quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Templo da Idade da Pedra encontrado em Orkney pode ser mais importante que Stonehenge

Big draw: Britain's earliest examples of artwork have been found on the walls at the Orkney site

Arqueólogos encontraram em Orkney - arquipélago situado ao Norte da Escócia - um templo datado de cerca de 5000 anos que, segundo eles, poderia ser mais importante do que o tão famoso círculo de pedras de Stonehenge. O Sítio arqueológico, conhecido como Ness de Brodgar, foi investigado pelo documentário 'A História da antiga Grã-Bretanha', produzido pela BBC2 documentary e apresentado por Neil Oliver. O sítio foi descrito como "a descoberta de uma vida".

Até agora, as ruínas de 14 edifícios da Idade da Pedra foram escavados, porém aparelhos tecnológicos de geofísica térmica revelaram ao todo 100 construções, formando uma espécie de templo recinto. Até o momento Stonhenge tem sido considerado como o centro da cultura neolítica, mas agora este título pode pertencer ao Sítio em Orkney, que possui as pinturas de parede mais antigas de toda a Grã-Bretanha, até onde se conhece.

"A escavação de uma vasta rede de construções em Orkney é o que nos permite recriar todo um mundo da Idade da Pedra. É a abertura de uma janela para todos os mistérios religiosos do Neolítico", afirma Oliver

'More important than Stonehenge': The temple precinct being uncovered in Orkney contains 100 Stone Age buildings

Os especialistas acreditam que as descobertas vão esclarecer algumas questões e revelar um pouco do modo como as pessoas viam o mundo divino, terreno e a cosmologia dessa cultura. Nick Card, arqueólogo da Universidade de Highlands and Islands, disse: "Esse sítio é o sonho de qualquer arqueólogo. A excitação do mesmo nunca desvanece. Um sítio como este é único"

O professor Mark Edmonds, da Universidade de York, por sua vez, descreve a escavação como "um sítio de importância internacional". Algumas partes do templo encontrado são 800 anos mais antigas que as de Stonehenge, situado 500 km ao sul, em Wiltshire

O sítio encontrado está muito próximo do círculo de pedras de Ring of Brodgar (Anel de Brodgar) e da Standing Stones of Stenness (Pedras em pé de Stenness), além de ser cercado por um muro que pode ter possuído inicialmente 10 metros de altura. Arqueólogos encontraram linhas vermelhas em zigue-zague em algumas das paredes dos edifícios interiores, onde eles acreditam que sejam manifestações artísticas da Idade da Pedra - os mais antigos já encontrados.

Até o momento, apenas 10% do sítio foi examinado, e alguns especialistas afirmam que deve-se demorar décadas até que todo o sítio seja analisado.

*CANÇÃO DA DEUSA*


Sou a Grande Mãe, cultuada por todas as criaturas e existente desde antes de sua consciência.
Sou a força feminina primitiva, ilimitada e eterna.
Sou a casta Deus a da Lua, Senhora de toda a magia.
Os ventos e as folhas que balançam cantam meu nome.
Uso a lua crescente em minha fronte e meus pés se apoiam sobre os céus estrelados.
Sou os mistérios não solucionados, uma trilha recém-estabelecida.
Sou o campo intocado pelo arado.
Alegre-se em mim, e conheça a plenitude da juventude.
Sou a Mãe abençoada, a graciosa Senhora da Colheita.
Trajo a profunda e fresca maravilha da Terra e o outro dos campos carregados de grãos.
Por mim são geridas as temporadas da Terra;
tudo frutifica de acordo com as minhas estações.
Sou o refúgio e cura.
Sou a Mãe que dá vida, maravilhosamente fértil.
Cultue-me como a Anciã, mantenedora do inquebrado ciclo de morte e renascimento.
Sou a roda, a sombra da Lua.
Controlo as marés das mulheres e dos homens e forneço libertação e renovação às almas cansadas.
Apesar de as trevas da morte serem meu domínio, a alegria do renascimento é meu dom.
Sou a Deusa da Lua, da Terra, dos Mares.
Meus nomes e poderes são múltiplos.
Distribuo magia e poder, paz e sabedoria.
Sou a eterna Donzela, a Mãe de tudo, e a Anciã das trevas, e lhe envio bênçãos de amor sem limite.
(Baseada numa invocação criada por Morrigan)

PRECE A DEUSA MÃE SENHORA DA LUZ, MÃE DO UNIVERSO!


