terça-feira, 6 de março de 2012

UMA PAUSA PARA "AS GUERREIRAS AMAZONAS"




A lenda das mulheres guerreiras ou Amazonas terá tido início com a batalha de Termodonte, quando os Gregos saíram vitoriosos da batalha contra essas estranhas mulheres. As que ficaram prisioneiras foram levadas nos navios, mas no mar alto elas revoltaram-se e dizimaram os homens. Ignorantes das artes de navegar andaram à deriva e chegaram ao Mar de Azov, onde habitavam os Citas.

As Amazonas conseguem de início roubar-lhes os cavalos, mas os Citas acabam vencedores. Só depois de verem os seus corpos inanimados os Citas se aperceberam que tinham estado a lutar contra mulheres. Estranha é a atitude deste dos Citas que, em vez de dizimarem as Amazonas, lhes proporcionam acampamentos junto dos jovens da tribo para «incentivar» o acasalamento para que nasçam homens guerreiros superiores fisicamente. Mas isto passou-se há mais de seis mil anos!




As Amazonas eram mulheres guerreiras que se estabeleciam em uma espécie de repúblicas femininas situadas inicialmente no Cáucaso e depois na Capadócia, às margens do rio Termodonte. Símbolo da mulher livre, repudiava o casamento porque era a única maneira da mulher de então dar sentido e valorizar sua vida. Se recusavam a obedecer ou submeter-se ao jugo e ao domínio masculino, almejando participar da vida pública por seus próprios méritos. Apenas uma vez por ano tinham contato com homens quando se dirigiam ao território vizinho dos gargareus com a finalidade precípua de procriar e assim dar continuidade a seu povo. As Amazonas quando davam à luz, somente mantinham entre si as crianças nascidas do sexo feminino.

Essas mulheres viveram no período chamado de Era de Bronze, onde a manufatura destas armas eram mais leves, permitindo um manuseio eficiente pelas mulheres. Além disso elas eram treinadas desde a infância na arte da guerra e da aniquilação. Com um intenso treinamento militar seus corpos se adaptaram ao uso de instrumento pesados, além do fato de as Amazonas escolherem os mais altos e fortes homens para gerar seus filhos,a chamada eugenia (seleção genética), tornando estas mulheres superiores em força e habilidade aos povos gregos.



 “Elas enlouqueciam os homens gregos, inspirando-lhes sentimentos contraditórios de raiva, admiração, medo, inveja e desejo. Rivais insuperáveis, adversárias imbatíveis e fêmeas inconquistáveis, só lhes restava imaginar fantasias. E esse desejo frustrado de conquista era desabafado na mitologia. Com um ou outro grande herói grego vencendo e desposando uma Amazona, mesmo temporariamente, a fantasia coletiva dos gregos era irreprimível. Mesmo Aquiles se apaixonou perdidamente pela rainha Pentesiléia, "de beleza tão divina mesmo após a morte" que ele até matou um companheiro grego que tentou maltratar o corpo dela. Os atenienses nos cemitérios militares faziam grandes homenagens póstumas nos túmulos das suas adoradas inimigas.” 


As Amazonas eram as integrantes duma antiga nação de guerreiras da mitologia grega. Heródoto as colocou numa região situada às fronteiras da Cítia, na Sarmácia. Entre as rainhas célebres das amazonas estão Pentesileia, que teria participado da Guerra de Tróia, e sua irmã,Hipólita, cujo cinturão mágico foi o objeto de um dos doze trabalhos de Hércules. Saqueadoras amazonas eram frequentemente ilustradas em batalhas contra guerreiros gregos na arte grega, nas chamadas amazonomaquias.

Na historiografia greco-romana, existem diversos relatos de incursões das amazonas na Ásia Menor. As amazonas foram associadas com diversos povos históricos, ao longo da Antiguidade Tardia. A partir do período moderno, seu nome passou a ser associado com quaisquer mulheres guerreiras em geral, e hoje, o termo é frequentemente utilizado para se referir a mulheres que montam a cavalo, participando em provas de equitação em destreza ou salto.


Quando o bebê tratava-se de um menino, este ou era executado, ou então devolvido a seu pai para ser criado em outras terras. Cultivavam o hábito de mutilar seu próprio seio direito para poder dessa maneira manejar com mais destreza suas armas, o arco e a lança. As Amazonas veneravam Ártemis com quem se identificavam e cujo culto foram as primeiras a instituir. Tomaram parte em diversos episódios da mitologia grega, sempre se distinguindo por seu espírito guerreiro e rebelde. Na guerra de Tróia , se colocaram do lado dos troianos aliando-se a Príamo. Durante uma batalha, Pentessiléia, uma das rainhas que as Amazonas tiveram, travou uma luta corpo a corpo com Aquiles.

As Amazonas eram guerreiras, donas de armas, cavalos e com uma estrutura social própria. Foram imortalizadas na maioria das lendas por sua coragem de luta quando enfrentavam os homens que tentavam submetê-las. Independentes, viviam em ilhas ou perto do mar e frequentemente recebiam visitas de aventureiros. Algumas engravidavam deles mas somente ficavam com as filhas. Os filhos eram entregues ao pai.


Segundo uma lenda, as Amazonas eram filhas de Ares, deus da guerra, de quem teriam herdado a audácia e a coragem. O deus teria dado um cinturão para a rainha Hipólita como símbolo do poder sobre seu povo. O cinturão tem uma simbologia de transmitir força, poder e proteção, além do valor iniciático. A mais célebre luta das Amazonas aconteceu com o herói Hércules quando ele raptou a amazona Hipólita, provocando a guerra das Amazonas contra Atenas.

O país das Amazonas país era a Trácia, lugar de clima rude, rico em cavalos e percorrido por populações violentas e guerreiras. Segundo alguns, teriam fundado a cidade de Mitilene, na Ilha de Lesbos, terra da poeta Safo. Outros dizem que sua morada ficava em Éfeso, onde fundaram um templo dedicado à Ártemis, divindade virgem que percorria campos e florestas, considerada protetora das Amazonas.



