quinta-feira, 18 de julho de 2013

A Lua e seus símbolos


“ Para o astrólogo, a Lua fala, no interior da constelação de nascimento do indivíduo, da parte animal, representada nessa região em que domina a vida infantil, arcaica, vegetativa, artística e anímica da psique.

A zona lunar da personalidade é esta zona noturna, inconsciente, crepuscular de nossos tropismos, de nossos impulsos instintivos.
É a parte do primitivo que dormita em nós, vivaz ainda no sono, nos sonhos, nas fantasias, na imaginação, e que modela a nossa sensibilidade profunda.

É a sensibilidade do ser íntimo entregue ao encantamento silencioso de seu jardim secreto, impalpável canção da alma, refugiado no paraíso de sua infância, voltado sobre si mesmo, encolhido num sono da vida, - senão entregue à embriaguez do instinto, abandonado ao transe de um arrepio total que arrebata sua alma caprichosa, vagabunda, boêmia, fantasiosa, quimérica, ao sabor da aventura".

Chevalier e Gheerbrant, Dicionário de Símbolos
José Olímpio Editora, RJ.

Adentrando a dimensão simbólica da Lua em civilizações remotas e em inúmeras culturas, podemos dizer que ela foi adorada e cultuada de diferentes formas, sempre evocando o princípio materno e feminino, imagem do arquétipo da Grande Mãe. Entendemos que a crença de que há uma conexão bastante peculiar entre a mulher e a Lua tem sido universalmente mantida, ou, dito de outro modo, essa foi uma experiência humana arquetípica, projetada na Lua física do céu.
Em termos mitológicos, a Lua é a representação da Grande Deusa ou Grande Mãe, patrona da fertilidade, concepção e crescimento, tanto na vida vegetal, quanto animal ou humana. Como Ártemis da antiga Grécia, ou Ísis do antigo Egito, ou Shakti da cosmologia hindu, deusas mães ou divindades lunares regiam, além do ciclo anual da vegetação, o ciclo humano do nascimento, da vida e da morte.

Diz Jung sobre o arquétipo materno:

"Como todo arquétipo, o materno também possui uma variedade incalculável de aspectos. Menciono apenas alguns (..) a própria mãe, avó (...), a deusa, a Mãe de Deus, a Virgem, (...) a Igreja, a Universidade (...), o Céu, a terra, a floresta, o mar, as águas quietas, o subterrâneo, a Lua. No sentido mais restrito, o lugar do nascimento, a concepção, o jardim, a gruta, a fonte, o poço"

Um fator relevante no que diz respeito a essa simbologia lunar é a compreensão deste arquétipo ou divindade com duas faces distintas. Além de mães provedoras, tinham também seu lado sombrio, pois, com seu poder, as colheitas poderiam secar ou as tempestades poderiam causar inundações e morte.

Esta relação pode ser compreendida a partir das variações do ciclo da lua no céu, ora crescendo, ora minguando. A Lua nova era comumente relacionada à magia, encantamentos e à deusa grega Hécate. A Lua crescente em sua forma aberta representa a delicadeza virginal, a promessa do vir a ser, era relacionada à Perséfone, raptda por Hades.A Lua cheia, tem a aparência de gravidez, redonda e madura é o poder máximo da Lua, relacionada à deusa da fertilidade Deméter, mãe de todos os seres vivos .

Esta relação misteriosa com o feminino também está presente nos contos folclóricos, dos lobos e vampiros metamorfoseados na lua cheia, na relação com a loucura, com rituais mágicos, na feitiçaria – todas essas fantasias e mitos relacionam-se ao mundo lunar, o mundo noturno e obscuro das emoções humanas, sejam elas o amor, a loucura ou a magia.
No xamanismo, animais noturnos são também a representação deste poder feminino lunar, tais como o lobo, o urso, a coruja, o puma.

FONTE: Tereza Kawall

A GRANDE MÃE - COMPARTILHANDO


"Sou a Grande Mãe, cultuada por toda a criação, e existo antes de sua consciência.
Eu sou a força primordial feminina, ilimitada e eterna.
Eu sou a Deusa pura da Lua, a senhora de toda a magia.

Os ventos e as folhas que se deslocam cantam o meu nome.
Eu uso a lua crescente na testa, e meu apoio para os pés é o céu estrelado.
Eu sou os mistérios ainda não resolvidos, um caminho para reincidir.
Eu sou um campo intocado pelo arado.
Alegro os jovens pela minha existência.

