sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
OS ANIMAIS DA RELIGIÃO ANTIGA - 2
Para nós, da Religião Antiga , o Animal de poder - é o detentor da nossa energia vital. Como força do Inconsciente Coletivo, o poder do animal deve ser reconhecido e domado, caso contrário ele se manifestará na nossa Sombra como comportamentos que nos tomam.
As mais remotas manifestações artísticas, as pinturas rupestres, tratam da relação íntima entre os seres humanos e os animais. Esses eram reverenciados como companheiros de jornada e alimento sagrado. Antes de cada caçada, sempre havia um ritual propiciatório (que se revela nas pinturas rupestres), no qual os animais eram honrados e reverenciados com a gratidão de todos, pelo alimento que propiciava à vida.
Os tempos eram outros e a grande Mãe Terra reinava absoluta nos corações da raça humana e todos os seres humanos, incluindo os animais, as pedras, a água, o fogo, o ar que nós respiramos. A palavra de ordem era colaboração, e o Poder era da responsabilidade pelos semelhantes e pela Teia da Vida.
Posteriormente vamos encontrar esta ligação dos animais com o ser humano nos mitos dos Heróis ou como companheiros dos deuses(as), indicando que a associação perdurava e que, da sabedoria e esperteza dos animais, os heróis e deuses(as) retiravam a força de suas hercúleas tarefas. Nos dias de hoje, em que a colaboração foi substituída pela competição e o poder é dominação, cabe pensar onde estamos pondo ou escondendo esta força instintual que arquetipicamente faz parte de nossa herança ancestral.
Ao conhecermos a força do nosso animal de poder, sua energia fica à serviço da luz e dela recebemos saúde física e psíquica, intuição, reconhecimento e respeito pelo belo animal humano que somos.
Muitas das manifestações divinas das culturas xamânicas têm ligações muito fortes com os animais, como a grande deusa Hera (grega) e seus olhos de vaca, a Morrigan (celta) e o corvo guardião da morte, Ceridwen (celta) que se transforma em vários animais na lenda de perseguição ao Gwion, Bast (egípcia) na sua forma de gata, Ganesha (hindu) na sua forma de elefante. Não precisamos ir tão longe: uma das mais lindas lendas Guarani conta que o Grande Espírito Ñamandu se manifesta na forma de um colibri e com sua sutileza, observa a totalidade do mundo espiritual.
Esteja nossa vida precisando de um empurrão de um búfalo, a força de um leão, a calma de uma tartaruga, a inteligência de um corvo, a sabedoria do salmão, a sedução da serpente, a beleza do pavão, o pensamento do humano, ou seja, lá o que for, temos amigos para convidar e junto com eles compartilhar nossas experiências, nosso caminho, recebendo a ajuda que precisamos, a visão que precisamos ter, mas também a alegria a dividir.
Acredita-se que houve uma época, em que os humanos ficavam cercados de animais e reconheciam o parentesco com eles. Os animais possuem forças espirituais assim como os homens.
A Simbologia animal está profundamente gravada no inconsciente coletivo da humanidade.Herdamos sentimentos e recordações inconscientes que condicionam nosso comportamento consciente.
Segundo as tradições da religião antiga , cada um de nós tem pelo menos um espírito de animal, que nos dá de presente suas qualidades e muitas vezes até semelhanças. Não é à toa quando se diz que determinada pessoas tem olhar de lince ou coisas do gênero.
Dos animais podería-se tirar e entender mais mensagens que eram aprendidas a partir da simples observação de seu hábitos e interação com o ambiente. De uma águia podemos retirar a lição de liberdade, coragem, foco, altos ideais, visão poder e espírito. Os animais podem nos ensinar muito.
Cada animal traz seus talentos, ou uma essência espiritual, e através disso, cada um com sua própria medicina, trasmitem- nos a sua sabedoria.
Uma Bruxa tem a facilidade de atravessar mundos, de encontrar animais de poder, de interagir com a natureza e com os animais, tal simbologia da Bruxaria e a árvore da vida nos remonta que como uma árvore devemos entender nossa ancestralidade, nossa introspecção, nosso meio externo. Através da visão da Bruxa, ela vai em busca de sua maior caça, ela própria, o auto-entendimento, e a sua relação com o êxtase de elevação voltado aos galhos apontando para o céu.
A Bruxaria é rica a respeito da travessia entre os mundos, colocando vários portais sobre a terra. É muito citado nas doutrinas as nove árvores de avelã que crescem em torno das bordas de um lago, estas aveleiras deixam cair seus frutos, que são o símbolo da sabedoria e da inspiração oculta nas águas deste lago, onde a água é também conhecida como fator inicial da vida, dentro do lago vivem cinco salmões, que comem as mesmas, quem come do salmão recebe a sabedoria, o salmão possui além dos atributos de sua esperteza, também o da beleza, fora o fato que o salmão é como um navegador do lago da vida, isso nos traz a lembrança de um peregrino caminhando pelos mistérios da vida.
