quinta-feira, 7 de julho de 2011

AVALON



Avalon, a terra dos Deuses, a ilha das maçãs... Reino perfeito de amor e beleza, a busca constante de todo o ser humano que, apesar de suas desilusões, ainda cultiva a esperança de fazer deste mundo uma lenda real, ou seja, um lugar melhor para se viver.


Para os irlandeses o Outro Mundo é Tir na nÓg, a ilha da Eterna Juventude. Para os galeses o Outro Mundo é Annwn, Ynys Afallach ou Avalon das lendas arthurianas. E para os gauleses o Outro Mundo é Avallon, a ilha das Maçãs, local das macieiras da sabedoria responsáveis pela imortalidade, onde a doença e a morte não existem.


Para nós o Outro Mundo é Avalon, associada aos seres mortais e imortais ou seres feéricos, como os Tuatha Dé Danann, Arthur e seus companheiros, Viviane,Morgana, Nimue e Merlin, o mago. Um lugar de eterna beleza e felicidade, onde a música, a dança, a arte e todas as atividades prazerosas se reúnem.


Avalon também recebe o nome de Ilha Afortunada, pois suas colheitas são fartas e abundantes. Diz a lenda que, era governada por Viviane, Morgana e suas nove irmãs, sacerdotisas guardiãs do caldeirão do renascimento, símbolo da Deusa Mãe, capaz de curar todos os males. Além de evocar as brumas para adentrarem à ilha encantada.


Mas é no sudoeste da Inglaterra, a 150 km de Londres, na cidadezinha de Glastonbury (um dos lugares mais sagrados da Inglaterra) que expedições arqueológicas e antropólogas encontraram não só vestígios de um Arthur em carne e osso como também do seu refúgio, a lendária Ilha de Avalon.


Para muitos respeitáveis estudiosos, porém, não há dúvidas de que a pacata e bucólica Glastonbury de hoje foi outrora a mítica Ilha de Avalon e atrai visitantes de todos os gêneros: românticos fascinados pela história do rei Arthur, peregrinos à procura da herança da antiga religião, místicos em busca do Santo Graal, em busca da energia que emana de Stonehenge que era ligada ao antigo rio Avalon, ainda quando Glastonbury era rodeada por pântanos, enquanto; os astrólogos são seduzidos pela existência de um zodíaco na paisagem, chamado Templo das Estrelas de Glastonbury por Katherine Maltwood.


Pesquisas arqueológicas e antropólogas atestam que os campos de Glastonbury há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon também chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro. O nome Avalon tem origem no semi-deus celta Avalloc. Os Celtas a consideravam uma passagem para outro nível de existência. Uma existência povoada de magia e amplitude espiritual.


Em Avalon havia suas deusas e deuses, vivia em harmonia com a natureza, ao seu ritmo, seguindo as mudanças das estações do ano, os ciclos da lua com seus antigos rituais. Viviam lá as Sacerdotisas da Lua e aprendizes dos mistérios e forças da natureza, conheciam a magia, as ervas para curar, os segredos do céu e das estrelas e a música principalmente...Em Avalon onde tudo florescia era iluminada pelo sol.


Avalon é uma ilha sagrada. Há muitas eras, pertencia ao mundo, mas hoje, está entre a Terra e o Outro Mundo, cercado pelas brumas que encobrem a ilha e a separa do mundo dos homens.


Inúmeros sítios místicos da Bretanha envolvem uma história particularmente rica e variada, figurando em cultura druida, cristãos, cultos celtas, no ciclo arturiano e na espiritualidade da Nova Era. No entanto, mesmo as associações mais antigas são relativamente novas, se comparadas com os primórdios dos marcos sagrados. Há 6 mil anos ou mais, alguns desses sítios constituíam o solo sagrado de um povo mais remoto – os adoradores neolíticos da Deusa-Mãe.


A pedra-ovo, considerada símbolo da poderosa mãe cósmica pode possuir uma energia própria. Alguns historiadores e antropólogos acreditam que ela representasse um olho, um símbolo usual da deusa-mãe. O morro em si seria a íris e o círculo em seu topo, a pupila.


