quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PENTAGRAMA


O Pentagrama é um dos símbolos pagãos mais utilizados na magia cerimonial pois representa os quatro elementos (água, terra, fogo e ar) coordenados pelo espírito, sendo considerado um talismã muito eficiente.



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O pentagrama é conhecido também como o símbolo do infinito, possui uma simbologia múltipla, sempre fundamentada no número cinco, que expressa a união dos desiguais. Representa uma união fecunda, o casamento, a realização, unindo o masculino, o 3, e o feminino, o 2, simbolizando ainda, dessa forma, o andrógino.


Desde os primórdios da humanidade, o ser humano sempre se sentiu envolto por forças superiores e trocas energéticas que nem sempre soube identificar. Sujeito a perigos e riscos, teve a necessidade de captar forças benéficas para se proteger de seus inimigos e das vibrações maléficas.

Dentre estes inúmeros símbolos criados pelo homem, se destaca o pentagrama.


O pentagrama sempre esteve associado com o mistério e a magia. Ele é a forma mais simples de estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo conseqüentemente chamado de "Laço Infinito". 


A potência e associações do pentagrama evoluíram ao longo da história. Hoje é um símbolo onipresente entre os neopagãos, com muita profundidade mágica e grande significado simbólico. Um de seus mais antigos usos se encontra na Mesopotâmia, onde a figura do pentagrama aparecia em inscrições reais e simbolizava o poder imperial que se estendia "aos quatro cantos do mundo". Entre os Hebreus, o símbolo foi designado como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Às vezes é incorretamente chamado de "Selo de Salomão", sendo, entretanto, usado em paralelo com o Hexagrama.



Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As.
Pitágoras, filósofo e matemático grego, grande místico e moralista, iniciado nos grandes mistérios, percorreu o mundo nas suas viagens e, em decorrência, se encontram possíveis explicações para a presença do pentagrama, no Egito , na Caldéia e nas terras ao redor da Índia. A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas pelos pitagóricos, que o consideravam um emblema de perfeição. A geometria do pentagrama ficou conhecida como "A Proporção Dourada", que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos. 


Para os agnósticos, era o pentagrama a "Estrela Ardente" e, como a Lua crescente, um símbolo relacionado à magia e aos mistérios do céu noturno. Para os druidas, era um símbolo divino e, no Egito era o símbolo do útero da terra, guardando uma relação simbólica com o conceito da forma da pirâmide. Os celtas pagãos atribuíam o símbolo do pentagrama à Deusa Morrigan.



Os primeiros cristãos relacionavam o pentagrama às cinco chagas de Cristo e, desde então, até os tempos medievais, era um símbolo cristão. Antes da Inquisição não havia nenhuma associação maligna ao pentagrama; pelo contrário, era a representação da verdade implícita, do misticismo religioso e do trabalho do Criador. 


O imperador Constantino I, depois de ganhar a ajuda da Igreja Cristã na posse militar e religiosa do Império Romano em 312 D.C., usou o pentagrama junto com o símbolo de chi-rho (uma forma simbólica da cruz), como seu selo e amuleto. Tanto na celebração anual da Epifânia, que comemora a visita dos três Reis Magos ao menino Jesus, assim como também a missão da Igreja de levar a verdade aos gentios, tiveram como símbolo o pentagrama, embora em tempos mais recentes este símbolo tenha sido mudado, como reação ao uso neopagão do pentagrama.


Em tempos medievais, o "Laço Infinito" era o símbolo da verdade e da proteção contra demônios. Era usado como um Amuleto e proteção pessoal e guardião de portas e janelas. Os Templários, uma ordem militar de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem, e conseguiu também grandes tesouros trazidos da Terras Santa.
Na localização do centro da "Ordem dos Templários", ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro.


