sábado, 21 de abril de 2012

Os Poderes da Luz e das Trevas



Há uma confusão generalizada, derivada de deturpações religiosas diversas, onde conceitos de como Luz, Sombra e Trevas não são compreendidos em nenhum nível. 

Porque se crê que luz seja algo bom e trevas seja algo ruim?

Para que se possa compreender e se libertar das dicotomias absolutas e absurdas, para que possa se libertar do dogma, do “tabu” e do senso comum, Luz e Trevas não são o clichê que se costuma pensar.


A Luz não é o bem, e a Escuridão não é o mal. Não existe bem absoluto na Luz nem o mal absoluto nas Sombras. A escuridão nada tem a ver com o Diabo dogmático (pois esse não existe) nem com o mal que assola o mundo. A escuridão simplesmente significa aquilo que está oculto, significa mesmo o próprio Oculto, o Mistério, aquilo que é “proibido”, que é secreto, aquilo que é escondido como um tesouro. 

Pelo que precede, a Luz sem as Trevas jamais poderia ser percebida. Sem o contraste entre Luz e Escuridão nada poderia ser visto (ou seja, nada poderia se manifestar). Para que a Luz possa se manifestar e iluminar, a Escuridão é necessária.


A Trilha fácil, suave e inclinada… Não é a trilha da Virtude Verdadeira. Ela demanda um caminho árduo e espinhoso. Resgata a Antiga Fé, unindo o velho e o novo em um espiral, nos colocando no limiar de todos os mundos e universos e reerguendo o Pendão dos Antigos Deuses, com as bênçãos da Grande Hecate Lucifera, a Portadora da Luz da Iluminação e de Dionisio Zagreus, o Três Vezes Manifesto; caminharemos para à Ascensão da Idade da Filha, a Idade da Razão. 

No coração das trevas ecoou um grito, EU SOU A LUZ, e numa explosão luminosa brilhou a primeira fonte de luz do universo. Os poderes da escuridão recuaram diante daquele brilho, quem ousaria desafiar as trevas?

Cercados os poderes negros perderam completamente a visão, para onde que olhassem a luz os cegava, perdidos e cegos eles dispersaram e se esconderam nos profundos abismos do Universo.

No centro de tudo os dois pontos luminosos transformavam matéria, cresciam, duas enormes serpentes de fogo ígneo, se maravilhavam uma com a outra, como numa dança de acasalamento se volteavam, enroscavam-se trocavam matéria, alimentavam-se uma da outra.
  


Todo aquele que nega e menospreza a Escuridão está negando a própria Luz que jaz nas profundezas de si mesmo, na caverna escura que é o abrigo protetor do tesouro, da joia brilhante que é a gnosis, que é a Luz do conhecimento, que é a consciência do Eu Superior. 

Desconfiem de espiritualistas, religiosos e/ou seja quem for que tentam convencer a todo custo que só o que é preciso é Luz, pois Luz de mais queima, ou pode cegar, já que trata-se somente de um dos aspectos da evolução.

Enquanto Luz e Sombra representam aspectos temporários, transitórios, perecíveis e cíclicos, o conceito de Trevas se refere ao que é realmente Eterno.

A verdadeira evolução espiritual não se resume a êxtase emocional (presenciado em muitos cultos), mas em adquirir o discernimento do mundo que nos cerca e aos poucos aumentar nosso acesso a Aquilo que antes ignorávamos completamente. 


Na tradição aridiana, os aspectos do ano crescente e decrescente são simbolizados pelo Deus Veado e o Deus Lobo, respectivamente. O Deus Lobo é chamado Lupercus e o Deus Veado é Kern. Estes Deuses, diferentemente da tradição da bruxaria, não se matam, mas são mortos por outros. 

Na Velha Religião da Itália existem três aspectos do Deus. Nestes aspectos nos encontramos as conexões com o mundo físico. Os três títulos pelos quais o Deus é conhecido são O Encapuzado, O Astado e O Velho. O Encapuzado é comumente ligado ao Green Man. Ele vive coberto de vegetação. O Astado é uma entidade de chifres de veado e é o Deus das Florestas, do que é selvagem. O Velho é o Ancião.

Os três aspectos do Deus tem a ver com a mudança de uma sociedade de caça para uma sociedade agrícola. O Encapuzado está ligado às plantações e vem logo depois do Deus Veado. Ele é o filho do Deus Veado. O caçador que veio antes da sociedade agrícola e o espírito animal era valorizado antes do espírito das plantas.

Outros aspectos do Deus são simplesmente variações dos aspectos básicos. O aspecto Brincalhão, por exemplo, é ligado aO Encapuzado. Na tradição italiana, O Corvo (um brincalhão renomado) é associado com o Encapuzado em seu papel de Guardião da gruta.


