sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A VELHA RELIGIÃO ALÉM DO CONHECIMENTO



"A Velha Religião não é encontrada em livros sagrados.

Não existe nenhum apanhado de dogmas a ser seguido, porque a Velha Religião está gravada na vida, e é vivendo que se pratica." - Andréia Hermann



A verdade está além do conhecimento. Podemos conhecer fatos e compreender teorias, mas o conhecimento precisa ser vivido, sentido, precisa fazer parte do conhecedor para se converter em verdade. Se a verdade for sentida, vivida, se fizer parte de quem sente, é verdade sem precisar ter sido antes conhecimento, mas o conhecimento que ignora fatos e sentimentos jamais poderá ser considerado verdade, não passando de teoria ou presunção. Assim ocorre com os homens de ciência que se negam a considerar fatos que não se encaixam em seus modelos, as chamadas "anomalias"; assim ocorre com os filósofos que criam sistemas, mas não os programam, perdendo-se em intermináveis discussões cujo benefício se limita ao exercício mental; também ocorre com os religiosos que se agarram a dogmas e os colocam em oposição à ciência e a outros credos.A Arte é frequentemente associada a feitiços, ritos para a obtenção de algo, como se sua finalidade fosse exclusivamente esta, uma interpretação errônea do fato de utilizarmos materiais e o auxilio de força Elemental de plantas, pedras, fogo etc. em rituais, por que desenvolvemos a capacidade de acessar a consciência presente em tudo, interagimos com ela podendo, também pedir o auxílio.



A prática da magia é uma consequência de longos anos de treino para o desenvolvimento da consciência, a percepção de universos paralelos e a criação do que chamamos de personalidade mágica, um senso de identidade ampliada que suplanta a comum. Assim, a mera execução de feitiços descritos em livros ou sortilégios não são operações de magia é preciso estar habilitado para executá-las, aliás, quando se está habilitado nem é preciso executa-las.
Quando uma alma responde espontaneamente ao chamado da Deusa Mãe, chamamos isso de "Senda Divina". Fica evidente que não foi pela primeira vez que a ouviu, ou que sentiu necessidade de encontrar seus irmãos de Religião.

Significa que em vidas passadas atravessamos o véu do templo, e guarda na alma sua história, e no subconsciente está uma vasta memória das suas origens.



As Tradições da Velha Religião são perpetuadas de família para família de formas diferentes, e pode ser passada para as próximas gerações usando-se também outros caminhos. Tradições Familiares são raríssimas, e em sua maioria são altamente secretas e indisponíveis às massas, e preciosamente é incomum se tornarem públicas.
A Bruxaria é muito mais que rituais e feitiços, é compartilhar, amar, cuidar...
É saber levar a cada um o amor de nossos caminhos, o conhecimento sem medo de ser passado a outras pessoas, mas realmente passar na esperança que seja para um grande propósito onde fará a diferença.
A bruxaria nunca foi “anti” alguma coisa, existe muito trabalho interno de que se ocupar para haver preocupação de se opor a algo.



Quanto muito, nos dedicamos a escrever e esclarecer usando dos meios disponíveis para retirar as brumas que séculos de perseguições nos envolveram e que praticantes mal informados acrescentaram, resgatando o tesouro espiritual do Ocidente da marginalidade, pois cedo ou tarde, as pessoas gostarão de reencontrá-lo para saciarem sua sede de espírito.

Podemos escolher nossos próprios caminhos, onde vamos buscar nossa essência mais pura, interagindo diretamente com a Natureza e todo o mistério nela contido, vamos ao encontro dentro de nós mesmos, resgatando a nossa magia interior.


Nascer bruxa é reconhecer-se bruxa desde cedo e deixar seu dom fluir como as águas, independente do berço, da bandeira religiosa, e do sexo.
Uma vez aberta às comportas de uma represa, não tem como voltar à água para traz!
Ser bruxa é reconhecer o seu próprio valor, é respeitar o próximo e seu livre arbítrio. É compreender que todos os nossos atos e gestos estão regidos pela lei tríplice, portanto todo o bem ou mal que fizermos (principalmente usando a magia) retornarão para nós em triplo.



