segunda-feira, 21 de maio de 2012

A LUA NEGRA E A BRUXARIA



Lua, Mãe das Bruxas, das Feiticeiras, das Fadas; das Estrelas, das Mulheres

A Lua Negra tem o poder de CRIAR e DESTRUIR, CURAR, REGENERAR,DESCOBRIR e FLUIR com o ritmo das mudanças e dos ciclos narturais, mas isto irá depender da capacidade individual em reconhecer e integrar a nossa sombra.
Tudo relacionado à destruição do VELHO E CRIAÇÃO (surgimento) do NOVO ; rituais de CURA, RENOVAÇÃO E REGENERAÇÃO é propício de ser feito.

Lua Negra é a denominação dada ao período em que não vemos nenhuma lua no céu, e isso ocorre por volta de três dias antes do 1º dia de Lua Nova, a Lua Negra se divide em duas metades: uma de luz e a outra de trevas.


Durante essa fase de escuridão total da lua, as bruxas reverenciam as chamadas “Deusas Escuras”, que são na maioria as deusas com aspectos da Anciã, realizando rituais de cura, de adivinhação e de transmutação. (Lembrando que o fato de serem escuras remete ao trabalho com a sombra, e não com artes maléficas. Associar a cor negra à maldade nada mais é do que uma propagação do preconceito contra os negros.) 

A Lua Negra é a LUA da TRANSFORMAÇÃO , e geralmente corresponde aos 3 últimos dias da Lua Minguante ( ou aos 3 dias que antecedem a Lua Nova). Sua denominação se deve ao fato de que nesse período não se pode vê-la no céu, ela não está refletindo o Sol para nós, ela está em seu estado natural, sendo a Sombra.


Podemos meditar sobre a nossa "sombra",sobre pensamentos e atitudes que não são muito positivos, e que devemos transformar.
Esta fase da lua facilita o acesso aos mundos e planos sutis e às profundezas de nossa psiqué, assim podemos mergulhar em nosso lado sombrio, e desvendar os mistérios e as sombras de nosso inconsciente, visando buscar os meios para nossa renovação.

Com o advento das religiões patriarcais e a invenção da idéia de “cultos demoníacos”, tudo o que era de aspecto sombrio relacionado à Bruxaria era taxado de maléfico. Obviamente, os mistérios da Lua Negra tornaram-se também sinõnimo de horror e malefícios. Surgiram, assim, lendas e superstições sobre demônios e forças malignas e a Lua Negra passou a ser vista como um momento perigoso. Tanto que, até hoje, muitas bruxas acreditam que não se deve mexer com Magia nesses dias. Pura superstição.


Nas antigas religiões o lado negro da Deusa era representado pela lua nova, quando a lua estava totalmente coberta pela sombra da TERRA e não era vista no céu. A maioria dos bruxos não celebra a Lua Negra. Nessa fase as deusas então se mostram como a Deusa Negra, a que revela o Seu lado obscuro e terrível, muitas vezes cruel, bem como o nosso. Essa fase da lua é mais difícil de ser trabalhada e não é recomendável que alguém recém-chegado à BRUXARIA já comece a celebrá-la. 
Não leve ao pé da letra o "não ser celebrada", porque com conhecimento você pode utilizar esse poder em seu benefício.

As Deusas negras seriam o lado obscuro de suas faces.
E se nós somos a personificação dessas Deusas ...
O encontro com o lado obscuro é sempre assustador, é reconhecer em nós mesmos uma mola propulsora que pode causar loucura e até mesmo tragédias. E se é aterrorizante em nós que somos humanos, é o próprio terror em se tratando de DEUSES .


É por isto que lemos em muitos autores que a Deusa Negra é devoradora e destruidora por natureza, mas na verdade o que não reconhecemos na divindade é que é o obscuro, o negrume é o véu que uma vez desvelado nos revela a totalidade das deusas, ou mesmo dos DEUSES ., Dionisio desceu aos mundos inferiores em busca da Mãe, fazendo o roteiro inverso de Deméter; Orfeu, seu maior profeta, pode ter sido Deus consorte de uma Deusa Mãe anterior aos olímpicos, desmembrado e devorado pela Ménades, coisa típica de consortes das Grandes Mães do neolítico depois humanizado pelos dominadores.

