostas pirâmidessão encontradas na Antártida

[Imagem: piramidesantartica11.jpg]

Uma equipe de exploradores dos EUA e da Europa está afirmando que eles encontraram evidências de pelo menos três pirâmides antigas foram encontradas na gelada Antártida! Será possível que a Antártida em algum momento do passado remoto da Terra já foi quente o suficiente, ou em passado recente para realmente ter tido uma antiga civilização que ali viveu?

E ainda mais desconcertante é a questão de se uma cultura avançada lá se desenvolveu, e ainda existiriam estruturas ainda restantes que estão enterradas debaixo do gelo, e que só agora com o aquecimento global e o próprio aumento do degelo das calotas polares revelou essas construções piramidais?

Uma possível Pirâmide, próximo à costa na Antártica ?



Surpreendentemente essa equipe de pesquisadores está fazendo a alegação de que eles definitivamente encontraram evidências da existência de várias pirâmides antigas no continente outrora coberto de gelo da Antártida.

Até agora, a equipe não divulgou muitas informações sobre sua descoberta, embora algumas fotos vazaram na internet recentemente . Eu vou deixar você ser o juiz sobre se essas imagens realmente exibem pirâmides artificiais autenticas ou se apenas elas apenas mostram os topos de montanhas rochosas, mas as imagens são intrigantes e definitivamente garantem que merecem mais pesquisas na minha opinião.

A equipe de exploradores está atualmente planejando uma nova expedição para alcançar fisicamente pelo menos uma das pirâmides para determinar se ela é natural ou artificial. Nenhum prazo foi dado a respeito de quando esta expedição terá lugar.

De qualquer modo, sendo real ou não, isso coloca muita curiosidade sobre o continente gelado, muito se poderia imaginar neste momento e confirma que a Antártica é um dos lugares mais misteriosos do nosso planeta e que gera imensa curiosidade, assim como as pirâmides, cuja construção ainda é um dos mais antigos e poderosos enigmas da nossa história.

Então, qual é a sua opinião sobre essas pirâmides? Será que estamos à beira de, talvez, uma das maiores descobertas arqueológicas de todos os tempos ou será que estas estruturas triangulares/piramidais, não são outra coisa a não ser formações naturais?

FONTE:   Euro News

Arqueólogos encontram antigo barco funerário viking na Escócia

Arqueólogos britânicos escavam antigo barco Viking encontrado na Escócia (Foto: AFP Photo / AOC / Dan Addisson )

Arqueólogos britânicos descobriram os vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas. Segundo eles, esse é um dos mais importantes já encontrados no Reino Unido. O achado feito em outubro deste ano gerou uma gama de estudos sobre a cultura nórdica antiga.

O barco-túmulo de 5 metros de comprimento continha os restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participaram das escavações.
Além disso, também foram encontrados no túmulo uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas. A co-diretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante".

"Um barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.

Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século 8 e meados do 11, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses. Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que este barco-túmulo possa datar do século 10.

FONTE: JORNAL O BRUXO

domingo, 24 de novembro de 2013

Por que sempre culpamos os outros?


Se culpamos os outros por nossos fracassos, devemos também atribuir-lhes o nosso sucesso. (Mark Twain)


Atribuir aos outros a culpa de algo que deu errado, ou ainda responsabilizar a nossa Religião por atitudes que tomamos, é uma forma de camuflarmos o medo de assumir as nossas reais capacidades ou incapacidades.

Assumir a responsabilidade por nossos erros, não é uma atitude comum de vermos. Não é difícil constatarmos que em várias situações culpamos os outros e até mesmo a Religião a qual pertencemos, por falhas e erros que são nossos.

Basta algo não correr como queremos que procuramos identificar uma situação, ou alguém, para quem transferimos a responsabilidade por nossas derrotas.

É muito fácil ficar transferindo a responsabilidade para os outros ou até mesmo para a Nossa Deusa, só para depois culparmos o mundo pela injustiça a nossa volta, e o fracasso dentro de nós.

Mas aonde isto nos leva? A lugar nenhum.



Quando algo nos corre mal, quando não somos capazes de enfrentar a vida com a energia suficiente, quando os problemas surgem, dá-se um jeito de encontrar um bode expiatório. Parece que o mundo inteiro decide voltar-se contra nós, que todos fazem pressão para que nada nos corra bem, somos vítimas de acontecimentos que nos atrapalham e claro nós estamos SEMPRE inocentes.

É certo que em algumas circunstâncias há fatores que fogem ao nosso controle e têm sua parcela de importância nos dilemas diários, entretanto o modo que enxergamos e lidamos com os problemas é o diferencial que nos permitirá extrair ensinamento para nossa vida.

