terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Tithânia


Eu sempre serei aquele que é sustentado
Por seu poder de liberdade, és ar,
Eu sou fogo que queima
Sou a chama que não deve ser apagada,
E mesmo no mais rigoroso inverno 
Lutarei para resistir a investida da nevasca
Somente para manter o calor da vida em teu ser
Mas como diz a palavra trazida por Aisling, 
A Deusa Celta da Esperança e das Fadas
Navegarei de volta ao meu ponto de origem 
Eis que um guardião não morre, apenas adormece
Sou aquele que com humildade e amor 
Caminha sobre a humanidade moderna
Sou filho do grande Deus bom Dagdha
Escolhido pela esmeralda verde, Dannu,
Minha Mãe e Senhora do portal Verde
Afilhado de Gwyn Ap Nudd e Ainennh
Sou aquele que guarda as portas
De Glastonbury, Annwn,
Ou das ilhas mágicas flutuantes
Sou remanescente de um tempo que não existe
Tal qual os homens atuais imaginam
Sou aquele que está no orvalho
Na grama verde com seus pequeninos
Habitantes tais quais faíscas verdes de esperança
Nasci e fui consagrado diante do grande espírito 
Do carvalho, consagrado um dragão verde
Um druida, um bardo mais que isso
Sou um filho dos sonhos que continua e 
Continuará lutando pela honra, justiça
E real igualdade entre homens e mulheres
Pois o sagrado do Deus e da Deusa 
Devem estar unidos na Sagrada Sincronia 
Eis que dois mundos se tocaram, e sempre vão se tocar
E onde houver um circulo, um esbhá ou um sabatt
Ou mesmo um distante clamor a Deusa e ao Deus,
Preenchido dos valores do código,
Eu, Norhuyas Abramesth Smaragdus,
Aquele que tem mil formas como o Deus,
Aquele que vai a todos os lugares e está com todos
Serei o elemento a zelar 
No éter, no ar, no fogo, na água e na terra
Pois Eu Sou Guardião dos sonhos, príncipe desse lugar
Onde o coração de criança acessa com tanta facilidade,
Quando sentir que os sonhos estão sendo sufocados
Pela dura realidade, não esmoreça, pegue seu athame,
Sua varinha encantada, pelos elementais,
Abra o circulo e grite bem alto
Eu nunca deixarei de sonhar.

FONTE: GOOGLE

domingo, 13 de janeiro de 2013

VALORES MATRIFOCAIS


“Somos parte da Terra e Ela é parte de nós. A Terra não pertence ao homem, o homem é que pertence a Terra. Todas as coisas são interligadas, assim como o sangue nos une a todos. O homem não teceu a teia da vida, é apenas um de seus fios. O que quer que ele faça à teia, fará a si mesmo.”


A Fonte Criadora nas culturas matrifocais era a Grande Mãe primordial, chamada por inúmeros nomes e venerada pela multiplicidade dos seus aspectos e atributos como a Mãe Terra, a Senhora dos animais, vegetais e frutos, a Mãe das montanhas, dos rios e da chuva, das pedras, das colheitas, do Sol, da Lua e das estrelas, da noite e do dia, das nuvens, dos raios e dos ventos

A sociedade Celta era Matrifocal, isto é, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha. Homens e mulheres tinham os mesmo direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira, participando das lutas ao lado dos homens. O culto da Grande Mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas, até a chegada dos romanos, que praticamente dizimaram as tribos Celtas.

Porém, em muitos lugares, a religião da Grande Mãe continuou a ser praticada, pois havia certa tolerância por parte dos romanos, chegando certos ramos da Religião Antiga a incorporar elementos do Panteão Greco-Romano, especialmente na Bruxaria Italiana.

