segunda-feira, 30 de novembro de 2015

AS RELIGIÕES PAGÃS



A história acontece e se repete, num ciclo espiral, acompanhando a evolução da mente humana.

Os fósseis encontrados na Europa e na Ásia atestam que o homem de Neanderthal e o homem de Cro-Magnon (vide anteriormente na época do Pleistoceno) já tinham alguma forma de religiosidade, de crença numa vida após a morte: sepultavam seus mortos na posição de quem está dormindo, com a cabeça pousada sobre uma pedra, sobre o cadáver lançavam pó de ocre que tem a cor da vida (pardo, amarelo, vermelho, castanho...) e junto ao defunto colocavam flores, alimentos, armas, instrumentos diversos e figuras ornamentais, que lhe serviriam na viagem para o além. 


Já acreditavam na vida após a morte, há cerca de 150 ou 35 mil anos atrás. As tradições bramânicas citam que a nossa civilização iniciou-se há cerca de 50.000 anos atrás e que há cerca de 7 ou 8 mil anos ela chegou a seu auge na Índia e no Egito.

Segundo Edouard Schuré (1.841-1.929) existem duas correntes que trouxeram até a atualidade nossas idéias, mitologias e religiões, artes, ciências e filosofias. Ele as chama de corrente semítica e ária, cada uma com uma concepção oposta da vida, válidas e complementares, facetas de uma mesma verdade, compostas para as diferentes mentalidades existentes.

A mentalidade semita desce Deus ao homem e a corrente ária eleva o homem a Deus. O arcanjo justiceiro que desce à Terra, armado de espada e raio, representa a primeira, e Prometeu que sobe ao Olimpo e volta à Terra com o fogo, a segunda. Remontando à corrente semítica se chega a Moisés no Egito e ascendendo pela segunda se chega à Índia. Egito e Índia foram as grandes mães das religiões humanas.


Da mesma forma, a transformação humana, necessária ao encontro com Deus, segue duas correntes. Numa o combate ao mal com o bem é necessário, tanto para contê-lo, como para vencê-lo. Na outra corrente, o combate não se faz necessário. O mal perde por si mesmo quando deixado sob observação e encarado com compaixão e compreensão. Numa se chega ao Yoga hindu, ao Budismo, ao Zen e à maioria das religiões do mundo. Na outra se chega ao Tantra hindu e budista, ao taoísmo e à tendência atual de se ver o todo (Holística).

Mas todas as religiões ensejam a uma união com a Divindade, através de experiências místicas: o pangree africano, o samadhi hindu, o êxtase contemplativo cristão, o nirvana budista, o fanan muçulmano, a superconsciência de Sri Aurobindo (1.872-1.950), etc..

AS RELIGIÕES “PAGÃS”
“A base primitiva, para mentes primitivas, o conhecimento
verdadeiro para mentes evoluídas”.

O termo “pagão” é uma denominação cristã que se refere àqueles que professavam uma religião onde não havia batismo. Hoje em dia, a moderna teologia chama às religiões primitivas de religiões primais. O homem primitivo mais evoluído achava que o Sol, a Lua e as estrelas eram manifestações de um Ser Supremo, bondoso. Por outro lado, a maioria achava que as forças da natureza eram manifestações de vida de espíritos vingativos e egoístas aos quais tinha que conquistar a amizade e acalmar a ira (animismo, do latim animus, alma ou espírito). O culto aos antepassados, seria uma forma de animismo.

Enquanto o povo passeava entre o animismo vulgar e se aproximava de um politeísmo ignorante, os eleitos viam tudo como manifestações da Divindade. O Edda escandinavo, o livro das lendas, proclama a idéia de um Deus único, pai do Universo, ser de amor e bondade. Da junção entre o politeísmo popular e o monoteísmo verdadeiro, formas mistas surgiram. Havia os que acreditavam em vários deuses, mas com um deles predominando, o deus do clã ou da tribo, o deus principal (monolatria), e havia os que passaram a ver a Divindade manifestada, como que dissolvida, em tudo o existente (panteísmo). 
A monolatria ainda é vista hoje em alguns povos de Uganda, e por fiéis menos esclarecidos de quase todas as atuais religiões.


Pode-se enquadrar na categoria de “pagãs”, tanto as religiões mais primais, confinadas a tribos e clãs, como as mais institucionalizadas e espiritualizadas, como a religião finlandesa, celta e escandinava, a egípcia, a persa, a mesopotâmica, a grega e a romana. Essas serão detalhadas mais adiante. A rigor, o termo pagão, para os cristãos, incluiria o hinduísmo, o budismo, o xintoísmo, o taoísmo e até o islamismo.

Para a maioria, o Sol, como fonte e sustentação de toda a vida, passou a ser a divindade principal, ou a manifestação visível da Divindade (Ez 8:16). Observavam o Sol e em sua honra foram construídos templos e instituídas festas e cerimônias. O curso do Sol pelo zodíaco originou o mito das 12 encarnações de Vishnu (Cf. em BRAMANISMO), os 12 trabalhos de Hércules, etc.

À aparente perda de calor do Sol durante o inverno, se seguia seu reaquecimento (renascimento) a partir do solstício de inverno, que corresponde ao dia mais curto do ano (no hemisfério Norte entre 22 e 23 de dezembro), que perdurava até o equinócio da primavera (21 de março no hemisfério Norte, data em que dia e noite têm a mesma duração devido ao fato de o Sol nascer precisamente no leste e se por precisamente no oeste), chegando ao seu apogeu no solstício de verão (22 ou 23 de junho no hemisfério Norte, o dia mais longo do ano). Esse ritmo fez os antigos dizerem que o Sol nascia e era o mesmo para todas as nações no solstício de inverno, fortificava-se até o equinócio da primavera chegando à sua glória no solstício de verão, para então morrer e descer aos infernos durante o equinócio do outono (23 de setembro). 

Daí teria surgido a lenda da morte, descida ao inferno e ressurreição dos diversos deuses de quase todas as religiões (citados anteriormente).
Da relação das fases da Lua com as datas dos Solstícios e Equinócios, no hemisfério Norte, originaram-se as datas de todas as festas e cerimônias pagãs, que nomeavam seus dias da semana com o nome dos astros até então conhecidos.

Outra forma de religiosidade era o culto a homens-deus que vinham à existência e se sacrificavam em prol do povo. Desse modo personificaram-se figuras mistas de divindade e humanidade como Hórus, Osíris, Hermes, Apolo, etc., representando homens que existiram e foram elevados à categoria de deuses por suas ações pelo bem da humanidade. Esses deuses, após a morte, ressuscitavam em glória, para o bem da humanidade.

Paulatinamente a degradação tomou conta dos ritos, que originariamente tinham um significado simbólico que se tornou deturpado. Pã era a “Natureza Absoluta, o Único e o Grande Todo”. Os festivais ao grande deus da Natureza Pã, celebrados nos Equinócios e Solstícios, em que se celebrava a Natureza como criação divina, se transformaram em festas orgiásticas (daí sua popularidade), e Pã foi transformado no princípio do mal dos cristãos (Cf. em CRISTIANISMO). Da mesma forma o Falicismo, que era o culto ao falo como símbolo da fecundidade da Natureza, se deturpou.

O deus sacrificado, outra fórmula antiquíssima, já foi uma deturpação do culto aos homens-deus. Um sacrifício humano anual, para ajudar a colheita, era então um rito genérico entre todas as tribos agricultoras da Europa e da Ásia Menor há cinco mil anos, e mesmo nos primórdios do romanismo ainda era praticado por tribos indo-européias. O sacrificado era, originalmente, o rei da tribo, reinava durante o ano, e era executado nos Ritos da Primavera, ou Páscoa. Era tratado como encarnação do deus tribal, e adorado até o momento de sua morte. 

Com seu sangue os campos de cultivo eram salpicados, sua carne era comida por nobres e sacerdotes e o povo tinha de contentar-se em respirar a fumaça de certas partes queimadas e oferecidas à divindade que ele havia encarnado (estas partes variavam: algumas tribos queimavam os órgãos sexuais, outras o coração). Eventualmente uma fórmula tornou-se mais conveniente para os reis: concebeu-se a idéia de um vicário e, desde então, um rei substituto era simbolicamente ungido para a ocasião, para ser sacrificado no lugar do rei verdadeiro. Primeiro usaram voluntários, depois velhos e doentes ou criancinhas, a seguir inimigos, e, por último, animais.


Em muitas tribos os pais, em vez de se sacrificarem, sacrificavam seus primogênitos (neste caso os pais eram os chefes ou patriarcas das tribos). Esse costume foi abolido na tribo do Abraão bíblico, por Iaweh (Gn 22:9-13), e substituído pelo sacrifício animal. Sacrifícios humanos, acompanhados de antropofagia ritual, eram costume no continente indo-europeu, na Austrália, no continente africano e no Novo Mundo. A presença universal de tal rito, numa época em que a arte da navegação era praticamente nula, indica uma origem comum na Antigüidade.

Já a religiosidade monólatra fenícia se baseava no culto às forças naturais divinizadas. A divindade principal era El, adorado junto com sua companheira e mãe, Asherat ou Elat, deusa do mar. Desses dois descendiam outros, como Baal, deus das montanhas e da chuva, e Astarte ou Astar, deusa da fertilidade, chamada Tanit nas colônias do Mediterrâneo ocidental, como Cartago. 

