quinta-feira, 22 de março de 2012

O SAGRADO NUMERO 3


As Bruxas e Bruxos, acreditam e aceitam a Lei Tríplice, que determina que um ato sempre tem a resposta em efeito bumerangue. O que se faz retorna 3 vezes para o emissor, portanto tratam de gerar bons pensamentos e fazer todas as coisas sempre para o bem de todos os envolvidos.

A Lei Tríplice, muito mais do que uma "lei" é uma filosofia de vida, a qual as bruxas e bruxos seguem e repeitam.
Lei Tríplice ou Lei de Três é uma lei de reflexo, retribuição dos nossos atos, que se aplica a qualquer ação, seja ela boa ou má. Cada energia enviada regressa triplicada a quem a enviou, nesta encarnação e com mais poder. 

Na Religião Antiga são poucos os fundamentos aplicados a critérios rigorosos, mas este é um inegavelmente importante, pois afinal é realmente isso que acontece, o bruxo e a bruxa que realiza uma magia, deve estar ciente que isso retornará a ele, três vezes mais forte.

Todas as culturas têm um número que é acreditado ser sagrado. Para os celtas esse número era o três e todos os múltiplos de três. Por toda a mitologia celta nós encontramos o tema do três e seus múltiplos, repetidamente, desde as faces da Deusa Tríplice ao número de instrumentos mágicos usados pelos druidas.

No paganismo celta há duas configurações primárias que simbolizam o sagrado três, embora haja outras também. Estas são o trefoil, moldado como o trevo irlandês, e o triângulo invertido, freqüentemente referido como o Triângulo da Manifestação.

É o número das Tríades Sagradas e representa o corpo, mente e espírito.
1-2-3 foram os primeiros números que o homem compreendeu,a formação de um triângulo pai-mãe- filho.

O Triskle é um símbolo que possui 3 pontas de forma parecerem girar em direções circulares.

É um símbolo Celta que está intimamente ligado as formas de manifestação da Deusa.

São estas as faces da Deusa: Donzela, Mãe e Anciã.


Através destas formas ,tudo que está em volta na natureza se manifesta através da força criadora da Mãe acolhedora, que um dia foi Donzela transmitindo a pureza da vida e num futuro será a Anciã, sábia.
O que foi descrito pode ser comparado com o processo de nascer, desenvolver e morrer-renascer.

Este símolo tido como mágico pelo povo Celta traduz estas 3 qualidades peculiares da forma feminina: A intuição, a ternura e a beleza.

Assim como Corpo-Mente-Alma, as fases principais da Lua: Crescente , Cheia e Minguante.

Lembrando também que este símbolo é um elemento geométrico, possuidor de 3 esferas representando o princípio feminino que há em cada ser humano seja ele homem ou mulher.

Sendo assim , as 3 espirais em movimento falam da energia criadora infinita que se movimenta a cada instante.

Estes sãos principais aspectos com os quais a Deusa se manifesta.


O interessante é que eles consideram os múltiplos de 3 com a mesma importância que o 3, o mais importante múltiplo de três era o nove a manifestação natural do três vezes o três.

Quando a ciência da matemática começou a se tornar mais popular no século XVII, os celtas acharam que eles estavam certos na sua escolha do nove como manifestação de um número mágico.


Nove não era apenas a o múltiplo natural de três, mas era também o número que podia voltar magicamente a si mesmo, e assim ele passou a ser um símbolo do poder criativo e energia.

O nove também foi associado em muitas culturas aos mistérios da lua e, como a lua, o nove volta a si mesmo, não importa como ele é manipulado.

O triskle (triskele, triskelion ou tryfot),achados arqueológicos em terras celtas, da Irlanda à Europa Oriental, atesta sua ampla adoção pelos Antigos.


Sua forma tem a ver com o fluxo das estações e, por consequência, representa a própria Deusa Tríplice (Donzela, Mãe e Anciã), bem como as 3 fases da lua (crescente, cheia e minguante) e Os 3 Reinos Celtas.

Sendo o número três, sagrado para os celtas, ele nos liga aos reinos do Céu, da Terra e do Mar – elementos que compunham todo o mundo – e por sua vez formavam os Três Reinos Celtas, que eram vistos da seguinte forma:

- O Céu, que está sobre nossa cabeça e nos oferece o Sol, a Lua, as estrelas e as chuvas que fertilizam a terra. Representa a luz, a inspiração (o fogo na cabeça) e os Deuses da criação.

- A Terra, que está sob nossos pés e nos dá o alimento, nos abriga e faz tudo crescer - são as raízes fortes das árvores. Representa o solo, a raíz e os Espíritos da Natureza.

- O Mar é a água que está em nós, representa o Portal para o Outro Mundo, que sacia a sede e nos dá a vida - sem a água tudo perece e morre. Representa os seres feéricos, a água e os Ancestrais.

Sendo os três elementos interdependentes, onde cada um possui seu significado próprio, mas que dependem um do outro para continuar existindo, permitido assim, que o nosso mundo também exista em perfeita interação.

Os 3 mundos são compostos da seguinte maneira:


- O Outro Mundo: onde os espíritos, Deusas e Deuses vivem.
- O Mundo Mortal: onde nós e a natureza vivemos.
- O Mundo Celestial: onde as energias cósmicas como o Sol, a Lua e o vento se movem.

Para os celtas, o número três era o número mágico por excelência, o que expressava sua visão do mundo. Podemos encontrá-lo repetido à exaustão, em seus mitos. Era representado graficamente como um triskele, símbolo solar de três braços derivado da roda.

Para os celtas, a vida significava movimento e dinamismo e por isso não havia alternativa possível: descartada a opção de ficar quieto, sob pena de ser destruído pela incessante ondulação da existência, a única coisa que restava a fazer, era seguir andando com ela.

