terça-feira, 10 de abril de 2012

Summerland A Morte na Visão da Bruxaria




Os seguidores da Religião Antiga acreditam que, após a morte, partimos para um lugar lindo e tranquilo, onde o verão nunca tem fim. É Summerland.

Segundo as Antigas Tradições Celtas existiria um Reino chamado TIR NAN OG, também conhecido como o Reino da Eterna Juventude. Este belo e tranquilo lugar seria de uma harmonia única onde o Verão jamais terminaria. Para os Celtas esta era a Morada dos Espíritos após seu Ritual de Passagem aqui na Terra. Na atual Tradição da Bruxaria esta mágica e iluminada Morada é conhecida pelo nome de Summerland.

O conceito de verão eterno, por exemplo, também é encontrado em diversos mitos gregos, que mencionam um lugar chamado Hiperbórea. Trata-se do reino dos hiperbóreos, povo lendário que, para os antigos gregos, habitava uma região sempre ensolarada na extremidade setentrional da Terra, além do vento norte.


Na Religião Antiga o Summerland é outro plano de existência para o qual as almas dos mortos se encaminham após a vida física.
Também conhecido como ‘A Terra do Verão’ pode ser vista como uma espécie de paraíso pagão. A existência da Terra do Verão dá ao indivíduo a oportunidade de estudar e compreender as lições da vida anterior e como estas se relacionam a outras vidas pelas quais a alma tenha passado.
Para a Religião Antiga , o espírito é energia, e se move através dos mundos encarnando em diferentes corpos, em diferentes tempos e lugares. Cada encarnação vivida representa uma nova experiência adquirida para a evolução da alma de cada indivíduo.
O período em que alguém permanece na Terra do Verão depende da habilidade do indivíduo de libertar e retomar o material que a alma carrega vida após vida, o que pode fazer com que essa alma renasça na dimensão física.


O Summerland ou a Terra do Verão é experimentado de modos diferentes por cada indivíduo, de acordo com a vibração espiritual que ele leve a esse plano de existência. 

Ao aprofundarmos nos estudos nos damos conta que o Summerland é o que as correntes Teosóficas chamam de plano astral.

É comum as bruxas e bruxos se referirem ao mundo espiritual como "Summerland", ou ainda, Terra do Verão. Summerland é um termo geralmente empregado na Religião Antiga como referência ao "Outro Mundo" para o qual as almas dos mortos se encaminham após o término da vida física.


Uma vez encerrado esse período de tempo, o plano Elemental começa a atrair o indivíduo para o renascimento em qualquer dimensão que se harmonize à sua natureza espiritual naquele momento. 

A alma a reencarnar é então submetida ao plano das forças e pode ser atraída pelo vértice de uma união sexual em curso na dimensão física.
Segundo os Ensinamentos Misteriosos, a alma é atraída pelos aspectos da vida físicas que melhor a preparem para as lições necessárias para assegurar sua evolução e conseqüente liberação do Ciclo do Renascimento.


De acordo com os Ensinamentos Misteriosos, um aborto natural ou um recém-nascido morto indica uma alma que não mais precisava retornar à dimensão física, necessitando apenas uma breve imersão em matéria densa para equilibrar as propriedades Elementais etéreas necessárias a seu corpo espiritual.
A outra razão para tais ocorrências é que os pais precisavam aprender a lição da perda para a própria evolução espiritual, caso no qual isso foi possibilitado por uma alma que não necessitava mais de uma existência física.


As almas que não desejam retornar ao plano físico mantém seus ciclos de “trabalho”, e passam a viver como mentores daqueles que estão vivos, e alguns ainda vão além retornando por completo ao útero da Deusa, transformando-se e compreendendo toda a sua natureza divida, voltando a energia divina, a esses damos o nome de ancestrais, aqueles que viveram em alguma época em nossa família, ou externamente a nós e hoje já habitam por completo o nosso anterior e nossas lembranças.

Não importando o nome, todos estes Reinos segundo as Antigas Lendas, seriam um lugar onde não haveriam pecados a serem pagos pois ali todas as Almas estariam em um processo de Restauração de suas Energias até finalmente estarem prontas para uma nova Encarnação.



A Terra da Juventude Eterna é aludido no conhecido verso O Chamado da Deusa.
… pois minha é a porta secreta que se abre para a Terra da Juventude, e minha é a taça com o vinho da vida, e o caldeirão de Cerridwen, que é o Cálice Sagrado da Imortalidade…
Esse mundo é muito semelhante a outros presentes da mitologia britânica-celta. Nas lendas do rei Arthur, encontramos o mundo da Ilha das Macieiras (conhecido como Avalon) onde habitam os reis e heróis mortos. Entre os druidas, havia um mundo similar conhecido como a Ilha dos Sete Sonos (Enez Sizun). Todos possuem semelhamças com a Summerland das bruxas.
Na Bruxaria do sul da Europa há um mundo chamado Luna. É um paraíso pagão repleto de criaturas mitológicas que habitam belos bosques e campos. Lá, as almas das bruxas residem por algum tempo, encontrando-se com os Ancestrais que morreram antes deles, bem como o Deus e a Deusa. 




domingo, 8 de abril de 2012

Ostara - A "Páscoa" da Bruxas


Na tradição da Religião Antiga a Páscoa anuncia o fim do inverno e a chegada da primavera.

Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa representa a passagem de um tempo de escuridão para outro de luz, isto já muito antes de ser considerada uma das principais festas cristãs.
A palavra 'páscoa' significa passagem, e acontece no equinócio de primavera (ou vernal) para o hemisfério norte, que ocorre no dia 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro. É o período que a luz do dia e da noite tem a mesma duração. De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.


Grande parte das tradições do feriado de Páscoa está contida nos rituais pagãos, que gerou grande variedade de lendas e costumes que passaram a fazer parte da celebração atual.
Na realidade não existe uma “páscoa” pagã, e sim a festa e a celebração da chegada da Primavera celebrada pelos antigos povos pagãos da Europa e outras regiões.

Muito antes do nascimento de Cristo as tribos pagãs da Europa adoravam a bela deusa da primavera – EE-ah-tra ou Eostre. Festivais para celebrar o nascimento da primavera eram organizados em honra a Eostre no final de março tempo em que o inverno acabava e a primavera começava a brotar no hemisfério norte.

 
Ostara, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos e Bruxas acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.

Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.

Os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Easter – em inglês Easter quer dizer Páscoa.


Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e olha para um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. O ovo é símbolo da chegada de uma nova vida. Na mitologia romana Ostara é Ceres e na grega, Perséfone.

Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Os pássaros estão cantando, as árvores estão brotando. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas. A celebração de Ostara, comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera. 


Ela é o equilíbrio quando a fertilidade chega depois do inverno. É o período que a luz do dia e da noite têm a mesma duração. Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Seu rosto muda a cada toque suave do vento. Gosta de observar os animais recém-nascidos saindo detrás das árvores distantes, deixando seu espírito se renovar.

Ostara gosta de verde e amarelo, cores da natureza e do sol. O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia ou seguindo o equinócio.


A Páscoa foi nomeada pelo deus Saxão da fertilidade Eostre, que acompanha o festival de Ostara como um coelho, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição cristã. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna. A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho. A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo “o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março. A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição. A celebração sempre começa na Quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Páscoa: é a chamada semana santa.


Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Antes, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e NÃO um coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada (claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

MAGIA




A Magia é uma Arte antiga, na verdade tão velha quanto o Homem e (de um jeito ou de outro) vem sendo praticada até hoje…


A palavra magia deriva das raízes persas e gregas, magus e magos, termo para designar o sábio. Mag. ë a raiz lingüística da palavra, magia, significa igualmente a força e a grandeza. A prática da magia não pertence a nenhuma cultura, sociedade ou tribo, ela é parte integrante da sabedoria universal. Os operadores da magia, através dos milênios e séculos, e em todas as filosofias e culturas desempenharam papeis similares. Foram chamados de, bruxas, xämas, bruxos, sacerdotisas, sábios, feiticeiros, místicos ou curandeiros. Possuíam aptidões para curar os doentes, assistir nos partos, semear a terra, manejar o rebanho, estudaram as influencias das estrelas e dos planetas, conheciam os segredos da terra, e os poderes da luz, construíam templos e cômoros sagrados. Em todas as culturas possuem seu mago ou visionário. Prova disso poderemos encontrar, nas historias dos povos da, Índia, Sumeria, Tibete, Oriente Médio e na Sibéria.


A Magia é a arte, a forma, o conhecimento, enfim, a sabedoria de manipular o Bem e o Mal. A Magia é uma ciência de "alta luz"; existe desde que existe o Universo. Magiar, na verdade, é despertar a Deusa que há em nós. Assim aprenderemos a transformar os elementos, a restabelecer a harmonia, porque todos somos chamados, todos temos poder, amor, sabedoria; basta buscá-los, aprimorá-los se quisermos evoluir. Magiar é causar mudanças pelo poder. Ninguém se engane; em planetas iguais ou inferiores ao nosso a Magia Negra existe e ninguém, ninguém que deseje ascender ao Sagrado deve fazer uso dela. A Magia Negra é a perdição do espírito. 


Magia (não confundir com mágica ou truque) antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. A etimologia da palavra Magia, provém da Língua Persa, magus ou magi, significando tanto imagem quanto um homem sábio. Também pode significar algo que exerce fascínio, como por exemplo quando se fala da magia do cinema. 

Há registros de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações. Supõe-se que o caçador primitivo, entre outras motivações, desenhava a presa na parede da caverna antevendo o sucesso da caça. Adquiriu o ritual de enterrar os mortos. Nomeou as forças da natureza que (provisoriamente) desconhecia, dando origem à primeira tentativa de compreensão da realidade, o que chamamos de mito. 