A Lua Negra é tão poderosa quanto o plenilúnio porém, o seu poder é das sombras, do terror, da face destrutiva da Divindade,em geral assusta quem começa a trabalhar com ele, mas é um poder necessário de ser compreendido, pois faz parte da Deusa (e portanto de nós).
Os esbás da Lua Negra são voltados ao conhecimento do nosso lado obscuro e a sua CURA , para que transmutemos as nossas características improdutivas (nervosismo, ódio, etc) em características produtivas (paz interior, AMOR , etc) e para que aprendamos a lidar com as nossas sombras. 


Para os antigos, este período era um símbolo da morte, mas também da regeneração… A morte encarada, não no sentido literal, mas como o fim de tudo aquilo que já não nos serve, que já não faz sentido nas nossas vidas; toda a bagagem emocional que precisamos de libertar para continuarmos a evoluir. 

É um tempo de repouso e introspecção, um tempo de pausa que nos convida à serenidade e à calma. Ler, meditar, ouvir música, escrever, o que quer que nos sirva para reflectir e nutrir o espírito…

A Lua Negra tem um poder lendário para a criação, propícia para conceber, sonhar, desejar ..





sexta-feira, 18 de maio de 2012

Soberanas Deusas Celtas na terra e na guerra



“A morte nasce conosco e conosco caminha por todos os instantes da vida, mesmo que tentemos ignorá-la”. (John O’Donoghue, escritor irlandês). 

Quando dizemos que a espiritualidade celta é politeísta, temos de ter em mente a multiplicidade de deusas e deuses cultuados na Antiguidade pelos celtas. Sempre de acordo com as fontes mencionadas, esses deuses e deusas não estão num paraíso remoto e distante (apesar de poderem ser encontrados também em terras mágicas), mas sim na própria paisagem – rios, o mar, montanhas, bosques, árvores individuais: cada uma dessas características da natureza é a ‘encarnação’, a manifestação física das deidades celtas. Da mesma forma que, reciprocamente, as deidades celtas dão vida e alma às forças da natureza.


Para ser uma Deusa na antiga tradição celta, a mulher deveria ser Mãe, protetora de seus filhos, preocupada com todos os membros de sua tribo e acima de tudo, ser capaz de ensinar e transmitir sabedoria…

Deusas Celtas são parte integrante da vida comum deles, estão representadas pelos elementos naturais: terra, água, fogo e ar – não são imortais, cometem erros e são humanas…

Os celtas não misturavam panteões de outras culturas e nem cultuavam Deusas celtas de outras tribos, apesar das semelhanças, cada ramo celebrava suas Deusas locais seguindo apenas as referências das tradições pertencentes a sua terra natal, com exceção de algumas divindades pan-célticas.

As Deusas celtas possuíam características próprias e distintas, conforme seus atributos. Relatos vindos de antigos ancestrais nos esclarecem que as tradições eram passadas de boca a ouvido, centrados nas esferas do Céu, da Terra e do Mar!


Um dos conceitos celtas mais difíceis de compreender e aceitar pela nossa cultura cristã e a mentalidade atual é a associação dos arquétipos sagrados femininos com a guerra. Para transpormos barreiras conceituais devemos conhecer o princípio celta da soberania da terra, sempre representado por uma Deusa Mãe com características protetoras e defensoras. A vida e a sobrevivência dependiam da terra e por isso ela devia ser preservada e protegida, pois desrespeitar a terra e a soberania de um povo significava ofender e ameaçar a própria natureza criadora da vida. A soberania o verdadeiro poder de quem governava e conduzia os destinos de um povo, pertencia a um arquétipo feminino, a própria Deusa da Terra, com a qual o rei ou governante devia se casar simbolicamente para garantir a prosperidade e paz. O casamento do rei com a Deusa da terra representava as condições indispensáveis para que a soberania se manifestasse: respeito, igualdade, confiança, parceria e solidariedade. A representante da Deusa soberana era uma sacerdotisa ou rainha imbuída de poderes especiais, que até mesmo podia ser divinizada


Algumas pessoas, inicialmente, sentem uma certa dificuldade em relação à conexão com as Deusas. Isto acontece, principalmente, por conta de toda a influência da sociedade patriarcal dominante durante milênios, assim como pela manipulação da igreja, para controlar o indíviduo através do medo e do "pecado". Tudo isso é tão forte que, às vezes, chega a causar crises de consciência e muito desconforto, tamanhos são os dogmas impregnados no ser. 

As Deusas representam a essência feminina reprimida durante a cristianização, principalmente para controlar o poder sobre a criação, ou seja, sobre a criatividade e, assim, restringir a nossa liberdade. Não estamos nos referindo a Jesus que, no nosso modo de ver, foi um grande Mestre e, tampouco, ao feminismo, mas às divindades.