Entre os rituais fenícios mais praticados, tiveram papel essencial os sacrifícios de animais, mas também os humanos, principalmente de crianças. Em geral os templos, normalmente divididos em três espaços, eram edificados em áreas abertas dentro das cidades. Havia ainda pequenas capelas, altares ao ar livre e santuários com estrelas decoradas em relevo. Os sacerdotes e sacerdotisas freqüentemente herdavam da família o ofício sagrado. Os próprios monarcas fenícios, homens ou mulheres, exerciam o sacerdócio, para o que se requeria um estudo profundo da tradição.

Para os finlandeses, no princípio havia somente Luonnotar (a Filha da Natureza), completamente sozinha num enorme vazio. Flutuou no “oceano cósmico” durante eons, até que uma águia fez um ninho em seu joelho. Assustada terminou quebrando os seus ovos, dos quais surgiram o céu, a Terra, o Sol, a Lua e as estrelas. No Kalevala (pátria dos heróis), o mais antigo poema épico finlandês, fala-se dos deuses do ar, da água, do fogo e das florestas, do céu e da Terra. Nele Mariatta, Virgem-Mãe das Terras Nórdicas, é escolhida por Ukko, o Grande Espírito, como veículo para se encarnar por meio dela em Homem-Deus. Repudiada pelos pais, dá nascimento a um “Filho imortal” numa manjedoura de estábulo. Mais tarde o menino desaparece e Mariatta se põe aflita a procurá-Lo perguntando a uma estrela, à Lua, até que quando pergunta ao Sol este diz onde achá-Lo.

De um modo geral, as religiões primais, além dos conceitos acerca da Divindade, tinham as mais diversas formas de explicar a origem, a finalidade e até a extinção do mundo e do homem. Usavam uma água lustral, ou santa, para purificar suas cidades, seus campos, seus templos e a si próprios. Nas suas cerimônias sacrificiais, o pontífice (curion) aspergia essa água em todos os presentes com um ramo de louro; possuíam em seus templos altares para a consagração aos deuses. Muitos sacerdotes pagãos se castravam, com o fito de serem mediadores puros e santos entre o povo e deus ou a deusa. A castração ritual era encontrada na Babilônia, no Líbano, na Fenícia, no Chipre, na Síria e no culto frígio de Átis e Sibele.

Muitas tribos primitivas, como os aborígenes da Austrália, os zulus da África do Sul e os peles-vermelhas da América celebravam também algumas cerimônias tribais de mistérios, que consistiam na escolha de um lugar isolado, marcação dos direitos e deveres da virilidade dos rapazes, um período de instrução e exercícios de resistência à dor. Então os candidatos, em transe, passavam por uma morte simbólica e após se erguerem (ressurreição) recebiam um novo nome (uma nova vida) junto com a exibição de algum objeto sagrado sob juramento. Além desses ritos, conhecidos como “ritos de puberdade”, outros ritos, conhecidos como “ritos de passagem”, eram também importantes: nascimento, casamento e morte.

Selma - 3fasesdalua


domingo, 22 de novembro de 2015

A magia dos banhos


Assim como você faz quando prepara um chá, as ervas usadas nos banhos também devem ser fervidas. Proceda da mesma maneira: Ferva a água, desligue o fogo, coloque as ervas com todo carinho em um recipiente, despeje a água, tampe por alguns minutos, coe, espere esfriar um pouco e faça o banho, jogando a água sobre seu corpo, do pescoço pra baixo. Procure secar-se naturalmente, evitando usar uma toalha, para que a energia das ervas fique em seu corpo mais tempo.

Algumas bruxas acham que não existe um motivo concreto para não se molhar a cabeça também; como as leis da bruxaria, nesse sentido, são muito flexíveis, escolha o jeito que achar melhor.
Os banhos devem ser sempre tomados depois de seu banho normal de higiene.



Ervas especiais:

AçúcarJogue um pouquinho de açúcar mascavo na água e tome um banho para renovar a energia da sua aura, fazendo com que as outras pessoas que também tenham uma energia positiva sintonizem com você.

AlecrimÉ excelente para nos livrar da sensação de fadiga, cansaço e desânimo; é ótimo para quem estuda.

Bicarbonato de sódioAuxilia o sono, diminuindo a irritabilidade e o descontrole. Misturado ao sal marinho, em partes iguais, é um excelente banho para ser tomado à noite, antes de dormir. Fica melhor ainda se você conseguir intercalar este banho com outro de camomila (um dia para cada um).

CaféPara acabar com os pesadelos e com aquela horrivel sensação de que estamos sendo observados, coloque duas xícaras ( chá ) de café bem forte em cinco litros de água e banhe-se da cabeça aos pés.

CanelaA canela tem fama de ser a especiaria da prosperidade e do dinheiro, mas nunca falta também em uma boa poção de amor. Quando usada com outras ervas, atrai a positividade em todos os sentidos. Experimente combiná-la com noz-moscada ralada, erva-doce, louro ou cravo-da-índia.

Casca de laranja frescaExcelente para as pessoas mais tímidas, pois ajuda a aflorar os sentimentos. Usa-se no banho a casca de uma laranja média para cada três litros de água fervida.

Cravo-da-índiaProteja-se contra a inveja tomando um banho de cravo-da-índia, de preferência moído. Basta uma colher de sopa para cada litro de água. Não se esqueça de coar.

EucaliptoMacere algumas folhas frescas numa vasilha com água em temperatura ambiente e tome o banho da cabeça aos pés, sentindo a alegria surgir dentro de você, ao mesmo tempo em que a sua força de vontade se renova. Não há apatia que resista!

Flores de MurtaTambém conhecidas como " Damas da noite", pois só à noite elas se abrem e exalam seu delicioso perfume forte e adocicado, as flores de murta são excelentes para atrair energia positiva. Devem ser colocadas de molho em água em água fria e aí permanecer por uma noite, de preferência de lua-cheia. Deixe-as tomar o sol da manhã também e, antes do meio-dia, você poderá usá-las para o seu banho.

Noz-moscadaPrepare um banho a cada lua crescente, combinando-a com salsa desidratada e erva-doce para recarregar as energias. Não se esqueça de que a noz-moscada deve ser ralada.

Sal marinhoEste sal sem iodo é um excelente aliado no combate à energia ruim do mau-olhado, que costuma deixar a pessoa desanimada e sem energia. Bastam três punhados de sal em cinco litros de água para um banho antes de dormir. Na manhã seguinte, tome um banho de eucalipto ou alecrim, para reenergizar o corpo e aumentar a força.

Vinagre Excelente contra o mau-olhado,é também usado como tônico para pele.



Receitas de banhos mágicos:


Banho de sol


Para manter o seu namorado sempre apaixonado.

Ingredientes:


*Uma garrafa transparente
*água filtrada ou fervida
* papel cor-de-rosa

Modo de fazer:
Num dia de lua-cheia, encha a garrafa com água e embrulhe-a com o papel cor-de-rosa ( qualquer tipo de papel, só a cor que é importante). Deixe-a um dia inteiro ao sol, e à noite, jogue a água sobre o corpo. Essa magia deve ser feita uma única vez.


Banho de alho
Contra a energia gerada por situações difíceis e constrangedoras, nada melhor do que este banho.

Ingredientes necessários:


* 2 litros de água
* 2 colheres de sopa de tomilho
* 7 dentes de alhos frescos e inteiros
* 2 duas colheres ( sopa) de sálvia seca
* 1 colher ( sopa) de sal marinho


Modo de fazer:
Ponha a água no fogo e desligue-o assim que ela levantar fervura. Coloque os ingredientes na água, tampe por alguns minutos, espere esfriar, coe e tome seu banho.
Banho de cheiro para atrair um amor

Ingredientes necessários:


* 3 litros de água
* 7 pétalas de rosa branca
* 3 galhinhos de manjericão
* 3 galhinhos de alecrim
* 3 gotas de seu perfume predileto


Modo de fazer:
Prepare um banho com todos os ingredientes juntos, de preferência na lua-cheia.


Banho de flores e frutas
Nada melhor do que este delicioso banho para estimular a sua aura para o amor.

Ingredientes necessários:


* Pétalas de 3 rosas vermelhas
* Algumas gotas de sândalo ( essência ou perfume)
* Um ojeto de ouro ( por exemplo, um anél ou aliança )
* Cascas frescas de uma maçã

Modo de fazer:
Numa noite de lua-cheia, coloque os ingredientes numa vasilha com água fria (filtrada ou fervida) e deixe descansar a noite inteira. Na manhã seguinte, esfregue delicadamente as pétalas de rosa e as cascas da maçã nas paredes da vasilha, retire o objeto de ouro e faça o banho.
Banho da prosperidade

Ingredientes necessários:


* canela
* noz-moscada ralada
* erva-doce
* louro
* alguns cravos-da-índia
* uma colher de açúcar mascavo


Modo de fazer:
No terceiro dia de lua-cheia, prepare um banho com esses ingredientes, e logo você vai sentir os resultados.


SELMA - 3FASESDALUA


A Lenda da Maldição dos Lupinos


Hoje vou narrar a lenda da maldição dos Lupinos como a família conhece, mas antes quero tecer uns comentários.

O Lupino é um grão do tremoceiro (tremoço), uma planta leguminosa e fértil com flores variadas. Seu nome deriva do árabe Al-Turmus, significando “em água muito quente”; em grego Thermós. A primeira documentação de seu nome foi escrita e registrada como Altarmuz na literatura e as primeiras referências a esta planta surgiram no Egito há cerca de 4.000 anos. Foi introduzida na Itália da mesma forma que a seda, através da Rota da Seda. Os segredos Lupinos apareceram junto com os mistérios do bicho da Seda na Itália.

