segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A IMPORTÂNCIA DAS FASES DA LUA PARA AS BRUXAS E BRUXOS


A Lua representa o sagrado feminino. Ela influencia agricultura da Terra, as colheitas e os nossos próprios sentimentos e emoções. Da mesma forma, manifestações femininas como a menstruação, a fertilidade e a gestação também estão relacionadas à Lua. Conhecer as fases da Lua e se guiar por elas é papel de qualquer bruxa, pois desta forma saberemos qual é o melhor momento para agir e realizar um ritual no momento correto.

Como bruxas, trabalhamos com as fases da lua. Cada fase trás diferentes energias. Ela vem sendo associada com a energia feminina por milhares de anos por causa da óbvia relação com os ciclos mensais e por causa das misteriosas energias que ela controla. Todos sabemos que a lua afeta as marés, e nós humanos somos constituidos por uma grande quantidade de água. Plantas crescem, os peixes desovam, terremotos podem ocorrer com a lua cheia. A lua cheia provê uma energia equilibrada porque a lua brilha a partir de energias providas do sol, por isso as energias masculinas também estão inseridas. Algumas culturas consideram a lua masculina assim como os Egípcios. Existem aproximadamente 12.38 luas por ano solar, um ciclo dura 29.5 dias. O Blue Moon é quando há duas luas cheias em um mesmo mês, e ocorre a cada três, seis e oito anos.


A Deusa é o princípio da feminilidade, da fecundidade e da criação. Seu símbolo é a Lua e na Bruxaria ela é a detentora de 3 personalidades e 3 faces que representam o presente, o passado e o futuro; as 3 fases da Lua que são veneradas – Crescente, Minguante e Cheia; os 3 ciclos da vida – Juventude, maturidade e velhice. A Deusa é a Grande trindade feminina de Donzela, Mãe, Anciã, tão comum nas mitologias de várias culturas antigas.

Nos tempos antigos, as bruxas tinham a posição de Sacerdotisa da Lua. Nas regiões costeiras e nas ilhas, as bruxas também poderiam ser Sacerdotisas do Mar. O uso da água do mar era um aspecto importante na Magia Lunar. Pois se "carregava" a água e liberava-se essa carga através da evaporação.

A lua é o ponto de foco da Terra. A Lua absorve, condensa e canaliza todas as forças que são recebidas pelo planeta.

Aradia disse a seus discípulos para procurar pela Lua para qualquer propósito mágico.
A Lua é o corpo capaz de "prender" força cósmica, desta forma, é necessário que saibamos como faze- lo.

O campo eletromagnético da Terra recebe e coleta energias. O campo da Terra é grandemente influenciado pela Lua. Por causa da mudança de órbita da Lua, ela pode juntar energias de todo o cosmos durante os 28 dias de seu ciclo - que é considerado rápido. É claro que a Lua é a mediadora de energias tanto para as práticas mundanas como mágicas. O papel do Sol é de ser um amplificador. Ele gera poder "cru" e aumenta as energias que já se apresentam no campo da Terra.

Os rituais devem ter relação com as fases da Lua. Quanto a isso, é como na Religião Antiga. Os rituais da Lua Cheia têm um poder magnífico, inclusive é um momento interessante para lidar com os outros planos de existência.

O uso de prata é muito comum, pois é um metal que acumula bem a energia lunar.
Existe um altar ritual para a Lua; este se torna um ponto de foco de energia. As mulheres são vistas como as que carregam a energia da Lua dentro delas. Os homens também têm isso, mas as mulheres têm uma ligação mais próxima. 


Os Sabbats são cerimônias que reverenciam a mudança dos ciclos sazonais, e os Esbats são cerimônias realizadas toda primeira noite de Lua cheia de cada mês em homenagem á Deusa.

Os Esbats poderiam ser chamados de ä celebração da Lua Cheia”e são festividades muito importantes, em que conectamos a Deusa, identificada como a própria Lua.

O Esbat é celebrado 13 vezes ao ano uma vez a cada mês. O Esbat é uma forma de honrar a Deusa e um momento de conexão com todos as outras Bruxas (os) que realizam seus rituais em homenagem á Deusa no mesmo dia.

Entrar em contato com essas faces da Deusa significa saber o que esses períodos podem nos trazer de positivo.

A Lua para nós bruxos é muito mais que um corpo celeste, e sim uma personificação da Deusa.
O ciclo da Lua é de 28 dias e meio, da Lua Cheia até a Lua Nova.

As fases da Lua são de máxima importância. Elas situam os momentos ideais para determinadas atividades mágicas:


Lua Crescente: A lua crescente atrai, expande, fortalece e aumenta as grandes possibilidades, é uma das fases mais positivas, pois todos os rituais realizados nesta fase lunar tendem a apresentar resultados satisfatórios e imediatos. O aspecto da Deusa a ser invocado na fase crescente é a da Virgem cujo nome é Rhianon. É o tempo de novos começos, concretizar idéias, invocações. Nesse momento a Lua representa a Deusa em seu aspecto de Virgem, como: Epona, Ártemis e outras deusas virgens.

Lua Cheia: É a melhor fase para consagrar os instrumentos mágicos, pois a medida que a lua enche o instrumento consagrado se enche de força e poder. É a fase mais importante para os ritos da bruxaria. O aspecto da Deusa a ser invocado na fase cheia é a da Mãe cujo nome é Brigit.   É o tempo de força, amor e poder. Neste momento a lua representa o aspecto da Deusa Mãe, como Cerridwen, Ísis, ou outras deusas com o aspecto de mãe.


Lua Minguante: A Deusa a ser invocada nesta fase é Morgana a Rainha das Bruxas.
O aspecto da Deusa a ser invocado na fase minguante é o da Anciã cujo nome é Ceridwen. Ideal para meditação e magia contemplativa. Época propícia para ritualizar os términos, expulsar energias negativas e encerrar etapas. Época para acabar com maus hábitos e vícios ruins, e terminar relacionamentos ruins. É o tempo de profunda intuição e adivinhação. Neste momento lua representa a Deusa em seu aspecto de anciã, como Ceridwen.

Lua Nova: Tempo de reflexão, conhecida como Lilith, a Lua Negra. Nesta fase não deve ser feito nenhum tipo de magia. Os bruxos não costumam fazer ritual  nesse período, pois não trabalhamos com energias que não sejam evolutivas. Espere a próxima fase para realizar seu trabalho mágico. A lua neste momento representa a Deusa Hécate, Morgana e outras deusas com esse aspecto. 


A Lua do Lobo (Janeiro)

A Lua dos Antepassados - O contato com os antepassados é parte essencial na vida de um bruxo. Amorosos e sempre prontos a nos ajudar, nossos ancestrais mortos se dispõe a atender a nossos pedidos e nos dão força nos momentos difíceis. O primeiro passo para você assegurar a comunicação com seus antepassados que habitam outros planos é lembra-se deles - mesmo daqueles que nunca conheceu. Assim, dedique o mês de janeiro às recordações. Pense nas crianças que morreram antes de se tornar adultas ou menos antes de nascer. Folheie antigos álbuns de família, olhe os retratos dos parentes que já fizeram a viagem para os planos espirituais. Relembre também os amigos que se perderam nessa caminhada.

Para homenagear esses mortos queridos, coloque lugares extras à mesa, como se eles fossem seus convidados. Prepare e coma deliciosos doces e chocolates em memória das crianças e faça alguns dos pratos favoritos dessas pessoas falecidas. E nunca pense nos seus mortos com tristeza, pois se eles perceberem que você está triste também ficarão infelizes.

1° de Janeiro - Celebração das Sete Divindades da Sorte no Japão e da Deusa Fortuna em Roma
2 de janeiro - Nascimento da Deusa Inanna na Antiga Suméria

5-6 de janeiro - Ritual Noturno em honra de Kore; celebrado no Koreion, Alexandria. O quinto dia do primeiro mês marcava o nascimento do deus chinês da riquesa, Tsai Shen ou T`sai-Shen

6 de janeiro - Dia Celta da Deusa Tríplice: Donzela, Mãe, Anciã.

