sábado, 13 de julho de 2013

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS - COMPARTILHANDO


“Contei meus anos e descobri que terei (quase) menos tempo para viver
daqui para a frente do que já vivi até agora.

Terei muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras, ele comeu displicente mas, percebendo que faltam poucas,
rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles
admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos
inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso
cargo de secretário-geral do coral.

'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito
humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos,
não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!”




AUTOR: Mário de AndradeDe: Labirinto místico

segunda-feira, 8 de julho de 2013

As Bruxas - Documentário Completo (Dublado)

Uma Bruxa é assim : estranha gente.


É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre, simplória. É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do ocaso. Tem os dois pés no chão da realidade. 

É gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago. É gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais. Admira paisagens. Poeira traz lembranças de chão curtido de sonhos passados. Escuta o som dos ventos. 

Dança a dança do mundo pelo simples prazer de dançar. É gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si. Emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser! É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam. 

Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.É gente muito estranha as Bruxas. Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos. Gente que fala com plantas e bichos. Dança na chuva e alegra-se com o sol. Cultuam a Lua como Deusa e lhe faz celebrações... Eh!!Gente muito estranha essas Bruxas. Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia. Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam em uma harmoniosa cadência natural. Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos. 

Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão. Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independente das agruras do caminho. Essa gente, vê o passado como referencial , o presente como luz e o futuro como meta. São estanhas as Bruxas! Acreditam no poder do feminino, estão sempre fazendo da maternidade a sua maior magia e através da incessante luta pela paz chegam a divindade de existir pelo amor da Grande Mãe, a natureza.

Da mesma forma que produzem um belíssimo visual, de elegância refinada com as raias da vaidade, se vestem como verdadeiras Bruxas medievais a caminho do patíbulo. Iluminam de beleza e jovialidade o corpo físico com habilidade mágica e com facilidade transforma-se, permitindo-se um sóbrio aspecto de velha senhora, a depender da lua nos seus espirítos.. Cultuam as sagradas tradições como forma de perpetuar as leis que regem o universo, passam de geração para geração a fonte renovadora da sabedoria milenar. São fortes e valente, ao mesmo tempo humildes e serenas. 

São leoas e gatinhas, são muito estranhas as Bruxas. Com a mesma habilidade que manuseiam livros codificados, o fazem com panelas e vassouras... São aventureiras e criam raízes, dançam rock, valsa e polka, danças sagradas , e inventam o que precisa ser inventado. Criam e recriam. Contam contos e histórias de fadas , e carochinhas, contam suas próprias histórias... Falam de generosidade e de todas as daides em exercício constante, buscam a plenitude como propósito...Interessante essa gente, essas Bruxas. Se obrigam tarefas, de evoluir, de amar e dividir... falam de desapego em plena metrópole , em meio as tecnólogias.

 Cantam mantras e Músicas populares, mas se emocionam com as folclóricas. Mexem com ervas e chás, são primitivas e avançadas. Pulam da mesa do rei para um abrigo montanhês com o mesmo sorriso enigmático de prazer e sabedoria que iluminava a face das suas ancestrais. Degustam um pão artezanal, receita medieval da velha senhora das montanhas com a mesma gula que o fazem em um banquete cinco estrelas, com pães ultra sofisticados daquela celebridade da cozinha francesa. Amam em esteiras e em grandes suites, desde que estejam felizes, pois ser feliz é sempre a única condição dessa gente estranha. É gente que compra briga pela criança abandonada, pelo velho carente pelo homem miserável, pela falta de respeito humano... é gente que fica horas olhando as estrelas, tentando decifrar seus mistérios, e sempre conseguem. 

Gente que lê em fundos de xícaras, em bolas de cristal, tarot, com pedras, na areia, nas nuvens, no fogo, no copo d’água... são muito estranhas! Oram para elementais, anjos e gnomos. Falam com intimidade com os Deuses e lhes chamam para um círculo, fazem fogueiras e dançam em volta... Viajam de avião, a pé, de carro e em lombos de animais, agradecendo pelas oportunidades que a vida lhes dá... aliais, essa gente estranha agradece por tudo, até pela dor, que chamam de mãe, pois acreditam que é a forma mais rápida para a evolução...Se reúnem em escolas iniciáticas que chamam de coven, para mutualmente se bastarem, se protegerem se resguardarem, resgatar valores, estudar, muito estranhas são as Bruxas. Mas estranha mesmo é a fé que as mantém vivificadas ao longo de cinco mil anos. Que seja abençoada toda essa gente estranha...e desconfio que é deste tipo de gente que a DEUSA precisa para o terceiro milênio...