Em português é chamado Tremoço, em italiano é chamado Lupino, em castelhano é chamado Entremoço ou Atramoz, uma vez que o norte conservou o romance llobí de lŭpīnus. Na Espanha é conhecido também por Altramuz, Tramúz e Chocho. O tremoço pertence à família Fabaceae e à espécie Lupinus. Nos sites de Portugal essa lenda pode ser encontrada como a maldição do tremoço, porém, narrada de forma incompleta.

O tremoço é utilizado na alimentação humana e na alimentação dos animais, no enriquecimento dos solos, na indústria farmacêutica e na fito remediação e tem grandes propriedades regenerativas, de cura, porém, os ocidentais pensaram que os tremoços eram péssimos para a saúde devido aos resquícios na memória de uma lenda repetidamente ouvida desde os tempos de criança em que teriam sido amaldiçoados pela Nossa Senhora Maria mãe de Jesus.



A LENDA DA MALDIÇÃO DOS LUPINOS

Há mais de dois mil anos atrás, Maria e José estavam fugindo para o Egito, a fim de esconder seu filho dos soldados de Herodes.
Conta-se que o burrinho começou a perturbar Maria e ela pediu aos Fetos que eles prendessem o burrinho. Mas os Fetos não atenderam ao pedido dela.

O burrinho é um besouro do gênero epicauta, cuja excreção causa bolhas na pele humana devida uma substância causticante conhecida como cantaridina, e o Feto é uma espécie de samambaia, só para que vocês não se percam na narração.

Então Maria pediu às Silvas para cercarem o burrinho e prontamente seu pedido foi atendido. Maria abençoou as Silvas para que dessem frutos saborosos os quais todos os pastores iriam se fartar, enquanto ao contrário os Fetos nasceriam com a cabeça torta. Os Fetos foram amaldiçoados antes dos Lupinos.


A cada ruído que ouviam por menor que fosse como o cair de uma folha ou o rastejar de um pequeno réptil julgavam ouvir os passos dos soldados de Herodes. Procuravam, portanto evitar os caminhos mais transitáveis e atravessavam por sítios e por onde não deixassem pegadas que poderiam denunciar sua passagem.

A certa altura da caminhada embrenharam-se por um campo de tremoços. Como se sabe o tremoceiro quando está seco, e ainda com o tremoço dentro da vagem faz um barulho dos demônios comparável ao de um enorme rugido.

Ao atravessarem o tremoçal, o barulho era de tal ordem que, Maria, com dor e receosa, a quem o medo tornava impaciente, teria dito para José:

— Estas malditas ervas fazem tanto barulho, que, se os soldados passarem por aqui perto, vão ouvir e seremos apanhados.

Depois, dirigindo-se aos tremoços, disse:
— Ó ervinhas, peço-vos que não faças barulho, senão sereis amaldiçoadas e o vosso fruto não matará a fome a ninguém, por mais que comam.
Os Lupinos ouviram Maria chamá-los primeiro de “estas malditas ervas”, e depois chamou-os de “ó ervinhas!”. Os Lupinos não atenderam ao pedido de Maria e ela não entendia o porque seu pedido não foi atendido.

Em certa altura da jornada, ouvia-se o barulho arrastado entre as searas, e eles diminuíram sua marcha. Maria perguntou a si mesma se estava sendo seguida, mas não avistava ninguém.

Caminharam mais um pouco e o ruído se repetiu. Então José olhou ao seu redor e perguntou a Maria: “Alguém que nos persegue se aproxima por entre as colheitas?” - Um silêncio mortal tocou o ar e não houve nenhuma resposta, apenas o estranho ruído dos Lupinos agitados pelos ventos.

Então, Maria se enfureceu e percebendo que os Lupinos não haviam atendido seu pedido, os amaldiçoou dizendo: “eu vos amaldiçoo Lupinos, para que jamais farteis quem quer que se alimente de vós. Se for comido seco, empeçonharás quem os comer, liberará um gosto amargo e não serás apreciado por ninguém. Se for batizado com água e sal, não satisfará a fome de ninguém. Guardará sua riqueza interna junto com seu sabor sobre um invólucro que será tão duro quanto o ferro, suas flores serão lindas e assassinas, por mais que suas raízes sejam férteis e não lhes deixem ser extintos da face da terra. Não gostarás de ser enterrado, pois sempre tornará à superfície, e assim não serás semeado, mas sim jogado à terra e terá de escolher como se agarrará nela! E este será teu fardo daqui pra frente!”

Desde então, afirma o povo antigo que os Lupinos deixaram de matar a fome.

O fato é que esse fruto é muito apreciado como aperitivo nas festas de batizados e casamentos, pois não engorda e ajuda combater muitos males do organismo. A maldição de Maria pegou e ele não saciou o apetite de ninguém até hoje, quanto mais se come, mais se quer comer sem nunca sentir o estômago cheio.

Da família das favas e ervilhas, o Lupino se tornou o fiel companheiro da cerveja fermentada desde tempos longínquos. O tremoço-lupino é um verdadeiro petisco tradicional injustamente votado a alguma indiferença perante o carisma de uns pistácios ou até de uns amendoins.

É que nutricionalmente este modesto bago amarelo está quase ao nível de um bife. Tem três vezes mais proteínas e duas vezes mais fósforo do que o leite de vaca. E mais: é rico em fibras, vitaminas do complexo B, cálcio, potássio, ferro, vitamina E e ómega 3. E ainda mais: o seu reduzido teor em amido converte-o num aliado nada desprezível no controle dos níveis de açúcar no sangue e um ótimo companheiro das dietas. As suas propriedades cicatrizantes estimulam a renovação das células da pele. É um verdadeiro elixir!

Os egípcios deviam sabê-lo, consumiam a semente do tremoceiro há pelo menos três mil anos antes de Cristo. Atualmente a Austrália é o maior produtor mundial.

Além da Itália, são também apreciados em Portugal e em toda a América latina além de alguns países da bacia do Mediterrâneo, mas hoje em dia há produção dos Lupinos no mundo todo.


ALGUNS MISTÉRIOS DA ARTE DOS LUPINOS

A maioria das pessoas não sabem que os tremoços que comemos, foram primeiramente cozidos e depois cobertos de água mudada com frequência por diversos dias até perderem o seu amargo original, e só então é que se adiciona água e o sal.

Se não houver este procedimento, são completamente intragáveis e altamente tóxicos.


Esse amargor é devido à presença de vários alcaloides como a anagirina (usada como cardiotónica e teratogênica), a esparteína (usado como ocitócico e antiarrítmico) a lupanina, (influenciando os centros respiratórios e vasomotores), a luteona e a wighteona.

A intoxicação identifica-se por náuseas, vômitos, tonturas, dores abdominais, mucosas secas, hipotensão, retenção urinária e taquicardia.
Esta toxicidade desaparece após a fervura e o demolhar por vários dias, torna o tremoço doce e um alimento de eleição beneficiando as pessoas e animais que se alimentam dele.

O tremoço também é um excelente adubo verde quando enterrado porque tem a faculdade de fixar o nitrogênio do ar, apesar de voltar para a superfície, absolutamente necessário para o crescimento de novas plantas o que o torna também responsável pelo aparecimento de novos ecossistemas. As suas raízes conseguem descompactar e reduzir a erosão dos solos, ajudando à infiltração de água. Ótimo para melhorar a estrutura física dos solos. É resistente às geadas e gosta de invernos úmidos e verões secos, e para descobrir mais sobre os mistérios da fertilidade é necessário conhecê-los por dentro e por fora e claro, ser um amante da culinária do bago do lobo.

FONTE: Sett Ben Qayin


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

LILITH - A Donzela Negra



Lilith, é uma variação hebraica (e não judaica) da deusa sumeriana Lil - que significa "tempestade" -, muitas vezes reconhecida como a outra face de Inanna. Seu nome também parece estar relacionado à "coruja", provavelmente pelos seus hábitos: uma sinistra ave de rapina que se precipita, silenciosa, na escuridão, e que, não obstante, também simboliza a sabedoria. Por outro lado, o mito hebreu fala de como Lilith foi moldada de terra e esterco, provavelmente querendo refletir o potencial da terra adubada - o que a relaciona, também, com a SEXUALIDADE e FERTILIDADE.

A história que podemos lembrar de Lilith começa com Innana, a neta da deusa Ninlil, conhecida como "Rainha dos Céus". A história de Innana e Enki nos fala dos costumes sexuais sagrados, que são a dádiva de Innana para a humanidade.

Em seus templos se praticava a prostituição sagrada e suas sacerdotisas eram conhecidas como Nu-gig. Os homens da comunidade buscavam a Deusa nessas sacerdotisas e o ato sexual era sagrado, proporcionando a CURA FÍSICA E ESPIRITUAL. Nessa época,o nome de Lilith era o da Donzela, "mão de Innana", que pegava os homens nas ruas e os trazia ao templo de Erech para os ritos sagrados.

Entre 3000 e 2500 a.c., os sumerianos passaram a ter contatos com culturas patriarcais. Estas, para poderem dominar aquele povo, sabiam que deveriam atacar seu maior centro de poder: o templo do sexo sagrado. Para que a conquista dos sumérios pudesse ter lugar, as culturas patriarcais interessadas começaram a disseminar as idéias de repressão sexual, combatendo como malignas as práticas sexuais milenares dedicadas à Deusa. As práticas sexuais se tornaram então parte da sombra, o poder da mulher foi identificado com o mal e o demoníaco...