As Amazonas são comentadas desde o início da Idade Antiga. Sua origem histórica tem seus primeiros registros na ilha de Creta, no Mar Egeu, junto à civilização Minóica por volta de 5.000 ou 4.500 a.C. Os indícios arqueológicos mostram esse povo, em seu tempo inicial, como uma sociedade atrasada, benm como a de todos os povos da época, salvo o Egito e as grandes cidades-estados da região da Mesopotâmia. Nessa época, percebe-se, nitidamente, um salto cultural que trazem os minóicos, de imediato, a condição de uma sociedade civilizada com padrões tecnológicos mais que avançados para a época, tais como, o domínio do bronze, a construção de palácios suntuosos, casas de pedra com portas e janelas, crescimento ordenado e planejado das cidades, templos megalíticos para cultos religiosos etc.


Os vestígios das amazonas são encontrados inclusive no Brasil, um exemplo é a origem do nome do rio Amazonas, os homens brancos ficaram assustados ao verem mulheres cavalgando animais selvagens com a mesmo destreza dos cavaleiros, por isso deram o nome ao rio de Rio Amazonas. E também na cultura indígena Xingu, onde uma vez por ano, no ritual em honra a deusa-Mãe Natureza. 

 Em 1997, a revista New Scientist publicou um artigo da investigadora Jeannine Davis-KimbaIl que refere a descoberta, na Rússia, de várias sepulturas de mulheres. A identificação destas mulheres como sendo amazonas foi feita a partir das armas com que estavam sepultadas e de ferimentos causados pelo uso de armas, como pequenos punhais e espadas com que estavam enterradas. 

Na Lesbia Magazine de Janeiro de 1999, lemos que nas margens do rio Dom se encontraram montículos funerários, com 2400 anos, onde estavam vinte e um túmulos de mulheres enterradas com as suas armas. E recentes descobertas na Hungria e na China vieram enriquecer a teoria da existência real das Amazonas.


“Escavações arqueológicas confirmam a descoberta de fósseis de mulheres armadas para a guerra nas planícies junto ao Mar Negro. Nas 150 tumbas do século 5° aC encontradas em 1996 nas estepes do sudeste da Rússia, perto de Pokrovka, encontram-se enterradas guerreiras com armamento militar. Na Turquia, a mesma coisa, com a primeira identificação anatômica. Na Grécia, "o" maior herói nacional é rainha amazona que venceu o Império Islâmico.” 

Em setembro de 2000, o Museu de Londres anunciou uma descoberta surpreendente arqueológico que recebeu em todo o mundo a atenção da mídia e, posteriormente, provocou intenso debate no seio da comunidade acadêmica. Os estudiosos revelaram que o túmulo de um gladiador suposto, que remonta ao primeiro século dC, havia sido desenterrado na área da Grande Londres. Estudiosos do museu sugeriu que apenas um túmulo outro similar, em Trier, na Alemanha. No entanto, não foi a raridade do achado que chamou a atenção do mundo, nem o fato de que o túmulo foi supostamente o de um gladiador. Para a surpresa de todos, os restos quebrados e queimados deste túmulo provou ser de uma mulher. Assim, o Museu de Londres sugere que esses restos foram os primeiros já encontrado de um gladiador do sexo feminino. 


Um cartógrafo desconhecido, no mapa de 1770, localiza a "Terra das Amazonas" no norte da Sarmatia Asiática, baseado em pesquisas na literatura grega.

Todos os arqueólogos e historiadores são unânimes em apontar a origem da tribo das mulheres guerreiras: a grande Cordilheira do Cáucaso, próxima ao Mar Negro, região hoje ocupada por Armênia, Azerbaijão, Geórgia e Rússia. Há 5500 anos, aquela área ainda era um celeiro (melhor seria dizer vespeiro) de povos bárbaros tão primitivos que nem tinham língua escrita, vivendo principalmente da caça, em culturas matriarcais, como as amazonas e os gargareans, sauromatians, albanianos e cimérios (sim, o povo de Conan).Havia tribos com soldados homens e mulheres. Os antigos gregos chamavam o sistema deles de "Ginocracia" (sociedade regida por mulheres). Inventaram o machado de guerra, arma de dois gumes iguais, usado por homens e mulheres, representando a igualdade. O historiador grego Heródoto (485 - 420 a.C.) já descrevia aquela região como "inóspita, intimidadora, sempre á sombra das montanhas e com o céu coberto de neblina; um lugar onde só os extremamente fortes sobrevivem; uma terra de trevas e noite eterna. 


"A forma física delas era bem desenvolvida" diz a arqueóloga Jeannine Davis-Kimball. "Nós vemos isso nas tumbas. Nós encontramos mulheres extremamente fortes, realmente poderosas. Todos os indícios apontam que elas desenvolviam muito a musculatura exercendo a caça. O ambiente rústico (rus, em grego) exigia muito esforço para sobreviver nessas condições. E elas eram grandes.A maioria dos esqueletos adultos têm cerca de 1,90 metro de altura, o que as tornava 25 centímetros mais altas que a média dos homens gregos do Peloponeso na época. Muitas tinham mais de 2 metros. A superioridade física delas nas batalhas devia ser descomunal. Uma explicação para essa diferença física é que elas sempre escolhiam ter filhos com os guerreiros mais altos, grandes e fortes. Assim, as Amazonas também foram a primeira cultura a praticar deliberadamente a eugenia (em grego, seleção genética)"."Imagine o espanto dos soldados gregos ao deparar com um inimigo assim. Para eles, seria como encontrar um ser mitológico na vida real. Se alguém sobrevivesse para contar a estória, ninguém acreditaria. Só vendo os corpos das guerreiras, quando encontravam, pois elas sempre levavam as soldadas mortas consigo. De qualquer jeito, nenhum homem ia admitir que perdeu uma luta para uma mulher.

Uma Amazona tem orgulho de si, da sua tribo, e de tudo que ela faz e, assim, aspira a um nível de excelência pessoal tanto na aptidão física quanto mental no caminho que escolher, embora mantenha sempre em mente que orgulho excessivo é uma fraqueza incapacitante.






quinta-feira, 1 de março de 2012

CERRIDWEN


Cerridwen / Ceridwen / Caridwen - Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.

Sua história vem do País de Gales medieval e se encontra escrita em "The Mabinogi” (1977) de Patrick K. Ford. 


