Recebi por e-mail e estou compartilhando com vocês
sábado, 1 de dezembro de 2012
Mostra em Paris explora o mundo oculto das bruxas
Bruxa e Feiticeira
Eis a Feiticeira … tão forte como qualquer homem.
Conheça a Feiticeira … como ela caminha sobre a terra.
Respeite a Feiticeira … seus poderes transformam.
Admire a Feiticeira … seu sorriso é compreensivo.
Honre a Feiticeira … ela é pura como o amor de mãe.
Aplauda a Feiticeira … como o destino que ela move.
Observe a Feiticeira … como o futuro que ela projeta.
Inveje a Feiticeira … por sua paciência ao longo do tempo.
Imite a Feiticeira … na sua inspiração profunda.
Recomende a Feiticeira … pois sua família ela mantém.
Aprove a Feiticeira … como o padrão que ela defende.
Ame a Feiticeira … como a sua fé e louvor.
Aprecie a Feiticeira … por respeitar a natureza.
Elogie a Feiticeira … como criança que ela suscita.
Venere a Feiticeira … pois ela mantém costumes antigos.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
As Guerreiras Celtas e a Terra

A conexão entre as mulheres e a Terra tem história. Desde o período Paleolítico, as mulheres são associadas à fertilidade pelo claro fato de darem à luz novas vidas. Assim, quando são encontradas esculturas como a Vênus de Willendorf (datada de 35.000 anos antes da era cristã), sabemos que a fertilidade da mulher era algo praticamente sagrado para os nossos ancestrais. A humanidade demorou para perceber que o homem tinha um papel na concepção, e por muito tempo acreditou-se que a gravidez era ocasional, ou senão, fruto apenas do misterioso corpo da mulher.
Nos mitos e na história dos celtas são os freqüentes relatos sobre mulheres ruivas, altas, tão lindas quanto valentes, urrando gritos de guerras num campo de batalha, bradando suas próprias espadas ao lado de e contra homens tão fortes quanto elas.
O fato de elas lutarem como guerreiras não anulava a beleza e menos ainda a feminilidade da mulher celta. Ser guerreira era algo nobre, mas não impedia que esta mesma mulher fosse também sensual ou mãe, pelo contrário, a força e a delicadeza aliadas eram exatamente o seu diferencial, eram as características que faziam dela uma pessoa segura, intrépida e apaixonante.

Na sociedade Celta, são atribuídas à mulher três funções: ela é a Transformadora, a Iniciadora e a Finalizadora.
Transformar: a vida, dando à luz e dando prazer a si e ao seu companheiro;
Iniciar: nas artes divinatórias, nas práticas sexuais e por fim ser a
Finalizadora: a que faz chegar ao prazer e a que conduz ao outro mundo.
Um conceito marcante e recorrente na cultura celta é a relação intrínseca entre a soberania da Terra representada pela rainha de um povo. Quando os soldados romanos humilharam Boudicca e suas filhas, não era somente a honra delas que estava sendo duramente ferida, mas a honra de cada Iceni. Agredir física ou moralmente uma rainha era o mesmo que manchar a soberania da Terra.

"Se a mulher ocidental moderna não é livre, Isolda, Grainné e Deirdré eram mulheres livres. A mulher celta era livre porque agia com plena consciência de suas responsabilidades. E sendo livres eram capazes de amar, pois o amor era um sentimento que escapava a todas as contrariedades e a todas as leis surgidas da razão, sendo livres podiam amar."
Estas eram razões mais que suficientes (entre outras...)para o catolicismo não aceitar a religião celta, pois sendo uma religião descendente do tronco Judaico colocava a mulher como algo inferior, responsabilizando-a pela queda do homem, pela perda do paraíso. Na realidade o lado esotérico da religião hebraica baniu o elemento feminino já desde a própria Trindade. Todas as Trindades das religiões antigas continham um lado feminino, à exceção da hebraica.
Entre os principais livros do Gnosticismo dos primeiros séculos, conforme consta nos achados arqueológicos da Biblioteca de Nag Hammadi consta o Evangelho de Maria Madalena mostrando que os evangelistas não foram apenas pessoas do sexo masculino.
É fácil compreender a confiança que os celtas depositavam em suas guerreiras ao sabermos que muitas das deidades ligadas à guerra são femininas. A mais conhecida com certeza é deusa Morrighan, ou a Grande Rainha. Podemos afirmar que muito mais do que uma deusa protetora de guerreiros e guerreiras, Morrighan era sua musa inspiradora. Isso soa um pouco estranho para nós, acostumados apenas com musas inspiradoras da arte, da música e da literatura.