O Veado e o Lobo 

O Deus Veado e o Deus Lobo voltam aos dias da antiguidade do Culto das Bruxas. Em uma imagem etrusca, encontrada num vaso do séc. XI ac, mostra a Deusa junto com um veado e com um lobo. Isso não é surpresa, pois a bruxaria italiana tem grande influência da Toscana, onde a civilização etrusca floresceu uma vez. O lobo, o “uivador da noite” era o principal animal de culto da Deusa. Sua importância na religião da velha Europa pode ser encontrada nas várias figuras que mostram a Deusa e o lobo e o veado.

O lobo é sagrado à Deusa da Lua. Sua natureza lunar é indicada pelas crescentes que aparecem junto com suas imagens em artefatos antigos. Mais comum hoje é o retrato da Deusa Diana com seus cães de caça (lobos domesticados), mas as estátuas mais antigas de Diana a mostram com seu veado – temos também imagens da deusa Ártemis no mesmo papel. É em Diana que descobrimos as estações do lobo e do veado.


A ambigüidade do Deus como caçador/ protetor é mostrado, por um lado, pela pele de lobo e armas que Ele carrega e, por outro lado, em sua relação com o veado que fica ao seu lado enquanto Ele descansa. E é neste ícone que vemos a ligação do Deus da Velha Religião com as imagens do veado e do lobo. Ele é mostrado tanto como caçado quanto protetor de todos os animais da floresta, Guardião da Gruta, o Senhor das Árvores, O Velho.


O Senhor do Desgoverno 

Os ritos de inverno da Velha Religião, na Itália, são conectados com os antigos rituais romanos da Saturnália, e os “cultistas do lobo” presentes na Lupercália, ainda são aspectos da bruxaria italiana hoje. Estes personagens são visíveis principalmente nos festivais feitos durante o dia e celebrações dos Caminhos Antigos, mas partes deles podem ser vistos nos rituais noturnos que são maioria na tradição aridiana. O Senhor do Desgoverno e o Sacerdote Lobo de Lupercus são responsáveis pelas partes antigas de seus respectivos ritos.

Alguns ritos antigos ainda podem ser vistos no Carnevale, ou Carnaval italiano. Na Idade Média, o Carnaval era marcado por canções obscenas e danças eróticas (coincidência????????) e os participantes usavam máscaras. As celebrações geralmente terminavam em orgias dados os temas eróticos das celebrações. A intenção era mágika em natureza, e era feita para impregnar a terra, onde as sementes esperavam pela estação do crescimento. Mulheres grávidas se juntavam às celebrações para estimular as sementes que cresciam dentro de seus úteros. Também havia a tradição de quem encontrasse uma semente de fava era declarado Rei do Carnaval e poderia escolher qualquer uma para ser sua rainha. O casal então governa durante o tempo do festival (uma semana). No final, uma efígie do rei é queimada para que haja prosperidade para os súditos.



Os Benandanti

Os Benandanti lutavam contra as forma-pensamento negativas e destrutivas e limpavam a consciência coletiva de suas comunidades. Deles era a batalha contra as forças do mal, personificando um exercito na luta entre a Luz e as Trevas. A tradição Benandanti era uma sociedade xamânica trabalhando por trás das forças da Natureza.


"A Deusa mantém tudo em equilíbrio: 

O Bem e o Mal, a Morte e o Renascimento... 

O Predador... e a Presa. 

Sem Ela, a destruição e o caos iriam prevalecer." 






quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Paganismo e a Igreja Católica

                        "Não permitirás que viva uma feiticeira".
(Êxodo – Cap. XXII – Versículo XVIII)


As religiões que tinham como base a crença na Grande Deusa reinaram até que as religiões abramicas (Islamismo, Cristianismo, Judaísmo) a suplantassem. Com a expansão do Cristianismo, a religião da Grande Mãe, pagã – que no sentido original da palavra refere-se a religião praticada nos campos; foi sendo destruída.

Durante a Idade Média , a Igreja Católica passou a considerar os rituais praticados na Antiga Religião como bruxaria, coisa do demônio, na tentativa de impor a crença num único Deus, poderoso, masculino e que punia e castigava aqueles que não obedeciam seus ritos e ensinamentos.

A Igreja utilizou-se de guerra psicológica, torturas e campanhas militares para alcançar seus objetivos. Criou a Inquisição para perseguir e punir todos aqueles que não professassem a fé católica.

Ao longo de toda sua existência, a Igreja Católica veio assimilando cultos e práticas pagãos, alguns dos quais adquiriram papel fundamental no exercício da religião cristã. Pela observação sistemática de alguns destes cultos e práticas, comparando o significado que têm para os bruxos e bruxas com o significado que têm para os cristãos.