FONTE: Graça Lúcia Azevedo

A MAGIA DE UM SONHO


A Magia de um Sonho Na doce magia do sonho tenho asas de águia, olhos de lince, alma e coração de um lobo. A águia que vive em mim está sempre voando em direção ao infinito. O que vejo através dos meus olhos de lince me faz enternecer diante da força e da doçura do coração do lobo que vibra intensamente dentro de mim.

 A bela e a fera se encontram, se misturam e se fundem. Ao som de harpas e flautas elas se entrelaçam em um bailado suave e multicolorido. Enquanto sonho, a magia continua o mistério que existe em mim, com segredo de todas as coisas.Através de nuvens cor de rosa que se contrastam com o lindo azul do céu, a águia continua o seu vôo, me mostrando através dos olhos do lince as paisagens deslumbrantes que os meus olhos comuns jamais poderiam ver. Eu me envolvo, me deixo enternecer e me levar por esse momento de encanto, de ternura e de magia. 

A criança que existe dentro de mim clama por socorro, por liberdade. Eu a liberto e deixo que ela se manifeste, com toda sua espontaneidade e em toda a sua plenitude. E nesse momento tão especial, tão único e tão meu é que assimilo... ...A LIÇÃO DA ÁGUIA:"Você tem asas e pode voar"; ...A LIÇÃO DO LINCE:"Seus olhos podem ver muito além daquilo que você teimosamente insiste em enxergar.

Procure ver mais com os olhos da sua alma"; ...A LIÇÃO DO LOBO:"Você detém toda a força que precisa. Pode e deve usá-la com sabedoria nas situações de impasse, mas o segredo da sua vitória está em jamais deixar que essa força sobrepuje a sua humildade e a doçura do seu coração". É aí então que o meu sonho se funde com a minha realidade, onde apenas uma única coisa importa, "a manifestação perfeita do Amor" em todos os seus aspectos e em toda a sua plenitude. Nesse instante então, descubro que tudo isso é tão e simplesmente a verdade que existe dentro de mim e não apenas um sonho!

FONTE: SABEDORIAS DE VIVIANE

domingo, 7 de julho de 2013

Festa Junina nasceu como celebração pagã na Idade Média


A Festa Junina é hoje uma das mais típicas manifestações culturais do Brasil. E assim como o próprio povo brasileiro, ela nasceu da mistura entre índios, negros e europeus. A tradição começou no Velho Continente, ainda na Idade Média, com a celebração pagã do solstício de verão no hemisfério norte, quando as pessoas se reuniam para pedir por fartura nas colheitas.

Com o passar dos séculos, o cristianismo ganhou espaço na Europa e o evento passou a ganhar contornos religiosos, tornando-se uma homenagem ao nascimento de São João Batista, no dia 24 de junho. A fogueira, um dos símbolos do evento, faz referência às chamas acesas no alto de um morro para anunciar o nascimento de São João. Na sequência, também entraram para o calendário tributos a Santo Antônio, em 13 de junho, e São Pedro, no dia 29.

Esta tradição desembarcou no Brasil junto com os portugueses. Mas ao contrário do que ocorre no hemisfério norte, aqui ela passou a marcar o solstício de inverno, ou seja, a noite mais longa do ano. Além disso, ela ganhou influência de negros e índios, tanto nas simpatias casamenteiras associadas a Santo Antônio, quanto na culinária, com a criação de pratos que levavam milho, por exemplo, como a canjica.

Foram os padres jesuítas os responsáveis por levar as Festas Juninas para o Nordeste do país. Por se tratar de uma região seca, os nordestinos aproveitam a ocasião para agradecer pelas raras chuvas locais. Lá também nasceram algumas expressões culturais que hoje caracterizam a data, como o forró, um dos principais ritmos juninos, e a quadrilha, que acompanha a celebração do casamento matuto.

E são do Nordeste também os dois maiores festejos de São João do Brasil e do mundo, realizados em Caruaru (PE) e Campina Grande (PB). As duas cidades disputam ano a ano para ver qual delas organiza o evento que atrai mais pessoas, contribuindo para enriquecer ainda mais esta tradição brasileira.

FONTE: PORTAL TERRA

Ser ou não Ser: Eis a questão.


“A sabedoria tende a provocar discórdia, já a ignorância é quase sempre unânime..."
(Max Gehringer)



A Religião Antiga segue o fluxo da natureza honrando em suas liturgias os movimentos da Terra como sagrados, através de datas ancestrais estabelecidas como sabats A Origem destas datas festivas surgem de antigos rituais.