Você já reparou que estamos sempre prontos a justificar nossos erros?

Se olharmos bem, com clareza, veremos que nós mesmos e só nós somos responsáveis pelos nossos fracassos, pelos nossos erros, pelas nossas quedas. Devemos aprender com os erros que cometemos, devemos em vez de os camuflar, usá-los como aprendizado para impedir que se repitam.


Assumimos a máscara do velho homem, da velha natureza cheia de defeitos, pecados, transgressões e iniquidades e jogamos para alguém a responsabilidade por uma atitude, por uma palavra, por uma decisão que foi minha, mas que pelo fracasso possível, ou ocorrido, afasto da cena minha responsabilidade e deixo alguém assumir a culpa, mesmo que inocentemente!

As desculpas que os seres humanos podem encontrar para os sonhos que ficaram por realizar são, de fato, inúmeras. Porém, a única que é plausível, é apenas uma: faltou-lhe coragem para “dar o salto”!

Procurar emprego sem nunca desistir, criar oportunidades quando elas não existem, empenhar em especializar-se nas áreas onde pretende triunfar, desenvolver produtos de procura no meio da crise…

As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto.

A nossa vida é um eco. Se você não está gostando do que está recebendo, observe o que você está emitindo.



Endeusamos o orgulho, a vaidade e o egoísmo, por que culpar a Deusa e não o próprio homem, por sua ignorância, ele é o criador do próprio destino e tragédia?

Quando o homem conscientizar-se das leis que regem o universo, entenderão que tudo que existe de ruim e de bom, é o efeito de uma causa. Basta parar para pensar, e despojados do orgulho, assumirem seus erros e acertos, colhendo assim os frutos de seus próprios atos.

Stewart B. Johnson afirmou:

“Nosso propósito na vida não é estar na frente dos outros, mas estar na frente de nós mesmos: quebrar nossos próprios recordes, andar hoje, mais depressa que ontem!”


A INFLUÊNCIA DA LUA


“É preciso andar e temos andado. Reorganizando nossas vidas a cada manhã, não por nós, por ela -  É preciso ter em mente que a água nos benze, a lua nos abençoa, o fogo nos consagra, o ar nos liberta e a terra nos transforma. Só assim teremos os pés no chão, os olhos no horizonte e a mente nas estrelas.” 
(Descendentes Calon e Kalderash)


No céu, à noite, uma avó cuida de seus netos.

Venerada como divindade entre antigas civilizações, a Lua é um símbolo feminino, associado à fecundidade, à fragilidade, à ilusão e à pureza. Por mudar sua forma de aparecer no céu, ou seja, por atravessar fases, na simbologia, a Lua é também um símbolo de inconstância...

A Mãe Lua, Anciã, é mais antiga do que a Terra e do que o Sol e é conhecida e estudada pela ciência como um satélite natural, um pedaço de uma estrela ou de outro astro que realiza uma órbita ao redor da Terra e não possui luz própria, além de ser bem menor que o planeta Terra.

A Lua é a energia da nossa natureza emocional. Ela diz quais são nossas necessidades básicas de nutrição e de segurança. A Lua revela nossa manifestação inconsciente, como guardamos as impressões das experiências vividas, como é o nosso humor e como é nossa reação. Diz ainda como vislumbramos o universo maternal e feminino.



A crença de que a Lua, nas suas diferentes fases, influencia nossa saúde e nosso comportamento é tão antiga quanto a humanidade. Até hoje, num mundo pragmático, dominado pela ciência cartesiana, existem muitos que são capazes de jurar pelo poder da Lua. Mas pesquisas científicas recentes revelam que nem tudo é ficção no mundo da Lua
Esse satélite natural influencia as marés e sua história romântica e espiritual acompanha o imaginário do ser humano desde antigas eras, visto que várias sociedades assumiram ser a Lua o seu mais sagrado símbolo espiritual. Ela ensina sobre o tempo e é a força de comando no reconhecimento de um calendário que expressa os ciclos naturais.

A Lua representa o sagrado feminino. Ela influencia a agricultura da Terra, as colheitas e os nossos próprios sentimentos e emoções. Da mesma forma, manifestações femininas como a menstruação, a fertilidade e a gestação também estão relacionadas à Lua.

Conhecer as fases da Lua e se guiar por elas é papel de qualquer bruxa, pois desta forma saberemos qual é o melhor momento para agir e realizar um ritual no momento correto.

Cada fase da Lua é reconhecida com sua potência, pois cada fase mostra, em sua presença, o que é.


