quinta-feira, 8 de setembro de 2011

OS ANCESTRAIS


 A Bruxaria Tradicional, refere-se às crenças e práticas da Arte que antecedem o século vinte. Normalmente, apesar de a doutrina e as práticas da Bruxaria Tradicional terem raízes em tempos muito antigos, o tempo mais longínquo que a maior parte das organizações tradicionais podem se datar com alguma exatidão é o século 17. Entretanto, a história do século 11 em diante testemunham práticas similares àquelas transmitidas hoje pelas bruxas tradicionais.



A bruxaria tradicional tem suas raízes aprofundadas através do período pré-histórico, podendo ser considerada em parte irmã e em parte filha de antigas práticas e cultos xamânicos.

Historicamente, tal e qual os xamãs, o papel social das bruxas tradicionais era basicamente dividido entre a prestação de auxílio à população na cura de problemas de saúde (problemas da carne, da psiquê e do espírito) e o contato com os espíritos dos mortos e dos deuses (encaminhamento de espíritos recém-desencarnados a seu destino, obtenção de favores da Deusa e/ou dos Deuses, previsões do futuro para facilitar a tomada de decisões tanto no nível pessoal quanto para a comunidade - neste último caso a leitura do futuro seria para os chefes).



Os ancestrais são aqueles que vieram antes e nos transmitiram conhecimento, sabedoria, estrutura e vida.

Termo utilizado para se referir àqueles que viveram anteriormente. Culto aos mortos existem desde o período Neolítico.
Os templos ancestrais geralmente são posicionados no quadrante Leste ou Oeste, a região onde o Sol e a Lua nascem e se pôem nos mundos inferiores, retornando diariamente em um ciclo infinito. 


O contato com os antepassados é parte essencial na vida de uma bruxa. Amorosos e sempre prontos a nos ajudar, nossos ancestrais mortos se dispõe a atender a nossos pedidos e nos dão força nos momentos difíceis.

Esses ensinamentos são baseados na observação da natureza e seus sinais: Sol, Lua, Terra, Água, Fogo, Ar, Animais, Plantas, Vento, Ciclos, e assim por diante. Pode-se considerar a Religião Antiga  como a verdadeira arte de viver.

Ao observarem o ciclo da natureza e suas manifestações, os antigos puderam perceber sua conexão com o todo. 



Desta forma, se abriram para o aprendizado daquilo que realmente somos e tornaram-se capazes de elevar a consciência e se relacionar com outras realidades e dimensões, assim como manter plena e perfeita harmonia com a natureza, possibilitando a total integração de seus corpos físico, mental, emocional e espiritual. A Religião Antiga é uma filosofia de vida muito antiga, que visa o reencontro do homem com os ensinamentos e fluxo da natureza e com seu próprio mundo interior.

Sua origem não tem raízes históricas ou geográficas, na realidade é um conjunto de ensinamentos milenares que, através da tradição , foram sendo passadas até os dias de hoje.

Esses ensinamentos são baseados na observação da natureza e seus sinais: sol, lua, Terra, Água, Fogo, Ar, Animais, Plantas, Vento, Ciclos, etc...





Ao observarem o ciclo da natureza e suas manifestações, os antigos puderam perceber sua conexão com o todo . Desta forma, e se abriram para o aprendizado daquilo quem realmente somos e tornaram-se capazes de elevar a consciência e se relacionar com outras realidades e dimensões, assim como manter plena e perfeita harmonia com a natureza, possibilitando a total integração de seus corpos físico, mental, emocional e espiritual.

A prática utiliza-se do trabalho com: ervas, direções sagradas, rituais, contato com natureza e seres espirituais, ritmos, danças e movimentos corporais, elementos básicos da natureza (água, terra, ar, fogo, cristais, pedras, argila, etc...) e técnicas de de purificação dos corpos físico, emocional, mental e espiritual, entre outras coisas.

A origem da Religião Antiga ocorreu há milhares de anos atrás, quando nossos ancestrais decidiram superar os obstáculos impostos no caminho da evolução. Essa ancestralidade possuía total integração com a natureza.


Assim, seguindo o fluxo da integração total, o Céu torna-se o Pai que ensina o caminho das estrelas e das origens ancestrais. A Terra torna-se a Mãe que ensina os caminhos das relações, das integrações e evolução da matéria. O grande avô é o Sol, que ensina todos os dias a sabedoria dos ciclos e do círculo da vida. Então a avó é a Lua com sua serenidade, que ensina a arte de sonhar e os mistérios que ilumina os caminhos pelas noites da vida. As Árvores e Vegetais, tornam-se o Povo em Pé; as Águas, o Povo das Águas; o Trovão, o Espírito do Trovão; as Pedras, o Povo de Pedra e todos os Animais tornam-se os irmãos mais jovens. Tudo possui uma energia vital, uma força, um espírito.



A Religião Antiga é como um conjunto de crenças ancestrais que estabelece contato com uma realidade oculta ou estados alterados da consciência afim de obter conhecimento, poder, equilíbrio, saúde para si mesmo e para outras pessoas.

