A Bruxaria é uma religião matriarcal, diferente das grandes religiões monoteístas.
Para nós, foi a Deusa, a Grande Mãe, quem criou todas as coisas e seres viventes. É dela que vem a vida. Assim, para aqueles dentre nós que decidem comemorar um Dia das Mães, o significado é muito maior do que o de uma data para homenagear nossas progenitoras, mas também para homenagear a Grande Mãe, nossa Deusa.
É uma data para venerar toda grandiosidade do feminino que nos traz à vida e ilumina nossos dias em todos os momentos.
O “Dia das Mães”, nasceu em 1907, numa cidadezinha norte-americana, chamada Grafton, no Estado de West Virginia. Graças ao persistente esforço de uma moça chamada Anne Jarvis, que queria homenagear sua mãe, a qual falecera em 9 de maio de 1906.
O feriado foi intituido em sua cidadezinha em 1910 e depois nacionalmente, e acabou por ser instituido o Dia das Mães no mundo todo. Em 1922 Getúlio Vargas baixou um decreto oficializando a comemoração no Brasil originado por um congresso feminista com o comando da sra Alice Tibiriçá. A Igrejas Católica e as protestantes festejam a data fazendo alguma homenagem especial para as mães de suas comunidades religiosas, projetadas na figura de Maria.
Mas há muitos séculos já se comemorava em maio, o mês de Maria, mãe de Deus, e coincidentemente (ou não), em maio comemora-se na roda do ano do hemisfério Norte, a energia de fertilidade.
Na antiga Grécia, as celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos DEUSES . Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele.
Diz uma lenda que o dia em que a Deusa criou as mães, um mensageiro se acercoua lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação. Em que, afinal de contas, ela era tão especial?
A bondosa e paciente Mãe de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado. Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma.
Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes.
Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola.
Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.
Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: "eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo", mesmo sem dizer nenhuma palavra.
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor, mas ainda assim insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.
Lábios que soubessem falar da Deusa, do universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher. Uma mãe.
Assim, desejo a todas as mulheres um feliz Dia das Mães, pois todas elas compartilham da essência da Deusa, e que a Grande Mãe nos abençoe a todos agora e sempre!
Boudicca,conhecida pelos romanos por Boadicea,nasceu por volta do ano 30 a.C.Não se sabe muito da sua origem e pensa-se que ela tenha se chamado Boudiga,como a Deusa Celta da Vitória.Boudicca. Rainha dos Icenos,uma tribo dos Celtas,onde é hoje Norfolk e Sulfolk.Era casada com o rei Prasutagus e tinha duas filhas.
Esposa, mãe, rainha e líder de uma das mais violentas rebeliões levadas a cabo contra o domínio romano (60 ou 61 d.C) na história de Britania. A sua história e a da sua tribo foi recolhida pelos historiadores romanos, Tácito (em seus Annales e Agrícola) e Dião Cássio (em sua História Romana).
Boadicéia era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste multi-colorida e sobre esta um casaco grosso preso por um broche. Carregava uma lança comprida para assustar todos os que deitassem-lhe os olhos. Cássio relata ainda que ela cometeu todo tipo de atrocidade em nome de uma deusa chamada Andraste, que seria a equivalente britânico de Vitória, deusa romana. O próprio nome de Boadicéia significa "vitória".
Boudicca era a rainha da tribo celta Iceni, que habitava a Grã-Bretanha por ocasião da conquista romana.
Entretanto, Prasutagus, seu marido, é quem conduzia o povo. Ele comprometeu sua posição política, quando realizou inúmeros acordos com os romanos, inclusive entregando parte de seus domínios, com a esperança de proteger seu título e sua família.
Mas, o rei Prasutagus, acabou sendo abatido pelo invasor e a rainha Boudicca, juntamente com suas filhas, foram estupradas e humilhadas pelos romanos. Os legionários saquearam todo o reino e realizaram uma operação de ataque contra a ilha de Mona, hoje conhecida como Anglessey, onde se encontrava um dos mais importantes centros de culto dedicado a Deusa Andraste. Essa iniciativa foi encerrada com a degola de diversos celtas, sendo que, os druidas, cuja a doutrina sempre foi incompreensível para o racionalismo latino, foram os primeiros a morrer, seguindo a escravização dos demais e a aniquilação dos bosques sagrados. Tudo isso, vai além da simples humilhação militar. Para uma cultura que tem a religião em tão alta estima, tais atos são autênticas profanações, um golpe certeiro na coluna vertebral de sua organização social.
