quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Calendário mais antigo já descoberto é encontrado na Escócia


Ilustração mostra como a disposição das rochas encontradas em Aberdeen era usada para calcular as fases da lua
Foto: Divulgação / Universidade de Birmingham

LONDRES - Arqueólogos britânicos descobriram o que acreditam ser o "calendário" mais antigo de que se tem notícia no mundo, com pelo menos dez mil anos de existência, na região de Aberdeen, na Escócia. O monumento do período mesolítico capaz de medir as fases das lua e os meses do ano, encontrado em escavações realizadas em 2004, está sendo trazido a público, pela primeira vez, em artigo publicado hoje na revista “Internet Archaeology” pela equipe de especialistas liderada pela Universidade de Birmingham.

As investigações abrem caminho para novos estudos sobre o desenvolvimento da Humanidade e a concepção de tempo na História a partir deste dispositivo luni-solar construído por sociedades de caçadores-coletores, até então consideradas mais atrasadas do que a dos agricultores, por exemplo.

"Não pode haver história sem tempo. Não se pode começar a escrever a história sem tempo. E esse é um passo importante para a construção do tempo e, consequentemente, da própria história. Não há nada igual na Europa, nem no resto do mundo", disse o pesquisador-chefe, o professor de arqueologia de paisagem da Universidade de Birmingham, Vince Gaffney.

Segundo o professor, as evidências sugerem que essas sociedades tinham a necessidade e a sofisticação de medir o tempo através dos anos, de corrigir as diferenças sazonais do ano lunar. E isso aconteceu cinco mil anos antes dos primeiros calendários formais conhecidos pelo homem, encontrados na antiga Mesopotâmia. Não chega a ser uma surpresa que as pessoas se baseassem na lua para fazer seus calendários. Isso porque ela é o único corpo celeste que se presta a essa papel. Muitas sociedades antigas chegaram a monitorar as várias fases da lua, mas não tinham necessariamente calendários. No período paleolítico, de acordo com Gaffney, há evidências de desenhos do ciclo da lua. Mas tampouco consistiam em um calendário.

Gaffney conta que os pesquisadores encontraram um conjunto de 12 pedras bastante peculiares de tamanhos diferentes, que parecem as fases da lua, no campo de Warren. Por sinal, o sítio foi encontrado a partir de marcas em plantações, identificadas por imagens aéreas pela Comissão Real dos Monumentos Antigos e Históricos da Escócia (RCAHMS, na sigla em inglês). De acordo com Dave Cowley, gerente dos projetos de pesquisa aérea do RCAHMS, o grupo fotografou a paisagem escocesa por quase 40 anos.

"Registramos milhares de sítios arqueológicos que nunca teriam sido detectados a partir do solo", afirmou Cowley. As pedras não estavam dispostas de maneira arbitrária, mas arrumadas por tamanhos, desde as menores às maiores, voltando às menores novamente. E estavam orientadas em direção ao lugar onde o sol nascia, de uma passagem entre duas montanhas.

"Você tem um grupo de pessoas que, pela primeira vez, com base na observação astronômica, começa a entender o tempo, a pensar o que vai acontecer no futuro e não mais no passado. Não é que não pensassem que tinham um futuro antes. O que não tinham era a ideia de uma unidade tempo a partir da qual poderiam pensar ou registrar o que acontecia", explica Gaffney.

Outra grande revelação associada à descoberta, segundo o cientista de Birmingham, está no fato de se verificar que os caçadores e coletores, diferentemente do que se imaginava, tinham a capacidade de planejar as suas atividades. Como dependiam de recursos naturais para sobreviver, eles provavelmente passaram a saber os períodos em que se abriam as rotas no rio, ou quando os peixes seriam mais abundantes. Não se descarta a possibilidade de essa sociedade, justamente pela capacidade de planejamento, ter se tornado mais longeva do que as que a precederam.

Além disso, por razões sociais, há períodos em que é necessário estocar uma grande quantidade de comida para permitir reuniões sociais, reprodução ou outras atividades. Para Christopher Gaffney, da Universidade de Bradford, saber que os recursos naturais estavam disponíveis durante diferentes períodos do ano era crucial para a sobrevivência. "Essas comunidades precisavam caçar animais que migravam e as consequências de perder o período certo eram a fome. Por isso, essas perspectivas, nossa interpretação do sítio como um calendário faz todo o sentido", disse o especialista de Bradford.