A magia, segundo seus adeptos, é muitas vezes descrita como uma ciência que estuda todos os aspectos latentes do ser humano e das manifestações da natureza. Trata-se assim de uma forma de encarar a vida sob um aspecto mais elevado e espiritual. Os magos, utilizando-se de atividades místicas e de autoconhecimento, buscam a sabedoria sagrada e a elevação de potencialidades do ser-humano. 

Na Europa eles apareceram como os Druidas, as sacerdotisas e os bruxos da raça celtica, os Celtas também possuíam a tradição familiar de Bruxaria, cuja a verdadeira idade e origem de seu povo estão envoltas nas brumas da Historia. A migração do povo celta, difundiu a sabedoria, magia e religão por toda a Europa..



Praticamente todas as religiões preservaram suas atividades mágicas ritualísticas, que se confundem com a própria prática religiosa - a celebração da Comunhão pelos católicos, a incorporação de entidades pelos médiuns espíritas, a prece diária do muçulmano voltado para Meca ou ainda o sigilo (símbolo) do caboclo riscado no chão pelo umbandista.

Os antigos acreditavam no poder dos homens e que através de magia eles poderiam comandar os deuses. Assim, os deuses são, na verdade, os poderes ocultos e latentes na natureza.

Durante o período da Inquisição, os magos foram perseguidos, julgados e queimados vivos pela Igreja Católica, pois esta acreditava que a magia estava relacionada com o diabo e suas manifestações.



Éliphas Lévi, um velho magista do século IX, afirmava que qualquer magia é sempre absolutamente natural e, nem poderia ser de outra forma, porque a MAGIA é regida pelas mesmas leis que regem a Natureza e o próprio Homem como um todo.
Neste caso, em si mesma não teria “cor” alguma, pelo simples fato de ser tão neutra como qualquer outra força existente na Natureza. 


Hoje estamos no tão esperado terceiro milênio, a era da comunicação, informação. Teólogos, Historiadores, homens da ciências, filósofos e pensadores de varias origens, alguns deles tentam negar a disciplina magica, que caminhou ao lado da religião, da ciência e da arte, através dos milênios. A tradição magica ocidental, especialmente a pratica da no Brasil hoje em dia recebeu influencia de povos de diversas origens, tais como as tradições: Celticas ( Os Druidas, Tradição Familiar), Hebraica ( Kabala), Hindu ( diversas escolas filosóficas e religiosas), Egípcia, Inca, Indígena, vincks, afro-bras, xamas e curandeiros, mestres e gurus do mundo todo. 



A magia habita em seu coração, contactar a energia secreta e torna tudo possível. 






fonte de imagem: google

sábado, 31 de março de 2012

Triskelion / Triskle







Entre o Antigo Povo Celta haviam muitos Símbolos de Poder, como hoje no Cristianismo temos a Sagrada Cruz por exemplo. 
Este importante símbolo, também conhecido como triskele, triskelion ou tryfot, é uma espécie de estrela de três pontas, geralmente curvadas, o que confere ao símbolo uma graciosa fluidez de movimento. Pode ainda ser definida como um conjunto de três espirais concêntricas. É um dos elementos mais presentes na arte celta, e tem sua origem atribuída aos povos mesolíticos e neolíticos. O triskele é um antigo símbolo indo-europeu. Também era utilizado por povos germânicos e gregos.

Triskele é um antigo simbolo druida que traduzido significa Energia Divina.




O triskele celta é um elemento geométrico com três esferas sagradas que manifesta e representa a divindade, o princípio e o fim, a eterna evolução, o movimento, a vibração e a perpétua aprendizagem. É representado com três espirais em movimento, que são a manifestação da energia divina. Transportar este símbolo druídico, é como levar os deuses consigo. É igualmente um símbolo das portas que se abrem para entrar no plano energético dos deuses. Mas o triskele pode ter diferentes significados: a tripla manifestação da energia divina - Força, Sabedoria e Amor - que se relaciona com as 3 classes sociais dos antigos celtas: Guerreiros, Druidas e Produtores. Pode igualmente representar a Água, o Céu e a Terra que com o seu movimento se reúnem todos no 4º elemento, o Fogo, representado pelo círculo k os envolve. Pode ainda representar as 3 manifestações que tornam possível a evolução humana: Corpo, Alma e Mente. Em suma, quem possuir um triskele pode escolher a representação que melhor se adapte ao seu eu interior.


A primitiva divisão do ano em três estações - primavera, verão e inverno - pode ter tido seu efeito na triplicação da Deusa da fertilidade com a qual o curso das estações era associado.

Ou seja, o triskelion, com suas três pontas, está associado ao fluxo das estações e por conseqüência representa a própria Deusa.

Pode ainda representar as 3 manifestações que tornam possível a evolução humana: Corpo, Alma e Mente.

Basta ver que a sabedoria dos celtas, tanto na Irlanda quanto no País de Gales, foi preservada através das tríadesTriskle é um símbolo celta que representa as tríades da vida em eterno movimento e equilíbrio.