Nos tempos antigos, o povo celta celebrava a festa dos mortos para honrar a memória dos seus antepassados, pois esta era a noite em que as barreiras entre o mundo dos vivos e o dos mortos estavam mais finas e permeáveis, permitindo aos antepassados misturarem-se com os vivos, recebidos e festejados pelos seus parentes, trazendo por sua vez as bençãos do outro mundo. O véu entre este mundo e o dos mortos era levantado, e aqueles que estavam preparados podiam aventurar-se a ir até ao outro lado. Os rituais dos druidas pretendiam contactar os espíritos dos mortos, que eram vistos como guias e conselheiros. Os espíritos dos familiares, guardiães da sabedoria da tribo, eram honrados e festejados. 




A noite de 31 de Outubro até à madrugada de 1 de Novembro é a primeira celebração do Inverno e o dia em que começa o ano novo celta. É também uma festa dos mortos. O cristianismo manteve a tradição da festa dos mortos, embora a restringisse aos mortos abençoados, daí que o feriado de dia 1 de Novembro se chame "dia de todos os santos". Como as pessoas exigiam o direito de celebrar também os seus mortos na data em que sempre o tinham feito, criou-se então o "dia de finados", a 2 de Novembro, conhecido em Inglaterra como o "dia de todas as almas".

É um tempo de começos e de encerramentos, através da morte no Inverno que se aproxima e do renascimento na próxima Primavera. Para os celtas, o tempo era cíclico. Nesta visão, a noite do ano novo era um ponto fora do tempo, o ponto em que o fim e o recomeço se ligavam, onde a ordem do universo se dissolvia no caos primordial, para se refazer numa nova ordem. Por isso, o Samhain era uma noite fora do tempo e desta forma era o momento apropriado para se ter acesso a qualquer outro ponto do tempo. Esta data também era conhecida como "o dia entre os anos". O dia antes de Samhain era o último do ano, e o dia a seguir era o primeiro do novo ano. Samhain encontrava-se entre os dois anos, sem pertencer a nenhum deles, sendo por isso particularmente mágico.


Havia ainda o costume de deixar oferendas (comida e leite) à porta das casas, para que as fadas, em vez de importunarem os humanos, lhes agradecessem a oferta com a sua proteção. Os brincalhões disfarçados que andavam pelas ruas durante esta noite, aproveitavam para pilhar, ou mesmo exigir, essas oferendas. Vem daí o costume, nos países anglófonos, das crianças andarem disfarçadas de porta em porta, a pedir doces - em Portugal, também há o costume no dia 1 de Novembro de as crianças, em grupos, irem bater às portas e pedir o "pão por Deus" ou, em certas regiões, pedir "os santinhos".

A ideia de "noite das bruxas", divulgada pelo cristianismo, deu um aspecto muito negativo a esta data, que ainda hoje mantém a sua carga supersticiosa. Samhain, de acordo com a antiga divisão do ano em duas metades, é também conhecido por Halloween - da expressão All Allows Eve, "a noite em que tudo é permitido". As cores desta data são o negro, o laranja e o índigo. Os símbolos que lhe correspondem são o caldeirão, as velas votivas, o espelho mágico, as abóboras, os instrumentos de adivinhação (bola de cristal, taro), a máscara e o Jack o'Lantern.

Os celtas não acreditavam em demónios, mas as fadas eram muitas vezes consideradas hostis e perigosas para os humanos, sobretudo quando se queriam vingar dos homens que inadvertidamente ocupavam as suas terras.

Os Ancestrais são cultuados e honrados nas mais diversas Culturas e Tradições do mundo. Na religião celta (o Druidismo) eles detinham um papel fundamental dentro do culto e liturgia. Vemos claramente o papel dos Ancestrais em religiões como o Budismo, Hinduismo, práticas Xamânicas (entre as quais o Candomblé e Umbanda Brasileiro e o Vodu Haitiano), e até mesmo na religião Católica. E na Bruxaria não poderia ser diferente.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

JOANA D’ARC



QUEIMADA E MORTA COMO BRUXA ,DEPOIS SANTIFICADA PELA PROPRIA ROMA E CONDECORADA COMO A PADROEIRA DE FRANÇA


Filha de Jaques d'Arc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas

Aos treze anos de idade, Joana d'Arc ouve uma voz que lhe fala da desgraça que há na França e a incentiva a ir em ajuda ao Rei, Carlos VII. Este apelo irá ser repetido mais duas ou três vezes nessa semana. Joana mantém segredo e responde fazendo voto de virgindade, sinal de consagração a Deus. Ela dirá mais tarde: "A voz dizia-me que iria a França e que eu não podia demorar mais onde estava, a voz dizia-me que eu levantaria o cerco à cidade de Orléans".
A jovem, dizia ouvir santos dando-lhe instruções sobre como vencer a Guerra dos Cem Anos (travada entre a França e a Inglaterra, de 1337 a 1475). 


A França vivia a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França. A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto.

Conseguiu aos dezoito anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de Deus. Isso porque Joana falou com o rei sobre assuntos que na verdade eram segredos militares e de Estado, que ninguém conhecia, a não ser ele. Deu-lhe, então, a chefia de seus exércitos. Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz e os nomes de Jesus e Maria nela bordados, chamando os comandantes à luta pela pátria e por Deus


E o que aconteceu na batalha que teve aquela figura feminina, jovem e mística, que nada entendia de táticas ou estratégias militares, à frente dos soldados, foi inenarrável. Os franceses sitiados reagiram e venceram os invasores ingleses, livrando o país da submissão. 