A sabedoria da avelã é a visão que engloba todo o Universo, ou seja, para as bruxas e os bruxos tudo está incluso e perfeitamente equilibrado entre os mundos, quem consome a avelã concebe o equilíbrio aos mundos, a perfeita consciência dos caminhos entre ser e estar, do interior e exterior, da migração da alma, do começo ao fim e ao chegar ao fim voltar ao começo, a avelã é a semente da arvore da vida, é a contemplação, tudo nasce dali e se projeta e volta a se tornar semente e assim se cumpre o ciclo.
Mora em minha veia uma ancestralidade da religião antiga, de alma de bruxa, que serve a Grande Mãe e cresce com conhecimento . O espírito aliado ao poder de penetrar em nossa consciência devotiva é a única forma de promovermos uma cura real. Isto é parte do processo iniciático de quem toca a força criadora da Grande Mãe e dela passa a residir no que a pajelança chama de Grande Mistério.
A energia da Águia representa a força da Grande Mãe Terra. Pairando nas alturas, em meio às nuvens, a Águia está perto do firmamento, onde reside a Grande Mãe Terra .
Os antigos consideravam o seu animal de Poder como “AQUILO” que lhes dava força e vitalidade, e que este animal, o espírito dele, estava sempre nos rondando, nos protegendo, sempre por perto, sem se afastar muito.
Poderia continuar a falar de outros exemplos, mas se ainda não sabe qual é o seu, o melhor é você procurar saber ou se prefere a companhia de muitas pessoas, como os lobos que andam em matilhas, e dai por diante.
Seu animal de poder, a partir do momento em que seja despertado, será sempre fiel seu ajudante infalível.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
UMA DAS VIDAS DE TALIESIN
A deusa Cerridwen era a grande Anciã de Gales. Era associada à Lua, ao caldeirão mágico e aos grãos. Todos os verdadeiros bardos celtas dizem ter dela nascido; de fato, os bardos galeses, como um todo, se auto-denominavam Cerddorion (os filhos de Cerridwen).
Diz-se que beber de seu caldeirão mágico confere a maior inspiração e talento a poetas e músicos. A jornada ao caldeirão era parte da iniciação de um bardo, uma jornada perigosa, como pode ser visto em uma das vidas de Taliesin.
Infelizmente, para o desgosto de sua mãe, o garoto não era nem bonito nem inteligente; resumindo, ele era feio assim como estúpido. E se sua feiúra ofendia sua mãe, sua total falta de inteligência era pior ainda, então ela resolveu usar todas as habilidades mágicas a sua disposição para dar à ele o dom de toda sabedoria.
Sem perda de tempo a Deusa então começou a trabalhar, procurando em todos os seus livros de Arte da Fadas.
Tudo isso Cerridwen colocou em seu caldeirão e - como o livro mandava - ela colocou no fogo para cozinhar por um ano e um dia, ao final do qual, marcado pelo aparecimento da Lua, as primeiras três gotas deste Caldeirão da Inspiração dariam toda a sabedoria do mundo a quem as provasse.
Gwion obedeceu e, dia e noite, ficou sentado ao lado do caldeirão fervente, mexendo diligentemente a mistura, que cada dia tornava-se mais forte.
Finalmente, quando o período de um ano e um dia estava quase para terminar, três gotas da poção acidentalmente saltaram do caldeirão fervente em seu dedo - as três gotas destinadas a Afagddu, filho de Cerridwen.
Sabia porque uma mãe ama sua criança e quais são os desejos e medos existentes no coração dos homens. E estava certo de que, como o Sol brilha de dia e a Lua durante a noite - que Cerridwen tentaria mata-lo.
Ele rapidamente saltou de seu banquinho, quebrando o caldeirão e fazendo com que seu conteúdo, agora um veneno mortal, vazasse. O som do caldeirão quebrando alertou Cerridwen que, já sabendo o que acontecera, começou a caçar Gwion.
Gwion Bach transformou-se num peixe e saltou na água.
Mas Cerridwen transformou-se numa lontra e mergulhou, e a caçada continuou.
Gwion Bach transformou-se então numa pomba e voou. Mas Cerridwen transformou-se num falcão, e a caçada continuou.
Por fim, quando estava para ser pego, Gwion Bach transformou-se num grão de trigo e jogou-se numa pilha de grãos. Mas Cerridwen se transformou numa galinha negra e ciscou o monte até encontrar o grão de trigo no qual Gwion se transformara, e feito isso engoliu-o inteiro.
A sacola de couro flutuou para longe seguindo o vai e vem das ondas, o vai e vem das marés, o vai e vem das estações, enquanto a cada dia o bebe crescia mais. E o oceano ninou o bebe, mantendo-o seguro em seu coração, até que chegasse o tempo dele ser encontrado.
Era um costume do rei, nesta data, para aumentar a quantia pescada de alguém que ele quisesse favorecer, esta pessoa podia receberia a grande quantidade de peixes que as redes reais sempre pescavam naquela data, entre a costa entre Divi e Aberystwyth. Naquele ano, o rei decidira dar este direito a seu filho Elphin, um triste rapaz cujo destino sempre pareceu azarado, esperando assim que alguma sorte cruzasse seu caminho.
Assim, naquele May Eve, Elphin foi à costa verificar o que o mar havia deixado para ele nas redes de seu pai.
Com isso dando nome ao garoto, que passou a chamar-se Taliesin.