É possível que os generais romanos não se deram conta do que estava acontecendo, pois para eles, os deuses não passavam de um entretenimento pessoal, quase um luxo reservado aos acomodados patrícios de Roma ou para contentar escravos que não tinham mais consolo.
Após a morte de Prasutagus o procurador romano, Decianus Catus, chegou ao tribunal Iceni com o seu pessoal militar e um guarda. Ele continuou a fazer o inventário dos bens. E considerava tudo como propriedade romana e, provavelmente, pretendia atribuir uma quota generosa de si mesmo, seguindo o hábito da maioria dos procuradores romanos. Quando Boudica objetou, ela teve seu corpo açoitado. Suas filhas foram estupradas.
Nesse ponto, Boudica decidiu que os romanos tinham governado em Bretanha tempo suficiente. A fúria dela e de outras tribos, como a Trinovantes para o sul, trouxe recrutas ansioso para sua causa. Apesar da proibição romana, tinha secretamente armazenadas armas, e agora armados e planejando o assalto. Quando Dio correu ao lado dos britânicos eles o aplaudiram. Boudica levantou a mão para o céu e disse: “Agradeço-vos”. Esta manifestação religiosa é a razão dos historiadores pensarem que ela teria tido uma formação druida.
Boudica montou um tribunal feito à moda romana fora da terra e de acordo com Dio, que a descreveu como muito alta e desagradável na aparência, com um olhar penetrante e uma voz áspera. Ela tinha uma massa de cabelo muito justo que descia até os quadris, e usava um grande torque de ouro e uma multicolorida e rodada túnica dobrada sobre ela. Sobre o qual um casaco grosso era preso com um broche. As vestes de Boudica, túnica, manto e broche Celta eram típicos para a época. O torque, o ornamento característico do chefe guerreiro celta, era uma banda de metal, geralmente de fios torcidos de ouro que se encaixam bem justo em volta do pescoço, com acabamento em botões decorativos usados na frente da garganta. Os torques podem ter simbolizado a pré disposição de um guerreiro a sacrificar sua vida pelo bem.
Com relação aos druidas, consideravam-nos chefes de rebeliões disfarçados de sacerdotes. Acreditavam que, destruindo seu centro de reunião, seria mais fácil pacificar a ilha inteira. Mas os druidas eram os únicos homens preparados para ensinar, perpetuar e aplicar de forma adequada a religião, algo que dava sentido a existência celta. Tentar extirpar o druidismo de sua raiz era condenar todos os celtas a algo pior do que a morte.
A notícia da destruição do centro do culto da Deusa Andraste associado ao ocorrido com a rainha Boudicca e suas filhas, resultou em uma reação bastante selvagem entre os bretões. Uma grande rebelião foi organizada e à frente da mesma foi colocada ao comando da rainha. As mulheres celtas, não eram somente semelhantes aos homens em estatura, mas equivalentes a eles, no que diz respeito à coragem, técnicas de guerra e o desejo de vingança.
Tácito, cujo sogro serviu como um juiz militar na Grã-Bretanha durante esse período, contou a rebelião em detalhes. Boudica movida em primeiro lugar contra Camulodunum. Antes ela atacou os rebeldes dentro da colônia que conspiraram. Com ou sem razão aparente, Tácito escreveu, que a estátua da Vitória em Camulodunum caiu de costas como se estivesse fugindo do inimigo. Mulheres gritavam hinos de destruição. Eles gritavam tanto e com tal potência que, no local da casa do Senado os estranhos gritos foram ouvidos. Os gritos ecoaram, na foz do Tamisa. A cor vermelho-sangue no mar e também nas formas como cadáveres deixados pela maré vazante, foram interpretados pelos bretões esperado com terror pelos colonos.
Camulodunum pediu assistência militar de Catus Decianus em Londinium, mas este enviou apenas 200 homens armados adequadamente para reforçar a pequena guarnição da cidade. Em seu excesso de confiança, os romanos não haviam construído nenhum muro ao redor Camulodunum. Na verdade, eles haviam nivelado os bancos relva ao redor da fortaleza Legionária e construído sobre as áreas levantadas. Enganado pelos sabotadores rebeldes, e seu próprio excesso de confiança eles não se preocuparam em construir muralhas, cavar trincheiras ou mesmo evacuar as mulheres e idosos.