Para a numerologia o número TRÊS é mágico e misterioso, e quando falamos de sua relação com a vida de Jesus, percebemos que o TRÊS teve uma participação, digamos um tanto curiosa, para não dizer misteriosa.

Durante a visita do Papa ao Santuário de Fátima, ele fez a seguinte declaração bombástica:

“…Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída... Então eram só três, cujo exemplo de vida irradiou e se multiplicou em grupos sem conta por toda a superfície da terra... Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade…”

O triunfo do imaculado coração da Rainha dos Céus sempre foi formado por uma tríade que encontra-se presente no catolicismo.

A tiara tripla do Vaticano é formada pela: Igreja Católica, a Santa Sé e o Estado do Vaticano.Isso da poder aos líderes do catolicismo de não serem julgados como qualquer ser humano (inclusive por pedofilia). Para isso basta que eles alternem entre essas três pessoas jurídicas.

E como sabemos, foram os três as crianças que receberam a mensagem da Rainha dos céus. A mensagem de Fátima destaca três pontos: – 1) a conversão permanente; 2) – a oração e nomeadamente o rosário e 3) – o sentido da responsabilidade coletiva e a prática da reparação.


Não sei se para todas as religiões o numero 3 tem o mesmo significado, mas para a Religião Antiga o significado é grandioso.


Arqueólogos localizaram evidências de adoração à Deusa antes das comunidades do período Neolítico, cerca de 7000 a. C.; algumas das esculturas datam do Paleolítico Superior, cerca de 25000 a. C. Desde as origens Neolíticas, sua existência foi comprovada repetidamente até os tempos romanos.


A evidência mais convincente de adoração à Deusa vem de numerosas esculturas de mulheres grávidas com seios, quadris, coxas, nádegas e vulvas exagerados.

Essas imagens forma intituladas pelos arqueólogos como estatuetas de Vênus, ou ídolos do culto à Grande Mãe.

Elas são feitas de pedra, osso, barro e foram descobertas perto dos restos de paredes das primeiras habitações humanas.

Estas estátuas foram encontradas na Espanha, França, Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Rússia e parecem ter pelo menos 10 mil anos.

Essas esculturas não significam meras decorações das pessoas que as criaram, mas são, sim, objetos profundamente importantes porque representam o meio pelo qual os seres humanos se expressavam antes mesmo de começarem a utilizar a fala.

A arte, através da história, sempre revelou o que as culturas valorizavam e o conhecimento que tentavam passar às gerações futuras.







A conexão com a Deusa é um processo vital na Religião. A Deusa é a Grande Criadora e Mantenedora da vida. É através dela que todas as coisas provém e a Ela tudo um dia retornará.

Segundo a crença pagã, a Deusa possui 3 faces: A Donzela, a Mãe e a Anciã. As 3 faces da Deusa estão ligadas às 3 fases da Lua, que são as Luas Crescente, Cheia e Minguante, e os 3 ciclos de nossa vida, que são a infância, a maturidade e a velhice.

Entrar em contato com as faces da deusa significa saber o que esse período pode nos trazer de positivo, e o que aprendemos e poderemos 
aprender com eles.

SELMA - 3FASESDALUA


sexta-feira, 16 de março de 2012

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA – PRECONCEITO OU IGNORÂNCIA?


“...Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar...” (Nelson Mandela)


Preconceito religioso é um termo que descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar as diferenças ou crenças religiosos de terceiros. Poderá ter origem nas próprias crenças religiosas de alguém ou ser motivada pela intolerância contra as crenças e as práticas religiosas de outros. A intolerância religiosa pode resultar em perseguição religiosa e ambas têm sido comuns através da história. A maioria dos grupos religiosos já passou por tal situação numa época ou outra. 

Ser seguidor de uma religião não convencional está sendo de grande procura por todos que buscam "algo" para a sua vida. Todos ficam sintonizados, lendo revistinhas de "Wichcraft", Seriados, ou buscando alguém que lhe ensinem um caminho a seguir, para solucionar todos os problemas da sua vida.


A intolerância religiosa há muito faz parte da história da Bruxaria, e seu episódio mais famoso foi a "Santa" Inquisição. Ela foi inicialmente instituída para combater os chamados "hereges": grupos religiosos que praticavam a adoração às divindades pagãs, bem como seus sincretismos e rituais agrários, que nada mais eram que saberes populares passados de geração a geração, sem nenhum contesto religioso. Durante a Inquisição, milhares de bruxas, bruxos e paganus foram torturados e mortos. Nós, bruxas e bruxos , somos herdeiros espirituais destes que foram assassinados em nome de uma divindade que pregava o "Amor".

As agressões são de vários tipos e acontecem no âmbito familiar, na escola, no trabalho e nos mais diversos meios sociais. Na maior parte, as pessoas que nos discriminam, quer com palavras ou ações, não conhecem nossa religião, e são vítimas desse enorme movimento religioso que visa a deturpar tudo que lhes parecem demoníaco ou fora de sua compreensão.



A intolerância é uma doença, e, de tempos em tempos, torna-se uma epidemia, um mal social que atinge uma imensa camada da população global, que fere a dignidade humana e a liberdade de expressão. Ela se baseia no preconceito, na discriminação, no pretenso monopólio da verdade e no fundamentalismo. Aqueles que praticam a intolerância religiosa acreditam possuir alguma "procuração divina" e, em nome de sua fé, sentem-se no direito de achincalhar, invadir, espoliar, prender, torturar e, por fim, exterminar o diferente. 

Mas essa grave doença tem cura, e seu tratamento começa pela educação e esclarecimento, pois toda a violência surge do medo, e o medo advém da ignorância. Para tanto, são necessárias ações intensivas e continuadas de sensibilização e conscientização da população, e uma política de educação para a tolerância, a compreensão e o respeito à diversidade, que deve começar na pré-escola e se estender a todas as idades. 