Durante o longo período da Inquisição, havia a promulgação de muitas mentiras e acusações em decorrência dos "interesses" da ortodoxia e eliminação de heresias. A Igreja mergulhou por um longo período no mesmo diabolismo ao qual buscou se opor. O pentagrama foi visto, então, como simbolizando a cabeça de um bode ou o diabo, na forma de Baphomet, e era Baphomet quem a Inquisição acusou os Templários de adorar. Também, por esse tempo, envenenar como meio de assassinato entrou em evidência. Ervas potentes e drogas trazidas do leste durante as Cruzadas, entraram na farmacopéia dos curandeiros, dos sábios e das bruxas. 



Curas, mortes e mistérios desviaram a atenção dos dominicanos da Inquisição, dos hereges cristãos, para as Bruxas pagãs e para os sábios, que tinham o conhecimento e o poder do uso dessas drogas e venenos. Durante a purgação das Bruxas, outro Deus cornífero, como Pan, chegou a ser comparado com o diabo (um conceito cristão) e o pentagrama - popular símbolo de segurança - pela primeira vez na história, foi associado ao mal e chamado "Pé da Bruxa".

O pentagrama é usado como proteção, e corresponde ao Norte, ao elemento da Terra.

Sua cor é verde, a sua época do ano é o Inverno, e o seu tempo é a Noite. 











O pentagrama é associado com o corpo da bruxa, e é usado para proteger. Tradicionalmente, o pentagrama é uma peça redonda de metal, madeira ou argila, sobre a qual está inscrito uma estrela de cinco pontas, dentro de um círculo.

O Pentagrama representa em magia wicca, os elementos Água, Fogo, Terra, Ar e o Espírito que é o Éter. E sua energia controla a formação dos elementos desta matéria.

É muito importante a presença de um pentagrama no altar de um bruxo ou uma bruxa. É o símbolo de proteção maior em magia.


As velhas religiões e seus símbolos caíram na clandestinidade por medo da perseguição da Igreja e lá ficaram definhando gradualmente, durante séculos. As sociedades secretas de artesãos e eruditos, que durante a inquisição viveram uma verdadeira paranóia, realizando seus estudos longe dos olhos da Igreja, já podiam agora com o fim do período de trevas da Inquisição, trazer à luz o Hermetismo, ciência doutrinaria ligada ao agnosticismo surgida no Egito, atribuída ao deus Thot, chamado pelos gregos de Hermes Trismegisto, e formada principalmente pela associação de elementos doutrinários orientais e neoplatônicos. Cristalizou-se, então, um ensinamento secreto em que se misturavam filosofia e alquimia, ciência oculta da arte de transmutar metais em ouro. O simbolismo gráfico e geométrico floresceu, se tornou importante e, finalmente, o período do Renascimento emergiu, dando início a uma era de luz e desenvolvimento. 

Figuras de Pentagramas eram utilizadas pelos magos para exercer seu poder: existiam Pentagramas de amor, de má sorte, etc. No calendário de Tycho Brahe "Naturale Magicum Perpetuum" (1582), novamente aparece a figura do pentagrama com um corpo humano sobreposto, que foi associado aos elementos. Agripa (Henry Cornelius Von de Agripa Nettesheim), contemporâneo de Tycho Brahe, mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as relações geométricas do Homem com o Universo. Mais tarde, o pentagrama veio simbolizar a relação da cabeça para os quatro membros e conseqüentemente da pura essência concentrada de qualquer coisa, ou o espírito para os quatro elementos tradicionais: terra, água, ar e fogo - o espírito representado pela quinta essência (a "Quinta Essentia" dos alquimistas e agnósticos). 