Daí, através dos séculos, a Donzela Lilith, que buscava os homens para o Templo de Innana, se tornou no patriarcado o símbolo do mal supremo. Ela encarna de todas as formas e por milênios o medo atávico do homem do poder sexual da mulher.


Mais ou menos em 2400 a.c. Lilith, o Espírito do Ar, foi distorcida como a primeira mulher de Adão, como encontramos em muitos mitos, como um demônio, que foi expulsa do Jardim do Éden. Lillith não é, originalmente, da mitologia cristã ou judaica (e muito menos bíblica - e por isso nem é mencionada nela).

Os hebreus não eram monoteístas como os judeus. Até pelo contrário: eram politeístas. E pautavam sua vida pessoal e comunitária pelos ciclos sazonais - o que os torna também pagãos. Só após a invasão e destruição de Israel pelas forças babilônicas, no século VI a.C., é que começa a surgir o Judaísmo, mais ou menos como hoje o conhecemos - monoteístas e patriarcais.

Os primeiros capítulos da Bíblia (Gênesis 1 a 3) não são os escritos mais antigos desse livro. Sua articulação final data mais ou menos do fim do Exílio na Babilônia e, portanto, traz uma profunda rejeição a tudo que fosse ligado ao "inimigo". A Árvore da Vida, a Serpente e até a própria figura da Mulher são tratadas com menosprezo exatamente para estabelecer uma distinção.

No entanto, é interessante lembrar que o significado do nome "Eva" é "MÃE DE TODOS", e Adão significa "FILHO DA TERRA" - e isso já é suficiente para estabelecer sua antigüidade em relação à própria Bíblia. Certamente trata-se de um mito passado de geração em geração, via oral (como de hábito naqueles povos), que falava de uma GRANDE MÃE e de seu Filho.

Os autores bíblicos inverteram a situação, transformando Adão praticamente num "Grande Pai" e Eva em sua "filha", posto que ela surge a partir dele - evidentemente, para tornar legítima a postura patriarcal que estavam adotando. Da mesma forma, a Árvore e a Serpente - que sempre foram símbolos da Grande Deusa no Oriente - torna-se, na Bíblia, representações do Mal - e é ai que o mito de Lilith pode ser melhor compreendido.

Obviamente, uma transição desse porte não aconteceu sem brigas, discussões e resistência por parte das mulheres. Submetê-las ao patriarcado deve ter sido um trabalho difícil e que demorou várias gerações. As mais resistentes muito provavelmente viram no mito de Lilith toda a sua força ideológica - o que também deve ter causado a reação contrária de transformá-la em um Demônio e mãe de todos os demônios.

Lilith transparece, no mito hebreu, como a mulher livre, sensual, sexual e até certo ponto selvagem. Aquela que não se submete a nenhum homem, mas SEGUE SEUS INSTINTOS E DESEJOS. Por isso ela é representada sobre leões - símbolo da força masculina. No fundo, é a mulher que todo homem deseja mas que também teme, e por isso mesmo, parece um "demônio tentador".

Lilith, na tradição matriarcal, é uma imagem de TUDO O QUE HÁ DE MELHOR NA SEXUALIDADE FEMININA - A NATUREZA DA MULHER, O PODER DO SANGUE MENSTRUAL, que é o poder da Lua Escura. O período normalmente dedicado a Lilith, naquela época, era exatamente o período menstrual. O momento em que as mulheres poderiam ter relações sexuais livres da possibilidade de gravidez e, por isso, tais relações estariam exclusivamente ligadas ao prazer (e não à procriação, como era a perspectiva patriarcal). Assim, muitas vezes, se referiu a essa Deusa como o "Espírito Menstrual".



A reação judaica foi muito rápida e fulminante: transformou em pecado e tabu o sexo no período menstrual - uma artimanha para solapar o culto a Lilith. A segunda foi criar "regras" para a relação sexual - particularmente, regras que garantiam o prazer masculino, mas negava e proibia o prazer feminino. Nesse quadro, Lilith figurava para as mulheres como a experiência sexual capaz de integrar mente e corpo (pois estava livre da gravidez), abrindo um caminho para os tesouros misteriosos do submundo feminino. É encarada como a mulher positiva e rebelde, a que não aceita os padrões patriarcais que marcam a menstruação com dores e vergonha.

Conhecer a figura de Lilith é lembrar de um tempo no passado antigo da humanidade em que as mulheres eram honradas pela INICIAÇÃO SEXUAL, onde expressavam sua LIBERDADE E PAIXÃO NATURAL.

Hoje, depois desses séculos todos de um patriarcalismo opressor, Lilith volta como uma DEUSA NEGRA, ou seja, a energia feminina trancafiada nos calabouços da psiquê de toda a humanidade: para os homens, ela é um desafio; para as mulheres, um arquétipo.

O que significa reivindicar os poderes de Lilith para a mulher de hoje? Na literatura mítica antiga havia 3 Liliths - que refletiam as fases de lua crescente, cheia e escura:

A Lilith crescente era Naamah, a Donzela Sedutora
Donzela é a mulher indômita, selvagem, livre, vibrante de energia, imprevisível como o vento. Sua resposta à vida é espontânea, vívida. Totalmente objetiva. Por mais bela que possa ser, não anseia por estabelecer relacionamento, mas para avaliar, experimentar e descobrir suas próprias formas de ordem.

A mulher mais velha pode ter sido limitada ou reprimida na juventude, e pode reivindicar a Donzela, conscientemente, para libertar seu espírito e encontrar a sua direção. Muitas crises de meia-idade são forjadas por uma Donzela enclausurada e confinada, precipitada muito cedo num casamento convencional, sem oportunidade de explorar alternativas na sexualidade ou na carreira.

Mulheres em motocicletas, em laboratórios, estudando as florestas e matas, dançando num palco, discursando na plataforma política - elas são a Donzela.

A Lilith Mãe era Nutridora
Na primavera ela abre seu corpo-terra para gerar crescimento novo e brilhante. No verão, ela envolve com braços protetores a terra ardente. Na época da colheita ela espalha amplamente sua generosidade, e, à medida que o frio aumenta, ela aconchega os animais em suas tocas no inverno, puxando as sementes para o profundo interior do seu útero até que volte a época do reverdecimento.

A Donzela pode inspirar nossos atos criativos, mas a Mãe está presente quando os produzimos.

E havia a Lilith Anciã, a Destruidora

Embora a Donzela seja procurada e a Mãe respeitada, a Anciã recebe pouca atenção. Mas é na Anciã que o poder feminino realmente se torna COMPLETO.

A Anciã é SÁBIA, observadora, tecelã, conselheira. Conhece os caminhos entre os mundos. Isso pode fazer dela uma personagem desconfortável, mas é um repositório de sabedoria feminina, do conhecimento acumulado da mulher que não menstrua mais, porém MANTÉM DENTRO DE SI O DEPÓSITO DO SEU PODER.

Na primeira, devemos confrontar as maneiras pelas quais nós somos reprimidos, buscando recuperar nossa dignidade. Na segunda, devemos integrar o desespero que vem de nossa rejeição, angústia, medo, desolação; e na terceira descobrimos o poder da transmutação e da cura dela decorrente, uma vez que ela corta nossas falsas retenções, desilusões e nos ajuda a encontrar nossa essência livre e selvagem.


Selma - 3fasesdalua

NASCEMOS SOZINHOS


"Nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Solitude é nossa própria natureza, mas não estamos conscientes disso. E por não estarmos conscientes disso, em lugar de ver nossa solitude como uma tremenda beleza e êxtase, silêncio e paz; um estar à vontade com a existência... Nós a confundimos com solidão.
A solitude é uma presença, uma presença transbordante. Você está tão pleno de presença que você pode preencher todo o universo com ela, e não há necessidade de alguém mais. O que é necessário não é algo para que você possa esquecer sua solidão. O que é necessário é que você se torne consciente de sua solitude – a qual é uma realidade.
Você não ama sua mulher, está simplesmente usando-a para não estar só. Nem ela também o ama, pois está sob a mesma paranoia; ela está lhe usando para não se sentir sozinha. Tudo em nome do amor.
Todo mundo foge correndo da solidão. Ela é como uma ferida, dói.
Originalmente as pessoas não ficam felizes quando sozinhas. Elas se sentem muito vazias, acham que alguma coisa está faltando. Não podem viver sozinhas por muito tempo – elas buscam um relacionamento. Dessa forma o relacionamento é somente uma fuga de si mesmo.
Existem apenas dois tipos de pessoas: aquelas que fogem de sua solidão – a maioria, 99,99% das pessoas fogem de si mesmas; e o restante – 0,01% são os meditadores, que dizem: “Se a solidão é uma verdade, então é uma verdade; portanto não faz sentido fugir dela. É melhor penetrar nela, encontra-la, encará-la como ela é.
Uma vez que você experiencia no seu profundo silêncio do coração a beleza de sua solitude, o êxtase de sua solitude, todo medo desaparece, e você rirá de seu passado, de quão estúpido você foi e o que você tem feito consigo mesmo."



