sábado, 11 de agosto de 2012

Pagãos e Bruxos nas Forças Armadas

 

Segundo pesquisas recentes, cerca de cem membros das forças armadas britânicas são pagãos, enquanto outros trinta se afirmam bruxos. Os dados foram publicados pelo jornal Daily Mail, a pesquisa foi obtida pelo Ministério da Defesa, através do "Freedom of Information Act".
As pesquisas revelaram que a maioria dos militares (soldados, marinheiros e aviadores) registrou-se como sendo cristão ou de qualquer outra religião. Mas de acordo com Phil Ryder, porta-voz da British Druid Network, podem haver mais pagãos do que os números revelam.

Cada vez mais pagãos perdem o medo de assumirem publicamente suas crenças, até mesmo por conta dos direitos de liberdade religiosa garantidos por lei. A Lei da Igualdade (2006) , por exemplo, determina que as forças armadas não podem discriminar por motivos de crenças pessoais.
Ao contrário do que muitos possam imaginar, o Paganismo é um culto direcionado para a adoração da natureza e seus ciclos, sendo um culto politeísta que encontra suas raízes nas religiões tradicionais da Grã-Bretanha antiga. Atualmente Stonehenge (antigo sítio britânico de obelisco de pedra) é o lugar favorito de peregrinação de muitos pagãos. As celebrações e rituais ocorrem geralmente em lugares abertos na natureza e os pagãos comemoram com cânticos, danças, banquetes, festas e adorações aos Deuses.

Depois de sua filha receber uma Bíblia na escola, bruxa protesta para que escolas distribuam livro de feitiços

http://noticias.gospelmais.com.br/files/2012/01/bruxa-Ginger-Strivelli-e-sua-filha.jpg

Ginger Strivelli é seguidora da Wicca, um tipo de bruxaria e se intitula pagã. Strivelli está questionando as autoridades americanas de não tem o mesmo direito que o grupo missionário Gideões em distribuir seu “livro sagrado” nas escolas púbicas.

Os Gideões Internacionais entregaram várias caixas de Bíblias na secretaria da escola North Windy Ridge, onde a filha da bruxa estuda. Todos os estudantes interessados podiam levar um exemplar para casa, e quando sua filha chegou em casa com um exemplar do livro sagrado ela questionou que as escolas não deveriam distribuir materiais de uma religião e não de outras.

Segundo Strivelli a escola respondeu que disponibilizaria da mesma forma textos religiosos doados por qualquer grupo. Porém ela diz que quando apareceu na escola levando livros de feitiços da Wicca foi mandada embora, e por isso decidiu protestar.

A história ganhou notoriedade na mídia e levou o conselho escolar a emitir uma nota oficial dizendo: “No momento estamos revisando políticas sobre essa prática com os advogados do conselho escolar. Durante este período, nenhuma escola no sistema estará aceitando doações de materiais que defendam uma determinada religião ou crença”. A decisão do conselho deve sair até o dia 2 de fevereiro.

De acordo com a Fox News Michael Broyde, professor e pesquisador no Centro para o Estudo do Direito e Religião da Emory University falou sobre o tema. Ele disse que “você deve abrir as escolas públicas para todo tipo de material religioso, ou você pode proibir todo tipo de material religioso”. O processor completou afirmando: “Você não pode dizer: Vamos distribuir material religioso, mas apenas de uma fé em particular”.

Strivelli afirmou ainda que muitos pais cristãos que tem filhos na North Windy Ridge apoiam seu protesto. Ela explica a posição dos pais cristãos dizendo que é “porque, entendem que não gostariam de ver na porta da escola as Testemunhas de Jeová distribuindo suas revistas ou católicos entrando ali distribuindo Rosários”, e enfatiza “do mesmo modo eu não gostei de saber que distribuíram Bíblias”.

Essa questão da mistura entre religião e estado tem causado polêmicas por todo o mundo e a discussão envolvendo escolas já causou problemas também na Alemanha e na Irlanda.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Universidades americanas reconhecem feriados pagãos em seu calendário oficial


Nos EUA, várias universidades têm já calendários que reconhecem os feriados pagãos. O caso mais recente é o da Universidade de Vanderbilt, em Nasghville, Tenessee, que no seu calendário adicionou quatro dias de feriados pagãos, o que significa que nestes dias os alunos pagãos poderão ser dispensados de testes, aulas e outras atividades acadêmicas, tal como sucede já com os estudantes muçulmanos e judeus.