Queremos agradecer pela oportunidade que deste ao homem,
Que em teu nome busca a luz do renascer em época tão árdua e difícil.
Nós, que ao longo destes séculos, com as mãos entrelaçadas apesar da mente embaçada pelo esquecimento, com fé contida pelas trilhas do sacrifício
Plantamos as sementes do amor, da esperança e da fé renovada, independente do momento histórico que aqui estivemos,
Cumprindo e fazendo cumprir as leis que regem o universo
Numa serena e silenciosa guerra, lhe agradecemos Grande Deusa do planeta azul!
Agradecemos pela luz que acendeste em nossos corações,
Quando nos delegaste a tarefa divina de nos tornarmos lanternas incandescentes
Para informar e conduzir a tua existência, a tua força e a tua ação,
Em meio a toda tecnologia que nos envolve e oprime.
Queremos rogar-te que conduza o homem para o uso devido dos direitos Humanos e o justo progresso,
Ilumina Grande Mãe, a consciência humana para o uso da inteligência,
Ao fabricar foguetes e bases nucleares.
Que o homem invente, crie e desenvolva novas técnicas e objetos de “ultima geração”
Dentro da segurança que não falha, a segurança moral.
Que o homem entenda que doar remédios, alimentos e socorro aos necessitados
É uma obrigação de ser e não um compromisso social.
Que ser honesto deve ser inerente à personalidade e não um mérito adquirido.
Que o amor e a assistência aos animais, ás árvores amigas, e o respeito à Mãe Natureza passem a ser um comportamento real e verdadeiro.
Que a consciência livre possa respeitar as leis da tua criação,
E receba as bênçãos naturais por fazer parte do sistema cósmico universal. Que possamos viver livres da poluição dos mares e das idéias de alguns homens que ainda habitam este planeta que possamos viver livres do envenenamento, dos ares e dos alimentos industrializados.
Que o ódio seja banido do nosso planeta Terra,
Que as guerras sejam trancadas para sempre num museu e livros de historia E que nos seja dado o direito de em cada amanhecer e em cada anoitecer Podermos pensar em uma sala de aulas com o coração livre e leve
Com a consciência iluminada, porque estamos contribuindo para a paz do novo homem mais centrado a partir do teu renascimento nos corações e no cotidiano do ser humano.
Que em todos nós impere o imenso amor que nos mantém a alma
E o coração em sintonia com o Todo.
Que nossos corações possam bater em perfeita harmonia com o coração da Terra.
E que pensando no esplendor da paz interior
Que se desenvolve pelos caminhos do amor
Possamos qualificar a Deusa que existe em nós
Para todos os seres deste planeta...
Para todos aqueles que acolhestes no teu grande Útero, a Terra!
ABENÇOADO SEJAM TODOS!





terça-feira, 4 de setembro de 2012

Eu sou a Terra


Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.

Cora Coralina

Vila Pagã será implantada no interior do Piauí


Um projeto que está sendo desenvolvido no interior do Piauí pode tornar real o que, para muitos pagãos, não passava de um longíquo sonho utópico. Muito mais que um sonho, um projeto transformador, esse é um dos principais lemas da "Vila Pagã", um lugar projetado para abrigar diversos espaços de convivência, preservação e difusão da cultura e religiosidade pagã.

Dentre algumas das propostas para a Vila Pagã, devem ser feitos espaços como biblioteca, bosques sagrados, recantos de preservação, centro comercial, turístico e muito mais. A ideia central é desenvolver um recanto de preservação e difusão da cultura clássica e pagã, contando com áreas abertas de visitação, zonas residenciais e centros culturais.

Esse é o primeiro projeto do tipo para ser executado no Brasil, e talvez o único do gênero na América Latina, pois agrega conceitos como permacultura, sustentabilidade, preservação cultural e convivência pagã. Uma iniciativa global que ganha cada vez mais repercussão global, pela coragem e ousadia dos envolvidos no empreendimento.