O clero utilizando-se do poder adquirido como representante do Deus Uno, exigia do povo tudo o que desejava, principalmente bens materiais e sustentava assim um luxo inacessível ao povo que vivia nas cercanias dos feudos e igrejas.


Os pagãos trouxeram seus rituais, cerimônias e práticas, que gradualmente foram sendo introduzidas na Igreja Cristã, com nomes cristãos, os quais comprometeram e corromperam a genuína fé primitiva, de modo que a Igreja foi se tornando romanizada e paganizada! Isto é fato histórico INCONTESTÁVEL!

Na verdade o paganismo consiste em pessoas que acreditam na Deusa e no Deus sem estar relacionado com o monoteísmo ligado ao supremo criador (politeísmo,xamanismo, panteísmo, animismo, etc.), e encontram na natureza uma forma de adoração. Pagãos não convertidos eram tomados como professos na Igreja e em numerosas ocasiões tinham permissão de continuar praticando muitos dos seus rituais e costumes pagãos, usualmente com algumas poucas reservas ou mudanças, para fazer com que suas crenças parecessem mais semelhantes à doutrina Cristã.


Um dos exemplos mais destacados de como o paganismo se infiltrou na Igreja Crista pode se visto na maneira como a Igreja "inventou" a adoração a Maria, para substituir antiga adoração à "Deusa-Mãe Semíramis com seu filho Tamuz nos braços" (Enciclopédia da Religião Vol. 2, Pág. 398). Um dos títulos pelos quais a Deusa-Mãe era conhecida entre eles era o de "rainha dos céus"(Jeremias 44:17-19). Em Éfeso, a Deusa-Mãe era conhecida como Diana (Atos 19:24-35). No Egito era conhecida como Íris e seu filho Hórus. É muito comum os monumentos religiosos do Egito mostrarem o infante Hórus sentado no colo de sua mãe.


A falsa adoração à Deusa-Mãe teve início na Babilônia e de lá se espalhou por todas as nações da terra, com diferentes nomes e formas, e, finalmente, estabeleceu-se em Roma e em todo o Império Romano.

Um dos melhores exemplos de tal transferência do paganismo para o Cristianismo pode ser visto na maneira como a Igreja Cristã permitiu que o culto à Deusa-Mãe continuasse, somente um pouquinho diferente na forma e com um novo nome!

Líderes da Igreja, comprometidos com a ambição de poder, viram que, se pudessem encontrar alguma semelhança entre o Cristianismo e a adoração à Deusa-Mãe, poderiam aumentar consideravelmente o número de fiéis.

Mas, quem poderia substituir a grande Deusa-Mãe do paganismo? Somente Maria, a mãe de Jesus, era a pessoa indicada para esse papel!


Pouco apouco, a adoração, que tinha sido associada com a "Mãe" pagã, foi transferida para Maria! Portanto, foi no tempo de Constantino que os cristãos começaram a olhar para Maria como uma Deusa!

Mesmo nesse período, tal adoração foi combatida pela Igreja, como é evidente pelas palavras de Epifânio (403 d.C.), que denunciou alguns da Trácia, Arábia e outros lugares, por adorarem Maria como uma deusa e oferecerem bolos em seus santuários, Ela deve ser honrada -- disse ele -- "mas que ninguém adore Maria" (Enciclopédia Católica , Vol. 14 Pág. 460 artigo Virgem Maria).

Ainda assim, dentro de poucos anos, o culto a Maria não apenas foi ratificado pela que seria chamada de "Igreja Católica Romana", mas tornou-se uma doutrina oficial no Concílio de Éfeso, em 431 d.C., quando ela foi proclamada "Mãe de Deus".


Muitas das crenças do paganismo foram incorporaradas aos rituais cristãos, fossem por tentativas de manter vivos os antigos cultos pagãos, sem correr o risco de acabar na fogueira ou fosse pela inteligência dos padres que buscavam manter o rebanho dentro dos templos utilizando padrões e rituais com os quais as populações já estavam acostumadas, e sem contar que muitas igrejas ocupavam áreas que anteriormente eram templos pagãos.

A Igreja Católica transformou o paganismo em sinônimo de satanismo. Magos, sacerdotes e sacerdotisas das diversas tradições pagãs foram reprimidos no mundo ocidental, fosse pela força da lei ou das perseguições histéricas dos convertidos ao cristianismo.


A Igreja Católica chega a mais uma de muitas controvérsias: Como ela pode ir contra a algo que a constitui?