Acima de tudo Ser Bruxa é viver o amor. O amor pela vida e por tudo de bom que ela possui, é contribuir através das nossas ações e conselhos para a melhora e o crescimento daqueles que cruzam o nosso caminho. Ser Bruxa é viver a simplicidade da vida, admirar a beleza das flores, o encanto de seus aromas, a harmonia dos astros, saber apreciar uma boa música e partilhar todas essas coisas boas com aqueles que amamos. 
Somos Senhoras de nossos caminhos, e entendemos a magia exatamente como ela deve ser entendida, temos todo o conhecimento para compartilhar com todos que chegarem de coração aberto e disposto a aprender.
Finalmente, a Bruxa (o) aprende a se purificar vivendo com realismo, dentro da sua verdade, porém com a simplicidade da Deusa e do Deus, sem se abster das coisas que lhe foi permitido reger e proteger.

Por tudo acima descrito, é que costumamos afirmar que: "no caminho da Bruxaria são muitos os que buscam, e muito poucos os que chegam.”.


Selma - 3fasesdalua

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

AMIGOS E AMIGAS - COMPARTILHANDO COM VOCES.


Você aprende !!!

Depois de algum tempo você aprende a diferença,a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas...E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno amanhã é incerto demais para os planos...e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser,e que o tempo é curto.Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo...qualquer lugar serve.Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute,quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens,poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.Aprende que quando está com raiva, tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não sabe amar, contudo, o ama como pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.E que realmente a vida tem valore que você tem valor diante da vida!Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

AUTOR: Willian Shakespeare


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

UMA LENDA CHEROKEE


"Existe uma antiga história dos índios cherokee sobre o cacique de uma grande aldeia. Um dia, o cacique decidiu que era hora de orientar o seu neto favorito sobre a vida. Ele o levou para o meio da floresta, fez com que se sentasse sob uma velha árvore e explicou:- “Filho, existe uma batalha sendo travada dentro da mente e do coração de todo ser humano que vive hoje. Embora eu seja um velho e sábio cacique, o líder da nossa tribo, essa mesma batalha é travada dentro de mim. Se você não souber dessa batalha, ela o fará perder o juízo. 

Você nunca saberá que direção tomar. As vezes vencerá na vida e, depois, sem entender o porquê, perceberá que está perdido, confuso, com medo, arriscado a perder tudo o que trabalhou tanto para ganhar. Você muitas vezes achará que está fazendo a coisa certa e depois descobrirá que fez as escolhas erradas. Se você não entender as forças do bem e do mal, a vida individual e a vida coletiva, o verdadeiro eu e o falso eu, você viverá a vida todo num grande tumulto”.“E como se existissem dois grandes lobos vivendo dentro de mim; um é branco e o outro é preto. O lobo branco é bom, gentil e não faz mal a ninguém. Ele vive em harmonia com tudo à sua volta e não se ofende se a intenção não era ofender. 

O lobo bom, sensato e certo de quem ele é e do que é capaz, briga apenas quando essa é a coisa certa a fazer e quando precisa se proteger ou à sua família, e mesmo então ele faz isso da maneira certa. Ele toma conta de todos os outros lobos da matilha e nunca se desvia da sua natureza”.“Mas existe o lobo preto também, que vive dentro de mim, e esse lobo é bem diferente. Ele é ruidoso, zangado, descontente, ciumento e medroso. Basta uma coisinha para que ele se encha de fúria. Ele briga com todo mundo, o tempo todo, sem nenhuma razão. Ele não consegue pensar com clareza, porque a sua ganância para ter sempre mais e a sua raiva e a sua ira são grandes demais. 

Mas trata-se de uma raiva infrutífera, filho, porque ela não muda nada. Esse lobo só procura confusão aonde quer que vá, e por isso sempre acaba achando. Ele não confia em ninguém, por isso não tem amigos de verdade.”O velho cacique ficou sentado em silêncio durante alguns minutos, deixando que a história dos dois lobos penetrasse na mente do jovem neto. Então ele lentamente se curvou, olhou fixamente nos olhos do menino e confessou:- “As vezes, é difícil viver com esses dois lobos dentro de mim, pois eles brigam muito para dominar o meu espírito”.Cativado pela história do ancião sobre essa grande batalha interior, o menino puxou a tanga do avô e perguntou, ansioso:- “Qual dos dois lobos vence, vovô?”