A GUERRA DOS CEM ANOS

* Desde que o Duque da Normandia, Guilherme, o Conquistador, se apoderou da Inglaterra em 1066, os monarcas Ingleses passaram a controlar extensas terras no território francês. Com o tempo, passaram a ter vários ducados franceses: Aquitânia, Gasconha, Poitou, Normandia, entre outros. Os duques, apesar de vassalos do rei francês, acabaram tornando-se seus rivais.

Quando a França tentou recuperar os territórios perdidos para a Inglaterra, originou-se um dos mais longos e sangrentos conflitos da história da humanidade: a Guerra dos Cem Anos, que durou na realidade 116 anos, e que provocou milhões de mortes e a destruição de quase toda a França setentrional.

* O início da guerra aconteceu em 1337. Os interesses mais que evidentes de unificar as coroas concretizaram-se na morte do rei francês Carlos IV em 1328. Filipe VI, sucessor graças à lei sálica (Carlos IV não tinha descendentes masculinos), proclamou-se rei da França em 27 de maio de 1328.

* Felipe VI reclamou em 1337 o feudo da Gasconha ao rei inglês Eduardo III, e no dia 1 de novembro este responde plantando-se às portas de Paris mediante ao bispo de Lincoln, declarando que ele era o candidato adequado para ocupar o trono francês.

* A Inglaterra ganharia batalhas como a Crécy (1346) e a Poitiers (1356). Uma grave enfermidade do rei francês originou uma luta pelo poder entre seu primo João I de Borgonha ou João sem Medo, e o irmão de Carlos VI, Luís de Orléans.

* No dia 23 de novembro de 1407, nas ruas de Paris e por ordem do borguinhão, se comete o assassinato do armagnac Luís de Orléans. A família real francesa estava dividida entre os que davam suporte ao duque de Borgonha (borguinhões) e os que o davam ao de Orléans e depois a Carlos VII, Delfim de França (armagnacs ligados à causa de Orléans e à morte de Luís). Com o assassinato do armagnac, ambos os bandos se enfrentaram numa guerra civil, onde buscaram o apoio dos ingleses. Os partidários do Duque de Orléans, en 1414, viram recusada uma proposta pelos ingleses, que finalmente pactuaram com os borguinhões.

* Com a morte de Carlos VI, em 1422, Henrique VI da Inglaterra foi coroado rei francês, mas os armagnacs não desistiram e mantiveram-se fiéis ao filho do rei, Carlos VII, coroando-o também em 1422.





JOANA D'ARC A GUERREIRA

* Munida de uma bandeira branca, Joana chega a Orléans em 29 de abril de 1429. Comandando um exército de 4000 homens ela consegue a vitória sobre os invasores no dia 9 de maio de 1429. O episódio é conhecido como a Libertação de Orléans (e na França como a Siège d'Orléans). Os franceses já haviam tentado defender Orléans mas não obtiveram sucesso.

* Após a libertação de Orléans, os ingleses pensaram que os franceses iriam tentar reconquistar Paris ou a Normandia, e ao invés disto, Joana convenceu o Delfim a iniciar uma campanha sobre o rio Loire. Isso já era uma estratégia de Joana para conduzir o Delfim a Ruão.

* Joana dirigiu-se a vários pontos fortificados sobre pontes do rio Loire. Em 11 e 12 de junho de 1429 venceu a batalha de Jargeau. No dia 15 de junho foi a vez da batalha de Meung-sur-Loire. A terceira vitória foi na batalha de Beaugency, nos dias 16 e 17 de junho do mesmo ano. Um dia após sua última vitória se dirigiu a Patay, onde sua participação foi pouca. A batalha de Patay, única batalha em campo aberto, já se desenrolava sem a presença de Joana'D arc.



Coroação de Carlos

* Cerca de um mês após sua vitória sobre os ingleses em Orléans, ela conduziu o rei Carlos VII à cidade de Reims, onde Carlos VII é coroado em 17 de julho. A vitória de Joana d'Arc e a coroação do rei acabaram por reacender as esperanças dos franceses de se libertarem do domínio inglês e representaram a virada da guerra.

* O caminho até Reims era considerado difícil, já que várias cidades estavam sob o domínio dos borguinhões. Porém, a fama de Joana tinha se estendido por boa parte do território e fez com que o exército armagnac do delfim fosse temido. Assim, Joana passou sem problemas por sucessivas cidades como Gien, Saint Fargeau, Mézilles, Auxerre, Saint Florentin e Saint Paul.

* Desde Gien, foram enviados convites a diversas autoridades para assistir à consagração do delfim. Em Auxerre chegou-se a pensar em resistência por parte de uma pequena tropa inimiga que se encontrava na cidade. Após três dias de negociação foi possível por lá passar sem qualquer problema. O mesmo aconteceu em Troyes, onde as negociações duraram cinco dias. A chegada a Ruão foi em 16 de julho.

* Sabe-se que o dia da consagração definitiva do rei francês em Ruão foi em 17 de julho e não foi a cerimônia mais esplêndida do momento, já que as circunstâncias da guerra impediam que o fosse. Joana assistiu à consagração de uma posição privilegiada, acompanhada de seu estandarte. 