A criação e a destruição são processos interdependentes, existe uma ausência de vida na escuridão da terra que recebe os mortos, mas também é a terra escura que abriga e promove o desabrochar das sementes, que renascem - assim como os mortos nela enterrados para uma Nova Vida.


A natureza das deusas celtas é multifuncional e com complexos significados, mesclando elementos ancestrais dos pacíficos povos pré-celtas (maternidade, fertilidade) com os dos combativos celtas, onde prevaleciam atributos de guerra, morte e sexo, acrescidos de soberania.Várias divindades representam uma paradoxal união de extremos: amor e guerra, guerra e fertilidade, guerra e soberania. Não existe uma deusa do amor no panteão celta, as deidades deusas e deuses- simbolizam as forças da natureza e a eterna roda da vida/ morte/renascimento, início/ fim/recomeço, em que os opostos se seguem em círculos evolutivos e tem o mesmo peso. 

Embora se ignore se a Deusa existiu primeiro ou se Deusa e Deus evoluíram juntos, é certo que o sucesso da caçada e a sobrevivência dos clãs dependia da fertilidade dos animais e a fertilidade foi e é um dos maiores atributos da Deusa.


O aparente paradoxo entre os aspectos e naturezas das deusas celtas reflete a profunda compreensão do processo de dar/receber, nascer/morrer, começo/fim. Muitas deusas aparecem como figuras promíscuas e destrutivas, mas elas personificavam aspectos da natureza, como a fertilidade e a soberania da terra, que tinham que ser defendidas a qualquer preço para assegurar a sobrevivência dos descendentes. 

Enfim, dentro do Paganismo Celta, como uma religião politeísta que honra diversos Deuses e Deusas, não existe o conceito de apenas uma única deidade ou de uma deusa e um deus. Temos a visão da natureza como a Grande Mãe, sendo a personificação das Deusas da terra, que para nós, é a fonte criadora de toda a vida, de onde tudo veio e para onde tudo retornará, inclusive, os Deuses.



segunda-feira, 14 de maio de 2012

ORGULHO DE SER UMA BRUXA




Sou única, uma peça rara sem explicação. Tenho orgulho de ser chamada de bruxa e orgulho de minha religião.
A palavra bruxa se origina de uma palavra em latim, que significa larva de borboleta. Isto mostra o sentido correto da bruxa, aquela que transforma e se auto-transforma, assim como a lagarta se transforma em borboleta. A bruxa tem o poder e o conhecimento para transformar a sua realidade e a si própria, se auto-aperfeiçoando e criando uma vida melhor para si e para o mundo.


Ser bruxa é ser uma mulher que ouve a sua intuição, comunga com a natureza e que tem respeito pela vida, é tratar todos os seres com respeito, é nunca desejar o mal a ninguém.

Ser bruxa é um modo de vida. Não é simplesmente realizarmos rituais no dia dos sabbats e na Lua Cheia, somente. Para ser um(a) bruxo(a), você deve viver como uma, então a conexão com as divindades é permanente e ocorre todo o tempo.

Devemos saber também que o tempo não está apenas limitado a um simples calendário, onde o passado, o presente e o futuro se encontram em ordens distintas.


A natureza selvagem também está presente na Bruxaria, normalmente encontradas em eremitas, curandeiras, sábias e shamans de tribos. Está natureza selvagem procura preservar formas de vida ou guardar locais considerados sagradas, sendo importante para a Bruxa manter está harmonia.

No entanto, muitas delas são famosas por sua sabedoria e bons conselhos, iluminando aqueles que necessitam, sejam ricos ou pobres. Suas vozes são impactantes, ostentando uma beleza anormal, estas diplomáticas Bruxas procuram alcançar melhorias para seus reinados e cultos de maneira organizada e discreta, e por mais que não gostem de determinadas pessoas, procuram formas de sempre manter seus olhos próximos, seja de aliados ou inimigos.


Todas nós, Bruxas, mulheres sensíveis, intuitivas, de bem com a vida, generosas, amorosas e independentes, principalmente em nosso Ser, estamos, num crescendo, resgatando o nosso princípio, a nossa luz. Isto se dá principalmente em nosso dia-a-dia, em nossa alma, em nosso Ser, de uma forma constante.

Algo entre uma alquimista, uma clériga, uma druidisa e uma maga,as bruxas são mulheres que veneram e canalizam as energias da natureza, apenas uma visão da natureza ligeiramente diferente dos druidas, acreditando na dualidade das forças naturais em feminino e masculino, personificando esta dualidade em divindades.