O exército de Boudica invadiu a cidade, e a guarnição romana retirou-se para o templo inacabado, que tinha sido uma das principais causas da rebelião. Após dois dias de combates, ele caiu. Trabalhos arqueológicos recentes mostram quão profundos os britânicos estavam em sua destruição. Os edifícios Camulodunum tinham sido feitas a partir de um quadro de madeira envolto em barro e que não teria pegado fogo facilmente. Mas eles foram queimados e despedaçados. Tão quentes eram as chamas, algumas das paredes de barro foram disparadas como que em um forno de cerâmica e alguns romanos estão preservados sob essa forma até os dias atuais.
A força legionária disponível imediatamente para pôr fim à rebelião foi um deslocamento da Legião IX Hispania, sob o comando do Quintus Petilius Cerialis Caesius Rufus, composto por cerca de dois mil e 500 Legionários de cavalaria auxiliar. Cerialis não quis esperar para reunir uma força maior, e partiram imediatamente para Camulodunum. Ele nunca chegou lá. Boudica o emboscou e sua legião foi morta, assim como a sua infantaria. Cerialis escapou com sua cavalaria e eles se abrigaram em seu acampamento na Lindum.
A força dos britânicos escreveu Tácito era muito grande em bandas de infantaria e cavalaria, com os seus números sem precedentes e de tão confiantes, trouxeram suas esposas e as colocaram em carrinhos elaborados em torno da borda mais distante do campo de batalha para testemunharem a sua vitória. Boudica andava em uma carruagem com suas filhas antes dela, e enquanto ela se aproximava de cada tribo, declarou que os britânicos estavam acostumados a participar na guerra, sob a liderança das mulheres. A imagem de Boudica andar sobre o campo de batalha para incentivar os guerreiros era forte, mas é improvável que qualquer Romano tenha entendido o que ela disse. Ela teria falado na língua celta e não tinha necessidade de informar suas tropas de seus próprios costumes. Tácito coloca estas palavras na sua boca como um dispositivo para educar seus leitores romanos sobre uma prática que deve ter impressionado os como exóticos e estranhos britânicos agiam.
Os relatórios de Tácito, falam que Suetônio apelou para que as suas Legiões ignorassem o clamor e as ameaças vazias dos nativos. Ele lhes disse: Não se impressionem com as mulheres enfileiradas, como guerreiros, no final são os homens que realmente decidem as batalhas. E eles tiveram que reconhecer o poder dessas mulheres quando sentiram o gosto de seu aço e sua coragem, unido com a revolta dos que sempre foram conquistados e agora se rebelam.
Os bretões devolveram "olho por olho" cada ato de crueldade que sofreram, destruíram todos os fortes romanos que encontravam pela frente e festejavam sobre as suas ruínas.
Contava-se que Boudicca libertava uma lebre como parte de um rito à Andraste, antes de iniciar uma batalha. Se os romanos matassem o animalzinho, despertariam a fúria da Deusa, que lutaria a seu lado, levando-a à derradeira vitória.
Entretanto, em uma última batalha, um exército romano chefiado por Suetônio Paulino,melhor equipado e organizado, acabou derrotando-a. A vitória romana converteu-se em carnificina.
Há um grande mistério em torno do nome de Boudicca, pois em galês ("budd" em galês), ele significa "A Vitória" e é bem provável que esta rainha ocupou uma posição dupla como líder tribal e como uma Druida. Esse nome, portanto, talvez seja um título religioso e não um nome pessoal, significando o ponto de vista de seus seguidores, que a personalizavam como uma Deusa.
Isso ajudaria explicar o fanatismo de uma variedade de tribos em seguir a liderança de uma mulher na batalha.
A morte da Rainha vermelha, entretanto, não pacificou os bretões, só serviu mesmo para estabilizar a situação. Os celtas compreenderam que seria quase impossível expulsar os romanos de seu território, mas esses também entenderam que seria totalmente impossível se impor aos celtas. Isso desembocou em uma frágil paz que nenhum dos dois grupos rompeu antes da coroação de Vespasiano como imperador de Roma.
A fama da rainha Boudicca, como de muitas outras mulheres celtas, assumiu a dimensão de mito em toda a Grã-Bretanha. Uma estátua dela, representada segundo a concepção da memória popular, é encontrada em Londres, ao lado do rio Thames, próxima das casas do parlamento. Segundo uma lenda popular, ela estaria enterrada debaixo de uma das plataformas da estação de Reis Cross. Diversas outras fontes, enumeram as plataformas oito, nove ou dez, como suposto lugar onde a rainha repousa.