PARIS

* Teoricamente Joana já não tinha nada mais que fazer no exército já que havia cumprido sua promessa perfeitamente, havia cumprido corretamente as ordens que as vozes lhe haviam dado. * Mas ela, como muitos outros, viu que enquanto a cidade de Paris estivesse tomada pelas tropas inglesas, dificilmente o novo rei poderia ter claramente o controle do reino de França.

* No mesmo dia da coroação, chegaram emissários do Duque de Borgonha e se iniciaram as negociações para se chegar a paz, ou a uma trégua, que foi finalmente o que se pactuou. Não foi a paz que Joana desejava, mas pelo menos ela houve durante quinze dias. Entretanto a trégua não foi gratuita, já que houve interesses políticos por trás desta. Carlos VII necessitava tomar Paris para exercer sua autoridade de rei mas não queria criar uma imagem ruim com uma conquista violenta de terras que passariam a ser seu domínio. Foi isto que o que motivou a firmar a trégua com o Duque de Borgonha. Foi uma necessidade de ganhar tempo.

* Durante a trégua, Carlos VII levou seu exército até Île-de-France (região francesa que abriga Paris). Houve alguns enfrentamentos entre os armagnacs e a aliança inglesa com os borguinhões. Os ingleses abandonaram Paris dirigindo-se a Ruão (ou Rouen em francês). Restava então derrotar os borguinhões que ainda ficaram em Paris e na região.

* Joana foi ferida por uma flecha durante uma tentativa de entrar em Paris. Isto acelerou a decisão do rei em bater em retirada no dia 10 de setembro. Com a parada o rei francês não expressava a intenção de abandonar definitivamente a luta, mas optava por pensar e defender a opção de conquistar a vitória mediante a paz, tratados e outras oportunidades no futuro.


A morte de Joana d'Arc

Quatro anos depois, Joana lideraria milhares de soldados, motivados por sua fé. Aquelas vozes, entretanto, acabaram servindo de pretexto para que ela fosse queimada na fogueira em 1431, depois de um julgamento religioso comandado pelo reitor da Universidade de Paris. A Igreja Católica, que a condenara por bruxaria, acabou revertendo o veredicto e, no ano de 1920, a canonizou.



 A captura

* Na primavera de 1430, Joana d'Arc retomou a campanha militar e passou a tentar libertar a cidade de Compiègne, onde acabou sendo dominada e capturada pelos borguinhões, aliados dos ingleses, em 1430.

* Foi presa em 23 de Maio do mesmo ano. Entre os dias 23 e 27 foi conduzida à Beaulieu-lès-Fontaines. Joana foi entrevistada entre os dias 27 e 28 pelo próprio Duque de Borgonha, Felipe, o Belo. Naquele momento Joana era propriedade do Duque de Luxemburgo. Joana foi levada ao Castelo de Beaurevoir, onde permaneceu todo o verão, enquanto o duque de Luxemburgo negociava sua venda. Ao vendê-la aos ingleses, Joana foi transferida a Ruão. 




Duas mulheres, duas personalidades em guerra

A infanta D. Isabel, filha de D. João I e duquesa de Borgonha (e em cuja honra foi criada por Filipe, o Bom a Ordem do Tosão de Ouro, em Janeiro de 1430, por ocasião da chegada de Isabel ao ducado), poderá ter sido a impulsionadora da perseguição a Joana D'Arc. Não só como Infanta de Portugal, aliada da Inglaterra e de Borgonha, mas porque Joana D'Arc a submetera a cerco quando chegara a Borgonha para se casar com Filipe, o Bom. Implacável (como se vê pela sua atitude perante o seu irmão D. Henrique, o "traidor" da Alfarrobeira), não desisitiu enquanto Joana D'Arc não pagou pela insolência com a própria vida. 




O processo em Ruão

* Joana foi presa em uma cela escura e vigiada por cinco homens. Em contraste ao bom tratamento que recebera em sua primeira prisão, Joana agora vivia seus piores tempos.

* O processo contra Joana teve início no dia 9 de janeiro de 1431, sendo chefiado pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon. Foi um processo que passaria à posteridade e que converteria Joana em heroína nacional, pelo modo como se desenvolveu e trouxe o final da jovem, e da lenda que ainda nos dias de hoje mescla realidade com fantasia.

* Dez sessões foram feitas sem a presença da acusada, apenas com a apresentação de provas, que resultaram na acusação de heresia e assassinato.

* No dia 21 de fevereiro Joana foi ouvida pela primeira vez. A princípio ela se negou a fazer o juramento da verdade, mas logo o fez. Joana foi interrogada sobre as vozes que ouvia, sobre a igreja militante, sobre seus trajes masculinos. No dia 27 e 28 de março, Thomas de Courcelles fez a leitura dos 70 artigos da acusação de Joana, e que depois foram resumidos a 12 , mais precisamente no dia 5 de abril. Estes artigos sustentavam a acusação formal para a Donzela buscando sua condenação.