"Flutuando como um barco nas águas,
Fui jogado numa bolsa escura,
E num mar infinito, fiquei à deriva.
Logo quando estava sufocando, tive um bom agouro,
E o mestre dos céus me libertou."
Elphin correu ao castelo de seu pai, levando Taliesin ao rei e anunciando que ele havia conseguido algo melhor do que salmões - que ele havia pescado uma criança maravilhosa, um jovem bardo.
E quando o rei perguntou a Taliesin quem era ele e de onde havia vindo, foi com tais Palavras de Poder que Taliesin respondeu:
'Eu vim da terra das estrelas de verão.
E eu cantarei minha canção até o final dos tempos.
Eu fui um salmão na rede,
um peixe na água, uma lebre nos campos,
uma pomba no ar.
Eu fui uma águia, um touro, um garanhão,uma cobra,
um machado e uma espada.
Eu fui o cordel da harpa do bardo.
Fui a espuma do mar
e as gotas de uma chuva.
Eu fui um grão de trigo que cresceu numa montanha.
Três vezes eu nasci.
Meu nome é Taliesin.'
Taliesin foi criado por Elphin e sua esposa.
Mais tarde, com treze anos de idade, ele libertou Elphin, que havia sido aprisionado por seu tio Maelgan, confundindo os bardos de Maelgan com uma charada, criando um vento tempestuoso que levaram abaixo as muralhas do castelo, e dissolvendo as correntes de Elphin com uma música.
Nascido uma vez um garoto que provou três Gotas de Inspiração, crescido uma vez como grão de trigo, e uma vez entregue do coração do oceano, o três-vezes nascido Taliesin da Face Brilhante deve - se podemos crer em suas palavras - ainda estar conosco, no som das folhas ao vento, no relincho do garanhão e no pio da águia, no som das ondas chegando a praia, ou em qualquer outra forma que sua eterna presença escolha habitar.
Quebras na Roda do Tempo
Não é coincidência que Taliesin tenha sido entregue nas redes de Gwyddno justamente em May Eve - no inicio da noite de May Day (1° de maio) - esta, afinal, é uma data muito significativa no calendário celta. É o festival de Beltane, que marca o início do Samradh, a metade do ano referente ao verão, que vai até o Halloween, ou Samhain. Estes momentos por sua vez são limítrofes, quando a existência mantém-se entre dois estados energéticos, produzindo uma 'quebra' na Roda do Tempo e fazendo com que as regras que normalmente governam o mundo físico fiquem temporariamente suspensas, criando uma fissura no tecido da realidade por onde o Outro Mundo passa a acessar o reino dos vivos. Como Samhain, Beltane também é um momento estranho, de grande poder e magia.
Um Povo da Noite.
O fato de Taliesin ter sido descoberto no que os calendários modernos tem como May Eve (Véspera de Maio), ao invés de May Day (1° de Maio), está relacionado a maneira dos celtas de contar os dias. O dia, para eles, não começava a meia-noite, como ocorre atualmente, mas sim no poente do que, para nós, seria o dia anterior. Desde modo, a Véspera de Maio (May Eve) era considerado o início de Beltane. Foi esta maneira única de calcular os dias que levou os romanos a se referiram aos celtas da Gália como 'um povo noturno'.
Um Ano e Um Dia O fato dos dias começarem no poente e de manter um calendário se mostra neste mito no período de 'um ano e um dia' que caldeirão deveria ficar cozinhando.
Acredita-se que Taliesin foi um bardo que cantava nas cortes de pelo menos três reis celtas britânicos da era.
Taliesin ("Fronte Resplandecente") era um mago e bardo que, segundo a mitologia galesa, foi o primeiro indivíduo a obter o dom da profecia. Numa versão da história, era lacaio da bruxa Ceridwen e chamava-se Gwion Bach. Ceridwen preparou uma poção mágica que, depois de um ano de fervura, deveria derramar três gotas de sabedoria. Quem quer que engolisse tais gotas preciosas ficaria a saber todos os segredos do passado, presente e futuro.
"Sou velho, sou novo", disse ele. "Estive morto, estive vivo".
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
OS ANCESTRAIS II
Honrar os nossos ancestrais é não só, honrar o nosso passado, mas perceber muito do que se passa nas nossas vidas hoje em dia. É um trabalho que deve ser continuamente feito, permitindo aceder a uma sabedoria profunda e a uma possibilidade de real transformação que vai ter efeitos nas gerações futuras.
Os Ancestrais não podem ser divulgado abertamente. Conhecer Deusas e Deuses é ter acesso a energias que estão além da compreensão da ciência e que requerem um aprendizado cuidadoso.
Ancestrais que nos deram a vida, de um ventre ao outro, de mão em mão, de sopro em sopro sagrado, no entremear-se das almas através dos milênios sobre esta Terra. Os ancestrais são nossos predecessores e nossas próprias vidas passadas.
A conexão com nosso passado, com aqueles que vieram antes de nós, nos ajuda a encontrar força e sabedoria para caminhar no futuro. Nós somos os resultado de milhares de pessoas, que viveram, aprenderam, criaram, ensinaram. Eles tornaram possível nossa realidade, errando ou acertando. Eles honravam os que ja passavam por nossa Terra. O que eles fizeram no passado impactam as gerações presentes.