Sua história tornou-se ainda mais popular durante o reino de outra rainha inglesa que dirigiu um exército de encontro à invasão estrangeira, rainha Elizabeth I.
Boudicca é estudada a fundo pelos peritos e examinada pelos arqueólogos que continuam em busca de pistas sobre esta guerreira, cujo exército fez tremer os Romanos. A Rainha Guerreira desapareceu da história durante a Idade Média, mas foi redescoberta no século XVI pela rainha Elizabeth I, interessada em promover o conceito da rainha guerreira nobre e foi transformada em ícone histórico.
Na mitologia grega, Caronte ou Kharon é o barqueiro do inferno que carrega almas dos recém falecidos em todo o Styx rios e Acheron que dividiu o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Para quem não sabe Hades é o demonio na mitologia grega e o mais poderoso só Zeus e mais forte.
Ele é filho de NIX e navega através do rio Aqueronte, levando as almas para o Outro Mundo, junto com seu irmão Corante recebeu essa tarefa após tentar roubar a Caixa de Pandora.
Aqueronte, um rio de águas turbulentas que delimitava o inferno. Ele é um velho muito magro, porem muito forte e só atravessava os mortos que fossem devidamente sepultados e cobrava por este serviço, dai vem o costume de sepultar os mortos com duas moedas sobre os olhos.
Caso uma a alma de alguém que não tivesse tido acesso a um velório correto tentasse passar o Caronte o impediria, e este deveria vagar por cem anos, para cima e para baixo a margem do rio, até que pudesse enfim atravessar.
Nenhum vivo poderia atravessar pelo barco de Caronte, a não ser que carregasse um ramo de acacia, arvore consagrada a Persefone, deusa rapitada por Hades para ser sua esposa. Além dele, só Morpheus, Hecate, Hermes e Thanatos tinham livre acesso ao mundo subterraneo e só alguns poucos mortais se arriscaram a atravessar como Hercules, Enéias, Orpheu e "Kratos"
Caronte era muitas vezes retratado com uma máscara de bronze na qual ocultava sua verdadeira face macabra que faria os recém-mortos repensarem em entrar na barca.
Após algum tempo Corante começou a duvidar de seu irmão, começou a desconfiar que os Óbolos(moedas) estavam cada vez mais raras, foi quando descobriu que Caronte estava lhe roubando, foi então que uma batalha foi iniciada.
Por treze meses eles brigaram, durante este período os mortos caminhavam pela terra, pois não havia quem os conduzissem para o Outro Mundo, foi então que no final do último dia Caronte matou seu irmão, afogando-o no rio, o corpo de Corante se dissolveu e tingiu todo o rio de vermelho.
Uma barba inculta e branca pela idade caracteriza Caronte. Das suas pupilas jorra o fogo; e sobre os ombros um nó grosseiro prende e sustenta uma veste suja. Ele próprio impele com o remo o fúnebre barco no qual transporta os corpos. Já é velho, mas a sua velhice verde e vigorosa é a de um deus. A essas margens é que se precipita a multidão das sombras: as mães, os esposos, os heróis generosos, as virgens mortas antes do himeneu. e os jovens postos na fogueira perante os olhos dos pais. De pé, cada sombra quer ser a primeira em passar, e estende as mãos para a outra margem, objeto dos seus desejos. Mas o sombrio barqueiro nem a todas recebe no barco e repele para longe as que exclui.
Um baixo-relevo do museu Pio-Clementino mostra Caronte passando as sombras, no seu barco. Dois mortos descem para entrar no país das sombras, e uma das Moiras estende a mão ao primeiro para ajudá-lo. A Moira tem a roca ainda cheia de fio, o que prova que o morto abandonou prematuramente a vida. Uma deusa infernal segurando uma jarra em cada uma das mãos vem receber os recém-chegados.
Caronte não apresenta um tipo nitidamente escrito. De resto, à arte antiga repugnava mostrar o barqueiro dos infernos cuja fisionomia nos é sobretudo conhecida pelas descrições dos poetas. Mas vemo-lo, às vezes, nos monumentos da Idade Média, por exemplo no túmulo de Dagoberto. Na Capela Sixtina, Miguel Ângelo o faz figurar no Juízo Final, onde tem por missão transportar os condenados a quem bate com o remo para lhes apressar o embarque.