O professor de Birmingham reconhece que as sociedades que inventaram este dispositivo complexo na Escócia podiam não ter o entendimento que os cientistas têm hoje. "Eles podiam achar que, por entender o nascer do sol e o solstício, seremos bem tratados pelos deuses, os peixes virão até nós e poderemos reunir nossos amigos e sobreviver", disse.

Para Vince Gaffney, o resultado dessas pesquisas é apenas o começo para muitas outras. O próximo passo é identificar sítios similares no país. Segundo ele, a célebre formação de Stonehenge, por exemplo, a uma hora e meia de Londres, tem semelhanças com as pedras encontradas em Aberdeen. Mas ainda não há evidencias da sua utilização. Ele afirma que os calendários recém-descobertos podem não ter apenas a divisão do tempo em meses, mas em dias. No entanto, destacou que é necessário encontrar provas disso.
Fonte: O Globo

Desvendado o mistério do gigantesco pentagrama encontrado no Cazaquistão

Um gigante pentagrama no Cazaquistão

O mistério sobre um enigmático e gigantesco pentagrama encontrado em imagens do Google Maps parece ter finalmente chegado ao fim. A figura de cinco pontas, com aproximadamente 366 metros de diâmetro, aparece em imagens aéreas de uma região pouco habitada da Ásia Central, no Cazaquistão, em que a cidade mais próxima é Lisakovsk, distante 20 quilômetros desta figura.
De acordo com a arqueóloga Emma Usmanova, da Universidade de Karaganda (Cazaquistão), existe uma resposta bastante racional para a questão. De acordo com ela, trata-se de um contorno de um parque da era soviética, o que explica o formato de estrela. O parque foi demarcado com vários caminhos que, hoje, estão cobertos por árvores, o que faz com que o desenho do pentagrama fique bem mais nítido em uma foto aérea. 

A região em torno de Lisakovsk está repleta de ruínas arqueológicas, com assentamentos da Idade do Bronze, cemitérios e outras construções – muitas ainda pouco exploradas. O Cazaquistão fazia parte da antiga União Soviética até sua dissolução em 1991.

Para visualizar a figura basta procurar no Google Maps as seguintes coordenadas 52.479801,62.185185 (utilize o zoom).


Fonte: Seu History

Igreja Anglicana cria "igreja pagã" para atrair novos membros

The Church of England is trying to recruit pagans and spiritual believers as part of a drive to retain congregation numbers.

Quando a cristianização da Inglaterra anglo-saxã começou, por volta do ano 600, predominava nas ilhas diferentes formas de paganismo (adoração dos espíritos da natureza), incluindo o ensinamento dos druidas (feiticeiros da cultura celta). Os primeiros cristãos ensinavam que isso não passava de “cerimônias satânicas” e deveriam ser abandonadas.
Embora nunca totalmente extinguido da cultura inglesa, as práticas pagãs agora parecem ter reencontrado seu caminho justamente no seio da igreja cristã. A Igreja da Inglaterra, também conhecida como Anglicana ou Episcopal, está tentando reunir no mesmo culto, cristãos, pagãos e todas as pessoas que tenham interesse nas coisas espirituais. Esse seria um novo esforço para estancar a constante perda de membros de suas congregações.

A liderança da denominação está fazendo treinamento para ensinar os pastores e bispos a “criar uma igreja pagã onde o cristianismo está no centro”, segundo o jornal The Telegraph. Embora não explique como isso seria feito, o objetivo seria tentar criar novas formas de cultuar a Deus, “mais adequadas para as pessoas de crenças alternativas”.

O reverendo Steve Hollinghurst, teólogo e pesquisador de novos movimentos religiosos, disse que a intenção é “formular uma exploração da fé cristã, que estaria de acordo com a cultura local”. Para ele, a questão é simples: a Grã-Bretanha não é mais um país cristão, mas a espiritualidade é parte da vida de muitas pessoas.

“Minha jornada espiritual começou na adolescência, quando explorei todos os tipos de religiões e espiritualidades alternativas antes de escolher o Cristianismo como o meu caminho. Se Deus fez-se homem em Jesus não somente para se relacionar com seres humanos, mas também para transformar a criação, então o cristianismo deve ser relevante para todas as pessoas”, acrescenta. ”Mas como essa conexão pode ser feita quando, para muitos, ele [cristianismo] é visto como uma religião antiga e ultrapassada? Só posso dizer que gosto de um bom desafio!”