A vida ordenada de cada Bruxa, é o reflexo do seu sentir, do seu compromisso com a natureza em toda a sua manifestação. Do seu estado de reflexão para com a condução dos ensinamentos. É pois, sob uma norma de CONDUTA bem definida, moderadamente conduzida, que a Bruxa destes novos tempos poderá se fazer respeitar e receber o devido respeito a sua religião.

Ser bruxa é viajar sem sair deste lugar, é estar no escuro mas enxergar.

Ser bruxa é cantar mesmo sem voz pois teu cântico é mudo e silencioso perante o algoz.Enfim, ser bruxa, é não sermos alguém mas sermos apenas nós mesmas...



Não quero ser apresentada como bruxa boa, ou bruxa do bem, ou qualquer coisa semelhante.

Quero ser apresentada como bruxa. Ponto final.
Até porque nunca vi ninguém apresentar alguém como padre do bem, pastor do bem, mãe de santo do bem...
Tenho muito orgulho de ser uma bruxa, uma Filha da DEUSA.

E quem desejar incorporar adjetivos à minha pessoa, que o faça por mim, jamais pela minha escolha de fé.



Infelizmente ainda há muito chão pela frente pois a falta de consciência e a mesmice imperam no mundo atual. Mas nós, Bruxas, estamos conscientes do que fazemos e do que somos, conscientes do nosso papel de esclarecer e transmitir Luz, isto é, a informação correta, mesmo que para poucos que nos queiram ouvir.


Selma - 3fasesdalua

sexta-feira, 11 de maio de 2012

MÃE GUERREIRA



Recebi esta mensagem hoje pelo dia das Mães e resolvi colocar aqui no blog para dividir com todas as Mães seguidoras deste blog

Autor(a) da mensagem: Poeta Rural

Mãe guerreira
Do meu seio, já saiu o sustento primitivo;
Homens e mulheres, já puderam desfrutar de mim;
No princípio eram cautelosos e prudentes;
Me amavam e eu os amava.
Não demorou muito tempo e passei a ser cobiçada;
Fizeram estrada de ferro, só para me conhecerem;
E ao me conhecerem, todos ficaram admirados;
Pois beleza igual, jamais tinham visto;
Por minha causa, os meus filhos indígenas desapareceram;
Ficaram somente os desbravadores forasteiros;
Que se apaixonaram por mim, e me fizeram progredir;


Deram–me o nome dos meus antepassados;
Muitas décadas se passaram e eu ganhei novos filhos;
Minha família me fez progredir e fiquei moderna;
Libertei-me da comarca, para melhor servir os meus filhos do campo e da cidade;
E do meu seio eu os alimento, os fortaleço.


Os meus filhos, de mim se orgulham;
Nos seus semblantes carregam a minha história;
E no peito, o orgulho de serem meus filhos;
Fui uma tribo, hoje sou paixão municipal.
A cada dia que passa me sinto mais moderna;
Pois os meus filhos, batalham dia-a-dia pelo meu futuro;
Eles querem que eu continue sempre guerreira;
Pois o meu nome é vitorioso, tenho sangue indígena.
No meu peito arde o desejo de luta;


Quero romper barreiras, quero ser a primeira;
Espero no futuro, dar conforto aos meus filhos;
Quero vê-los feliz, amando o que eu lhes dei.
Na corrupção que surgiu na minha família;
Os meus filhos rejeitaram, e preferiram a retidão;


Aonde eu posso cuidar deles e eles cuidarem de mim;
Hoje sou pequena, mas os meus filhos anseiam pelo meu crescimento.
Do meu peito faço sair o encanto;
Da minha água se beberes, tu por mim se apaixonará;
E à de me desejar ardentemente;
Pois sou Caiuá, sou de uma raça guerreira.
Da luta jamais fugi, meus filhos sempre protegi;
Desde os meus primeiros filhos índios;
Até os meus filhos brancos, negros e pardos;


E ao meu lar todos são bem vindos.
Eu sou a estrela, que brilha mais alto no céu;
No futuro bem próximo, eu serei completa;
Pois o meu maior sonho e ver meus filhos felizes;
E ver todos trabalhando nas minhas terras.
Posso ser pequena em porção de terra;


Mas possuo grande extensão no coração dos caiuaenses,
Pois todo filho se orgulha da sua mãe;
E eu sou Caiuá, a mãe guerreira.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Uma Pausa Para Quando a Deusa Criou as Mães




A Bruxaria é uma religião matriarcal, diferente das grandes religiões monoteístas.