*nascimento, vida e morte
*corpo, mente e espírito


Sendo uma espécie de estrela de três pontas inserida em um círculo, ou três espirais “com pernas” ligadas de forma triangular dando idéia de movimento. Possui diversas variações dentro da arte de “trançar” dos povos celtas.


Sua origem ligada aos povos indo-europeus (que deram origem aos Celtas e Nórdicos), tendo achados arqueológicos que lhe remetem uma idade superior a 5.000 anos (3.000 a. C).
Alguns estudiosos definem que os povos celtas de algumas regiões acreditavam em somente 3 elementos: O Céu (ar), A TERRA (terra e fogo) e o Mar (água).

No sentido horário representa expanção e no anti-horário representa proteção.


As Tradições Pagãs está diretamente ligada as energias tríplices, tais como magnetismo, eletricidade e neutralidade. A planos de existência; físico, mental e ESPIRITUAL . A aspectos familiares; Pai, Mãe e Filhos. A processos da existência; Vida, Morte e Renascimento e entre a grande maioria das religiosidades e tradições, principalmente as ligadas a Bruxaria , representa os aspectos da Deusa; Virgem, Mãe e Anciã, tendo na conexão ou no círculo o quarto aspecto, a ceifadora. Sendo assim um símbolo de poder e exaltação da Grande Mãe
Para os pagãos é um símbolo de continuidade, de fluxo das estações e da Grande Mãe, para os Cristãos é um símbolo do poder de Deus e da Trindade.
O curioso é este mesmo símbolo ter significados diferentes de acordo com o seguimento.
Ademais, para os celtas há uma conexão óbvia com as três faces da Deusa (Donzela, Mãe e Anciã), bem como às três fases da lua (crescente, cheia e minguante), ou ainda com nossa natureza tríplice (corpo, mente e alma). Assim sendo, fica clara a importância do triskle para os celtas. Sua presença em achados arqueológicos em terras celtas, da Irlanda à Europa Oriental, atesta sua ampla adoção pelos Antigos.
Os símbolos tem significados e diferentes histórias.
Para completar, é um dos símbolos de mestre do Reiki Egípcio - O Seichim Sekhem/SKHM que entre outras utilidades traz proteção.



Sempre você tem o conhecimento sendo passado em forma de tríades; do conhecimento mais avançado, mais profundo, até coisas práticas. Por exemplo: "Três coisas que um bom cavaleiro tem de ter: Uma boa montaria, uma boa sela, e (com o perdão da palavra) uma boa bunda." É verdade; eles falam justamente assim. Quer dizer, são coisas das mais elaboradas até as mais básicas, sempre passadas na figura de triplicidade. Esta triplicidade vai estar sendo muito importante para a evolução filosófica dentro do ponto de vista celta. Não adianta a gente evoluir apenas numa destas categorias: físico, mental e espiritual. 










Fonte de imagem: Google imagem

quarta-feira, 28 de março de 2012

A BRUXA .... SOLITARIA


Eu sou solitária,mas aprendi a caminhar em lugares que nem heróis ousariam penetrar, e assim aprendi que não preciso de companhia a não ser a minha.

É assim que vou enfrentar as piores batalhas,só.

Bruxas ou bruxos solitários são pessoas que preferem trabalhar sozinhas, no lugar de participar de um grupo ou coven. Seguem o caminho da herança mágica: o caminho das feiticeiras, do eremita, do curandeiro popular, do druida ou do xamã. Trabalhando sozinhas, as bruxas conectam-se profundamente com a natureza, seguem os padrões do sol e da lua e sentem as energias das mudanças do ano. Seguindo o caminho da Natureza, sabem que é o caminho certo, porque Ela, a Natureza, não pode ser errada.


Praticar bruxaria solitária é um pouco triste, exatamente pelo nome, que dá uma ideia: sozinha. Não há com quem compartilhar seus conhecimentos, ou mesmo uma ajuda para se fazer um ritual. Você trabalha sozinha , por si própria e desempenha todos os papéis completo.

As Bruxas solitárias são como as antigas mulheres sábias (ou homens sábios) dos vilarejos: alguém que conhece e venera a Deusa e seu consorte, o Deus Cornífero; alguém que pratica feitiço com o propósito de cura, e ensina os mistérios.
Apesar de às vezes ser um terreno solitário, conduz a caminhos de grande beleza.


Trechos destes caminhos podem ser percorridos em companhia de outras pessoas, mas os trabalhos de magia devem ser solitários ou praticados ao lado de um companheiro mágico.

Isto agrada a alguns, mas há bruxas e bruxos que só se sentem à vontade sozinhos.

Ele ou ela não precisa necessariamente evitar amigos. Mas, por temperamento, prefere desempenhar um arquétipo diferente daquele de membro de grupos. 



BRUXAS (OS) SOLITARIAS (OS) não são pessoas que vivem em um mundo fechado só pra si, mas sim pessoas dispostas a compartilhar de tudo o que sabe, de uma forma livre, onde a simplicidade da magia se faz. Sem dogmas, regras e deveres.