Se você busca uma solução para todos os seus problemas ou um atalho para a felicidade, esse caminho provavelmente não é o da Bruxaria Tradicional. Não ensinamos os atalhos para o qual cada um deve seguir, nem mostramos seus animais guardiões para seres expostos como bichinhos de estimação e nem saímos em praça pública com atames e "parafernalha" pendurada pelo pescoço para dizer que somos diferentes e possuímos poder.

O caminho de uma Bruxa e Bruxo é o de se auto-descobrir todos os dias, buscar na reflexão qual o sentido de sua jornada, lutar e enfrentar diariamente o seu maior inimigo, que é a si mesmo. O poder do Bruxo e da Bruxa está no intuito de suas ações, buscando no caminho todo o conhecimento e sabedoria para sentar-se com os semelhantes na fogueira e compartilhar o conhecimento da batalha travada. Não buscamos títulos e reconhecimento da sociedade para nos verem como superiores, buscamos apenas o respeito de nossos semelhantes para seguirmos nosso caminho em paz.

Saber quem você é, qual a sua origem e valorizar seu sangue (ancestrais) é fundamental para entender como você age e se relaciona com o mundo. Vejo muitos dizendo que são bruxas e bruxos e mau conseguem conversar com a sua mãe, acreditam que ser rebeldes com roupas pretas os diferenciam e dá poder para agirem da forma que desejam sem responsabilidade alguma, fazendo "feiticinhos" e unguentos que resolvam seus problemas amorosos, financeiros e familiares. Vou contar um segredinho, você é responsável por suas ações, suas derrotas e vitórias, só assim haverá crescimento, maturidade e aprendizado.



No dia 21 de Janeiro de 2000, em Itapuã, na Bahia, em decorrência de forte perseguição de culto religioso, faleceu Gildásia dos Santos e Santos, popularmente conhecida como Mãe Gilda, que não resistindo aos ataques pessoais, invasões e depredações de seu terreiro, teve complicações cardíacas que resultaram em sua morte, e, em sua homenagem, foi editada a Lei Federal nº. 11.635/07, tornando o dia 21 de Janeiro como o DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA.. 

Artigo 20 da Lei Caó (7716/89). “O crime por intolerância religiosa é inafiançável e o autor pode pegar de três a cinco anos de detenção. O nosso silêncio é a arma dos intolerantes”. “A intolerância religiosa acontece principalmente na rua, desde o momento em que uma pessoa , por exemplo, sai de casa, caracterizada com roupas que são peculiar à sua religião” 



Sem dúvida nenhuma, o fanatismo é um dos fatores que mais perpetua a intolerância. Acredito que a religião seja um elemento indispensável na vida de qualquer pessoa ou grupo social, no entanto, a crença levada às últimas consequências nos tira a visão objetiva, ofusca nossa razão e nos leva a práticas condenáveis, em nome de uma verdade unilateral. Convém lembrar que alguns dos maiores crimes da humanidade foram praticados em nome da fé, como as Cruzadas, o genocídio de tribos ameríndias, a Noite de São Bartolomeu e o próprio Tribunal do Santo Ofício, na Idade Média. 


Elie Wiesel, no Foro Internacional sobre Intolerância (1997: Paris, França) disse: "Na religião, o ódio esconde a face de Deus. Na política, o ódio destrói a liberdade dos homens. No campo das ciências, o ódio está a serviço da morte. Na literatura, ele deforma a verdade, desnaturaliza o sentido da história e encobre a própria beleza sob uma grossa camada de sangue e de feiúra. Insidioso, dissimulado, o ódio insinua-se na linguagem, como no olhar, para perturbar as relações entre um homem e o outro, uma comunidade e a outra, um povo e o outro".

Esse ódio nada mais é que a intolerância, e que devemos encarar como uma espécie de prevenção contra o dogmatismo, para que este não se torne fanatismo (na dimensão pessoal), fundamentalismo (na dimensão religiosa) e totalitarismo (na dimensão de Estado ou de Governo). 



A Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada pelos 58 estados membros conjunto das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, no Palais de Chaillot em Paris, (França), definia a liberdade de religião e de opinião no seu artigo 18:”Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.



Lei de Liberdade Religiosa. Discriminação religiosa é crime.

Para que se tenha uma idéia clara das condutas tipificadas como crimes com conotação racial, são listados abaixo, em linguagem popular, os principais crimes dessa natureza, conforme estabelecido na Lei n.º 7.716/89 (Lei Caó), em sua quarta versão, no Art. 140, §3º, do Código Penal – CP, e no Art 208 do CP. (Para uma visão completa, em linguagem técnica, conferir o Anexo, ao final):

(a) ofender alguém com xingamentos relativos à sua raça, cor, etnia, religião ou origem.
(Art. 140 do Código Penal (injúria), com a qualificadora do §3º. Pena: um a três anos de reclusão). Inclui-se aqui o ato de ofender alguém com xingamentos à sua religião;

(b) impedir a entrada ou negar atendimento a alguém em estabelecimento comercial, hotel, pensão, restaurante, casa de diversão, estabelecimento esportivo ou clube social aberto ao público, por motivo de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Cf. Lei n.º 7.716/89, Arts. 1º a 18. Penas de reclusão variáveis);

(c) impedir ou dificultar o acesso de alguém a cargo público, emprego ou estabelecimento de ensino. (Cf. Lei n.º 7.716/89, Arts. 1º a 18. Penas de reclusão que variam de 2(dois) e 5(cinco anos) de reclusão. Idem se for o caso de se negar ou dificultar emprego a alguém em empresa privada por motivação racial (Art. 4º);

(d) praticar, induzir ou incitar, por qualquer meio, a discriminação ou preconceito, piorando a situação de quem o fizer pelos meios de comunicação (racismo “difuso”, genérico).
(Lei n.º 7.716, Art. 20);

(e) praticar ato ofensivo à religião alheia com o propósito de diminuí-la ou ridicularizá-la, principalmente pelos meios de comunicação (Lei n.º 7.716, Arts. 1º c/c o Art. 20, §§ 2º a 4º).