É bem simples. Ao longo de sua historia a Igreja Católica foi capaz de ir e vir com certos tipos de conceitos fazendo com que tudo favorecesse a quem lhe desse mais lucro. Então, para poder conseguir mais adeptos e claro amealhar mais riquezas com suas indulgencias, ela se tronou mestre no poder de manipulação mesclando elementos do paganismo em suas bases, trazendo para si mais adeptos juntando-os no mesmo meio , sem se aperceberem cristãos e pagãos.

A Igreja Católica, com toda essa “arte teatral” consegue ate hoje alienar as pessoas fazendo-as a crer que quem as seguir estará ao lado de Deus indo assim para o Céu, agora quem não a seguir estará trajando seu caminho para o Inferno, além de cegar as pessoas fazendo-as não enxergar o que está bem de baixo do nariz delas: o Paganismo.


A origem da Igreja Católica é a mistura de Cristianismo com religiões pagãs que o cercavam. Ao invés de proclamar o Evangelho e converter os pagãos, a Igreja Católica “cristianizou” as religiões pagãs e “paganizou” o Cristianismo. Embaçando as diferenças e apagando as distinções, sim, a Igreja Católica se fez atraente às pessoas do Império Romano. O resultado foi que a Igreja Católica se tornou a religião suprema no “mundo romano” por séculos. Contudo, um outro resultado foi a mais dominante forma de apostasia cristã do verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo e da verdadeira proclamação da Palavra de Deus.


"Antes foram os dragões, as serpentes,tudo que representava sabedoria tornou-se mal. Porque o mal perverteu o bem."

SELMA - 3FASESDALUA


segunda-feira, 16 de abril de 2012

A ESSÊNCIA DO MAGO



Alguns nos chamam de xamãs, magos, feiticeiros, bruxos, alquimistas...?

E você, como você se chama dentro do "caminho mágico"?

Virá o dia em que também compreenderás que todo o universo está dentro de ti. Nesse momento serás um Mago. Como Mago, não vives no Mundo; o Mundo é que vive dentro de ti.


Alguns dizem que a magia é tudo o que não se pode explicar no âmbito científico e psicanalítico. O verdadeiro mago acredita que a magia é perfeitamente explicável segundo a ciência e a psicologia e está interada em ambos os estudos sim, mas, que além deles, há forças ocultas que a todos influenciam.

Existe um Mago dentro de todos nós. Esse Mago tudo vê e tudo sabe.
O Mago está além dos opostos da luz e das trevas, do bem e do mal, do prazer e da dor. Tudo que o Mago vê tem suas raízes no mundo invisível.
A natureza reflete o estado de alma do Mago. O corpo e a mente podem adormecer, mas o mago está sempre desperto.


Os autores clássicos dizem que a palavra "Mago" deriva do grego "Mageia" que, por sua vez, deviva do persa "Magi". Ambas significam simplesmente "possuidores da sabedoria". Sabedoria esta, que não é simplesmente nata, mas que se dá através da busca do conhecimento, dos estudos e da tentativa de desvendar o que está oculto.

Magos da antiguidade eram homens de grande respeito, conhecedores da filosofia, das artes, da teologia, da antropologia, entre outras ciencias. Eram cultos que sabiam que a divindade se escondia em todas as coisas e em várias formas, por isso, todas as formas de fé deveriam ser respeitadas.


Os antigos magos eram conhecidos pelas práticas da numerologia, astrologia, da alquimia e do herbalísmo. Tais praticas foram tão importantes para a humanidade que delas se originaram os estudos científicos da matemática, da astronomia, da química e da medicina. 

Um Mago não acredita ser um evento localizado que sonha com um mundo maior. Um Mago é um mundo que sonha com eventos localizados.
Os Magos não acreditam na morte. À luz da consciência, tudo está vivo!


O MAGO é um ser que se dedica ao estudo de seu interior e das Leis que regem toda a Natureza, elevando-se através da contínua prática de exercícios, até alcançar a Unidade com Universo. O mago é senhor do seu destino. Viver, para ele, é sobretudo um ato de AMOR. 

Um mago sabe que bem e mal são as duas faces da mesma moeda. Não adota postura fanáticas ou dogmáticas, porque sabe que a verdade é como a natureza: está sempre se transformando. Um mago sabe que amor, criatividade, alegria e beleza são naturais para quem encontrou o caminho.


Um mago tem coragem de se olhar no espelho para encarar suas próprias sombras. Não tem medo de quebrar suas próprias algemas. Busca incansavelmente o saber, a luz do conhecimento. Ser mago não é só saber fazer de vez em quando um ritual mágico, é fazer do dia-a-dia um ritual de amor. 

Ser mago não é julgar, mas providenciar o espelho para aqueles que também querem se curar e encontrar a real felicidade. É mostrar o caminho da certeza de cada um. Mago é o que tem poder para e não poder sobre. A grande magia é descobrir que o poder maior está no sentimento humano.