Seu aspecto caracterizado em corpo de uma velha, representa o conhecimento de todos os mistérios que só a idade e a experiência podem proporcionar. Ela é a Deusa que devemos reverenciar nos momentos de dificuldades e anulação de qualquer tipo de malefício. Ela é a Deusa do caos e da paz, da harmonia e da desarmonia.

Deusa da lua, dos grãos, da natureza. A porca branca comedora de cadáveres representando a Lua. Associa-se a morte, a fertilidade, a inspiração, a astrologia, as ervas, os encantamentos, o conhecimento...

Cerridwen é uma deusa celta e seu culto era mais representativo no País de Gales. Era a "senhora do caldeirão" e representa a poção da vida e da morte. O caldeirão, seu maior símbolo representa a fertilidade e a regeneração, por isso também era deusa dos bosques e dos animais. Os rituais para era deusa eram feitos na lua minguante.


Para os galeses, Cerridwen é uma Deusa Tríplice (donzela, mãe e mulher idosa), cujo animal totêmico é uma grande porca branca. Ela é a mãe que conserva todos os poderes da sabedoria e do conhecimento. É ao mesmo tempo Deusa parteira e dos mortos, pois o mesmo poder que leva as almas para a morte, traz a vida. De seu ventre parte toda a vida e a vida provém da morte. Do interior de seu caldeirão emanam porções, com as quais Cerridwen comanda a sincronicidade de todo o Universo e intervém nos assuntos humanos para auxiliar seus adoradores.

Na mitologia galesa, a história de Taliesin e Cerridwen nos oferece um exemplo de renascimento, após a luta mágica de transformação da Deusa Cerridwen e Gwion, onde Gwion torna-se um grão de trigo e Cerridwen, sob a forma de uma galinha, engole-o, resultando no seu renascimento em Taliesin.



As energias masculinas e femininas convergem na concepção e no momento da criação. É o bailado coreográfico destas energias que formam a base para o equilíbrio e a harmonia do nosso universo. A tradição Druida explica que todo o aspecto feminino tem um aspecto masculino complementar.

Cabe também acrescentar que, Cerridwen vivia ao lado do lago e era encarregada do caldeirão do renascimento, Morgana era a Senhora do Lago que leva Artur de barco à um local nas proximidades de Avalon, com intuito de curar suas feridas.

Na tradição galesa, o caldeirão do renascimento é associado com Ceridwen, deusa do grão e da inspiração, a suprema iniciadora e senhora dos mistérios. Nele ela ferve a poção iniciadora, a fonte de todo conhecimento. Em sua função de guardiã da sabedoria, ela pode assumir formas assustadoras, com o propósito de inculcar responsabilidade pelo conhecimento e seus usos.

A simbologia o torna uma ferramenta de transformação, mas também como a imagem do ventre materno. Acredita-se que o caldeirão é capaz de transforma a base material em espiritual, a mortal em imortal e de formar a bebida da imortalidade e inspiração.



Relata a lenda que Ceridwen, esposa do nobre Tegid do norte de Gales, tinha uma filha, que era a mulher mais linda do mundo, e um filho terrivelmente feio. Pensando em compensá-lo por sua feiura, Ceridwen usa sua magia para preparar a “poção da inspiração e de toda sabedoria”, no intuito de torná-lo o sábio vidente mais famoso de todos os tempos.

Para tanto, durante o ano ela colhe flores, folhas e ervas, que cozinha em seu caldeirão. Um ano e um dia fervilha a poção no caldeirão mágico de Ceridwen, quando três gotas respingam no dedo do jovem ajudante Gwion, encarregado de manter o fogo aceso. Como reflexo, ele põe o dedo na boca. As três gotas da poção mágica foram suficientes para que diante dele se abrissem passado, presente e futuro, incluindo o conhecimento do perigo que lhe advinha da própria Ceridwen, assim que esta soubesse do ocorrido.

O caldeirão tem sua base mitológica na tradição celta. O vaso de prata era chamado de "Caldeirão de Regeneração". O sangue despejado dentro dele devia formar uma bebida regeneradora ou um banho. Também está registrado que o caldeirão deveria ferver até que produzisse "três gotas da graça da inspiração", desta forma é conhecido como o Caldeirão da Inspiração", produzindo uma bebida semelhante ao "soma".

Deixando pra trás o caldeirão fervente, ele fugiu na forma de um coelho, um peixe, um pássaro, mas a deusa-mãe o perseguiu como cachorro, lontra e falcão. Finalmente Gwion se reduz a um grão de trigo, mas é engolido por Ceridwen transformada em galinha preta. Ela engravida e o traz ao mundo como um menino tão bonito, que ela não é capaz de matá-lo. Em vez disto, ela o esconde num saco de couro e o joga ao mar, de onde é pescado pelo nobre Elffin, “o sem sorte”, na véspera de Beltane, de quem recebe o nome de Taliesin.


Mas o de Ceridwen não é o único caldeirão da mitologia celta. Quando chegaram à Irlanda, as tribos da Deusa Dana (os Thuata Dé Danaan), mãe fecunda, geradora divina de todos os deuses irlandeses, trouxeram consigo a religião, a ciência, a profecia, a magia e, principalmente, quatro talismãs, entre eles o caldeirão de Dagda, o Deus Bom. Conhecido por sua abundância, o caldeirão de Dagda incessantemente produz a comida mais requintada e a bebida mais saborosa. Diz-se que ninguém se afasta insatisfeito deste caldeirão inesgotável e benéfico.

Já na tradição bretã, a assimilação do cristianismo trazido pelos romanos transformou o caldeirão no Santo Graal, afirma-se que no Graal havia uma fusão do caldeirão mágico do paganismo celta e do cálice sagrado do cristianismo, com os produtos tornados místicos e gloriosos,o cálice capaz de regenerar a terra devastada, desde que o cavalheiro que o encontrasse tivesse um coração puro e fizesse a pergunta apropriada, façanha que coube a Gawain, Cavalheiro da Távola Redonda. A pergunta correta a ser feita era: “A quem deve ser servido este copo?”