Um Bruxo uma Bruxa compreende que não está sozinho no mundo, que as coisas não estão aqui para servir a humanidade, mas para que possamos em harmonia viver juntos, animais, plantas e elementos, é reconhecer que todos tem direito ao acesso a comida, água, ar limpo, é lutar por isso, pois somos sagrados como tudo o é! Ser bruxo ou ser bruxa é reconhecer o divino no próximo, é celebrar a vida e as oportunidades, é ser um eterno aprendiz.



Ao honrar a palavra Bruxo ou Bruxa, honramos nossos ancestrais, curandeiros, parteiras, mestres e todos os que morreram nas fogueiras políticas da inquisição, sendo eles bruxos ou não.

Conhecer a ti mesmo é o primeiro desafio para obter consciência de si mesmo e do que é capaz.
Não se pode dizer que conhece tudo o que está ao redor se não conhece a si mesmo.
Somente conhecendo sua divindade e seu demônio saberá o que é capaz de fazer.

Engana-se aquele que acha que tudo é simples.
Na realidade a simplicidade das coisas está na complexidade do que é.
Somente com predisposição de aprender e humildade poderá, então seguir adiante caminhando pelos caminhos da Sabedoria dos Antigos Bruxos e Bruxas, Sacerdotisas e Guardiões. 



O Pensamento da Bruxa (o) alinha-se com a idéia de que somos seres naturais por tanto sofremos as mesmas transformações que acontecem ao nosso redor, pois observando a vida natural externa começamos a compreender mais profundamente os processos da natureza interna, assim como a Terra floresce e definha nossa alma segue seus passos no eterno ciclo de vida-morte-vida, seja na Noite escura da Alma ou no desabrochar da vitalidade.

Assim como a cada dia a Mãe Noite dá a luz ao Deus Sol ao amanhecer e o engole ao anoitecer, a Grande Mãe dá a Luz ao Deus da natureza que traz a primavera com seu sorriso de criança, mostra a sua grandeza num farto verão e sua sabedoria nas folhas do outono. Para novamente se recolher ao silêncio do ventre de sua amada e da escuridão da própria morte resgatar sua pureza e seu poder criador.
Somos nós que estamos voltando à Deusa, pois Ela sempre esteve ao nosso lado, apenas oculta na bruma do esquecimento e velada pela nossa falta de compreensão e conexão com seu eterno amor e poder.


As Bruxas e Bruxos são seres que contam o tempo de uma forma diferente, sem desespero sabem esperar a hora certa.

Escutam o soprar do vento ao dar-lhes o recado do mais profundo da terra, sentem as energias e vibrações das pedras e trabalham com elas, unem-se ao fogo da purificação para buscar se aprimorar, nas águas encontram refúgio para trabalhos mais profundos e no éter deleitam-se encontrando a unificação do Deus Pai e da Deusa Mãe em um só ser…

Que eu, como sacerdotisa da Grande Mãe, jamais esqueça o meu caminho, e quando isto me ocorrer, que eu sempre me religue ao poder da Terra Mãe e à força da Senhora da Natureza.

Por tudo isto eu não tenho dúvida de SER OU NÃO SER, POIS EU SOU BRUXA, não existe a QUESTÃO.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Tecemos a nossa Essência


Tecer o dia que nasce;
Uma tarde que se transforma;
Uma noite que se prepara e chega...
Lua que pode mudar e dar formas.
Tecemos a nossa linha de equilíbrio 
E saudamos a sabedoria dos nossos ancestrais.
Tecer o que foi perdido e agora mais do que nunca encontrado.
Tecemos a jornada da alma 
Para nos sentirmos eternamente plenos.
Tecer... Tecemos e continuaremos a tecer...
As buscas em movimentos, 
Assim como as nossas formas...
Hoje sou uma lebre,
Amanhã um lobo, aranha por uma vida inteira.
Corujas sábias...
A Donzela que está em meu coração,
A Mãe que em meu ventre encontro,
Anciã na mente e na sabedoria.
Procuramos a força da água em nosso corpo
Que encontramos em nosso sangue e saliva;
O fogo, o calor do nosso corpo, 
Assim quando juntamos as nossas mãos e as aquecemos;
A terra, nosso corpo físico, abraçar as árvores, 
Sentir a terra sob os nossos pés;
Ar, nossa respiração, o sopro da inspiração.
Tecemos o nosso dia, a nossa vida, buscamos a totalidade...
Assim dançamos com a nossa vida, com os sentires, com a nossa inspiração.
Dançamos como mulheres Aranhas...
Com os fios que tecem...
Com a energia em movimento...
Com os nossos ciclos...
Tecer cada dia um novo fio...
As descobertas que brilham em nossa alma e se transformam em essência.
Então, vamos dançar cada fio que tecemos!?

(Alëssah Celtic)

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