Ao redor de suas encostas os terraços construídos pelos homens formam um imenso labirinto que se enrosca até o corpo. Alguns pesquisadores acreditam que esses caminhos tortuosos foram projetados para a prática de rituais pagãos, na pré-história.


A colina do Tor era a que poderia ser considerado o acesso à mística Ilha de Avalon. Dizem que o mar chegava até esse local e era um lugar rodeado pelas águas e conhecido como Avalon, cujo nome de reminiscência artúrica significa Ilha das Maçãs e em algumas antigas culturas, essas frutas representavam a imortalidade. Nela, descansavam os mortos antes de voltar a renascer. Segundo a lenda, o rei Arthur, depois da batalha em Camelot, foi levado a Avalon de onde voltaria algum dia. Inclusive a bruma que costuma cobrir a região que os habitantes locais chamam de "A Dama Branca", evoca a névoa da mística de Avalon.


O Tor de Glastonbury é inconfundível em uma vista aérea. Sobressai de tal maneira na paisagem, que induziu à hipótese de ter servido como referência para a aterrissagem de discos voadores. “Tor” em celta significa Portal, passagem; estaria ali o umbral que permite a passagem do nosso mundo para a ilha sagrada de Avalon.


Antes mesmo da comunidade de sacerdotisas chegar à ilha já havia ali um povo antigo. E antes, outros viveram ali: eram um povo sábio que saiu das Terras Alagadas, Atlântida, a ilha que submergiu há milhares de anos no Oceano Atlântico, devido a um grande cataclismo. Instalaram-se em Avalon e a fizeram uma ilha sagrada, levando seus conhecimentos e transmitindo-os a seus descendentes. Construíram círculos de pedras que marcavam as linhas de poder da Terra, onde realizavam seus cultos. Um desses círculos fica no topo do Tor (o círculo de pedras foi destruído e hoje há no local uma igreja), a colina sagrada onde as sacerdotisas servem à sua Deusa e os druidas fazem seus rituais.


Do topo do Tor, descemos a colina e em meio a carvalhos chegamos ao Chalice Well Gardens, os Jardins do Cálice Sagrado, onde José de Arimatéia, amigo e protetor de Cristo, no ano 37 d.C., teria escondido o Santo Graal, o cálice da Santa Ceia, contendo o sangue de Jesus. O poço fica nas proximidades da colina de Tor.


De uma fonte, sai uma água pura e cristalina com propriedades medicinais. O sangue do cálice teria sacralizado e tingido a água pura do poço. Para os turistas e locais, beber as águas do "Chalice Well" é beber da própria fonte da juventude.


Glastonbury é um berço sagrado com seus mistérios e histórias, e ainda hoje pode-se sentir no ar a presença das sacerdotisas e personagens míticos que outrora povoaram a sagrada ilha.


Quando, em 1191, os monges de Glastonbury encontraram a suposta sepultura de Arthur, no cimo de um pequeno monte, que dantes se encontrava circundado de água, disseram ser este o local da mítica ilha de Avalon. A inscrição no túmulo dizia:

"Aqui jaz, enterrado na Ilha de Avalon, o conhecido Rei Arthur".


Em uma posição de poder e conhecimento, Morgana confere às mulheres uma importante retomada de sua posição forte no culto às Deusas. O único valor concebível para a inscrição desse túmulo, é dar nome da sua localização para identificar Glastonbury como a Ilha de Avalon.


A descoberta do corpo de Arthur tem sido ultimamente vista como rota para a Ilha de Avalon. Se ele não se recuperou e morreu ali, poderia muito bem se esperar que ele fosse enterrado no local. Para os etimologistas do século XII, estava claro que Glastonbury era um nome inglês e que, se a fundação é anterior à conquista saxônica, deve ter tido um antigo nome britânico. Os saxões chamaram Glastonbury de Ilha de Vidro e os galeses optaram por chamar Avalon de "Ynis Afallach".