A Church Mission Society, órgão da denominação que cuida do treinamento de ministros explica que deseja “abrir novos caminhos”, e com isso espera ver todas as pessoas com interesse nas questões spirituais “alinhar-se com o cristianismo”. Andrea Campenale, um dos responsáveis pelo programa, justifica: “Hoje em dia as pessoas querem sentir alguma coisa, desejam ter alguma nova experiência… Vivemos em uma Inglaterra onde há um foco muito individualista. Acho que com isso poderemos iniciar outro diálogo com a sociedade”.

O famoso monumento de Stonehenge, cuja origem antecede a Cristo, reúne regularmente pagãos e druidas para cerimônias de culto à natureza e aos astros. Mais de 20.000 pessoas se reuniram no local este ano para celebrar o solstício, a chegada do verão no hemisfério norte. Isso mostra a força do movimento em uma sociedade considerada pós-cristã.

O Reino Unido é a nação europeia onde o islamismo tem uma das maiores taxas de crescimento e o movimento neoateista de Richard Dawkins está cada vez mais popular. Uma recente pesquisa do Instituto YouGov aponta que apenas 25% das pessoas da Geração Y (com menos de 35 anos) dizem crer em Deus, enquanto 38% declaram não crer. Apenas 10% delas participa de um culto religioso pelo menos uma vez por mês. Além disso, 41% dos entrevistados acreditam que a religião causava mais mal do que bem ao mundo. Apenas 13% deles é filiado à Igreja da Inglaterra. Com informações de WND e Telegraph.

Fonte: Gospel PrimeFontes consultadas: Telegraph e WND

6ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa invade as ruas do Rio de Janeiro

A 6ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa acontece neste domingo (8) na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio. (Foto: Gabriel Barreira/G1)

Milhares de pessoas se reuniram ontem (8) na Praia de Copacabana para a 6ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, promovida pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio.
O objetivo do evento é chamar a atenção da sociedade para a necessidade do respeito, dos direitos de todos e, do amor ao próximo, princípio pregado por qualquer religião. Os participantes também pretendem denunciar ameaças a grupos religiosos e a espaços dedicados a cultos de origem africana no Rio.

Além disso, a comissão reivindica a implementação da lei 10.639/03, que institui os ensinos das histórias da África e da cultura afro-brasileira nas escolas do país, e a formulação do plano nacional de combate à intolerância religiosa.

"A caminhada é importante porque mostra o conjunto de todas as religiões. A gente tem que defender o Estado Democrático de Direito, e levar em conta que, além de religiosos, somos todos cidadãos. A democracia no Brasil tem que se consolidar e compreender que a religião não tem que se impor ao Estado Laico. Ela pode sugerir, mas respeitar o espaço de todos. Essa é uma riqueza da sociedade brasileira em que temos que insistir", disse o babalaô Ivanir Santos, presidente da comissão.
Ivanir destacou que a caminhada cresceu em número de religiões representadas, e comemorou a adesão maior dos evangélicos ao movimento. Apesar disso, ele lamentou a ausência de líderes protestantes. "O desafio é avançar e convencer os segmentos evangélicos de que temos que estar todos juntos".

Abraçado ao umbandista Adalmir Palácio, o monge budista Jyunsho Yoshikawa resumiu: "Toda crença religiosa prega por uma sociedade melhor". Sacerdote, ele trouxe cerca de 300 alunos de São Paulo e Paraná para participar do evento no Rio. "A semente está plantada. Trouxe eles aqui para sentirem esta realidade e levá-la às suas cidades", explicou.

Sacerdote e presidente da União Wicca do Brasil, Og Sperle, destacou que mesmo nos debates pela liberdade religiosa é preciso dar espaço a grupos menos numerosos, como o seu. "O problema é que as minorias não são vistas pelas religiões majoritárias. Não somos convidados a participar dessa construção da liberdade. Existe uma dúzia de religiões que se juntam para ditar as regras".

A interação entre as mais diversas religiões abriu espaço também para quem não possui uma crença divina. O ateu Sergio Viula compareceu para comemorar o evento e deixou claro que é contra qualquer tipo de fundamentalismo. Inclusive no ateísmo. "Eu estou aqui porque apoio a liberdade religiosa. Nós não precisamos de um estado teocrático, nem ateu. Precisamos de um estado laico", concluiu Sergio.