OSHO 

Pelo poder dos 4 elementos, ÁGUA , AR , FOGO e TERRA,


É o teu nome que invoco! 
Pelo poder dos 4 elementos, ÁGUA , AR , FOGO e TERRA, 
Pela quinta essência e pelo Consorte, 
Peço a graça de:
Ser teu reflexo entre os homens e mulheres da Terra. 
Que eu veja o mundo com seus olhos,
Que eu tenha a iniciativa para guiar meu caminho pela estrada mais correta. 
Conquistar sua proteção, 
Fazer o que quiser sem prejudicar ninguém,
Ter clareza para discernir a luz das trevas, 
Alcançar com êxito meus desígnios,
Preservar meus amigos 
Respeitar todo o ser vivo na face da TERRA e fora dela
Levar o AMOR dentro e fora de mim
Ter o AMOR mágico em meu corpo, alma e espírito, 
Ser a Virgem, a Amante, a Mãe e a Sábia, ter mil nomes,
Expandir idéias e sentimentos em todos os corações 
Ter a ESTABILIDADE em todos os níveis 
Lidar adequadamente com mudanças inesperadas,
Conquistar abundancia e PROSPERIDADE em todos os níveis, 
Ter em mim o poder da transmutação
E também o encanto da sedução e da paixão
Que eu possa sempre atravessar as brumas, 
As fronteiras do tempo e do espaço 
Que se revele o que é permitido
Pela Deusa eu caminho,
E nas mãos Dela eu entrego minha vida 
Meu corpo é a Deusa 
Minha mente é a Deusa 
Minha alma é a Deusa. 
E assim será!

Selma 3fasesdalua

terça-feira, 17 de novembro de 2015

De Coruja dos Deuses


"As minhas Ancestrais eu saúdo
As minhas Ancestrais eu honro
As nossas ancestrais eu chamo
As Curandeiras, Parteiras, Rezadeiras, Benzedeiras
Mulheres de força, fibra, garra e determinação.
Fazem da erva, o remédio do Chá, o calmante
do Banho, a Limpeza.
Nos campos, nas cidades nas casas, nas colinas
Sãos Elas as donas da Sabedoria
Rostos marcados pelas histórias da Vida,
Em suas mãos um terço, no seu pescoço um patuá
No seu peito a FÉ
São elas as senhoras da fala mansa, do punho determinado e da força de vontade
Com humildade nos deixam os ensinamentos aprendidos na escola da Vida
A melhor professora: A Grande Mãe
Com seu novelo de lã, nos ensinam o tecer dos sonhos
Com seu compartilhar, nos ofertam a possibilidade de fazermos cada dia um Novo Amanhecer
São elas as senhoras que há tempos nos mostram... o verdadeiro sentido contido na palavra MULHER!"


Selma - 3fasesdalua

Memórias de uma Bruxa Solitária


Sim, sou uma Bruxa, mas me pergunto se você sabe realmente o que é uma Bruxa.
Vou tentar te explicar...
Uma Bruxa é uma mulher como outra, ela trabalha, tem problemas, cuida dos filhos, tem contas á pagar ( e como tem...rsrs), mas dentro dela, mora o chamado da Grande Mãe... Dentro dela, mora a paz e a virtude de compreender o grande espetáculo que é a vida!
É sim! A vida da Bruxa é encantada... mas, o encanto está dentro dela, da forma como ela encara a vida!
Sabe, ás vezes, algumas pessoas se aproximam de nós e logo se decepcionam, pois não encontram as excentricidades, a rebeldia e muito menos coisas macabras que acham que cercam nossa vida kkk.
Me divirto com isso tudo, pois essas pessoas logo se vão.
Agora, quem se aproxima de uma Bruxa esperando encontrar uma mulher que respeita as diferenças, que tem a natureza por Mãe e consegue ouvir seus apelos e lições... ah... estas pessoas encontrarão o sentido verdadeiro e compreenderão o que é ser uma Bruxa!


Pois a Bruxa é aquela que realmente possui:
A força dos céus
O brilho da Lua
A transparência do Ar
A clareza do Fogo
A profundidade das Águas
A estabilidade da Terra
A firmeza da Rocha
E não é clichê viu???? Pois a verdadeira Bruxa é PLENA e COMPLETA pela ENERGIA da GRANDE MÃE!
Abençoados sejam!

FONTE: Andréia Hermann

domingo, 15 de novembro de 2015

SACERDOTISAS


Sabemos que as Sacerdotisas detinham um cargo primordial e eram a chave da Tradição de Avalon. Elas são à partida mulheres como as outras, vivendo no campo ou na cidade, jovens simples ou nobres,
e uma vez que elas decidem, conscienciosamente e de livre vontade,
seguir este caminho ganham o nome de filhas de Avalon e depois
Sacerdotisa.

Elas não são superiores umas às outras, todas são iguais, esquecendo-se todos os títulos que traziam com elas...

Este título não lhes é atribuído com ligeireza nem sem uma longa reflexão,
pois é necessário muitos anos para atingir este cargo que não é
empregue inutilmente.

Dia após dia, todas as lições serão importantes, e o tempo será longo até que uma filha de Avalon se torne Sacerdotisa.

É um compromisso interior e um crescimento das forças pessoais, em
comunhão com a natureza e a subtileza das mensagens que a Deusa envia,
que é apenas uma representação psíquica e não física da Terra, das
árvores, da feminidade, da lua, do céu, do universo, da magia...

Nenhuma mulher deve dizer-se Sacerdotisa de Avalon sem sê-lo na realidade, este
encargo é demasiado pesado, ninguém consegue passar rapidamente a porta
que separa o mundo de Avalon do mundo dos Homens.

Tal iniciação e compromisso para com as Deidades
célticas provoca muitas mudanças e despertares pessoais e concretos.

Será chamada de sacerdotisa da Deusa pelas suas acções e a sua maneira
de se. Essa mudança interior e viagem iniciadora ao coração das antigas
crenças célticas e pagãs é despertada pela vontade e o compromisso da
transformação do indivíduo, o desembaraço do ego e pela certeza pessoal
para com a natureza.

Desempenhar um cargo destes, é também comprometer-se a transmitir, preservar e
defendera tradição Druídica e o Saber dos antepassados.
Uma Sacerdotisa de Avalon é guiada por ela própria, não pelos Deuses. As
Deidades certamente acompanham-na mas são complementares a vontade
própria da Sacerdotisa. Longos e tumultuosos são os caminhos de Avalon, mas claros e luminosos eles se tornam se soubermos olhar bem. Todo o saber de Avalon esconde-se na natureza e se
a filha de Avalon quiser realmente alcançar o cargo de Sacerdotisa, ela
só poderá alcança-lo.

Ser Sacerdotisa é ser a primeira a mergulhar num turbilhão de fadas e
magias, para levantar as brumas e redescobrir os Saberes antigos e ir
ao encontro das antigas raízes dos mistérios Druídicos e da magia
celta. Dedicar a sua vida como Sacerdotisa de Avalon é um dom de si
própria incomparável.

Será necessário para aquela que se quer tornar Sacerdotisa, de se esquecer
de todos os ensinamentos que recebeu anteriormente, esquecer-se de ela
própria, do que esperava, dos seus desejos, e sobretudo livrar-se do
seu egocentrismo. Enquanto o tiver nela não conseguirá erguer os véus
das brumas de Avalon...

Se for chamada a tornar-se Sacerdotisa, não se entusiasme. Inicialmente
deverá empreender uma formação longa e difícil que se tornará por vezes
penosa...

Provavelmente nunca verá os seus maiores Professores.

Estará sozinha quando mais precisar de ajuda.

Terá de aprender a ser forte nos maiores momentos de fraqueza.

Sentirá sempre dor para atingir a compreensão e a aceitação de seus semelhantes.

E no final terá aumentado os seus conhecimentos e não poderá mais parar.

Estará só em seus maiores momentos de poder, e nunca ninguém o saberá.

A aprendizagem nunca acabam, nem mesmo quando a vida chega ao seu termo.

Não escolham este caminho com ligeireza, devem voltar-se para ele e
encara-lo de frente, saber o que esta para acontecer e aceita-lo, pois, para si não existe outro caminho.

Mas se for chamada e que escolha conscientemente por este caminho, cada lição estará ao seu
alcance. Nunca terá de fazer face a situações que não seja capaz de ultrapassar. 

Encontrará sempre a ajuda da qual necessita. Encontrará a força quando estiver fraca, e a dor que irá encontrar será a terrível dádiva do maior dos professores. Se pode sempre rir de si, a vida pode seguir o seu rumo como tem de ser.

3FASESDALUA

PRECE DAS BRUXAS



PRECE DA SACERDOTISA

Sou herdeira das Deusas, Rainhas e Sacerdotisas do passado
e as represento hoje aqui trazendo a magia da Lua e a força da Grande Mãe à Terra. Nos momentos difíceis da minha vida, nos momentos em que me faltar sabedoria, acredito e tenho a ajuda das minhas antepassadas.


Que no momento que eu olhar o céu noturno eu saiba que tenho a mesma força das mulheres e homens que reinaram antes de mim e o fizeram guiados pela sabedoria da Grande Deusa.

Que eu como sacerdotisa da Grande Mãe jamais me esqueça do meu caminho e quando isto me ocorrer que sempre eu me religue ao poder da Terra Mãe e a força do Senhor da Natureza.

Que eu não tenha medo de olhar o mundo como minhas antepassadas que reinavam sem medo em suas comunidades, países e reinos.
Que eu seja sempre a sacerdotisa que acende a fogueira e conhece todos os caminhos do Grande Rito.

Que eu seja a bruxa e a feiticeira, a senhora que conhece os segredos da terra e da magia, que eu seja a Senhora da Vida, senhora do meu próprio destino e rainha de mim mesma exercendo a minha própria soberania.

Que eu jamais me permita subjugar ou controlar um ser para igualmente jamais ser subjugada e controlada.