10 de Janeiro - Dia de Freya, a Deusa Mãe Nórtica.

12 de janeiro - Besant Pachami, ou Dawat Puja, o Festival de Sarasvati na Índia; ou na Lua Crescente mais próxima. Em Roma, a Compitália, para celebrar os lares, ou deuses dos lares.
18 de janeiro - Teogamia de Hera, festival feminino celebrado todos os aspectos da Deusa

20 de janeiro - Na Bulgária, Baba De, ou Dia da Avó, em honra da deusa Baba Den, ou Bada Yaga, Na China, dia do Deus da Cozinha.

24 de janeiro - Na Hungria, a Bênção da Vela das Mulheres Alegres, cerimônia de purificação honrando a deusa do fogo

27 de janeiro - Paganalia, dia da Mãe Terra em Roma A Lua Cheia de Janeiro honrava Ch'ang-O, a deusa chinesa dos quartos de dormir e protetora das crianças.O Ano na China começa no primeiro dia de Lua Crescente com o Sol em Aquário. Isto ocorre no período que vai de 21 de Janeiro a no máximo 19 de fevereiro. 


Lua de Gelo (Fevereiro)

A Lua da Busca do Conhecimento - Em sua grande maioria, os bruxos do passado foram pessoas do povo, que não tiveram acesso a uma educação formal, mas contaram com os benefícios de uma sabedoria ancestral e uma intuição aguçadíssima. Hoje, que podemos nos aventurar pelas fendas dos conhecimentos antes reservados aos homens ou à elite, temos o dever de aproveitar essa oportunidade para aprimorar nossa cultura. Em fevereiro, a Lua da Busca do Conhecimento favorece o estudo. É o momento de você ler e adquirir novas informações, ampliando seus horizontes. É assim que você vai cumprir um dever para com seus antepassados bruxos e bruxas, que sofreram por não poderem penetrar num mundo praticamente exclusivo dos homens ou da elite da época.

1-3 de fevereiro - Os Mistérios Elusianos Menores na Grécia Antiga; uma celebração da Filha que Retorna: Deméter e Perséfone, Ceres e Prosérpina.

7 de fevereiro - Dia de Selene e outras deusas da Lua.

9 de fevereiro - A Procissão de Chingay, o Ano Novo de Singapura, o qual é uma celebração a Kuan Yin e a promessa de primavera vindoura.

12 de fevereiro - Festival de Diana, Divina Caçadora (a grega Ártemis) em Roma

13-18 de fevereiro - Em Roma, a Parentália e a Ferália, um festival de purificação em honra às Deusas Mania e Vesta; devotas aos ancestrais, à paz e ao amor.

14-15 de fevereiro - Em Roma, a Lupercia, quando as mulheres pediam a Juno-Lúpia por filhos. Também honravam o deus Fauno, um aspecto de Pã.

14-21 de fevereiro - Festival do Amor de Afrodite, em Roma.

17 de fevereiro - Fornacália, ou festa dos Fornos, em Roma

20 de fevereiro - em Roma, o dia de Tácita (a deusa silenciosa), que protege contra calúnias.

21 de fevereiro - Festival das Lanternas na China e em Taiwan. Também é uma celebração a Kuan Yin; Lua Cheia.

22 de fevereiro - em Roma, a Carista, um dia de paz e harmonias em família 


Lua de Tempestade (Março)

A Lua do Olho Interior - O dom de enxergar além das aparências é inerente a todos os bruxos. Em março, na Lua do Olho Interior, você poderá trabalhar sua capacidade de enxergar as verdades que estão ocultas. Para que essa sensibilidade se manifeste, porem , você precisará aperfeiçoar sua relação com o mundo. Diariamente, exercite esse dom de "observar" o universo:

1. Ao acordar, dirija-se à janela e olhe o dia. Perceba como está o tempo. Chove? Faz Sol? Olhe bem para o céu.

2. Ao tomar o café da manhã, "sinta" o sabor dos alimentos. Comente com os outros o que você está sentindo.

3. Ao sair de casa, observe atentamente o caminho, parando sempre que alguma coisa chamar sua atenção.

4. Cumprimente gentilmente todas as pessoas que passarem por você, mesmo aquelas a quem não conhece.

5. Ao encontrar um amigo, converse com ele e diga o quanto está feliz por vê-lo.

6. Dê atenção a todos animal que encontrar.

7. Ao entardecer, suspenda suas atividades e observe o dia que termina. Perceba as cores, os sons, os cheiros, os movimentos da natureza.

8. Ao jantar, converse com os outros sobre os acontecimentos do dia e agradeça pelo alimento que agora você come.

9. Antes de dormir, "converse" com a noite e diga-lhe que você deseja ampliar sua visão interior.

1° de março - Matronália em Roma e na Grécia; um festival de Hera e Juno Lucina. Entre os Celtas, o Festival de Rhinnon

4 de março - Na Grécia, Antestéria, o festival das flores; dedicado a Flora e Hécade.

5 de março - Celebração de Ísis como a protetora dos navegantes, barcos, pesca e da jornada final da vida.

14 de março - Diásia, para proteger-se da pobreza, na Grécia.

17 de março - Festival de Astarde em Canaã. Em Roma, a Liberália, o festival feminino da liberdade.

18 de março - Dia de Sheelah a Irlanda, em honra a Sheelah-na-Gig, a deusa de fertilidade.

19-23 de março - O panateneu Menor na Grécia, m honra a Atena.

20 março - No Egito, o festival da colheita de Primavera, honrando a Ísis.

21 de março - Equinócio de Primavera. Festival de Kore e Deméter na Grécia. Durante quatro dias, após o equinócio, Minerva era homenageada em Roma.

22-27 de março - Hilária, festivais em honra a Cibele, na Grécia.

23 de março - Quinquátria, o nascimento de Atena/Minerva em Roma.

29 de março - Delfínia, ou Ártemis Soteira, festival de Ártemis na Grécia Expulsão dos maus demônios no Tibete.

30 de março - Festival de Eostre, a deusa germânicada Primavera, renascimento, fertilidade, e da Lua.

31 de março - Festival romano de Luna, a deusa da Lua.

Na Lua Cheia temos o festival do Barco Dragão na China. 


Lua do Crescimento (Abril)

A Lua das Vozes do Mundo - Agora que você já começou a desenvolver a sua sensibilidade e o dom de enxergar além das aparências, chegou o momento de aprender a lidar com as informações recebidas por meio da intuição. É a hora de ouvir as "vozes do mundo". Esse processo pode ser um pouco doloroso, pois nem sempre ouvimos aquilo que nos agrada. Mas a verdadeira sabedoria está em lidar serenamente com as adversidades que se apresentam, com plena consciência de que elas vão ser superadas no momento certo. Abra seu coração para este momento, sem qualquer temor: aprendemos com as dificuldades, quando se manifestam coisas boas, sentimos uma deliciosa felicidade.

1° de abril - Festival de Kali na Índia, Fortuna Virilis de Vênus em Roma, Dia de Hathor no Egito.

4 de abril - A Megalésia de Cibele, ou Magna Mater, na Frígia e em Roma, celebrando a chegada de deusa seu templo romano. Festival de sete dias.

5 de abril - Festival da Boa Sorte em Roma; a deusa Fortuna.

8 de abril - Hana Matsuri, ou Festival das Flores, no Japão; honra aos ancestrais e decoração dos santuários. A Mounichia de Ártemis na Grécia; um dia para os bolos da Lua.

11 de abril - Na Armênia, dia de Anahit, deusa do amor e da Lua.

12-19 de abril - Cereália, ou retorno de Perséfone, em Roma, honrando a Ceres e a sua filha.

15 de abril - Festival de Bast no Egito

22 de abril - Festival de Ishtar na Babilônia.

28 de abril-3 de maio - O festival de três dias de Flora e Vênus, ou a Florália, em Roma; deusa de sexualidade e das flores de Primavera.