E com um sorriso cheio de sabedoria e uma voz firme e forte, o cacique disse:- “Os dois, filho. Veja … se eu escolho alimentar só o lobo branco, o preto ficará à espreita, esperando o momento em que eu sair do equilíbrio ou ficar ocupado demais para prestar atenção às minhas responsabilidades, e então atacará o lobo branco e causará muitos problemas para mim e nossa tribo. Ele viverá sempre com raiva e brigará para atrair a atenção pela qual tanto anseia. Mas, se eu prestar um pouquinho de atenção no lobo preto, compreendendo a sua natureza, se reconhecê-lo como a força poderosa que ele é e deixá-lo saber que eu o respeito pelo seu caráter e o usarei para me ajudar se um dia eu ou a tribo estivermos em apuros, ele ficará feliz, e o lobo branco ficará feliz também, e ambos vencerão. Todos venceremos”.Sem entender direito, o menino perguntou:- “Não entendi, vovô. Como os dois lobos podem ganhar?”O cacique continuou a explicação:- “Veja, filho, o lobo preto tem muitas qualidades importantes de que eu posso precisar, dependendo das circunstâncias. 

Ele é feroz, determinado, e não se deixará subjugar nem por um segundo. Ele é inteligente, astuto e capaz dos pensamentos e estratégias mais tortuosos, o que é importante em tempos de guerra. Ele tem os sentidos aguçados e superiores que só aqueles que olham através da escuridão podem apreciar. Em meio a um ataque, ele poderia ser o nosso maior aliado”.O cacique então tirou da sua bolsa alguns pedaços de carne defumada e colocou-os no chão, um à direita e o outro à esquerda. Ele apontou para a carne e disse:- 

“À minha esquerda está a comida para o lobo branco e à minha direita está a comida para o lobo preto. Se eu optar por alimentar os dois, eles não brigarão mais pela minha atenção, e eu poderei utilizar cada um deles como precisar. E como não haverá guerra entre eles, poderei ouvir a voz da minha sabedoria profunda e escolher qual dos dois pode me ajudar melhor em cada circunstância. Se a sua avó quer uma carne para fazer uma refeição especial e eu não cuidei disso como deveria, posso pedir para o lobo branco me emprestar a sua magia e consolar o lobo preto da sua avó, que estará zangada e faminta. O lobo branco sempre sabe o que dizer e me ajudará a ser mais sensível às necessidades dela”.“Veja, filho, se você compreender que existem duas grandes forças dentro de você e respeitar a ambas igualmente, as duas sairão ganhando e haverá paz. A paz, meu filho, é a missão dos cherokees – o propósito supremo da vida. Um homem que tem paz dentro de si tem tudo. Um homem dividido pela guerra em seu íntimo não tem nada. Você é um jovem que precisa escolher como vai lidar com as forças opostas que vivem no seu interior. A sua decisão determinará a qualidade do resto da sua vida. E quando um dos lobos precisar de atenção especial, o que acontecerá às vezes, você não terá do que se envergonhar; poderá simplesmente admitir isso para os anciãos e conseguirá a ajuda de que precisa. 