A Lua acompanha as fases das mulheres, tanto que o ciclo menstrual completa-se a cada 28 dias, tempo necessário para a Lua dar uma volta em torno da Terra. Existe também a íntima relação entre as fases da Lua e a gravidez: Lua Nova no momento da concepção; Crescente em relação ao desenvolvimento do feto; Cheia quanto ao nascimento da criança e Minguante, depois do parto – quando toda a vitalidade transfere-se para o leite materno. No mapa astral da mulher, a lua representa o tipo de mãe que ela será. No mapa do homem, a lua mostra como ele reage em relação à mulher, bem como qual o tipo de mulher que o atrai. A Lua é o pêndulo da Terra, exerce influência irrefutável, não só sobre nosso planeta, mas também na psiquê e no espírito humano. Dentro da magia, desde tempos remotos aprendeu-se a reconhecer e utilizar os poderes mágicos da Lua. É um dos elementos mais importantes na análise astrológica, pois governa os nossos instintos básicos, a nossa maneira intuitiva de ser, o nosso lado mais sensível e emocional. A Lua rege a nossa alma, os nossos sonhos, as nossas fantasias e outras manifestações do “eu” profundo e inconsciente.

A Lua representa o passado, o condicionamento, a imaginação, as viagens, as mudanças temporárias, intuição, sonhos, fantasia, o Ing, desejos, emoção, instinto, alma, representa a maternidade, as mulheres mais velhas, feminilidade, o lado inconsciente da personalidade, a energia passiva, os humores, a família, a casa, a sensibilidade, os artigos de primeira necessidade, a pesca, os assuntos domésticos, a saúde, as comissões, o cotidiano.



""Eu sou a mãe de todas as coisas,
Aquela que faz a natureza brilhar.
Sou aquela que zela por aqueles que constituem a população da Terra.
Terra, que tanto mudou através dos tempos.
Terra, que chorou por aqueles que me entenderam.
Terra, que sofreu com aqueles que foram banidos.
Abençoados sejam eles, aqueles que me aceitaram e em mim esperaram,
pois voltam agora para reinar num novo tempo.
Bem vindo sejam eles novamente ao seu antigo lar!"

Texto retirado do livro:
Wicca - Ritos e Mistérios da Bruxaria Moderna
De Claudiney Prieto - Ed. Germinal



Assim é que, mesmo que a ciência não explique exatamente, embora também não negue, os métodos de usar as fases da lua no di-a-dia, continuam sendo aplicados por muitos e, aparentemente, funcionam.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

CONTOS DE LILITH


Lilith (לילית em hebraico) é referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem (Patai 81:455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, chegando depois a ser descrita como um demônio.

De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, Lilith, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima que Adão, rebelou-se ao recusar ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi à primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal.

A Lenda de Lilith:

No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira mulher criada por Deus junto com Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, passando depois a ser descrita como um demônio.

De acordo a interpretação da criação humana no Gênesis feita no Alfabeto de Ben-Sira, entre 600 e 1000 d.C, Lilith foi criada por Deus com a mesma matéria-prima de Adão. Porém ela recusava-se a "ficar sempre por baixo durante as suas relações sexuais". Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal e a primeira feminista.

Segundo este manuscrito milenar, Ben Sira conta a história de Lilith para Nabucodonosor:

“Depois que Deus criou Adão, que estava sozinho, Ele disse: ‘Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Ele então criou uma mulher para Adão, feita da terra assim como Ele havia criado o próprio Adão, e chamou-a de Lilith. Pouco depois Adão e Lilith começaram a brigar.

Lilith disse: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual".

Quando Lilith reclamou de sua condição a Deus, Adão retrucou: "Eu não vou me deitar abaixo de você, apenas por cima. Pois você está apta apenas para estar na posição inferior, enquanto eu sou um ser superior".

Lilith respondeu: "Nós somos iguais um ao outro, considerando que ambos fomos criados a partir da terra".

Mas ele não a deu ouvidos. Quando Lilith percebeu isso, ela pronunciou o Nome Inefável de Deus e alçou vou atravessando os céus para fora do Éden. Com medo, Adão permaneceu em oração diante do seu Criador: "Soberano do universo! A mulher que você me deu fugiu!". Nesse momento, Deus enviou três anjos para trazê-la de volta.


Os três anjos foram insistir que ela voltasse e ameaçaram afogá-la caso ela recusa-se, porém, sem pensar duas vezes, ela se recusou a voltar e escapou do alcance deles, sendo assim condenada por eles a perder cem filhos por dia.

Nas terras de Nod, Lilith juntou-se aos anjos caídos e se casou com Samael, que por influencia dela, tentou Eva, fazendo-a cometer adultério (o que teria posteriormente dado origem a Cain), comer o fruto da arvore do conhecimento e dá-lo a Adão para que também o comesse. Desde então o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva, pois mesmo abandonando seu marido ela não aceitava ele ter uma segunda mulher. Ela então perseguiria os homens, principalmente os adúlteros, crianças e recém casados para se vingar.