O quinto dia da Lua Crescente é o festival da Artemísia na China. Na China, a Lua Cheia é também conhecida como Lua Pestilenta; Chung K'uei, o grande caçador espiritual de demônios, é homenageado. 


Lua da Lebre (Maio)

A Lua de Contar Histórias - O conhecimento dos bruxos é transmitido oralmente. Um bruxo passa para o outro aquilo que ele sabe, sem necessidade de "aulas" ou qualquer sistema formal de ensino. A arte de contar histórias é um dom que deve ser exercitado durante a Lua de maio.

Nessa época, escolha uma pessoa de quem você gosta para ensinar a ele ou ela tudo o que você sabe. Mesmo que ainda esteja dando seus primeiros passos na bruxaria , você perceberá que tem muito conhecimentos valiosos. Não se trata de ensinar simpatias ou encantamentos o mais importante, nessa Lua, é passar adiante as histórias de família. Sabe aquelas coisas que ouvimos sobre nossos ancestrais, os casos de avós e tios? Tudo isso tem um poder muito grande. Conte essas histórias para as crianças da sua família, para que elas também conheçam o passado que pertence a todos. Ler as histórias de bruxos e bruxas antigos e contá-las aos outros é uma boa opção, pois a tradição diz que, enquanto os bruxos e as bruxas forem lembrados, eles serão imortais. Durante esse mês, peça para a Mãe Lua brindar você com o dom da palavra e da sabedoria. E não esqueça de ouvir as valiosas lições que as pessoas mais velhas têm para ensinar.

1° de maio - Dia bruxo da Sorveira para a deusa finlandesa Rauni.

4 de maio - Dia do Pilriteiro Sagrado na Irlanda; início do mês do Estrepeiro

5 de maio - Festa do Dragão na China

9 de maio - Festa de Ártemis na Grécia.

9,11 e 13 de maio - Lemúria em Roma, quando os espíritos errantes de familiares eram homenageados.

12 de maio - Festival de Shashti na Índia; Aranya Shashti é um deus da floresta semelhante a Pã.

15 de maio - Da de Maya, uma deusa da Lua Cheia, na Grécia.

16 de maio - Savitu-Vrata na Índia, em honra a Saravasti, Rainha do Paraíso.

19-28 de maio - Kallyntaria e Plynteria; um festival de limpeza e purificação da Primavera, em Roma e na Grécia.

23 de maio - Rosália em Roma, o festival das rosas de Flora e Vênus.

24 de maio - Nascimento de Ártemis/Diana, chamado de a Thargelia; normalmente na Lua Crescente. Uma antiga celebração grega nesse dia era a de honrar os Horae. É também a celebração das três Mães nas regiões celtas, as quais traziam prosperidade e boas colheitas

26 de maio - Dia de Chin-hua-fu-jen na China, uma deusa amazona semelhante a Diana.

26-31 de maio - Festival de Diana como deusa dos bosque silvestres em Roma

30-31 de maio - Festa da Rainha do Submundo em Roma.

Na Lua Cheia acontecia o Festival de Edfu para Hathor no Egito; na Lua Crescente sua imagem iniciava sua jornada por barcos até Edfu. 


Lua dos Prados (Junho)

A Lua dos Labirintos - Chegou o momento de você lidar com tosas as suas facetas. Em vez de ficar cobrando de si mesmo "coerência" ou "lógica", aceite que você é um ser humano de múltiplos aspectos, alguns contraditórios. Dentro de você moram todas as deusas e os deuses. Procure harmonizar-se com a vaidosa Afrodite, a maternal Deméter e a ousada Ártemis. Experimente com o máximo de intensidade cada uma dessas qualidades que habitam seu ser.

Busque um contato maior com as plantas e os animais. Afinal, ela é a deusa da caça, e sabe que a natureza só dá aquilo que merecemos - se você respeitá-la, a deusa certamente saberá retribuir.

1-2 de junho - Em Roma, Dia de Carna, deusa da sobrevivência física, das portas e fechaduras. Syn, a deusa nórdica da inclusão e exclusão, é semelhante

2 de junho - O Shapatu, ou Sabbat, de Ishtar na Babilônia.

6 de junho - Bendídia de Bendis, deusa lunar da Trácia. Na Grécia, bolos eram deixados em encruzilhadas como oferenda a Ártemis.

14 de junho - Aniversário das Musas

16 de junho - Noite d Lágrima, Festa das Águas do Nilo, no Egito, celebrando a deusa Ísis e seus lamentos.

17 de junho - Em Roma, Ludi Piscatari, ou festival dos pescadores.

21 de junho - Solstício de Verão. Na Inglaterra, Dia de Cerridwen e seu caldeirão. Na Irlanda, dia dedicado à deusa fada Aine de Knockaine. Dia de Todas as Heras, ou mulheres Sábias. Dia do Homem Verde na Europa.

24 de junho - Dia das Lanternas em Sais, no Egito, uma celebração a Ísis e Neith.

25 de junho - Na Índia, Teej, um festival para mulheres e garotas em honra a Parvati.

27 de junho - Na Grécia, a Arretophorria, um festival de ninfas em honra à Donzela e às deusas Amazonas.

Fim de julho na Grécia: Panathenaea, em honra a Pallas Atena. 


Lua do Feno (Julho)

A Lua das Sereias - A Lua de julho nos convida a despertar para a beleza e a sensualidade. Ouça o canto da sereia que a convida a penetrar nos mistérios de Afrodite, a deusa da arte, do amor e da manifestação da beleza em todas as suas formas.

4 de julho - Dia de Pax, deusa da Paz, e Concórdia, em Roma.

7-8 de julho - em Roma, o festival da mais velha entre as mulheres, Nonae Caprotinae, dedicado a Juno, a Grande Mãe.

10 de julho - Dia de Hel, ou Holde (deusa anglo-saxã e nórtica), e de Cerridwen (deusa celta)

14 de julho - O-Bon, ou festival das Lanternas no Japão; dedicado aos espíritos ancestrais.

15 de julho - Chung Yuan, ou festival dos Mortos (China)

17 de julho - Nascimento de Ísis, no Egito.

18 de julho - Nascimento de Néftis, no Egito

19 de julho - Ano Novo egípcio. Festival de Opet, ou o Casamento e Ísise Osíris no Egito. É também a celebração de Vênus e Adônis em Roma.

23 de julho - Em Roma, a Neptunália, em homenagem a Netuno, deus dos terremotos.

27 de julho - Procissão das Bruxas na Bélgica

Mês do Festival Hindu de Ganesha; conhecido como Ganesha Chaturthi, ou Chauti.

Lua do Milho (Agosto)

A Lua da Loba - A mulher que é bruxa ou o homem que é bruxo tem que saber lidar com o amadurecimento e com a velhice. Mesmo você que seja um adolescente, pensar na maturidade é um desafio importante, que precisa ser encarado na Lua da Loba, você vai aprender a reconhecer a força da maturidade. Procure passar mais tempo na companhia de pessoas que você admira. Pode ser na companhia de sua mãe, pai, uma amiga ou um amigo, uma professora, uma tia ou de seus avós. Não importa. Basta que seja uma pessoa forte, de personalidade marcante, mas ao mesmo tempo bondosa, e que tenha mais de 50 anos. Olhe bem para essa pessoa e reconheça nela as qualidades da Lua. A intuição, o amor, a inteligência que reluz nos olhos de todos os filhos da Deusa e do Deus. Pense em Diana, a senhora da caça que supera todos os obstáculos com firmeza.

1° de agosto - Festival do Pão Novo nas Regiões celtas. Entre os astecas, o festival de Xiuhtecuhtli, deus do calendário e do fogo espiritual.

1-3 de agosto - Festival das Dríades na Macedônia, um honra aos espíritos femininos da água e dos bosques.

6 de agosto - Festival de Thoth no Egito. Início do Mês dos Espíritos na China e em Singapura.

7 de agosto - No Egito, a Quebra do Nilo, dedicado a Hathor.

12 de agosto - Bênção egípcia dos barcos.