Para nós, foi a Deusa, a Grande Mãe, quem criou todas as coisas e seres viventes. É dela que vem a vida.
Assim, para aqueles dentre nós que decidem comemorar um Dia das Mães, o significado é muito maior do que o de uma data para homenagear nossas progenitoras, mas também para homenagear a Grande Mãe, nossa Deusa.

É uma data para venerar toda grandiosidade do feminino que nos traz à vida e ilumina nossos dias em todos os momentos.


O “Dia das Mães”, nasceu em 1907, numa cidadezinha norte-americana, chamada Grafton, no Estado de West Virginia. Graças ao persistente esforço de uma moça chamada Anne Jarvis, que queria homenagear sua mãe, a qual falecera em 9 de maio de 1906. 

O feriado foi intituido em sua cidadezinha em 1910 e depois nacionalmente, e acabou por ser instituido o Dia das Mães no mundo todo. Em 1922 Getúlio Vargas baixou um decreto oficializando a comemoração no Brasil originado por um congresso feminista com o comando da sra Alice Tibiriçá. A Igrejas Católica e as protestantes festejam a data fazendo alguma homenagem especial para as mães de suas comunidades religiosas, projetadas na figura de Maria.



Mas há muitos séculos já se comemorava em maio, o mês de Maria, mãe de Deus, e coincidentemente (ou não), em maio comemora-se na roda do ano do hemisfério Norte, a energia de fertilidade.

Na antiga Grécia, as celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos DEUSES . Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele.



Diz uma lenda que o dia em que a Deusa criou as mães, um mensageiro se acercoua lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação. Em que, afinal de contas, ela era tão especial? 

A bondosa e paciente Mãe de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado. Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.

Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.

Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma.



Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.

Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes.

Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola.

Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.

Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: "eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo", mesmo sem dizer nenhuma palavra.



O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.

Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.

Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.

Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor, mas ainda assim insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.



Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.

Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.

Lábios que soubessem falar da Deusa, do universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.

Uma mulher. Uma mãe. 




Assim, desejo a todas as mulheres um feliz Dia das Mães, pois todas elas compartilham da essência da Deusa, e que a Grande Mãe nos abençoe a todos agora e sempre!








sexta-feira, 4 de maio de 2012

Boudicca A Rainha Celta Guerreira que desafiou Roma




Boudicca,conhecida pelos romanos por Boadicea,nasceu por volta do ano 30 a.C.Não se sabe muito da sua origem e pensa-se que ela tenha se chamado Boudiga,como a Deusa Celta da Vitória.Boudicca. Rainha dos Icenos,uma tribo dos Celtas,onde é hoje Norfolk e Sulfolk.Era casada com o rei Prasutagus e tinha duas filhas. 

Esposa, mãe, rainha e líder de uma das mais violentas rebeliões levadas a cabo contra o domínio romano (60 ou 61 d.C) na história de Britania. A sua história e a da sua tribo foi recolhida pelos historiadores romanos, Tácito (em seus Annales e Agrícola) e Dião Cássio (em sua História Romana).

Boadicéia era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste multi-colorida e sobre esta um casaco grosso preso por um broche. Carregava uma lança comprida para assustar todos os que deitassem-lhe os olhos.
Cássio relata ainda que ela cometeu todo tipo de atrocidade em nome de uma deusa chamada Andraste, que seria a equivalente britânico de Vitória, deusa romana. O próprio nome de Boadicéia significa "vitória".


Boudicca era a rainha da tribo celta Iceni, que habitava a Grã-Bretanha por ocasião da conquista romana.

Entretanto, Prasutagus, seu marido, é quem conduzia o povo. Ele comprometeu sua posição política, quando realizou inúmeros acordos com os romanos, inclusive entregando parte de seus domínios, com a esperança de proteger seu título e sua família.



Mas, o rei Prasutagus, acabou sendo abatido pelo invasor e a rainha Boudicca, juntamente com suas filhas, foram estupradas e humilhadas pelos romanos. Os legionários saquearam todo o reino e realizaram uma operação de ataque contra a ilha de Mona, hoje conhecida como Anglessey, onde se encontrava um dos mais importantes centros de culto dedicado a Deusa Andraste. Essa iniciativa foi encerrada com a degola de diversos celtas, sendo que, os druidas, cuja a doutrina sempre foi incompreensível para o racionalismo latino, foram os primeiros a morrer, seguindo a escravização dos demais e a aniquilação dos bosques sagrados. Tudo isso, vai além da simples humilhação militar. Para uma cultura que tem a religião em tão alta estima, tais atos são autênticas profanações, um golpe certeiro na coluna vertebral de sua organização social.