* Em seu julgamento, Joana afirmou que desde os treze anos ouvia vozes divinas. Segundo ela, a primeira vez que escutou a voz, ela vinha da direção da igreja e acompanhada de claridade e uma sensação de medo. Dizia que às vezes não a entendia muito bem e que as ouvia duas ou três vezes por semana. Entre as mensagens que ela entendeu estavam conselhos para frequentar a igreja, que deveria ir a Paris e que deveria levantar o domínio que havia na cidade de Orléans. Posteriormente ela identificaria as vozes como sendo do arcanjo São Miguel, Santa Catarina de Alexandria e Santa Margarida.

* No mesmo dia 5, Joana começou a perder saúde por causa de ingestão de alimentos venenosos que a fez vomitar. Isto alertou Cauchon e os ingleses, que lhe trouxeram um médico. Queriam mantê-la viva, principalmente os ingleses, porque planejavam executá-la.

* Durante a visita do médico, Jean d’Estivet acusou Joana de ter ingerido os alimentos envenenados conscientemente para cometer suicídio. No dia 18 de abril, quando finalmente ela se viu em perigo de morte, pediu para se confessar.

* Os ingleses impacientaram-se com a demora do julgamento. O Conde de Warwick disse a Cauchon que o processo estava demorando muito. Até o primeiro proprietário de Joana, Jean de Luxemburgo, apresentou-se a Joana fazendo-lhe a proposta de pagar por sua liberdade se ela prometesse não atacar mais os ingleses. A partir do dia 23 de maio, as coisas se aceleraram, e no dia 29 de maio ela foi condenada por heresia. Mais na verdade mesmo eles julgaram ela também como uma "BRUXA".


A execução

* Joana foi queimada viva em 30 de maio de 1431, com apenas dezenove anos. A cerimônia de execução aconteceu na Praça do Velho Mercado (Place du Vieux Marché), às 9 horas, em Ruão.

* Antes da execução ela se confessou com Jean Totmouille e Martin Ladvenu, que lhe administraram os sacramentos da Comunhão. Entrou, vestida de branco, na praça cheia de gente, e foi colocada na plataforma montada para sua execução. Após lerem o seu veredito, Joana foi queimada viva. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena, para que não se tornassem objeto de veneração pública. Era o fim da heroína francesa.


 Após a morte

* A revisão do seu processo começou a partir de 1456, quando foi considerada inocente pelo Papa Calisto III, e o processo que a condenou foi considerado inválido, e em 1909 a Igreja Católica autoriza sua beatificação. Em 1920, Joana d'Arc é canonizada pelo Papa Bento XV.

* Ela foi proclamada Mártir pela Pátria e da Fé.

Mulher guerreira, que foi tratada pela humanidade como, entre outras coisas, "BRUXA"!!

Mais era tão somente uma mulher com ideais e costumes, que ouviu o chamado da Deusa.

É público e notório, todos os erros e atrocidades que "Roma" cometeu, quando qualquer mulher se destacava na sociedade naquela época, as mulheres eram julgadas e condenadas por "bruxaria" e condenadas a fogueira. Hoje em dia o "Vaticano" pediu perdão a público pelas atrocidades cometidas naquela época. Mais a ferida ainda está aberta...

* Antes aos fatos relacionados, Shakespeare tratou-a como uma bruxa; Voltaire escreveu um poema satírico, ou pseudo-ensaio histórico, que a ridicularizava, intitulado «La Pucelle ´Orléans» ou «A Donzela de Orléans».

* Joana foi recuperada pelos profetas da «França eterna», em primeiro lugar o grande historiador romântico Jules Michelet. Com o romantismo, o alemão Schiller fez dela a heroína da sua peça de teatro "Die Jungfrau von Orléans", publicada em 1801.

* Em 1870, quando a França foi derrotada pela Alemanha - que ocupou a Alsácia e a Lorena - "Jeanne, a pequena pastora de Domrémy, um pouco ingênua, tornou-se a heroína do sentimento nacional". Republicanos e nacionalistas exaltaram aquela que deu sua vida pela pátria.

* Durante a primeira fase da Terceira República, no entanto, o culto a Joana d'Arc esteve associado à direita monarquista, da qual era um dos símbolos, como o rei Henrique IV, sendo mal vista pelos republicanos.

* A Igreja Católica francesa propôs ao Papa Pio X sua beatificação, realizada em 1909, num período dominado pela exaltação da nação e ao ódio ao estrangeiro, principalmente Inglaterra e Alemanha.

* O gesto do Papa inspirou-se no desejo de fazer a Igreja de França entrar em mais perfeito acordo com os dirigentes anticlericais da III República, mas só com a Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1918, Joana deixa de ser uma heroína da Direita. Segundo Irène Kuhn, a partir daí os "postais patrióticos" mostram Jeanne à cabeça dos exércitos e monumentos seus aparecem como cogumelos por toda a França. O Parlamento francês estabelece uma festa nacional em sua honra no 2º domingo de maio. 


* "Nós pronunciamos, declaramos e definimos que os processos de Rouen e as sentenças às quais chegaram são repletos de dolo, de calúnia, de maldade, de injustiça, de contradição, de violações do direito, de erros de fatos. Declaramos que Joana, assim como seus próximos implicados, não incorreram na ocasião dessas sentenças em nenhuma nota nem marca infamantes, que ela é pura dessas sentenças e, tanto quanto podemos, nós a inocentamos inteiramente".

