domingo, 7 de outubro de 2012

Tesouro de moedas celtas encontrado na Suiça



                                    Moedas de prata de origem celta encontradas na Basileia, ao noroeste da Suiça.
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Um tesouro de 293 moedas celtas de prata foi descoberto em Fullinsdorf, no cantão da Basileia, ao noroeste da Suíça.   Primeiro foram algumas moedas apenas mal enterradas a poucos centímetros do solo.  Elas foram encontradas por um homem comum que trabalhava como olheiro de um sítio arqueológico.  Depois, tendo alertado a equipe responsável pelo sítio, foram descobertas mais moedas, quase trezentas ao todo, espalhadas por uma área de 50m², todas bem próximas à superfície.   Este achado é o maior número de moedas celtas já encontradas na Suiça.
Segundo Urs Wutrich, chefe do departamento de Cultura do país, trata-se da descoberta arqueológica mais importante já realizada na Suíça. “É o achado do século“.  As moedas foram, provavelmente, enterradas juntas. Cada peça tem cerca de um centímetro de diâmetro e apenas duas gramas. No total, pesam cerca de 500 gramas.
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As moedas são de um tipo conhecido como quinários, uma pequena moeda de prata valendo metade de um denário. Quando foram emitidas pela primeira vez em Roma, em 211 a.C., essas moedas foram denominadas quinário porque  tinham o valor de cinco as (o equivalente a 5 quilos de moedas de bronze). Quando foram reeditados em 101 a.C., ainda valiam metade de um denário, ainda que a reforma monetária tenha feito o denário valer 16 as.  Isso significa que em 101 a.C. o quinário valia oito as.
Os celtas usaram as moedas romanas como modelo, mas  modificaram os detalhes. Suas moedas são menores, apenas um centímetro de diâmetro e dois gramas de peso.  Os quinários romanos tinham uma figura de capacete de Pallas, depois  a imagem de uma Vitória no anverso, e os Dióscuros ( as entidades divinas dos gêmeos Castor e Pólux) a cavalo no verso.
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A versão celta também tem uma vitória de capacete no anverso, mas feito em estilo celta e um único cavalo celta no verso.  Essas moedas também tinham no verso escrito em grego, a palavra : KAΛETEΔOY, ou Kaletedou no alfabeto latino.
Existem dois tipos diferentes de quinários no tesouro,  uma moeda mais antiga e outra posterior, mas ambas com a palavra  Kaletedou.  Nós não sabemos quem ou o que ele representa, mas os arqueólogos acreditam que é um nome pessoal, provavelmente pertencente a um chefe gaulês. [NOTA da tradução: muitas das moedas gaulesas de origem celta, existentes no mercado numismático, têm essa palavra inscrita].
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Arqueólogos acreditam que as moedas encontradas na Suiça foram enterradas por volta de 80-70 a.C.  E que ainda que tenham sido encontradas espalhadas, elas provavelmente foram enterradas juntas, por alguém tentando escondê-las em local seguro. Não há evidência arqueológica de qualquer localidade ou estrutura em lugar próximo ao da descoberta. Mas sabemos que os celtas habitualmente enterravam seus bens para guardá-los, às vezes perto de um santuário, cuja divindade se tornava guarda permanente.
Atualmente não há como se saber o poder de compra dessas moedas de prata, bronze e ouro na área, naquela época, mas as evidências sugerem que economizar dinheiro acontecia com maior frequência nas áreas ao redor de centros urbanos.  Isso quase não acontecia nas aldeias agrícolas ou em áreas semi-urbanas, características da maioria dos assentamentos das tribos locais celtas.  Na área Füllinsdorf, quem estaria habitanto a região nesse período seriam os Rauraci, uma tribo cliente do helvécios, que  viveu do comércio intra-regional e internacional com os povos do Mediterrâneo.  Ela estava  bem estabelecida na área já no primeiro século a.C.
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Depois de 80 a.C., o comércio dessa região foi declinando, pois a área estava particularmente perturbada por guerras locais entre líderes tribais.  Havia pressão dos povos germânicos contra as forças invasoras de Roma.  Com isso a população começou a deixar as áreas menos povoadas em busca da segurança que as cidades fortificadas lhes davam.  Essa tensão crescente levou os helvécios, que habitavam o que hoje é a Suíça, a planejarem, junto com tribos celtas, uma migração em massa para a costa atlântica do que hoje é o território da França.  Isso aconteceu no ano 61 a.C.  Júlio César os impediu. E essa se tornou sua primeira vitória nas Guerras da Gália.


Fontes: Terra,

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dia Mundial da Natureza e Dia Mundial dos Animais



"Chegará o dia em que todo homem conhecerá o íntimo de um animal. E neste dia, todo o crime contra o animal será um crime contra a humanidade." - Leonardo da Vinci


Poesia de Magdalena Léa em homenagem aos animais. 