Mais recentemente, esta história, tem sido cada vez mais adotada sendo até discutida se é ou não contada na Bíblia. Porém, além da passagem referida abaixo, esta não é mais referida.

No primeiro capítulo do Livro de Gênesis, versículo 27, está escrito que: "Deus criou o homem à sua imagem e semelhança; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher." porém no segundo capítulo versículo 18: '"O Senhor Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada." e é apenas no versículo 22 do segundo capítulo que Eva é criada: "E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem”. É possível que no primeiro capítulo a mulher criada seja Lilith e levando em consideração o versículo 23: "Disse então o homem: Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada." podemos verificar na expressão de Adão "...esta sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!...” a afirmativa de existência de outra criatura que não era qualificada como mulher e que não se podia se submeter a ele pois era independente, estava no mesmo nível de criação, a mesma altura de Adão. Em algumas traduções o texto "esta sim..." aparece como "agora sim, esta ..." o que não parece ser um erro de tradução mas uma evidência da afirmação na narrativa.

Uma interpretação possível é de que ela seja a mulher que Caim encontrou depois de ser expulso e, portanto, tendo com ele seu primeiro filho, Enoque e fundando uma cidade de mesmo nome.

Nas bíblias atuais seu nome aparece uma única vez, quando Isaías descreve a vingança de Deus, durante a qual a Terra foi transformada num deserto, proclamou isso como um sinal de desolação "E as feras do deserto se encontrarão com hienas; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e Lilith pousará ali, e achará lugar de repouso para si." Isaías 34:14. Nas traduções recentes da Bíblia a palavra Lilith é substituída por demônio ou bruxa do deserto. Fantasma, na Revista e Atualizada.

Talvez dada a sua longa associação à noite, surge sem quaisquer precedentes a denominação screech owl, ou seja, como coruja, na famosa tradução inglesa da bíblia, na Versão da Bíblia do Rei James. Ali está escrito, em Isaías 34:14 que… the screech owl also shall rest there (a coruja também deve descansar lá). É preciso salientar, comparativamente, que em uma renomada versão em língua portuguesa da bíblia, traduzida por João Ferreira de Almeida, esta passagem relata que… os animais noturnos ali pousarão, não havendo menção da coruja, como é frequentemente, muito embora erroneamente, citado no Brasil (tratando-se de um claro exemplo da forte influência da cultura anglo-saxã no mundo lusófono atual).



Após os hebreus terem deixado a Babilônia Lilith perdeu aos poucos sua representatividade e foi limada do velho testamento. No Genesis, é costumeira interpretação de Eva sendo criada no sexto dia, e depois da solidão de Adão, ela é criada novamente, sendo a primeira criação obviamente a de Lilith na realidade.

No período medieval ela era ainda muito citada entre as superstições de camponeses, por exemplo, para proteger os recém-nascidos dos desejos de vingança de Lilith, seria necessário usar amuletos com o nome dos três anjos que a perseguiram (Snvi, Snsvi e Smnglof), para lembra-la de sua promessa, também era necessário acordar o marido que sorrisse durante o sono, pois ele estaria sendo seduzido por Lilith.

A imagem de Lilith, sob o nome Lilitu, apareceu primeiramente representando uma categoria de demônios ou espíritos de ventos e tormentas na Suméria por volta de 3000 a.C. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético Lilith por volta de 700 a.C.

Ela é também associada a lendas da antiga Mesopotâmia que falam de um demônio feminino da noite. Era associada ao vento, e pensava-se por isso que ela era disseminadora de mal-estares, doenças e mesmo da morte. Porém algumas vezes ela se utilizaria da água como uma espécie de portal para o seu mundo. Também nas escrituras hebraicas (Talmud e Midrash) ela é referida como uma espécie de demônio.

Talvez dada a sua longa associação à noite, surge sem quaisquer precedentes à denominação screech owl, ou seja, como coruja, na famosa tradução inglesa da bíblia, na Bíblia KJV ou King James Version. Está escrito em Isaías 34:14 que “... the screech owl also shall rest there”. É preciso salientar comparativamente, que na renomada versão em língua portuguesa da bíblia, tradução de João Ferreira de Almeida, esta passagem relata que... “os animais noturnos ali pousarão”, não havendo menção da coruja, diferente de como é frequentemente e erroneamente, muito citado no Brasil (tratando-se de um claro exemplo da forte influência da cultura anglo-saxã no mundo lusófono atual).