A revisão do seu processo começou a partir de 1456, e em 1909 a Igreja Católica a beatifica. Em 1920, Joana d'Arc é declarada santa pelo Papa Bento XV.



* Em 9 de maio de 1920, cerca de 500 anos depois de sua morte, Joana d'Arc foi definitivamente reabilitada, sendo canonizada pelo Papa Bento XV - era a Santa Joana d'Arc. A canonização traduzia o desejo da Santa Sé de estender pontes para a França republicana, laica e nacionalista. * Em 1922 foi declarada padroeira de França. Joana d´Arc permanece como testemunha de milagres que pode realizar uma pessoa, ainda que animada apenas pela energia de suas convicções, mesmo adolescente, pastora e analfabeta, de modo que seu exemplo guarda um valor universal.

Gerald Gardner diz, em ‘O Significado da Bruxaria’:“A Igreja julgou e condenou Joana por heresia,em parte porque era o que eles estavam interessados em reprimir,e em parte porque sua heresia era fácil de ser provada. Sua heresia estava clara,e eles conseguiram tirá-la do caminho,como queriam. Joana teria se divertido muito em ouvir que havia se tornado uma santa cristã.”

Depois de consumada a queima, os ingleses rastelaram as brasas para expor seu corpo carbonizado, de modo que ninguém pudesse reclamar que ela tivesse escapado viva, em seguida, o corpo foi queimado duas vezes mais para se reduzir a cinzas e impedir qualquer coleta de relíquias. Seus restos mortais foram lançados no rio Sena. O carrasco, Geoffroy Therage, mais tarde declarou que "... tinha muito medo de estar condenado


Não fossem os fatos devidamente conhecidos e comprovados, seria difícil crer na existência dessa jovem mártir, que sacrificou sua vida pela libertação de sua pátria e de seu povo. Vinte anos depois, o processo foi revisto pelo papa Calisto III, que constatou a injustiça e a reabilitou. Joana d'Arc foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França. Esta data é comemorado na França como data nacional, em memória de santa Joana d'Arc, mártir da pátria e da fé.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A DEUSA TRIPLICE





Nas religiões pagãs, em especial na Religião Antiga, o símbolo mais importante utilizado na representação da Deusa é a própria Lua.

Dessa forma (onde é chamada de Deusa Tríplice ou Tríplice Deusa), associando-se às três fases visíveis da Lua, manifesta-se de três maneiras:
Na lua nova/crescente, A Deusa é a Donzela (representando a pureza e a busca pelo conhecimento).
Na lua cheia, Ela é a Mãe (representando poder, proteção e carinho maternal).
Na lua minguante, Ela é a Anciã (representando sabedoria, conhecimento e renovação).

Esses são os seus três diferentes aspectos.


As tradições pagãs têm como base e fio condutor a Natureza e suas forças. Os que seguem a Tradição da Deusa sabem que é Ela a responsável por tudo o que existe.

A Deusa não governa o mundo de um lugar distante e transcendental. Ela é o mundo, Ela está no mundo. Ela é tudo que existe, existiu e existirá.

As forças de criação, manutenção e destruição fazem parte do ciclo da vida e da Natureza. A Grande Deusa é então a criadora, a nutridora e a destruidora, é a Deusa Tríplice, pois ela contém o ciclo contínuo de vida, morte e renascimento. Ela é a Donzela, a Mãe e a Anciã.




 A lua por ser uma grande representante das energias femininas e da Deusa, simboliza as suas três faces. Mas as correspondências não param por aí e no ciclo anual do sol – que como força criadora era associado à Deusa antes das sociedades patriarcais – também encontramos as três faces da Deusa. O que não é de se admirar, já que toda a existência é composta destes aspectos tríplices, queiramos nós ou não, pois não há como fugir dos ciclos de vida, morte e renascimento. Pensando bem, por que haveríamos de querer fugir de um ciclo tão harmônico, justo e vital? E não é só isto, por que não nos sintonizamos com estes ciclos já que também somos natureza?

E que significam estes aspectos da Deusa Tríplice? Como já disse, a Deusa rege toda a Natureza e toda a existência. Ela Rege, sendo regida por Ela própria; Ela cria, sendo Criação de si mesma. Ela É e Está em tudo! Assim, dentro de seu ciclo de criação temos os seus aspectos de Donzela, Mãe e Anciã, representando as fases da vida. Por isto a Grande Deusa ser conhecida também como Deusa Tríplice. Vamos conhecer estas suas três faces.



A Donzela, representada pela Lua Nova a Crescente, simboliza os novos começos, a juventude, a esperança, as sementes, o crescimento, a vitalidade, o lúdico. Como Deusa Ela aparece enaltecendo sua beleza, feminilidade e sexualidade. Muitas vezes é denominada de virgem, mas não no sentido de abstinência sexual. E sim de não pertencer a ninguém, em ser livre e completa em si mesma.

A estação do ano correspondente à Donzela é a primavera, e dentre as Deusas Donzelas enumeramos algumas: Pérsefone (grega), Ártemis (grega), Diana (romana), Eostre (germânica), Aine (celta), Branwen (celta), Bast (egípcia).