Na sociedade celta existiam as sacerdotisas que exerciam um papel mais relevante que a dos bruxos e magos. Naturalmente os celtas eram muito apegados à fertilidade, ao crescimento da família e ao aumento da produção dos animais domésticos e dos campos de produção e isto estava ligado diretamente ao lado feminino da natureza. Também a mulher é mais sensitiva do que o homem no que diz respeito às manifestações do sobrenatural, do lado sagrado da vida, portanto é obvio que elas canalizassem mais facilmente a energia nos cerimoniais, que fossem melhores intermediárias nas cerimônias sagradas.

Sabemos que foi através da Mulher que os povos Celtas se organizaram. Algumas mulheres, sentindo em si mesmas o Espírito dos seus Ancestrais e dos Deuses divulgaram essa Mensagem tornando-se Voluspas.
Leitora do Oráculo e seu eco místico, a Mulher tornou-se legisladora e, com isso, poderosa: a voz da Voluspa era a voz Divina que vinha do ventre da Terra e ecoava por todo o sistema cósmico.
Leitora do Oráculo e seu eco místico, a Mulher tornou-se legisladora e, com isso, poderosa: a voz da Voluspa era a voz Divina que vinha do ventre da Terra e ecoava por todo o sistema cósmico.
A MULHER CELTA

Jamais permitas que teu coração sofra em nome do amor.
Amar é um ato de felicidade, por quê sofrer?
Jamais permitas que teus olhos derramem lágrimas por alguém que jamais fará você sorrir!Jamais permitas que o uso do teu próprio corpo seja cerceado.O corpo é moradia do espírito, por quê mantê-lo aprisionado?
Jamais te permitas ficar horas esperando por alguém que jamais virá, mesmo tendo prometido.
Jamais permitas que teu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome tu sequer sabes!
Jamais permitas que teu tempo, corpo e coração seja desperdiçado por alguém que nunca terá tempo para ti.
Jamais permitas ouvir gritos em teu ouvido.
O Amor é o único que pode falar mais alto!
Jamais permitas que paixões desenfreadas te transportem de um mundo real para outro que nunca existiu.
Jamais permitas que os outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo.
Jamais acredites que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.
Jamais permitas que teu útero gere um filho que nunca terá um pai.
Jamais permitas viver na dependência de um homem como se tu tivesses nascido inválida.
Jamais permitas que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar os brilho de teus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de ti.
E, sobretudo, jamais permita-se perder a dignidade de ser mulher!"
Código de Honra da Mulher Celta.
fonte desconhecida
O SÁBIO
Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certo dia... um homem conhecido por sua falta de escrúpulos apareceu com a intenção de tirá-lo de sua tranqüilidade.
O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo. Chegou ao ponto de arremessar pedras em sua direção, cuspiu e o insultou com palavrões. Durante horas fez tudo para afetar a sua serenidade, mas o velho senhor permaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se o agressor já exausto e humilhado, se deu por derrotado e retirou-se de sua frente.
Impressionados com o que acabavam de presenciar, os alunos perguntaram-lhe como ele pudera suportar com tranqüilidade à tantas ofensas.
Em resposta ele lhes perguntou:
- Se alguém chegar até vocês com um presente, e vocês não o aceitarem, a quem pertence o presente?
- A quem tentou ofertá-lo. Respondeu-lhe um dos ouvintes.
Então, sendo assim, poderemos considerar que essa decisão vale, também, para a inveja, a raiva e para os insultos. Quando não aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava junto consigo. A nossa paz interior depende exclusivamente de nós.
As pessoas não nos podem tirar a calma.
Nada, ninguém, poderá afetar a nossa serenidade.
Entretanto... só se um de nós o permitir...
(Autor Desconhecido)
(Autor Desconhecido)
domingo, 25 de novembro de 2012
O DEUS TRÍPLICE
Em um tempo muito, muito distante, quando a Deusa caminhava sobre a Terra e todas as coisas eram sagradas...
Nas noites encantadas,surgia em meio a floresta misteriosa um velhinho exausto e tremulo e a Deusa em sua face Anciã, o tomava em seus braços, se balançando em sua cadeira o embalava, cantando..., cantando...