As religiões mundiais foram os pilares das culturas do mundo, de forma que, se as eliminamos, os arcos caem e o edifício se derruba. (Christopher Dawson, o filósofo da história)
Aquilo que não é conhecido pode ser temido. Embora seja uma citação antiga é muito atual.
A palavra religião vem do latim: "religio" que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar". Religar o homem a Deus, aí está a razão pela qual a religião existe.
O valor da religião tem sido esquecido, desprezado e menosprezado pela sociedade atual apoiada na ciência e na tecnologia, porém a religião tem um importante papel na sociedade no tocante à elevação moral do ser humano e, apesar do relativismo reinante, ainda tem uma influência muito presente nos valores das pessoas e consequentemente é uma variável importante na compreensão das sociedades modernas.
A religião é uma relação com a divindade celestial. Essa definição engloba necessariamente todos aspectos místicos e religiosos, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.
Todas as religiões têm obrigações a serem cumpridas para se alcançar o favor da divindade ou para o aperfeiçoamento pessoal. A fé não é uma religião. Por isso, não há obrigações a serem cumpridas: Há o encontro que transforma.
Concordo com quem diz que a religião serve como uma retenção moral. Toda religião tem esse lado bom, pois todas pregam coisas boas moralmente falando. Para outros serve como refúgio.
Para muitos serve como meio de enganar os outros. mas esse não é o principal motivo.
É humano sempre, no fundo, acreditar que existe algo superior e desconhecido ( o homem AINDA não se acha totalmente superior!).
Realmente é graças as religiões que a moral ainda continua viva, não que a moral fora da religião seja totalmente má, mas com certeza vazia de significado.
A religiosidade é muito importante porque é a religação do homem com a natureza, com o universo, com o outro e consigo mesmo. Essa é uma tendência natural. É o impulso para o infinito. Pessoas que têm ligação natural com o infinito, com o desconhecido, viverão com maior abundância, maior amor ao próximo. A religião é possuir uma crença religiosa, um ritual. A religião é uma escolha e um caminho para a religiosidade, um meio para a pessoa entrar em contato com a divindade. Em si, ela não é o essencial e, sim, o impulso que o indivíduo tem de se ligar seja com o Deus ou a Deusa. A religião acaba sendo importante na medida em que facilita essa ligação. Todos os rituais, sons, mantras, o cheiro do incenso criam um clima para que você entre em contato com o eu interior.
Este é um ponto interessante sobre qual óptica devemos analisar, seria a Bruxaria uma religião marginalizada ou todas as religiões marginalizadas são Bruxaria?
Depende da óptica! Se pensarmos como um fundamentalista cristão todas as crenças são meras manifestações religiosas, principalmente as espíritas, uma devoção ao diabo e a bruxaria.
Se mudarmos para a China e na Índia, o próprio cristianismo é uma religião marginalizada.
Partindo pelo pressuposto que toda crença marginalizada é Bruxaria, poderíamos incluir o Catolicismo? Não acreditamos que convenha dar a designação de bruxos para padres.
Religião é diferente de crença pessoal, e o fato de querer ofertar conhecimento é nato em muitos líderes religiosos, sejam eles cristão, pagãos, budistas, entre outras designações, isto não lhe torna especial ou melhor, é apenas um fato comum e por vezes mal interpretado tanto para quem ensina, quanto para quem aprende.
Qual a importância da religião em nossas vidas? Como de certa forma ela interfere nas relações inter pessoais e dão algum significado ao grande mistério da nossa existência?
Religião é culto prestado à divindade. No entanto, pessoas raivosas contra certos aspectos da vida em comunidade de fé têm se irritado e descontado nessa palavra tão nobre suas dores e frustrações. Surgem assim frases incoerentes e até surreais, como “passei a ser cristão quando abandonei a religião”, “religião mata”, “existem os da graça e os da religião” e outras bobagens nessa linha. O que tais pessoas querem dizer é, na verdade, que foram feridos ou se cansaram de uma “religiosidade hipócrita”, de um “formalismo religioso vazio”, de um “legalismo vivido num ambiente religioso” ou coisas do gênero. Mas, como não compreendem o significado daquilo que falam, mudam o sentido das palavras.
As religiões são escolas da Alma, locais de oração, de estudo dos ensinamentos Divinos, de fraternidade, comunhão entre as pessoas, de meditações, da prática da caridade, de boas leituras, boas músicas e boas canções. Há tantas religiões no mundo quanto são os graus de entendimento das pessoas.