A reconexão com os ancestrais ajuda a compreendermos quem nós somos e da onde viemos. Precisamos inventariar o que nos foi deixado de negativo para não repassarmos para as gerações futuras. Precisamos curar a ferida do nosso passado para reestruturarmos o nosso presente e assim termos mais esperanças no futuro. Assim como precisamos conhecer e honrar o que nossos ancestrais nos deixaram. A conexão com os ancestrais nos fornecem um sentido de continuidade que nos ajuda em momentos difíceis. Eles influenciaram nossa aparência física, nosso comportamento atual, nosso inconsciente, nossa energia.
Os ancestrais espirituais, ou seja, os bruxos e bruxas, sacerdotes e sacerdotisas que através dos tempos mantiveram e passaram o conhecimento e a sabedoria das artes mágicas, curas e Espiritualidade de nossas Tradições para que essas chegassem até nós. É claro que um Ancestral consangüíneo pode muito bem ser também um Ancestral espiritual (como no caso das Bruxas hereditárias).
Para os antigos, os grandes deuses eram sagrados demais para serem mantidos próximos. Era de mal agouro trazer os deuses da cidade para dentro da própria casa. Junto de si, apenas os deuses da família, os complacentes, os que tinham afinidades com a sua linhagem de sangue.
O poder ancestral é transmitido de geração a geração, através da palavra falada, do conhecimento compartilhado pelos membros do clã, a sabedoria é guardada sobre juramento dos membros e repassado as próximas gerações através dos membros mais antigos.
Algumas culturas possuem cerimônias para reverenciar os ancestrais e aqueles que já se foram. O valor disso está no fato de expandir nosso sentido cultural de continuidade e homenagear a morte como uma das transições fundamentais da vida.
Nas culturas mais antigas, a morte era compreendida como um aspecto importante da vida e tinha lugar nobre na sociedade. É uma festa de compaixão.
Desde os remotos tempos do "neolítico" (ou da pedra polida), os nossos ancestrais ergueram suas visões ao alto das brumas sagradas para abrir o caminho de purificação , com respeito e reverência ao elemental sagrado .
As nossas ancestrais foram trabalhadoras incansáveis. Os exemplos de dedicação a Arte demonstram com exatidão a fidelidade e a honradez que nos legaram, com a retidão determinada no cumprimento do dever para com os Deuses.
O aperfeiçoamento deve constituir a principal preocupação da Bruxa, em todos os ramos da sua atividade. Tendo sempre a necessidade de esmerar-se no desempenho das suas obrigações, procurando executar o trabalho com o devotamento de que for capaz..
Sem atenção, interesse, conhecimento, esforço, dedicação, alegria, bom - humor , devoção, e inabalável disposição de alcançar resultados positivos, não se caminha para o aperfeiçoamento.
Lembrando sempre que quanto mais se conhece, quanto mais se estuda, mais reconhece a distância que a separa do saber absoluto, que exige uma eternidade de estudos.
Os verdadeiros sábios não perdem a consciência das suas limitações e esforçam-se para aprender mais e mais.
A modéstia e a despretensão devem ser sempre exercitadas. Só as medíocres e preocupadas em exibir-se , expõem desnecessariamente o seu saber. Alardes de atributos mágicos são ridículos e hipotéticos. Por isso há necessidade de comedimento, de moderação em todos os gestos e atitudes, que deverão constituir um sadio hábito na vida de qualquer Bruxa, para poder conduzir sempre com dignidade a missão em nós depositada. Missão esta que não está dissociada, do nosso comprometimento de sigilo com as engrenagens e com os ditames da grande Arte da Magia.
A Bruxaria Tradicional é ancestral e transmitida por gerações, com sua raiz de base pagã, seus praticantes são guardiões desses conhecimentos, e o são, por estarem de acordo e em afinidade com os fundamentos que formam a sua religiosidade.
Na Bruxaria Tradicional, há alguma noção de que a alma ou espírito possa entrar em outra fase de existência após a morte e isto geralmente anuncia um retorno ao poder da terra, para viver com os ancestrais e tornar-se um espírito guardião ou talvez anuncie um retorno de fazer parte da dimensão espiritual da Natureza. Deste estado, um renascimento na sua família ou clã pode ser possível, mas é misterioso. Há uma noção bem definida, apesar de naturalista, de uma existência espiritual de todas as coisas, incluindo os seres humanos. O tempo se move em círculos e da mesma forma obviamente faz o poder da natureza e assim a vida e a morte são mistérios confundidos com este fluxo.
Como a natureza é viva, assim como nós, existe a imortalidade. Os espíritos da terra são também os espíritos dos mortos e então a Natureza é venerada em muitos níveis.
Através da aplicação de alguns ritos da Antiga Arte, uma alma pode atingir um nível mais elevado de existência e viver entre a "Companhia Oculta" após a sua morte, mas isto é também um mistério melhor conhecido pelas tradições que ensinam isso.
Os ancestrais são honrados e invocados para trazer sabedoria e proteção.
Que os ancestrais, sejam eles consangüíneos, sejam eles espirituais, possam proteger e abençoar a todos com a sabedoria dos antigos caminhos
A religião é um fenômeno presente em todas as culturas e civilizações. As diferenças entre as várias religiões derivam da maneira como cada uma concebe o mundo superior e as relações entre ela e os homens.