(f) humilhar alguém publicamente, por motivo de crença religiosa, ou impedir ou perturbar cerimônia ou culto religioso; ou menosprezar publicamente ato ou objeto de culto religioso. (Art. 208 do Código Penal). 



É fato que aprendemos hábitos, conhecemos coisas, refletimos sobre ideias e teorias, mas nossa educação não ensina sobre como devemos nos relacionar com o outro. No fundo, tendemos a ver o outro como um oponente. O problema existencial do ser humano é conviver com o que é tolerável em relação ao outro. Fica a cargo da ambiência cultural e do desenvolvimento psíquico aprendermos a superar nossa onipotência narcisista, infantil, que abriria caminho para um radical e efetivo "exercício da tolerância", ou seja, aceitar a conviver com o outro como ele é e pensa.

O que não pode e não será mais tolerado é a própria intolerância. E, para que possamos construir uma sociedade mais justa, devemos parar de ser tão tolerantes ao ponto de tolerarmos todas as ações intolerantes ou entendermos de uma forma torta seus motivos. Não quer dizer que trataremos com desrespeito, pois é isso que nos difere. Mas não queremos mais ser tolerados, queremos ser respeitados.



Cada um deve ser livre para seguir o que quiser ou também a não seguir nada, mas não deve por conta disso sofrer nenhum tipo de preconceito ou discriminação.


Selma - Blog3fasesdalua




domingo, 11 de março de 2012

A SACERDOTISA E O SEU GUARDIÃO




Os primeiros relatos escritos sobre as lendas e as crenças dos povos antigos foram feitos pelos romanos, que invadiram a Grã Bretanha em 55 a.C.

Mantendo somente o que convinha à moral e aos dogmas cristãos, os monges reduziram o vasto panteão e a rica simbologia celta a relatos épicos de guerras, invasões, intrigas, traições e atos imorais, interpretados pelas várias raças e tribos, diferenciados apenas pela localização geográfica.Mesmo preservando resquícios das verdades originais, as histórias cristãs minimizaram ou ignoraram a beleza e a sabedoria do legado celta, reduzindo ou distorcendo o seu valor místico e espiritual. Na visão patriarcal dos monges, as Deusas foram vistas como Rainhas e Princesas, os Deuses como Reis e Heróis e o significado transcendental foi diluído, modificado ou perdido.


Ao longo dos tempos, entre os druidas, bruxos, bruxas, magos e outros , as anciãs contavam e ensinava, nos "Conselhos de Mulheres" e nas "Tendas Lunares", as tradições herdadas de suas antepassadas. Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lenda da "Sacerdotisa e o seu Guardião", representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua. 

Conta as lendas e as histórias que, no início, havia abundância de alimentos e igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos, a ganância levou a competição, agressão e a violência.

Histórias que foram escritas no passado, no presente e no futuro, histórias escritas a mais de 300 anos. 


Dentro dos muros, numa remota região da Bretanha, um círculo secreto de Sacerdotisas Druidas preserva os antigos rituais de aprendizagem, cura e magia.


Nascida numa família impregnada pelos conhecimentos dos Druidas, amadurece em direção à sua plena condição de mulher e ao florescimento duma força interior com a qual dificilmente se atreve a sonhar. Ouve, já, o chamamento da Grande Deusa; Mas também ouve o chamado do seu coração. 

A guerra que devasta o íntimo da Sacerdotisa, que tem de renunciar ao seu amado Guardião em favor do seu destino sagrado e apenas ela poderá encontrar o caminho para fora da encruzilhada na qual a sua fé a colocou.

Unindo-se a ele dois corpos se transformou em único ser. E assim ele nasce para a Religião Antiga.


No mundo dos humanos, as marés do poder estão a mudar.. O tempo próprio dos homens desenrola-se em momentos, mas de tempos a tempos uma centelha tremeluzente chama atenção.
Os mortais dizem que no Reino das Sacerdotisas tudo é Imutável. Mas não é verdade. Existem lugares em que os mundos se encontram tão próximos com as dobras de um cobertor. Uma dessas pontes é o lugar a que os homens chamam Avalon. Quando as mães dos humanos chegaram a esta terra pela primeira vez, o povo, que nunca tivera um corpo, assumiu formas à sua semelhança. Construíram as suas casas sobre estacas na margem do lago e caçaram por entre os pântanos, e eles caminhávam e brincavam juntos no que foi a alvorada do mundo. 



Um vento frio açoitava as chamas dos archotes, transformando-as em chamejantes caudas de cometas. Uma luz ameaçadora brilhava nas escuras águas do estreito e nos escudos dos legionários que aguardavam na outra margem. A sacerdotisa tossiu com o cheiro desagradável de fumo e nevoeiro marítimo e escutou o clangor de latim militar que ecoava através das águas.

Os druidas cantaram em resposta, invocando a fúria dos céus e o barulho fez estremecer o ar.
Vozes de mulheres levantaram-se em guinchos de lamentação que a arrepiaram, ou talvez fosse do medo. Ela ondulou com as outras sacerdotisas, os braços levantados numa maldição; as suas roupas escuras abriam-se, esvoaçando como as asas de um corvo.
Mas os romanos também gritavam e a primeira fileira estava agora a lançar-se para a água. A harpa de guerra do druida vibrou com uma música terrível e a sua garganta ficou em carne viva com os gritos.

Em mais uma batalha os dois se uniram em um único corpo.

Guiando a Sacerdotisa pelos caminhos do homem e da magia, o Guardião assim se faz presente junto com a sua Sacerdotisa.

A dor de ver a sua amada morrer para ele seria a sua morte .



O Guardião morreria pela sua Sacerdotisa . E morreu. De novo e de novo. Ao longo do tempo, a Sacerdotisa e o Guardião se encontraram somente para serem dolorosamente separados: O guardião morto e a Sacerdotisa deixada machucada e sozinha.