A Lua Cheia traz o aspecto Mãe da Deusa. Ela é aquela que nutre, protege e ama incondicionalmente; Ela é fértil e próspera. Sua sexualidade é exuberante e também a Sua beleza. Ela está plena de Sua potência e força vital. Muitas vezes a Deusa Mãe é representada grávida, ou com vários seios, ou com seu filho nos braços, representando o Deus que renasce de seu ventre.

Sua estação é o verão e algumas das Deusas Mãe são: Deméter (grega), Ísis (egípcia), Danu (celta), Freya (nórdica), Lakshmi (indiana), Maeve (celta), Inanna (suméria), Kuan Yin (chinesa).



A Deusa como Anciã vem com a Lua Minguante. Ela é a parteira, a Bruxa, a Mulher Sábia, pois é a Senhora da Sabedoria e conhece o oculto e a magia. É a Rainha dos Mistérios e também Deusa da Cura. Ela rege os finais, o desapego, o conhecimento, as transformações e a morte. Lembrando que a morte contém a vida (e vice-versa), e assim como a Lua que míngua desaparecendo no Céu, ressurgindo Nova para iniciar um novo ciclo, a vida se reinicia num ciclo contínuo de vida- morte-vida.

Também estamos sempre nos transformando, abrindo e fechando ciclos. Alguns procuram estas mudanças, outros resistem em vão e parecem mortos-vivos. As transformações podem ser sutis e internas, mas uma mudança de energia e percepção ocorre e, daí, tudo se torna novo, mesmo que aparentemente nada tenha mudado.



O meio do outono e o inverno são regidos pela Deusa Anciã, que nos convida a um tempo de maior interiorização e introspecção. Algumas Deusas Anciãs: Baba Yaga (escandinava), Hécate (grega), Sedna (Inuit), Kali (indiana), Cailleach (celta), Sheela Na Gig (celta).

Algumas Deusas abrangem os três aspectos de Donzela, Mãe e Anciã e por isto são consideradas Deusas Tríplices. São elas: Ísis (egípcia), Cerridwen (celta), Brigith(celta), Morrighan (celta), Sedna (Inuit), entre outras.



Isto acontece pelo fato de seus cultos terem sido fortes o bastante para resistirem a tendência separativista e compartimentada do patriarcado,uma forma nada holística de viver e sentir a vida. A força da cultura de uma região também é de vital importância para este fato, como por exemplo, a cultura Celta, que sempre valorizou o poder sagrado da triplicidade e o sentido de Totalidade, daí a maioria de suas Deusas serem Deusas Tríplices.

“A chave da deusa tríplice abre muitas portas que dão acesso às camadas mais profundas do nosso ser". 


A concepção da deusa tríplice, ocorrem em muitas lendas dos velhos ancestrais celtas e estão presentes também na crença de muitos grupos pagãos. A mitologia grega, concebia a deusa tríplice manifestada em Ártemis (que encerra a Lua), em Selene (Lua Cheia) e Hécate (Lua Minguante). Na verdade, os antigos gregos nos fornecem a maior fonte de consulta sobre as deusas.

A Irlanda, representava a deusa tríplice como Anu, que era virginal, Badb, a mãe, e Macha, a anciã. No sul da França, Anu era conhecida como a "Brilhante". Era patrona da fertilidade, do fogo, da poesia e da medicina. Mas como toda a luz também produz sombra, era também conhecida a Anu-negra que devorava os homens. No País de Gales, as três (deusa tríplice) estão representadas por Blodeuwedd, a donzela, Arianrhod, a mãe e Cerridwen, a crone. 


Toma-se consciência de que os fatos da mitologia, totalmente desacreditados pela ciência materialista, estão sendo hoje em dia restabelecidos como fatos do inconsciente, ou seja, da psique. Até onde o cristianismo foi introduzido, o culto da deusa tríplice foi assimilado. Podemos perfeitamente visualizá-la nas lendas das três Marias. Na Irlanda, as três Brigidas são aceitas pela Igreja católica e seus santuários são considerados milagrosos. 


O caráter tríplice da deusa é muito importante. Não se trata de uma mera multiplicação sob três aspectos, mas sim a deusa se revelando em três níveis e nos três domínios do mundo e da humanidade. Assim, como o homem também é tríplice tendo corpo, alma e e espírito. As três facetas da deusa costumam ser vistas como correspondentes a esses planos de microcosmo do ser humano. O macrocosmo apresenta-se igualmente tríplice: consiste no céu (o reino uranio), na superfície da Terra (e, por vezes, no Mar) e nas profundezas da Terra (o Mundo Inferior ctônico). Algumas deusas tríplices se ligam a estes três reinos. Do mesmo modo, o reino do tempo têm dimensões: Passado, Presente e Futuro. Algumas das deusas, correspondem de maneira tríplice, a divisão do tempo. Segundo a Sra. Harrison, na Grécia antiga, o mês era dividido em três períodos, de dez dias cada, correspondendo a três fases da lua e simbolizadas por Hécate-triforme. Este arranjo precedeu a divisão do tempo em quatro períodos ou semana.

O mais importante aspecto tríplice da deusa é a sua manifestação como: Virgem, Mãe e Anciã. Como Virgem ela é o amanhecer, o nascimento, a primavera, o começo de uma nova estação de crescimento, o encerrar da Lua. Ela é encantamento, sedução e florescimento. No País de Gales, esta deusa toma o nome de Blodeuwedd, a Deusa da Primavera. Os brotos das flores a representam. Na Irlanda é virginal em Anu (e também Dana) representando o florescimento da fertilidade, o calor do pleno verão. Outras sociedades também possuíram sua Deusa Virginal, como a Diana dos romanos. 