O Verdadeiro mago é súdito do Amor e parceiro da natureza. Trabalha com seus elementos como quem pede passagem para algo sagrado. Sabe que os seus movimentos são observados no seio do invisível. 

Eles sabem que a LUZ é sua parceira incondicional. Ele sabe que o grande potencial está em si mesmo, pois é um ser de luz, é divino e eterno, e carrega o potencial das estrelas no brilho de seus olhos. O Verdadeiro mago é igual a um sol. E por onde ele vai, a grande magia acontece. O Verdadeiro mago é como a Grande Mãe da Lua sua simplicidade e sua luz faz dele uma grande diferença esteja onde estiver...


O Regresso da Magia só pode acontecer com o regresso da inocência. 

A Essência do mago é a transformação.

Os desejos são sementes que esperam o momento propício para germinar. A partir de uma única semente de desejo, florestas inteiras se desenvolvem.



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sabbat de Ostara


Quando entra a primavera a Natureza esta em festa. Os Deuses, animais e plantas dançam alegres.


Ostara, um sabat celta que comemora o equinócio da primavera. Os portais permanecem aberto, então você pode fazer seus rituais de realização! Aproveite a Lua que está linda! A Ostara é comemorada em setembro na Roda Sul (Hemisfério Sul). Na Roda Norte, a Ostara acontece em março, mais perto da Páscoa (por isso as referências a coelhos e ovos). Este sabat marca o período de despertar da Terra, enquanto o Sol aumenta seu calor e poder. É o primeiro dia da primavera, momento em que as trevas e a luz estão em equilíbrio, até que a luz sobrepuja as trevas numa explosão de vida. Nesse dia, escuridão e luz são precisamente iguais; então, esse Sabbat traz sentimentos de equilibrio e interação. Desse dia em diante o dia dominara a noite, ou seja, os dias serão maiores que as noites e a Terra explodira com vida. É um ritual de crescimento, inspiração e o momento certo de colocarmos planos em andamento para tudo o que pode crescer em nossas vidas.


Ostara, um sabat celta que comemora o equinócio da primavera. Os portais permanecem aberto, então você pode fazer seus rituais de realização! Aproveite a Lua que está linda! A Ostara é comemorada em setembro na Roda Sul (Hemisfério Sul). Na Roda Norte, a Ostara acontece em março, mais perto da Páscoa (por isso as referências a coelhos e ovos). Este sabat marca o período de despertar da Terra, enquanto o Sol aumenta seu calor e poder. É o primeiro dia da primavera, momento em que as trevas e a luz estão em equilíbrio, até que a luz sobrepuja as trevas numa explosão de vida. Nesse dia, escuridão e luz são precisamente iguais; então, esse Sabbat traz sentimentos de equilibrio e interação. Desse dia em diante o dia dominara a noite, ou seja, os dias serão maiores que as noites e a Terra explodira com vida. É um ritual de crescimento, inspiração e o momento certo de colocarmos planos em andamento para tudo o que pode crescer em nossas vidas.


A Deusa não é tida mais como a Mãe nutridora, mas como uma bonita Virgem da Primavera. Assim como em relação a Natureza esse e o momento de plantar, essa também e hora de cultivarmos nossas "sementes" (metas e objetivos). E o período de celebrar as mudanças de nosso corpo, pois nessa estação do ano ficamos mais ativos, dormimos menos, comemos menos e gastamos mais tempo ao ar livre. 
Nesse dia, os antigos Pagãos da Europa acendiam fogueiras nos cumes de montanhas, pois acreditavam que o brilho do fogo seria capaz de tornar a terra frutífera e manter suas casas em segurança. o Fogo aceso também simbolizava iluminar os caminhos para que o Sol pudesse retornar a Terra.


A Deusa reverenciada nesse dia Eostre, que significa "a Deusa da Aurora", uma Deusa anglo-saxa da Primavera, da ressurreição e do renascimento. Estava associada a fertilidade e aos grãos, e oferendas de pão e bolo eram feitas nessa época a Ela. 

Os dias escuros se vão, e a terra está pronta para ser plantada. É quando o Deus e Deusa se apaixonam, e deixam de ser mãe e filho.


Nessa data, a semente da vida é semeada no ventre da Deusa, A Donzela revigorada e cheia de alegria. O Deus é devidamente armado para sair em sua viagem no mundo das trevas e reconquistá-lo, para que posteriormente a luz volte a reinar.