Cerridwen chega em nossas vidas anunciando um tempo de morte e renascimento. Quando algo está para morrer, devemos permitir que se vá para que algo novo possa nascer. Não devemos encarar a morte como um fim, mas um renascimento A nossa presença aqui é tão pungente! A pequena faixa de claridade que chamamos nossa vida está suspensa na escuridão de dois desconhecidos. Há a escuridão do desconhecido, na nossa origem. Emergimos subitamente desse desconhecido e inicia-se a faixa de claridade denominada vida Depois, há a escuridão do fim, quando desaparecemos mais uma vez de volta ao desconhecido.

A totalidade só é conquistada no momento que dissermos sim e dançarmos com a morte e o renascimento Cerridwen diz a você que sempre receberá de volta o que der a ela, portanto entregue-se e renascerá.


Acima de tudo, celebramos , a poderosa Senhora celta da Sabedoria, a porca branca comedora de cadáveres, cujo caldeirão contém a passagem para os mistérios do Universo. A mais antiga forma da Deusa Tríplice, é ao mesmo tempo a Deusa da Fertilidade e da Morte, pois o mesmo poder que leva as almas para a morte, traz a vida. De seu ventre parte toda a vida e a vida provém da morte.

E então, quando a Lua não brilha no céu e a escuridão é nosso legado, devemos deitar oferendas a Ela, que também olha por nós em nossos momentos de trevas.

As oferendas tradicionais são o ovo, a maçã, o azeite e os bolos. Mas a fragrância de um incenso especialmente escolhido e a chama delicada de uma vela negra também são oferendas recomendadas.


A Lua Escura que não brilha no céu nos lembra de que nós também temos uma parte sombria. E, por isso, também celebramos nossa sombra, a porção terrível e destruidora que temos dentro de nós. Aproveitando a proteção aveludada da noite escura, podemos nos encontrar com a nossa sombra, não para duelar com ela, mas para convidá-la para uma dança sagrada de integração e plenitude. Dance então com a sua sombra, aceitando-a como parte de você e terminando a dança num abraço de êxtase que vai unir as duas metades de seu ser e tornar você completo. Desse modo, você lembra à terra sob seus pés e aos céus noturnos acima que você, assim como a Deusa, é feito de Luz e Sombra.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

AS MULHERES GUERREIRAS CELTA


As mulheres celtas viveram por volta de 1.500 anos a.C., inicialmente, às margens do Rio Danúbio, na Alemanha, e depois se distribuíram pelo norte da Europa (Alemanha, Suíça, Suécia), Reino Unido (Irlanda, Inglaterra e Escócia), e para a Península Ibérica (Portugal e Espanha).

As mulheres de origem Celta eram criadas tão livremente como os homens, A elas era dado o direito de escolherem seus parceiros e nunca poderiam ser forçadas a uma relação que não queriam. Eram ensinadas a trabalharem para que pudessem garantir seu sustento, bem como eram excelentes amantes, donas de casas e mães.

A primeira lição era: “Ama teu homem e o segue, mas somente se ambos representarem um para o outro o que a Deusa Mãe ensinou: amor, companheirismo e amizade.”



Todas as mulheres celtas eram temidas por seus oponentes, pois elas eram treinadas ao manejo das armas, mas também amavam seus filhos com muita paixão e para defendê-los, golpeavam e matavam selvagemente seus inimigos. Suas ações eram tão fulminantes, que se dizia que todas elas se convertiam em uma espécie de catapulta. Pode-se mesmo afirmar, que essas mulheres, protegidas da Deusa, manifesta em seu aspecto mais terrível, as convertiam em inimigas invencíveis.

As batalhas sangrentas, como as realizadas pela rainha vermelha Boudicca, nos dão uma idéia de como é feroz a essência de toda a mulher quando sua prole é ameaçada. E não é o que ocorre em nossos dias? A agressividade da mulher está manifesta no mundo laboral, em sua eficácia produtiva, se tornando uma lutadora no mundo dos homens. Ainda hoje, luta com máxima ferocidade, contra a honra e respeito perdidos, buscando a igualdade de direitos e deveres.



Nosso retorno à Deusa é importante para toda a mulher que busca a totalidade. Toda a mulher que encontrou o sucesso no mundo atual, teve que sacrificar seus instintos e sua energia feminina, pois vivemos em uma sociedade patriarcal. Sociedade essa, que para disciplinar os instintos e atingir o estado heróico, matou e dividiu em pedaços a Deusa para retirar-lhe toda a potência.

O retorno à Deusa, nada mais é do que uma reconexão com a nossa feminilidade, ou seja, um reencontro com a nossa "mãe", que foi silenciada muito antes de nascermos. Infelizmente, quase todas as mulheres, em virtude da cultura patriarcal, foram criadas sob a orientação e vigilância de autoridades abstratas e coletivas e acabaram por alienar-se da sua base feminina e da mãe pessoal, que freqüentemente é por elas considerada fraca e irrelevante. Mas, é para estas mulheres que este retorno é mais necessário, pois sem ele jamais elas serão completas. 



Antigas lendas falam de mulheres sábias, médicas, legisladoras, druidesas, poetisas, indicando que as mulheres ocuparam essas posições dentro da sociedade. Tampouco eram excluídas do privilégio da educação, pois existem numerosos registros a respeito. Também houve mulheres que governaram e esposas de governantes muito populares, assim como também guerreiras. Podiam ainda, ostentar o mando militar, como foi a caso de Boudicca, a Rainha e Capitã da tribo dos Iceni britânicos, cujas ações bélicas foram consideradas as mais sangrentas realizadas pelos celtas.

Quanto as druidesas, embora muitos autores negam a sua existência é por não terem sido mencionadas por alguns historiadores da época como Júlio César, que nunca chegou até as ilhas, de onde provinham todos os relatos acerca das sacerdotisas. Entretanto, Pomponio Mela faz um relato sobre elas quando acompanhou Adriano até as ilhas britânicas: "havia na alta Caledônia mulheres sacerdotisas chamadas Bandruidh que, igual aos druidas varões estão divididas em três categorias..." e segue detalhando sobre o lugar que ocupavam na sociedade e as funções que exerciam.