Podemos perceber em todas as lendas pagãs, bem como nos contos de fada, a presença poderosa do arquétipo da Deusa Anciã, Senhora dos ciclos, transições e transmutações, cujos significados e atributos não eram ignorados ou distorcidos, mas conhecidos e reverenciados com sabedoria e aceitação das leis inexoráveis da vida e da morte, seguidas de renovação e renascimento. Cabe a nós, Bruxas e Bruxos seguidoras da Tradição da Deusa, honrar e compreender as leis do eterno girar da Roda Cósmica e Telúrica manifestadas nos inúmeros aspectos, situações e eventos da nossa trajetória humana, vivendo plenamente e sabiamente a realidade presente e confiando na proteção e orientações divinas. É gente muito estranha as Bruxas. Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos. Gente que fala com plantas e bichos. Dança na chuva e alegra-se com o sol. Cultuam a Lua como Deusa e lhe faz celebrações...Eh!!



Gente muito estranha essas Bruxas. Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia. Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam em uma harmoniosa cadência natural. Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos. Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão. Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independente das agruras do caminho. Essa gente vê o passado como referencial, o presente como luz e o futuro como meta. São estanhas as Bruxas! Acreditam no poder do feminino, estão sempre fazendo da maternidade a sua maior magia e através da incessante luta pela paz. 

Nós Bruxas temos a mania de pensar... Desenvolvemos o hábito de questionar tudo em volta, por isso não temos gurus, guias espirituais ou pastores, pois entendemos que somos capazes de nos responsabilizarmos por nós mesmas e pelos nossos atos.

Acreditamos que a nossa natureza mais profunda, a que chamamos de ESSÊNCIA PRIMORDIAL, é divina e a ela damos o nome de DEUSA INTERIOR. Sabemos que somos idênticas ao princípio da criação, assim buscamos explicar a intensidade da nossa crença.

Descobrimos a nossa verdadeira identidade a partir do comprometimento que assumimos com a devoção aos nossos Deuses, e principalmente com a nossa DEUSA INTERIOR.



Ao resgatarmos as nossas origens, ao retirarmos os véus, do mais leve ao mais denso do nosso Ego, encontramos a nossa verdadeira identidade mágica.

Ao nos depararmos com a nossa identidade ilusória através das buscas de nós mesmos, quando a nossa Deusa Interior desperta, e em situações extremas na busca do autoconhecimento, nos entregamos aos bons combates contra as inúmeras armadilhas do Ego.

A Mãe Dor nos acolhe, nos aconchega e nos mostra, geralmente com formas amargas através do espelho da alma, quem somos verdadeiramente. E, na expressão extrema de nós mesmos nos debatemos, e não queremos aceitar essa identidade, pois a identidade ilusória criada pelo Ego é sempre mais bonita e confortável. A realidade superficial ilusória desta identidade nova é trabalhada com um senso tão agudo de minúsculos detalhes, que o resultado é totalmente convincente e acreditável, visto que a maioria das pessoas passa pela vida física, e morre sem jamais se dar conta da sua ESSÊNCIA PRIMORDIAL. Permanecem presas por toda a vida na complexa e intrincada teia de sua identidade ilusória.

 O arquétipo da Mãe Antiga foi reverenciado e cultuado ao longo de milênios nas sociedades matrifocais da Europa e sobreviveu, mesmo depois da cristianização, em lendas e costumes folclóricos da Alemanha, Suíça, Áustria, Escandinávia, Itália e países eslavos. Memórias da Deusa Anciã pré-cristã encontram-se nas tradições ligadas a um grupo de deusas menores, pouco divulgadas e cujos nomes variam entre Holda, Hölle, Huldra, Reisarova, Gurorysse e Hyrokkin, na Escandinávia; Berchta, Perchta (e suas variantes Percht, Peratha, Bercht, Berta), nos países germânicos; Nicnevin e Gyre Carline, na Escócia; Befana e Lucca, na Itália; Perchta Baba e Baba Yaga, nos países eslavos. 