Na Maçonaria, o homem era associado com o Pentalpha (a estrela de cinco pontas). O símbolo era usado entrelaçado e perpendicular ao trono do mestre da loja. As propriedades e estruturas geométricas do "Laço Infinito" foram simbolicamente incorporadas aos 72 graus do Compasso - o emblema maçônico da virtude e do dever. Nenhuma ilustração conhecida associando o pentagrama com o mal aparece até o Século XIX. Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant) ilustra o pentagrama vertical do homem ao lado de um pentagrama invertido, com a cabeça do bode de Baphomet (figura panteísta e mágica do absoluto). Em decorrência dessa ilustração e justaposição, a figura do pentagrama, foi levada ao conceito do bem e do mal. Contra o racionalismo do Século XVIII, sobreveio uma reação no Século XIX, com o crescimento de um misticismo novo que muito deve à Santa Cabala, tradição antiga do Judaísmo, que relaciona a cosmogonia de Deus e universo à moral e verdades ocultas, e sua relação com o homem. 


Em torno de 1940, Gerald Gardner adotou o pentagrama vertical, como um símbolo usado em rituais pagãos. Era também o pentagrama desenhado nos altares dos rituais, simbolizando os três aspectos da Deusa mais os dois aspectos do Deus, nascendo, então, a nova religião de Wicca. Por volta de 1960, o pentagrama retomou força como poderoso talismã, juntamente com o crescente interesse popular em bruxaria e Wicca, e a publicação de muitos livros (incluindo vários romances) sobre o assunto, ocasionando uma decorrente reação da Igreja, preocupada com esta nova força emergente. Um dos aspectos extremos dessa reação foi causado pelo estabelecimento do culto satânico - "A Igreja de Satanás" - por Anton La Vay. Como emblema de sua igreja, La Vay adotou o pentagrama invertido (inspirado na figura de Baphomet de Eliphas Levi). Isso agravou com grande intensidade a reação da Igreja Cristã, que transformou o símbolo sagrado do pentagrama, invertido ou não, em símbolo do diabo.


A configuração da estrela de cinco pontas, em posições distintas, trouxe vários conceitos simbólicos para o pentagrama, que foram sendo associados, na mente dos neopagãos, a conceitos de magia branca ou magia negra. Esse fato ocasionou a formação de um forte código de ética de Wicca - que trazia como preceito básico: "Não desejes ou faças ao próximo, o que não quiseres que volte para vós, com três vezes mais força daquela que desejaste." Apesar dos escritos criados para diferenciar o uso do pentagrama pela religião Wicca, das utilizações feitas pelo satanismo, principalmente nos Estados Unidos, onde os cristãos fundamentalistas se tornaram particularmente agressivos a qualquer movimento que envolvesse bruxaria e o símbolo do pentagrama, alguns wiccanianos se colocaram contrários ao uso deste símbolo, como forma de se protegerem contra a discriminação estabelecida por grupos religiosos radicais. Apesar de todas as complexidades ocasionadas através dos diversos usos do pentagrama, ele se tornou firmemente um símbolo indicador de proteção, ocultismo e perfeição. Suas mais variadas formas e associações em muito evoluíram ao longo da história e se mantêm com toda a sua onipresença, significado e simbolismo, até os dias de hoje. O Pentagrama é o símbolo de toda criação mágica. Suas origens estão perdidas no tempo. O pentagrama foi usado por muitos grupos de pessoas ao longo da História como símbolo de poder mágico. O Pentagrama é conhecido com a estrela do microcosmo, ou do pequeno universo, a figura do homem que domina o espírito sobre a matéria, a inteligência sobre os instintos. Na Europa Medieval era conhecido como "Pé de Druida" e como "Pé de Feiticeiro", em outras épocas ficou conhecido como "Cruz dos Goblins". O Pentagrama representa o próprio corpo, os 4 membros e a cabeça. É a representação primordial dos 5 sentidos tanto interiores como exteriores. Além disso, representa os 5 estágios da vida do homem:

Nascimento: o início de tudo

Infância: momento onde o indivíduo cria suas próprias bases

Maturidade: fase da comunhão com as outras pessoas

Velhice: fase de reflexão, momento de maior sabedoria

Morte: tempo do término para um novo início

O Pentagrama representa o homem dentro do círculo, o mais alto símbolo da comunhão total com os Deuses. É o mais alto símbolo da Arte, pois mostra o homem reverenciando a Deusa , já que é a estilização de uma estrela (homem) assentada no círculo da Lua Cheia (Deusa). Cada uma das pontas possui um significado particular:

PONTA 1 - ESPÍRITO: representa os criadores , a Deusa e o Deus, pois eles guiam a nossa vida e nos ajudam na realização dos ritos e trabalhos mágicos. O Deus e a Deusa são detentores dos 4 elementos e estes elementos são as outras 4 pontas.