Quando isso for de conhecimento público, aqueles que já travaram essa mesma batalha podem oferecer-lhe a sua sabedoria”.Essa história simples e pungente explica como é a experiência humana. Cada um de nós está em meio a uma batalha contínua, em que as forças da luz e da escuridão competem pela nossa atenção e pela nossa submissão. Tanto a luz quanto a escuridão habitam dentro de nós ao mesmo tempo. Verdade seja dita: existe uma matilha inteira de lobos dentro de nós – o lobo amoroso, o lobo bondoso, o lobo esperto, o lobo sensível, o lobo forte, o lobo altruísta, o lobo generoso e o lobo criativo. Junto com esses aspectos positivos existem o lobo insatisfeito, o lobo ingrato, o lobo autoritário, o lobo desagradável, o lobo egoísta, o lobo indecente, o lobo mentiroso e o lobo destrutivo. Todo dia temos a oportunidade de reconhecer todos esses lobos, todas essas partes de nós mesmos, e escolher como iremos nos relacionar com cada um deles. Será que continuaremos condenando alguns e fingindo que eles não existem ou vamos tomar posse de toda a matilha?Por que sentimos a necessidade de negar a matilha de lobos que vive em nós? A resposta é fácil. Ou achamos que ela não existe ou que não deveria existir. Tememos que, se admitirmos todos os diferentes “eus” que ocupam espaço na nossa psique, de algum modo seremos rotulados de esquisitos, diferentes, prejudiciais ou psicologicamente fragmentados. Achamos que devemos ser pessoas boas e “normais”, dentro das quais só mora um único “eu”. Mas existem muitos “eus” e a recusa em entrar em acordo com eles é um grave erro – que nos levará a cometer atos estúpidos e temerários de auto-sabotagem.Eis o grande segredo: 
existem muitos “eus” contidos dentro do nosso “eu”, pois dentro de cada um de nós existem todas as qualidades possíveis. 

Não há nada que possamos ver e nada que possamos julgar que não exista dentro de nós. Todos somos luz e escuridão, santos e pecadores, pessoas adoráveis e abomináveis. Somos todos gentis e calorosos, mas também frios e cruéis.Dentro de você e dentro de mim existem todas as qualidades conhecidas pela espécie humana. Embora possamos não estar conscientes de todas as qualidades que possuímos, elas estão adormecidas dentro e nós e podem despertar a qualquer momento, em qualquer lugar. A compreensão disso nos permite entender por que todos nós, que somos “bons”, somos capazes de fazer coisas ruins e, mais importante, por que às vezes nos tornamos os nossos piores inimigos."

FONTE: Debbie Ford

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Somos lenda, somos BRUXAS!


Sou Lenda,
Porque as lendas são envoltas em Mistérios e Magias.
São uma criação dos caminhos da mente, da vaga
imaginação da liberação dos silêncios da alma...

Sou Lenda,
porque as lendas correm livres junto ao vento,
buscando as vozes da memória para que alcancem,
as histórias perdidas no tempo...

Sou Lenda,
pelo desejo incontido que há em mim, de tornar
possível o encontro entre a Lua e o Sol,
diminuindo o entrave da dor...

Então, sendo Lenda
posso cavalgar pelos sonhos, velejar pelos mares
da sua saudade, passear,solta, pelo seu pensamento...

Sendo Lenda,
posso brincar na sua alegria, ser parte da sua
emoção, e caminhar, tranqüila, pela sua ilusão...

Sendo Lenda,
posso escrever meu nome em sua vida, e me
instalar no aconchego do seu coração como uma
sensação chegando pelo perfume do ar...

Sendo Lenda
posso ser parte de você, sem você perceber...

Débora Bottcher

domingo, 18 de agosto de 2013

Mensagem de Lívia, última Sacerdotisa sagrada de Ártemis, Éfeso, 200 anos antes da Era Cristã:




"Amazonas dos tempos futuros, me escutem. Eu envio estas palavras aos ventos do tempo, pelo fogo do meu espírito e urgências do meu diamante que me dizem que minha última lua está sobre mim agora. Pelo final da minha vida, eu não sinto uma perda. O nascimento, a vida, a morte, são todos uma só coisa na sabedoria Dela. Mas a verdade de nossos ancestrais e os caminhos sagrados estão agora perdidos para aqueles que seguem. 

Em breve, não restará ninguém para lamentar.Ouçam minhas palavras, Irmãs! Eu sou Lívia, amante e seguidora de Ártemis. Eu falo para vocês como a Sagrada sacerdotisa de Ártemis. Ártemis é Aquela que nos ensina os sagrados caminhos das mulheres e da vida desde antes de existir a memória. Eu lhes envio a nossa história, silenciada com meu último suspiro... só para vocês que podem me ouvir agora. O pesar deste relato agora me traz aqui sozinha a esta floresta sagrada. Raiva e tristeza me trazem aos meus joelhos aqui no escuro, ao lado do rio... 