A sacerdotisa vai atrás do seu Guardião através dos seus sonhos e do seu passado, até encontra ló seja nesta vida ou em qualquer outra.

Mas está escrito que eles sempre retornaram para escreve mais uma historia de sua vidas.



Outra lenda narra: 

"Ela retira seu coração do mais alto dos céus e o coloca no mais profundo da terra, abandonou o céu, abandonou a terra - ao mundo inferior ela desceu."

"Abençoada seja, minha Rainha e Senhora." Então ele deu a ela os cinco beijos da iniciação, dizendo "Só através disso você pode alcançar o conhecimento e a alegria."

E ele ensinou a ela todos os mistérios dele, e deu a ela o colar que é o círculo do renascimento. E ela ensinou a ele seus mistérios do cálice sagrado que é o caldeirão do renascimento.

Eles se amaram e uniram-se um com o outro, e por um tempo.
Pois há três mistérios na vida do homem que são: Nascimento, Vida, e Morte.



E ela ficou com ele durante três dias e três noites, e ao final da terceira noite, ela colocou sua coroa, que se tornou o diadema que ela colocou em seu pescoço, dizendo: -Eis o circulo do renascimento. Através de você todos saem da vida, mas através de mim todos podem renascer novamente. Tudo passa tudo muda. Mesmo a morte não é eterna. Meu é o mistério do ventre, que é o caldeirão do renascimento. Penetre em mim e me conheça e estará liberto de todo o medo. Pois se a vida é somente uma passagem para a morte, a morte é somente uma passagem de volta para a vida e em mim, o círculo sempre gira. 

A crença celta na reencarnação estava implícita em sua despreocupada atitude perante a morte, o que constituía um ensinamento druida. Os celtas asseguravam com firmeza que a morte era uma simples pausa de uma longa vida e, conseqüentemente, lhe tinham muito pouco temor, segundo o testemunho de César: "As almas não morrem, mas passam, depois da morte física, de um corpo a outro; e essa crença de morte da alma, assim como o próprio temor à morte, estão, por eles mesmos, descartados, o que, asseguram, é o maior incentivo para infundir valor".

A doutrina celta da reencarnação está bem descrita por Taliesin, o poeta–guerreiro, na Batalha dos Arboles. O mesmo assegurava ter vivido muitas e variadas vidas, seja como humano, seja como animal, e ter presenciado a maioria dos grandes acontecimentos da história da Irlanda.



Serão os seus sonhos que sobreviverão, porque um sonho é imortal... tal como eu também o sou. E, apesar de o mundo dever mudar inteiramente quando os seus acontecimentos se refletirem aqui, existirão igualmente outros lugares onde um pouco de luz do Outro Mundo brilhará através do mundo dos homens. E essa luz não se perderá entre os homens, desde que
eles continuem a procurar consolo nesta terra sagrada.




terça-feira, 6 de março de 2012

UMA PAUSA PARA "AS GUERREIRAS AMAZONAS"




A lenda das mulheres guerreiras ou Amazonas terá tido início com a batalha de Termodonte, quando os Gregos saíram vitoriosos da batalha contra essas estranhas mulheres. As que ficaram prisioneiras foram levadas nos navios, mas no mar alto elas revoltaram-se e dizimaram os homens. Ignorantes das artes de navegar andaram à deriva e chegaram ao Mar de Azov, onde habitavam os Citas.

As Amazonas conseguem de início roubar-lhes os cavalos, mas os Citas acabam vencedores. Só depois de verem os seus corpos inanimados os Citas se aperceberam que tinham estado a lutar contra mulheres. Estranha é a atitude deste dos Citas que, em vez de dizimarem as Amazonas, lhes proporcionam acampamentos junto dos jovens da tribo para «incentivar» o acasalamento para que nasçam homens guerreiros superiores fisicamente. Mas isto passou-se há mais de seis mil anos!




As Amazonas eram mulheres guerreiras que se estabeleciam em uma espécie de repúblicas femininas situadas inicialmente no Cáucaso e depois na Capadócia, às margens do rio Termodonte. Símbolo da mulher livre, repudiava o casamento porque era a única maneira da mulher de então dar sentido e valorizar sua vida. Se recusavam a obedecer ou submeter-se ao jugo e ao domínio masculino, almejando participar da vida pública por seus próprios méritos. Apenas uma vez por ano tinham contato com homens quando se dirigiam ao território vizinho dos gargareus com a finalidade precípua de procriar e assim dar continuidade a seu povo. As Amazonas quando davam à luz, somente mantinham entre si as crianças nascidas do sexo feminino.

Essas mulheres viveram no período chamado de Era de Bronze, onde a manufatura destas armas eram mais leves, permitindo um manuseio eficiente pelas mulheres. Além disso elas eram treinadas desde a infância na arte da guerra e da aniquilação. Com um intenso treinamento militar seus corpos se adaptaram ao uso de instrumento pesados, além do fato de as Amazonas escolherem os mais altos e fortes homens para gerar seus filhos,a chamada eugenia (seleção genética), tornando estas mulheres superiores em força e habilidade aos povos gregos.



 “Elas enlouqueciam os homens gregos, inspirando-lhes sentimentos contraditórios de raiva, admiração, medo, inveja e desejo. Rivais insuperáveis, adversárias imbatíveis e fêmeas inconquistáveis, só lhes restava imaginar fantasias. E esse desejo frustrado de conquista era desabafado na mitologia. Com um ou outro grande herói grego vencendo e desposando uma Amazona, mesmo temporariamente, a fantasia coletiva dos gregos era irreprimível. Mesmo Aquiles se apaixonou perdidamente pela rainha Pentesiléia, "de beleza tão divina mesmo após a morte" que ele até matou um companheiro grego que tentou maltratar o corpo dela. Os atenienses nos cemitérios militares faziam grandes homenagens póstumas nos túmulos das suas adoradas inimigas.” 