A primeira e mais preservada Tradição Paga de Ostara e a decorações dos ovos. O ovo simboliza a fertilidade da Deusas e do Deus, o símbolo de toda a criação. Ao decora-los, estamos carregando-os como Objetos Mágicos, de acordo com as cores que utilizamos. E uma Tradição também esconder os ovos, e acha-los simboliza que a pessoa alcançara suas metas. 

Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média.

Nesse dia, os antigos europeus iam ate o campo para colher flores e as levavam para casa, pois acreditavam que as flores colhidas no Equinocio da Primavera eram Mágicas e, através delas, seriam capazes de conectarem a energia de toda a Natureza. Essas flores eram secas e com elas eram feitos ornamentos para enfeitar as casas, ate Ostara do ano seguinte, em que eram trocadas por novas flores, assegurando assim a continuidade de sorte, saúde e felicidade.



Ostara é celebrada como a data em que o Deus e a Deusa geram a criança (o Deus Sol) que vai nascer no Solstício de Inverno, nove meses mais tarde. Na Igreja Católica, o dia 25 de Março é o da Anunciação, o dia em que o anjo Gabriel comunica a Maria que ela está grávida. Como as tradições pagãs foram desenvolvidas por povos diferentes, a concepção do Deus Sol também é festejada tanto em Beltane como no Solstício de Verão, dependendo das regiões. 

Nestas celebrações plantam-se as sementes que foram consagradas no Imbolc. Os pagãos costumavam pintar ovos vazios, passá-los rapidamente por fogueiras rituais e pendurá-los por cima da cama ou nos seus celeiros, como símbolo de fertilidade. Apanhar a primeira violeta que se vê no dia do equinócio traz boa sorte.



terça-feira, 10 de abril de 2012

Summerland A Morte na Visão da Bruxaria




Os seguidores da Religião Antiga acreditam que, após a morte, partimos para um lugar lindo e tranquilo, onde o verão nunca tem fim. É Summerland.

Segundo as Antigas Tradições Celtas existiria um Reino chamado TIR NAN OG, também conhecido como o Reino da Eterna Juventude. Este belo e tranquilo lugar seria de uma harmonia única onde o Verão jamais terminaria. Para os Celtas esta era a Morada dos Espíritos após seu Ritual de Passagem aqui na Terra. Na atual Tradição da Bruxaria esta mágica e iluminada Morada é conhecida pelo nome de Summerland.

O conceito de verão eterno, por exemplo, também é encontrado em diversos mitos gregos, que mencionam um lugar chamado Hiperbórea. Trata-se do reino dos hiperbóreos, povo lendário que, para os antigos gregos, habitava uma região sempre ensolarada na extremidade setentrional da Terra, além do vento norte.


Na Religião Antiga o Summerland é outro plano de existência para o qual as almas dos mortos se encaminham após a vida física.
Também conhecido como ‘A Terra do Verão’ pode ser vista como uma espécie de paraíso pagão. A existência da Terra do Verão dá ao indivíduo a oportunidade de estudar e compreender as lições da vida anterior e como estas se relacionam a outras vidas pelas quais a alma tenha passado.
Para a Religião Antiga , o espírito é energia, e se move através dos mundos encarnando em diferentes corpos, em diferentes tempos e lugares. Cada encarnação vivida representa uma nova experiência adquirida para a evolução da alma de cada indivíduo.
O período em que alguém permanece na Terra do Verão depende da habilidade do indivíduo de libertar e retomar o material que a alma carrega vida após vida, o que pode fazer com que essa alma renasça na dimensão física.


O Summerland ou a Terra do Verão é experimentado de modos diferentes por cada indivíduo, de acordo com a vibração espiritual que ele leve a esse plano de existência. 

Ao aprofundarmos nos estudos nos damos conta que o Summerland é o que as correntes Teosóficas chamam de plano astral.

É comum as bruxas e bruxos se referirem ao mundo espiritual como "Summerland", ou ainda, Terra do Verão. Summerland é um termo geralmente empregado na Religião Antiga como referência ao "Outro Mundo" para o qual as almas dos mortos se encaminham após o término da vida física.


Uma vez encerrado esse período de tempo, o plano Elemental começa a atrair o indivíduo para o renascimento em qualquer dimensão que se harmonize à sua natureza espiritual naquele momento. 

A alma a reencarnar é então submetida ao plano das forças e pode ser atraída pelo vértice de uma união sexual em curso na dimensão física.
Segundo os Ensinamentos Misteriosos, a alma é atraída pelos aspectos da vida físicas que melhor a preparem para as lições necessárias para assegurar sua evolução e conseqüente liberação do Ciclo do Renascimento.


