segunda-feira, 5 de agosto de 2013

TEMPLO KAILASHNATH: ENGENHO E ARTE NA PEDRA

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Templo Kailashnath (Wikicommons).
Colosso de Rhodes, grande pirâmide de Gizé, muralha da China, jardins suspensos da Babilônia - estas são das mais famosas maravilhas construídas pelo homem, mas há muitas outras que muitos de nós nem conhecemos. Por exemplo, o Templo Kailashnath, construído no século VIII para lembrar o Monte Kailash, considerado a residência de Shiva (deus Hindu) e situado no Estado de Maharashtra, oeste da Índia.

O templo surpreende por sua escavação vertical. É um monólito esculpido em uma única rocha e faz parte de um complexo de 34 mosteiros e templos, conhecido como "Grutas de Ellora", que se estende por mais de 2 km, na parede de um penhasco de basalto. Estima-se que cerca de 400 mil toneladas de material foram retirados para construir essa estrutura. Seus escultores começaram do topo da rocha original, escavando para baixo. Conhecido como a Caverna 16, o templo é uma obra de arte e uma esplêndida realização do estilo Dravidiano. Demorou cerca de 100 anos para ser finalizado.

Foi construído por Krishna I, comandante do Império Rashtrakuta, responsável também pela construção de mais 18 templos dedicados a Shiva. Sua base foi esculpida de forma a dar impressão de que os elefantes estão mantendo a estrutura no alto. Um exemplo maravilhoso de arquitetura que foi considerado um modelo para todos os templos no sul da Índia.


© Templo Kailashnath (Wikicommons).

O templo é adornado com as esculturas de Shiva e Parvati, além de várias pinturas nas paredes internas do santuário. Parvati é uma divindade idolatrada pelos hindus e conhecida como cônjuge de Shiva e mãe de Ganesh.

O festival de Shivaratri é realizada aqui uma vez por ano(geralmente em fevereiro ou março). É celebrado com grande devoção e fervor religioso pelos hindus em honra do Senhor Shiva. De acordo com uma das lendas mais populares, Shivaratri é o dia do casamento de Shiva e Parvati.

As cavernas Ellora estão na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO - afinal de contas, trata-se de uma incrível obra de engenharia, conhecimento e, ao mesmo tempo, fé de trabalhadores, criada há mais de 5 mil anos. O que a torna mais fascinante ainda.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Cavernas budistas que talvez inspiraram os arquitetos do Reino Pallava.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Entrada principal do templo.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Vista de uma das alcovas na entrada do templo.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Detalhes de um muro na parte externa.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Escada que leva ao andar superior.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Mais detalhes de um muro na parte externa.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — O grande Durbar.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — O que pode ser a representação de Parvati.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Parede ornamentada dentro das muitas salas.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Pequenos construídos a partir da mesma rocha no andar de cima da entrada principal.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Buda na sala de meditação, fascina os melhores engenheiros acústicos do mundo.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Representações de Shiva, Parvati e Lord Ganesha.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Shiva esculpida no mural. Forte influência budista no estilo.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Um retrato impressionante de Parvati no Templo Kailashnath.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Uma ante sala de descanso ligada a uma estrutura maior.


© Shabnam Sirur, Templo Kailashnath — Vista da sala de jantar que abrigava os monges.


fonte: margarete ms

sábado, 3 de agosto de 2013

STONEHENGE - CELEBRAÇÃO DO NASCIMENTO DO SOL

 Stonehenge - celebração do nascimento do sol
Fotografia de Matt Cardy

Todos os anos no Solstício do Verão Stonehenge é visitado por milhares de pessoas. Este ano falou-se em mais de 35000 aglomeradas em torno do famoso círculo de pedras, disputando literalmente um lugar ao sol. Têm razão para o fazer: o espectáculo do nascimento do astro-rei em perfeito alinhamento com os colossais megalitos no dia mais longo do ano é - diz quem já assistiu - místico e perturbante, mas invariavelmente belo. Os fãs do ocultismo e do paganismo sentem-se transportados com o apelo do momento, vestem-se com trajos rituais e simulam até as supostas práticas dos antigos druidas; celebram-se casamentos; toca-se nas pedras; tiram-se fotografias. Stonehenge é espectáculo para além do nascimento do Sol.

 Stonehenge - celebração do nascimento do sol

Durante muito tempo o monumento e o seu significado estiveram envoltos em mistério e deram origem a numerosas lendas. Uma teoria afirmava que tinha sido edificado por gigantes; outra pelos druidas celtas que o usavam para algum tipo de ritual religioso. No entanto a explicação era bem mais simples: Stonehenge era um colossal observatório astronómico destinado a registar com precisão certos acontecimentos importantes, como era o caso do Solstício do Verão. Não esqueçamos que foi edificado em pleno apogeu das civilizações agrícolas, para quem este tipo de informação era vital para as sementeiras e colheitas, ou seja, para a sobrevivência.


Fotografia de Matt Cardy

Mas este ano, como em muitos outros, a multidão expectante teve uma desilusão. O Sol nasceu pontualmente às 4h58 da madrugada (hora local) mas ninguém o viu, escondido que estava sob um espesso manto de nuvens. São as vicissitudes do clima inglês.


Fotografia de Matt Cardy


Fotografia de Matt Cardy


Fotografia de Matt Cardy


Fotografia de Akira Suemori


Fotografia de Akira Suemori


Fotografia de Akira Suemori


FONTE: obviousmag

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