É possível que os generais romanos não se deram conta do que estava acontecendo, pois para eles, os deuses não passavam de um entretenimento pessoal, quase um luxo reservado aos acomodados patrícios de Roma ou para contentar escravos que não tinham mais consolo. 

Após a morte de Prasutagus o procurador romano, Decianus Catus, chegou ao tribunal Iceni com o seu pessoal militar e um guarda. Ele continuou a fazer o inventário dos bens. E considerava tudo como propriedade romana e, provavelmente, pretendia atribuir uma quota generosa de si mesmo, seguindo o hábito da maioria dos procuradores romanos. Quando Boudica objetou, ela teve seu corpo açoitado. Suas filhas foram estupradas.



Nesse ponto, Boudica decidiu que os romanos tinham governado em Bretanha tempo suficiente. A fúria dela e de outras tribos, como a Trinovantes para o sul, trouxe recrutas ansioso para sua causa. Apesar da proibição romana, tinha secretamente armazenadas armas, e agora armados e planejando o assalto. Quando Dio correu ao lado dos britânicos eles o aplaudiram. Boudica levantou a mão para o céu e disse: “Agradeço-vos”. Esta manifestação religiosa é a razão dos historiadores pensarem que ela teria tido uma formação druida.


Boudica montou um tribunal feito à moda romana fora da terra e de acordo com Dio, que a descreveu como muito alta e desagradável na aparência, com um olhar penetrante e uma voz áspera. Ela tinha uma massa de cabelo muito justo que descia até os quadris, e usava um grande torque de ouro e uma multicolorida e rodada túnica dobrada sobre ela. Sobre o qual um casaco grosso era preso com um broche. As vestes de Boudica, túnica, manto e broche Celta eram típicos para a época. O torque, o ornamento característico do chefe guerreiro celta, era uma banda de metal, geralmente de fios torcidos de ouro que se encaixam bem justo em volta do pescoço, com acabamento em botões decorativos usados na frente da garganta. Os torques podem ter simbolizado a pré disposição de um guerreiro a sacrificar sua vida pelo bem.


Com relação aos druidas, consideravam-nos chefes de rebeliões disfarçados de sacerdotes. Acreditavam que, destruindo seu centro de reunião, seria mais fácil pacificar a ilha inteira. Mas os druidas eram os únicos homens preparados para ensinar, perpetuar e aplicar de forma adequada a religião, algo que dava sentido a existência celta. Tentar extirpar o druidismo de sua raiz era condenar todos os celtas a algo pior do que a morte.

A notícia da destruição do centro do culto da Deusa Andraste associado ao ocorrido com a rainha Boudicca e suas filhas, resultou em uma reação bastante selvagem entre os bretões. Uma grande rebelião foi organizada e à frente da mesma foi colocada ao comando da rainha. As mulheres celtas, não eram somente semelhantes aos homens em estatura, mas equivalentes a eles, no que diz respeito à coragem, técnicas de guerra e o desejo de vingança.



Tácito, cujo sogro serviu como um juiz militar na Grã-Bretanha durante esse período, contou a rebelião em detalhes. Boudica movida em primeiro lugar contra Camulodunum. Antes ela atacou os rebeldes dentro da colônia que conspiraram. Com ou sem razão aparente, Tácito escreveu, que a estátua da Vitória em Camulodunum caiu de costas como se estivesse fugindo do inimigo. Mulheres gritavam hinos de destruição. Eles gritavam tanto e com tal potência que, no local da casa do Senado os estranhos gritos foram ouvidos. Os gritos ecoaram, na foz do Tamisa. A cor vermelho-sangue no mar e também nas formas como cadáveres deixados pela maré vazante, foram interpretados pelos bretões esperado com terror pelos colonos. 

Camulodunum pediu assistência militar de Catus Decianus em Londinium, mas este enviou apenas 200 homens armados adequadamente para reforçar a pequena guarnição da cidade. Em seu excesso de confiança, os romanos não haviam construído nenhum muro ao redor Camulodunum. Na verdade, eles haviam nivelado os bancos relva ao redor da fortaleza Legionária e construído sobre as áreas levantadas. Enganado pelos sabotadores rebeldes, e seu próprio excesso de confiança eles não se preocuparam em construir muralhas, cavar trincheiras ou mesmo evacuar as mulheres e idosos.