As lendas nos narram episódios onde mulheres druidas eram relevantes na história, assim: Gáine como uma chefe druida, Aoife ou Aife, irmã de Deusa Scâthach, que com sua varinha converte em cisnes os filhos de Lyr. A Biróg, outra druidesa, que ajudou Cian a conhecer Eithlinn, feito muito relevante na mitologia celta irlandesa, pois dele nasceria posteriormente Lugh.

Muito embora a mulher celta fosse uma guerreira, ela se preocupava com a aparência. Trançava os cabelos, usava muitos adornos e até pequenos sinos em suas roupas para atrair a atenção do sexo oposto. Forte, mas feminina, pois sabia que era a única do gênero humano que podia dar vida. Sem descendência, não haveria família, nem clã, nem tribo. Com escassa descendência, sua tribo se tornaria menos numerosa, possuindo menos recursos, menos mãos para o cultivo e para guerra.



Sabemos que foi através da Mulher que os povos Celtas se organizaram. Algumas mulheres, sentindo em si mesmas o Espírito dos seus Ancestrais e dos Deuses divulgaram essa Mensagem tornando-se Voluspas. Leitora do Oráculo e seu eco místico, a Mulher tornou-se legisladora e, com isso, poderosa: a voz da Voluspa era a voz Divina que vinha do ventre da Terra e ecoava por todo o sistema cósmico.Forte, o Oráculo da Voluspa era Lei Geral. Código de Honra. 

Os celtas viviam em uma sociedade harmônica, que não era nem matriarcal, nem patriarcal, ou seja, as tarefas e as responsabilidades na aldeia eram realizadas de forma complementar - dentro do que seriam os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade (observação pessoal).

- Os homens utilizavam sua energia masculina relacionada com a razão e a força física, basicamente, para fazer ferramentas, caçar e defender a aldeia, enquanto que as mulheres empregavam a energia feminina da intuição na manipulação dos alimentos e medicamentos, como também na arte de curar.
- O homem era representado pelo sol, pelo dia, o claro e a capacidade de prover; e a mulher pela lua, a noite, que acolhe, acomoda e acalanta.
- Não havia a imagem rígida do "certo" ou "errado", mas posturas diferentes de vida, sabendo que cada um é responsável pelos seus atos, que tudo tem "os dois lados da moeda" e que o próximo devia ser respeitado.



- Os casais se uniam de acordo com sua livre escolha, sem dogmas ou obrigações e da mesma forma se separavam quando desejassem.
- Não havia o conceito de "posse" ou de domínio, nem de dualidade entre casais, mas sim o conceito de complemento.
- As mulheres eram muito respeitadas porque "sangravam" todo mês e não morriam, enquanto que o mesmo não acontecia com os homens, que voltavam feridos do campo de batalha. Também porque elas eram capazes de dar cria a seres pequenos.
- O Deus-chifrudo era a representação de um grande caçador, que havia caçado o maior e mais forte alce e usava a galha (chifre) deste animal como exibição de força e poder.
- Batizavam suas crianças com rituais de entrega do ser pequenino aos deuses para pedir proteção e ofertar a esta criança as características do deus/deusa escolhido(a).
- Casavam-se celebrando a junção de duas almas que se escolheram para compartilhar os sentimentos que nutrem uma pela outra.
- A dor era respeitosamente chamada de "Mãe-Dor", sendo compreendida como uma forma de ajudar a pessoa a crescer.



Os celtas viviam próximos à floresta, eram caçadores e agricultores.
- Observavam e estudavam as pedras, as plantas (ervas), as fases da lua, a influência que exerciam em suas vidas e tinham assim um bom relacionamento com a água, com o fogo, com a terra, com os animais e os elementais (espíritos da natureza).
- Realizavam festas, com danças, músicas e rituais, para comemorar fases da lua, estações do ano, boa colheita, chegada das chuvas, entre outras, as quais costumavam durar do poente ao nascente.
- Pão e vinho: eram utilizados nas refeições simbolizando as bênçãos que a terra dá.

 As mulheres sobreviventes, de tanto serem perseguidas, infiltraram-se na floresta em busca de proteção e lá reunidas puderam aperfeiçoar e preservar seus conhecimentos.
- Algumas destas mulheres eram uma ameaça para o alto clero católico, por não aceitarem submeter-se aos conceitos da Igreja, e em função da sua sabedoria popular, da capacidade de cura e de adivinhações, entre outras qualidades, e "poderes psíquicos" que demonstravam e, por isso, foram aprisionadas e condenadas à fogueira.
- Em função desta perseguição, preferiram reunir-se secretamente e preservar seus conhecimentos utilizando-se de símbolos. 



A sociedade celta sempre reservou à mulher um lugar de honra, e nos melhores momentos irlandeses - épicos ou mitológicos - lá onde o paganismo se manteve mais forte, ela aparece como poetisa encarregada das profecias e mágicas. Era livre, dona de seu destino. Mas, com a romanização e a cristianização, foi transformada em bruxa, sendo-lhe imputados todos os aspectos inferiores da magia.
Pertencia, porém, em um certo tempo, à uma sociedade de transição entre o matriarcado - onde a mulher era vista por sua função criadora, como um ser mágico, uma divindade - e o patriarcado - onde o homem, ciente de sua participação ativa no ato da fecundação, passa de inferior ou igual à superior à mulher.



Temos de ter essa visão clara em mente, até para podermos apreciar ainda mais uma sociedade que, em plena turbulência militar da Idade do Ferro, onde valores masculinos como coragem e força eram vitais, mesmo assim fomentou a igualdade entre os sexos de forma bastante acentuada. Ainda que a sociedade celta jamais tenha sido 'matrifocal' como querem alguns, a mulher celta era muito mais respeitada do que as mulheres de culturas ditas "civilizadas" como a grega e a romana. 



"Jamais permitas que algum homem te escravize, nascestes livre para amar e não para ser escrava.

Jamais permita que você mesma perca a dignidade de ser MULHER!!! 