No fim da Idade Média, lendas da Deusa Anciã se espalharam do Leste ao Oeste e do Sul ao Norte da Europa, descrevendo uma anciã poderosa que sobrevoava o céu acompanhada de espíritos (dos seres falecidos e dos não-nascidos). Ela era cultuada pelas mulheres – conduzidas por bruxas e curandeiras – em vários países, no topo das colinas, invocando as forças fertilizadoras e regeneradoras da terra. Aos poucos, as festas do calendário agrário pagão transformaram-se nos festivais sagrados da Roda do ano, com pessoas reunidas ao redor de fogueiras, comemorando a passagem das estações e a fartura das colheitas com cantos, danças, oferendas, jogos e procissões com máscaras. Assim as chamadas “festas das bruxas”, conduzidas pela “Senhoras da Noite”, eram reminiscências dos antigos Sabbats celtas e Blots nórdicos, em que se realizavam encantamentos, rituais e curas, posteriormente acrescidos com elementos dos costumes folclóricos e contos de fadas. Dos antigos festivais, o mais famoso era o Walpurgis Nacht alemão, o Samhain celta e as festas de celebração do dia primeiro de maio (Maj Fest), comemoradas na Bavária, Suíça, Itália, Lituânia, Eslovênia. Por não conseguir erradicar as tradições ancestrais locais, a igreja católica incorporou a data dos festivais no calendário cristão e manteve a proibição pagã de fiar ou tecer em certos “dias santos” (datas de antigas comemorações das deusas tecelãs), como uma imposição divina cuja transgressão levaria ao castigo (queima da mão pelo “fogo do inferno”).

As grandes religiões atuais são baseadas em figuras e princípios masculinos. Deus, sacerdotes, teólogos e a maioria dos santos, profetas e iluminados são homens ou são figurados como homens. Grandes religiões como a Cristã, Islâmica e Judaica confrontam-nos com uma longa sucessão de figuras paternas e de valores patriarcais. Esta ênfase do masculino estende-se a todos os domínios da sociedade ocidental: a inteligência analítica, o raciocínio linear, a frieza e o controle de sentimentos, a força física, a capacidade de domínio são valores mais considerados do que a intuição, a beleza, a compreensão e a capacidade de exprimir e partilhar sentimentos. Durante séculos ou mesmo milênios, sobretudo na civilização judaico-cristã, os valores femininos foram relegados para um segundo plano, chegando mesmo a serem identificados com o mal, com o demônio. Esta situação deixou as pessoas, principalmente nos países protestantes, cujas Igrejas não incluem o culto de Maria ou dos santos, sem uma referência feminina, sem algo que defendesse, apoiasse e permitisse a expressão dum conjunto de sentimentos que dificilmente se encaixa numa religião patriarcal.



O Paganismo propõe-se recuperar a complementaridade entre homem e mulher, entre macho e fêmea, simbolizados na dupla Deus e Deusa, que não são superiores um ao outro, mas que se complementam. Dentro do Paganismo a Religião Antiga dá à Deusa um papel preponderante, quer nas suas práticas quer nos seus mitos, criando assim o seu principal símbolo e mostrando a sua importância fundamental, quer para as mulheres, quer para os homens. Um dos princípios básicos da Bruxaria é só passar a sua verdade após uma iniciação sistemática, com considerável período de vivência pessoal. Pois sair por aí pregando uma verdade que não se conhece a fundo na prática é dar prova de imaturidade, querendo chamar atenção para si mesma. 

As Bruxas mais experientes sabem o quanto a palavra traz a força da informação, e por maior que seja a verdade nela contida , precisamos ter certeza se a pessoa para a qual direcionamos as palavras está preparada para recebê-las.



A BRUXA VERDADEIRA, jamais fica proclamando seus dons e suas experiências extraordinárias, pois tem consciência de que suas conquistas representam pontos de força na afirmação da sua fé. São os elementos que lhe promovem sustentação energética para enfrentar os desafios naturais do caminho da sabedoria. Mesmo porque, guardar sigilo sobre os ensinamentos é compromisso de fé e respeito para com as nossas ancestrais e tradição. Inclusive, porque sendo uma pessoa consciente das Leis que regem o universo, se torna responsável pelos pensamentos e sentimentos que podem afetar, para bem ou para o mal, a outras pessoas.

Por tudo isso, a responsabilidade da Bruxa é muito maior. Ela sabe que na natureza todas as coisas estão inter-relacionadas. Seus pensamentos e sentimentos são poderosas emanações de força que desconhecem barreiras para chegarem aos seus semelhantes e ao todo.

