Há uma confusão generalizada, derivada de deturpações religiosas diversas, onde conceitos de como Luz, Sombra e Trevas não são compreendidos em nenhum nível.
Porque se crê que luz seja algo bom e trevas seja algo ruim?
Para que se possa compreender e se libertar das dicotomias absolutas e absurdas, para que possa se libertar do dogma, do “tabu” e do senso comum, Luz e Trevas não são o clichê que se costuma pensar.
A Luz não é o bem, e a Escuridão não é o mal. Não existe bem absoluto na Luz nem o mal absoluto nas Sombras. A escuridão nada tem a ver com o Diabo dogmático (pois esse não existe) nem com o mal que assola o mundo. A escuridão simplesmente significa aquilo que está oculto, significa mesmo o próprio Oculto, o Mistério, aquilo que é “proibido”, que é secreto, aquilo que é escondido como um tesouro.
Pelo que precede, a Luz sem as Trevas jamais poderia ser percebida. Sem o contraste entre Luz e Escuridão nada poderia ser visto (ou seja, nada poderia se manifestar). Para que a Luz possa se manifestar e iluminar, a Escuridão é necessária.
A Trilha fácil, suave e inclinada… Não é a trilha da Virtude Verdadeira. Ela demanda um caminho árduo e espinhoso. Resgata a Antiga Fé, unindo o velho e o novo em um espiral, nos colocando no limiar de todos os mundos e universos e reerguendo o Pendão dos Antigos Deuses, com as bênçãos da Grande Hecate Lucifera, a Portadora da Luz da Iluminação e de Dionisio Zagreus, o Três Vezes Manifesto; caminharemos para à Ascensão da Idade da Filha, a Idade da Razão.
No coração das trevas ecoou um grito, EU SOU A LUZ, e numa explosão luminosa brilhou a primeira fonte de luz do universo. Os poderes da escuridão recuaram diante daquele brilho, quem ousaria desafiar as trevas?
Cercados os poderes negros perderam completamente a visão, para onde que olhassem a luz os cegava, perdidos e cegos eles dispersaram e se esconderam nos profundos abismos do Universo.
No centro de tudo os dois pontos luminosos transformavam matéria, cresciam, duas enormes serpentes de fogo ígneo, se maravilhavam uma com a outra, como numa dança de acasalamento se volteavam, enroscavam-se trocavam matéria, alimentavam-se uma da outra.
Todo aquele que nega e menospreza a Escuridão está negando a própria Luz que jaz nas profundezas de si mesmo, na caverna escura que é o abrigo protetor do tesouro, da joia brilhante que é a gnosis, que é a Luz do conhecimento, que é a consciência do Eu Superior.
Desconfiem de espiritualistas, religiosos e/ou seja quem for que tentam convencer a todo custo que só o que é preciso é Luz, pois Luz de mais queima, ou pode cegar, já que trata-se somente de um dos aspectos da evolução.
Enquanto Luz e Sombra representam aspectos temporários, transitórios, perecíveis e cíclicos, o conceito de Trevas se refere ao que é realmente Eterno.
A verdadeira evolução espiritual não se resume a êxtase emocional (presenciado em muitos cultos), mas em adquirir o discernimento do mundo que nos cerca e aos poucos aumentar nosso acesso a Aquilo que antes ignorávamos completamente.
Na tradição aridiana, os aspectos do ano crescente e decrescente são simbolizados pelo Deus Veado e o Deus Lobo, respectivamente. O Deus Lobo é chamado Lupercus e o Deus Veado é Kern. Estes Deuses, diferentemente da tradição da bruxaria, não se matam, mas são mortos por outros.
Na Velha Religião da Itália existem três aspectos do Deus. Nestes aspectos nos encontramos as conexões com o mundo físico. Os três títulos pelos quais o Deus é conhecido são O Encapuzado, O Astado e O Velho. O Encapuzado é comumente ligado ao Green Man. Ele vive coberto de vegetação. O Astado é uma entidade de chifres de veado e é o Deus das Florestas, do que é selvagem. O Velho é o Ancião.
Os três aspectos do Deus tem a ver com a mudança de uma sociedade de caça para uma sociedade agrícola. O Encapuzado está ligado às plantações e vem logo depois do Deus Veado. Ele é o filho do Deus Veado. O caçador que veio antes da sociedade agrícola e o espírito animal era valorizado antes do espírito das plantas.
Outros aspectos do Deus são simplesmente variações dos aspectos básicos. O aspecto Brincalhão, por exemplo, é ligado aO Encapuzado. Na tradição italiana, O Corvo (um brincalhão renomado) é associado com o Encapuzado em seu papel de Guardião da gruta.
O Veado e o Lobo
O Deus Veado e o Deus Lobo voltam aos dias da antiguidade do Culto das Bruxas. Em uma imagem etrusca, encontrada num vaso do séc. XI ac, mostra a Deusa junto com um veado e com um lobo. Isso não é surpresa, pois a bruxaria italiana tem grande influência da Toscana, onde a civilização etrusca floresceu uma vez. O lobo, o “uivador da noite” era o principal animal de culto da Deusa. Sua importância na religião da velha Europa pode ser encontrada nas várias figuras que mostram a Deusa e o lobo e o veado.
O lobo é sagrado à Deusa da Lua. Sua natureza lunar é indicada pelas crescentes que aparecem junto com suas imagens em artefatos antigos. Mais comum hoje é o retrato da Deusa Diana com seus cães de caça (lobos domesticados), mas as estátuas mais antigas de Diana a mostram com seu veado – temos também imagens da deusa Ártemis no mesmo papel. É em Diana que descobrimos as estações do lobo e do veado.
O Senhor do Desgoverno
Os ritos de inverno da Velha Religião, na Itália, são conectados com os antigos rituais romanos da Saturnália, e os “cultistas do lobo” presentes na Lupercália, ainda são aspectos da bruxaria italiana hoje. Estes personagens são visíveis principalmente nos festivais feitos durante o dia e celebrações dos Caminhos Antigos, mas partes deles podem ser vistos nos rituais noturnos que são maioria na tradição aridiana. O Senhor do Desgoverno e o Sacerdote Lobo de Lupercus são responsáveis pelas partes antigas de seus respectivos ritos.
Alguns ritos antigos ainda podem ser vistos no Carnevale, ou Carnaval italiano. Na Idade Média, o Carnaval era marcado por canções obscenas e danças eróticas (coincidência????????) e os participantes usavam máscaras. As celebrações geralmente terminavam em orgias dados os temas eróticos das celebrações. A intenção era mágika em natureza, e era feita para impregnar a terra, onde as sementes esperavam pela estação do crescimento. Mulheres grávidas se juntavam às celebrações para estimular as sementes que cresciam dentro de seus úteros. Também havia a tradição de quem encontrasse uma semente de fava era declarado Rei do Carnaval e poderia escolher qualquer uma para ser sua rainha. O casal então governa durante o tempo do festival (uma semana). No final, uma efígie do rei é queimada para que haja prosperidade para os súditos.
Os Benandanti lutavam contra as forma-pensamento negativas e destrutivas e limpavam a consciência coletiva de suas comunidades. Deles era a batalha contra as forças do mal, personificando um exercito na luta entre a Luz e as Trevas. A tradição Benandanti era uma sociedade xamânica trabalhando por trás das forças da Natureza.
"A Deusa mantém tudo em equilíbrio:
O Bem e o Mal, a Morte e o Renascimento...
O Predador... e a Presa.
Sem Ela, a destruição e o caos iriam prevalecer."





































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