Na Suméria e na Babilônia ao mesmo tempo em que era cultuada era identificada com os demônios e espíritos malignos. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua, ela seria uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos a assimilam a várias deusas da fertilidade, assim como deusas cruéis devido ao sincretismo com outras culturas. A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que nos foi dada pela cultura hebraica, uma vez que esse povo foi aprisionado e reduzido à servidão na Babilônia, onde Lilith era cultuada, é bem provável que viam Lilith como um símbolo de algo negativo. Vemos assim a transformação de Lilith no modelo hebraico de demônio. Assim surgiram as lendas vampíricas, Lilith tinha 100 filhos por dia, alguns eram demônios de sague puro chamados de súcubos quando mulheres, e íncubos quando homens ou criaturas híbridas chamadas simplesmente de lilins. Os demônios se alimentavam da energia desprendida no ato sexual e/ou de sangue humano. Também podiam manipular os sonhos humanos à vontade, sendo então os geradores das poluções noturnas. Uma vez possuído por uma súcubos, dificilmente um homem saía com vida.

Há certas particularidades interessantes nos ataques de Lilith, como o aberto esmagador sobre o peito, uma vingança por ter sido obrigada a ficar por baixo de Adão, e sua habilidade de cortar o pênis com a vagina segundo os relatos católicos medievais. Ao mesmo tempo em que ela representa a liberdade sexual feminina, também representa a castração masculina.

Pensa-se que o Relevo Burney, um relevo sumério, represente Lilith; muitos acreditam também que há uma relação entre Lilith e Inanna, deusa suméria da guerra e do prazer sexual.

Algumas vezes Lilith é associada com a deusa grega Hécate, "A Mulher Escarlate", um demônio que guarda as portas do inferno montada em no enorme cão de três cabeças, Cérbero. Hécate, assim como Lilith, representa na cultura grega a vida noturna e a rebeldia da mulher sobre o homem.

Nos dois últimos séculos a imagem de Lilith começou a passar por uma notável transformação em certos círculos intelectuais seculares europeus, por exemplo, na literatura e nas artes, quando os românticos passaram a se ater mais a imagem sensual e sedutora de Lilith, e aos seus atributos considerados impossíveis de serem obtidos, em um contraste radical à sua tradicional imagem demoníaca, noturna, devoradora de crianças, causadora pragas, depravação, homossexualidade e vampirismo. Podendo ser citados também os nomes de Johann Wolfgang von Goethe, John Keats, Robert Browning, Dante Gabriel Rossetti, John Collier, etc. Lilith também é considerada um dos Arquidemônios símbolo da vaidade.


Lilith na cultura popular:
No fictício Livro de Nod, é também conhecida como Deusa da Lua, aquela que ensina a Caim habilidades vampíricas.

Uma história em quadrinhos de Terror nos anos 70, publicada em Krypta número ? reconta o mito de Lilith como ela tendo sido criada por Lúcifer, ao mesmo tempo em que um anjo criava Eva. Adão então se via ante as duas mulheres, e Lilith pedia que ele matasse um coelho para demonstrar seu amor por ela, ao passo que ele recusava e preferia ficar com Eva. Lúcifer logrou então uma desprezada Lilith a beber duma água que a transformou num demônio.

Lilith, depois de um pacto, prometeu não fazer mal aos filhos de Adão. A história era narrada por cientistas da atualidade, que chegavam à conclusão, dado que a geração de Adão seria anterior à humanidade que agora existia (que segundo a ficção teria se originado dos símios de acordo com a Teoria da evolução das espécies de Darwin) não estaria protegida contra os ataques de Lilith.

1181 Lilith é um corpo celeste do cinturão de asteroides.
Lilith na Astrologia moderna é o nome de um ponto correspondente ao apogeu da órbita lunar, ou seja, o ponto da órbita da lua aonde ela se encontra mais distante da terra. 


Também chamada "Lua Negra". Por ser um ponto vazio e não um astro propriamente dito, muitos astrólogos desconsideram sua interpretação em um mapa astral.


No livro O Sobrinho do Mago e O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, da série As Crônicas de Nárnia, um ser conhecido como Jadis, a Feiticeira Branca diz ser descendente de Lilith, a primeira esposa de Adão. 


Aparece também em um dos episódios de Sandman de Neil Gaiman, junto com "outras mulheres de Adão". 

Uma personagem do videogame Darkstalkers se chama Lilith Aensland, mas tem pouco (ou nada) a ver com a figura original. 

Lilith (Banda), uma banda de rock Colombiana. 

Lilith (DC Comics), uma heroína da DC Comics. Apesar do nome, nada tem a ver com a figura mitológica. 

Lilith (Marvel Comics), uma vilã inimiga do Motoqueiro Fantasma. 