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O CAMINHO DE AVALON



"Avalon estará sempre ali para todos os que puderem buscar o caminho, por todos os séculos e além dos séculos. Se não puderem encontrar o caminho de Avalon, isso talvez seja um sinal de que não está prontos pra isso. " 


O nome de Avalon tem origem no deus Celta Avalloc.
Avalloc tem seu status incerto, mas é descoberto que ele era pai da Deusa Mordon, é ocasionalmente mencionado como rei do reino do outro mundo ou de Avalon.
Em Avallon tudo vivia em Harmonia com a natureza e o seu ritmo natural. Seus rituais seguiam as estações do ano e os ciclos da lua. As sacerdotisas conheciam os mistérios e as forças da natureza, conheciam a magia, sabiam as ervas certas para cada tipo de problema ou até mesmo cura, sabiam os mistérios do céu e das estrelas, apaixonados pela musica e pela arte.


Nossa jornada se inicia na busca interior dos segredos adormecidos dentro de nós. A mente é o começo, nossas atitudes o resultado final e a percepção, que vai além da lenda e do mito, os elementos fundamentais para a nossa evolução espiritual. 

Em tempos existiu uma ilha de naturezas verdejantes onde a paz se fazia sentir onde permanecia a escola dos mistérios..

Ensinava a antiga tradição e mantinha a glória das Deusas e dos Deuses viva...

Lá se desenvolviam os sentidos e os mistérios, lá se guardavam sabedorias e mantinham os segredos vivos, mas escondidos.. 



A ilha sagrada de Avalon é linda e serena, mas somente para aqueles que preservam a sinceridade no coração. Além das brumas, a madrugada esmorece para dar lugar ao nascer do Sol e finalmente, a inspiração sagrada dos Deuses emerge através do tempo.

Avalon sempre existiu... Uma terra de amor e beleza, onde viver era simples como respirar. As pessoas corriam livres pelos campos e de nada se arrependiam, pois não havia motivos para ser aquilo que não se era. Poucos ainda se lembram dos campos floridos e das flores que vibravam em outras tonalidades.

As brumas se elevam e nos trazem recordações de um tempo distante... Nossos ritos eram sagrados, porque assim nos foi ensinado. Lá, não havia tradições nem contradições, só havia o amor. Simples como acordar e olhar o céu, sereno como contemplar o brilho das estrelas e como reverenciar o Sol e a Lua.

A Lua, sim, ela era mais límpida, como os nossos corações. Muitos estão aqui hoje, mas poucos se lembram, apenas sentem saudades do lugar. Avalon se foi apenas por ser bela, ninguém entende. Virtudes hoje são defeitos.

Mas onde está o caminho que nos leva de volta? Não sei, mas ainda está lá! 



O véu da maldade encobriu tudo e as ervas daninhas cercaram todo o caminho em volta. Por que o desespero? Você escolheu viver em um mundo que não era seu. Mas Avalon ainda existe... Linda e serena.

Sinceridade é a verdade que não se esconde e nem se encobre. Você sabe porque já sentiu, mas mentiu e renegou suas origens, como muitos que escolheram o mundo das ilusões.

Avalon se foi, triste por mais um filho que perdeu. Como se enganam os que não acreditam. Não é apenas uma lenda, é um fato!

Alguns já sabem e estão voltando. Dura realidade, o coração não entende, se ilude, ama, mas não vai realmente atrás daquilo que se quer. Tudo em nome do ter antes de ser. Mas a vida empurra e a alma finalmente se liberta.



Uma lenda que está muito além das brumas do tempo... Mas como alcançá-la? Para aqueles que estão centrados na fé, basta apenas olhar dentro de si e buscá-la nos seus mais nobres sentimentos.

O Templo de Avalon é o corpo que guarda a alma ancestral, o caminho que nos leva direto a misteriosa Ilha das Maçãs, ou seja, o caminho da verdade infinita que está dentro de cada ser.



Avalon deve muito de seu mistério às lendas celtas que consideram uma porta de passagem para outro nível de existência. Uma existência povoada de magia e amplitude espiritual. Também era chamada de “Ynis Vitrín” ou ilha de vidro, onde seres mágicos, isolados do mundo mortal, desfrutam a eternidade. Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon 

Avalon é o despertar natural da consciência. A fonte inesgotável de sabedoria da tríplice divina da Deusa: a Donzela, a Mãe e a Anciã. O reencontro dos Deuses dentro do nosso templo sagrado. 



Avalon, para quem ainda a procura, é a viagem ao coração. É conhecida também como o "Céu de Artur", uma ilha do amor incondicional, onde tudo se harmoniza com a transmutação da energia luminosa do amor. Avalon é um reino interior. É a maravilhosa essência do verdadeiro ser nascendo a cada dia em nosso interior. É a nascente do amor no íntimo. E Morgana é a fada que nos faz refletir sobre tudo isso, pois foi ela, com todo seu amor, empregou todas as suas artes para curar as feridas de Artur.
A jornada dos homens e mulheres pela vida assemelha-se à jornada épica de muitos mitos. O herói que busca a verdade, poder ou amor reflete-se em nós, que buscamos o significado da vida e os tesouros, como o amor, que dão razão à vida. No entanto, cada um deve descobrir seus elementos de busca pessoais. 



Avalon, a terra dos Deuses, a ilha das maçãs... Reino perfeito de amor e beleza, a busca constante de todo o ser humano que, apesar de todas as desilusões, ainda tem a esperança de fazer deste mundo uma lenda real, ou seja, um lugar melhor para se viver.

Em Avalon havia suas deusas e deuses, vivia em harmonia com a natureza, ao seu ritmo, seguindo as mudanças das estações do ano, os ciclos da lua com seus antigos rituais.

Viviam lá as Sacerdotisas da Lua e aprendizes dos mistérios e forças da natureza, conheciam a magia, as ervas para curar, os segredos do céu e das estrelas e a música principalmente... 


Avalon é uma ilha mágica escondida atrás de uma impenetrável bruma. A menos que a bruma se abra, não tem como encontrar o caminho até a ilha. Mas se você não acreditar que a ilha existe, a bruma não se abrirá. Avalon representa o mundo além do que vemos, o sentido milagroso das coisas, o reino encantado que conhecemos quando criança. Nosso ser infantil é quem realmente somos, e o que é real não vai embora. A verdade não deixa de ser verdade simplesmente porque não a estamos vendo. O amor fica meramente nublado ou cercado por brumas mentais. Avalon é o mundo guiado pelo amor, que pode ser facilmente recuperado porque a percepção é uma escolha. Um milagre se constitui de uma brecha nas brumas, uma mudança de percepção, um retorno ao amor.