Todas as Divindades hoje conhecidas, são pelo fato de a Arqueologia ter encontrado inscrições que lhes foram dedicadas. Essas inscrições datam de um tempo muito antigo , o que demonstra que todos os povos não permitiram que as suas tradições morressem só porque a sua gente tinha sido dominada pela força e pela civilização.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
AS BRUXAS DA BRUXARIA TRADICIONAL DA RELIGIÃO ANTIGA

Há uma grande confusão, entre os leigos, acerca de bruxaria tradicional e da moderna. A bruxaria tradicional tem suas raízes aprofundadas através do período pré-histórico, podendo ser considerada em parte irmã e em parte filha de antigas práticas e cultos xamânicos.
A Bruxaria Tradicional é uma das filosofias mais complexas que a simplicidade pode construir, e nada e ninguém pode traduzi-la com a escrita fria ou com a razão, para entendê-la é preciso morrer nesse mundo, perder os sentidos e acordar na praia renascido das águas do mar.

Na Bruxaria Tradicional, se encontram um fato de origem que é a magia natural, aquela magia relacionada a natureza, a cura através de ervas, dos deuses personalizados em cada rio, floresta ou montanha, em cada objeto característico da natureza, no princípio da terra onde moramos, no mar onde é um enigma vida/ morte, e do céu que esta acima dos seres humanos, e assim o homem daquela época entendia os mundos da natureza pelo simples fato dele assim o ver.
Ao contrário da Wicca, a Bruxaria tradicional tem como o objetivo continuar praticando a Velha Arte que antecede o século XX.
Nas últimas décadas a bruxaria e o paganismo ganhou popularidade, então é como se de repente tudo fosse bruxaria; se são crenças pré-cristãs então é bruxaria; se evocam-se deuses e fazem uma magia, então é bruxaria; alguém fez um feitiço ou uma simpatia esporádica, então é bruxaria.
As pessoas esqueceram ou nunca aprenderam o que verdadeiramente é bruxaria, que o espírito da bruxaria é a Liberdade.
Conheci muitas Bruxas, Bruxos, Guardiões,Sacerdotisas e Magos, velhos e novos, todos com suas verdades e muito conhecimento que se perderam no tempo.
O conhecimento é contínuo, e todos carregam fragmentos de verdades.

A medida do conhecimento não é feita pela idade, mas sim pelos anos de estudo, e o mais importante, é como você utilizou esses anos.
Se praticou o que se aprendeu, se cresceu espiritualmente e intelectualmente.
É preciso saber tirar proveito dos estudos, da sabedoria para viver bem com você e com os seus.
A verdadeira Bruxa quando observa o por do sol, fecha os olhos e sente a alma expandir, ela sente que é tudo, e que entende tudo e consegue traduzir o canto universal, esse misterioso chamado que nos proporciona tão grande bem estar e plenitude de ser. Quando a Bruxa vê a lua, sente que entre elas existe uma ligação muito intima, pois ambas possuem ciclos, fases, ser Bruxa também é isso, é identificar as analogias entre a natureza e o 'Eu' e ver que o que está em cima é o que está embaixo.
A Bruxa possui a sabedoria conseguida através da maturidade e das muitas experiências, sem com tudo perder o coração doce da criança que descobre o mundo. De suas mãos brotam a Arte em todos os sentidos, ela tem amor por tudo que faz, tem o toque delicado que acaricia as flores, que tenta tocar as estrelas, que tenta tocar o infinito. Todas sabem que a natureza é uma Mãe sábia, ela nos dá, mas também tira, e que devemos ser sagazes, sermos fortes, e que um dia todos sem exceção, voltaremos para ela, para o grande Útero Universal.

A Bruxa tem uma relação de cumplicidade com sua consciência, sabe que até mesmo no “Olho do Furacão” ela acha a sabedoria necessária para criar.
A bruxa é calma porque é consciente porque medita e portanto não precisa ter os males da ansiedade, do medo e da raiva. Compreende ao próximo porque compreende antes a si mesma e reconhece suas faltas e necessidade de aprimoramento, assim como conhece a seus dons e poderes. Ela não tem medo porque reconhece no medo um aliado, sabe diagnostica-lo e compreender cada mensagem que sua sensação traz.

A Bruxa tem uma relação de cumplicidade com sua consciência, sabe que até mesmo no “Olho do Furacão” ela acha a sabedoria necessária para criar.
A bruxa é calma porque é consciente porque medita e portanto não precisa ter os males da ansiedade, do medo e da raiva. Compreende ao próximo porque compreende antes a si mesma e reconhece suas faltas e necessidade de aprimoramento, assim como conhece a seus dons e poderes. Ela não tem medo porque reconhece no medo um aliado, sabe diagnostica-lo e compreender cada mensagem que sua sensação traz.
O mesmo se aplica a raiva, pois compreende que a raiva é a forma que temos de descarregar a energia que esta sobrando. Portanto ao invés de deixar a água parada apodrecendo, ela apenas flui intermitentemente a fim de sempre estar reciclando a si mesma e auxiliando ao próximo.