Outros exemplos de caráter universitário foram o da Marshall University, em West Virginia, o que na altura deu muito que falar em todo o país, e também o Departamento de Educação do Estado de Nova Jersey, que adicionou oito feriados pagãos à sua lista «oficial» de feriados; o Estado da Carolina do Norte, por seu turno, aprovou uma lei que garante dois feriados religiosos por ano nas universidades locais.

Para já, os feriados em causa são os do calendário da Religião Antiga/Wicca/Celta, mas, à medida que o Paganismo cresce, outras correntes pagãs poderão igualmente ser reconhecidos os seus dias sagrados.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Paganismo e bruxaria serão ensinados em sala de aula

 

Paganismo, bruxaria, druidismo e culto dos deuses antigos, como Thor, serão temas incluídos no currículo de uma escola no sul da Inglaterra. Os alunos aprenderão sobre a importância de locais de adoração pagãos como Stonehenge e as dificuldades que uma praticante da bruxaria pode enfrentar nos dias de hoje.

A escola de Cornwall County, Inglaterra, dará aos seus alunos não cristãos igualdade de condições, propondo que as diferentes formas de paganismo sejam oficialmente incluídas no currículo de educação religiosa.

A região de Cornwall tem uma longa história de práticas druídicas e pagãs e um grupo de adeptos requisitou que o Conselho Municipal os colocassem no mesmo nível do ensino sobre cristianismo, islamismo e judaísmo. Segundo essa proposta curricular, a partir da idade de cinco anos, as crianças devem começar a aprender sobre a história dos rituais. Aos 11 anos de idade, os interessados poderão “explorar o paganismo moderno e sua importância para muitas pessoas”. As áreas de estudo devem incluir “a importância dos locais pré-cristãos para os pagãos modernos”.

 

Neil Burden, membro do Conselho de Ministros de Serviços para Crianças argumentou que a medida daria aos alunos “acesso a um amplo espectro de crenças religiosas”. A iniciativa do Conselho de Cornwall segue a decisão tomada pelo governo inglês em 2010 de reconhecer o druidismo como forma de religião.

Imediatamente a iniciativa alarmou alguns ativistas cristãos que temem que isso evolua e seja parte dos currículos de todas as escolas do país. Eles estão preocupados como fato de que uma religião considerada “excentricidade” ganhe cada vez mais o reconhecimento oficial. No município, com população de 537,400 pessoas, existem oficialmente cerca de 700 pagãos.

Mike Judge, porta-voz do Instituto Cristão de Cornwall, acredita que “apresentar o paganismo é apenas uma moda passageira e tem mais a ver com o desejo de ser politicamente correto de professores que com as necessidades educativas das crianças”, disse.

O paganismo inglês abrange diversas vertentes, desde druidas, que se consideram praticantes da antiga fé pré-cristã, passando pela Wicca, forma moderna de bruxaria até os xamãs, que invocam os espíritos da natureza.

De acordo com o censo nacional de 2001, existem cerca de 40.000 pagãos praticantes na Inglaterra e País de Gales, embora algumas estimativas afirmam que o número seja bem maior.


domingo, 5 de agosto de 2012

Imbolc Um Sabbath – O Crescimento da Luz


(Imbolg, Oimelc, Candlemas, Treguenda Lupercalia)

HS: 01°/02 de Agosto HN: 01°/02 de Fevereiro

"Que ele venha das montanhas, vales, bosques e prados. Oh, Senhor de todos os animais, venha grande fecundador e ativador do universo. Deus que ilumina e traz vida, regente dos céus e das estrelas, Galhudo das florestas, Senhor de tudo que veio e do que há de vir. Venha iluminar o mundo. Que o caminho seja aberto e que a Primavera possa passar. Sem primavera não haverá o nascimento da luz, sem a luz não haverá fertilidade sobre a Terra. Bendito seja Tu, Senhor da fartura e da prosperidade"