Avalon, uma lenda que está muito além das brumas do tempo... Mas como alcançá-la? Para aqueles que estão centrados na fé, basta apenas olhar dentro de si e buscá-la nos seus mais nobres sentimentos. O Templo de Avalon é o corpo que guarda a alma ancestral, o caminho que nos leva direto a misteriosa Ilha das Maçãs, ou seja, o caminho da verdade infinita que está dentro de cada ser. 


Para adentrarmos na ilha sagrada de Avalon, respire profundamente e esvazie sua mente de todo e qualquer pré-julgamento, medo ou dúvida. Invoque a emoção e a razão dos nossos Deuses Antigos. E, diga apenas:


"Que as brumas, novamente, dêem passagem ao filho de Avalon, que retorna da sua longa jornada, ao plano de luz e beleza. Abençoados pelo céu, a terra e o mar!"

Aos poucos a sensação de bem-estar e amplitude aumentará e num determinado momento você estará lá.


Saiba que tudo é possível e que cada minuto são horas de puro prazer e recordação... Busque as respostas, soluções e simplesmente acredite que elas já fazem parte da sua vida. Viva intensamente este momento e percorra toda a ilha. A cada nova viagem você retornará revigorado e sua percepção ficará cada vez mais aguçada. Avalon é simplesmente esta doce emoção, mas, apenas para aqueles que ainda acreditam na magia.


Avalon é o despertar natural da consciência, o templo do mundo interior, terra da eterna magia e saber que oferece iniciação e esclarecimento a todos os que ingressam nessa jornada.


Invisíveis aos olhos descrentes, as brumas revelam seus mistérios apenas aos que servem o princípio maior, junto aos Deuses. E, somente, aqueles que compreendem que a vida é infinita em suas possibilidades poderão abrir as portas deste mundo. O medo, como sempre, é o grande desafio daqueles que estão na travessia deste portal, prestes a desvendar os segredos do Outro Mundo.


Avalon chama-nos ao seu sagrado caminho, mas somente nós é que poderemos tecer o fio desse destino.Através da sensibilidade e da intuição começamos a discernir aquilo que é melhor e o que realmente faz a nossa alma feliz.


Avalon simboliza a busca constante do ser humano que, apesar das desilusões, ainda tem a esperança de fazer deste mundo uma lenda real, ou seja, encontrar a fonte inesgotável da sabedoria da tríplice divina... O reencontro dos Deuses dentro do nosso templo sagrado


A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e, talvez, no fim, chegaremos ou à sagrada ilha da eternidade, ou aos padres, com seus sinos, sua morte, seu Satã e Inferno e danação... (palavras de Mrogana)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

UM PRESENTE PARA VOCÊS

VIVIANE A DAMA DO LAGO





As Deusas da Água eram extremamente populares na sociedade celta, pois a água é essencial à vida. É no movimento espontâneo das águas dos rios e lagos que podiam observar claramente os poderes sobrenaturais das Deusas. 


Dama do Lago (Nimue ou Fada Viviane como é mais conhecida) é, de acordo com a lenda, uma das sacertotisas de Avalon ou até a mais importante delas. Filha de Diana, a deusa dos bosques e irmã mais velha de Igraine a fada tinha a missão de proteger e entregar a espada mágica do Rei Arthur a sagrada Excalibur. Ela foi morta por Balim, irmão de criação de seu filho Balam, enquando estava na comemoração de Pentecostes para pedir ao rei mais uma vez que ele fosse fiel às suas promessas sobre os antigos povos. Lancelot matou Balim em vingança da morte da mãe. O corpo da Dama do Lago não foi levado até Avalon para a despedida das outras sacerdotisas, e sim a Glastonbury,por ordens de Artur. Diz a lenda que a Dama do Lago raptou o pequeno Lancelote e o levou para viver com ela em seu palácio sob as águas. Ali se encontravam Boores e Lionel, primos de Lancelote. A Dama criou os três meninos como se fossem seus filhos. Lancelote cresceu sem conhecer sua verdadeira identidade, que sua mãe adotiva só lhe revelou quando fez 18 anos. Nesse momento, a Dama do Lago levou Lancelote a Camelot para ser armado cavaleiro e é ela quem, contrariando a tradição, impõe as armas a seu filho em frente ao rei Artur. Ela acompanhou as aventuras de Lancelote e contribuiu com sua magia para o êxito de várias delas. Na obra de Troyes, entrega-lhe um anel mágico que o protege de qualquer encantamento.