O poder da Bruxa é algo muito pessoal.
Vem do seu interior, de sua força energética.
Somos alquimistas...
Em tudo colocamos magia.
O tempo vai nos tornando poderosas, pois a experiência é adquirida com nossas atuações mágicas.
Manipulamos ervas, poções mágicas, e rituais sagrados...
De uma coisa podemos ter certeza:
De nada adianta querer apressar as coisas; tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
A Bruxa é a eterna buscadora de si mesma em todos os lugares e condições. A bruxa É a consciência porque se faz plena e atenta aos detalhes. Somos bruxas porque vivemos presentes em nós mesmas, cientes em nossa ciência: o vivenciar.
O conhecimento da Bruxaria real é um processo contínuo de estudo, e jamais será compreendida por aqueles que se limitam a repetir sem vivenciar, sem compreender, sem interiorizar, presos a conceitos ligados a dogmas ou concepções obsoletas, condicionadas pela formação imposta pelo poder patriarcal.
É tão simples a concepção real da Bruxaria, da fé e da devoção aos Deuses, que em uma só palavra poderíamos sintetizar: essa palavra é CONDUTA.
A Bruxaria desde os tempos mais remotos da humanidade se desdobrou, se estabilizou a partir da conduta dos seus praticantes.
E quando digo normas de conduta, não estou estabelecendo regras ou rigidez de comportamento, mas sim refiro-me a um procedimento coerente com o que pregamos. Em obediência as Tradições, todas libertárias, livres de preconceitos, o que constitui uma realidade incontestável, com um próprio e peculiar código de disciplina.
Alguém que tem como base trazer os antigos costumes, não é apenas um tradicionalista, é também um artista onde em cada pincelada uma imagem vai se mostrando, onde no final desta esta um retrato do próprio artista e com este um valor imensurável de concretização pessoal, de magia e auto-entendimento. Tradição é o caminho do meu ancestral, dos amigos que prezam a amizade com o próprio sangue, aqueles que fizeram do passado a origem do presente numa infinita parte e por menor que seja fazem parte do meu gene.
Nosso olho interior, fortificado de sabedorias milenares nos torna cada dia mais fortes.
Aprendemos a ver além do que os olhos humanos podem ver.
Olhamos com a alma...
Envolvida em uma nuvem de energia cósmica doada pelas Divindades.
Ouvimos as vozes do mundo...
Os sussurros dos mistérios dos oráculos.
Aprendemos a manipular o dom da cura, decifrar os sonhos,
E sabemos que temos que controlar nossos poderes.
Eles devem ser usados com responsabilidade, e não com impulsos de desejos apenas.
Existe diferença entre ser discreto e esconder.
Você deve ser discreto.
Mas não deve nunca se envergonhar ou ter duvidas do que você é e do que optou seguir.
Você não é as suas roupas , nem o conteúdo da sua carteira.
Você é o que você acredita ser.
Não deixe tirarem isso de você.
Não busque aceitação dos outros se escondendo,
Mas sim que te aceitem do jeito que você é.
Alguns caminhos são mais curtos, outros mais longos.
O que importa realmente não é a chegada, mas sim o trajeto, o conhecimento adquirido nesse percurso.
A mulher sonha, A bruxa faz o sonho acontecer, A mulher mentalisa, A bruxa a transforma em realidade.
A mulher é capaz de matar por um grande amor, Mas só a bruxa é capaz de morrer por ele‼
E assim somos nós Bruxas da Religião Antiga da Bruxaria Tradicional.
Termino este texto com uma frase:
“Aquilo que não é conhecido pode ser temido embora seja uma citação antiga é muito atual”.

O poder da Bruxa é algo muito pessoal.
Vem do seu interior, de sua força energética.
Somos alquimistas...
Em tudo colocamos magia.
O tempo vai nos tornando poderosas, pois a experiência é adquirida com nossas atuações mágicas.
Manipulamos ervas, poções mágicas, e rituais sagrados...
De uma coisa podemos ter certeza:
De nada adianta querer apressar as coisas; tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
A Bruxa é a eterna buscadora de si mesma em todos os lugares e condições. A bruxa É a consciência porque se faz plena e atenta aos detalhes. Somos bruxas porque vivemos presentes em nós mesmas, cientes em nossa ciência: o vivenciar.

O conhecimento da Bruxaria real é um processo contínuo de estudo, e jamais será compreendida por aqueles que se limitam a repetir sem vivenciar, sem compreender, sem interiorizar, presos a conceitos ligados a dogmas ou concepções obsoletas, condicionadas pela formação imposta pelo poder patriarcal.
É tão simples a concepção real da Bruxaria, da fé e da devoção aos Deuses, que em uma só palavra poderíamos sintetizar: essa palavra é CONDUTA.
A Bruxaria desde os tempos mais remotos da humanidade se desdobrou, se estabilizou a partir da conduta dos seus praticantes.
E quando digo normas de conduta, não estou estabelecendo regras ou rigidez de comportamento, mas sim refiro-me a um procedimento coerente com o que pregamos. Em obediência as Tradições, todas libertárias, livres de preconceitos, o que constitui uma realidade incontestável, com um próprio e peculiar código de disciplina.