As Amazonas eram as integrantes duma antiga nação de guerreiras da mitologia grega. Heródoto as colocou numa região situada às fronteiras da Cítia, na Sarmácia. Entre as rainhas célebres das amazonas estão Pentesileia, que teria participado da Guerra de Tróia, e sua irmã,Hipólita, cujo cinturão mágico foi o objeto de um dos doze trabalhos de Hércules. Saqueadoras amazonas eram frequentemente ilustradas em batalhas contra guerreiros gregos na arte grega, nas chamadas amazonomaquias.

Na historiografia greco-romana, existem diversos relatos de incursões das amazonas na Ásia Menor. As amazonas foram associadas com diversos povos históricos, ao longo da Antiguidade Tardia. A partir do período moderno, seu nome passou a ser associado com quaisquer mulheres guerreiras em geral, e hoje, o termo é frequentemente utilizado para se referir a mulheres que montam a cavalo, participando em provas de equitação em destreza ou salto.


Quando o bebê tratava-se de um menino, este ou era executado, ou então devolvido a seu pai para ser criado em outras terras. Cultivavam o hábito de mutilar seu próprio seio direito para poder dessa maneira manejar com mais destreza suas armas, o arco e a lança. As Amazonas veneravam Ártemis com quem se identificavam e cujo culto foram as primeiras a instituir. Tomaram parte em diversos episódios da mitologia grega, sempre se distinguindo por seu espírito guerreiro e rebelde. Na guerra de Tróia , se colocaram do lado dos troianos aliando-se a Príamo. Durante uma batalha, Pentessiléia, uma das rainhas que as Amazonas tiveram, travou uma luta corpo a corpo com Aquiles.

As Amazonas eram guerreiras, donas de armas, cavalos e com uma estrutura social própria. Foram imortalizadas na maioria das lendas por sua coragem de luta quando enfrentavam os homens que tentavam submetê-las. Independentes, viviam em ilhas ou perto do mar e frequentemente recebiam visitas de aventureiros. Algumas engravidavam deles mas somente ficavam com as filhas. Os filhos eram entregues ao pai.


Segundo uma lenda, as Amazonas eram filhas de Ares, deus da guerra, de quem teriam herdado a audácia e a coragem. O deus teria dado um cinturão para a rainha Hipólita como símbolo do poder sobre seu povo. O cinturão tem uma simbologia de transmitir força, poder e proteção, além do valor iniciático. A mais célebre luta das Amazonas aconteceu com o herói Hércules quando ele raptou a amazona Hipólita, provocando a guerra das Amazonas contra Atenas.

O país das Amazonas país era a Trácia, lugar de clima rude, rico em cavalos e percorrido por populações violentas e guerreiras. Segundo alguns, teriam fundado a cidade de Mitilene, na Ilha de Lesbos, terra da poeta Safo. Outros dizem que sua morada ficava em Éfeso, onde fundaram um templo dedicado à Ártemis, divindade virgem que percorria campos e florestas, considerada protetora das Amazonas.



As Amazonas são comentadas desde o início da Idade Antiga. Sua origem histórica tem seus primeiros registros na ilha de Creta, no Mar Egeu, junto à civilização Minóica por volta de 5.000 ou 4.500 a.C. Os indícios arqueológicos mostram esse povo, em seu tempo inicial, como uma sociedade atrasada, benm como a de todos os povos da época, salvo o Egito e as grandes cidades-estados da região da Mesopotâmia. Nessa época, percebe-se, nitidamente, um salto cultural que trazem os minóicos, de imediato, a condição de uma sociedade civilizada com padrões tecnológicos mais que avançados para a época, tais como, o domínio do bronze, a construção de palácios suntuosos, casas de pedra com portas e janelas, crescimento ordenado e planejado das cidades, templos megalíticos para cultos religiosos etc.


Os vestígios das amazonas são encontrados inclusive no Brasil, um exemplo é a origem do nome do rio Amazonas, os homens brancos ficaram assustados ao verem mulheres cavalgando animais selvagens com a mesmo destreza dos cavaleiros, por isso deram o nome ao rio de Rio Amazonas. E também na cultura indígena Xingu, onde uma vez por ano, no ritual em honra a deusa-Mãe Natureza. 

 Em 1997, a revista New Scientist publicou um artigo da investigadora Jeannine Davis-KimbaIl que refere a descoberta, na Rússia, de várias sepulturas de mulheres. A identificação destas mulheres como sendo amazonas foi feita a partir das armas com que estavam sepultadas e de ferimentos causados pelo uso de armas, como pequenos punhais e espadas com que estavam enterradas. 

Na Lesbia Magazine de Janeiro de 1999, lemos que nas margens do rio Dom se encontraram montículos funerários, com 2400 anos, onde estavam vinte e um túmulos de mulheres enterradas com as suas armas. E recentes descobertas na Hungria e na China vieram enriquecer a teoria da existência real das Amazonas.


“Escavações arqueológicas confirmam a descoberta de fósseis de mulheres armadas para a guerra nas planícies junto ao Mar Negro. Nas 150 tumbas do século 5° aC encontradas em 1996 nas estepes do sudeste da Rússia, perto de Pokrovka, encontram-se enterradas guerreiras com armamento militar. Na Turquia, a mesma coisa, com a primeira identificação anatômica. Na Grécia, "o" maior herói nacional é rainha amazona que venceu o Império Islâmico.” 

Em setembro de 2000, o Museu de Londres anunciou uma descoberta surpreendente arqueológico que recebeu em todo o mundo a atenção da mídia e, posteriormente, provocou intenso debate no seio da comunidade acadêmica. Os estudiosos revelaram que o túmulo de um gladiador suposto, que remonta ao primeiro século dC, havia sido desenterrado na área da Grande Londres. Estudiosos do museu sugeriu que apenas um túmulo outro similar, em Trier, na Alemanha. No entanto, não foi a raridade do achado que chamou a atenção do mundo, nem o fato de que o túmulo foi supostamente o de um gladiador. Para a surpresa de todos, os restos quebrados e queimados deste túmulo provou ser de uma mulher. Assim, o Museu de Londres sugere que esses restos foram os primeiros já encontrado de um gladiador do sexo feminino. 