13 e 15 de agosto - Diana dos Bosques e Hécate, a Mãe Escura da Lua nos primórdios de Roma e da Grécia; Lua Cheia.

17 de agosto - Festa de Lua Cheia para Diana em Roma.

23 de agosto - Nemesea, o festival de Nêmesis (deusa do Destino) na Grécia. Em Roma, a Volcanália, festival para o deus Vulcano para proteção contra incêndios acidentais. Em Roma, a Vertumnália, em honra a Vertúmnus, deus das mudanças sasonais.

25 de agosto - Em Roma, Opseconsiva, festival da colheita em honra à deusa Ops.

26 de agosto - Dia de Festa de Ilmatar ou Luonnotar, uma deusa finlandesa.

29 de agosto - Nascimento de Hathor e Dia do Ano Novo egípcio.

30 de agosto - Festival romano de Ação de Graça, conhecido como Charisteria.

31 de agosto - Festival hindu de Anant Chaturdasi, purificação das mulheres, em honra à deusa Ananta.

A Lua Crescente marca o festival de Gauri na Índia.A Lua Crescente mais próxima do Equinócio de Outono marcava a Citua, ou Festa da Lua, entre os incas.A Lua Cheia marcava o Festival do Porco, o qual honrava a grega Deméter e a nórtica Freya. 


Lua da Colheita (Setembro)

A Lua da Risada de Afrodite - A poderosa Afrodite vem nos cobrar quando fazemos mau uso do nosso corpo. Temperamental, ela afasta das pessoas que se prendem a relacionamentos insatisfatórios, baseados na hipocrisia e na falsidade, ou que se tornam escravos dos padrões convencionais de beleza e amor exigidos pela sociedade.

8 de setembro - No Tibete, o Festival das Águas, honrando regato e duendes das águas.

10 de setembro - Twan Yuan Chieh, ou festival feminino da reunião, um festival lunar em honra a Ch'ang-O, na China.

13-14 de setembro - Cerimônia de Acender o Fogo no Egito, em honra a Néftis e aos espíritos dos mortos.
18 de setembro - O Chung-Chiu, ou festival chinês da Lua da Colheita, honrando a deusa lunar Ch'ang-O; aniversário da Lua. Normalmente na Lua Cheia.

19 de setembro - Em Alexandria, no Egito, um jejum de um dia em homenagem a Thoth, deus sabedoria e da magia.

21 de setembro - No Egito, Festa da Vida Divina, uma celebração em homenagem à tripla deusa como Donzela, Mãe e Anciã.

22 de setembro - Equinócio de Outono, Morte de Tiamat na Sumária.

23 de setembro - Festival de Nêmesis, deusa do Destino, na Grécia.

23 de setembro - 1° de outubro Festival sagrado Grego de Nove Dias da Grande Elusínia

27 de setembro - Choosuk, ou Festival da Lua, na Coréia do Sul e em Taiwan, o qual honra os espíritos dos mortos. Nascimento de Atena na Grécia.

30 de setembro - Festival de Têmis como governante de Delfos.

Lua Cheia: Festival de Ciuateotl, a deusa mulher serpente; astecas e toltecas. Lua Cheia: o Disirblot, ou Disablot, de Freya, marcava o início do inverno para os nórticos.

Lua de Sangue (Outubro)

A Lua da Cura - Curar-se não é apenas se livrar de uma doença. É também entrar em harmonia com seu corpo, com seus órgãos, com seu ritmo, e conservar seu organismo em equilíbrio.

O primeiro passo é o controle da respiração. Inspire e expire consciente dos seus movimentos, da entrada e saída de ar dos pulmões. Todas as noites, antes de dormir, procure visualizar seus órgãos internos. Imagine seu coração batendo, o estômago em movimentos suaves para realizar a digestão, o fígado filtrando o que é bom para seu organismo. Evite comer coisas que fazem mal, abstenha-se das bebidas alcoólicas e modere qualquer tendências a exageros. Com o tempo você vai perceber que é possível "ouvir "seu organismo, e dificilmente será vítima de uma doença inesperada.

7 de outubro - Ano Novo na Suméria, em honra a deusas como Ishtar e Astarte.
11-13 de outubro - A Thesmophoria, festival exclusivamente feminino em honra a Deméter e a Kore na Grécia.

12 de outubro - Fortuna Redux, uma celebração às jornadas Felizes, em Roma.

14 de outubro - Durga Puja, ou Dasain, no Nepal, Bangladesh e Índia, em honra à vitória de Grande Mãe Durga sobre o mal.

15 de outubro - Em Roma, purificação da cidade.

16 de outubro - Lakshmi Puja, ou Diwalii, o Festival das luzes, na Índia; Lakshmi.

18 de outubro - A Grande Feira dos Cornos na Inglaterra, homenageando o Deus Cornudo.

21 de outubro - Dia de Orsel ou Ursala, deusa lunar eslava.

22 de outubro - Dia dos Salgueiros, festival mesopotâmico de Belili ou Astarte.

25 de outubro - Na China, Festival de Han Lu, deusa da Lua e das Colheitas.

26 de outubro - Festival da Lua Cheia de Hathor no Egito.

Festival inca dos mortos, Ayamarca, nesse período. 


Lua Azul (27 de Outubro a 1° de Novembro)*

A Lua dos Sonhos - Sonhar é receber mensagens. Sonhar é encontrar respostas. Sonhar é conversar com amigos de outros planos. Assim é o sonhar da bruxa: não um desligamento da realidade, mas uma entrada num plano superior. A verdadeira bruxa aprende a controlar seus sonhos e a realizar viagens astrais, sendo capaz de visitar, em espírito, lugares distantes e desconhecidos.

Procure, ao acordar, anotar o que você sonhou na noite anterior. Desse modo, você vai aprender a dar atenção aos seus sonhos e será capaz de interpretá-los corretamente. E a Lua dos Sonhos também ensina a não temer o contato com outras dimensões. É natural que você fique insegura e sinta-se impelido a fugir do desconhecido. Reaja e assuma a plenitude de seu poder!

28 de outubro - 2 de novembro Ísia, festival egípcio de seis dias de Ísis; celebra a busca e a recuperação de Osíris

29 de outubro - Festa dos Mortos dos iroqueses, em honra aos mortos.

30 de outubro - Angelitos no México, lembrança das almas das crianças mortas.

31 de outubro - Festival celta dos Mortos, Festa de Sekhmet e Bast no Egito. Festival outonal de Dasehra na Índia, celebrado a batalha de Rama e Kali contra o demônio Ravana.

1° de novembro - Reino da Anciã Cailleach, ou festival dos Mortos, nas regiões celtas. Dia das Banshees na Irlanda. Rito de Hel nos países da Escandinávia. Festa dos Mortos no México. O quinto dia da Ísis, o encontro de Osíris, no Egito.

Lua de Neve (Novembro)

3 de novembro - Último dia da Ísias no Egito; renascimento de Osíris.

6 de novembro - Nascimento de Tiamat na Babilônia.

8 de novembro - Fuigo Matsuri, um festival Shinto em honra a Inari ou Hattsui No Kami, Deusa do Fogão no Japão.

10 de novembro - Kali Puja na Índia, para Kali, a destruidora do mal.

9-10 de novembro - Noite de Nicnevin na Escócia.

11 de novembro - Festa dos Einheriar (Guerreiros Vencidos), nórtica.

15 de novembro - Shichigosan (Dia Sete-Cinco-Três) para a seguraça das crianças como essas idades no Japão. Na Índia, Dia das Crianças. Em Roma, Ferônia para a deusa das florestas e da fertilidade.
16 de novembro - Noite de Hécate na Grécia; inicia no crepúsculo, Festival de Bast no Egito.

24 de novembro - Festa de Queima das Lanternas no Egito para Ísis e Osíris.

27 de novembro - Dia de Parvati-Devi, a Deusa Tríplice que se partia em Sarasvati, Lakshmi e Kali, ou as Três Mães.