Alguém que tem como base trazer os antigos costumes, não é apenas um tradicionalista, é também um artista onde em cada pincelada uma imagem vai se mostrando, onde no final desta esta um retrato do próprio artista e com este um valor imensurável de concretização pessoal, de magia e auto-entendimento. Tradição é o caminho do meu ancestral, dos amigos que prezam a amizade com o próprio sangue, aqueles que fizeram do passado a origem do presente numa infinita parte e por menor que seja fazem parte do meu gene.
Nosso olho interior, fortificado de sabedorias milenares nos torna cada dia mais fortes.
Aprendemos a ver além do que os olhos humanos podem ver.
Olhamos com a alma...
Envolvida em uma nuvem de energia cósmica doada pelas Divindades.

Ouvimos as vozes do mundo...
Os sussurros dos mistérios dos oráculos.
Aprendemos a manipular o dom da cura, decifrar os sonhos,
E sabemos que temos que controlar nossos poderes.
Eles devem ser usados com responsabilidade, e não com impulsos de desejos apenas.
Existe diferença entre ser discreto e esconder.
Você deve ser discreto.
Mas não deve nunca se envergonhar ou ter duvidas do que você é e do que optou seguir.
Você não é as suas roupas , nem o conteúdo da sua carteira.
Você é o que você acredita ser.
Não deixe tirarem isso de você.
Não busque aceitação dos outros se escondendo,
Mas sim que te aceitem do jeito que você é.

Alguns caminhos são mais curtos, outros mais longos.
O que importa realmente não é a chegada, mas sim o trajeto, o conhecimento adquirido nesse percurso.
A mulher sonha, A bruxa faz o sonho acontecer, A mulher mentalisa, A bruxa a transforma em realidade.
A mulher é capaz de matar por um grande amor, Mas só a bruxa é capaz de morrer por ele‼
E assim somos nós Bruxas da Religião Antiga da Bruxaria Tradicional.
Termino este texto com uma frase:
“Aquilo que não é conhecido pode ser temido embora seja uma citação antiga é muito atual”.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
ORGULHO DE SER PAGÃO
Uma frase que define um pagão ““FAÇA O QUE QUISER DESDE QUE NÃO FAÇA MAL A NADA NEM A NINGUÉM”
O paganismo é com certeza a religião mais antiga .
Desde tempos imemoriais, os povos nômades que vagavam pela região cultuavam os espíritos da terra, os deuses da Natureza, e mesmo após milênios de perseguição por parte dos romanos, dos nobres e da Igreja, as práticas pagãs persistem em vilarejos isolados, no campo e na floresta.
O paganismo é um dos caminhos que nos leva à comunhão com os Deuses, a reconexão com a natureza e as divindades politeístas, antes da era cristã, ou seja, a religião natural de um povo. "A característica das tradições pagãs é a ausência de proselitismo e a presença de uma mitologia viva na sua prática religiosa."
Na verdade, não se pode definir o paganismo, “A Religião Antiga”, como uma religião única. Cada povo que viveu trouxe consigo seu próprio panteão, como os celtas, os eslavos e os magyares. Apesar de as práticas pagãs poderem se diferenciar bastante entre uma região e outra, a grande maioria segue uma idéia geral, centrada nos ciclos da natureza. Para os pagãos, o nascimento e a morte são vistas como um processo interminável de emergência e retorno.
A principal característica da religiosidade pagã é a radical imanência divina, ou seja, a divindade se encontra na própria Natureza (o que inclui os humanos), manifestando-se através dos seus fenômenos.
Talvez a persistência do paganismo, mesmo após tanto tempo de perseguição, se deva ao seu apelo para os camponeses, as pessoas simples da Idade Média. A Religião Antiga é, antes de tudo, uma crença prática, que ensina as pessoas o que elas precisam saber para compreender o mundo e sobreviver aos seus desafios. Afinal, o paganismo se desenvolveu a partir da interação dos povos do passado com o mundo da Natureza, e portanto tem um grande significado para os habitantes das áreas rurais e selvagens.
Na verdade, não se pode definir o paganismo, “A Religião Antiga”, como uma religião única. Cada povo que viveu trouxe consigo seu próprio panteão, como os celtas, os eslavos e os magyares. Apesar de as práticas pagãs poderem se diferenciar bastante entre uma região e outra, a grande maioria segue uma idéia geral, centrada nos ciclos da natureza. Para os pagãos, o nascimento e a morte são vistas como um processo interminável de emergência e retorno.
A principal característica da religiosidade pagã é a radical imanência divina, ou seja, a divindade se encontra na própria Natureza (o que inclui os humanos), manifestando-se através dos seus fenômenos.
Talvez a persistência do paganismo, mesmo após tanto tempo de perseguição, se deva ao seu apelo para os camponeses, as pessoas simples da Idade Média. A Religião Antiga é, antes de tudo, uma crença prática, que ensina as pessoas o que elas precisam saber para compreender o mundo e sobreviver aos seus desafios. Afinal, o paganismo se desenvolveu a partir da interação dos povos do passado com o mundo da Natureza, e portanto tem um grande significado para os habitantes das áreas rurais e selvagens.
Dentro da nossa crença não há o conceito de "bem" e "mal", há apenas o comprometimento com a verdade, a honra, a justiça, a lealdade e o respeito para com a natureza e todos os seres.