O pai da Dama do Lago, Viviane, é Dyonas ou Dionás, cavaleiro da corte do Duque de Borgonha, seu sogro. Dionás tornou-se amigo da deusa Diana, que lhe deu um presente especial: que sua filha seria amada pelo mago mais poderoso do mundo. O Duque presenteou Dionás com a floresta de Briosque, onde Viviane nasceu.


A Dama do Lago chega à corte de Artur para presenteá-lo com a espada Excalibur e exigir a cabeça de Sir Balin, antigo inimigo de sua família. Sir Balin descobre a identidade da Dama e a decapita, desonrando a corte de Artur. No final da obra, Sir Bedevere, outro cavaleiro da Távola Redonda, lança Excalibur à água e uma mão surge da superfície para recebê-la. A mão aparentemente pertence à Dama do Lago.Em algumas versões, a Dama deu a Artur a escolha entre uma taça, uma lança, um prato e uma espada, como símbolo da união de Camelot com Avalon. Depois que Artur
escolheu Excalibur, foi criada para a espada uma bainha com o poder de impedir seu portador de derramar uma só gota de sangue.


Para os gauleses, os lagos eram divindades ou moradas dos deuses. Ouro e prata eram jogados nas suas águas. Eram considerados como palácios subterrâneos de diamantes, jóias, cristais e de onde surgiam as fadas, as feiticeiras, as ninfas e sereias. Mas os lagos também atraíam os humanos.


Conta a lenda, que Viviane teve um romance com o mago Merlin por conta de uma promessa. A Dama do Lago entregaria seu amor ao mago se este lhe ensinasse seus segredos de magia. Em posse dos segredos, Viviane aproveitou esse conhecimento para aprisionar o Mago numa gruta. Merlin já havia visto seu próprio destino mas não conseguiu evitá-lo. Apesar disso, viveu feliz na companhia da mulher amada.


A alta sacerdotisa da Ilha de Avalon, um centro de poder espiritual da tradição que toda cosmogonia baseada nas forças e energias que emergem do solo. A tradição Inglês sempre relacionada com a Dama do Lago e a Espada de Luz, com o Rei Arthur, embora haja várias lendas sobre ele. A parte principal das lendas arturianas da existência de uma necessidade: a de que o conhecimento dos mistérios antigos cair no esquecimento necessária uma ligação unindo o antigo com o novo horizonte de sabedoria druida Christian começou a se espalhar em solo Inglês;  seria a espada Excalibur.


Esta espada é um símbolo sagrado de poder, força e orgulho foi obtido na Avalon e representa a sabedoria que a terra dada a quem exerce o poder por uma boa causa. Excalibur não é, portanto, quer uma espada, uma espada mágica com todos os tipos de poderes. Além disso, é uma espada destinado a um rei, uma pessoa sem dobra. Espada de Excalibur e será entregue a Arthur, os primeiros reis cristãos, pela Dama do Lago.
Dama do Lago é o guardião da pureza da Tradição, Verdade, o ensino autêntico e misterioso que permanece inalterada ao longo do tempo, e como guardião tal, emerge do lago e dar a mão à espada mágica de Arthur luz para preservar a sobrevivência deste mistérios arcanos e antigas em sua vida desde a morte de Arthur a espada deve ser devolvido à Dama do Lago.