Este é o festival que celebra o início da primavera, os primeiros sinais de vida agora começam a surgir. Também soletrado Imbolg, pronunciado im-olk , ou Oimelc em gaélico, é muitas vezes conhecido como o Dia de Brighid. Em galês, é Gŵyl Forwyn, pronunciado gwil vor-Wun , a festa da menina, ou Gwyn Feira, a festa de Maria, Brighid ter o papel equivalente ao de Maria, a Mãe Divina, em pré-cristã Grã-Bretanha. Ao contrário de Maria, a virgem perpétua, no entanto, Brighid evolui através dos ciclos da mulher e nesse rito, ela é sentida em sua triplicidade, como a mãe refletindo na inocência de seu filho, como bruxa na escuridão de sangue do útero e lavraram a terra. Candelária é o mesmo rito dentro da tradição cristã.Celebrado pelo calendário entre HS: 01°/02 de Agosto HN: 01°/02 de Fevereiro , para aqueles que passam pelas estações do ano o festival vem, quando os primeiros snowdrops estão florescendo, os primeiros cordeiros nascem, ou quando a energia da terra pode ser sentida verdadeiramente a primeira agitação.É um festival que celebra a mãe que deu à luz, a beleza mágica do Mabon e toda a vida nova.


Este Sabbath originou-se na antiga Irlanda, nas comemorações da Deusa Brighid, Brigid ou Brigith, homenageada como a "Noiva do Sol". Apesar de estarem no auge do inverno, este festival era dedicado ao aumento da luz e ao despertar das sementes enterradas na terra congelada. Na Roda do Ano, Imbolc é o oposto de Lughnasadh e festeja a Deusa como Donzela.

Imbolc ocorre seis semanas após Yule, simbolizando a recuperação da Deusa após o parto da criança solar e sua transformação em Donzela jovem e cheia de vigor. A Igreja Católica aproveitou o antigo significado pagão e transformou esta data na festa da Candelária, a Purificação de Maria. A própria Deusa Brighid foi cristianizada como Santa Brígida e seu santuário foi transformado em um mosteiro de monjas.


O Fogo, primeiro dos Elementos a serem criados pela Divindade e que é utilizado em praticamente todas as correntes religiosas como forma de elo entre o que se almeja e o mundo Divino. Podemos encontra-lo desde um simples ato de acender um incenso até mesmo nos grandes caldeirões e tochas de ritos bem elaborados. Nas práticas de vidência e também nas velas acompanhadas de boas orações, onde a intenção é o que realmente faz a diferença pois a chama que aquece é a mesma que pode queimar e destruir. É o elemento da mudança, da vontade e da paixão, onde seu mais concreto sentido abriga todas as formas de se praticar magia, pois ela é um movimento de mudança. Interessante notarmos é a rapidez com que os resultados através deste Elemento é capaz de produzir devido a sua forma de manifestação e de sua composição atingindo todas as energias dos quadrantes mesmo em um só elemento. Os fracos não são para o Fogo que escolhe sabiamente os seus eleitos. Para os Xamãs o "Vovô Fogo" do Reino Elemental que cura e queima todo o passado, que destroi o velho para que o novo possa chegar.

Seu status na Magia é de Fogo Sagrado, a Chama da inspiração, arma e escudo de guerra, vinda das bençãos da Deusa Brigith, a Deusa da Inspiração. Brigidh ou Bride (pronuncia-se Bríd), era uma Deusa Tríplice, regente da Inspiração (arte, criatividade, poesia e profecia), da cura (ervas, medicina, cura espiritual e fertilidade) e da Metalurgia (ferreiros, ourives e artesãos). Por ser uma Deusa do Fogo, era homenageada com fogueiras, rodas solares, coroas de velas e rituais que despertavam ou ativavam o Fogo Criador. As lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando, com seu Bastão Mágico, a terra congelada pelo Cajado da Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia.


Imbolc é o momento ideal de banirmos todos os remorsos e culpas (sentimentos associados ao Inverno) e planejarmos o futuro para o próximo ano. Esse é um dos Sabbats mais poderosos, pois traz uma mudança pessoal profunda e transformadora. É tempo de limpar, lavar e purificar e se preparar para o crescimento e a renovação.

Imbolc é uma data propícia para despertar a criatividade e abrir-se para a inspiração por meio da poesia, canções, narrativas, desenho, cerâmica ou dança.