Eu sou a Mãe Santíssima, a graciosa Senhora da colheita.
Eu estou vestida da maior pureza, nas frias profundezas da Terra e nos campos de ouro cheios de grãos.
Sob meu comando são regidas as marés da Terra, todas as coisas amadurecem de acordo com a minha temporada.

Sou o refúgio e a cura.
Eu sou a Mãe que dá vida, maravilhosamente fértil.
Adora-me como o Velho, o portador do ciclo da morte e renascimento.
Sou a roda das estações, a sombra da lua.

Governo as marés das mulheres e dos homens e dou alívio e renovação às almas cansadas.
Embora a escuridão da morte é o meu domínio, a alegria do nascimento é o meu presente.
Eu sou a Deusa da Lua, da Terra, dos mares.

Meu nome e meus pontos fortes são múltiplos.
Eu derramo paz, magia, poder e sabedoria.
Eu sou a eterna Donzela, a Mãe de tudo, e a Anciã das trevas, e eu vos envio bênçãos de amor sem limites.
Eu sou a Deusa!"


FONTE: Magia Zen

terça-feira, 16 de julho de 2013

Mensagem do Pai SOL


Eu Sou seu Pai Sol.
Eu envio-lhe Bençãos hoje.
Quando você se purifica, eu re-estruturo sua Memória Cósmica.
Eu lhe ofereço o Fogo da Vida verdadeira, em um piscar de olhos, neste momentos conhecidos como eclipses.
Preparem-se para cada eclipse.
Saiba que eu rasgarei seu velho eu e te darei um novo eu.
À partir deste momento, você precisa se preparar para os tempos de Iniciações Espirituais fortes. Todas as pessoas do sistema solar, sentirão as mundanças na Mãe Terra em um piscar de olhos.
Compreenda que a Luz que vem à Terra terá maior intensidade e será de um propósito maior cada vez mais.
Preparem-se, meus filhos da Mãe Terra. Saibam que a sua Mãe é uma Grande Mãe . Ela é a jóia do Cosmos.
Você é abençoado por estar aqui.
Você trabalhou muitos eons ( acúmulo de tempo além da nossa compreensão ) para ter o direito de colocar um dedo sobre a Terra.
Organizem-se, meus Filhos.
Honrem todos os Filhos da Mãe Terra, porque eles são muitos, eles são fortes. Eles são seus professores, alunos, irmãos e irmãs.


Fonte: Livro do Xamanismo

domingo, 14 de julho de 2013

OS FILHOS E FILHAS DA TERRA


A Mãe está na Terra, Ela é a Terra, ela é cada árvore e cada pássaro e cada formiga...Ela é cada grão de areia, cada lágrima...Ela é cada mulher que se olha nos olhos e firme sabe que a Mãe é a Vida e a Morte e não tem que buscar mais do que a si mesma e ser-lhe fiel por dentro e por fora...E que quando isso acontecer, naturalmente a Paz virá e a Harmonia e o Seu Coração Supremo reinará sobre o medo e os abismos...e uma Nova Terra nascerá... Rosa Leonor.


Cada ser humano que caminha pela face da Mãe Terra tem um próprio caminho sagrado a percorrer através de sua vida. Esse caminho é criado pelo entrelaçamento dos muitos fios tangíveis e intangíveis que conectam todas as nossas emoções, sonhos, pensamentos e experiências. 

Sim somos bruxas (os) filhos (as) da lua com a terra, cozinhamos em caldeirão no qual todos os opostos crescem para se conhecer de verdade, pois ser Bruxa (o) equivale a confessar-se como habitante do mundo encantado e mágico do universo. O passado torna-se real e não um mero relato dos livros de história e dos autos religiosos. Tornamos-nos uno. Partícula infinitamente pequena na grande engrenagem de um todo. Sentimos-nos impulsores do sistema e assim, o verdadeiro sentido de responsabilidade e comprometimento passa a ser inerente ao nosso ser e a escrever a nossa história.



Bruxas (o) são plenas em si mesmas e, portanto, não deixam na mão de outros o seu poder.

Somos filhos e filhas que rompem os preconceitos, Quebra os lacres do desconhecido, de muitas almas de olhos vendados...
Para o conhecimento e autoconhecimento de nossas próprias existências.