A água também é símbolo feminino, por isso não nos causa estranheza que o maior responsável pelo seu poder seja uma Deusa. Na realidade, a imersão na água significa segurança, ocultação de segredos e está associada ao grande círculo de vida-e-morte.
A percepção conscientizada de que existe uma dimensão profunda em tudo que experimentamos nessa vida, amplia nossa visão e nos recoloca em uma zona de atemporalidade. A participação no grande círculo conserva tanto o mistério que esse representa como a dignidade dos que morrem.
O segredo de bem viver, de acordo com o mito arturiano, é viver em harmonia, nos alinhando com uma sabedoria maior da Grande Mãe. A longevidade só é alcançada
quando deixamos de sofrer com a inevitabilidade da perda. "Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe", portanto, o nosso maior sofrimento está no desejo
 que o nosso ego tem de controlar a vida, e principalmente a própria mortalidade. O ciclo do sacrifício, que aterroriza o ego, sustenta e cura a alma.


Viviane é a fiel representante da Deusa, a Sacerdotisa de Avalon. Ela ganhou muitas inimizades devido à sua devoção incondicional às suas crenças.
A misteriosa ilha de Avalon é a guardiã dos grandes mistérios eternos e sagrados; terra encantada que as mulheres governam pelo seu poder de gerar vida e onde o verdadeiro conhecimento é preservado.

  
"A verdade tem muitas faces e a verdade é como a velha estrada para Avalon: depende da nossa própria vontade e dos nossos pensamentos..."
Assim falou VIVIANE



terça-feira, 5 de julho de 2011

MORGANA

                                                         




Nenhum personagem feminino foi tão confusamente descrito e distorcido como Morgana ou Morgan Le Fay. A tradição cristã a apresenta como uma bruxa perversa que seduz seu irmão mais novo, Artur, e dele concebe o filho. Entretanto, nesta época, em outras tribos celtas, como em muitas outras culturas, o sangue real não se misturava e era muito comum casarem irmãos, sem que isso acarretasse o estigma do incesto.
Como muitos indivíduos legendários e românticos, há versões conflitantes sobre quem o que foi Morgana. O historiador e cronista do século XII, Geoffroi de Monmouth, escreveu que "sua beleza era muito maior do que a de suas nove irmãs. Seu nome é Morgana e ela aprendeu a usar todas as plantas para curar as doenças do corpo. Ela também conhece a arte de mudar de forma, de voar pelo ar...ela ensinou astrologia às irmãs."

 
Morgana era um enigma aos seus adversários políticos e religiosos. Os escrivões cristãos transformaram-na em demônio, talvez devido ao seu papel como sacerdotisa de uma Antiga Religião, que eles estavam tentando desacreditar nas suas investidas para cristianizar a estrutura de poder da Grã-Bretanha. Ela, entretanto, defendeu valentemente a fé das Sacerdotisas e as práticas dos druidas, achando entre os camponeses simples seus mais fiéis seguidores. Ela negou as acusações de prostituição dos monges e missionários cristãos.
O cristianismo menospreza o poder e o conhecimento de Morgana, do mesmo modo com que impediu a mulher à ascender ao sacerdócio, anulando completamente o seu poder pessoal.

Morgana é a fada mais bela das que habitam Avalon. Não existem fundamentos suficientes para se acreditar que Avalon seja o lugar que a cultura celta atribuí como residência dos mortos. O que se sabe é que quando Artur é transportado sobre as águas em companhia das mulheres com destino a Avalon, se perde no horizonte do mito imemorial.


O nome Morgaine tem origem celta e quer dizer mulher que veio do mar. Pode-se escrever Morgaine ou Morgan. Morgaine também é muito conhecida na Itália por um fenômeno chamado Fata Morgana, traduzindo Fada Morgana. As lendas baseadas nos contos do Rei Arthur acreditam que Morgana foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha. Em outras versões, foi meia-irmã de Artur..
Morgana é treinada por sua tia Viviane na Ilha de Avalon para se tornar a Senhora do Lago ou como também é chamada Dama do Lago ou Senhora de Avalon. Morgana  teve um filho de Arthur depois de um ritual sagrado (Beltane). Essa criança se chamava Gwydion, que após ir para a corte de Arthur toma o 
nome de Mordred. Mais tarde este seria um dos inimigos de Arthur. Mordred depois de ter ferido seu próprio pai em uma luta para tomar o trono acaba morto.
Morgana vendo seu irmão morrer e escutando seu pedido o leva para Avalon, onde o tempo transcorre de forma diferente do mundo dos humanos. Alí Arthur lança Excalibur no lago e morre. Morgana leva seu corpo para ser enterrado em Avalon. Depois a Ilha de Avalon se desliga quase por completo do mundo. E a Bretanha cai numa era negra nas mãos dos saxões.