Para adentrarmos dentro da ilha sagrada de Avalon, basta respirar fundo, esvaziar a mente de todo e qualquer pré-julgamento, invocando a emoção e a razão dos nossos Antigos Deuses. E, diga apenas:

“Que as brumas novamente dêem passagem ao filho de Avalon, que retorna de sua longa jornada, ao plano de luz e beleza maior.


Para muitos estudiosos a Glastonbury de hoje antigamente era a mística Ilha de Avalon.

Cada vez mais pesquisadores vão a Glastonbury e cada vez mais esta comprovada a existência da Ilha de Avalon. Apesar de tanta repreensão e de tentarem manipular os seguidores da grande Mãe, Deusa da Natureza, a religião e os seguidores dela não deixaram que ela morresse e ainda permanece hoje no coração daqueles que conhecem a sua verdadeira identidade. Apesar de os rituais e dos poucos seguidores ela continua viva e cada vez mais escutaremos o seu nome.








quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

COISAS DE BRUXAS E BRUXOS



Reza a Tradição que cada ser humano recebe um dom da Deusa quando do seu nascimento.

Este dom se manifesta como um grande sonho; E é tarefa de cada um, sonhar o seu sonho, deixar que seu sonho se manifeste livremente, para que seu dom se manifeste, ou seja, para que o destino se cumpra.

Negar a natureza do seu sonho é negar a natureza do seu dom.

Negar a natureza de seu sonho é transforma lo num pesadelo que perseguirá implacavelmente o indivíduo.

Desta forma seu dom se tranformará em uma maldição e assim mesmo o seu destino se cumprirá.

A visão de mundo dos antigos ocultistas, que ensinavam aquilo que é perene, é TRADICIONAL para nós, por isso, UNO. Por isso somos bruxos tradicionais.

Nossa marca é visível aos olhos de nossos iguais. Quem não enxerga ela, não pode provar que ela não existe, e podemos facilmente desmascarar alguém que se passe por um de nós, principalmente por aquilo que ele escreve e pensa.


Não queremos reviver a bruxaria, uma vez que ela nunca morreu para nós, mas sim continuar seu legado através de nossa linhagem sanguínea e espiritual.

Não temos porque erguer a bandeira do paganismo, uma vez que não defendemos uma era, mas sim fazemos um egresso, seja na era que for.

As Bruxas e os Bruxos não se veste de bandeiras nem religiões, quem a veste dessa forma são as pessoas que querem ser bruxas sem o ser de fato.

Se alguém perguntar quem sou, diga que sou a filha da noite, que fala de amor, que fala do vento e se esquece do tempo...

Se alguém perguntar onde vivo, diga que vivo nas brumas que sabe do amor que conhece o desejo e Sonha sem pudor...

Se alguém perguntar por onde eu ando, diga que ando pela noite, pela lua e que nela me perco, desapareço, esqueço...

E se alguém perguntar como sou, diga que sou louca, apaixonada, que ama a magia do se entregar por inteiro, sem limites, sem freios a magia da vida.

Se alguém perguntar meu nome, sou a bruxa

Nascer bruxa é reconhecer-se bruxa desde cedo e deixar seu dom fluir como as águas, independente do berço, da bandeira religiosa, e do sexo.

Uma vez aberta as comportas de uma represa, não tem como voltar a água para traz!


Deixando descendentes que transmitiram a semente às novas gerações, assim como tudo na natureza é mutável, assim como são em todos os anos, as estações, e as estações reencarnam como nós também reencarnamos e nos dirigimos aos nossos iguais. As estações não são pagãs nem cristãs, nem mulçumanas, nem judaicas, elas são fluxos da natureza, assim como nós, e estamos todos interligados, e tradicionalmente não precisamos ditar regras de controle, apenas podemos deixar a Arte Bruxa fluir como nossos antepassados fizeram.

A Arte Bruxa vive em nós e em tudo, não precisamos gesticular igual, vestir roupa igual e pensar igualmente, cada ser humano é um ser ímpar, com pensamentos próprios, gestos próprios e gostos próprios, e isso deve ser preservado em sua individualidade. Nós não somos um povo que viveu numa única ilha do mundo, nós estamos em todos os lugares, e em nós, flui a tradição.


Temos algo chamado consciência. Outra coisa chamada responsabilidade. Respeitar o livre-arbítrio não é uma "lei" da Bruxaria, mas é um código ético que a maioria das Bruxas respeita. Não há de fato como saber exatamente o que é certo e o que pode ser errado, mas temos certos parâmetros pessoais que moldam nossas atitudes.

O fato é que a Grande Arte, também conhecida como a filosofia ou religião (para muitos) da Grande Mãe não impõe a ninguém um procedimento, uma atitude única. A bem da verdade, ela é ampla e nos permite agir de acordo com os nossos príncipios, contudo, nos lembra sempre da verdade maior “não faça ao outro aquilo que você não gostaria que fizessem à você”…

É claro que aprendemos a respeitar os anciãos que tem muito a nos ensinar, como: a semear, a colher, a ouvir nosso interior, a nos conhecer e acima de tudo, observar que a terra (Gaia) é nosso lar, mas não é apenas nosso, é de todo ser vivo que tem direito a vida tanto quanto nós.


Bruxas e Bruxos acreditam e aceitam a Lei Tríplice, que determina que um ato sempre tem a resposta em efeito bumerangue. O que se faz retorna 3 vezes para o emissor, portanto tratam de gerar bons pensamentos e fazer todas as coisas sempre para o bem de todos os envolvidos.

Aquele velho ditado que diz: nós colhemos o que semeamos", não é só verdadeiro, mas comprovado. Só que na bruxaria esta Lei se reveste de características que vão além disso, isto é, nossas "boas" ou "más" ações, acabarão certamente retornando com seu valor triplicado. Muitas pessoas questionam por que 3 e não 5 ou 7? Pois bem, este número não foi escolhido aleatoriamente, como a maioria da bruxas pensam, seu significado se reporta à nossa Grande Deusa Mãe, uma deidade trina e una. Em muitas obras de arte vemos esta tríplice natureza,as vezes retratadas com três faces, refletidas nas três fases da Lua.