No Anime Neon Genesis Evangelion, Lilith é considerado o 2º Anjo. 

Em alguns volumes da série de jogos de videogames Final Fantasy, Lilith é um monstro da família das Lâmias. 

Lilith é constantemente citada em jogos de RPG, como Dungeons & Dragons, como uma criatura infernal e maligna. 

No seriado de televisão Supernatural, Lilith era um demônio representado por mulheres ou meninas. Ela é também o último dos 66 selos que impedem que Lúcifer escape do (inferno).
Lilith também é o nome de uma república feminina de estudantes da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) criada em 1999, segue o ideal da primeira mulher, aquela que não se submeteu, sendo forte perante a vontade dos homens de subjugá-la.


FONTE: PORTAL DOS MITOS

Lança do Destino


A Lança do Destino (também conhecida como Lança Sagrada ou Lança de Longino), segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus para perfurar o tórax de Jesus Cristo durante a crucificação.

A lança (do grego: λογχη, lonke) só é mencionada no Evangelho de João (19:31-36), e em nenhum dos Evangelhos sinópticos. O Evangelho declara que os Romanos pretendiam quebrar as pernas de Jesus, uma prática conhecida como crurifragium, que objetivava acelerar a morte numa crucificação. Logo antes de o fazerem, porém, perceberam que Jesus já estava morto, e portanto não havia razão para quebrarem suas pernas. Para certificarem-se de sua morte, um legionário romano (fora da tradição bíblica chamado de Longino) furou-lhe o flanco:

"... Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água." João 19:34.

O fenômeno do sangue e água foi considerado um milagre por Orígenes. Os católicos, embora aceitem o sangue e a água como uma realidade biológica, emanando do coração e da cavidade abdominal de Cristo, também reconhecem a interpretação alegórica: ela representa um dos principais mistérios/ensinamentos chave da igreja, e um dos principais assuntos do Evangelho segundo Mateus, que é a interpretação da Consubstancialidade adotada pelo Primeiro Concílio de Niceia, segundo a qual Jesus Cristo era ambos: verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O sangue simboliza sua humanidade, a água, sua divindade. Cerimonialmente, isso é representado em certo momento da Missa: o padre asperge uma pequena quantidade de água no vinho antes da consagração, um ato que reconhece a humanidade e divindade de Cristo e representa o fluxo de sangue e água do flanco de Cristo na cruz. Santa Faustina Kowalska, uma freira polonesa cujo apostolado e cujos escritos levaram ao estabelecimento da devoção da Divina Misericórdia, também reconheceu a natureza milagrosa do sangue e água, explicando que o sangue simboliza a misericórdia divina de Cristo, e a água, Sua divina compaixão e as águas batismais.

Uma tradição indica que esta relíquia foi encontrada na Antioquia por um monge, chamado Pedro Bartolomeu, que acompanhava a Primeira Cruzada. Este afirmava ter sido visitado por Santo André, que lhe teria contado que a lança encontrava-se na igreja de São Pedro. Depois da conquista da cidade, foi feita uma escavação e foi o próprio Pedro Bartolomeu que a encontrou.

Apesar de se pensar que tinha sido o monge a colocar uma falsa relíquia no local (até o legado papal Ademar de Monteil acreditava nisto), o logro melhorava a moral dos cruzados, sitiados por um exército muçulmano. Com este novo objeto santo à cabeça das suas forças, o príncipe de Antioquia marchou ao encontro dos inimigos, a quem derrotou miraculosamente - milagre segundo os cruzados, que afirmavam ter surgido um exército de santos a combater juntamente com eles no campo de batalha.

FONTE: PORTAL DOS MITOS

Pandora, a deusa da ressureição



Os gregos acreditavam que no início do mundo as mulheres não existiam e que os homens levavam uma vida de abundância e despreocupação, passando incontáveis anos nessa bem-aventurança, sem conhecerem a dor, a doença, o ódio e a inveja, até que, um dia, adormeciam para nunca mais acordarem. O aparecimento de Pandora na Mitologia alterou esse Paraiso.

Na mitologia grega, Pandora foi a mulher que trouxe o mal ao mundo e causou a queda da humanidade. Ela foi enviada à Terra por Zeus, rei dos deuses, que queria vingar-se do Titã Prometeu. Prometeu criou os homens e em certa ocasião roubou o fogo dos deuses e o deu aos homens. Zeus ordenou ao deus artesão Hefesto que formasse a primeira mulher, Pandora, a partir de argila. Athena deu vida a esta criação, Afrodite deu a beleza, e Hermes lhe ensinou a ser esperta e enganadora.