Senhoras de seus caminhos, entendem a magia exatamente como ela deve ser entendida, tem todo o conhecimento para compartilhar com tantos quanto chegarem, de coração aberto e disposto a aprender, a única regra do caminho mágico é: Humildade, vontade, paciência, respeito e amor.


A bruxaria é a espiritualidade pura da essência da Grande Mãe, e muitos se esquecem disso.

Sejam Solitários em suas decisões, mas tenham a cumplicidade de nossos irmãos em seus caminhos, vamos sentar e compartilhar sem barreiras nossas histórias, quem sabe assim faremos um caminho melhor...

Saibam que os verdadeiros bruxos, bruxas e sacerdotisas, membros de covens, quando sérios, não saem por aí bradando aos quatro ventos quem é ou não é alguma coisa; o que é ou o que não é certo. Antes disso, o verdadeiro bruxo,bruxa e sacerdotisa, integrantes de covens, quando sérios, utilizam-se do velho provérbio que diz: "Quem pouco sabe, muito fala. Quem muito sabe, quase sempre se cala". Isso significa dizer que os sérios não precisam criticar, apontar, brigar ou impor. Usam seu conhecimento para ensinar e não se gabar.


solitários são atualmente abundantes. A cada ano, muitos bons livros são publicados e traduzidos e cada vez mais pessoas têm acesso a um conhecimento que antes era restrito a isolados e pequenos círculos. O lamentável disso tudo é que charlatões também existem nesse caminho – identificá-los, com certeza, faz parte do caminho do praticante solitário e essa talvez seja uma das tarefas mais difíceis. Entretanto, não creio que isso sirva de impedimento para se continuar a trilhar o caminho solitário. É exatamente essa instabilidade e imprevisibilidade no caminho do Bruxo e Bruxa Solitário, que faz sua jornada.


Ser solitária ou não, como tudo em nossas vidas, é uma questão de opção íntima e pessoal; da escolha de um caminho, cabendo a cada um, pesar e escolher o que é melhor para si e vivenciar a escolha, tendo a possibilidade de voltar atrás e optar pelo outro caminho, caso o primeiro não lhe tenha agradado. Ou seja, se optou por ser solitária, nada impede que venha a fazer parte de um coven ou vice-versa.

A Bruxa uiva para a lua, dança ao redor de fogueiras ao som de tambores. Acredita na Grande Mãe, que também é Donzela e Anciã. Cultua o Deus Chifrudo e com ele caminho sob o céu. Pratica ritos antigos, e também novos.


A Bruxa é do povo antigo e do novo, de novo. Existe a Magia na terra e no ar, no fogo e na água. Somos filha do Grande Espírito. Somos um fragmento e ao mesmo tempo o Todo da Natureza. somos aquela que morre todas as pequenas mortes, na vivência do Sagrado.

Isto é ser uma Bruxa independente de ser Solitária ou não. É simplesmente ser Bruxa.

Seja feliz, seja plena, seja com Elas. Dançando junto ou dançando só.
Abençoado seja pela Senhora dos Caminhos!

SELMA - 3FASESDALUA

segunda-feira, 26 de março de 2012

STONEHENGE UM LUGAR SAGRADO


Os povos saxões o chamavam de Hanging Stones (Pedras Suspensas), escritos medievais chamavam de Dança dos Gigantes. Estas são denominações diferentes para referir-se ao mesmo monumento, hoje conhecido como Stonehenge (do inglês arcaico Stan = pedra + hencg = eixo).

Dentre tantos monumentos do mundo antigo, para nós o enigma arquitetônico mais famoso e intrigante é Stonehenge. O círculo, o labirinto, é uma forma presente em todas as tradições e culturas, e esse é um legado da tradição e cultura celta. Como toda cultura constitui um todo indissociável, esse monumento demonstra que estamos todos integrados no tempo; e que presente e passado são facetas de uma mesma existência.


Stonehenge é mais do que um monumento; é um símbolo e é um mito, e por isso se presta às mais variadas interpretações e perspectivas. O mito permite o afloramento de questões que pressu-põem atitudes diante da realidade, e reorganiza nosso modo de ver e entender as coisas, nós mesmos e o mundo. Por isso, Stonehenge instiga a imaginação e se apresenta como algo destinado a se éter-nizar.

O nome Stonehenge se origina de stan (pedra) e hencg (eixo), palavras do inglês arcaico. Geoffrey de Monmouth corajosamente atribuiu a construção de Stonehenge ao mítico mago Merlin, que magicamente teria transportado as pedras que já existiam na Irlanda para Salisbury, por ordem de Aurélio Ambrósio, tio do rei Arthur. A narrativa de Geoffrey teve enorme repercussão no coração dos ingleses porque evocava o mago Merlin e a legendária cavalaria arturiana, o patriotismo, as aventuras heróicas, a bravura e principalmente o mistério.


O monumento também foi decifrado com um marco erguido em homenagem aos britânicos indefesos massacrados pelos brutais saxões. Depois, em 1620, o rei Jaime I visitou o monumento e ordenou que se escavasse o local e buscasse a origem do círculo. A região pertencia a Robert Newdyk, que recusou a proposta de compra que lhe foi feita pela realeza, mas autorizou as escavações.