Em vida, chamaram Morgana  de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. O mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que cristo predomina. Nada tenho contra o Cristo, apenas contra os seus sacerdotes, que chama a Grande Deusa de demônio e negam o seu poder no mundo. Alegam que, no máximo, esse seu poder foi o de Satã. Ou vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré – que realmente foi poderosa, ao seu modo –, que, dizem, foi sempre virgem. Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanidade?
É preciso contar as coisas antes que os sacerdotes do Cristo Branco espalhem por toda parte os seus santos e lendas.

A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e, talvez, no fim, chegaremos ou à sagrada ilha da eternidade, ou aos padres, com seus sinos, sua morte, seu Satã e Inferno e danação...Mas talvez eu esteja sendo  injusta com eles. Até mesmo Viviane que é a Senhora do Lago, que odiava a batina do padre tanto quanto teria odiado a serpente venenosa, e com boas razões, censurou-me certa vez por falar mal do deus deles.
“Todos os deuses são um deus”, disse ela, então como já dissera muitas vezes antes, e como eu repeti para as minhas noviças inúmeras vezes, e como toda sacerdotisa, depois de mim, há de dizer novamente, “e todas as deusas são uma deusa, e há apenas um iniciador. E cada homem a sua verdade, e Deus com ela”.
Assim, talvez a verdade se situe em algum ponto entre o caminho para Glastonbury, a ilha dos padres, e o caminho de Avalon, perdido para sempre nas brumas do mar do Verão.
 
Segundo Robert Graves e Kathy Jones, a Morg-Ana "surgiu da união das estrelas com o ventre de Ana". Muitas vezes foi equiparada as Deusas Morrigan e Macha, que presidiam as artes da guerra. Entretanto, como fada controlava o destino e conhecia as pessoas.


Ser Bruxa é Ser Especial , é Ser Sabia , é Ser Diferente.

Isto é ser MORGANA
 




sábado, 2 de julho de 2011

MULHERES CELTAS

As mulheres de origem Celta eram criadas tão livremente quanto os homens. A elas era dado o direito de escolherem seus parceiros e nunca poderiam ser forçadas a uma relação que não queriam. Eram ensinadas a trabalhar para que pudessem garantir seu sustento, bem como eram excelentes amantes, donas de casas e mães.


                                     A primeira lição era:

                                                            Ama teu homem e o segue,
                                                 mas somente se ambos representarem,
                                           um para o outro o que a Deusa Mãe ensinou:

                                  "Amor, companheirismo e amizade."

 

Jamais permita!

Jamais permita que algum homem a escravize:
você nasceu livre para amar,
e não para ser escrava.

Jamais permita que o seu
coração sofra em nome do amor.
Amar é um ato de felicidade, por que sofrer?

Jamais permita que seus olhos
derramem lágrimas por alguém
que nunca fará você sorrir!

Jamais permita que o uso de seu
próprio corpo seja cerceado.
Saiba que o corpo é a moradia do espírito,
por que mantê-lo aprisionado?

Jamais se permita ficar horas
esperando por alguém que nunca virá,
mesmo tendo prometido!

Jamais permita que o seu nome seja
pronunciado em vão por um homem
cujo nome você sequer sabe!

Jamais permita que o seu tempo
seja desperdiçado com alguém que
nunca terá tempo para você!

Jamais permita ouvir gritos em seus ouvidos.
O Amor é o único que pode falar mais alto!

Jamais permita que paixões desenfreadas
transportem você de um mundo
real para outro que nunca existiu!