ÁGUA, símbolo da Grande Mãe, está associada com o nascimento e transformação. A água limpa e purifica, o que representa a nossa busca pelos segredos da vida e da morte. Água corrente, simboliza a cascata interminável de energia espiritual. A água é o nevoeiro de ontem, hoje e amanhã, tudo embrulhado em um momento mágico. A água é o elemento de sonhos e visões e de busca incessante do conhecido e do desconhecido.
A água é essencial para a germinação das sementes, por isso, elas são tradicionalmente utilizadas como símbolo do poder mágico deste elemento que está ligado às emoções e às questões afetivas em geral. Este generoso elemento empresta seus dotes de ternura aos demais, amenizando o fervor necessário a um pedido destinado ao FOGO, ou abrandando a rigidez e sistemática de um ritual voltado à TERRA e até mesmo incluindo prazer e fluidez a um ritual voltado ao intelectual elemento AR. Como todos sabemos água é um exímio condutor de energia, mas isso não resume-se somente a energia física, tátil, mas também a energia espiritual contidas em tudo que existe no universo, por isso é muito comum a presença de um recipiente com água em atos mágicos, pois este cria uma "ponte" entre o ser que executa, o universo e o objeto reivindicado durante o ritual.
Através da Água surge a Vida. Sua fluidez demonstra a capacidade da Vida de se adaptar e prosseguir - não importa o quanto tentemos represá-la e desviá-la de seu curso. A Água está associada á profundidade das Emoções e à fluidez dos Sentimentos. As nascentes são a origem dos rios, sendo, portanto a Fonte da Vida, sempre se renovando.
Em termos de Magia, a Água é representada pelo Cálice (em alguns casos o caldeirão), o Recipiente Sagrado que contém a essência vital do Universo - daí a sua associação com o Naipe de Copas - as taças ou cálices do tarô. O equilíbrio é apresentado pela Água por ser ao mesmo tempo a Fonte de toda a vida e as águas da correnteza, que erodem as margens e destroem o que é velho, trazendo assim a renovação - o princípio é também o fim.
A água é passiva e receptiva. Ela, desde há muito, foi associada com a fonte de todas as potencialidades na existência, e associada com a Grande Mãe, o útero universal, nascimento e fertilidade. A água é emblemática das habilidades de dar a vida e de tirar a vida do universo. A água é usada para limpar ou purificar fisicamente, assim como fisicamente.
Enquanto o ar é o intelecto e o fogo é a energia ou impulso, a água é a resposta emocional às situações. Fluida, responsiva, e que se doa, a água é a sensibilidade e emoção. A água é como a Grande Mãe: quando aquecida pelo Fogo do Deus, ela traz a vida. Quando resfriada pelo ar da meia-noite, o silêncio e a morte são iminentes. Muitas religiões usam a imersão em água para simbolizar o retorno ao primordial estado de pureza. Em essência, o batismo ou imersão de um indivíduo em água significa a morte e o renascimento do corpo e do espírito.
O elemento da água é um tanto imparcial e obstinado quando flui livremente. Entretanto, há momentos quando a água se permitirá ser contida. A água é um elemento gentil e inspira a intuição e o desejo de louvar. O elemento da água é ligado à Deusa e é a parte dela dentro de todos nós. A água é lembrar o passado e antever o futuro. Mas da mesma maneira que a água traz a vida, ela pode trazer a destruição. Mas a chave está em governar sua energia.
Há milênios o mar é cultuado, temido, consagrado, ora-se a ele, oferecem-se sacrifícios a ele, é reverenciado. Tem sido a morada de deusas e deuses, sereias e tritões, ondinas e serpentes – monstros horrendos e encantadoras sereias que enganavam os marinheiros, atraindo-os para a morte em rochas traiçoeiras.
Sob suas ondas escondem-se antigas e fabulosas terras e civilizações – Atlântida, Lemúria, Lyonesse, para citar algumas – e dele toda a vida surgiu. Portanto, o mar é tanto o início quanto o fim, o alfa e o ômega – a fonte de toda a vida e daquilo que a consome.
Povos dependiam do mar para obter alimento; assim, suas próprias vidas eram nele personificadas. Deusas e deuses surgiram de suas profundezas e amorosamente abriram seus braços para abraçar os povos simples, ou sopravam ondas que destruíam suas frágeis embarcações e devastavam aldeias.