PONTA 2 - TERRA: representa as forças telúricas e os poderes dos elementais da terra, os Gnomos. É a ponta que simboliza os mistérios, o lado invisível da vida, a força da fertilização e do crescimento.

PONTA 3 - AR: representa as forças aéreas e os poderes dos Silfos. Corresponde à inteligência , ao poder do saber, a força da comunicação e da criatividade.

PONTA 4 - FOGO: representa a energia, a vontade e o poder das Salamandras. Corresponde às mudanças, às transformações. É a força da ativação e da agilidade.

PONTA 5 - ÁGUA: representa as forças aquáticas e aos poderes das Ondinas. Está ligada às emoções, ao entardecer, ao inconsciente. Corresponde às forças da mobilidade e adaptabilidade. Portanto, o Bruxo que detém conhecimento sobre os elementos usa o Pentagrama como símbolo de domínio e poder sobre os mesmos. 


O Pentagrama é um simbolo encontrado em todos tipos de rituais e representa o Homem em equilíbrio. Alguns satanistas desvirtuaram este símbolo utilizando-o de cabeça para baixo,assim como os nazistas desvirtuaram a suástica,utilizando-a ao contrário.
Por muito tempo acreditaram que o Pentagrama invertido era ruim. Segundo os grandes magos, bruxos e ocultistas ,o pentagrama invertido é um símbolo de corrupção e perdição,representando o homem em desiquilíbrio, o reinado do caos. Na verdade, o Pentagrama invertido é desaconselhável por um motivo muito simples.Ele puxa energia de baixo,energia da terra.É indicado para pessoas com excesso de elemento ar na vida,as que não conseguem se sentir com os pés no chão.O perigo é ONDE usar o Pentagrama invertido.Em grandes centros urbanos seria um ato suicida,o Pentagrama invertido só poderia ser usado em locais muito especiais,como em uma cachoeira por exemplo...imagina que maravilha poder sentir um pouco mais da energia da mãe natureza que habita esse tipo de lugar...Das ondinas...É só você saber usa-lo no lugar apropriado que não haverá problema algum..
Mas em caso de dúvidas,prefira o Pentagrama na posição tradicional!!!


O pentagrama também é encontrado na cultura chinesa representando o ciclo da destruição, que é a base filosófica de sua medicina tradicional. Neste caso, cada extremidade do pentagrama simboliza um elemento específico: Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal. Cada elemento é gerado por outro, (a Madeira é gerada pela Terra), o que dará origem a um ciclo de geração ou criação. Para que exista equilíbrio é necessário um elemento inibidor, que neste caso é o oposto (a Água inibe o Fogo). 


A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas por Pitágoras e posteriormente por seus seguidores, que o consideravam um emblema de perfeição. A geometria do pentagrama ficou conhecida como A Proporção Divina, que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos. Era um símbolo divino para os druidas. Para os celtas, representava a deusa Morrighan (deusa ligada ao Amor e a Guerra). Para os egípcios, era o útero da Terra, mantendo uma relação simbólica com as pirâmides. 



terça-feira, 2 de agosto de 2011

LANCELOTE





"Você me amará e me sustentará assim, quando eu estiver com as barbas brancas e quando precisar apoiar-me numa bengala, como Merlim?" -disse Artur.


Até mesmo quando tiver noventa anos, meu senhor." -respondeu Lancelote.