A construção do Stonehenge, famoso círculo de pedras do período Neolítico que está localizado no sul da Inglaterra, é um dos mais conhecidos e intrigantes enigmas da história. De tempos em tempos, novas teorias surgem para tentar explicar como uma sociedade primitiva, que nem mesmo a roda conhecia, conseguiu mover enormes rochas com cerca de quatro toneladas cada e empilhá-las a mais de 320 km de distância da jazida de onde foram retiradas.

Tal monumento, um dos mais importantes da Inglaterra, é único em todo o mundo. Consiste em um altar de pedras, com idade de aproximadamente 5000 anos. As pedras azuis, usadas na construção de Stonehenge, foram trazidas das montanhas de Gales (400 km de distância de Salisbury) e pesam cerca de 50 toneladas, com 5 metros de altura. Curioso notar que, caso seja traçada uma linha no chão, passando no meio do círculo das pedras, tal linha irá apontar para a posição em que nasce o sol. Talvez por isso, uma das utilidades de tal construção seja imaginar a possibilidade de Rituais Druidas em cerimônias ao Deus Sol. Porém, a única certeza que permeia o local é de que nada se sabe, concretamente, sobre a finalidade das imponentes pedras.

Durante séculos, Stonehenge foi cenário de reuniões de camponeses E nos últimos 90 anos os "Druidas" modernos celebraram aqui o solstício de Verão. Durante aproximadamente 20 anos, milhares de pessoas se reuniam no local todos os meses de junho para assistirem ao festival que aí tem lugar.


Os Arqueólogos, no entanto, ainda consideram a hipótese de uma construção religiosa...

Acredita-se que Stonehenge e outros sítios megalíticos hajam sido construídos pelos antepassados dos Druidas deste milênio, por acreditarem que fossem lugares de grande força para concretizarem seus rituais...em vez de templos fechados eles reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.

A datação pelo carbono-14 mostra que aquelas construções são anteriores à fase clássica do Druidismo. Isto é verdade. Na realidade foram construídos, e ainda existem centenas de círculos de pedra especialmente na Bretanha e na Escócia.

Os saxões chamavam ao grupo de pedras erectas "Stonehenge" ou "Hanging Stones" ( pedras suspensas), enquanto os escritores medievais se lhes referem como "Dança de Gigantes".


Existe evidência arqueológica que nos permite afirmar que havia atividade humana no local há mais de 10 000 anos. Contudo, o megálito propriamente dito só foi iniciado c. 2 100 AC, tendo sido construído em três etapas, entre 2 100 AC e 1600 AC. Para ter uma idéia mais clara de seu plano arquitetônico.

Não se sabe quem construiu Stonehenge, sendo que a teoria popular de que teriam sido os druídas está hoje refutada, pois o monumento foi concluído 1 000 anos antes de os druídas tomarem o poder. Contudo, os arqueólogos notaram a quase total ausência de lixo no local e isso é indicador de que o local era solo sagrado.


A maior parte dos historiadores que estudaram Stonehenge afirma que o mesmo era usado como uma calculadora de pedra, um verdadeiro computador megalítico com o objetivo de prever o nascimento do Sol e da Lua no solstício e no equinócio. Contudo, existem historiadores que não aceitam os argumentos e dados associados e apresentam outras explicações para a construção desse monumento.

Dizem alguns estudiosos do esoterismo que os celtas remontam ao tempo em que os deuses caminhavam sobre a Terra – a era dourada da humanidade.


O escritor e clérigo inglês Geoffrey de Monmouth, em sua obra Dança dos Gigantes (1130), narra que Uther Pendragon, pai do lendário Arthur, por volta do século V, após uma traição de Heingist liderando os saxões a um massacre de 460 nobres britânicos numa conferência de paz, decidiu elevar um monumento em memória dos guerreiros mortos. Assim, Pendragon convocou Merlim e o mago sugeriu a busca de antiqüíssimas pedras gigantescas que formavam um círculo mágico, capaz de curar todas as enfermidades, construído por gigantes na Irlanda.

Os gigantes, que eram pacíficos e infantis e tinham longa vida, haviam criado os círculos de pedra para saudar a natureza e para brincar, provocando assim uma certa disputa para ver quem construía um número maior de círculos (esta seria a origem dos inúmeros círculos distribuídos por toda Europa até hoje). Segundo Merlim, esta raça extinta de gigantes havia transportado essas pedras mágicas da África para a Irlanda. A água que fosse derramada sobre as pedras mágicas adquiria poderes curativos. Dessa forma, os gigantes tratavam seus ferimentos com preparados de ervas combinadas à água mágica.

Pendragon e seu irmão Ambrosius convocaram um exército de 15 mil homens a fim de transportar as pedras. Mas todas as tentativas fracassaram. Foi então que Merlim, valendo-se de poderes mágicos, transportou-as até os barcos que as trouxeram até Salisbury, na Inglaterra. Merlim dispôs as pedras ao redor das sepulturas, da mesma forma que os antigos gigantes. Segundo a lenda, ainda hoje encontram-se as inscrições dos túmulos de Uther e Aurelius.