Um cartógrafo desconhecido, no mapa de 1770, localiza a "Terra das Amazonas" no norte da Sarmatia Asiática, baseado em pesquisas na literatura grega.

Todos os arqueólogos e historiadores são unânimes em apontar a origem da tribo das mulheres guerreiras: a grande Cordilheira do Cáucaso, próxima ao Mar Negro, região hoje ocupada por Armênia, Azerbaijão, Geórgia e Rússia. Há 5500 anos, aquela área ainda era um celeiro (melhor seria dizer vespeiro) de povos bárbaros tão primitivos que nem tinham língua escrita, vivendo principalmente da caça, em culturas matriarcais, como as amazonas e os gargareans, sauromatians, albanianos e cimérios (sim, o povo de Conan).Havia tribos com soldados homens e mulheres. Os antigos gregos chamavam o sistema deles de "Ginocracia" (sociedade regida por mulheres). Inventaram o machado de guerra, arma de dois gumes iguais, usado por homens e mulheres, representando a igualdade. O historiador grego Heródoto (485 - 420 a.C.) já descrevia aquela região como "inóspita, intimidadora, sempre á sombra das montanhas e com o céu coberto de neblina; um lugar onde só os extremamente fortes sobrevivem; uma terra de trevas e noite eterna. 


"A forma física delas era bem desenvolvida" diz a arqueóloga Jeannine Davis-Kimball. "Nós vemos isso nas tumbas. Nós encontramos mulheres extremamente fortes, realmente poderosas. Todos os indícios apontam que elas desenvolviam muito a musculatura exercendo a caça. O ambiente rústico (rus, em grego) exigia muito esforço para sobreviver nessas condições. E elas eram grandes.A maioria dos esqueletos adultos têm cerca de 1,90 metro de altura, o que as tornava 25 centímetros mais altas que a média dos homens gregos do Peloponeso na época. Muitas tinham mais de 2 metros. A superioridade física delas nas batalhas devia ser descomunal. Uma explicação para essa diferença física é que elas sempre escolhiam ter filhos com os guerreiros mais altos, grandes e fortes. Assim, as Amazonas também foram a primeira cultura a praticar deliberadamente a eugenia (em grego, seleção genética)"."Imagine o espanto dos soldados gregos ao deparar com um inimigo assim. Para eles, seria como encontrar um ser mitológico na vida real. Se alguém sobrevivesse para contar a estória, ninguém acreditaria. Só vendo os corpos das guerreiras, quando encontravam, pois elas sempre levavam as soldadas mortas consigo. De qualquer jeito, nenhum homem ia admitir que perdeu uma luta para uma mulher.

Uma Amazona tem orgulho de si, da sua tribo, e de tudo que ela faz e, assim, aspira a um nível de excelência pessoal tanto na aptidão física quanto mental no caminho que escolher, embora mantenha sempre em mente que orgulho excessivo é uma fraqueza incapacitante.






quinta-feira, 1 de março de 2012

CERRIDWEN


Cerridwen / Ceridwen / Caridwen - Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.

Sua história vem do País de Gales medieval e se encontra escrita em "The Mabinogi” (1977) de Patrick K. Ford. 


Seu aspecto caracterizado em corpo de uma velha, representa o conhecimento de todos os mistérios que só a idade e a experiência podem proporcionar. Ela é a Deusa que devemos reverenciar nos momentos de dificuldades e anulação de qualquer tipo de malefício. Ela é a Deusa do caos e da paz, da harmonia e da desarmonia.

Deusa da lua, dos grãos, da natureza. A porca branca comedora de cadáveres representando a Lua. Associa-se a morte, a fertilidade, a inspiração, a astrologia, as ervas, os encantamentos, o conhecimento...

Cerridwen é uma deusa celta e seu culto era mais representativo no País de Gales. Era a "senhora do caldeirão" e representa a poção da vida e da morte. O caldeirão, seu maior símbolo representa a fertilidade e a regeneração, por isso também era deusa dos bosques e dos animais. Os rituais para era deusa eram feitos na lua minguante.


Para os galeses, Cerridwen é uma Deusa Tríplice (donzela, mãe e mulher idosa), cujo animal totêmico é uma grande porca branca. Ela é a mãe que conserva todos os poderes da sabedoria e do conhecimento. É ao mesmo tempo Deusa parteira e dos mortos, pois o mesmo poder que leva as almas para a morte, traz a vida. De seu ventre parte toda a vida e a vida provém da morte. Do interior de seu caldeirão emanam porções, com as quais Cerridwen comanda a sincronicidade de todo o Universo e intervém nos assuntos humanos para auxiliar seus adoradores.

Na mitologia galesa, a história de Taliesin e Cerridwen nos oferece um exemplo de renascimento, após a luta mágica de transformação da Deusa Cerridwen e Gwion, onde Gwion torna-se um grão de trigo e Cerridwen, sob a forma de uma galinha, engole-o, resultando no seu renascimento em Taliesin.



As energias masculinas e femininas convergem na concepção e no momento da criação. É o bailado coreográfico destas energias que formam a base para o equilíbrio e a harmonia do nosso universo. A tradição Druida explica que todo o aspecto feminino tem um aspecto masculino complementar.

Cabe também acrescentar que, Cerridwen vivia ao lado do lago e era encarregada do caldeirão do renascimento, Morgana era a Senhora do Lago que leva Artur de barco à um local nas proximidades de Avalon, com intuito de curar suas feridas.