Lancelote nasceu e viveu durante anos na mágica e misteriosa ilha da Avalon, filho de Viviane Senhora de Avalon e também conhecida como a Dama do lago e um rei Britão, gerado em um casamento mágico entre o Deus e a Deusa (simbolizado por sua mãe e pai),ele descende da família real de Avalon, descendentes do povo sidhe(fada),criado entre os antigos custumes, aprendeu a tocar e cantar como um bardo e a lutar e reconhecer os custumes sagrados da Deusa com os Druidas, Galahad(seu verdadeiro nome),aos cinco anos de idade foi morar com seu pai como filho bastardo que era,criado entre a família real, aprendeu a pegar em uma arma e a montar a cavalo juntamente com seu primo Artur (atual grande rei e imperador da Bretanha), após 11 anos, agora conhecido como Lancelote do Lago, ele tem como principal intuito reencontrar sua mãe em Avalon,ao chegar em Avalon o reencontro com a magia e a fé de Avalon juntamente com sua prima Morgana(meia irma de Artur) o fez por um instante esquecer dos reais problemas do mundo,como a invasão dos saxões nas costas Britãs, em sua viagem de redescobrimento da ilha Lancelote e Morgana encontram uma estranha garota loira chorando em meio as Brumas de Avalon, Avalon era uma ilha mágica que ficava entre o mundo real e o pais do outono, o mundo das fadas, Avalon hironicamente dividia a "ilha"com wins withrin,a ilha dos padres.perdida entre uma terra pagã e uma terra cristã,la estava ela Gwenhwyfar, no mesmo instante que se encontraram o destino dos três já havia sido traçado.


Quando ele atinge a idade de maturidade (quinze ou dezoito por textos diferentes), o jovem Lancelot é enviado para o mundo. Seu verdadeiro nome e filiação são desconhecidos para ele. Ele cavalga em busca de aventura que ele pode encontrar. Na prosa Lancelot vai com um corte de Arthur onde a Dama do Lago pede que ele seja nomeado cavaleiro.


Devido a ter crescido na companhia de mulheres e fadas, como tritão no palácio da Dama do Lago, Lancelot rapidamente desenvolveu o seu poder e a sua destreza no manuseio de armas. Aos 18 anos conheceu os seus primos, Bors e Lional, o seu meio irmão Ector e os quatro irmãos que partiram de Camelot. Em memória ao apoio que o Rei Ban lhe deu durante a sua juventude, Arthur que tinha um grande afeto por Lancelot, conferiu-lhe o título de cavaleiro no dia de São João. 



O coração de Gwenhwyfar bateu mais forte por Lancelote, e Morgana num misto de inveja pelo olhar interessado de Lancelote, fez com que todas as chances de Lancelote um dia se apaixonar por ela fossem destruidas, pois pela primeira vez Lancelote viu sua prima Morgana como a deusa e não como uma mulher, assim como sempre via sua mãe, assustada Gwenhwyfar, chamou-a de bruxa e sucubus(um demónio), 2 anos depois desse encontro os três se reencontraram no casamento e na coroação do rei Artur, Lancelote ja amava Gwenhwyfar que correspondia a seu amor, porem era impossível que eles fossem felizes pois ela fora obrigada a casar com o grande rei( Artur), Morgana amava Lancelote que por sua vez não a correspondia, foi difícil permanecer como cavaleiro do rei e protetor da rainha sem lançar olhares de desejo por Gwenhwyfar. 


Depois de ter completado com sucesso diversas pesquisas, Lancelot tornou-se, em pouco tempo, o melhor cavaleiro de todos os tempos. Entre outras aventuras, ele conquistou o negro hábito de um castelo chamado Dolorous Gard, que posteriormente passou a ser a sua casa, com o novo nome de Joyous Gard.

Logo depois, Lancelot regressou a Camelot tornando-se num dos cavaleiros da Távola Redonda e o defensor mais próximo de Arthur. 