Há entretanto, outras maneiras de abordar o caráter tríplice de uma deusa. Ela representa também um arquétipo que se reflete no interior de nossa alma. Este caráter tríplice pode ser percebido em muitas facetas da vida e torna a deusa tríplice uma figura que podemos nos identificar facilmente.

A deusa tríplice vive no lado ativo da psique feminina e toda mulher deve aprender a identificar suas facetas, para depois trabalhar com ela. Perceber como ela se manifesta em nosso interior é importante para evitar que este espaço seja inundado por uma destas facetas, anulando por completo a nossa vontade e impedindo-nos de exercer o nosso direito de livre escolha.

A triplicidade da deusa pode ser percebida em muitas facetas da vida. Se lhe concedermos a oportunidade para se manifestar como figura mítica, ela poderá inspirar a nossa alma, assim como nutrir, sustentar e transformar o cerne do nosso ser. 


Nos cultos pagãos onde sempre se reverenciou a Natureza, há o culto da Deusa Tríplice. Não se trata de três deusas distintas mas sim dos três aspectos diferentes e complementares da Deusa ou da polaridade feminina de Deus (o TODO). Esses três aspectos na verdade são imagens arquetípicas: a donzela, a mãe e a anciã.

A deusa tríplice vive no lado ativo da psique feminina e toda mulher deve aprender a identificar suas facetas, para depois trabalhar com ela. Perceber como ela se manifesta em nosso interior é importante para evitar que este espaço seja inundado por uma destas facetas, anulando por completo a nossa vontade e impedindo-nos de exercer o nosso direito de livre escolha.A triplicidade da deusa pode ser percebida em muitas facetas da vida. Se lhe concedermos a oportunidade para se manifestar como figura mítica, ela poderá inspirar a nossa alma, assim como nutrir, sustentar e transformar o cerne do nosso ser.


Os exemplos associados a Deusa Anciã são:

Hécate: Entre os gregos chamada durante a idade Média de a Rainha das Bruxas, era uma divindade do Submundo e da Lua, adorada nas encruzilhadas, onde se faziam sacrifícios em sua homenagem.

Hel: Deusa germânica do Submundo. Segundo os Mitos, era a Ela que retornavam todos os mortos ao fim de sua existência.

Morrigu: Deusa celta dos Mortos, que também regia as guerras. Tem um aspecto triplo em si mesma e às vezes era chamada de "As três Morrigans".


A Bruxaria é uma religião lunar por excelência. Ainda que tenha elementos solares, expressos nos sabás (que celebram o ciclo de vida e morte do Deus-Sol), as suas principais características são lunares. Por isso na Bruxaria, tanto tradicional quanto moderna (Wicca) celebra-se o ciclo da Lua nos chamados esbás.
A Lua representa a Deusa Tríplice. Na lua nova e crescente ela é a Donzela, na lua cheia é a Mãe e na lua minguante é a Anciã/Deusa Negra
Ordinariamente, a única fase da lua que todo praticante da Bruxaria celebra é o plenilúnio, que é o primeiro dia da lua cheia, quando a Deusa mostra-se no máximo do seu poder.

Nesta fase, que são os últimos três dias da lua minguante, a lua acabou de minguar e desapareceu totalmente, abandonando os céus. A Deusa então mostra-se como a Deusa Negra, a que revela o Seu lado obscuro e terrível, muitas vezes cruel, bem como o nosso. Essa fase da lua é mais difícil de ser trabalhada e não é recomendável que alguém recém-chegado à bruxaria já comece a celebrá-la. Aconselha-se por volta de seis meses de experiência com o plenilúnio antes de se trabalhar a Lua Negra. A Lua Negra é tão poderosa quanto o plenilúnio. Porém, o Seu poder é de uma ordem diferente.
É o poder das sombras, do terror, da face destrutiva da Divindade. Em geral, é um poder que assusta quem começa a trabalhar com ele, mas é um poder necessário de ser compreendido, pois faz parte da Deusa (e portanto de nós).
Na Lua Negra, ao contrário, não há essa obrigação da "idade" das deusas. Por exemplo, Hécate, a deusa mais comumente associada com essa fase, era normalmente retratada pelos antigos gregos como uma mulher bem jovem. Em termos de idade, ela seria uma deusa da época da lua crescente. Mas as suas características de Deusa Negra fazem com que ela seja melhor associada à fase de escuridão da Lua. De qualquer forma, as celebrações das luas crescente e minguante não é obrigatória, embora possa ser enriquecedora a quem as fizer. Em verdade, a maior parte dos praticantes da Religião Antiga preferem celebrar apenas a lua cheia e alguns também a lua negra.
Mas cada um deve fazer do modo que achar melhor e for mais produtivo para a sua vida. Mas sempre lembrando da necessidade de conhecer todas as faces da Deusa, que se repetem em nossas personalidades, assim como os Deuses, somos parte luz sombra. Para nosso completo equilíbrio, estas forças devem interagir em nosso ser de maneira harmônica, sem excessos.



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