A Intuição é uma poderosa aliada de todas as pessoas, mas quase sempre por causa do nosso Ego não permitimos a manifestação em nosso redor que poderia ser de imensa vantagem, mas que simplesmente deixamos ocultar-se e perdemos oportunidades de ouro Se a sua intuição, força ou energia está meio fora de sintonia, nada melhor do que um tônico para que as coisas voltem a funcionar normalmente. A Runa "Cen" (Kano) da Aett de Feoh, faz menção as tochas que eram acesas no alto das montanhas nos dias de Solstícios e Equinócios.


Lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando, com seu Bastão Mágico, a terra congelada pelo Cajado da Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia.

O Sabbath Imbolc, cujo nome significa "apressar-se", celebrava o aumento da luz e a derrota do inverno. Na véspera, todos os fogos e luzes eram apagados para serem reacesos, ritualisticamente, com as brasas das fogueiras dedicadas a Brigith.

Neste dia, com a comemoração do Disting, os povos nórdicos "enterravam" a negatividade e as agruras do inverno, acendendo fogueiras nas encruzilhadas e purificavam a terra, salpicando sal e cinzas sobre ela.

Então para todos vocês um Feliz Imbolc





Fonte de Imagem: Google Imagem

terça-feira, 31 de julho de 2012

OS CELTAS

Segundo historiadores, a terra de origem dos Celtas era uma região da Áustria, perto do sul da Alemanha. Dali, os Celtas expandiram-se pela maior parte da Europa Continental e Britania. Na sua expansão os Celtas abrangeram áreas que vão desde a Espanha à Turquia. 

Tomando posse de quase toda a Europa, os Celtas dividiram esse continente em três partes: a Central (teuts-land, q.s. terra de teut), a Ocidental (hôl-lan ou ghôl-lan, q.s. terra baixa) e a Oriental (pôl-land, q.s. terra alta); tudo o que estava a Norte dessas regiões denominavam de dâhn-mark (q.s. o limite das almas), que ía do Rio Don às Colunas de Hércules; aquele Don que os antigos franceses chamavam de Tanais e que era baliza para a ross-land (q.s. terra do cavalo = rússia).

Os Celtas dominaram a Europa Central e Ocidental por milhares de anos. Mas só mais recentemente os Celtas influenciaram a Europa no seu desenvolvimento, a nível cultural, lingüístico e artístico. Os Celtas com grupo e raça, há muito que desapareceram, exceto na Irlanda e nas Terras Altas da Escócia.

Desde o domínio romano, instigado pelo catolicismo, as culturas druídica e celta foram alvos de severa e injusta repressão, que fez com que fossem apagados quaisquer tipos de informação a respeito delas embora que na historia de Roma conste que Júlio César reconhecia a coragem que os druidas e celtas tinham em enfrentar a morte em defesa de seus princípios.

A bravura dos Celtas em batalha é lendária. Eles desprezavam com freqüência as armaduras de batalha, indo para o combate de corpo nu. Os homens e as mulheres na sociedade Celta eram iguais; a igualdade de cargos e desempenhos eram considerados iguais em termos de sexos. As mulheres tinham uma condição social igual á dos homens sendo muitas vezes excelentes guerreiras, mercadoras e governantes.

Os Celtas transmitiram a sua cultura oralmente, nunca escrevendo a sua história ou os seus fatos. Isto explica a extrema falta de conhecimento quanto aos seus contatos com as civilizações clássicas de Grécia e Roma. Os Celtas eram na generalidade bem instruídos, particularmente no que diz respeito á religião, filosofia, geografia e astronomia



A Origem Celta ao que se consegue datar até o ano de 1200 AEC situa-se na Europa Central, embora parte da mais numerosa vaga de invasão indo-européia. Durante os 600 anos seguintes, os celtas chegaram a Portugal, Espanha, França, Suíça, Grã-Bretanha e Irlanda, e também tão longe como a Grécia e a Galácia. No continente foram vencidos pelos Romanos, continuando, portanto a manter traços fundamentais da sua cultura, mas nas Ilhas Britânicas a invasão romana parou na Muralha de Adriano, mantendo os Celtas, em especial na Irlanda, toda a sua autonomia e herança cultural. Pois, é na Irlanda e no País de Gales que ainda hoje podemos ir em busca do pensamento e da antiga religião de nossos antepassados Celtas e Druidas.