Conta a história que Arthur fez um pedido a Lancelot; Deitaremos nos três na cama,assim ninguém saberá quem será o pai da criança, e nunca em toda Bretanha algum homen poderá afirmar que esta criança não foi gerada na cama do rei!
atendendo a seus apelos e a idéia de se deitar com sua amada lancelote deu um beijo,um beijo cheio de amor e paixão em Gwen,depois Artur fez o mesmo em sua mulher,naquela noite Lancelot e Artur dividiram o mesmo leito com Gwen,quando amanheceu , nenhum deles rei, rainha ou cavaleiro nunca mais tocou neste assunto e como já era de se esperar as regras da rainha vieram pouco tempo depois.




Meses depois do ocorrido, em uma das celebrações do pentecoste a cena se repetiu porem sem o saber do rei,Lancelote trairá seu rei a quem jurou fidelidade e a seu primo a quem tanto amava, os dois foram pegos pelo rei que transtornado em ver as duas pessoas que mais amava o traindo, pediu a lancelote que se afastasse e a Gwen que nunca mais fizesse algo parecido, Lancelote envergonhado saiu de Camelot, e quando olhou para traz não imaginava que seria a ultima vez que viria este lugar,onde tanto foi feliz, imediatamente pensou em fugir para os braços de sua mãe, mesmo sabendo que não receberia nenhum tipo de carinho daquela mulher que para ele era mais a Deusa do que a mãe, sabendo porem que encontraria todo carinho que precisava com sua prima Morgana, que tanto o amava e que receberia o conforto daquela terra mágica e deslumbrante,Avalon...


Quando Guinevere foi raptada por Meliagaunce, o filho do Rei Bagdemagus, Lancelot persegui-o, armado, numa carroça, tendo que atravessar uma ponte para chegar ao castelo. 




Depois de se juntar ao exército dos Cavaleiros da Távola Redonda, Lancelot ajudou Arthur a terminar a revolta de Galehaut o "Haut Prince", que se rendeu a Arthur, depois de observar a bravura e proeza de Lancelot na batalha. Posteriormente, Galehaut tornou-se o melhor amigo de Lancelot, atuando como intermediário nos segredos entre Lancelot e Guinevere. O casal estava refugiado em Sorelois, no reino de Galehaut, quando a Falsa Guinevere tomou o lugar da rainha na corte. 


Depois da descoberta, Lancelot entregou a rainha a Arthur, mas nessa altura já ele e Guinevere estavam irremediávelmente apaixonados. 


Lancelot ficou com um peso na consciência e prosseguiu as buscas, depois ter se afastado de Guinevere. Lancelot visitou o Rei Pelles, o guarda do Graal, e salvou a sua filha, Elaine de Corbenic de uma barrica de água a ferver na qual tinha sido aprisionada por encantamento há diversos anos. Brisen, a sua ama, disse a Lancelot que Elaine era Guinevere. Lancelot dormiu com ela, tendo concebido Galahad. 


Lancelot, o melhor cavaleiro de Arthur, destinado a fazer parte do eterno triangulo entre Arthur e Guinevere. Aqui se vê com Elaine de Astolat, que morreu de amor não correspondido por ele.
P.L.Travers disse que talvez Lancelot tenha feito um voto de castidade, por não poder amar Guinevere. Quando percebeu que tinha traído Guinevere e quebrado o seu voto, Lancelot ficou louco. Mais tarde é descoberto por Elaine de Astolat, com quem regressou a Joyous Gard. Elaine morreu mais tarde por amor, não correspondido, a Lancelot. 



Algum tempo depois, o filho de Lancelot, Galahad, apareceu e eles começaram a sua procura pelo sagrado Graal. Lancelot teve várias visões do Graal, tendo finalmente encontrado a porta para a capela a onde ele estava guardado. Ele foi advertido por uma presença , tendo entrado num estado de transe ao longo de várias semanas. 