A Vila Pagã deve ser erguida gradativamente, com o apoio da comunidade pagã, da iniciativa privada e até mesmo do apoio público, através de ações relativas a infraestrutura comunitária. O lugar deve ser estruturado em uma área encravada no interior do Piauí, mais precisamente em um terreno de seis hectares na zona rural de Lagoa do Piauí (PI), um pequeno município próximo da capital Teresina, repleto de potencialidades naturais.

Como projeto habitacional, cultural e religioso, a Vila Pagã visa ser um espaço de convivência e difusão cultural baseado nos conceitos e ideologias do paganismo greco-romano, que são bastante atuais para as necessidades do homem moderno, que se afasta cada vez mais da natureza sem perceber o mal que provoca a si mesmo. Apesar do foco greco-romano, o projeto também contempla outras vertentes pagãs, dando suporte para a preservação do paganismo de forma mais abrangente.

Assim como no cristianismo existem diversas religiosidades (catolicismo, evangélicos, carismáticos, etc.), no paganismo também existem várias religiosidades, que fazem parte de um mesmo sistema de crenças, com base na evolução espiritual, politeísmo e a busca pela harmonia com a natureza. É por isso que o nome “Vila Pagã” tem tudo a ver com a ideologia e os princípios do projeto, pois será uma área cultural de vivências, de valorização da natureza e dessa espiritualidade.

Potencialidades do Projeto

O projeto visa a criação de um espaço que deve se tornar destaque pela cultura e modo de vida, que prezará pela integração e respeito à Natureza. Serão várias as potencialidades a serem exploradas ao longo da aplicação do projeto, como por exemplo:

* Turismo: Através da valorização e revitalização das belezas naturais; artesanato, promoção de eventos culturais e festividades religiosas pagãs e agrícolas.

* Economia: Criação de um centro comercial e hospedaria; artesanato; prestação de serviços; valorização do empreendedorismo; agricultura de subsistência e outros aspectos para dar suporte à manutenção da comunidade de forma auto sustentável.

* Cultura: Implantação da maior biblioteca holística do Piauí; templos pagãos (o primeiro será deicado a Mercúrio); incentivo a preservação e a consciência ecológica; presença marcante de influências religiosas pré-cristãs da região mediterrânea.

* Arquitetura e Urbanismo: Casas ecológicas; sustentabilidade; utilização de energias alternativas (eólica); trilhas de acesso; arborização planejada.

Além desses aspectos, muitos outros pontos devem ser trabalhados em conjunto para possibilitar o desenvolvimento tanto da comunidade envolvida diretamente, como da cidade de Lagoa do Piauí, onde deve ser implantada a Vila.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Eu e a Lua Cheia (Deusa Mãe) Andréa Maia



Hoje me entrego a Ti….
Como um dia me entreguei e sem saber..que tu já olhavas por mim…
Num dia de chuva pedi, e hj retorno a pedi e a agradecer..
Não mas com as mesmas lagrimas e nem aguas à cai sobre mim…elas agora estão por dentro..
E Tu sabes…melhor que Tu, ninguém conheçe mais…
Meu coração..Minha alma.. Meu ser…
Sabes de cada oração… Cada desejo… Cada chuvisco de sentimento… Cada aperto no peito…Palavras e Pensamentos… Todos os meus anseios… Desvaneos… Minhas teimosias, Meu insistir… Insanidade incompreendida…Cada Dor de uma lagrima caída… sente o meu Sentir…Seca meu pranto…Acalma-me…
Pois Lua … Tu és a Deusa Mãe
Entrego-me…cura-me …liberta-me…me impulsiona para uma nova vida…
Me ajuda a aceitar e a compreender teus sinais e a…
Permitir…
O presente….O que Tu reservas pra mim!
Agradeço por cada instante de sopro de vida….
E por cada oração ouvida…
Confirmações assistidas
Pela energia recebida…É destribuida…. conecção em perfeita harmonia…
Por cada soluçar quando não sou atendida…(rs)
E por me mostrar…O que é o melhor pra mim.

domingo, 2 de setembro de 2012

O PAGANISMO DE QUASE TODOS NÓS


Muita coisa anda sendo dita sobre o paganismo. Porém, muitas dúvidas começaram a surgir e muita confusão vem sendo feita

Hoje as pessoas falam muito sobre Bruxaria, mas o real sentido, o verdadeiro significado elas desconhecem. Infelizmente perdeu-se o verdadeiro significado, e é confundida com satanismo e Magia Negra.