Desde 600 a.C. os povos celtas tinham um alfabeto denominado OGHAM (pronunciado OWAN), considerado sagrado e usado somente para escritas e gravações especiais. Somente os iniciados aprendiam esse alfabeto.

Para escritas comuns usavam o alfabeto grego. Durante a invasão romana, a igreja católica trocou o alfabeto ogham pelo alfabeto latino. Saint Patrick queimou pessoalmente 180 livros irlandeses escritos em ogham.

Tudo que a igreja católica encontrava sobre druidas e celtas era imediatamente destruído. Contudo, o alfabeto ogham vingou até mais ou menos 700 d.C. As mensagens eram passadas entre os iniciados através de códigos por movimentos de nariz, pernas e braços, silenciosamente e secretamente representando o alfabeto ogham.

Os celtas possuíam 3 Leis principais dentro de seus ensinamentos:

* Cultuar os deuses
* Não fazer o mal
* Ser forte e corajoso



Eram extremamente religiosos, por isso os rituais faziam parte de suas vidas. Durante os rituais eram servidos pães, vinho, frutas e carnes, dentre outras coisas. A carne preferida entre eles era a carne de porco, pois era a preferida do Deus Lugh.

O carvalho e o visco eram plantas sagradas. Segundo pesquisadores, o azevim simbolizava o sangue menstrual por ser uma planta vermelha; e as frutas do visco, por serem brancas, simbolizavam o sêmen.

Rituais de fertilidade faziam parte da cerimônia dos deuses do carvalho e do visco. O sacerdote e a sacerdotisa entregavam-se durante os rituais. Era o poder do Deus do Céu (raio que atinge o carvalho, o punhal) fertilizando a Deusa Mãe (a taça).

Durante as cerimônias, os sumo-sacerdotes usavam máscaras ou coroas com chifres simbolizando o Deus Cernudos (Bretanha) ou Cornudo (Irlanda). Era o símbolo de virilidade necessária à fertilidade.

Era esse Deus que abria os portões da vida e da morte. Era o lado masculino e ativo; a forma mais antiga de Deus desse mundo.

A contra-parte feminina de Cernudos era a Deusa Nua da Lua Branca; é a grande mãe que cria, o passivo, o feminino na Natureza.

As celebrações eram realizadas à noite, já que o dia celta começava à meia-noite. Por isso, eles contavam o tempo por noites, e não por dias. O calendário era baseado na lua e tinha 13 meses.

A cada dois anos e meio e três anos, alternadamente, era inserido mais um mês de 30 dias. Os meses tinham os nomes das árvores sagradas e correspondiam às letras do alfabeto ogham. Algumas vezes era inserido mais alguns dias em um mês sem nome para completar o período do ano.

Um período de 5 anos chamava-se LUSTRE. Um ciclo druídico completo tinha 6 lustres ou 30 anos. Uma era druídica tinha 630 anos ou 126 lustres.

Um ano é dividido em duas partes: fase escura, que começa com o ritual Samhain, e fase clara, que começa com o ritual Beltane.

Todos os feriados sagrados aconteciam em solstícios, equinócios e fases lunares. Os quatro festivais do fogo (solstícios e equinócios) eram o apogeu das plantações. Eles representavam trabalhar a terra, semear, crescer e colher.


Os cerimoniais célticos tinham um conteúdo "sagrado" pois neles havia uma comunhão muito grande entre o homem e a natureza. Esse lado sagrado e mais ainda os exercícios de alguns rituais rústicos com os participantes despidos foram motivo de escândalo para os católicos que os viram pela primeira vez. O catolicismo fez todo o empenho em descrever como um conjunto de rituais satânicos. 

Para a Cultura Celta o ano era dividido em quatro períodos de três meses em cujo início de cada um havia uma grande cerimônia:

Imbolc - celebrado em 1 de fevereiro, é associado à deusa Brigit, a Mãe-Deusa protetora da mulher e do nascimento das crianças;

Beltane - celebrada em 1 de maio. (também chamado de Beltine, Beltain, Beal-tine, Beltan, Bel-tien e Beltein) Significa "brilho do fogo". Esta cerimônia, muito bonita, é marcada por milhares de fogueiras;

Lughnasadh - (também conhecido como Lammas), dedicado ao Deus lugh, celebrado em 1 de agosto;

Samhain - a mais importante das cerimônias, celebrada em 1 de novembro. Hoje associada com o Hallows Day, celebrado na noite anterior ao Hallowen.