Foi perfeitamente claro para Lancelot que o seu fracasso se deveu inteiramente ao seu amor adúltero por Guinevere, que excedia o seu amor a Deus, e, por uns tempos, decidiu renunciar a esse amor. No entanto, quando regressou a Camelot, a relação foi retomada e, deste modo, selado o fim inevitável do sonho arturiano.



Quando Lancelot e Guinevere estavam determinados a acabar a sua relação amorosa, foram descobertos no quarto dela por Mordred. 




Lancelot fugiu e Gwenhwyfar foi condenada à morte. Lancelot regressou para salva-la, matando acidentalmente Agravain e os irmãos de Gawain, Gaheris e Gareth. A guerra entre Lancelot e Arthur começou, tendo terminado quando Lancelot teve de regressar a Camelot para lutar com Mordred. Apesar disso, Lancelot regressou para ajudar Arthur, mas chegou tarde de mais para o salvar de um golpe mortal. Depois da guerra, Lancelot visitou Guinevere uma última vez, num convento de freiras, tendo posto de parte as suas armas e arpões para se tornar um eremita, tendo vivido como tal, o resto da sua vida. Foi cremado em Joyous Guard. Sir Ector, o último dos Cavaleiros originais da Távola Redonda deixou o seguinte tributo: 



Os cavaleiros Dom Mordred e Dom Agrivaine, também da corte do Rei Artur, inventaram uma mentira para difamá-lo e expulsá-lo. Essa mentira dizia que Lancelote e Gwenhwyfar tinham um romance. O Rei Artur acreditou e Lancelote batalhou com eles, matando Agrivaine e ferindo seriamente Dom Mordred, que voltou para a corte para contar o que ele fez, a seu modo. Por engano, Lancelote matou também Gaheris e Gareth, irmãos deles. Dom Gawaine ficou ressentido por isso e jurou vingar-se de Lancelote. Artur o baniu do reino e ele foi para Baiona, na França, onde tinha muitas terras e repartiu-as entre seus partidários. Porém, o Rei Artur e Gawaine o perseguiram, sob influência de Gawaine, e invadiram as terras de Lancelote. Lancelote não quis lutar, porém foi forçado e lutou com Gawaine (Que triplicava suas forças das nove horas à meio-dia) e derrubou-o, mas não o matou. Isso se repetiu, até que eles desistirem e voltarem para Camelot. Artur nomeara Mordred o regente e guarda de Gwenhwyfar , enquanto estava na França, resolvendo o conflito. Fez mal, pois logo explodiu uma guerra. Gawaine ficou seriamente ferido, e escreveu uma carta a Lancelote, reconciliando-se. Artur matou Mordred, porém a espada deste atingiu seu crânio. Ele pediu ajuda a Dom Lancelote, mas não deu tempo e ele morreu. Lancelote voltou e ficou profundamente triste. Retirou-se para uma ermida em Glastonbury. Guinévera também retirou-se, para um convento em Amesbury, e logo morreu. Seu corpo foi trazido para Glastonbury, onde foi enterrada ao lado do que diziam que era o túmulo do Rei Artur. Lancelote caiu em depressão e morreu. Antes de morrer ele pediu que seu corpo fosse enterrado no seu castelo, o Castelo da Guarda Alegre. Durante seu velório, seu meio-irmão Dom Heitor de Maris, que estava procurando-o há anos, apareceu, e ficou tão triste quanto um mortal pode ficar. 





Sir Gawain queria extrair vingança contra Lancelot, que havia matado seu irmão Sir Gawain durante uma batalha. Sir Gawain conseguiu convencer o Rei Arthur que Lancelot era um traidor. Rei Arthur colocou filho Morgan le Fay, Sir Mordred no comando do seu reino e levou seu exército para enfrentar Lancelot.