Assim como os rios, nascentes e riachos eram reverenciados, também o mar o era. Em conjunto com os ritos religiosos, praticava-se magia, assim como hoje.
O que os livros parecem desconhecer é que eles ainda vivem; seus murmúrios são ouvidos nos ruídos do oceano e seus poderes aumentam e minguam com a lua. Eles aguardam o momento de se erguer e serem novamente reconhecidos.
Apesar de não precisar cultuar o mar ou suas deidades para praticar a magia do mar, você deve respeitá-lo como um amplo depósito de poder. É nossa mãe ancestral, mais antiga que os continentes sobre os quais vivemos, mais velha que a árvore ou a pedra. É o próprio tempo.
A magia do mar é melhor se praticada próxima ao oceano, mas muitos dos encantamentos a seguir podem ser levemente alterados e praticados em qualquer lugar, desde que você possa obter alguns instrumentos.
A magia do mar é misteriosa e flexível como os próprios oceanos
Há uma confusão generalizada, derivada de deturpações religiosas diversas, onde conceitos de como Luz, Sombra e Trevas não são compreendidos em nenhum nível.
Porque se crê que luz seja algo bom e trevas seja algo ruim?
Para que se possa compreender e se libertar das dicotomias absolutas e absurdas, para que possa se libertar do dogma, do “tabu” e do senso comum, Luz e Trevas não são o clichê que se costuma pensar.
A Luz não é o bem, e a Escuridão não é o mal. Não existe bem absoluto na Luz nem o mal absoluto nas Sombras. A escuridão nada tem a ver com o Diabo dogmático (pois esse não existe) nem com o mal que assola o mundo. A escuridão simplesmente significa aquilo que está oculto, significa mesmo o próprio Oculto, o Mistério, aquilo que é “proibido”, que é secreto, aquilo que é escondido como um tesouro.
Pelo que precede, a Luz sem as Trevas jamais poderia ser percebida. Sem o contraste entre Luz e Escuridão nada poderia ser visto (ou seja, nada poderia se manifestar). Para que a Luz possa se manifestar e iluminar, a Escuridão é necessária.
A Trilha fácil, suave e inclinada… Não é a trilha da Virtude Verdadeira. Ela demanda um caminho árduo e espinhoso. Resgata a Antiga Fé, unindo o velho e o novo em um espiral, nos colocando no limiar de todos os mundos e universos e reerguendo o Pendão dos Antigos Deuses, com as bênçãos da Grande Hecate Lucifera, a Portadora da Luz da Iluminação e de Dionisio Zagreus, o Três Vezes Manifesto; caminharemos para à Ascensão da Idade da Filha, a Idade da Razão.
No coração das trevas ecoou um grito, EU SOU A LUZ, e numa explosão luminosa brilhou a primeira fonte de luz do universo. Os poderes da escuridão recuaram diante daquele brilho, quem ousaria desafiar as trevas?
Cercados os poderes negros perderam completamente a visão, para onde que olhassem a luz os cegava, perdidos e cegos eles dispersaram e se esconderam nos profundos abismos do Universo.
No centro de tudo os dois pontos luminosos transformavam matéria, cresciam, duas enormes serpentes de fogo ígneo, se maravilhavam uma com a outra, como numa dança de acasalamento se volteavam, enroscavam-se trocavam matéria, alimentavam-se uma da outra.
Todo aquele que nega e menospreza a Escuridão está negando a própria Luz que jaz nas profundezas de si mesmo, na caverna escura que é o abrigo protetor do tesouro, da joia brilhante que é a gnosis, que é a Luz do conhecimento, que é a consciência do Eu Superior.
Desconfiem de espiritualistas, religiosos e/ou seja quem for que tentam convencer a todo custo que só o que é preciso é Luz, pois Luz de mais queima, ou pode cegar, já que trata-se somente de um dos aspectos da evolução.
Enquanto Luz e Sombra representam aspectos temporários, transitórios, perecíveis e cíclicos, o conceito de Trevas se refere ao que é realmente Eterno.
A verdadeira evolução espiritual não se resume a êxtase emocional (presenciado em muitos cultos), mas em adquirir o discernimento do mundo que nos cerca e aos poucos aumentar nosso acesso a Aquilo que antes ignorávamos completamente.
Na tradição aridiana, os aspectos do ano crescente e decrescente são simbolizados pelo Deus Veado e o Deus Lobo, respectivamente. O Deus Lobo é chamado Lupercus e o Deus Veado é Kern. Estes Deuses, diferentemente da tradição da bruxaria, não se matam, mas são mortos por outros.