Que eu sempre me lembre que todos os alimentos com que me nutro, as frutas , as ervas, as sementes e os vegetais, o leite e o pão, os animais que lavram a terra e os seres que voam provem do Útero da Mãe e como tal sejam sempre louvados e abençoados para que a colheita da minha vida, da minha alma seja sempre farta.

Que não haja em mim medo da morte e da mortalha e que eu saiba que sempre e sempre ressurgirei para uma nova vida, até que eu tenha toda a sabedoria e possa me deixar levar minha alma pelas mares do fluxo da Grande Mãe.

Que eu jamais tema a mim mesma, e minha face escura de senhora das mortalhas, ceifadora, rainha do caos, amante e feiticeira pois todos as Faces são Uma e nisto esta a sabedoria.

Que eu jamais tema a velhice e o tempo em que o sangue sagrado cessa de ser deitado a Terra, pois após a Jovem e a Mãe, sou a Grande Sábia, a Velha Anciã, a sacerdotisa de tempos passados e nisso se conserva toda a minha juventude e sabedoria.

Por isso sou  Sacerdotisa Bruxa.

Que assim seja...
Que assim se faça...!




Selma - 3fasesdalua

sábado, 14 de novembro de 2015

SER UMA BRUXA


Quando eu digo quem sou, eles me chamam de uma "bruxa".
Quando eu defendo aqueles que eu amo, eles me chamam de bruxa.
Quando eu falo minha opinião, penso nas coisas e falo meus próprios pensamentos, ou faço o meu próprio caminho, eles me chamam de bruxa.
Ser uma bruxa implica cuidar dos meus filhos e lhes ensinar a serem pessoas fortes.
Que têm um sólido senso de responsabilidade pessoal e social.
Quem não tem medo de defender aquilo em que acreditam.
Que amam e respeitam a si mesmos e são seres belos.
Ser uma bruxa significa que estou livre para ser a criatura maravilhosa que eu sou.
Com todos os meus próprios dilemas, contradições, peculiaridades e beleza.
Ser uma bruxa significa que não irá comprometer o que está em meu coração.
Significa que eu vivo a minha maneira a minha vida. Significa que eu não permitirei que ninguém pise em mim.
Quando eu me recuso a tolerar a injustiça e falo contra ela, estou definida como uma bruxa.
Tenho orgulho de ser uma bruxa! Significa que eu tenho a coragem e a força para me permitir ser quem eu realmente sou e não se tornar mais
ninguém sem idéia que eles pensam que eu "deveria" ser.
Eu sou sincera, teimosa e determinada.
Pela Deusa, eu quero o que eu quero e não há nada de errado com isso!
Então, tente parar-me, tente apagar minha chama interior, tente pisar cada grama de beleza que tenho dentro de mim. Você não terá êxito.
E se isso me faz uma bruxa, que assim seja. Eu abraço o título e tenho orgulho de suportar. Eu amo isso, posso me chamar de bruxa agora e não sinto mal sobre isso, pois Ser uma bruxa é amar e ser amado.
Ser uma bruxa é saber tudo e nada.


Ser uma bruxa é mover-se entre as estrelas enquanto permanecer na terra.
Ser uma bruxa é mudar o mundo ao seu redor e você mesmo.
Ser uma bruxa é compartilhar e dar ao receber o tempo todo.
Ser uma bruxa é dançar e cantar de mãos dadas com o universo.
Ser uma bruxa é honrar os deuses e você mesmo.
Ser uma bruxa é ser mágica e não apenas realizá-la.
Ser uma bruxa é ser honrada.
Ser uma bruxa é aceitar outros que não são como você.
Ser uma bruxa é saber o que você acha que é certo e bom.
Ser uma bruxa é não prejudicar ninguém.
Ser uma bruxa é saber as formas do tempo.
Ser uma bruxa é ver além das barreiras.
Ser uma bruxa é seguir a lua.
Ser uma bruxa é ser um com os deuses.
Ser uma bruxa é estudar e aprender.
Ser uma bruxa é ser professor e aluno.
Ser uma bruxa é reconhecer a verdade.
Ser uma bruxa é viver com a terra e não apenas sobre ela.
Ser uma bruxa é ser verdadeiramente livre!

Selma - 3fases da lua

Magia para Fortificar sua Energia Interior


PARA DEUSA FORTIFICA SEU EQUEILIBRIO E EQUILIBRIO INTERIOR

O Ritual:
Num lugar calmo, livre de distrações, sente-se confortavelmente, permitindo sentir-se bem à vontade.
Acenda uma vela e olhe atentamente para o brilho da chama, contribuindo em sua mente a intenção de realizar seu desejo.
Foque suas intenções para trazer paz e harmonia para todos os seres.
Centrar a sua intenção e verbalmente afirmar a sua verdade.
Relaxe. Faça uma respiração pausada. Permita que o Universo se manifeste aos seus desejos.
Sua intenção irá gerar o seu próprio poder atração
E quando se sentir preparado(a), diga:

“Estou totalmente presente no lugar do Mistério,
onde meu desejo se torna em destino.
Dentro desta compensação de energia pura,
Eu descobri a Deusa dentro de mim.
Honrarei agora a pureza da vida,
Seus ensinamentos e a verdade,
Eu abraço esta natureza divina,
Sem reserva ou limitação.
Isso, é para se manifestar agora.
E assim é, assim será. ”

Deixe a vela queimar até terminar, e se caso tiver condições, fique meditando junto.

Selma - 3fasesdalua

domingo, 8 de novembro de 2015

Morgana fala...Prólogo do livro As Brumas de Avalon


Em vida,chamaram-me de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. Na verdade cheguei agora a ser maga e poderá vir um tempo em que tais coisas devam ser conhecidas.Verdadeiramente, porém creio que os cristãos dirão a última palavra.

O Mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que Cristo predomina.Nada tenho contra Cristo,apenas contra os seus sacerdotes,que chamam a Grande Deusa de Demônio e negam o seu poder no mundo.Alegam que,no máximo esse poder foi de Satã.Ou vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré - realmente poderosa,ao seu modo -, que,dizem,foi sempre virgem.Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanidade? E agora que o mundo está mudado e Artur - meu irmão,meu amante,rei que foi e rei que será - está morto(o povo diz que ele dorme) na ilha sagrada de Avalon, é preciso contas as coisas antes que os sacerdotes do Cristo Branco espalhem por toda parte seus santos e suas lendas.

Pois,como disse,o próprio mundo mudou.Houve um tempo em que um viajante, se tivesse disposição e conhecesse apenas uns poucos segredos,poderia levar sua barca para fora, penetrar o mar do Verão e chegar não ao Glastonbury dos monges,mas à ilha sagrada de Avalon; isso porque, em tal época, os portões entre os mundos vagavam com as brumas e estavam abertos, um após o outro, ao capricho e ao desejo do viajante.Esse é o grande segredo , conhecido por todos os homens cultos de nossa época: pelo pensamento criamos o mundo que nos cerca,novo a cada dia. E agora os padres, acreditanto que isso interfere no poder de seu deus, que criou o mundo para ser finitamente imutável, fecharam os portões (que nunca foram portões, exceto na mente dos homens), e os caminhos só levam à ilha dos padres, quer eles protegeram com o som dos sinos de suas igrejas, afastando todos os pensamentos de um outro mundo que vive nas trevas. 

Na verdade,dizem eles,se aquele mundo realmente existe, é propriedade de Satã e a porta do inferno,se não o próprio inferno.
Não sei o que o deus dele poder ter criado ao não.Apesar das histórias contadas, nunca soube muito sobre seus padres e jamais usei o negro de uma de suas monjas-escravas.Se os cortesãos de Artur em Camelot fizeram de mim este juízo, quando lá fui (pois sem usei roupas negas da Grande Mãe em seu disfarce de maga), não os desiludi. 

E na verdade, ao final do reinado de Artur, teria sido perigoso agir assim, e inclinei a cabeça a conveniência como nunca teria feito a minha grande senhora, Viviane Senhora do Lago, que depois de mim foi a maior amiga de Artur, para se transformar mais tarde em sua maior inimiga, também depois de mim.

A luta, porém, terminou. Pude finalmente saudar Artur, em sua agonia, não como meu inimigo e o inimigo de minha Deusa,mas apenas como meu irmão e como um homem que ia morrer e precisava da ajuda da Mãe, para qual todos os homens finalmente voltam. Até mesmo os sacerdotes sabem disso, com sua Maria sempre-virgem em seu manto azul, pos ela, na hora da morte, também se transforma na Mãe do Mundo. E assim, Artur jazia enfim com a cabeça em meu colo, vendo-me não como irmã, amante ou inimiga, mas apenas como maga, sacerdotisa, Senhora do Lago; descansou, portanto, no peito da Grande Mãe, se onde nasceu, e para quem, como todos os homens tem de finalmente voltar. 

E talvez - enquanto eu guiava a barca que o levava, desta vez não a ilha dos padres, mas a verdadeira ilha sagrada no mundo das trevas, que fica além do nosso, para a ilha de Avalon,aonde agora poucos, além de mim, poderiam ir - ele estivesse arrependido da inimizade surgida entre nós.

Ao contar esta história, falarei por vezes coisas que ocorreram quando eu ainda era demasiado jovem para compreendê-las ou quando não estava presente.Meu leitor fará uma pausa e dirá,talvez: "Esta é a sua magia".Mas eu sempre tive o dom da Visão, de ver o interior da mente de homens e mulheres; e, durante todo esse tempo, estive perto de todos. Assim, por vezes, tudo o que pensavam era do meu conhecimento, de uma forma ou de outra. Por isso, contarei esta história. Um vez também os padres a contarão, tal como a conhecem. Talvez entre as duas se possam perceber alguns lampejos de verdade. 