Sir Mordred tinha olhos para tornar-se rei e casar com Gwenhwyfar , então ele anunciou que o Rei Arthur tinha sido morto em batalha com Sir Lancelot. Daí Mordred se tornou rei. Rei Arthur ouviu esta notícia e voltou para a Inglaterra para recuperar seu reino. Exército de Mordred teve uma batalha campal com o exército de Arthur em Dover. Na batalha Sir Gawain foi mortalmente ferido, mas ao morrer pediu ao rei que perdoa Sir Lancelot. Na batalha do Rei Artur e Mordred lutavam entre si. Arthur e Mordred mataram uns aos outros em um único combate.


Quando a notícia chegou Lancelot da morte de Arthur na batalha, Lancelot trocou sua armadura para as roupas de um monge. Quando ele morreu, foi sepultado ao lado de seu amigo na Guarda Galehaut Alegre.

Rei Artur e sua rainha Gwenhwyfar e os Cavaleiros da Távola Redonda tinha chegado ao fim.


"Ah Lancelot, tu, que estás acima de todos os cavaleiros Cristãos, e agora atrevo-me a dizer, tu, Sir, Lancelot, nunca foste comparado Aos cavaleiros da terra. E tu que eras o cavaleiro cortês que sempre defendeu. E tu que eras um verdadeiro amigo para a tua amada. E tu que eras o verdadeiro amante pecaminoso que sempre amou a mulher. E tu que eras o mais amável homem que sempre golpeou com uma espada. E tu que eras o mais bondoso dos cavaleiros. E tu que eras o mais gentil que sempre comeu na sala com as senhoras. E tu que eras o mais severo cavaleiro para o seu preço mortal que sempre desafiou a morte."

 
Na busca pelo Santo Graal, Lancelote chega a Capela onde este está guardado. Ele dorme e sonha com o anjo que protege a relíquia sagrada. O anjo aparece (em forma feminina, que bonito!) e diz ao cavaleiro que ele nunca poderá encontrar o Santo Graal porque está cometendo adultério. Ele é amante de Guinevere, a rainha esposa do Rei Arthur, seu amigo e senhor. 






Só os puros podem alcançar o Graal. Lancelote, com a alma manchada pelo pecado, fica então impossibilitado de pôr as mãos naquilo que é sagrado. No fim das contas quem encontra o Graal é seu filho Galaad, “O Puro”, um jovem de comportamento imaculado, puro de coração. Ao tocar o Santo Cálice, Galaad é levado ao Céu.


Lancelot chegou ao Castelo do Graal num barco espectral sem comandante nem tripulação, tendo-lhe sido autorizada uma visão distante do Cálice Sagrado, como recompensa pela sua coragem.



Na sua procura pelo Santo Graal, Lancelote encontrou uma cruz de mármore. Perto dessa cruz havia uma capela, sem entrada, mas que ele conseguia ver um brilhante castiçal de prata, com seis grandes velas. Perto dali ele foi dormir. E teve um estranho sonho: vinha um cavaleiro numa tenda, quase morrendo, pedindo ajuda ao cálice sagrado. Repentinamente ele viu o castiçal com as seis velas vir até a cruz de mármore, sem que ninguém o trouxesse. Veio também uma mesa de prata e o vaso sagrado com o Santo Graal. Ele tentou se levantar, mas estava imobilizado. 





O cavaleiro doente tocou no Santo Graal e se curou. Apossou-se do cavalo, do elmo e da espada dele. A razão desse infortúnio? Lancelote tinha um pecado mortal. A Deusa deu a ele muitas honras, força e beleza, porém Lancelote não demonstrou gratidão. Apenas batalhava para conseguir fama e por Guinévera, mas nunca pelo nome da Deusa. Mas ele encontrou uma outra capela onde havia um ermitão que o ajudou a cortar seus pecados.


Estas características tão humanas fazem de Lancelot uma dos mais inesquecíveis personagens do ciclo arturiano, e de quem muito pode ser aprendido por aqueles que procuram entender a importância da sabedoria de Avalon.


Este foi o mais nobre de todos os cavaleiros seu nome é LANCELOT



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