As crenças pagãs, ainda, dão um grande valor aos Deuses da Natureza e que fazem parte da vida cotidiana, como os leshy, povo das árvores, os volkhu, povo da terra e das rochas, e os vodanyoi, os maliciosos povos das águas e dos rios. A Antiga Religião também dá um grande valor aos ancestrais, que trazem conselhos aos seus descendentes através das sacerdotisas mais antigas.
A imensa maioria das culturas pagãs reconhece a intrínseca dualidade entre a bondade e a luz e a maldade e as trevas como o princípio que rege o mundo.
As práticas ligadas ao Druidismo e a Bruxaria Tradicional, no caso com foco celtibero, são religiões naturais da terra que nos trazem um maior centramento interno através da reconexão com a nossa ancestralidade, com a terra onde vivemos e os elementos que a cercam, em conformidade aos Três Reinos Celtas (a Terra, o Céu e o Mar) e a sua visão do mundo.
O paganismo não tem nenhuma relação com satanismo ou magia "negra". Os mistérios pagãos vão muito além das brumas do tempo... Prestes a renascer!
As brumas são os véus que encobrem o mistério do caminho gasto pelo uso. Muitos são os que vão nos ver e não vão nos entender, além de não conseguirem absorver toda a sabedoria dos Antigos, simplesmente por medo e/ou ignorância.
Abençoado seja o resgate da espiritualidade celta e da sacralidade da natureza!
Se pensarmos no ensinamento que remonta ao Egito Antigo, que diz que "o que está acima é como o que está abaixo e o que está abaixo é como o que está acima", compreendemos que esta asserção busca nos dizer que a natureza dos Criadores é a mesma de suas criaturas.
Os pagãos buscam, dessa maneira, compreender "o que está acima" - seus Deuses - conhecendo "o que está abaixo" - a Natureza e seus semelhantes."
Lembrar dessas coisas é a orientação básica para tornar-se um verdadeiro pagão. Princípios de como ser justo, leal e gentil, bem como viver com bravura, sabedoria e em comunhão com todos os seres viventes. Honrando sempre os Deuses, a natureza e os nossos ancestrais.
Todo bruxo e bruxa deve ser capaz de aceitar-se a si mesmo, na sua totalidade, conhecer e cultivar seu lado bom e ruim. Fora dos limites sociais, da moral e dos costumes culturais, somos um elemento da natureza e assim, manifestamos a vontade dela.
Ser pagão é buscar constantemente harmonizar-se com a infinita sabedoria da natureza, onde se aprende diariamente através da linguagem da Terra e do Céu, a decifrar sinais como, por exemplo, o movimento das folhas das árvores, a beleza do canto dos pássaros, o cheiro das ervas e das flores, o calor de uma fogueira e com isso, passamos a entender melhor o valor e o respeito à natureza, o amor a todos os seres e o equilíbrio do universo.
Vale ressaltar o princípio da liberdade religiosa, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo 18, que diz o seguinte:
"Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos."
Originalmente, o termo "PAGÃO" era empregue para diferenciar os seguidores das religiões da Terra, dos muitos deuses e deusas da Natureza. É este o sentido que adotamos quando utilizamos o termo "paganismo". Assim, costumamos nos referir às culturas pré-cristãs da Europa e das Américas (apenas como exemplos clássicos) como "culturas pagãs".
Poucas pessoas hoje em dia ainda mantêm um contato direto com as tradições originais do Paganismo, daí a necessidade de se diferenciar o Paganismo original - surgido na Antigüidade - do novo paganismo, representado por diversas correntes recentes. Para que tal diferenciação seja bem clara e cristalina, muitos autores e pesquisadores optam por utilizar o termo neo-pagão, ou seja, os novos pagãos - aqueles que seguem tradições filosófico-espirituais inspiradas nos ensinamentos e valores das Antigas Religiões.
Dentre estas correntes neo-pagãs, sem dúvida duas ganham destaque: a wicca e o neo-druidismo.
Para as pessoas que ainda não tem respeito pelos pagão vale lembrar que O Papa João Paulo recebeu o sinal da deusa pagã Shiva em sua testa, e o fez com o maior repeito.
Eu tenho orgulho em ser pagã porque posso ver ao mundo e a mim mesma com olhar mais simples, sem culpas e sem pecados. Sentir a Terra como parte minha e eu dela. Posso me aceitar; aceitar meus erros sem desespero e aprender com eles, crescendo; posso aceitar meus defeitos e trabalhá-los pra viver bem; posso ver a magia do mundo sem medo; posso nascer livre...e saber que a minha vida só depende de mim mesma, que o que eu quiser eu posso conseguir!
Ter a liberdade de pensar, de fluir minhas energias sem ficar presa a dogmas.
Poder conversar com a Deusa, com os espiritos da natureza sem achar q to louca!!!
Realizar meu rituais bem a vontade sem ter q seguir uma linha fiel a alguma coisa ja definida, fazer simplesmente seguindo minha intuição!
Ser Livre...
...para Amar, Sonhar, Ousar, Viver e sentir vida em cada planta, animal, rio, mar, floresta...como extensão de meu ser e de minha Mãe :)
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