Prometeu "o que pensa antes" e Epimeteu "o que pensa depois" se tornaram os criadores da raça humana e dos animais. Epitemeu havia criado os animais, colocando neles as características da força, coragem, os dentes e as garras afiadaspara lutar. Prometeu sabia que nas entranhas da terra dormiam algumas sementes dos céus. Pegando um pouco de terra em suas mãos, molhou-a obtendo a argila. Moldando-a obteve uma imagem semelhante aos deuses. Para dar vida à sua criação, Prometeu colocou no peito da imagem todas as boas e más características dos animais. Com o sopro divino, o homem adquiriu vida e os primeiros seres humanos passaram a caminhar sobre a terra, povoando-a.

Porém o homem saia das mãos de Prometeu, nú, vulnerável, indefeso, sem armas e sem conhecimento. Condenados desde o seu nascimento, os primeiros homens se nutriam de frutas e carne crua, e usavam folhagens para se protegerem do frio. Tinham como abrigo apenas grutas profundas e escuras, não sabendo usar a centelha divina com a qual haviam sido presenteados. Podiam ver, mas não percebiam a beleza do céu azul e nem das estrelas. Podiam comer, mas não saboreavam as frutas. Podiam escutar, mas não sonhavam com o barulho das cascatas e o som divino do canto dos pássaros.

Enquanto Zeus reinava junto com os outros deuses, exigia dos humanos honras e sacrifícios em troca de sua proteção. Prometeu intercedeu como defensor de suas criaturas e pediu aos deuses que não exigissem tanto delas. E para por à prova a clarividência de Zeus, sacrificou um enorme touro, dividindo-o em duas partes. Os deuses do Olimpo deveriam escolher uma das partes, e a outra parte seria dos homens. Os montes pareciam desiguais. Um dos montes tinha apenas ossos cobertos com o sebo do animal, parecendo ser maior. A outra parte era apenas de carnes cobertas com a pele de Touro. E assim Zeus escolheu o monte maior, mas ao descobrir que fora enganado por Prometeu, recusou-se a dar aos homens o último dos dons para que eles se mantivessem vivos: o fogo. Simbolicamente, Zeus privou o homem da luz na alma, da consciência.

Sentido pena das criaturas, Prometeu desceu à terra para ensinar os homens a domesticar os animais, fazer seus barcos e navegar, fazer remédios para curar suas feridas, além de ensiná-los a cantar e ver as estrelas. Deu-lhes o dom da profecia para o entendimento dos sonhos; mostrou-lhes o fundo da terra e suas riquezas minerais: o cobre, a prata e o ouro para fazer da vida algo mais confortável. Por fim, roubou uma centelha do fogo dos deuses e deu à humanidade.


Com o fogo Prometeu ensinou aos homens a arte de trabalhar os metais. Esta seria uma forma de reanimar a inteligência do homem, dando-lhes consciência, e de proporcionar melhores condições de vida para poderem se defender com armas eficazes contra as feras e cultivar a terra com instrumentos adequados. Logo que a primeira semente do fogo do Sol foi utilizada em fogueiras, a humanidade passou a conhecer a felicidade de viver melhor, de cozinhar, aquecer-se e receber luz.
O fogo era o símbolo do espírito criador que pertencia somente aos deuses. Porém com sua alegria imoderada, os homens julgaram-se iguais aos deuses, esquecendo seus deveres. Enfurecido, Zeus viu que o novo brilho que emanava da Terra era o do fogo. Pensou numa vingança sutil e enviou a bela jovem Pandora, dotada de todos os encantos.
De Afrodite, Pandora recebeu a beleza, o desejo indomável e os encantos que seriam fatais aos indefesos homens. Apolo deu-lhe a voz suave do canto e a música. As Graças a adornaram com a riqueza e Hermes deu-lhe o dom da persuasão, a graciosa fala e coração cheio de artimanhas, imprudência, ardis, mentira e astúcia. Por tudo isso ela recebeu o nome de Pandora "a que possui todos os dons". Por não ter nascido como uma deusa, Pandora era conhecida como uma semideusa.
Embora alertado por Prometeu "o que pensa antes", para não receber nenhum presente dos deuses, seu irmão se apaixonou pela jovem e a levou para junto dos homens. Epimeteu recebeu Pandora como uma dádiva divina, tornando-se o primeiro marido da história. Hermes, o mensageiro dos deuses, lhe trouxe uma caixa como presente de casamento. Dentro da caixa estavam todos os males que o mundo ainda desconhecia: o Medo, o Sofrimento, o Trabalho e Esforço para sobreviver, o Frio, a Fome, as Doenças, a Míseria, a Violência e todos os demais sofrimentos, e Hermes lhe recomendou não abrir a caixa.