A verdadeira Luz está ligada ao amor, o verdadeiro amor está ligado à verdadeira vontade, e a vontade gera a PAZ!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Sou uma Bruxa


"Sou uma Bruxa

Com rimas e razões
Sou mutável como as estações
A Lua é minha Mãe
E o Sol é o meu Pai,
Junto à Deusa Terra componho o uno.
Sou uma Bruxa, uma criança Pagã.
O espírito livre da Mãe Natureza,
Cresce dentro de mim.
Flui por dentro de mim,
Enrodilhando-me como uma corda enfeitiçada,
Encantando cada sonho que tenho acordada.
Respiro o ar da liberação,
Ardo com o fogo da transformação
Bebo a água da criação.
A magia da terra é a minha conjuração.
Sou uma Bruxa da sombra da luz,
Das Brumas de Avalon e do vôo do corvo.
Sou uma Bruxa que tem orgulho disso reconhecer,
Pois a alma de uma Bruxa.
Não pode morrer..."

Gerina Dunwich

BRUXA



"A natureza é meu lar, meu refúgio, meu sonhar.
Pertenço a ela... Faço parte dela!
Preciso do verde, do azul, do lilás.
De um arco-íris de cores
De frutas e flores, amores e aromas.
Quero cheiro de mata molhada
Quero o vento soprando em meu rosto.
Quero andar sem medo
Quero dormir sob as estrelas.
Sou mulher da terra. Do chão. Sou raíz.
Escolho meu paraíso
E nele planto meu jardim.
Ando descalça por caminhos floridos...
Danço nos camposRodopio no ar.
Tomo banho de chuva nua
Abro os braços e giro.
Olho para o céu e acredito.
Que existe destino.
Existindo eu escolho
Sigo, mudo, me recolho.
Me abro para o mundo
Eu decido.Eu sigo meus instintos.
Sigo as estações.
Eu sou da terra
Do fogo, da água e do ar.
Sou de antes e de agora
Sou flor e espinho
Sou a água, sou o vinho.
Simples...
Sagrada
Sempre... Mulher".

(Ká Butterfly)


LILITH
"Não sou feita de um pedaço teu.
Sou criação independentefeita do mesmo pó
e de saliva e sangue
Desejo e vida
Prefiro o exílio à submissão
Sou teu maior temor
E também teu maior desejo,
mas não podes possuir-me
Pois sou livre
Não sou tua
Sou minha
Eu sou a paixão da noite
Sorrateiramente apareço
em teus sonhos ardentes,
nas noites de Lua Nova
Se permaneço ou sigo adiante
não terás certeza
Pois não sou caminho
Sou abismo
Sou mulher com asas
Meu desejo é a igualdade
De direitos
De prazeres
de ficar por cima 
Sou mulher indomada,
Assumo o meu poder
com destemor e força,
entusiasmo e prazer".

(Fabiane Ponte)

ORAÇÃO À MÃE TERRA Uma oração essênia


“Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra
Pois é ela a doadora da vida.
Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida
E te deu este corpo que um dia tu lhe devolvas.

Saibas que o sangue que corre nas tuas veias
Nasceu do sangue da tua Mãe Terra,
O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela
Borbulha nos riachos das montanhas
Flui abundantemente nos rios das planícies.

Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra,
O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu
E os sussurros das folhas da floresta.

Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.
Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos
Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra
Que te rodeiam feito às ondas do mar cercando o peixinho.
Como o ar tremelicante sustenta o pássaro
Em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra
Ela está em ti e tu estás Nela.
Dela tu nasceste, nela tu vives e para Ela voltará novamente.

Segue, portanto, as Suas leis
Pois teu alento é o alento Dela.
Teu sangue o sangue Dela.
Teus ossos os ossos Dela.
Tua carne a carne Dela.
Teus olhos e teus ouvidos são dela também.

Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra
Não morrerá jamais,
Conhece esta paz na tua mente
Deseja esta paz ao teu coração
Realiza esta paz com o teu corpo.”