De acordo com os Ensinamentos Misteriosos, um aborto natural ou um recém-nascido morto indica uma alma que não mais precisava retornar à dimensão física, necessitando apenas uma breve imersão em matéria densa para equilibrar as propriedades Elementais etéreas necessárias a seu corpo espiritual.
A outra razão para tais ocorrências é que os pais precisavam aprender a lição da perda para a própria evolução espiritual, caso no qual isso foi possibilitado por uma alma que não necessitava mais de uma existência física.


As almas que não desejam retornar ao plano físico mantém seus ciclos de “trabalho”, e passam a viver como mentores daqueles que estão vivos, e alguns ainda vão além retornando por completo ao útero da Deusa, transformando-se e compreendendo toda a sua natureza divida, voltando a energia divina, a esses damos o nome de ancestrais, aqueles que viveram em alguma época em nossa família, ou externamente a nós e hoje já habitam por completo o nosso anterior e nossas lembranças.

Não importando o nome, todos estes Reinos segundo as Antigas Lendas, seriam um lugar onde não haveriam pecados a serem pagos pois ali todas as Almas estariam em um processo de Restauração de suas Energias até finalmente estarem prontas para uma nova Encarnação.



A Terra da Juventude Eterna é aludido no conhecido verso O Chamado da Deusa.
… pois minha é a porta secreta que se abre para a Terra da Juventude, e minha é a taça com o vinho da vida, e o caldeirão de Cerridwen, que é o Cálice Sagrado da Imortalidade…
Esse mundo é muito semelhante a outros presentes da mitologia britânica-celta. Nas lendas do rei Arthur, encontramos o mundo da Ilha das Macieiras (conhecido como Avalon) onde habitam os reis e heróis mortos. Entre os druidas, havia um mundo similar conhecido como a Ilha dos Sete Sonos (Enez Sizun). Todos possuem semelhamças com a Summerland das bruxas.
Na Bruxaria do sul da Europa há um mundo chamado Luna. É um paraíso pagão repleto de criaturas mitológicas que habitam belos bosques e campos. Lá, as almas das bruxas residem por algum tempo, encontrando-se com os Ancestrais que morreram antes deles, bem como o Deus e a Deusa. 




domingo, 8 de abril de 2012

Ostara - A "Páscoa" da Bruxas


Na tradição da Religião Antiga a Páscoa anuncia o fim do inverno e a chegada da primavera.

Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa representa a passagem de um tempo de escuridão para outro de luz, isto já muito antes de ser considerada uma das principais festas cristãs.
A palavra 'páscoa' significa passagem, e acontece no equinócio de primavera (ou vernal) para o hemisfério norte, que ocorre no dia 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro. É o período que a luz do dia e da noite tem a mesma duração. De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.


Grande parte das tradições do feriado de Páscoa está contida nos rituais pagãos, que gerou grande variedade de lendas e costumes que passaram a fazer parte da celebração atual.
Na realidade não existe uma “páscoa” pagã, e sim a festa e a celebração da chegada da Primavera celebrada pelos antigos povos pagãos da Europa e outras regiões.

Muito antes do nascimento de Cristo as tribos pagãs da Europa adoravam a bela deusa da primavera – EE-ah-tra ou Eostre. Festivais para celebrar o nascimento da primavera eram organizados em honra a Eostre no final de março tempo em que o inverno acabava e a primavera começava a brotar no hemisfério norte.

 
Ostara, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos e Bruxas acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.

Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.

Os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Easter – em inglês Easter quer dizer Páscoa.


Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e olha para um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. O ovo é símbolo da chegada de uma nova vida. Na mitologia romana Ostara é Ceres e na grega, Perséfone.

Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Os pássaros estão cantando, as árvores estão brotando. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas. A celebração de Ostara, comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera. 


Ela é o equilíbrio quando a fertilidade chega depois do inverno. É o período que a luz do dia e da noite têm a mesma duração. Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Seu rosto muda a cada toque suave do vento. Gosta de observar os animais recém-nascidos saindo detrás das árvores distantes, deixando seu espírito se renovar.

Ostara gosta de verde e amarelo, cores da natureza e do sol. O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia ou seguindo o equinócio.


A Páscoa foi nomeada pelo deus Saxão da fertilidade Eostre, que acompanha o festival de Ostara como um coelho, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição cristã. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna. A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho. A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo “o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março. A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição. A celebração sempre começa na Quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Páscoa: é a chamada semana santa.


Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Antes, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e NÃO um coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada (claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

MAGIA




A Magia é uma Arte antiga, na verdade tão velha quanto o Homem e (de um jeito ou de outro) vem sendo praticada até hoje…


A palavra magia deriva das raízes persas e gregas, magus e magos, termo para designar o sábio. Mag. ë a raiz lingüística da palavra, magia, significa igualmente a força e a grandeza. A prática da magia não pertence a nenhuma cultura, sociedade ou tribo, ela é parte integrante da sabedoria universal. Os operadores da magia, através dos milênios e séculos, e em todas as filosofias e culturas desempenharam papeis similares. Foram chamados de, bruxas, xämas, bruxos, sacerdotisas, sábios, feiticeiros, místicos ou curandeiros. Possuíam aptidões para curar os doentes, assistir nos partos, semear a terra, manejar o rebanho, estudaram as influencias das estrelas e dos planetas, conheciam os segredos da terra, e os poderes da luz, construíam templos e cômoros sagrados. Em todas as culturas possuem seu mago ou visionário. Prova disso poderemos encontrar, nas historias dos povos da, Índia, Sumeria, Tibete, Oriente Médio e na Sibéria.


A Magia é a arte, a forma, o conhecimento, enfim, a sabedoria de manipular o Bem e o Mal. A Magia é uma ciência de "alta luz"; existe desde que existe o Universo. Magiar, na verdade, é despertar a Deusa que há em nós. Assim aprenderemos a transformar os elementos, a restabelecer a harmonia, porque todos somos chamados, todos temos poder, amor, sabedoria; basta buscá-los, aprimorá-los se quisermos evoluir. Magiar é causar mudanças pelo poder. Ninguém se engane; em planetas iguais ou inferiores ao nosso a Magia Negra existe e ninguém, ninguém que deseje ascender ao Sagrado deve fazer uso dela. A Magia Negra é a perdição do espírito. 


Magia (não confundir com mágica ou truque) antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. A etimologia da palavra Magia, provém da Língua Persa, magus ou magi, significando tanto imagem quanto um homem sábio. Também pode significar algo que exerce fascínio, como por exemplo quando se fala da magia do cinema. 

Há registros de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações. Supõe-se que o caçador primitivo, entre outras motivações, desenhava a presa na parede da caverna antevendo o sucesso da caça. Adquiriu o ritual de enterrar os mortos. Nomeou as forças da natureza que (provisoriamente) desconhecia, dando origem à primeira tentativa de compreensão da realidade, o que chamamos de mito. 



A magia, segundo seus adeptos, é muitas vezes descrita como uma ciência que estuda todos os aspectos latentes do ser humano e das manifestações da natureza. Trata-se assim de uma forma de encarar a vida sob um aspecto mais elevado e espiritual. Os magos, utilizando-se de atividades místicas e de autoconhecimento, buscam a sabedoria sagrada e a elevação de potencialidades do ser-humano. 

Na Europa eles apareceram como os Druidas, as sacerdotisas e os bruxos da raça celtica, os Celtas também possuíam a tradição familiar de Bruxaria, cuja a verdadeira idade e origem de seu povo estão envoltas nas brumas da Historia. A migração do povo celta, difundiu a sabedoria, magia e religão por toda a Europa..



Praticamente todas as religiões preservaram suas atividades mágicas ritualísticas, que se confundem com a própria prática religiosa - a celebração da Comunhão pelos católicos, a incorporação de entidades pelos médiuns espíritas, a prece diária do muçulmano voltado para Meca ou ainda o sigilo (símbolo) do caboclo riscado no chão pelo umbandista.

Os antigos acreditavam no poder dos homens e que através de magia eles poderiam comandar os deuses. Assim, os deuses são, na verdade, os poderes ocultos e latentes na natureza.

Durante o período da Inquisição, os magos foram perseguidos, julgados e queimados vivos pela Igreja Católica, pois esta acreditava que a magia estava relacionada com o diabo e suas manifestações.



Éliphas Lévi, um velho magista do século IX, afirmava que qualquer magia é sempre absolutamente natural e, nem poderia ser de outra forma, porque a MAGIA é regida pelas mesmas leis que regem a Natureza e o próprio Homem como um todo.
Neste caso, em si mesma não teria “cor” alguma, pelo simples fato de ser tão neutra como qualquer outra força existente na Natureza. 


Hoje estamos no tão esperado terceiro milênio, a era da comunicação, informação. Teólogos, Historiadores, homens da ciências, filósofos e pensadores de varias origens, alguns deles tentam negar a disciplina magica, que caminhou ao lado da religião, da ciência e da arte, através dos milênios. A tradição magica ocidental, especialmente a pratica da no Brasil hoje em dia recebeu influencia de povos de diversas origens, tais como as tradições: Celticas ( Os Druidas, Tradição Familiar), Hebraica ( Kabala), Hindu ( diversas escolas filosóficas e religiosas), Egípcia, Inca, Indígena, vincks, afro-bras, xamas e curandeiros, mestres e gurus do mundo todo. 



A magia habita em seu coração, contactar a energia secreta e torna tudo possível. 






fonte de imagem: google

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