Nossa fé é maior e mais antiga do que nós porque vai além e por dentro de todas as nossas existências. Estamos conscientes de que o terceiro milênio precisa de nós; assim, estamos prontas para servir e ajudar a Deusa, o Deus, a Natureza, a Humanidade.


Somos filhos e filhas da terra, pois tal como ela ainda lutamos pelo direito de ser o que somos pelo direito de sermos livres de maldades e preconceitos. Como um dia foi escrito por alguém “Sábio, é o guerreiro que sabe o momento de retirar-se da batalha, para se refazer e voltar a lutar mais tarde”.


Esse fio invisível da força vital desabrocha no momento do nascimento e nos conduz através das voltas e reviravoltas do crescimento e do aprendizado. Nossas vidas trocarão de direção muitas vezes à medida que as experiências obrigam-nos a crescer. Cada decisão que tomamos e cada mudança que ocorre em nossas percepções podem alterar o curso de nosso caminho pela vida e trazer-nos novas experiências ou expandir nossos horizontes. 

Cada vez que alteramos nossas prioridades, alteramos também o nosso caminho. Cada vez que nos permitimos usar a imaginação, alteramos nossa visão da realidade. Cada vez que decidimos mudar de direção, desenhamos e redesenhamos nosso estilo de vida, nossos hábitos, prioridades, necessidades pessoais e objetivos.

Somo filhos e filhas da Terra, somos Bruxas e Bruxos, somos capazes de deixar a intuição nos guiar, sempre em comunhão com a natureza, e que não temos medo de enfrentar os obstáculos da vida. Fazemos da nossa vida uma busca pelo conhecimento, vivemos o Amor de todas as formas, pois não temos medo da dor, fazemos da Alegria de cada momento a intensidade de toda uma vida. Através do Prazer, a Bruxa (o) descobre a sabedoria do mundo.


Parece até natural sermos verdadeiras "ilhas vivas", que espelham por todos os lados a si próprios. É o gérmen embrionário da Deusa em nós. “NÓS SOMOS AQUELES QUE SOMOS". Somos essência imanente da Mãe antiga.

A Bruxa (o) é como uma semente, que oculta latente em si toda a força, beleza, estatura que deverá alcançar quando liberta dos invólucros que a aprisionam: preconceitos, egoísmo, medos, sentimentos negativos e falta de conhecimento da Deusa.

A nossa trilha na história é tão presente e dinâmica, quanto à própria história humana.
E hoje, a nossa religião, a Bruxaria Tradicional, constitui a trajetória da nossa espécie sobre todos os momentos nas diversas civilizações da humanidade.

Como escreveu Aristófanes "A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa
... mas a estupidez dura para sempre.” 

sábado, 13 de julho de 2013

O CULTO DAS ÁRVORES - COMPARTILHANDO



Na historia religiosa da Europa antiga o respeito e as reverências das árvores desfrutavam de uma relevância especial. As vastas e espessas florestas européias inspiravam temor e respeito e por isso foram escolhidas como locais adequados para cerimônias e rituais. O silêncio, a semi-obscuridade, o jogo de luzes e sombras, os sons misteriosos criados pelo vento ou os movimentos dos animais criavam o cenário perfeito para o intercâmbio entre os homens, os espíritos da Natureza e as divindades.

Os bosques tornaram-se os mais antigos santuários (temenos, em grego) da humanidade, considerados sítios sagrados e invioláveis. Havia punições severas para aqueles que ousassem machucar ou derrubar uma árvore. Quando era absolutamente necessário cortar uma árvore (para construir moradias ou fortificações) eram feitas previamente oferendas para o espírito da Natureza que morava no seu tronco, explicando-lhe a finalidade e pedindo que se mudasse para outro lugar.

Os povos antigos acreditavam que as árvores eram seres vivos e que cada uma tinha um espírito protetor, que diferia de uma espécie para outra. Em alguns países atribuía-se às árvores mais velhas o lugar de refúgio das almas dos anciãos, cujas vozes se faziam ouvir no farfalhar das folhas para aconselhar seus descendentes.

A árvore não somente era considerado um ser vivo, mas era a própria manifestação do Eixo Cósmico que ligava o céu a Terra e que proporcionava o intercâmbio entre os mundos. Nos mitos de várias culturas mencionava-se a Árvore da Vida ou do Conhecimento, cujas raízes penetravam no mundo subterrâneo (morada dos espíritos ancestrais e dos animais de poder), o seu tronco atravessando o mundo dos homens e seus galhos se erguendo para captar as energias do céu e das estrelas. Na tradição xamânica, o xamã se desloca ao longo da Árvore Cósmica buscando as informações e energias necessárias para curar ou aconselhar seus semelhantes no mundo superior, mediano ou inferior.