Paganismo , a primeira sensação que nos advém é de que estamos despertando para algo novo, mas na realidade estamos nos religando às antigas raízes pagãs, à verdadeira religião da natureza e da unidade, pois o nosso caminho é baseado na crença de Deuses e Deusas, conforme suas tradições.

Algumas pessoas, inicialmente, sentem uma certa dificuldade em relação à conexão com as Deusas. Isto acontece, principalmente, por conta de toda a influência da sociedade patriarcal dominante durante milênios, assim como pela manipulação da igreja, para controlar o indíviduo através do medo e do "pecado". Tudo isso é tão forte que, às vezes, chega a causar crises de consciência e muito desconforto, tamanhos são os dogmas impregnados no ser. 


Atualmente o termo “paganismo” é usado para definir várias vertentes religiosas de raízes européias que apresentam traços semelhantes entre si. Esses traços são: culto politeísta (adoração a mais de uma representação divina), de origem pré-cristã e centrada no culto à natureza e seus ciclos (honra aos deuses em festivais, rituais e manifestações representativas dessas forças). Na atualidade, podem ser encontradas algumas vertentes pagãs que se tornaram mais conhecidas e populares devido ao fenômeno da globalização. Algumas dessas vertentes são o Asatrú (chamado de bruxaria nórdica), a Stregheria (chamada de bruxaria italiana), o neodruidismo e a Wicca (com raízes celtas). Os membros da maioria das vertentes pagãs conhecidas atualmente se auto denominam “bruxos”, palavra cuja etimologia é desconhecida, mas suspeita-se que deriva dos termos celtas brixtã (feitiço), bixto (fórmula mágica) ou brixtu (magia).

Dizem os historiadores, que “quem não conhece a história corre o risco de cometer os mesmos erros do passado”. Por isso, é que devemos nos reportar ao passado, para conhecermos a verdade acerca de um tema tão importante

Numa das obras mais significativas sobre a experiência religiosa, intitulada The Golden Bough, o antropólogo britânico Sir James Frazer sustenta uma tese cujos ecos ainda hoje se fazem sentir. Relembremos sumariamente a concepção de Frazer: a evolução do espírito humano encontra‑se marcada por três fases distintas na forma como entende o mundo e a vida. 


A palavra «paganismo» tem, como se sabe, um sentido pejorativo. Literalmente, «pagão» (paganus) é, na designação latina, o habitante das aldeias (pagi), qualificação que traduz o facto histórico do Cristianismo primitivo ter triunfado nas grandes cidades do Império e não tanto nas aldeias e nos campos onde se preservaram as antigas tradições religiosas. Se a distinção entre «cristãos» e «pagãos» parece refletir uma mais antiga, aquela que opunha os povos da Aliança a todos aqueles que dela estavam excluídos, isto é, os gentios (os goiim na terminologia hebraica), rapidamente no seio da civilização cristã nascente o termo «pagão» parece assumir um tom depreciativo, senão mesmo acusatório, ao indiciar crenças supersticiosas, mágicas e idólatras próprias da ignorância das gentes das aldeias. E esta acusação, tantas vezes violenta e persecutória, manteve‑se durante séculos, só oficialmente desmentida no segundo Concílio do Vaticano quando no célebre documento Nostra Aetata [«Relações da Igreja com as religiões não‑cristãs»] não só se promove uma reconciliação da Igreja cristã com as outras grandes religiões hodiernas, como se reconhece o valor profundo das antigas religiões pagãs (sejam elas pré‑cristãs ou coetâneas do Cristianismo) que souberam, nas palavras do Concílio, preservar um sentido religioso profundo do mundo, da vida e do divino.