Basicamente a doutrina céltica enfatizava a terra e a deusa mãe enquanto que os Druidas mencionavam diversos deuses ligados às formas de expressão da natureza; eles enfatizavam igualmente o mar e o céu e acreditavam na imortalidade da alma, que chegava ao aperfeiçoamento através das reencarnações.

Na antiga religião, antes da Igreja destruir este culto e transformá-lo no que se conhece como "bruxaria", os camponeses iam para os bosques de carvalhos à noite e acendiam enormes fogueiras para a Deusa o que tornou esta festividade conhecida como As Fogueiras de Beltane.

Nesta época, os princípios morais vigentes eram outros, a mulher era um ser livre e não havia o machismo como hoje se conhece. As sociedades eram matriarcais. Sendo assim, nesta noite de Beltane, as moças virgens e mesmo as casadas, iam para os bosques na celebração do que se chamava "O Gamo Rei" onde os rapazes copulavam com as moças sob a lua cheia guiados pelo instinto num ritual de fecundidade e vida.


As crianças que por ventura fossem geradas nesta noite eram consideradas especiais e normalmente as meninas viravam sacerdotisas e os meninos magos. O ritual era consagrado à Deusa para que esta trouxesse sempre boas colheitas através da fertilidade da terra. Embora o culto fosse predominantemente feminino, não se excluía, de forma alguma, o papel do Deus, pois, a essência de Beltane, sendo a fecundação, impunha sempre, a presença do feminino e masculino. 

A Igreja Católica acusava os Celtas e Druidas de bárbaros por sacrificarem os criminosos de forma sangrenta, esquecendo que ela também matava queimando as pessoas vivas sem que elas houvessem cometido crimes, apenas por questão de fé ou por praticarem rituais diferentes.

O catolicismo primitivo, tal como um furacão devastador apagou tudo o que lhe foi possível apagar no que diz respeito aos rituais célticos, catalogando-os de paganismo, de cultos imorais e tendo como objetivo a adoração da força negativa. Na realidade isto não é verdade, os celtas cultuavam a Mãe Natureza e quando os primeiros cristãos chegaram naquela região foram muito bem recebidos, segundo pesquisadores, a tradição céltica relata que José de Arimatéia discípulo de Jesus viveu entre eles e levado até lá o Santo Graal (“Taça usada por Jesus na Última Ceia”).

A crença céltica e druídica diziam que o homem teria a ajuda dos espíritos protetores e sua libertação dos ciclos reencarnatórios seria mais rápida assim. Cada pessoa tinha a responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entenderem a lei de causa e efeito, também conhecida atualmente como lei do carma.

Não admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos constituídos por mãos humanas, assim, faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimônias, reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.

Os celtas entendiam que a terra comporta-se como um autêntico ser vivo, que nela a energia flui tal como nos meridianos de acupuntura de uma pessoa. Eles sabiam bem como se utilizarem meios de controlar essa energia em beneficio da vida, das colheitas e da saúde.



domingo, 22 de julho de 2012

A Lua do Lobo


Na Bruxaria Tradicional aprendemos a conhecer e a lidar com aquilo que somos e o que somos em essência é representado pelo que denominamos Animal Guardião.

Para os povos celtas, o lobo tinha como simbologia a maternidade. Existem várias histórias de crianças criadas e alimentadas por lobos. O rei irlandes Cormac MacAirt foi criado por uma loba, assim como as deusas celtas Ailbe e Ciwa, sendo que a última não apenas foi criada por uma loba, mas também desenvolveu uma garra de lobo em uma das mãos.

Muitos deuses e deusas, ligados à Lua, tinham também como símbolo o lobo. O lobo uiva para a Lua, assim como os cães; eles caçam e brincam ao luar. As sacerdotisas de muitas culturas eram adeptas de viagens astrais e transmutações, talentos normalmente praticados à noite. Também celebravam rituais, dançando e cantando a céu aberto, sob a Lua. Um festival romano, a Lupercália, honrava a deusa - loba Lupa ou Ferônia. Os nórdicos acreditavam que o lobo gigante Hati perseguia a lua e nos dias finais comeria esse corpo celeste.