30 de novembro - Dia de Hécate das Encruzilhadas na Grécia, na Lua Nova. Skadi entre os nórticos. Dia de Mawu, criadora africana do Universo e partir do caos. 


Lua Fria (Dezembro)

A Lua de Contar as Bênçãos - Ao chegar na décima-segunda Lua. você vai enumerar todas as coisas boas que lhe aconteceram no decorrer do ano. Examine sua vida e verifique os efeitos de todos os rituais realizados. Veja se você alcançou seu objetivo de se tornar uma pessoa mais completa. Lembre-se de que uma bruxa (o) está integrado à natureza, ama as plantas e os animais, respeita seus semelhantes e convive em harmonia com todos que o cercam. Se você estiver assim, feliz, bonito e satisfeito, é sinal de que seu trabalho foi bem-sucedido. Se ainda não chegou ao ponto desejado, insista, pois a magia requer paciência. E, no última dia do ano, agradeça à Mãe Lua, olhando para ela e recitando palavras de gratidão e amor. Agora, você e a Lua são únicos: mãe e filho, irmãos, namorados, companheiros, cúmplices de feitiços e momentos de magia. Sinta essa força e nunca desista da sua caminhada.

1° de dezembro - Dia de Pallas Atena/Minerva na Grécia e em Roma.

3 de dezembro - Festa romana da Bona Dea (A Boa Deusa), deidade da justiça.

8 de dezembro - Festival de Ixchel entre os maias. Festival de Neith no Egito. Astraea entre os Gregos, para a deusa Astraea, deidade da justiça.

10 de dezembro - Festival de Lux Mundi (Luz do Mundo), em honra à deusa romana Liberdade.

13 de dezembro - Dia de Sta. Lucia na Suécia.

17-23 de dezembro - Saturnália em Roma.

19 de dezembro - Opalia, para Ops, em Roma; sucesso e fertilidade. Pongol na Índia; festival hindu do Solstício para Sarasvati.

21 de dezembro - Solstício de Inverno. Festival celta das estrelas. Retorno de Osíris para Ísis no Egito.

23 de dezembro - Dia de Hathor no Egito. Noite das Lanternas, ou sepultamento final de Osíris, no Egito.

24 de dezembro - Modresnach, ou Noite da Mãe entre os anglo-saxões. Noite das Mães na Alemanha.

25 de dezembro - Fim da Saturnália em Roma. Dia das Geniae na Grécia; Atena também é honrada. Celebração de Artarte nos países semitas.

26 de dezembro - Nascimento de Hórus no Egito.

27 de dezembro - Nascimento de Freya nórtica.

31 de dezembro - Dia de Hécade em Roma. Dia da Sorte de Sekhmet no Egito. Norns na Escandinávia. Fadas de Van em Gales. Hogmanay na Escócia; expulsão de maus espíritos através do uso de adereços como peles e chifres. Na Sicília, festa de Strenia, deusa dos presentes. Na França, Dame Abonde, por presentes. Noite dos Desejos no México. 


Lua Negra

Ao contrário do que muitos pensam, a Lua Negra não é um nome mais bonitinho para a Lua Nova. Lua Negra é a denominação dada ao período em que não vemos nenhuma lua no céu, e isso ocorre por volta de três dias antes do 1º dia de Lua Nova.

É bastante interessante notarmos que a Lua, sem o reflexo do Sol, mostra-se como ela é verdadeiramente; a sua sombra. O mesmo não ocorre com a gente?

Buscando a Bruxaria, sabemos que devemos nos aprofundar dentro de nós mesmas(os) e nos conhecermos verdadeiramente. Isso inclui conhecer de verdade nossas qualidades e defeitos, pois ambos fazem parte do que somos em nossa essência.

A Bruxaria lida com a totalidade. Isso significa que não existe “bem” e “mal”, mas vários lados de uma mesma moeda. A Natureza é muito complexa para caber em apenas duas definições tão simples. O que devemos aprender é como equilibrar nossas ações e pensamentos.

Nada na Natureza é totalmente perfeito, assim como nada é totalmente imperfeito. Este conceito é bastante interessante e vale a pena refletirmos sobre ele em determinados momentos de nossas vidas.

Durante essa fase de escuridtão total da lua, as bruxas reverenciam as chamadas “Deusas Escuras”, que são na maioria as deusas com aspectos da Anciã, realizando rituais de cura, de adivinhação e de transmutação. (Lembrando que o fato de serem escuras remete ao trabalho com a sombra, e não com artes maléficas. Associar a cor negra à maldade nada mais é do que uma propagação do preconceito contra os negros.)

Com o advento das religiões patriarcais e a invenção da idéia de “cultos demoníacos”, tudo o que era de aspecto sombrio relacionado à Bruxaria era taxado de maléfico. Obviamente, os mistérios da Lua Negra tornaram-se também sinônimo de horror e malefícios. Surgiram, assim, lendas e superstições sobre demônios e forças malignas e a Lua Negra passou a ser vista como um momento perigoso. Tanto que, até hoje, muitas bruxas acreditam que não se deve mexer com Magia nesses dias. Pura superstição.

É claro que você deve estar mais sensível para esse tipo de coisa durante esse período, não realizando rituais sem conhecimento. No entanto, a Lua Negra é o período ideal para muitas práticas de Bruxaria.

A Lua Negra facilita o acesso aos planos mais sutis e às profundezas de nossa mente. Hoje em dia, esse período é considerado ideal para rituais que visem transformação e renovação.

É compreensível, visto que, somente entendendo e conhecendo o nosso lado mais obscuro podemos nos conhecer por completo, pois é um lado que as pessoas geralmente costumam tentar esconder, ao invés de trabalhá-lo para melhorar sua vida. Entrando em contato com a nossa sombra, encontramos caminhos secretos para o nosso inconsciente.

Se você realizar esse trabalho de conhecimento interior, a Lua Negra poderá ter o poder de criar e destruir, de curar e de renovar, de regenerar e de fluir com os ritmos naturais de forma mais completa. Tudo porque você atingirá a totalidade interior uma maior compreensão de si mesma.

Uma transformação real envolve a destruição de valores antigos, padrões, comportamentos e idéias, para que tudo nasça novamente. Nos livramos daquilo que não nos serve mais para abrirmos espaço para o novo. 




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

OS ANIMAIS DA RELIGIÃO ANTIGA - 2


Para nós, da Religião Antiga , o Animal de poder - é o detentor da nossa energia vital. Como força do Inconsciente Coletivo, o poder do animal deve ser reconhecido e domado, caso contrário ele se manifestará na nossa Sombra como comportamentos que nos tomam.
As mais remotas manifestações artísticas, as pinturas rupestres, tratam da relação íntima entre os seres humanos e os animais. Esses eram reverenciados como companheiros de jornada e alimento sagrado. Antes de cada caçada, sempre havia um ritual propiciatório (que se revela nas pinturas rupestres), no qual os animais eram honrados e reverenciados com a gratidão de todos, pelo alimento que propiciava à vida.

 

Os tempos eram outros e a grande Mãe Terra reinava absoluta nos corações da raça humana e todos os seres humanos, incluindo os animais, as pedras, a água, o fogo, o ar que nós respiramos. A palavra de ordem era colaboração, e o Poder era da responsabilidade pelos semelhantes e pela Teia da Vida.

Posteriormente vamos encontrar esta ligação dos animais com o ser humano nos mitos dos Heróis ou como companheiros dos deuses(as), indicando que a associação perdurava e que, da sabedoria e esperteza dos animais, os heróis e deuses(as) retiravam a força de suas hercúleas tarefas. Nos dias de hoje, em que a colaboração foi substituída pela competição e o poder é dominação, cabe pensar onde estamos pondo ou escondendo esta força instintual que arquetipicamente faz parte de nossa herança ancestral.
Ao conhecermos a força do nosso animal de poder, sua energia fica à serviço da luz e dela recebemos saúde física e psíquica, intuição, reconhecimento e respeito pelo belo animal humano que somos.