A nossa atenção, nesta comunicação, ir‑se‑á centrar nessas religiões antigas, pois estamos convictos que apesar de já não terem tradução ritual expressiva, as crenças pagãs condicionaram profundamente a visão e o sentir dos povos europeus e ocidentais.

O paganismo é com certeza a religião mais antiga praticada no Reino da Baviera. Desde tempos imemoriais, os povos nômades que vagavam pela região cultuavam os espíritos da terra, os deuses da Natureza, e mesmo após milênios de perseguição por parte dos romanos, dos nobres e da Igreja, as práticas pagãs persistem em vilarejos isolados, no campo e na floresta.

Fora dos cultos altamente secretos das Bacantes ou dos soldados do Templo Solar, o culto à natureza continuava a todo vapor entre os celtas, druidas e bretões.
Os druidas traçam suas raízes em 300 AC. Os primeiros registros deles foram feitos pelo escriba grego Sotion de Alexandria no século II AC. Os pitagóricos os chamavam de Keltois (Aquele que domina o carvalho). Em latim eram chamados de druides (que tem a mesma origem da palavra Dríade, que significam as “ninfas da floresta” na mitologia grega, que nada mais eram que as sacerdotisas celtas que realizavam seus ritos nas florestas).


Do Egito, os ritos migraram tanto para a Grécia quanto para as Ilhas. Da mesma maneira que os sábios gregos construíam panteões, templos e obeliscos utilizando-se da geometria sagrada, os bretões e celtas erguiam círculos de pedra com a mesma função. Enquanto os gregos realizavam as Bacchanalias, os celtas e bretões realizavam os festivais de Solstícios e Equinócios, bem como as Festas de Beltane e Samhain, onde eram celebrados os Hieros Gamos.

Nos ritos sagrados, o aspecto masculino da divindade era representado primariamente por dois deuses: Cernunnos e o “Green Man” (Homem Verde). Cernunnos é o Deus Chifrudo das florestas, representando todas as forças viris da natureza. Seus chifres podiam ser tanto de carneiro (com toda a simbologia fálica que eu comentei semana passada) quanto de gamos (representando a iniciação dos sacerdotes dentro da tradição solar). De qualquer forma, era a personificação do poder masculino do universo. O Grande Deus. Era sempre representado vestindo peles de animais e muitas vezes com o casco de bode. Cernunnos possui as mesmas atribuições do deus Pan (grego) e do deus Pashupati (hindu). A título de curiosidade, o nome Pan vem do grego Paon, que significa “Pastor”

Agora… deus chifrudo? com pés de bode? Aparecendo nos Sabbaths?… onde a gente já ouviu falar disso? Ah, claro! A Igreja Católica espalhou pelo mundo afora que esta era a imagem do diabo !!! do tinhoso !!! do inominável !!! do coisa-ruim !!! que todos deviam temer e fugir. Estes ataques virulentos continuam até os dias de hoje, não apenas pela Santa Igreja mas também por todas as suas descendentes evangélicas. Outra das personificações do Grande Deus era o chamado “Green man”. Uma imagem construída a partir da própria floresta, cujo rosto formado por plantas (ou um sacerdote com o corpo pintado de verde) representava a FERTILIDADE, o renascimento das plantas após o inverno…


Da parte da Deusa, as sacerdotisas representavam o poder feminino, basta dizermos que mulheres peladas dançando ao luar associadas a livres pensadores não agradavam em nada ao controle da Igreja e, desta forma, a nudez e o sexo foram automaticamente associados ao PECADO (até os dias de hoje).
Devemos grande parte disto Santo Agostinho, que por volta de 400 DC reescreveu a gênesis associando a expulsão de Adão e Eva do Paraíso ao sexo e ao tal do “pecado original”.
A partir de então, bruxaria foi associada ao satanismo e qualquer desculpa era uma desculpa para mandar estas pessoas para a fogueira, e assim tem sido até os dias de hoje.
Os pagãos trouxeram seus rituais, cerimônias e práticas, que gradualmente foram sendo introduzidas na Igreja Cristã, com nomes cristãos, os quais comprometeram e corromperam a genuína fé primitiva, de modo que a Igreja foi se tornando romanizada e paganizada.Isto é fato histórico INCONTESTÁVEL. 