FONTE: GOOGLE

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A MADONA NEGRA E SUAS MIL FACES


Quem é a Madona Negra ? Qual a sua primeira face ?
È a Mãe Terra, o Princípio Feminino, nossa Mãe Primordial, símbolo de Sabedoria e Integração dos Opostos. Como perpetuação das poderosas Deusas da antigüidade, ela volta com as características sagradas de Maria. Metaforicamente Virgem, mas não no sentido do Patriarcado, porque não pertence a nenhum homem e sim a todos os homens. Doadora de vida, dela provêm os homens como frutos da Terra e a Ela todos retornam, à Deusa Mãe - Mãe Terra.

As mais antigas manifestações do culto à Mãe Terra datam da pré-história. Uma delas é uma pequena estatueta na qual era representada com seu filho divino, ambos com cabeça de cobra. Sua ligação com os animais torna-se evidente: ora em baixo-relevo, cravados na rocha, ora em outras pequenas estatuas, Ela aparece cercada de leões, pássaros, serpentes, leopardos, touros, peixes - eis outras das suas faces!


Era a Senhora dos Animais que chega até nós nas viagens xamânicas, o Universo da Pré-história, no qual o ser humano sonhava o grande Sonho, grandes dimensões expressavam o poder da gestação - o Ovo Cósmico, círculos concêntricos, mulheres avantajadas com protuberantes seios, nádegas e barriga, traziam este poder. Nádegas para parir, barriga para gerar e os seios para nutrir. É a Mãe Creatrix, outra de Suas mil faces.
Mais próxima dos tempos conhecidos, a Mãe Terra revela outras diferentes faces. Na Suméria, aparece como a muito popular Inanna, de dupla personalidade: de manhã é uma valorosa "Senhora das Batalhas", Deusa dos Heróis; à noite torna-se a Deusa da fertilidade, dos prazeres e do amor. As "prostitutas Sagradas" são suas Sacerdotisas, e todas as mulheres da Suméria tinham como obrigação para com a Deusa Inanna se oferecerem sexualmente no templo para os estrangeiros pelo menos uma vez por ano. Os opostos que se encontram, se harmonizam, e que é o grande poder da Madona Negra, aqui se revelam ! O Sagrado e o profano.

Na Babilônia, Ela é Isthar. Entre os hebreus, é Astarte. Na Frigia, Ela é Cibele (a Diana dos 9 fogos), indicativo de fertilidade. No Egito, Ela é Isis e ainda aparece na face de Nerth a mais velha e sábia das Deusas. Ela é o céu noturno que se arqueia sobre a Terra, formando com suas mãos e pés as portas da Vida e da Morte. Da Grécia, nós temos acesso ao mais rico acervo sobre a Mãe Terra. Da cultura Cretense, Mar Egeu, chega até nós suas sacerdotisas vestidas de peles com os seios à mostra e com serpentes e conchas ao seu redor. Ela, a Mãe Terra, é a Mãe Animal que, como cabra, porca ou vaca, alimenta o pequenino Zeus. No centro deste poderosíssimo culto à fertilidade, vamos encontrar o touro, o duplo machado, o Minotauro e o Labirinto.
A Deusa de Creta - Deméter - é a Senhora do Mundo Inferior, das profundezas da Terra e da Morte. Seu ventre terreno é o ventre também da fertilidade de onde a vida emana. Harmonizar estes Opostos é a principal Força da Madona Negra, ela que é o Negro da Luz. Como doadora de vida, Ela é o útero eterno que, na tradição Yorubá, é a representação da totalidade, o conteúdo e o continente criados. Arquétipo vivo, Ela é o Orixá Oxum, é a representação deste poder da Madona Negra no Candomblé. Senhora de todas as águas, que é o sangue da Terra, é representada também como um peixe mítico ou pássaro. Salve OXUM !


Como Mãe Terra, a Madona Negra era cultuada no mundo pagão com as faces das Deusas do Olimpo, mas, com o início da Era Cristã, este culto passou a ser clandestino. Seus ecos que chegam até nós são os mistérios de Eleuses, no qual se cultuava Deméter e Perséfone.