"MIMOSA" 

Um jornal noticiou:
"Perdeu-se uma cadelinha.
É branca, toda branquinha,
Com uma fita cor-de-rosa.
É bem mansinha e atende
Pelo nome de "Mimosa".
"Gratifica-se" - dizia -
"Com generosa quantia
A quem entregar"... e dava
O endereço afinal. 

O homem larga o jornal
E se põe a comentar:
- "Não há dúvida, é você,
Pois isso logo se vê:
Branquinha, de fita rosa ...
Então, seu nome é Mimosa?
Assenta bem pra você!"
E afagando a cachorrinha,
que no seu colo se aninha: 

- "Ora essa, é muito boa!
Deixaram você à toa
E depois vêm com a cantiga?
Mas isso não, minha amiga,
Não vou entregar é nada,
O castigo é merecido.
Se fosse bem vigiada,
Você não tinha fugido. 

E quem foi que a socorreu
Quando andava aí perdida?
Portanto você nasceu
Foi nesse dia, querida!
Triste, suja, enlameada,
Faminta, correndo à toa,
Podendo ser esmagada
Aos pés de qualquer pessoa...
E eu salvei-a do perigo!
Não lhe dei comida, abrigo
E tudo, de coração? 

Pois dizem que é generosa
A tal gratificação!
Mas isso a mim não me tenta,
Jogo o dinheiro na venta
De quem me tirar você,
Pois o seu dono sou eu.
O antigo dono seu...
Bem, há de se consolar!
Pegue a gratificação
E corra, e compre outro cão,
Que cães não hão de faltar,
Com você eu é que fico!
Capaz de ele ser bem rico,
E ter de tudo na vida,
Uma família querida.
Mas eu sozinho, solteiro...
E do "metal" nem o cheiro!
Escuta aqui, ó tetéia,
Posso ser um vagabundo,
Mas não há ouro no mundo
Que mude aqui minha idéia. 

Mas toda vez lá saía
A notícia no jornal:
O outro não desistia
De encontrar o animal.
E cada dia aumentava
O prêmio pela Mimosa.
Cem mil reais andava,
Oferta bem generosa! 

O homenzinho então lia,
A cachorrinha afagando
E bem alto, comentando:
- "És uma jóia!" - E ria.
"Que prêmio por seu sumiço!
Deixe porém que eu lhe diga:
Você, você, minha amiga,
Vale bem mais que isso!"
Como entendesse, Mimosa
Abana a cauda vaidosa. 

Os dias se sucediam,
E sempre o preço subiam
Pela cachorra perdida.
E o homem punha-se a rir:
- "A coisa está divertida!" 

Fazia já quinze dias
Que a cadelinha fugida
Vivia uma outra vida.
Não faltando à condição
De seu sexo volúvel,
Espera ali, no portão,
Novo dono e pressurosa
Salta lambendo-lhe a mão.
E ele ri satisfeito
Aconchegando-a ao peito
Com carinho e com ternura,
Começa então a leitura. 

Mas súbito empalidece
Hoje ele não escarnece
Treme na mão o jornal...
Dessa vez o homem não riu
Pegou Mimosa e saiu
Foi entregá-la afinal. 

É que não fala em dinheiro
A notícia nesse dia,
Apenas isto dizia: 

"Pede-se à alma bondosa,
Que encontrou a Mimosa,
Que a entregue por piedade.
Sua dona é pequenina,
Tem seis anos a menina,
E adoeceu de saudade." 

Autora: Magdalena Léa
Livro: "A Criança Recita"

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Eu Sou



"Eu sou a Deusa de dez mil nomes e infinitas possibilidades...
Eu danço e com meu corpo traço a magia de Ser e Existir...
Minha cabeça se movimenta como a SERPENTE que é o meu símbolo...
Sou SERPENTE...
sinuosa, escorregadia, misteriosa...
vivo na mente dos homens e nem por isso sou conhecida...
sou temida, pois desconhecem minha força...
troco de pele e com isso renasço...
Tenho asas...
os meus BRAÇOS se estendem em todas as direções,
expandindo minha energia,
me levando para todos os lugares...
sou pássaro que voa sem destino,
sou serpente que chega aonde quer...
Tenho em mim o segredo dos elementos,
minhas MÃOS dão e recebem de acordo com minha vontade...
doar...
reter...
receber...
ações determinadas por mim,
de acordo com o momento...
mas sempre...
sempre...
interagir...
ser uma em tudo...
Os meus SEIOS despertam o desejo e saciam a vontade dos homens,
sou o leite que dá a vida,
e em mim todos encontram o ritmo perfeito de Morgana das fadas...
mesmo em um leve movimentar de OMBROS...
O meu VENTRE...
ele é o caldeirão do conhecimento,
chave dos tesouros, dos mistérios,
dos prazeres escondidos...
mas para chegar até ele,
não tente ir em linha reta...
não sou racional...
me procure na SINUOSIDADE dos movimentos da terra,
o meu corpo é a própria terra...
Em movimentos eu me entrego e me faço querer...
Se estiver pronta, me siga...
deixo através de meus PÉS cada pegada marcada,
ensinando a você como chegar até mim...
e quando me encontrar,
esteja preparada para olhar em meus OLHOS...
pois são eles o portal para o meu mundo...
Lá, encontrará o CORRER DAS ÁGUAS...
o DESPERTAR DO FOGO...
e então, você poderá dizer se conhece ou não a FORÇA DA MÃE TERRA".