Na Velha Religião da Itália existem três aspectos do Deus. Nestes aspectos nos encontramos as conexões com o mundo físico. Os três títulos pelos quais o Deus é conhecido são O Encapuzado, O Astado e O Velho. O Encapuzado é comumente ligado ao Green Man. Ele vive coberto de vegetação. O Astado é uma entidade de chifres de veado e é o Deus das Florestas, do que é selvagem. O Velho é o Ancião.
Os três aspectos do Deus tem a ver com a mudança de uma sociedade de caça para uma sociedade agrícola. O Encapuzado está ligado às plantações e vem logo depois do Deus Veado. Ele é o filho do Deus Veado. O caçador que veio antes da sociedade agrícola e o espírito animal era valorizado antes do espírito das plantas.
Outros aspectos do Deus são simplesmente variações dos aspectos básicos. O aspecto Brincalhão, por exemplo, é ligado aO Encapuzado. Na tradição italiana, O Corvo (um brincalhão renomado) é associado com o Encapuzado em seu papel de Guardião da gruta.
O Veado e o Lobo
O Deus Veado e o Deus Lobo voltam aos dias da antiguidade do Culto das Bruxas. Em uma imagem etrusca, encontrada num vaso do séc. XI ac, mostra a Deusa junto com um veado e com um lobo. Isso não é surpresa, pois a bruxaria italiana tem grande influência da Toscana, onde a civilização etrusca floresceu uma vez. O lobo, o “uivador da noite” era o principal animal de culto da Deusa. Sua importância na religião da velha Europa pode ser encontrada nas várias figuras que mostram a Deusa e o lobo e o veado.
O lobo é sagrado à Deusa da Lua. Sua natureza lunar é indicada pelas crescentes que aparecem junto com suas imagens em artefatos antigos. Mais comum hoje é o retrato da Deusa Diana com seus cães de caça (lobos domesticados), mas as estátuas mais antigas de Diana a mostram com seu veado – temos também imagens da deusa Ártemis no mesmo papel. É em Diana que descobrimos as estações do lobo e do veado.
A ambigüidade do Deus como caçador/ protetor é mostrado, por um lado, pela pele de lobo e armas que Ele carrega e, por outro lado, em sua relação com o veado que fica ao seu lado enquanto Ele descansa. E é neste ícone que vemos a ligação do Deus da Velha Religião com as imagens do veado e do lobo. Ele é mostrado tanto como caçado quanto protetor de todos os animais da floresta, Guardião da Gruta, o Senhor das Árvores, O Velho.
O Senhor do Desgoverno
Os ritos de inverno da Velha Religião, na Itália, são conectados com os antigos rituais romanos da Saturnália, e os “cultistas do lobo” presentes na Lupercália, ainda são aspectos da bruxaria italiana hoje. Estes personagens são visíveis principalmente nos festivais feitos durante o dia e celebrações dos Caminhos Antigos, mas partes deles podem ser vistos nos rituais noturnos que são maioria na tradição aridiana. O Senhor do Desgovernoe o Sacerdote Lobo de Lupercus são responsáveis pelas partes antigas de seus respectivos ritos.
Alguns ritos antigos ainda podem ser vistos no Carnevale, ou Carnaval italiano. Na Idade Média, o Carnaval era marcado por canções obscenas e danças eróticas (coincidência????????) e os participantes usavam máscaras. As celebrações geralmente terminavam em orgias dados os temas eróticos das celebrações. A intenção era mágika em natureza, e era feita para impregnar a terra, onde as sementes esperavam pela estação do crescimento. Mulheres grávidas se juntavam às celebrações para estimular as sementes que cresciam dentro de seus úteros. Também havia a tradição de quem encontrasse uma semente de fava era declarado Rei do Carnaval e poderia escolher qualquer uma para ser sua rainha. O casal então governa durante o tempo do festival (uma semana). No final, uma efígie do rei é queimada para que haja prosperidade para os súditos.
Os Benandanti
Os Benandanti lutavam contra as forma-pensamento negativas e destrutivas e limpavam a consciência coletiva de suas comunidades. Deles era a batalha contra as forças do mal, personificando um exercito na luta entre a Luz e as Trevas. A tradição Benandanti era uma sociedade xamânica trabalhando por trás das forças da Natureza.