O exército de Boudica invadiu a cidade, e a guarnição romana retirou-se para o templo inacabado, que tinha sido uma das principais causas da rebelião. Após dois dias de combates, ele caiu. Trabalhos arqueológicos recentes mostram quão profundos os britânicos estavam em sua destruição. Os edifícios Camulodunum tinham sido feitas a partir de um quadro de madeira envolto em barro e que não teria pegado fogo facilmente. Mas eles foram queimados e despedaçados. Tão quentes eram as chamas, algumas das paredes de barro foram disparadas como que em um forno de cerâmica e alguns romanos estão preservados sob essa forma até os dias atuais. 


A força legionária disponível imediatamente para pôr fim à rebelião foi um deslocamento da Legião IX Hispania, sob o comando do Quintus Petilius Cerialis Caesius Rufus, composto por cerca de dois mil e 500 Legionários de cavalaria auxiliar. Cerialis não quis esperar para reunir uma força maior, e partiram imediatamente para Camulodunum. Ele nunca chegou lá. Boudica o emboscou e sua legião foi morta, assim como a sua infantaria. Cerialis escapou com sua cavalaria e eles se abrigaram em seu acampamento na Lindum. 


A força dos britânicos escreveu Tácito era muito grande em bandas de infantaria e cavalaria, com os seus números sem precedentes e de tão confiantes, trouxeram suas esposas e as colocaram em carrinhos elaborados em torno da borda mais distante do campo de batalha para testemunharem a sua vitória. Boudica andava em uma carruagem com suas filhas antes dela, e enquanto ela se aproximava de cada tribo, declarou que os britânicos estavam acostumados a participar na guerra, sob a liderança das mulheres. A imagem de Boudica andar sobre o campo de batalha para incentivar os guerreiros era forte, mas é improvável que qualquer Romano tenha entendido o que ela disse. Ela teria falado na língua celta e não tinha necessidade de informar suas tropas de seus próprios costumes. Tácito coloca estas palavras na sua boca como um dispositivo para educar seus leitores romanos sobre uma prática que deve ter impressionado os como exóticos e estranhos britânicos agiam.


Os relatórios de Tácito, falam que Suetônio apelou para que as suas Legiões ignorassem o clamor e as ameaças vazias dos nativos. Ele lhes disse: Não se impressionem com as mulheres enfileiradas, como guerreiros, no final são os homens que realmente decidem as batalhas. E eles tiveram que reconhecer o poder dessas mulheres quando sentiram o gosto de seu aço e sua coragem, unido com a revolta dos que sempre foram conquistados e agora se rebelam. 

Os bretões devolveram "olho por olho" cada ato de crueldade que sofreram, destruíram todos os fortes romanos que encontravam pela frente e festejavam sobre as suas ruínas.

Contava-se que Boudicca libertava uma lebre como parte de um rito à Andraste, antes de iniciar uma batalha. Se os romanos matassem o animalzinho, despertariam a fúria da Deusa, que lutaria a seu lado, levando-a à derradeira vitória.

Entretanto, em uma última batalha, um exército romano chefiado por Suetônio Paulino,melhor equipado e organizado, acabou derrotando-a. A vitória romana converteu-se em carnificina.



Há um grande mistério em torno do nome de Boudicca, pois em galês ("budd" em galês), ele significa "A Vitória" e é bem provável que esta rainha ocupou uma posição dupla como líder tribal e como uma Druida. Esse nome, portanto, talvez seja um título religioso e não um nome pessoal, significando o ponto de vista de seus seguidores, que a personalizavam como uma Deusa.
Isso ajudaria explicar o fanatismo de uma variedade de tribos em seguir a liderança de uma mulher na batalha.

A morte da Rainha vermelha, entretanto, não pacificou os bretões, só serviu mesmo para estabilizar a situação. Os celtas compreenderam que seria quase impossível expulsar os romanos de seu território, mas esses também entenderam que seria totalmente impossível se impor aos celtas. Isso desembocou em uma frágil paz que nenhum dos dois grupos rompeu antes da coroação de Vespasiano como imperador de Roma.



A fama da rainha Boudicca, como de muitas outras mulheres celtas, assumiu a dimensão de mito em toda a Grã-Bretanha. Uma estátua dela, representada segundo a concepção da memória popular, é encontrada em Londres, ao lado do rio Thames, próxima das casas do parlamento. Segundo uma lenda popular, ela estaria enterrada debaixo de uma das plataformas da estação de Reis Cross. Diversas outras fontes, enumeram as plataformas oito, nove ou dez, como suposto lugar onde a rainha repousa.