Algumas pedras que, devido ao tempo, estavam inclinadas e prestes a tombarem, foram reposicionadas. Em 1985, as autoridades inglesas, a fim de preservar o monumento e a região, proibiram os festivais neopagãos. Atualmente, o local é administrado pelo English Heritage e foram tomadas medidas rigorosas para garantir sua preservação. O número de visitantes é de cerca de 700 mil por ano.

Independentemente de sua finalidade, o monumento de Stonehenge é mais que um ponto turístico; é uma obra que desafia os pesquisadores modernos e excita a imaginação de cada visitante. Certamente, o fascínio exercido pelo monumento não está apenas em sua grandeza e imponência desproporcionais ao pensamento contemporâneo, mas principalmente, nos mistérios que cada pedra guarda, há mais de 5 mil anos.




Selma

Fonte das fotos deste texto foi copiada do Google Imagem

quinta-feira, 22 de março de 2012

O SAGRADO NUMERO 3


As Bruxas e Bruxos, acreditam e aceitam a Lei Tríplice, que determina que um ato sempre tem a resposta em efeito bumerangue. O que se faz retorna 3 vezes para o emissor, portanto tratam de gerar bons pensamentos e fazer todas as coisas sempre para o bem de todos os envolvidos.

A Lei Tríplice, muito mais do que uma "lei" é uma filosofia de vida, a qual as bruxas e bruxos seguem e repeitam.
Lei Tríplice ou Lei de Três é uma lei de reflexo, retribuição dos nossos atos, que se aplica a qualquer ação, seja ela boa ou má. Cada energia enviada regressa triplicada a quem a enviou, nesta encarnação e com mais poder. 

Na Religião Antiga são poucos os fundamentos aplicados a critérios rigorosos, mas este é um inegavelmente importante, pois afinal é realmente isso que acontece, o bruxo e a bruxa que realiza uma magia, deve estar ciente que isso retornará a ele, três vezes mais forte.

Todas as culturas têm um número que é acreditado ser sagrado. Para os celtas esse número era o três e todos os múltiplos de três. Por toda a mitologia celta nós encontramos o tema do três e seus múltiplos, repetidamente, desde as faces da Deusa Tríplice ao número de instrumentos mágicos usados pelos druidas.

No paganismo celta há duas configurações primárias que simbolizam o sagrado três, embora haja outras também. Estas são o trefoil, moldado como o trevo irlandês, e o triângulo invertido, freqüentemente referido como o Triângulo da Manifestação.

É o número das Tríades Sagradas e representa o corpo, mente e espírito.
1-2-3 foram os primeiros números que o homem compreendeu,a formação de um triângulo pai-mãe- filho.

O Triskle é um símbolo que possui 3 pontas de forma parecerem girar em direções circulares.

É um símbolo Celta que está intimamente ligado as formas de manifestação da Deusa.

São estas as faces da Deusa: Donzela, Mãe e Anciã.


Através destas formas ,tudo que está em volta na natureza se manifesta através da força criadora da Mãe acolhedora, que um dia foi Donzela transmitindo a pureza da vida e num futuro será a Anciã, sábia.
O que foi descrito pode ser comparado com o processo de nascer, desenvolver e morrer-renascer.

Este símolo tido como mágico pelo povo Celta traduz estas 3 qualidades peculiares da forma feminina: A intuição, a ternura e a beleza.

Assim como Corpo-Mente-Alma, as fases principais da Lua: Crescente , Cheia e Minguante.

Lembrando também que este símbolo é um elemento geométrico, possuidor de 3 esferas representando o princípio feminino que há em cada ser humano seja ele homem ou mulher.

Sendo assim , as 3 espirais em movimento falam da energia criadora infinita que se movimenta a cada instante.

Estes sãos principais aspectos com os quais a Deusa se manifesta.


O interessante é que eles consideram os múltiplos de 3 com a mesma importância que o 3, o mais importante múltiplo de três era o nove a manifestação natural do três vezes o três.

Quando a ciência da matemática começou a se tornar mais popular no século XVII, os celtas acharam que eles estavam certos na sua escolha do nove como manifestação de um número mágico.


Nove não era apenas a o múltiplo natural de três, mas era também o número que podia voltar magicamente a si mesmo, e assim ele passou a ser um símbolo do poder criativo e energia.

O nove também foi associado em muitas culturas aos mistérios da lua e, como a lua, o nove volta a si mesmo, não importa como ele é manipulado.

O triskle (triskele, triskelion ou tryfot),achados arqueológicos em terras celtas, da Irlanda à Europa Oriental, atesta sua ampla adoção pelos Antigos.


Sua forma tem a ver com o fluxo das estações e, por consequência, representa a própria Deusa Tríplice (Donzela, Mãe e Anciã), bem como as 3 fases da lua (crescente, cheia e minguante) e Os 3 Reinos Celtas.