Na tradição galesa, o caldeirão do renascimento é associado com Ceridwen, deusa do grão e da inspiração, a suprema iniciadora e senhora dos mistérios. Nele ela ferve a poção iniciadora, a fonte de todo conhecimento. Em sua função de guardiã da sabedoria, ela pode assumir formas assustadoras, com o propósito de inculcar responsabilidade pelo conhecimento e seus usos.

A simbologia o torna uma ferramenta de transformação, mas também como a imagem do ventre materno. Acredita-se que o caldeirão é capaz de transforma a base material em espiritual, a mortal em imortal e de formar a bebida da imortalidade e inspiração.



Relata a lenda que Ceridwen, esposa do nobre Tegid do norte de Gales, tinha uma filha, que era a mulher mais linda do mundo, e um filho terrivelmente feio. Pensando em compensá-lo por sua feiura, Ceridwen usa sua magia para preparar a “poção da inspiração e de toda sabedoria”, no intuito de torná-lo o sábio vidente mais famoso de todos os tempos.

Para tanto, durante o ano ela colhe flores, folhas e ervas, que cozinha em seu caldeirão. Um ano e um dia fervilha a poção no caldeirão mágico de Ceridwen, quando três gotas respingam no dedo do jovem ajudante Gwion, encarregado de manter o fogo aceso. Como reflexo, ele põe o dedo na boca. As três gotas da poção mágica foram suficientes para que diante dele se abrissem passado, presente e futuro, incluindo o conhecimento do perigo que lhe advinha da própria Ceridwen, assim que esta soubesse do ocorrido.

O caldeirão tem sua base mitológica na tradição celta. O vaso de prata era chamado de "Caldeirão de Regeneração". O sangue despejado dentro dele devia formar uma bebida regeneradora ou um banho. Também está registrado que o caldeirão deveria ferver até que produzisse "três gotas da graça da inspiração", desta forma é conhecido como o Caldeirão da Inspiração", produzindo uma bebida semelhante ao "soma".

Deixando pra trás o caldeirão fervente, ele fugiu na forma de um coelho, um peixe, um pássaro, mas a deusa-mãe o perseguiu como cachorro, lontra e falcão. Finalmente Gwion se reduz a um grão de trigo, mas é engolido por Ceridwen transformada em galinha preta. Ela engravida e o traz ao mundo como um menino tão bonito, que ela não é capaz de matá-lo. Em vez disto, ela o esconde num saco de couro e o joga ao mar, de onde é pescado pelo nobre Elffin, “o sem sorte”, na véspera de Beltane, de quem recebe o nome de Taliesin.


Mas o de Ceridwen não é o único caldeirão da mitologia celta. Quando chegaram à Irlanda, as tribos da Deusa Dana (os Thuata Dé Danaan), mãe fecunda, geradora divina de todos os deuses irlandeses, trouxeram consigo a religião, a ciência, a profecia, a magia e, principalmente, quatro talismãs, entre eles o caldeirão de Dagda, o Deus Bom. Conhecido por sua abundância, o caldeirão de Dagda incessantemente produz a comida mais requintada e a bebida mais saborosa. Diz-se que ninguém se afasta insatisfeito deste caldeirão inesgotável e benéfico.

Já na tradição bretã, a assimilação do cristianismo trazido pelos romanos transformou o caldeirão no Santo Graal, afirma-se que no Graal havia uma fusão do caldeirão mágico do paganismo celta e do cálice sagrado do cristianismo, com os produtos tornados místicos e gloriosos,o cálice capaz de regenerar a terra devastada, desde que o cavalheiro que o encontrasse tivesse um coração puro e fizesse a pergunta apropriada, façanha que coube a Gawain, Cavalheiro da Távola Redonda. A pergunta correta a ser feita era: “A quem deve ser servido este copo?”


Cerridwen chega em nossas vidas anunciando um tempo de morte e renascimento. Quando algo está para morrer, devemos permitir que se vá para que algo novo possa nascer. Não devemos encarar a morte como um fim, mas um renascimento A nossa presença aqui é tão pungente! A pequena faixa de claridade que chamamos nossa vida está suspensa na escuridão de dois desconhecidos. Há a escuridão do desconhecido, na nossa origem. Emergimos subitamente desse desconhecido e inicia-se a faixa de claridade denominada vida Depois, há a escuridão do fim, quando desaparecemos mais uma vez de volta ao desconhecido.

A totalidade só é conquistada no momento que dissermos sim e dançarmos com a morte e o renascimento Cerridwen diz a você que sempre receberá de volta o que der a ela, portanto entregue-se e renascerá.


Acima de tudo, celebramos , a poderosa Senhora celta da Sabedoria, a porca branca comedora de cadáveres, cujo caldeirão contém a passagem para os mistérios do Universo. A mais antiga forma da Deusa Tríplice, é ao mesmo tempo a Deusa da Fertilidade e da Morte, pois o mesmo poder que leva as almas para a morte, traz a vida. De seu ventre parte toda a vida e a vida provém da morte.

E então, quando a Lua não brilha no céu e a escuridão é nosso legado, devemos deitar oferendas a Ela, que também olha por nós em nossos momentos de trevas.

As oferendas tradicionais são o ovo, a maçã, o azeite e os bolos. Mas a fragrância de um incenso especialmente escolhido e a chama delicada de uma vela negra também são oferendas recomendadas.


A Lua Escura que não brilha no céu nos lembra de que nós também temos uma parte sombria. E, por isso, também celebramos nossa sombra, a porção terrível e destruidora que temos dentro de nós. Aproveitando a proteção aveludada da noite escura, podemos nos encontrar com a nossa sombra, não para duelar com ela, mas para convidá-la para uma dança sagrada de integração e plenitude. Dance então com a sua sombra, aceitando-a como parte de você e terminando a dança num abraço de êxtase que vai unir as duas metades de seu ser e tornar você completo. Desse modo, você lembra à terra sob seus pés e aos céus noturnos acima que você, assim como a Deusa, é feito de Luz e Sombra.

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