por Allys Madron

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Salve! Oh Deusa Lua


Lua

Nasce a noite iluminada pela Lua Cheia
E no íntimo sentimos sua misteriosa presença
Luz prateada enfeitiçando a meia noite e meia
Brilhando sobre a imensidão de cada crença

Lua Cheia de adversidades
Dos que vagueiam pelas veredas das sombras
Dos seres vazios pedintes de prosperidades
Dançam seus sonhos e ilusões sobre as alfombras

Lua Cheia dos lunáticos insanos
Das suas lágrimas caem estrelas sobre mim
Sobre os véus dos meus desejos humanos
Da maestria dos segredos não sairão até o fim

Lua Cheia dos poetas românticos
Dos amantes boêmios e eternos namorados
Assinalando a força dos poderes quânticos
Unindo as almas e os corações apaixonados

Lua Cheia dos ciclos e nascimentos
Gravitacional é o seu poder sobrenatural
Daqueles que possuem os conhecimentos
Mas sua magia é um fenômeno transcendental.


(Autora: Helen Dante)

De Lilith


Deusa da noite, magia negra,
Pele retinta se banha nas cores
Dos vultos que espreitam silentes teu canto.
Mulher-menina em seus vestidos, musa de toda parte.

Seduz no balanço das mãos, movem-se ondas,
Tragam do mar seres fantásticos, te contemplam,
Ficam à beira da terra, à beira da loucura,
Permitem morrer um pouquinho para chegar mais perto.

Não pode ter saído de uma costela, é mais do que isso,
É vida que gera vida que gera vida em autopoiese,
É fluxo incessante na plenitude de si mesma.

Enche, majestosa, o mundo com teu viço,
Eleva nossos corações com tua ascese,
Descarta nossas intenções como versos a esmo.

Poema para a nossa Deusa

DEUSA_~1


Eu que tive a honra de ser chamado de seu guerreiro
Agora faço me poeta para ti
Sim aqui estou eu
Desnudo de armadura e escuso
Posto-me em frente a minha Desusa, senhora de minha espada;
Pois aquela que comanda a noite me comanda
Eu que depositei minhas armas aos seus pés
Hoje espero sua ordem
Diga: Caminhe!!!
E não haverá lugar nesta terra que a marca de meu pé não esteja
Saibas que uma palavra sua é uma ordem
E mesmo que em sonho um dia estarei aos vossos pés
E neste momento verás que em todo mundo
Escolheste o mais leal entre os guerreiros
Pois aquele que carrega o bushido no peito
É maior pelo peso de seu fardo
Deusa da noite
Es a única a quem este samurai deve derramar lágrimas
Não sou como o vento que caminha por todas as partes
Sou o fogo que se espalha e te esquenta
Sou a terra que esta sobre seus belos pés
Sou a água que mata sua sede
E lhe mantém vida
Sou apenas um servo
Sou aquele que tu sabes que és teu
Teu defensor, seu samurai, seu guerreiro…



Fonte: 
Merry Meet

O DEUS AZUL - QUEER


" O Deus Queer é considerado o primeiro reflexo visto pela Deusa quando Ela se mirava no espeho curvo e negro do Universo, fazendo amor consigo mesma para criar toda a vida. ele é a própria imagem da Deusa refletida na luz do êxtase, momento infinito da criação. Se tornou o Seu primeiro amante e é a expressão do amor puro, a alegria ilimitada e a sexualidade em suas amplas manifestações. Ele representa não a heterossexualidade ou homossexualidade em sí, mas a sexualidade como o abraço apaixonado do Divino, em cada um de nós e no Universo.Assim, quando nos ligamos a uma outra pessoa no êxtase do amor, seja numa relação homossexual ou heterossexual, abraçamos o divino em nós mesmo, no outro e no universo. Esta é a chave para começar a conexão com o Deus Queer.O Deus Azul é aprópria manifestação do amor. Seu nome está associado com Diana, um dos nomes sagrados da Deusa, e a raiz da palavra inglessa 'glass', significando espelho. Isto nos dá a idéia de que o Deus Azul é a própria imagem da Deusa, refletida na luz do êxtase, no momento infinito da criação.O Deus Azul é a primeira manifestação masculina da Deusa e por isso está mais próximo da Deusa na maioria das tradições pagãs, o que nos dá mais indícios ainda de sua essência feminina.Dian Y Glas é a própria manifestação do self profundo, aquilo que nos conecta com o Divino há tanto renegado e esquecido.Ele é visualisado como um Deus azul prateado ou como o próprio céu azulado.O Deus Azul está associado com a primavera, juventude e alegria. Ele é muitas vezes chamado de Espírito Pássaro e o seu principal símbolo é o Pavão com uma estrela prateada no peito."

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