E pela manhã ele saltava de seus braços, agora já uma criança radiante e se alçava aos céus para raiar o dia.
Ele é a Criança Solar, Ela é a Mãe de todas as coisas...
No verão ela é a Mãe, grávida, ele o Galhudo, o Deus da Vegetação e dos Animais, Cernnunnos. No outono ele desce para o Mundo Subterrâneo, como o Deus Negro do Mundo Inferior, do sacrifício e da Morte e Ela a Anciã que abre os portais e o acolhe durante sua transmutação. No inverno ele renasce do próprio ventre escuro da Deusa, que quase torna, assim, a um só tempo, sua consorte e sua mãe.
Conectar-se diretamente com o Deus é de suma importância no resgate de qualidades humanas esquecidas no tempo.
A exemplo da importância do número 3, o Deus também apresenta seu tríplice aspecto, cada qual com sua importância em relação à formação do homem social.
Conectar-se diretamente com o Deus é de suma importância no resgate de qualidades humanas esquecidas no tempo.
A exemplo da importância do número 3, o Deus também apresenta seu tríplice aspecto, cada qual com sua importância em relação à formação do homem social.
Freqüentemente chamado de o Doador da Vida, Mestre da Morte e Ressurreição, Deus das Sementes, Deus da Fertilidade.
Deus Cornífero é um termo moderno, criado para descrever numerosas divindades masculinas . Essas divindades incluem, por exemplo, o celta Cernunnos, o gaélico Caerwiden A mais antiga imagem conhecida do Deus Cornífero é aquela do Deus com chifres de cervo ou alce, o Senhor das Florestas. Com o passar do tempo, à medida que a humanidade se tornava sedentária, passando da fase coletora para o desenvolvimento de uma agricultura e a domesticação de animais, surgem as imagens do Deus com chifres de touro e de bode. Em todo caso, todas essas imagens o representam como o Deus portador da renovação e da virilidade.
Durante a expansão do cristianismo, cristãos adotaram a imagem do Deus Cornífero para a representação do seu diabo, cuja descrição física incluía os pés de animal e os chifres. Com essa atitude, a Igreja Cristã tentava demonstrar ao pagão que sua fé no paganismo era ruim, má. Porem, o diabo é a representação do Mal Absoluto, enquanto o Deus Cornífero não é visto dessa forma. O Cornífero é uma força da natureza, não completamente beneficente ou maleficente. No seu papel de Pai, Ele dá a vida. Já em sua morfologia de Caçador, Ele a toma, em forma de sacrifício necessário para a continuidade da raça.
Os primeiros clãs humanos sobreviveram graças, em grande parte aos caçadores e guerreiros. Caçava-se o gamo, que fornecia o alimento, agasalho e instrumentos confeccionados com chifres e cascos. O alce de tornou um símbolo de previsões, e na sua natureza de líder e protetor da amada, os caçadores primitivos identificaram algo próprio do clã. A rivalidade entre os machos pelas fêmeas, era, em muitos aspectos, simbólica das paixões com que os próprios homens lutavam. Resgatar a face conífera do Deus é um resgate dos Mistérios Masculinos.
Já escrevia o grande mitólogo Joseph Campbell em seu trabalho “Primitive Mythology”:
“Para os primitivos povos caçadores, os animais selvagens eram manifestações do desconhecido. A fonte de perigo e sobrevivência foi associada psicologicamente à tarefa de compartilhar o mundo silvestre com esses seres. Ocorreu uma identificação inconsciente, que se manifestou nos místicos totens meio humanos, meio animais das antigas tribos. Os animais tornaram-se tutores da humanidade. Por meio de imitações, as naturezas separadas de humanos e animais foram derrubadas e criou-se a União. O mesmo é verdade acerca das posteriores comunidades agrícolas, que viram os ciclos de vida e morte dos humanos refletidos nos ciclos das colheitas”.
O Homem Verde, na mitologia céltica tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade que habitava as florestas. Deus dos bosques e animais, da renovação e da primavera, é representado por um homem com rosto de folhas verdes.
Green Man aparece em inúmeras igrejas góticas e castelos. Imagens semelhantes, misturando um semi-rosto humano com formas vegetais e folhas, ocorrem em muitas culturas.