A origem da Igreja Católica é a trágica mistura de Cristianismo com religiões pagãs que o cercavam. Ao invés de proclamar o Evangelho e converter os pagãos, a Igreja Católica “cristianizou” as religiões pagãs e “paganizou” o Cristianismo. Embaçando as diferenças e apagando as distinções, sim, a Igreja Católica se fez atraente às pessoas do Império Romano. O resultado foi que a Igreja Católica se tornou a religião suprema no “mundo romano” por séculos.

Todo pagão honra a TERRA COMO UM SER VIVO, a TERRA é vista como a MÃE, ou até mesmo como Avó. A divindade, nossa fonte de vida, presente em todas as coisas, se expressa de várias formas diferentes na bruxaria.. Na expressão do divino não somente por meio da TERRA, mas também pela Deusa, a grande mãe, e o Deus, o pai de todos, seu filho e seu consorte. Pelas ações desta polaridade, da Deusa e do Deus, a vida foi criada. Todos as Bruxas e Bruxos são pagãos, mas nem todos os pagãos são bruxos.
Como nem todos bruxos são wiccans. por isso ao fazer qualquer rito em Meio a Natureza, devemos ter o máximo cuidado e responsabilidade com esta !

Paganismo: O paganismo, não pode ser considerado uma religião, mas o pilar que engloba o modo de vida de todas as expressões religiosas que são voltadas à natureza, se apóiam para o desenvolvimento de seus fundamentos.


Como podemos notar o impulso inicial para a divulgação dessa religiosidade foi a literatura, mas logo as ferramentas de divulgação mais modernas - o cinema, a TV, as revistas e especialmente a internet - surgiram e desempenharam função importante para a difusão desses valores. Foi através da literatura que a bruxaria começou a ser difundida no Brasil, a primeira autora brasileira a escrever sobre o tema foi Márcia Frazão (em meados de 1990). Posteriormente surgiram outros autores com publicações populares.

Atualmente a internet pode ser considerada a principal e mais crescente plataforma midiática de divulgação de manifestações do movimento pagão brasileiro. Existe até mesmo um mapa da bruxaria no mundo, divulgado pela Federação pagã da Escócia, que aponta o Brasil como um dos países em que o número de pagãos é considerado um dos maiores (em torno de 10.000 a 50.000 pagãos).

A Bruxaria engloba um conjunto de crenças pagãs. Como já foi visto, o paganismo é o nome dado às práticas ligadas à sacralidade da Terra. Assim é com as Bruxas.

As bruxas e bruxos observam os ciclos da Natureza e buscam uma compreensão maior “daquilo que não pode ser dito”, que é a essência de todas as coisas. Dessa forma, aprendemos como agradecer por tudo o que a Natureza nos oferece, e a melhor forma de fazer isso é através das celebrações.

A religião pagã está a nossa volta – na paisagem moldada por gerações, nos montes sagrados ou círculos de pedras, lugares onde gerações e gerações vieram honrar e venerar os deuses de seu povo e de sua terra. É uma religião que se preserva através de suas músicas folclóricas, das suas danças em cada troca de estação. Nós fazemos nossas bonecas de palha de milho, brincamos com as maçãs no Halloween , nem sempre lembrando que estes são os remanescentes de nossos ancestrais Celtas, Germânicos e de outras tribos que delinearam as heranças do Ocidente.

Assim como entramos em um novo milênio, nós estamos presenciando um renascimento das antigas tradições espirituais. Os antigos Deuses e Deusas adormeceram por um período, mas agora estão despertando. O Paganismo é mais uma vez praticado em toda Europa, América, Austrália, Nova Zelândia... É a religião oficial da Islândia! Essas tradições não são unicamente praticadas na Europa. Pessoas no mundo inteiro estão rejeitando novas religiões e estão retornando ao conhecimento de nossos ancestrais.



LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...