As 3 grandes Deusas do leste: Ísis, Cibele e Diana de Éfesos, que eram representadas como negras, se estabeleceram no Ocidente antes da dominação romana.
Em Paris, já em 679, Dagoberto II estabelecia o culto àquela "[...] que hoje recebe o nome de Nossa Senhora da Luz", que é a nossa "Isis Eterna". Talvez este seja o marco da transformação da Mãe Terra pagã para a Virgem cristã. As Cruzadas, porém, foram as grandes divulgadoras da Madona Negra. Estatuetas negras encontradas em fontes, grutas, galhos de árvores, das quais emanava um profundo sentimento do Sagrado, eram trazidas por eles que as cristianizavam, colocando o manto e a coroa de Nossa Senhora. Elas traziam uma força incontrolável de liberdade e seu culto era possuidor de um espírito de sabedoria própria, que não se submetia a nenhuma organização ou lei nacionalista. É a volta da divindade feminina que levanta o entusiasmo popular, trazendo-a a um primeiro plano da consciência coletiva. A Humanidade experiencia as mais recentes faces da Madona Negra e Branca, com as aparições marianas da Virgem de Lourdes e La Salete no século XIX, e Fátima no século XX.

Paralelamente, um fenômeno sociológico assombrou o mundo - a revolução sexual feminina, que emancipou as mulheres por meio da igualdade de direitos e deveres. A Madona Negra está a favor, politicamente, do povo e de sua dignidade. Sua face mais importante hoje é a da justiça social. Ela é a consoladora dos Aflitos e dos Excluídos e aparece misteriosamente onde há sofrimento e opressão.

Em todo o mundo, encontram-se as faces da Madona Negra com essas características. Mas, para nós, a sua mais importante face é a de Padroeira do Brasil - Nossa Senhora Aparecida! Descoberta em 1717 no rio Paraíba em São Paulo. É uma pequena e esplendorosa figurinha negra que se apóia numa lua crescente.
Conta a lenda que essa pequenina estátua tornou-se extremamente pesada, impedindo que o pescador a levasse daquele lugar, onde foi feita inicialmente uma pequena guarita para ela. Nesse lugar hoje existe uma cidade-santuário, que acolhe peregrinos de todo o Brasil e do exterior. Milagrosa, poderosa, misericordiosa, ela traz conforto e alento para todos. É a patrona dos ricos e pobres, das prostitutas, homossexuais, travestis, motoqueiros, carroceiros e seus cavalos, desempregados, artistas, e até dos políticos!

Seu coração é grande como a Terra, imenso como o Cosmo, e por isto pode trazer alento ao sofrido povo Brasileiro. Salve Nossa Senhora Aparecida !

FONTE: Carminha Levy

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A ETERNA BUSCA POR CONHECIMENTO


Uma Sacerdotisa é escolhida a partir de um chamamento divino ou por herança. Em qualquer um destes casos, ela teria que passar por experiências e por uma árdua aprendizagem, na qual a futura Sacerdotisa experimentava a sua própria morte e renascimento, penetrando nos outros mundos, aprendendo a linguagem dos animais, das plantas, das pedras e encontrando os Guardiões e os Mestres das outras dimensões. Abrindo as portas da sua percepção, a Sacerdotisa recebia os conhecimentos e o poder para ajudar e curar os outros. Ao final, o seu corpo é refeito, porém, sempre faltará um ossinho, perdido e jamais encontrado, para dar-lhe a dimensão da sua imperfeição e, portanto, de sua humanidade.

Para muitas culturas, a Sacerdotisa era quem possuía a chave para penetrar no mundo dos espíritos e assim ser mediadora entre a vontade dos Deuses e os homens. Sua posição de historiadora, curadora, sábia e conselheira não lhe eram outorgada ao acaso.



Alguns estudiosos garantem que a origem da Bruxaria começou a tomar forma na era Paleolítica, há cerca de 35 mil anos atrás. O homem nesta época tinha como meio de subsistência a caça e a coleta. Tudo era mistério para eles: o trovão, a escuridão, o sol e outras forças da natureza. O mundo era para eles cheio de forças temíveis que deveriam ser respeitadas e reverenciadas.