Se a nossa amada Deusa nos abençoa com estas três mágicas vibrações energéticas, de acordo com a Lei do Retorno, Ela nos cobrará de igual para igual. Portanto, se interferimos no livre arbítrio de uma pessoa, estamos efetuando uma ato negativo não tão somente para ela, mas também contra nós mesmos. Este indivíduo até pode nem saber das conseqüências de seu ato, MAS VOCÊ SABE, por ser bruxa(o) e conhecedora(o) de todas as Leis que regem a Feitiçaria, o que com certeza lhe custará muito caro, pois o Universo lhe retribuirá tudo o que emitir aos outros numa escala de 3x.

A nossa Lei de Causa e Efeito, os dados implícitos nela nos apontam que o Universo não é uma coleção de objetos e seres avulsos, mas todos estamos interligados em uma única teia, ou seja, "tudo causa tudo o mais". Todas nós bruxas(os) sabemos que nossas "projeções" produzem um impacto definitivo, portanto essas técnicas devem ser bem aprendidas e dominadas.


AS 13 METAS DA BRUXA 


1. Conhecer a si mesmo.

2. Saber a sua arte.

3. Aprender e buscar conhecimento sempre.

4. Usar o que você aprendeu corretamente.

5. Manter o balanço (equilíbrio) de todas as coisas.

6. Manter suas palavras verdadeiras.

7. Manter seus pensamentos verdadeiros.

8. Celebrar a vida.

9. Alinhar você mesmo com os ciclos da Terra.

10. Manter seu corpo saudável e forte.

11. Exercitar seu corpo, sua mente e seu espírito.

12. Meditar, relaxar e se controlar.

13. Honrar a Deusa e o Deus em todos os momentos


O Credo das Bruxas

Ouça agora a palavra das Bruxas,
os segredos que na noite escondemos,
Quando a obscuridade era caminho e destino,
e que agora à luz nós trazemos.
Conhecendo a essência profunda,
dos mistérios da Água e do Fogo,
E da Terra e do Ar que circunda,
Manteve silêncio o nosso povo.
O eterno renascimento da Natureza,
a passagem do Inverno e da Primavera,
Compartilhamos com o Universo da vida, que num Círculo Mágico se alegra.
Quatro vezes por ano somos vistas, no retorno dos grandes Sabbats.
No antigo Halloween e em Beltane, ou dançando em Imbolc e Lammas.
Dia e noite em tempo iguais vão estar, ou o Sol bem mais perto ou longe de nós, quando, mais uma vez, Bruxas a festejar, Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar.
Treze Luas de prata cada ano tem, e treze são os Covens também, Treze vezes dançar nos Esbaths com alegria, para saudar a cada precioso ano e dia.
De um século à outro persiste o poder, Que através das eras tem sido levado, transmitido sempre entre homem e mulher, desde o princípio de todo o passado.
Quando o círculo mágico for desenhado, do poder conferido a algum instrumento, seu compasso será a união entre os mundos, na terra das sombras daquele momento.
O mundo comum não deve saber, e o mundo do além também não dirá,
que o maior dos Deuses se faz conhecer, e a grande Magia ali se realizará.
Na Natureza, são dois os poderes, com formas e forças sagradas, nesse templo, são dois os pilares, que protegem e guardam a entrada.
E fazer o que queres será o desafio, como amar a um amor que a ninguém vá magoar, essa única regra seguimos à fio, para a Magia dos antigos se manifestar.
Oito palavras o credo das Bruxas enseja:
Sem prejudicar ninguém, faça o que você deseja.



LEI DA BRUXAS E DOS BRUXOS


A Lei da Bruxa e do Bruxo respeita,


Perfeito amor, confiança perfeita.


Viva e deixa viver,


Dá o justo para assim receber.


Três vezes o círculo traça


E assim o mal afasta.


E para firmar bem o encanto


Entoa em verso ou em canto.


Olhos brandos, toque leve,


Fala pouco, muito ouve.


Pelo horário a crescente se levanta


Vêm os espíritos sem alento.


E quando do leste ele soprar,


Novidades para comemorar.


Nove madeiras no caldeirão,


Queima com pressa e lentidão.


Mas a árvore anciã, venera,


Se queimares, o mal te espera.


Quando a Roda começa a girar


É hora do fogo de Beltane queimar.


Em Yule, acende tua tora,


O Deus de chifres reina agora.


A flor, a erva, a fruta boa,


É a Deusa que te abençoa.


Para onde a água correr,


Joga uma pedra para tudo ver.


Se precisas de algo com razão,


À cobiça alheia não dá atenção.


E a companhia do tolo, melhor evitar,


Ou arriscas a ele te igualar.


Encontra feliz e feliz despede,


Um bom momento não se mede.


Da Lei Tríplice lembre também,


Três vezes o mal, três vezes o bem.


Quando quer que o mal desponte,


Usa a estrela azul na fronte.


Cultiva no amor a sinceridade,


Para receber igual verdade.


Ou um resumo, se assim preferes estar:


faz o que tu queres,


Sem nenhum mal causar.


Jung certa vez afirmou que um novo mitologema estava emergindo por meio de nossos sonhos, pedindo para ser integrado em nossas vidas: o mito da antiga Deusa que governou a terra e o céu antes do advento das religiões patriarcais.

Negada e suprimida durante milhares de anos de dominação masculina, Ela reaparece num momento de intensa necessidade.Nossa mente está trazendo novamente a imagem da Deusa através de sonhos e que durante anos foram ignorados por nós.

Embora não sejam objetos literais, essas representações simbólicas são reais, poderosas e agora emergem como configurações energéticas provenientes de níveis muito profundos do nosso mundo interior para proclamar o Retorno da Deusa!

O que dizíamos há 10 anos, hoje é realidade: a Deusa não está voltando, Ela já está aqui entre nós.

A BRUXA NÃO VIVE DE FATOS, ELA É O FATO!

Isto tudo são coisas de bruxas e bruxos... Uma Doutrina Antiga, cheia de mistérios!!!

Selma - 3fasesdalua

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