Deixem o poder do que lhes envio agora cercar de força e verdade seus corações, que batem do lado distante dos Tempos de Escuridão. Esta é a penosa mensagem, de como nossa história e nossa cultura foram roubadas de nós através da ganância, da corrupção e dos abusos de poder. A Deusa se move para nos chamar, pois apenas através de Sua sabedoria minhas palavras podem alcançar vocês. Ela me instrui através deste encantamento a enviar estas palavras pra atingir vocês, Amazonas, que renasceram ao final dos Tempos de Escuridão. 

Nós, que temos sido mantenedoras dos limiares antigos e profundos; limiares do nascimento e da morte em Seu nome, chamamos vocês. Quando vocês ouvirem minhas palavras, o templo haverá permanecido por muito tempo em Éfeso, imensidões de colunas de pedra, um poderoso tributo a Ártemis. Enquanto falo estas palavras, o templo está agora no planejamento. 

Porém, quando esta maravilha estiver completa, a sacerdotisa sagrada de Ártemis já terá ido embora. Ouçam-me! Assistam como o templo de pedra por si mesmo é um testemunho de nossa violação e de nossa perda! Os entalhes exteriores do templo não são de Ártemis e de suas amadas Amazonas, mas do herói masculino dos iônicos Androkles. Os entalhes não foram feitos por artesãs da Sacerdotisa, mas recortados por trabalhadores masculinos das pedreiras, trazidos de Roma. Dentro do templo, apesar do tabu da entrada dos homens que leva a uma punição de morte pela lei de Ártemis, estarão estátuas douradas do Imperador Romano e outros Romanos que através da riqueza compraram o direito ao sacerdócio. A ira ruge dentro de mim, mas a vingança não é para ser minha. Ela é a medida do julgamento e é quem estabelece os limites para todas as coisas, incluindo a duração de minha vida. 

As Amazonas há muito deixaram Éfeso e cavalgaram para o Norte, prestando atenção às terríveis visões de nossas irmãs sobre os tempos de escuridão que viriam. Profundamente lamentados foram os avisos sobre o nosso futuro. Mas quem pode dizer que compreende a sabedoria Dela? O bom e o mau são a mesma coisa para Ela, é apenas devido à nossa compreensão limitada que nós sofremos assim. Irmãs no futuro! Ouçam minhas palavras! Ouçam e pressintam com os vossos corações! No tempo certo, a Nação Amazona será relembrada. Procurem pelos caminhos Dela na floresta. Procurem por nós ali. Lembrem-se! Por Ártemis..."

FONTE: Amazonation


A criação....pela bruxaria....


Entre os Mundos
CRIAÇÃO
Solitária, majestosa, plena em si Mesma, a Deusa, Ela, cujo nome não pode ser dito, flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas. E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro, Ela viu com a sua luz o seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele. Ela induziu-o a se expandir devido ao seu poder e fez amor consigo mesma e chamou Ela de "Miria, a Magnjica

O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será, e com a canção surgiu o movimento, ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos. A Deusa encheu-se de amor, que crescia, e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres.

Mas, naquele grande movimento, Miria foi levada embora, e enquanto Ela saía da Deusa, tornava-se mais masculina. Primeiro, Ela tornou-se o Deus Azul, o bondoso e risonho deus do amor. Então, transformou-se no Verde, coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem. Por fim, tornou-se o Deus da Força, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho mas, no entanto, escuro como a morte. Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que ele a Ela circula eternamente, buscando retornar em amor.

Tudo começou em amor; tudo busca retornar em amor. O amor é a lei, mestre da sabedoria e o grande revelador dos mistérios.

"A idéia dos sioux sobre as criaturas vivas é a de que as árvores, o búfalo e os homens são espirais de energia temporária, padrões de turbulência... esse é um reconhecimento intuitivo e primitivo da energia como uma qualidade da matéria. Mas esse é um insight antigo, sabe-se extremamente antigo - provavelmente o insight de um xamã paleolítico. Essa percepção encontra-se registrada de várias maneiras no saber primitivo e arcaico. Diria que esta é, provavelmente, o insight fundamental da natureza das coisas, e que a nossa visão ocidental, recente e mais comum, sobre o universo como sendo constituído de coisas fixas está fora da direção principal, um afastamento da percepção humana fundamental."