A chave de todo esse Mistério era a mulher, aquele enigmático ser que, se já não bastasse ser a única responsável pela continuação da tribo (ainda não havia a consciência da participação do homem na reprodução), também alimentava as crianças com leite de seu próprio corpo. Além disso, aquela criatura mágica vertia sangue de dentro de seu corpo em algumas ocasiões, mas mesmo assim não morria. Todas estas constatações deram origem ao surgimento de uma Deusa da Fertilidade, uma Grande Mãe.

Através de um decreto do Papa Gregório, os cristãos se apossaram de locais sagrados da "Antiga Religião", derrubaram templos existentes e construíram em seus lugares suas igrejas. Deuses foram transformados em santos. Um exemplo disso é a Santa Brígida, da Irlanda que na verdade era e continua sendo a Deusa Brighit .

Porém algumas sacerdotisas da "Antiga Religião" não se renderam à nova ordem e mantiveram os cultos aos Deus de Chifres e a Deusa Mãe. Foram tachadas pela igreja de Bruxos e Bruxas. Mal sabendo a igreja que elogiavam os sacerdotes e sacerdotisas os chamando de sábios, pois esta é a origem da palavra Bruxa.


Na idade média, a igreja católica, perseguiu os suspeitos de praticarem a Bruxaria e estes foram queimados vivos, decapitados ou enforcados totalizando mais de 9 milhões de vítimas. A igreja pregava que a Bruxaria estaria ligada ao culto ao Diabo, ou aos Demônios o que para nós Bruxas é uma verdadeira “piada” porque estes “mitos” não fazem parte de nossas crenças, nós não cremos nem nos demônios nem no Diabo, ou em qualquer outro ser supostamente maléfico, já que nós Bruxas cremos sim no EQUILÍBRIO de todas as forças , não neste tipo de extremos que fazem parte sim da crença Cristã.

A Bruxaria nasce com a origem dos tempos, vem de ancestrais culturas que já existiram na Terra, antes da civilização humana, quando todas as nossas relações eram honradas e quando sabíamos conversar com os animais, com as plantas, com as montanhas e serras, com os desertos, planícies, com os rios e lagos, com os ventos e a chuva, com as cavernas no útero da Mãe Terra.

Alguns dos ensinamentos das Sacerdotisas, Bruxas e Bruxos têm sua base na observação da natureza e seus sinais: Sol, Lua, terra, água, fogo, ar, animais, plantas, ventos, ciclos, etc... Ao observarem atentamente essa vida que há em toda a natureza e suas manifestações, ao aprender a ler no Livro da Natureza, como as Bruxas e Bruxos de antigamente, podem perceber sua conexão com o todo e se abrir para o aprendizado daquilo que realmente somos.


Aprendendo as lições dos animais, das plantas e das pedras, da terra, do fogo, do ar e da água, tornam-se capazes de elevar a consciência e se relacionar com outras realidades e dimensões, assim como manter plena harmonia com a natureza, possibilitando a total integração de seus corpos físico, mental, emocional e espiritual.

Ninguém tira nada de um Bruxo ou de uma Bruxa. Para um Bruxo ou uma Bruxa conceitos como maldade e bondade precisam ser substituídos por "ignorância" e "conhecimento" respectivamente.

Um Bruxo e uma Bruxa NUNCA perdem a esperança e, muito menos, permite que arranquem-na do seu coração.

Um Bruxo e uma Bruxa não buscam PODER. Buscam SABEDORIA. Porque um BRUXO sabe que com Sabedoria ele consegue tudo o que PRECISA.

Um Bruxo e uma Bruxa sabem que nunca terão o que QUEREM mas sim o que realmente NECESSITAM.

Um Bruxo e uma Bruxa sabem que eles jamais vão encontrar o que procuram mas sim o que precisam realmente encontrar para torná-los SÁBIOS E LIVRES.



Hoje a Bruxaria renasce como a fênix, das cinzas e remontamos os caminhos antigos, segredando com os seres mágicos dos quatro elementos, que voltam a nos revelar e relembrar aquilo que sempre fomos e sempre seremos nós as Bruxas, Bruxos. Homens ou mulheres sagrados mas comuns, que só fazem cultuar a Deusa e o Deus e ensinar os seus mistérios.
FONTE: SELMA-3FASESDALUA

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