O que os sacerdotes não sabem, com o seu Deus Uno e a sua Verdade Única, é que não existe história totalmente verdadeira. A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon; o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e talvez, no fim, cheguemos à sagrada ilha da eternidade, ao aos padres, com seus sinos, sua morte, seu Satã e o inferno e danação... 

Mas talvez eu seja injusta com eles. Até mesmo a Senhora do Lago, que odiava a batina do padre tanto quando teria odiado a serpente venenosa, e com boas razões, censurou-me certa vez por falar mal do deus deles.

Todos os deuses são um só Deus, disse ela, então como já dissera muitas vezes antes, e como eu repeti para minhas noviças inúmeras vezes, e como toda sacerdotisa, depois de mim, há de dizer novamente, "e todas as deusas são uma só Deusa, e há apenas um iniciador, E a cada homem a sua verdade, e Deus com ela." Assim, talvez a verdade se situe em algum ponto entre o caminho para Glastonbury,a ilha dos padres, e o caminho de Avalon, perdido para sempre nas brumas do mar do Verão. Mas esta é a minha verdade; eu, que sou Morgana, conto-vos estas coisas,Morgana, que em tempos mais recentes foi chamada Morgana, a Fada.

FONTE:As Brumas de Avalon pág:13, prólogo.

ERVAS MÁGICAS


Absinto (artemisia absinthium) – Erva druídica sagrado. Muito mágica e sagrada para divindades lunares. Queimado em incensos em Samhain para ajudar a evocação, a adivinhação e a profecia. Especialmente boa quando combinada com artemísia. Fortalece incensos para exorcismo e proteção.

Abeto-Prateado (abies alba) – Árvore druídica sagrada. As agulhas são queimadas durante o parto para abençoar e proteger a mãe e o bebé.

Amieiro (alnus glutinosa) – Árvore druídica sagrada. Retirada a medula dos rebentos verdes fazem-se apitos, sendo que vários rebentos atados lado a lado, com uma das pontas tapadas com madeira, barro ou composto de lacre, podem ser usados para atrair elementais do Ar. Apare o fim de cada rebento de forma a produzir as notas que pretende.

Arruda (ruta graveolens) – Os celtas consideravam-na uma erva anti-mágica, ou seja, uma defesa contra os encantamentos e a magia negra. Uma vergôntea fresca pode ser usada para salpicar de água sagrada em consagrações, bênçãos e curas. Queimada em exorcismos ou incensos de purificação, expulsa a negatividade e estabelece a ordem das coisas.

Artemísia (artemisia vulgaris) – Erva druídica sagrada. Seus poderes são mais fortes quando apanhados na lua cheia. Apanhe-a no solstício de verão para dar sorte. Esfregue a erva fresca em bolas de cristal e espelhos mágicos para aumentar a sua força. Mergulhe 10g de artemísia numa garrafa de vinho durante 7 dias, começando numa lua nova, esprema-a e beba uma pequena quantidade para auxiliar a clarividência e a adivinhação.

Aspérula (asperula odorata) – Erva druídica sagrada. Use uma vergôntea de aspérula quando quiser mudar o curso da sua vida e alcançar a vitória. Acrescente-a ao vinho de Beltane como símbolo do afastamento de barreiras.

Aveleira (espécies Corylus) – Árvore druídica sagrada. As varas da sua madeira simbolizam magia branca e cura. Se estiver ao ar livre e precisar rapidamente de protecção mágica, desenhe à sua volta um círculo com um ramo de aveleira. Para atrair a ajuda das fadas das plantas, enfie nozes numa corda na sua casa ou sala ritual.

Azevinho (ilex aquifolium) – Árvore druídica sagrada. Sagrada para o solstício de Inverno em que era usada como decoração. Plantado próximo de uma casa repele os encantamentos negativos que lhe forem enviados. Um saco de folhas e bagas usado por um homem aumenta sua habilidade para atrair mulheres.

Bardana (arctium lappa) – Também conhecido por Cardo. Mergulhe uma mão cheia de erva num balde com água para lavar o chão: isso afasta a negatividade, purifica e protege.

Betónia (stachys officinalis, betonica officialis, stachys betonica) – Erva druídica sagrada. Era uma erva muito mágica para os druidas, na medida que poder de expelir os espíritos malignos, os pesadelos e o desespero. Era queimada no solstício de verão, para purificação e proteção. Salpicar próximo de todas as janelas e portas para formar uma barreira protetora. Se for incomodado por pesadelos, encha com ela uma pequena almofada de tecido e coloque-a debaixo da sua.

Bistorta (polygonum bistoria) – Também chamada Erve-Daninha-da-Serpente, Erva-do-Dragão, Cauda-Doce. Acompanhe-se de um pedaço de raiz seca para conceber.

Briónia-Branca (bryonia alba, bryonia dioica) – Venenosa. Também conhecida por Mandrágora-Inglesa. As raízes podem ser substituídas pela rara raiz da mandrágora verdadeira. Junte um bocadinho da raiz ao seu dinheiro para aumentar a prosperidade.

Calêndula (calendula officialis) – Erva druídica sagrada. A água da calêndula é feita das flores. Se a passar pelas pálpebras, ajuda-o a ver as fadas. As flores metidas nas almofadas produzem sonhos clarividentes.

Camomila (anthemis nobilis) – um chá feito com duas colheres de chá mergulhado em água a ferver durante 5 minutos é um suave indutor de sono. Também pode ser queimada ou acrescentada às bagas da prosperidade para incrementar o dinheiro.

Cardo-Santo (cnicus benedictus, carduus benedictos) – Erva druídica sagrada, que se utiliza, principalmente, para proteção e força. Se for plantado no jardim, afasta os ladrões.

Carvalho (quercus robur) – Árvore druídica sagrada, o carvalho era o rei das árvores numa floresta. As varas mágicas eram feitas da sua madeira. As nozes de galha de carvalho, conhecidas por Ovos-de-Serpente, eram usadas como amuletos mágicos. As glandes recolhidas de noite detinham o maior dos poderes fertilizantes. Os druidas e as sacerdotisas escutavam o murmurar das folhas de carvalho e das carriças para obterem mensagens divinatórias. As folhas queimadas purificam a atmosfera.

Cedro (cedrus libani) – Uma árvore sagrada dos druidas. Os antigos celtas do continente usavam óleo de cedro para preservar as cabeças dos inimigos tomadas nas batalhas. Para atrair a energia da Terra e manter-se firme, coloque as palmas das mãos contra as extermidades das folhas.

Celidónia (chelidonum majus) – Como prevenção contra o aprisionamento ilegítimo, use um saco de flanela vermelha repleto desta erva, junto à pele. Substitua a erva de 3 em 3 dias.

Cerejeira-Brava (prumus serotina) – Árvore sagrada dos druidas. Pedaços da árvore ou da casca eram queimados em festivais celtas.

Consolda (symphytum officinale) – Chás, tintura e compressas de folhas ou de raízes de consolda aceleram curas de cortes, urticária e ossos partidos. Para acautelar a segurança da sua bagagem, em viagem, introduza um pedaço de raiz em cada mala.

Crisântemo-Virgem (chrysanthemum parthenium) – Os viajantes usavam-no como proteção contra a doença e os acidentes durante suas deslocações.

Dedaleira (digtalis purpúrea) – Venenosa. Erva druídica sagrada, associada às fadas e ao pequeno povo.

Espinheiro-Alvar (crataegus oxyacantha) – Árvore druídica sagrada cujas varas têm grande poder. Os botões são altamente eróticos para os homens.

Espinheiro-Negro (prunus spinosa) – Também chamado Abrunheiro. Árvore druídica sagrada. Os espinhos são usados para espetar em imagens em vela negra, ou bonecos dos inimigos que não o deixam em paz. Antes de queimar a vela ou o boneco, prenda-lhe o nome do importuno e grave-o na vela com a sua faca. Arranque três espinhos e espete-os na cabeça, no coração e na barriga da imagem, dizendo: “Mal, volta àquele que te mandou. Eu e os meus estamos agora livres. Nenhum prejuízo ou mal pode entrar aqui. A minha vida e o meu caminho estão agora desimpedidos.”

Eufrásia (euphrasia officinalis) – Árvore druídica sagrada. Numa panela bem fechada, deixe cozer devagar um punhado de erva em água a ferver. Deixe repousar durante a noite. Torça a erva, espremendo-a até ficar o mais seca possível. Guarde o líquido num recipiente hermeticamente fechado, protegido da luz e do calor, mas não no frigorífico. Beba meia colher de chá em meia chávena de água da fonte ou em chá de erva psíquica, para fomentar a clarividência.

Fetos, especialmente Feto-Macho (dryopteris filixmas), Cabelo-de-Virgem (adiantum pedatum), Feto-Grande (pteridium acquilinium), Feto-Dama e Polipódio (ambos polypodium vulgare) – Os druidas classificavam os fetos como sendo árvores sagradas. As frontes lisas do Feto-Macho eram colhidas a meio do verão, secas e usadas para dar boa sorte. Todos os fetos são poderosas plantas protectoras. Queimados dentro de casa produzem um fortíssimo muro de proteção. Queimados no exterior provocam chuva.