Muitas das manifestações divinas das culturas xamânicas têm ligações muito fortes com os animais, como a grande deusa Hera (grega) e seus olhos de vaca, a Morrigan (celta) e o corvo guardião da morte, Ceridwen (celta) que se transforma em vários animais na lenda de perseguição ao Gwion, Bast (egípcia) na sua forma de gata, Ganesha (hindu) na sua forma de elefante. Não precisamos ir tão longe: uma das mais lindas lendas Guarani conta que o Grande Espírito Ñamandu se manifesta na forma de um colibri e com sua sutileza, observa a totalidade do mundo espiritual.



Esteja nossa vida precisando de um empurrão de um búfalo, a força de um leão, a calma de uma tartaruga, a inteligência de um corvo, a sabedoria do salmão, a sedução da serpente, a beleza do pavão, o pensamento do humano, ou seja, lá o que for, temos amigos para convidar e junto com eles compartilhar nossas experiências, nosso caminho, recebendo a ajuda que precisamos, a visão que precisamos ter, mas também a alegria a dividir.



Acredita-se que houve uma época, em que os humanos ficavam cercados de animais e reconheciam o parentesco com eles. Os animais possuem forças espirituais assim como os homens.
A Simbologia animal está profundamente gravada no inconsciente coletivo da humanidade.Herdamos sentimentos e recordações inconscientes que condicionam nosso comportamento consciente.
Segundo as tradições da religião antiga , cada um de nós tem pelo menos um espírito de animal, que nos dá de presente suas qualidades e muitas vezes até semelhanças. Não é à toa quando se diz que determinada pessoas tem olhar de lince ou coisas do gênero.



Dos animais podería-se tirar e entender mais mensagens que eram aprendidas a partir da simples observação de seu hábitos e interação com o ambiente. De uma águia podemos retirar a lição de liberdade, coragem, foco, altos ideais, visão poder e espírito. Os animais podem nos ensinar muito.
Cada animal traz seus talentos, ou uma essência espiritual, e através disso, cada um com sua própria medicina, trasmitem- nos a sua sabedoria.



Uma Bruxa tem a facilidade de atravessar mundos, de encontrar animais de poder, de interagir com a natureza e com os animais, tal simbologia da Bruxaria e a árvore da vida nos remonta que como uma árvore devemos entender nossa ancestralidade, nossa introspecção, nosso meio externo. Através da visão da Bruxa, ela vai em busca de sua maior caça, ela própria, o auto-entendimento, e a sua relação com o êxtase de elevação voltado aos galhos apontando para o céu.
A Bruxaria é rica a respeito da travessia entre os mundos, colocando vários portais sobre a terra. É muito citado nas doutrinas as nove árvores de avelã que crescem em torno das bordas de um lago, estas aveleiras deixam cair seus frutos, que são o símbolo da sabedoria e da inspiração oculta nas águas deste lago, onde a água é também conhecida como fator inicial da vida, dentro do lago vivem cinco salmões, que comem as mesmas, quem come do salmão recebe a sabedoria, o salmão possui além dos atributos de sua esperteza, também o da beleza, fora o fato que o salmão é como um navegador do lago da vida, isso nos traz a lembrança de um peregrino caminhando pelos mistérios da vida.



A sabedoria da avelã é a visão que engloba todo o Universo, ou seja, para as bruxas e os bruxos tudo está incluso e perfeitamente equilibrado entre os mundos, quem consome a avelã concebe o equilíbrio aos mundos, a perfeita consciência dos caminhos entre ser e estar, do interior e exterior, da migração da alma, do começo ao fim e ao chegar ao fim voltar ao começo, a avelã é a semente da arvore da vida, é a contemplação, tudo nasce dali e se projeta e volta a se tornar semente e assim se cumpre o ciclo.

Mora em minha veia uma ancestralidade da religião antiga, de alma de bruxa, que serve a Grande Mãe e cresce com conhecimento . O espírito aliado ao poder de penetrar em nossa consciência devotiva é a única forma de promovermos uma cura real. Isto é parte do processo iniciático de quem toca a força criadora da Grande Mãe e dela passa a residir no que a pajelança chama de Grande Mistério.



A energia da Águia representa a força da Grande Mãe Terra. Pairando nas alturas, em meio às nuvens, a Águia está perto do firmamento, onde reside a Grande Mãe Terra .
Os antigos consideravam o seu animal de Poder como “AQUILO” que lhes dava força e vitalidade, e que este animal, o espírito dele, estava sempre nos rondando, nos protegendo, sempre por perto, sem se afastar muito.



Poderia continuar a falar de outros exemplos, mas se ainda não sabe qual é o seu, o melhor é você procurar saber ou se prefere a companhia de muitas pessoas, como os lobos que andam em matilhas, e dai por diante.
Seu animal de poder, a partir do momento em que seja despertado, será sempre fiel seu ajudante infalível. 


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

UMA DAS VIDAS DE TALIESIN



MAGO Merlim era um título dado ao sacerdote mais graduado na religião antiga. O Merlim era como se fosse o representante masculino da Deusa, ele, juntamente com a Sacerdotisa de Avalon, formavam o elo entre a magia e os humanos. O Merlim, no início da lenda, é o Taliesin (aquele velho de barba branca, como ficou imortalizado na mente das pessoas), Taliesin foi o Merlim da Bretanha durante muitos anos


A deusa Cerridwen era a grande Anciã de Gales. Era associada à Lua, ao caldeirão mágico e aos grãos. Todos os verdadeiros bardos celtas dizem ter dela nascido; de fato, os bardos galeses, como um todo, se auto-denominavam Cerddorion (os filhos de Cerridwen).
Diz-se que beber de seu caldeirão mágico confere a maior inspiração e talento a poetas e músicos. A jornada ao caldeirão era parte da iniciação de um bardo, uma jornada perigosa, como pode ser visto em uma das vidas de Taliesin.


Há muito tempo atrás, quando o lobo rondava pelas florestas, a cotovia cantava no céu, e o mundo dos homens era cheio de mistérios e maravilhas, vivia uma mulher de grande sabedoria e poder conhecida como Cerridwen. Cerridwen tinha um filho chamado Afagddu.
Infelizmente, para o desgosto de sua mãe, o garoto não era nem bonito nem inteligente; resumindo, ele era feio assim como estúpido. E se sua feiúra ofendia sua mãe, sua total falta de inteligência era pior ainda, então ela resolveu usar todas as habilidades mágicas a sua disposição para dar à ele o dom de toda sabedoria.
Sem perda de tempo a Deusa então começou a trabalhar, procurando em todos os seus livros de Arte da Fadas.


Ela procurou até que, finalmente, entre os segredos De Virgílio, o gaulês ela descobriu uma fórmula para fazer o Caldeirão da Inspiração. Muitos ingredientes eram necessários para que a poção funcionasse - temperos, incenso, prata, trigo, mel, frutas silvestres e ervas, todas colhidas em seus momentos de maior potência de acordo com a posição das estrelas.
Tudo isso Cerridwen colocou em seu caldeirão e - como o livro mandava - ela colocou no fogo para cozinhar por um ano e um dia, ao final do qual, marcado pelo aparecimento da Lua, as primeiras três gotas deste Caldeirão da Inspiração dariam toda a sabedoria do mundo a quem as provasse.



Tendo preparado a mistura, Cerridwen ordenou a seu servo, um garoto chamado Gwion Bach para cuidar do caldeirão, mexendo a mistura enquanto a mesma cozinhava até que o período determinado terminasse.
Gwion obedeceu e, dia e noite, ficou sentado ao lado do caldeirão fervente, mexendo diligentemente a mistura, que cada dia tornava-se mais forte.
Finalmente, quando o período de um ano e um dia estava quase para terminar, três gotas da poção acidentalmente saltaram do caldeirão fervente em seu dedo - as três gotas destinadas a Afagddu, filho de Cerridwen.