Jamais permita que os outros sonhos
se misturem aos seus, fazendo-os
virar um grande pesadelo!

Jamais acredite que alguém possa voltar
quando nunca esteve presente!

Jamais permita que seu útero gere
um filho que nunca terá um pai!

Jamais permita viver na dependência de um homem
como se você tivesse nascido inválida!

Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar
por um homem que não tenha olhos para admirá-la!

Jamais permita que seus pés caminhem em direção
a um homem que só vive fugindo de você!

Jamais permita que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio,
o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que
possa tirar o brilho dos seus olhos, a dominem,
fazendo arrefecer a força que existe dentro de você!

E, sobretudo,
Jamais permita que você mesma perca a
dignidade de ser MULHER!!!

 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

WICCA NÃO É SEITA. É RELIGIÃO!




Entender a origem da bruxaria é retornar aos primórdios da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar a sua percepção para o microcosmo e macrocosmo. As primeiras manifestações de devoção registradas pelo homem remontam à pré-história, às Madonas Negras. Elas representavam o aspecto feminino do poder da natureza, eram a personificação da Grande Mãe. Quando, na lua crescente, a mulher iniciava a sua ovulação, chegando ao máximo na lua cheia e, por fim, menstruando, essa sintonia trouxe, então, a associação da lua como uma nova face para a Deusa. Enfim, a Grande Mãe dava alimento (plantações, frutas, ervas etc), calor e proteção no verão, no outono e na primavera, mas, e no inverno, quando o frio acabava com tudo, quem os protegia? Surgiu, então, o papel do homem, do caçador da tribo, do líder. Quem caçava melhor recebia as presas e os chifres da caça como símbolo de poder e honra. Associou-se, então, um aspecto masculino à Grande Mãe, que buscaria assim o equilíbrio. Criou-se o Deus Cornífero (perceberam a fácil associação com o diabo?). Entre os povos que dependiam da caça, o culto ao Deus dos animais e da fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero, foi marcante.
A palavra “wicca” vem do saxão wich ou do inglês arcaico wicce, que significam “girar, moldar ou dobrar”. Outra origem citada pelos estudiosos do assunto seria o termo germânico wit, que quer dizer “saber”. A união das duas significações resulta na definição da wicca como: “a sabedoria de girar, dobrar e moldar as forças da natureza a favor do homem”.
 Assim, seus adeptos tentam resgatar o verdadeiro sentido da palavra “religião”, que tem como raiz o termo religare. Ou seja, pretendem religar o homem à sua origem, a natureza.
As origens da wicca podem ser encontradas no período Neolítico, divididas entre diversos povos, como os romanos, gregos, normandos e, principalmente, celtas. Ao invadir a Europa, os celtas levaram consigo suas crenças, que se fundiram à cultura dos povos locais e deram início a muitas das práticas presentes hoje na wicca.
Mas, durante quase dois mil anos, a religião dos povos pré-cristãos da Europa permaneceu adormecida. Foi apenas na década de 40, já no século 20, que ela ressurgiu e ganhou a denominação wicca. Em 1951, então, a bruxaria moderna se tornou uma religião oficial, com a revogação das leis inglesas que até então proibiam práticas de magia.