Sua história tornou-se ainda mais popular durante o reino de outra rainha inglesa que dirigiu um exército de encontro à invasão estrangeira, rainha Elizabeth I. 


Boudicca é estudada a fundo pelos peritos e examinada pelos arqueólogos que continuam em busca de pistas sobre esta guerreira, cujo exército fez tremer os Romanos. A Rainha Guerreira desapareceu da história durante a Idade Média, mas foi redescoberta no século XVI pela rainha Elizabeth I, interessada em promover o conceito da rainha guerreira nobre e foi transformada em ícone histórico. 













quarta-feira, 2 de maio de 2012

A BARCA DE CARONTE



Na mitologia grega, Caronte ou Kharon é o barqueiro do inferno que carrega almas dos recém falecidos em todo o Styx rios e Acheron que dividiu o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Para quem não sabe Hades é o demonio na mitologia grega e o mais poderoso só Zeus e mais forte. 

Ele é filho de NIX e navega através do rio Aqueronte, levando as almas para o Outro Mundo, junto com seu irmão Corante recebeu essa tarefa após tentar roubar a Caixa de Pandora.

Aqueronte, um rio de águas turbulentas que delimitava o inferno. Ele é um velho muito magro, porem muito forte e só atravessava os mortos que fossem devidamente sepultados e cobrava por este serviço, dai vem o costume de sepultar os mortos com duas moedas sobre os olhos.


Caso uma a alma de alguém que não tivesse tido acesso a um velório correto tentasse passar o Caronte o impediria, e este deveria vagar por cem anos, para cima e para baixo a margem do rio, até que pudesse enfim atravessar.

Nenhum vivo poderia atravessar pelo barco de Caronte, a não ser que carregasse um ramo de acacia, arvore consagrada a Persefone, deusa rapitada por Hades para ser sua esposa. Além dele, só Morpheus, Hecate, Hermes e Thanatos tinham livre acesso ao mundo subterraneo e só alguns poucos mortais se arriscaram a atravessar como Hercules, Enéias, Orpheu e "Kratos"

Caronte era muitas vezes retratado com uma máscara de bronze na qual ocultava sua verdadeira face macabra que faria os recém-mortos repensarem em entrar na barca.


Após algum tempo Corante começou a duvidar de seu irmão, começou a desconfiar que os Óbolos(moedas) estavam cada vez mais raras, foi quando descobriu que Caronte estava lhe roubando, foi então que uma batalha foi iniciada. 

Por treze meses eles brigaram, durante este período os mortos caminhavam pela terra, pois não havia quem os conduzissem para o Outro Mundo, foi então que no final do último dia Caronte matou seu irmão, afogando-o no rio, o corpo de Corante se dissolveu e tingiu todo o rio de vermelho.


Uma barba inculta e branca pela idade caracteriza Caronte. Das suas pupilas jorra o fogo; e sobre os ombros um nó grosseiro prende e sustenta uma veste suja. Ele próprio impele com o remo o fúnebre barco no qual transporta os corpos. Já é velho, mas a sua velhice verde e vigorosa é a de um deus. A essas margens é que se precipita a multidão das sombras: as mães, os esposos, os heróis generosos, as virgens mortas antes do himeneu. e os jovens postos na fogueira perante os olhos dos pais. De pé, cada sombra quer ser a primeira em passar, e estende as mãos para a outra margem, objeto dos seus desejos. Mas o sombrio barqueiro nem a todas recebe no barco e repele para longe as que exclui.


Um baixo-relevo do museu Pio-Clementino mostra Caronte passando as sombras, no seu barco. Dois mortos descem para entrar no país das sombras, e uma das Moiras estende a mão ao primeiro para ajudá-lo. A Moira tem a roca ainda cheia de fio, o que prova que o morto abandonou prematuramente a vida. Uma deusa infernal segurando uma jarra em cada uma das mãos vem receber os recém-chegados.


Caronte não apresenta um tipo nitidamente escrito. De resto, à arte antiga repugnava mostrar o barqueiro dos infernos cuja fisionomia nos é sobretudo conhecida pelas descrições dos poetas. Mas vemo-lo, às vezes, nos monumentos da Idade Média, por exemplo no túmulo de Dagoberto. Na Capela Sixtina, Miguel Ângelo o faz figurar no Juízo Final, onde tem por missão transportar os condenados a quem bate com o remo para lhes apressar o embarque.


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