Sem pensar, Gwion Bach levou o dedo aos lábios para aliviar a dor, e a dádiva de todo o saber tornou-se sua. Ele sabia, de repente tudo que havia sido e tudo que haveria de ser. Entendia o que murmurava o vento e o que o corvo havia predito. Ele sabia porque a espuma do mar era branca e sua água salgada, porque o eco responde a si mesmo e quantos pingos há numa chuva.
Sabia porque uma mãe ama sua criança e quais são os desejos e medos existentes no coração dos homens. E estava certo de que, como o Sol brilha de dia e a Lua durante a noite - que Cerridwen tentaria mata-lo.
Ele rapidamente saltou de seu banquinho, quebrando o caldeirão e fazendo com que seu conteúdo, agora um veneno mortal, vazasse. O som do caldeirão quebrando alertou Cerridwen que, já sabendo o que acontecera, começou a caçar Gwion.


Gwion Bach transformou-se numa lebre e correu pelos campos. Mas Cerridwen transformou-se num cão de caça e seguiu seu cheiro, e a caçada continuou.
Gwion Bach transformou-se num peixe e saltou na água.
Mas Cerridwen transformou-se numa lontra e mergulhou, e a caçada continuou.
Gwion Bach transformou-se então numa pomba e voou. Mas Cerridwen transformou-se num falcão, e a caçada continuou.
Por fim, quando estava para ser pego, Gwion Bach transformou-se num grão de trigo e jogou-se numa pilha de grãos. Mas Cerridwen se transformou numa galinha negra e ciscou o monte até encontrar o grão de trigo no qual Gwion se transformara, e feito isso engoliu-o inteiro.



Aquele grão de trigo ficou na barriga de Cerridwen por nove meses inteiros, período após o qual ela deu à luz a um bebê. E apesar da criança ser meiga e possuir grande beleza, ela não conseguia ama-lo, então enrolou-o numa sacola de couro e jogou-o no mar.
A sacola de couro flutuou para longe seguindo o vai e vem das ondas, o vai e vem das marés, o vai e vem das estações, enquanto a cada dia o bebe crescia mais. E o oceano ninou o bebe, mantendo-o seguro em seu coração, até que chegasse o tempo dele ser encontrado.



Quando a Véspera de 1° de maio (May Eve) chegou, as ondas carregaram a sacola para a costa do Reino de Gwaelod, e lá deixou a sacola nas redes de pesca do Rei Gwyddno Garanhir, que reinava naquelas terras.
Era um costume do rei, nesta data, para aumentar a quantia pescada de alguém que ele quisesse favorecer, esta pessoa podia receberia a grande quantidade de peixes que as redes reais sempre pescavam naquela data, entre a costa entre Divi e Aberystwyth. Naquele ano, o rei decidira dar este direito a seu filho Elphin, um triste rapaz cujo destino sempre pareceu azarado, esperando assim que alguma sorte cruzasse seu caminho.
Assim, naquele May Eve, Elphin foi à costa verificar o que o mar havia deixado para ele nas redes de seu pai.


Para sua tristeza, entretanto, ele notou que nada havia nas redes reais, nada além de uma velha e surrada sacola de couro, descorada pela água do mar. Apesar de amaldiçoar seu azar pelo ocorrido, Elphin abriu a sacola - e dentro dela viu um bebê cuja beleza nunca vira antes, e este possuía uma face tão radiante que, ao vê-lo, Elphin exclamou - Tâl iesin, que significa 'face radiante' e também por causa da sua testa radiante - símbolo da sua visão.
 Com isso dando nome ao garoto, que passou a chamar-se Taliesin.


Maravilhado, Elffin ousou perguntar como um simples bebê poderia falar tão belos versos e foi então que ele ouviu do pequeno Taliesin:

"Flutuando como um barco nas águas,
Fui jogado numa bolsa escura,
E num mar infinito, fiquei à deriva.
Logo quando estava sufocando, tive um bom agouro,
E o mestre dos céus me libertou."


Elphin colocou o jovem Taliesin na sela atrás dele e calmamente seguiu para casa. E apesar de desapontado por estar voltando sem nem um salmão somente enquanto outros antes dele houvessem encontrado as redes cheias, ele sentiu a tristeza dar lugar ao deslumbre ao ouvir o bebê atrás dele cantar uma poesia de consolo, a qual dizia a Elphin que aquele havia sido o dia de mais sorte em sua vida, e que ele, Taliesin, seria para ele de mais serventia do que trezentos salmões.
Elphin correu ao castelo de seu pai, levando Taliesin ao rei e anunciando que ele havia conseguido algo melhor do que salmões - que ele havia pescado uma criança maravilhosa, um jovem bardo.



E quando o rei perguntou a Taliesin quem era ele e de onde havia vindo, foi com tais Palavras de Poder que Taliesin respondeu: 

'Eu vim da terra das estrelas de verão.
E eu cantarei minha canção até o final dos tempos.
Eu fui um salmão na rede,
um peixe na água, uma lebre nos campos,
uma pomba no ar.
Eu fui uma águia, um touro, um garanhão,uma cobra,
um machado e uma espada.
Eu fui o cordel da harpa do bardo.
Fui a espuma do mar
e as gotas de uma chuva.
Eu fui um grão de trigo que cresceu numa montanha.
Três vezes eu nasci.
Meu nome é Taliesin.'


Nunca palavras tão belas havia saído dos lábios de alguém tão jovem, e o rei, assim como todos em sua corte, ficou maravilhado.
Taliesin foi criado por Elphin e sua esposa.
Mais tarde, com treze anos de idade, ele libertou Elphin, que havia sido aprisionado por seu tio Maelgan, confundindo os bardos de Maelgan com uma charada, criando um vento tempestuoso que levaram abaixo as muralhas do castelo, e dissolvendo as correntes de Elphin com uma música.
Nascido uma vez um garoto que provou três Gotas de Inspiração, crescido uma vez como grão de trigo, e uma vez entregue do coração do oceano, o três-vezes nascido Taliesin da Face Brilhante deve - se podemos crer em suas palavras - ainda estar conosco, no som das folhas ao vento, no relincho do garanhão e no pio da águia, no som das ondas chegando a praia, ou em qualquer outra forma que sua eterna presença escolha habitar.


Beltane (may eve) foi a data do 'segundo nascimento' de Taliesin. Esta data, junto com a data exatamente oposta, Samhain, dividem a metade escura do ano celta da metade clara.
Quebras na Roda do Tempo
Não é coincidência que Taliesin tenha sido entregue nas redes de Gwyddno justamente em May Eve - no inicio da noite de May Day (1° de maio) - esta, afinal, é uma data muito significativa no calendário celta. É o festival de Beltane, que marca o início do Samradh, a metade do ano referente ao verão, que vai até o Halloween, ou Samhain. Estes momentos por sua vez são limítrofes, quando a existência mantém-se entre dois estados energéticos, produzindo uma 'quebra' na Roda do Tempo e fazendo com que as regras que normalmente governam o mundo físico fiquem temporariamente suspensas, criando uma fissura no tecido da realidade por onde o Outro Mundo passa a acessar o reino dos vivos. Como Samhain, Beltane também é um momento estranho, de grande poder e magia.



Foi em Beltane, por exemplo, que os Tuatha Dé Danann, os deuses Celtas da Irlanda e ancestrais do povo das fadas, chegaram a Irlanda em suas carruagens de nuvem.

Um Povo da Noite.

O fato de Taliesin ter sido descoberto no que os calendários modernos tem como May Eve (Véspera de Maio), ao invés de May Day (1° de Maio), está relacionado a maneira dos celtas de contar os dias. O dia, para eles, não começava a meia-noite, como ocorre atualmente, mas sim no poente do que, para nós, seria o dia anterior. Desde modo, a Véspera de Maio (May Eve) era considerado o início de Beltane. Foi esta maneira única de calcular os dias que levou os romanos a se referiram aos celtas da Gália como 'um povo noturno'.

Um Ano e Um Dia O fato dos dias começarem no poente e de manter um calendário se mostra neste mito no período de 'um ano e um dia' que caldeirão deveria ficar cozinhando.