Durante muitos anos as bruxas foram vítimas de perseguições e mortes. Hoje, a bruxaria sai das sombras e mostra que ainda está tão viva como durante a Idade das Trevas, o chamado neo-paganismo traz novamente o antigo culto da natureza aliada às celebrações sazonais e à prática de magia.
Existem vários ramos da Bruxaria, em diversas partes do mundo, mas aqui, estamos nos ocupando da Wicca. Ela surgiu no período Neolítico, em várias regiões da Europa, onde hoje se localiza a Irlanda, Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britânia na França. Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças, que, ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento à Wicca. Com a rápida expansão desse povo, ela foi levada para regiões onde se encontram Portugal, Espanha e Turquia. Embora a Wicca tenha se firmado entre os Celtas, é importante lembrar que a bruxaria é anterior a eles!
Mas como esse povo foi o mantenedor da tradição, é importante que conheçamos, pelo menos, o rudimento de seu pensamento e cultura. O Panteão Celta, ou seja, o conjunto de Deuses e Deusas dessa cultura é hoje o mais utilizado nos rituais da Wicca, embora possamos trabalhar com qualquer Panteão, desde que conheçamos o simbolismo correto, e não misturemos os Panteões num mesmo ritual.
A sociedade Celta era Matrifocal, isto é, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha. Homens e mulheres tinham os mesmo direitos,  sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira, participando das lutas ao lado dos homens. 
O culto da Grande Mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas, até a chegada dos romanos, que praticamente dizimaram as tribos Celtas, que nessa época já estavam sendo dominadas pelos Druidas, que representavam uma introdução ao patriarcalismo.
  Porém, em muitos lugares, a religião da Grande Mãe continuou a ser praticada, pois havia certa tolerância por parte dos romanos, chegando certos ramos da Wicca a incorporar elementos do Panteão Greco-Romano, especialmente na Bruxaria Italiana.
Foi somente na Idade Média que a Bruxaria foi relegada às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças, que eram uma ameaça a um clero muito mais preocupado em acumular bens e riquezas do que a propagar a verdadeira mensagem de Jesus.
 Se fôssemos descrever essa época infame, em que milhões de pessoas, em sua maioria mulheres, foram perseguidas, torturadas e assassinadas pela Inquisição, com certeza, escreveríamos um livro com milhares de páginas, mas este não é o nosso objetivo. Muitas das vítimas da Inquisição não eram Bruxas, e sim, pessoas com problemas de saúde, doenças mentais, deficiências físicas ou somente o alvo da suspeita e inveja do povo.


Também era comum se acusar pessoas para tomar seus bens, pois esses eram divididos entre os inquisidores.
Durante o tempo das fogueiras, o medo fez com que muitas de nós permanecêssemos no anonimato para resguardarmos nossa vidas e nossa famílias. Muitos dos conhecimentos passaram a ser transmitidos oralmente, por medida de segurança, e, assim, muito se perdeu.
Por isso, não é correto dizer que a Wicca de hoje é a mesma de séculos atrás.
No presente, um grupo de pessoas abnegadas e corajosas está redescobrindo e recriando a Nova Bruxaria ou Neo Paganismo, como também é conhecido.
Para encontrar a Grande-Mãe precisamos abrir nossas mentes, descartar os preconceitos e os condicionamentos sócio-culturais e criar um espaço sagrado em nosso coração e em nossa vida. A Deusa-Mãe está presente em toda parte, faz parte de nós, de nossa essência. Sua companhia é constante, porém, precisamos nos tornar mais confiantes e conscientes de sua presença no nosso dia-a-dia. Busque ouví-la. Mas lembre que ela não usa palavras. Nas pequenas coicidências você pode encontrar significados. Sócrates disse: "os iniciados têm a certeza de que andam em companhia dos Deuses". E eu lhes pergunto: por que então não estaria ao seu lado?

A Deusa é imanente e cada um tem em si a essência divina. Se você busca conhecê-La e não encontra dentro de você, nunca achará fora de si. Esse é o mistério.
os valores que levam ao respeito da natureza estão presentes na Wicca.
Os Wiccanianos cultuam a vida e por isso todas as formas de sacrifícios, seja humano ou animal, são proibidos nos rituais.
Nós Bruxos amamos e cultuamos a natureza e através dela procuramos integrar mente, corpo e alma.
Acreditamos que para evoluirmos integralmente devemos nos sentir parte integrante da Terra, que é a própria Deusa. Esta atitude é a essência da Wicca!
  

 
O trabalho de um antropólogo é investigar o que as pessoas fazem e em que acreditam. E não o que outras pessoas dizem que elas fazem ou acreditam. (...) Afinal, a opinião de uma buxa deveria ter algum valor, mesmo se não se encaixasse nas opiniões pré-concebidas..



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