Gary Snyder'
A mitologia e a cosmologia da Bruxaria estão enraizadas naquela "intuição de um xamã paleolítico": a de que todas as coisas são espirais de energia, vórtices de forças em movimento, correntes em um mar sempreem mutação. Subjacente à aparência de isolamento, de objetos fixos em um curso linear de tempo, a realidade é um campo de energias que se solidifica, temporariamente, em formas. Com o tempo, todas as coisas "fixas" se dissolvem, apenas para se fundirem novamente em novas formas, novos veículos.

Esta visão do universo como uma interação de forças em movimento - a qual, incidentalmente, corresponde, em um grau surpreendente, aos pontos de vista da física moderna - é o produto de um tipo muito especial de percepção. A consciência comum que desperta vê o mundo como sendo fixo; ela focaliza uma coisa de cada vez, isolando-a do entorno, um pouco como ver uma floresta escura com o auxílio de um estreito raio de luz que ilumina uma só folha ou uma pedra solitária. A consciência extraordinária, a outra modalidade de percepção, é ampla, holística e indiferenciada, enxerga padrões e relacionamentos no lugar de objetos fixos. É a modalidade da luz das estrelas: pálida e prateada, revelando o jogo de rumos entre laçados e a dança das sombras, sentindo caminhos como espaços no todo.

FONTE: Starhawk em A Dança Cósmica Das Feiticeiras.

sábado, 17 de agosto de 2013

Bríg e a Maldição dos Campos de Batalha


A Senhora do fogo, da cura e da poesia, celebrada no Festival de Imbolc, também, possui um lado sombrio... Sua força ancestral é tão forte quanto as demais Deusas soberanas da terra e da guerra.

Ao contrário do que muitos pensam Brighid também é uma Deusa guerreira, conhecida como "Bríg Ambue", a protetora soberana dos Fianna - exército de guerreiros criado para proteger os reis da Irlanda, formado por membros de diversas tribos, durante o Ciclo Feniano.

Brighid inspirou os bardos a compor e cantar maldições cantadas ou em forma de sátiras, chamadas de "Bríocht Cáinte", conforme a tradução do dicionário gaélico elaborado por Seán Ó Tuathail.

Bríocht: é um feitiço ou maldição utilizada, principalmente, para a proteção nos campos de batalha. Pode ser escrito "bricht" ou "breacht".

Cáinte: é uma sátira ou uma composição poética jocosa de intuito destrutivo.

Há vários mitos e lendas celtas que estão centrados na comunhão com os Deuses, através da inspiração poética tal como o "Awen" para os galeses e o "Imbas" para os irlandeses, um frenesi conhecido como "fogo na cabeça", promovido por estados alterados da consciência.

A "Bríocht Cáinte" é a forma mais temida de maldição de toda a Irlanda, inspirada pela Deusa Brighid. Estas maldições, normalmente, são acompanhadas pelo bodhrán (tambor irlandês) ou o bater de palmas, direcionadas para alguém que não agiu corretamente ou cumpriu os costumes relacionados com a honra e a verdade.

Bríg Cáinte

Em honra à Brighid, amada:

O meu forjar não é somente para moldar
Também não sou a mãe que apenas conforta
E a minha poesia não é só para elogiar

Para moldar o guerreiro...

Eu sou a chama da renovação
Eu sou o terror que ronda o opressor
Eu sou a água que purifica os campos
Eu sou o malho que golpeia a ilusão

Para inspirar a batalha...

Eu sou a fúria do fogo
Eu sou a tocha dos Fianna
Eu sou a raiva que exige justiça
Eu sou o veneno da sátira que rogo

Para calar o inimigo...

Eu sou o medo do traidor
Eu sou a força da espada
Eu sou o sangue que corre nas veias
Eu sou a morte do caluniador

Eu sou a Cáinte, que lança
Maldições e cantos aos adversários
Por Bríg Ambue, a portadora da esperança.

FONTE: Rowena A. Seneween

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