Zeus esperava que a curiosidade de Pandora vencesse aquela recomendação de Hermes, e eles foram felizes por muito tempo, até que Epimeteu atraído pelo barulho que vinha de dentro da caixa e vencido pela curiosidade, pediu a Pandora para abrir a caixa. Imediatamente libertou todos os males que afligiriam aos homens e modificaria o destino da humanidade. Pandora caiu fulminada. Assim, essa narração mítica explica a origem do males, trazidos com a perspicácia e astúcia “daquela que possui todos os dons”.

Hades, o deus com interesse nas ambições de Pandora, procurou as Moiras, dominadoras do tempo, e lhes pediu para que voltassem o tempo. Sem permissão de Zeus, elas nada puderam fazer. Hades convenceu o irmão a ressuscitar Pandora e lhe dar a divindade que ela sempre desejara. Foi assim que Pandora tornou-se a deusa da ressurreição. Para um espírito ressuscitar Pandora entrega-lhe uma tarefa; se o espírito cumprir a devida tarefa, ele é ressuscitado. No entanto, Pandora só tem tarefas impossíveis, e por isso nenhum espírito ressuscitará.
    Com Pandora iniciou-se a degradação da humanidade. Para explicá-la, o poeta Hesíodo introduziu o mito das Cinco Idades, em que as raças sucedem-se em decadência progressiva.

    Na Era do Ouro o homem não precisava fazer nenhum esforço para sobreviver. Tudo permanecia intocado pois não havia necessidade de fortificações, armas ou barcos. Uma era de inocência e felicidade onde a verdade prevalecia e não havia nenhum juiz para ameaçar ou punir.

    Na Era de Prata, Zeus encurtou a Primavera e assolou a Terra com o calor efrio criando as estações. As casas se tornaram necessárias, a terra deveria ser tratada para produzir frutos e a juventude
    eterna não existiria mais.

    A Era do Bronze deu início aos conflitos.

    Na Era dos Herois, Astréia foi a última Deusa a deixar a humanidade. Ela era a Deusa da Inocência e da Pureza que depois de deixar a Terra foi colocada entre as estrelas na Constelação de Virgem – a Virgem Temis ( Justiça ) era a mãe de Astréia ou Dike. Ela é representada segurando uma balança onde ela pesa as reclamações dos lados oponentes.

    Na Era do Ferro as discórdias aumentaram. O crime, a ambição e a violência reinaram expulsando a modéstia, a verdade e a honra.

Pandora e Epimeteu tiveram uma filha, Pirra, que aparece em um mito grego sobre uma grande inundação. Pirra e seu marido,Deucalião, foram os únicos sobreviventes da inundação e tornaram-se os pais de uma nova raça humana.

A expressão Caixa de Pandora é usada em sentido figurado quando se diz que alguma coisa, sob u ma aparente inocência ou beleza, é na verdade uma fonte de calamidades. Abrir a Caixa de Pandora significa que uma pequena e bem intencionada ação pode liberar uma avalanche de repercussões negativas. A Esperança contida na caixa, dependendo da perspectiva em que olharmos, também pode conter uma conotação negativa, pois a esperança pode minar as nossas ações nos fazendo aceitar coisas que deveríamos confrontar. E ainda nos previne contra a fé cega que não tem nenhuma ação positiva.

A imagem de Pandora e a esperança são símbolos de uma parte do ser humano que apesar das frustrações, desapontamentos e perdas, ainda tem forças para se agarrar ao sentido da vida e ao futuro, para superar a infelicidade do passado. Além dos planos para o futuro, Pandora representa a espera, pois a esperança é sempre uma tênue luz que brilha para nos guiar, mesmo que não dissipe a escuridão que nos aflige. É o desafio de viver ainda que tenhamos de confrontar com desafios maiores que a própria resistência, tal como aqueles que estiveram nos campos de concentração da Alemanha e da Polônia, que sentiram a força da esperança significando a diferença entre a vida e a morte.

A esperança é algo profundo e misterioso pois transcende a qualquer coisa, a qualquer catástrofe. Entretanto ela não surge de uma vontade, não é um ato deliberado. Ela aparece encerrada na Caixa de Pandora junto de todos os males, e quando conseguimos perceber seu brilho, então a reação às dificuldades são totalmente alteradas. É a fé em meio às atribulações que nos faz ressurgir, assim como Pandora que se tornou a deusa da ressureição.

Do Paraíso inicial, a humanidade decaiu até a idade do ferro, reino da maldade e da injustiça. O ato de Pandora provocou a perda do paraíso, mas dentro da caixa estava também a Esperança, a única que serviria para confortar os seres humanos; a única forma do ser humano não sucumbir às dores e aos sofrimentos da vida.

FONTE: EVENTOS MITOLOGIA

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