A transição dos cultos animistas (que veneravam todas as manifestações da Natureza considerando-as imbuídas de energia vital) para as religiões politeístas, trouxe modificações na conceituação das árvores, vistas agora como simples habitat – de maior ou menor duração – dos espíritos da Natureza. Esses espíritos podiam se afastar das suas moradas e ao materializar sua energia espiritual assumiam feições humanas (masculinas ou femininas).

A mitologia grega descreve as diferentes classes dessas divindades menores, protetoras das florestas, campos, vales, rios ou lagos, associando-as com diversos mitos e lendas.
Os espíritos da Natureza com formas femininas foram denominados genericamente de Ninfas. Na verdade existiam subdivisões de acordo com o seu habitat ou suas funções. Podemos enumerar: Dríades (protetoras das florestas de carvalhos), Hamadríades (que ficavam ligadas às árvores até suas destruição), Melíades (guardiãs dos freixos e das crianças abandonadas ou perdidas nas florestas), Oréades (cuja morada era nas montanhas), Napéias (moradoras dos vales e dos campos), Naiades (regentes das fontes e dos rios, muito honradas e veneradas), Nereides (ninfas do mar, aparecendo ora como sereias, ora como mulheres cavalgando cavalos marinhos).

Nos países nórdicos conheciam-se as Ninfas dos freixos, dos teixos, das bétulas, das faias, das macieiras, as Mulheres e Avós das Árvores, as Damas Verdes, as Mães das Florestas, as Nixies e Selkies aquáticas, as Pixies aladas e muitas outras. Os celtas tinham uma grande diversidade de nomes e caracterizações, sendo mencionadas nas inúmeras lendas seres benévolos que apareciam como encantadoras jovens dançando e cantando ou pelo contrário, como entidades malévolas, velhas e peludas, com muitas raízes, corpo coberto de musgo e se comportando de maneira hostil ou ameaçadora. Foram estas representações das Ninfas celtas e escandinavas que persistiram no folclore e nas lendas, como diáfanas fadas ou as bruxas malvadas.

Com o advento das religiões patriarcais, o culto centrado nas divindades femininas – sejam Deusas, sejam espíritos da Natureza – foi diminuído até ser totalmente proibido. Somente nas regiões menos civilizadas e nas tradições nativas foi preservada a maneira respeitosa de tratar as árvores. No início, os templos eram construídos ao ar livre, com suas colunas, abóbadas e a atmosfera sombria e silenciosa. Aos poucos somente as árvores cercando as igrejas e os cemitérios lembravam a antiga conexão e o hábito ancestral de plantar árvores nos nascimentos e nas mortes dos seres humanos. No entanto, a árvore deixou de ser vista como um ser vivo, muito menos como sagrada, usada somente para fins econômicos ou comerciais, sem levar em consideração o equilíbrio ecológico ou energético.

Por mais que tenhamos nos distanciado, no tempo e no espaço, do berço e dos valores dessas antigas tradições, a situação atual das florestas no mundo todo nos incentiva a resgatarmos o antigo respeito pela preservação das árvores e dos seres espirituais a elas ligadas. Mesmo que atualmente apenas as pessoas sensitivas percebam a presença dos espíritos da Natureza, o reino deles continua existindo ao nosso lado. São eles os guardiões e os protetores do reino vegetal que zelam pelo seu habitat e se empenham no crescimento e multiplicação dos seus protegidos. Porém, eles são impotentes frente às moto serras e às queimadas e por isso se afastam cada vez mais da destruidora presença humana.

Compete às pessoas sensíveis e conscientes tomarem medidas preventivas e ativas para impedir que o nosso planeta se torne uma floresta de concreto, sem seres e energias naturais, povoado por seres robotizados.

FONTE: autoria desconhecida

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS - COMPARTILHANDO


“Contei meus anos e descobri que terei (quase) menos tempo para viver
daqui para a frente do que já vivi até agora.

Terei muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras, ele comeu displicente mas, percebendo que faltam poucas,
rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles
admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos
inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso
cargo de secretário-geral do coral.

'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito
humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos,
não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!”




AUTOR: Mário de AndradeDe: Labirinto místico

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