Quando adentramos nas sombras da floresta mística, encontramos um rosto que olha fixamente para nós: o Green Man, mascarado com folhagens e galhos que formam seu rosto e saem de sua boca. O Green Man é um símbolo pré-cristão encontrado gravado na madeira e na pedra de templos e sepulturas pagãs, de igrejas e de catedrais medievais, e usado como ícone arquitetural da era Vitoriana, em uma área que se estende da Irlanda até o Leste da Rússia. Embora encontrado geralmente como um antigo símbolo celta, na verdade, suas origens e o significado original são encobertos no mistério. O nome data de 1939, quando a senhora Raglan (folclorista) encontra uma conexão entre as caras folhadas das igrejas inglesas e os contos do homem verde (ou “Jack, o verde”) do folclore irlandês.
Na mitologia céltica é o Deus da fertilidade, animais, amor físico, natureza, bosques, riqueza, comércio e dos guerreiros. Seu nome é pronunciado como se tivesse um "k": Kernunnos. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nu, usando apenas um torque (colar celta) no pescoço ou ainda por um homem de chifres, erroneamente comparado ao diabo cristão. Seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente.
Ele é o Mestre da Colheita e de toda a Natureza cultivada. Está relacionado aos grãos e ao desenvolvimento da agricultura. É o dominador da vida e do crescimento das plantas. Ele é nossa parcela do sátiro que nos traz alegria, a felicidade. Esta associado aos excessos e ao êxtase provocado pelo vinho, tão sagrado pelas culturas primitivas.
O Deus assume vários papeis, principalmente o de Filho, e Amante da Deusa.
Diversas deidades ao longo da história humana representaram bem as características do Green Man.
Ele eventualmente tornou-se o popular deus do vinho e da alegria, e milagres do vinho eram reputadamente representados em certos festivais de teatro em sua homenagem. Dionísio também é caracterizado como uma divindade cujos mistérios inspiram a adoração ao êxtase e o culto às orgias. Estas celebrações frenéticas, que provavelmente se originaram com festivais primaveris, ocasionalmente, traziam libertinagem e intoxicações. Essa foi uma forma de adoração pela qual Dionísio tornou-se popular no séc. 11 a.C., na Itália, onde os mistérios dionisíacos eram chamados de Bacanália e, posteriormente, bacanais (os quais hoje, são sinônimo de orgias). As indulgências das Bacanálias se tornaram extremas e as celebrações foram proibidas pelo Senado romano em 186 a.C. Entretanto, no séc. I d.C., os mistérios dionisíacos eram ainda populares. Sileno: O sátiro Sileno era um seguidor fiel de Dionísio. Gordo, feio e beberrão, Sileno era extremamente sábio e passou grande parte de sua sabedoria ao deus. Nos festejos, costumava estar bêbado demais e recebia ajuda de alguns sátiros, ou seguia no lombo de um asno. Seus homônimos, os silenos, eram seres com aspectos de sátiros.

O Ancião é a ultima das faces do Deus e personifica a fonte máxima do conhecimento. É o senhor da Magia e da Morte. É ele que conduz os espíritos dos homens a Summerland. Está relacionado ao princípios dos tempos quando tudo era “escuridão”. Conhece todos os segredos do Universo. Está relacionado ao renascimento e à ligação com os outros mundos. É a face ancião que reverenciamos em Samhain.
Grande Deus, Senhor dos Céus e pai de todos os deuses e dos homens.
Senhor da vida e da morte; deus da magia, da terra, do renascimento; mestre de todos os ofícios; senhor do conhecimento perfeito.
Possuía o caldeirão da abundância e da vida e uma harpa de carvalho vivo, que fazia com que as estações mudassem, quando assim o ordenasse.
Deus da proteção, dos guerreiros, do conhecimento, da magia, do fogo, da profecia, do tempo climático, do renascimento, das artes, da iniciação, do sol, das curas, da regeneração, da prosperidade, da abundância, da música e patrono dos sacerdotes.
Ele que é o Senhor de Dois Mundos, pois no ventre da Deusa (de volta), ele vive sua morte e a sua própria ressurreição.
Nessa época, com sua sabedoria infinita reconhecemos a importância da Morte como decorrência da vida. Segura em suas mãos o cajado, o elo de ligação entre a terra e o céu. Entre o sólido e o etéreo. Mede seus passos com o cuidado do conhecedor dos caminhos e de como podem ser traiçoeiros.