Muito comum nos contos-de-fada, esta divisão aparentemente sem lógica refere-se a divisão lunar do ano. Se dividirmos um ano de 365 dias em ciclos lunares de 28 dias, isto nos dará 13 'Luas' e ainda sobrará um dia.


Taliesin (c.534 – c.599) é o poeta mais antigo da língua galesa cujo trabalho sobrevive. O seu nome é associado ao Livro de Taliesin, um livro de poemas escrito na Idade Média, por volta do século XIII. A maioria dos poemas pertence aos séculos X e XII, mas alguns são mais antigos, sendo apontada a sua origem ao século VI.

Acredita-se que Taliesin foi um bardo que cantava nas cortes de pelo menos três reis celtas britânicos da era.

Taliesin ("Fronte Resplandecente") era um mago e bardo que, segundo a mitologia galesa, foi o primeiro indivíduo a obter o dom da profecia. Numa versão da história, era lacaio da bruxa Ceridwen e chamava-se Gwion Bach. Ceridwen preparou uma poção mágica que, depois de um ano de fervura, deveria derramar três gotas de sabedoria. Quem quer que engolisse tais gotas preciosas ficaria a saber todos os segredos do passado, presente e futuro.

"Sou velho, sou novo", disse ele. "Estive morto, estive vivo". 



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

OS ANCESTRAIS II


Honrar os nossos ancestrais é não só, honrar o nosso passado, mas perceber muito do que se passa nas nossas vidas hoje em dia. É um trabalho que deve ser continuamente feito, permitindo aceder a uma sabedoria profunda e a uma possibilidade de real transformação que vai ter efeitos nas gerações futuras.

Os Ancestrais não podem ser divulgado abertamente. Conhecer Deusas e Deuses é ter acesso a energias que estão além da compreensão da ciência e que requerem um aprendizado cuidadoso.

Ancestrais que nos deram a vida, de um ventre ao outro, de mão em mão, de sopro em sopro sagrado, no entremear-se das almas através dos milênios sobre esta Terra. Os ancestrais são nossos predecessores e nossas próprias vidas passadas. 




A conexão com nosso passado, com aqueles que vieram antes de nós, nos ajuda a encontrar força e sabedoria para caminhar no futuro. Nós somos os resultado de milhares de pessoas, que viveram, aprenderam, criaram, ensinaram. Eles tornaram possível nossa realidade, errando ou acertando. Eles honravam os que ja passavam por nossa Terra. O que eles fizeram no passado impactam as gerações presentes.
A reconexão com os ancestrais ajuda a compreendermos quem nós somos e da onde viemos. Precisamos inventariar o que nos foi deixado de negativo para não repassarmos para as gerações futuras. Precisamos curar a ferida do nosso passado para reestruturarmos o nosso presente e assim termos mais esperanças no futuro. Assim como precisamos conhecer e honrar o que nossos ancestrais nos deixaram. A conexão com os ancestrais nos fornecem um sentido de continuidade que nos ajuda em momentos difíceis. Eles influenciaram nossa aparência física, nosso comportamento atual, nosso inconsciente, nossa energia.



Os ancestrais espirituais, ou seja, os bruxos e bruxas, sacerdotes e sacerdotisas que através dos tempos mantiveram e passaram o conhecimento e a sabedoria das artes mágicas, curas e Espiritualidade de nossas Tradições para que essas chegassem até nós. É claro que um Ancestral consangüíneo pode muito bem ser também um Ancestral espiritual (como no caso das Bruxas hereditárias).

Para os antigos, os grandes deuses eram sagrados demais para serem mantidos próximos. Era de mal agouro trazer os deuses da cidade para dentro da própria casa. Junto de si, apenas os deuses da família, os complacentes, os que tinham afinidades com a sua linhagem de sangue.



O poder ancestral é transmitido de geração a geração, através da palavra falada, do conhecimento compartilhado pelos membros do clã, a sabedoria é guardada sobre juramento dos membros e repassado as próximas gerações através dos membros mais antigos.

Algumas culturas possuem cerimônias para reverenciar os ancestrais e aqueles que já se foram. O valor disso está no fato de expandir nosso sentido cultural de continuidade e homenagear a morte como uma das transições fundamentais da vida.
Nas culturas mais antigas, a morte era compreendida como um aspecto importante da vida e tinha lugar nobre na sociedade. É uma festa de compaixão.

Desde os remotos tempos do "neolítico" (ou da pedra polida), os  nossos ancestrais  ergueram suas visões ao alto das brumas  sagradas para abrir  o caminho de purificação , com respeito e reverência ao elemental sagrado .




As nossas ancestrais foram trabalhadoras incansáveis. Os exemplos de dedicação a Arte demonstram com exatidão a fidelidade e a honradez que nos legaram, com a retidão determinada no cumprimento do dever para com os Deuses.
O aperfeiçoamento deve constituir a principal preocupação da Bruxa, em todos os ramos da sua atividade. Tendo sempre a necessidade de esmerar-se no desempenho das suas obrigações, procurando executar o trabalho com o devotamento de que for capaz..
Sem atenção, interesse, conhecimento, esforço, dedicação, alegria, bom - humor , devoção, e inabalável disposição de alcançar resultados positivos, não se caminha para o aperfeiçoamento.
Lembrando sempre que quanto mais se conhece, quanto mais se estuda, mais reconhece a distância que a separa do saber absoluto, que exige uma eternidade de estudos.
Os verdadeiros sábios não perdem a consciência das suas limitações e esforçam-se para aprender mais e mais.
A modéstia e a despretensão devem ser sempre exercitadas. Só as medíocres e preocupadas em exibir-se , expõem desnecessariamente o seu saber. Alardes de atributos mágicos são ridículos e hipotéticos. Por isso há necessidade de comedimento, de moderação em todos os gestos e atitudes, que deverão constituir um sadio hábito na vida de qualquer Bruxa, para poder conduzir sempre com dignidade a missão em nós depositada. Missão esta que não está dissociada, do nosso comprometimento de sigilo com as engrenagens e com os ditames da grande Arte da Magia.




A Bruxaria Tradicional é ancestral e transmitida por gerações, com sua raiz de base pagã, seus praticantes são guardiões desses conhecimentos, e o são, por estarem de acordo e em afinidade com os fundamentos que formam a sua religiosidade.
Na Bruxaria Tradicional, há alguma noção de que a alma ou espírito possa entrar em outra fase de existência após a morte e isto geralmente anuncia um retorno ao poder da terra, para viver com os ancestrais e tornar-se um espírito guardião ou talvez anuncie um retorno de fazer parte da dimensão espiritual da Natureza. Deste estado, um renascimento na sua família ou clã pode ser possível, mas é misterioso. Há uma noção bem definida, apesar de naturalista, de uma existência espiritual de todas as coisas, incluindo os seres humanos. O tempo se move em círculos e da mesma forma obviamente faz o poder da natureza e assim a vida e a morte são mistérios confundidos com este fluxo.
Como a natureza é viva, assim como nós, existe a imortalidade. Os espíritos da terra são também os espíritos dos mortos e então a Natureza é venerada em muitos níveis.
Através da aplicação de alguns ritos da Antiga Arte, uma alma pode atingir um nível mais elevado de existência e viver entre a "Companhia Oculta" após a sua morte, mas isto é também um mistério melhor conhecido pelas tradições que ensinam isso.



Os ancestrais são honrados e invocados para trazer sabedoria e proteção.

Que os ancestrais, sejam eles consangüíneos, sejam eles espirituais, possam proteger e abençoar a todos com a sabedoria dos antigos caminhos

A religião é um fenômeno presente em todas as culturas e civilizações. As diferenças entre as várias religiões derivam da maneira como cada uma concebe o mundo superior e as relações entre ela e os homens.

Todas as Divindades hoje conhecidas, são pelo fato de a Arqueologia ter encontrado inscrições que lhes foram dedicadas. Essas inscrições datam de um tempo muito antigo , o que demonstra que todos os povos não permitiram que as suas tradições morressem só porque a sua gente tinha sido dominada pela força e pela civilização.




LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...