Fontes: G1, EBC e Jornal o Bruxo

domingo, 8 de setembro de 2013

A NATUREZA DOS NOSSOS CAMINHOS


"Nunca dês ouvidos àqueles que, no desejo de te servir, te aconselham a renunciar a uma das tuas aspirações. Tu bem sabes qual é a tua vocação, pois a sentes exercer pressão sobre ti. E, se a atraiçoas, é a ti que desfiguras. Mas fica sabendo que a tua verdade se fará lentamente, pois ela é nascimento de árvore e não descoberta de uma fórmula. O tempo é que desempenha o papel mais importante, porque se trata de te tornares outro e de subires uma montanha difícil. Porque o ser novo, que é unidade libertada no meio da confusão das coisas, não se te impõe como a solução de um enigma, mas como um apaziguamento dos litígios e uma cura dos ferimentos. E só virás a conhecer o seu poder, uma vez que ele se tiver realizado. Nada me pareceu tão útil ao homem como o silêncio e a lentidão. Por isso os tenho honrado sempre como deuses por demais esquecidos."


(Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela')


Muitos me perguntam sobre nossos caminhos...
Muitos têm as sensações de ter andado por entre eles, mas ainda trazem dentro de si o medo da programação que nos impuseram sobre a bruxaria...
Programações de horror, de medo, de tortura, de rituais macabros onde sacrifício de sangue é feitos a todo o tempo... 

Não, a bruxaria nada tem a ver com essa programação.




Os caminhos da Religião Antiga é como técnicos do sagrado que reside o seu sucesso. A pratica bruxaria compreende sua mágica capacidade de conexão com ás quatro direções, com os quatro elementos sagrados da natureza, e os animais guardiões. As verdadeiras bruxas e bruxos entram e saem de um estado especial de consciência, com uma facilidade sem igual, e muito sutil, são pouquíssimas pessoas que conseguem às vezes captar esta mudança. Isto porque os seus sentidos de uma bruxa ou bruxo, são superprotegidos e desenvolvidos nas práticas iniciáticas, meditativas, e espiritual.

A bruxaria é um dos caminhos entre o mundo visível e o mundo oculto, que esta além do alcance dos cinco sentidos dos seres humanos, ela é muito mais que rituais e feitiços, é compartilhar, amar, cuidar...

É saber levar a cada um o amor de nossos caminhos, o conhecimento sem medo de ser passado a outras pessoas, mas realmente passar na esperança que seja para um grande propósito onde fará a diferença.

Os Teólogos modernos ainda não descobriram que a Grande Oração é o Silêncio. Ninguém precisa gritar ou orar para falar com a Deusa.


Somos simplesmente bruxas (os) que não se obrigam a viver e vivenciar um caminho único, onde somente uma verdade prevalece, entendemos que nossa verdade termina onde a verdade de meu vizinho começa e assim vai, ouvimos atentamente, procurando compreender, aprender e aproveitar o que de melhor temos a trazer para os caminhos...

Não somos pessoas que vivem em um mundo fechado só pra si, mas sim pessoas dispostas a compartilhar de tudo o que sabemos de uma forma livre, onde a simplicidade da magia se faz. Sem dogmas, regras, deveres, somente com sabedoria e respeito.
Nenhum conhecimento pode ser declarado conhecimento se não houver ação. 
Se criares barreiras entre o seu modo de ver e o dos outros, viverá fechado e comprimido em si mesmo.



Aquele que caminha sob a Senda Mística pode ser acusado de fugir ao problema no que se refere à verdade, ainda que não descubra a “verdade em si”, irá descobrir que tudo possui uma questão cultural, uma falsa consciência e muitas circunstâncias desconhecidas,
relevantes para sua descoberta.

Na realidade, se acreditarmos já possuirmos a verdade, perderemos o nteresse em descobrir as próprias intuições que nos conduziriam a uma compreensão aproximada e não estaríamos prontos para entender os dogmas e os paradigmas que criamos.

Conhecer a ti mesmo é o primeiro desafio para obter consciência de si mesmo e do que é capaz.
Não se pode dizer que conhece tudo o que está ao redor se não conhece a si mesmo.
Somente conhecendo sua divindade e seu demônio saberá o que é capaz de fazer.



Todas as fases da vida são sagradas, a idade é uma bênção e não uma praga. A Deusa não limita o corpo, ela desperta a mente, o espírito e as emoções. 

A Fé é mais que um requisito é a sublime transparência do Sou.
A manifestação do Sou reflete a força interior e exterior que desnuda o que está dentro de si, a Fé.

Aprendemos que a sabedoria vem com o tempo, com os estudos e conhecimento, pois enquanto procurarmos uma religião fora de nós, permaneceremos afastados da Deusa.

Engana-se aquele que acha que tudo é simples.
Na realidade a simplicidade das coisas está na complexidade do que é.
Somente com predisposição de aprender e humildade poderá, então,seguir adiante caminhando

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