Devido ao aspecto idoso, é a personificação que representa o conhecimento de todos os mistérios que só a experiência pode proporcionais. É o Deus da Sabedoria, do bem e do mal não-absolutos. É a ele quem devemos recorrer e reverenciar nos momentos de dificuldade e anulação de qualquer tipo de malefício. Ele é o Deus da paz e do caos. Da harmonia e da desarmonia. O Ancião já passou pela jovialidade e energia do Cornífero, e pela maturidade, entusiasmo e força animal do Green Man. Acumulou toda a experiência que só o tempo pode proporcionar e distribuir a sabedoria por todo o mundo.
O Deus nos mostra os mistérios da morte e do resnacimento , o Deus é o oposto da deusa , como a luz e a escuridão . Sendo assim eles se completam .Na Religião Antiga, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, fazem amor; a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno (no fim dele) e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da natureza.
Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber o verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornará.

Como a Deusa, Ele está na fome e no fim da fome, na vida e na doença terminal, na luz e na sombra, no que é bom para você e no que é mau... A Deusa nunca está só, ela tem sua contraparte masculina e, no entanto, Ele só existe por amor a Ela... alias, todos nós somos fruto dessa dança de amor. O Deus é o Ancião sábio, o distribuidor da Justiça, seja a que se impõe com sabedoria ou raios... Ele conhece os segredos dos oráculos, mas sabe que são Dela... ele é o repositório do conhecimento, mas a sabedoria é Dela... ele lê os sinais da natureza, mas sabe que quem os escreve é Ela.
Ele que é Pai, Filho, Bebê Iluminado, Amante Selvagem, Sábio Educador. Ele, o Deus que se revela apenas pela Deusa.
sábado, 24 de novembro de 2012
Carga Do Deus
"Minha lei é harmonia com todas as coisas. Meu é o segredo que abre as portas do Portão da Vida e meu é o prato de sal que é a terra, o corpo de Cernunnos, o eterno ciclo de renascimento. Eu dou o conhecimento da vida eterna e além da morte eu dou a promessa de regeneração e renovação. Eu sou o sacrifício, o pai de todas as coisas e minha proteção cobre a terra."
Ouça as palavras do Deus dançarino, a música de cuja risada agita o vento, de cuja voz chama as estações:
"Eu sou o Senhor da Caça e o Poder da Luz, o Sol em meio às nuvens e o Segredo da Chama. Eu chamo por teu corpo a levantar-se e vir para mim. Pois eu sou o Espírito da Terra e de todos os seus seres. Por mim tudo deve morrer e comigo tudo renasce. Deixe meu culto se dar no corpo que canta, pois eis que todos os atos de sacrifício voluntário são meus rituais. Deixe haver desejo e medo, raiva e fraqueza, prazer e paz, temor e aspiração dentro de você. Pois ambos são parte dos mistérios achados dentro de ti e dentro de mim. Todos os começos têm finais e todos os finais têm começos."
Sou o fogo dentro do seu coração…
O desejo de sua Alma.
Sou o Caçador do Conhecimento e o Investigador da Indagação Sagrada
Eu, que estou na escuridão da luz, .
Sou Ela que você chama de Morte.
Eu, o Consorte e Companheiro Dela que nós adoramos,
Chamo-te diante de mim.
Atenda ao meu chamado amado,
Venha até mim e aprenda os segredos da morte e da paz.
Sou o milho na colheita e a fruta nas árvores.
Sou Ele que o conduz à casa.
Açoite e chama,
Lâmina e Sangue
São meus e presenteio-te.
Chame por mim na floresta selvagem e nos topos das montanhas e busque-me na Escuridão Luminosa.
Eu, que tenho sido chamado de
Pan,
Herne,
Osíris
e Hades,
Falo para ti e procuro por ti
Venha, dance e cante;
Venha vivo e sorria para observar.
Esta é minha adoração.
Vocês são minhas crianças e eu sou seu Pai.
Em asas de noite rápidas sou eu que os ponho no colo da Mãe.
Para renascere retornar novamente.
Você, que pensa me busca1; saiba que sou o vento indomado, a fúria
da tempestade e a paixão em sua Alma.
Busque-me com orgulho e humildade, mas busque-me melhor com
carinho e força, pois este é o meu caminho e não amo o fraco e o temeroso.
Ouça meu chamado em longas noites de inverno
E juntos guardaremos a Terra Dela enquanto Ela dorme.
FONTE: GOOGLE
Assinar:
Postagens (Atom)