Sendo o número três, sagrado para os celtas, ele nos liga aos reinos do Céu, da Terra e do Mar – elementos que compunham todo o mundo – e por sua vez formavam os Três Reinos Celtas, que eram vistos da seguinte forma:

- O Céu, que está sobre nossa cabeça e nos oferece o Sol, a Lua, as estrelas e as chuvas que fertilizam a terra. Representa a luz, a inspiração (o fogo na cabeça) e os Deuses da criação.

- A Terra, que está sob nossos pés e nos dá o alimento, nos abriga e faz tudo crescer - são as raízes fortes das árvores. Representa o solo, a raíz e os Espíritos da Natureza.

- O Mar é a água que está em nós, representa o Portal para o Outro Mundo, que sacia a sede e nos dá a vida - sem a água tudo perece e morre. Representa os seres feéricos, a água e os Ancestrais.

Sendo os três elementos interdependentes, onde cada um possui seu significado próprio, mas que dependem um do outro para continuar existindo, permitido assim, que o nosso mundo também exista em perfeita interação.

Os 3 mundos são compostos da seguinte maneira:


- O Outro Mundo: onde os espíritos, Deusas e Deuses vivem.
- O Mundo Mortal: onde nós e a natureza vivemos.
- O Mundo Celestial: onde as energias cósmicas como o Sol, a Lua e o vento se movem.

Para os celtas, o número três era o número mágico por excelência, o que expressava sua visão do mundo. Podemos encontrá-lo repetido à exaustão, em seus mitos. Era representado graficamente como um triskele, símbolo solar de três braços derivado da roda.

Para os celtas, a vida significava movimento e dinamismo e por isso não havia alternativa possível: descartada a opção de ficar quieto, sob pena de ser destruído pela incessante ondulação da existência, a única coisa que restava a fazer, era seguir andando com ela.

Para a numerologia o número TRÊS é mágico e misterioso, e quando falamos de sua relação com a vida de Jesus, percebemos que o TRÊS teve uma participação, digamos um tanto curiosa, para não dizer misteriosa.

Durante a visita do Papa ao Santuário de Fátima, ele fez a seguinte declaração bombástica:

“…Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída... Então eram só três, cujo exemplo de vida irradiou e se multiplicou em grupos sem conta por toda a superfície da terra... Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade…”

O triunfo do imaculado coração da Rainha dos Céus sempre foi formado por uma tríade que encontra-se presente no catolicismo.

A tiara tripla do Vaticano é formada pela: Igreja Católica, a Santa Sé e o Estado do Vaticano.Isso da poder aos líderes do catolicismo de não serem julgados como qualquer ser humano (inclusive por pedofilia). Para isso basta que eles alternem entre essas três pessoas jurídicas.

E como sabemos, foram os três as crianças que receberam a mensagem da Rainha dos céus. A mensagem de Fátima destaca três pontos: – 1) a conversão permanente; 2) – a oração e nomeadamente o rosário e 3) – o sentido da responsabilidade coletiva e a prática da reparação.


Não sei se para todas as religiões o numero 3 tem o mesmo significado, mas para a Religião Antiga o significado é grandioso.


Arqueólogos localizaram evidências de adoração à Deusa antes das comunidades do período Neolítico, cerca de 7000 a. C.; algumas das esculturas datam do Paleolítico Superior, cerca de 25000 a. C. Desde as origens Neolíticas, sua existência foi comprovada repetidamente até os tempos romanos.


A evidência mais convincente de adoração à Deusa vem de numerosas esculturas de mulheres grávidas com seios, quadris, coxas, nádegas e vulvas exagerados.

Essas imagens forma intituladas pelos arqueólogos como estatuetas de Vênus, ou ídolos do culto à Grande Mãe.

Elas são feitas de pedra, osso, barro e foram descobertas perto dos restos de paredes das primeiras habitações humanas.

Estas estátuas foram encontradas na Espanha, França, Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Rússia e parecem ter pelo menos 10 mil anos.

Essas esculturas não significam meras decorações das pessoas que as criaram, mas são, sim, objetos profundamente importantes porque representam o meio pelo qual os seres humanos se expressavam antes mesmo de começarem a utilizar a fala.

A arte, através da história, sempre revelou o que as culturas valorizavam e o conhecimento que tentavam passar às gerações futuras.







A conexão com a Deusa é um processo vital na Religião. A Deusa é a Grande Criadora e Mantenedora da vida. É através dela que todas as coisas provém e a Ela tudo um dia retornará.

Segundo a crença pagã, a Deusa possui 3 faces: A Donzela, a Mãe e a Anciã. As 3 faces da Deusa estão ligadas às 3 fases da Lua, que são as Luas Crescente, Cheia e Minguante, e os 3 ciclos de nossa vida, que são a infância, a maturidade e a velhice.

Entrar em contato com as faces da deusa significa saber o que esse período pode nos trazer de positivo, e o que aprendemos e poderemos 
aprender com eles.

SELMA - 3FASESDALUA


LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...