O contato com os antepassados é parte essencial na vida de uma Bruxa e Bruxo. Amorosos e sempre prontos a nos ajudar, nossos ancestrais se dispõe a atender a nossos pedidos e nos dão força nos momentos difíceis.

Além da celebração dos Sabbats, os Bruxos e Bruxas reverenciam outras importantes mudanças que ocorrem na natureza como a mudança das fases lunares.

A fase lunar mais importante é a cheia, momento onde a lua encontra-se em seu poder máximo, no ápice de sua força. A lua cheia representa a Deusa em sua face Mãe, o seu aspecto primordial.

Aos rituais de Lua cheia damos o nome de Esbat, um termo que passou a ser popularmente usado a partir do início do século XX.


A roda gira e chega Iùil que, em gaélico, é o nome do mês de Julho, conhecido como a Lua do Lobo que representa as águas frias da terra que ficam represadas sob a geada, simbologia implícita através da manifestação do inverno e seus mistérios.

A Lua do Lobo embora tenha adotado, por conviniência mágica, o Totem do Lobo para caracterizar esse plenilúnio, a lua cheia de julho também é chamada de Lua da Neve, Lua do Pequeno Inverno, Lua Fria.
No calendário lunar, esse é o tempo dos ritos de renovação espiritual, de busca pela clareza, de abertura da mente e de meditação no eu mais elevado.

Os celtas possuiam um calendário ou zodíaco conhecido como Beth Luis Nion, cujos 'signos' ou luas eram representados por 13 árvores sagradas.
À energia desse plenilúnio corresponde ao signo do Vidoeiro, Beth, cuja tradução poderia ser "mundo" e o mito associado a ele é o da história do nascimento de Taliesin.
Uma vez mais, a energia da terra nos convida à abertura espiritual, a iniciação e a transformação através do Caldeirão de Cerridween, local de gestação do mais famoso druida de Gales, nascido da própria Deusa.

É um momento de pausa, interiorização, reflexão e transmutação... Quando a vida simplesmente se transforma e nos mostra o melhor caminho a seguir!



A natureza agora se recolhe e nos ensina que compartilhar também é uma das formas de sobreviver a todas às crises, além de integrar-se numa sociedade, sem que isto afete a nossa individualidade. É o mês ideal para realizarmos trabalhos em grupo e esforços conjuntos, pois favorece a união dos seres.

Essa é a época em que vivenciamos o momento de transição do tempo claro para o escuro, para novamente alcançarmos a luz do Sol. Mas, antes de qualquer coisa, precisamos entender as forças que regem esse mês: a Lua e o Lobo.

A Lua representa os mistérios femininos que refletem a força solar, simbolizando também, a energia psíquica, a intuição e o inconsciente coletivo que guarda todos os antigos segredos, a sabedoria, o conhecimento ancestral e a magia.

O lobo é um animal de poder ligado aos mistérios lunares, que fortalece, estimula e aguça os nossos sentidos, além de nos ensinar a viver em harmonia com a natureza e a compreender o sentido da vida. Ao uivar para a lua cheia, simbolicamente, o lobo nos conecta à novas idéias, até então, ocultas sob a mente consciente.

A transformação em lobo é um dos temas preferidos de várias lendas populares irlandesas, entre outros. Representando o contato com o lado sombrio da alma que desperta os instintos básicos do homem. 

Ao unirmo-nos a essas duas grandes forças, interiorizamos suas características e nos movemos para um plano mais sutil... Um plano onde o mestre nos aguarda!

Aproveite essa energia para aprender harmonizar o lado obscuro da sua alma. Um momento propício para expurgar tudo aquilo que precisa morrer. Nossos medos, fraquezas, dificuldades e problemas.


Hoje, com o crescente interesse sobre as práticas Pagãs, pessoas de todas as idades e condições se encontram nas noites de Lua Cheia para reverenciar a Deusa e a vida. Como os Sabbats, celebrar os Esbats nos coloca em harmonia com toda a natureza pois se as mudanças das fases lunares exercem influência sobre as marés e plantio das sementes, elas seguramente influenciam nossas emoções e acontecimentos diários.

Cada uma das lunações recebe um nome específico que reflete o momento da Roda do Ano em que ela se encontra expressando um dos muitos temas da vida humana. Estes nomes podem variar de Bruxo para Bruxo ou dependendo da Tradição.


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