Freixo (fraxious excelsior) – Árvore druídica sagrada. As varas dos druidas eram muitas vezes feitas de freixo e enfeitadas com gravações. As varas de freixo são boas para a magia curativa, geral e solar. Coloque folhas frescas debaixo da almofada para estimular sonhos psíquicos. Recolha folhas de freixo e leve-as para um local ao ar livre onde possa trabalhar sem ser incomodado. Com a sua espada ou faca, escave um círculo à sua volta no chão. Faça-o suficientemente grande para que possa trabalhar lá dentro sem ultrapassar a linha. Vire-se para este, segurando as folhas de freixo em ambas as mãos. Diga:”Elementais do este, governantes de Ar, dai-me conhecimento e inspiração”. Atire as folhas para este. Vire-se para sul e diga:”Elementais do sul, governantes de Fogo, dai-me energia e mudança”. Atire algumas folhas para sul. Vire-se para oeste e diga:”Elementais de oeste, governantes da Água, dai-me cura e amor.” Atire algumas folhas para oeste. Vire-se para o norte e diga:”Elementais do norte, governantes da Terra, dai-me prosperidade e sucesso”. Atire as folhas para norte. Mantenha-se no centro do círculo com ambas as mãos erguidas:”Bênçãos para todos os que vieram em meu auxilio. Entre amigos é este contrato feito”. Apague a linha traçada.

Gataria (nepeta cataria) – Também conhecida como Nêveda-dos-Gatos. Erva druídica sagrada, mastigada pelos guerreiros para se tornarem ferozes em batalha. Grandes folhas secas são marcadores poderosos nos livros de magia. Dê ao seu gato para criar um vínculo psicológico com ele.

Giesta (cytisus scoparius) – Árvore druídica sagrada. Pode ser substituída por Tojo no equinócio da primavera. Os Irlandeses chamavam-lhe “poder de médico”, devido aos seus rebentos diuréticos. Varra as suas áreas rituais ao ar livre com ela para purificar e proteger. Queimar as flores e os rebentos acalma os ventos.

Hera-Inglesa (hedera helix) – Venenosa. Erva druídica sagrada. Ligada ao solstício de Inverno, em que era usada como decoração. A hera oferece protecção quando cresce próximo de uma casa, ou nas suas paredes.

Hipericão (hypericum perforatum) – Erva druídica sagrada. Os celtas passavam-na pelo fumo da fogueira no solstício de verão, usando-a depois na batalha, para lhes dar invencibilidade. Pode ser queimado para banir e exorcizar espíritos.

Hortelã-Brava (mentha piperita, mentha spicata, mentha crispa) – Erva druídica sagrada. Bonecos para o amor e para as curas podem ser cheios de folhas de hortelã secas. Acrescentada aos incensos, purifica a casa ou a área ritual.

Lírio-do-Vale (convallaria majalis) – Venenoso. Um líquido produzido pela infusão das flores em água da fonte pode ser salpicado em volta da área ritual, atraindo a paz e o conhecimento.

Lisimáquia-Púrpura (lythrum salicaria) – Colocada nos cantos de cada divisão, esta erva restaura a harmonia e traz a paz.

Louro (laurus nobilis) – As suas folhas eram queimadas pelas sacerdotisas da Deusa Tripla para provocar visões psíquicas. As folhas sob a almofada dar-lhe-ão também inspiração e visões. O louro contra-ataca a negatividade e a restrição.

Lunária (botrychium lunaria) – As folhas em forma de crescente são usadas em sacos de amor. Coloque um pedaço de lunária dentro de um medalhão com a fotografia do seu amado para fomentar um amor duradouro.

Lúpulo (humulus lupulus) – Erva druídica sagrada. Uma almofada cheia de lúpulos secos ajuda a dormir e cura.

Macieira – Árvore druídica sagrada. Use cidra de maçã em quaisquer encantamentos que exijam vinho.

Manjericão (ocimum basilicum) – Queime manjericão para exorcizar a negatividade da casa. Para efectuar uma verdadeira e total purificação e protecção de si próprio e da sua casa, salpique também um pouco de manjericão em cada canto da sua divisão e use-o também na água do banho.

Manjerona (origanum majorana) – Uma infusão de manjerona, hortelã e alecrim pode ser salpicada por toda a casa para proteção. Também funciona na proteção de objetos específicos.

Mil-Folhas (achlillea millefolium) – Também conhecido como Milefólio. Esta erva é um poderoso aditivo para incenso na adivinhação e nos feitiços de amor. Tem o poder de manter os casais unidos e felizes.

Musgo-Terrestre (lycopodium clavatum) – Também conhecido como Garra-de-Lobo, Corno-de-Cervo. Erva sagrada para os druidas. Entre os celtas, apenas os sacerdotes e sacerdotisas podiam colher musgo-terrestre; tinha de ser colhido com um punhal de prata. As plantas e os esporos (colhidos em Julho e Agosto) eram utilizados em bênçãos e para proteção.

Musgo-Irlandês (chondrus crispus) – Também conhecido por Musgo-Pérola. Esta erva serve para ganhar e manter um afluxo estável de dinheiro. Se fizer bonecos para ganhar dinheiro ou sorte, enfie este musgo lá dentro. Queime-o com incenso durante os encantamentos para lhe dar sorte ou dinheiro. Salpique um pouco dentro da sua bolsa ou carteira.

Nozes e Glandes – Sagradas para os druidas. Muito usadas em magia. Pequenas glandes são usadas para as pontas das varas empregues pelos sacerdotes celtas. Todas as nozes podem ser usadas na magia da fertilidade.

Pinheiro (espécies pinus) – Sagrado para os druidas, o pinheiro era conhecido como uma das sete árvores principais dos Irlandeses. Misture as agulhas secas em partes iguais de zimbro e de cedro, queime para purificar a casa e a área ritual. As glandes e as pinhas podem ser usadas como um amuleto de fertilidade. Obtém-se um banho purificante e estimulante colocando agulhas de pinheiro dentro de um saco largo e deixando a água correr através dele. Para purificar e santificar uma área ritual ao ar livre, varra o chão com um ramo de pinheiro.

Polígono (polygono multiflorum, polygonatum odoratum) – Também conhecido por Centidónia, Persicácia, Pimenta d’Água, Trigo Mourisco. Esta erva pode ser queimada como oferta de agradecimento aos elementais pela sua ajuda.

Roseira-Brava (rosa rubinosa) – Pode ser substituída por rosas perfumadas normais. Para sonhos clarividentes, coloque duas colheres de chá de pétalas secas de rosa numa chávena de água a ferver. Tape e deixe repousar durante cinco minutos. Beba antes de se deitar. Queime as pétalas com incensos de amor para fortalecer os encantamentos de amor.

Sabugueiro (sambucus nigra) – Árvore druídica sagrada. Sagrada para a Dama Branca no solstício de verão. Os druidas usavam-no tanto para abençoar como para amaldiçoar. Estar debaixo de um sabugueiro a meio do verão, tal como estar num anel de fadas de cogumelos, ajudá-lo-á a ver o pequeno povo. As varas de sabugueiro podem ser usadas para expulsar os espíritos malignos ou as formas mentais. A música produzida pelas flautas de Pã, ou flautas normais de sabugueiro, tem o mesmo poder que as varas.

Salgueiro (salix alba) – Também conhecido por Chorão. Uma das sete árvores sagradas dos Irlandeses, árvore druídica sagrada. O salgueiro é uma árvore da lua, sagrada para a Dama Branca. As suas matas eram consideradas tão mágicas que os sacerdotes, as sacerdotisas e todos os tipos de artesãos se sentavam entre as árvores para ganhar eloquência, inspiração, habilidade e profecias. Para que um desejo seja concedido, peça permissão ao salgueiro, explicando que desejo é. Escolha um rebento adequado e ate-lhe um nó solto enquanto expressa aquilo que quer. Quando o desejo for cumprido, volte lá e desfaça o nó. Lembre-se de agradecer ao salgueiro e de deixar uma oferenda.

Sorveira (sorvus aucuparia, fraximus aucuparia) – Árvore druídica sagrada e também sagrada para a Deusa Brigit. É uma árvore muito mágica, utilizada para varas, bastões, amuletos e encantamentos. As suas bagas são especialmente mágicas, mas as sementes são venenosas. Um ramo de sorveira em forquilha pode ajudar a descobrir água. As varas servem para o conhecimento, a localização de metais e adivinhação em geral. As fogueiras de sorveira servem para chamar os espíritos, especialmente quando se enfrentam conflitos.

Teixo (taxus baccata) – Árvore druídica sagrada. Esta árvore era sagrada para o solstício do Inverno e para as divindades da morte e do renascimento. Os Irlandeses usavam-no para fazer cabos de punhais, arcos e tonéis de vinho. As bagas são venenosas. A madeira de teixo, ou as folhas, eram colocadas nas sepulturas para recordar aos espíritos que partiam que a morte é apenas uma pausa na vida antes do renascimento.

Tojo (ulex europaes) – Árvore druídica sagrada. As suas flores douradas estão associadas ao equinócio da primavera. Tanto a madeira como os botões são queimados para proteção e preparação para conflitos de qualquer espécie.

Tomilho (thymus vulgaris), Tomilho-Bravo (thymus serpyllum) – Erva druídica sagrada. Um banho de purificação mágico pode ser obtido despejando um chá de tomilho e manjerona na água do banho. Uma almofada cheia com tomilho cura os pesadelos. Quando assistir a um funeral, use uma vergôntea de tomilho para afastar a negatividade dos enlutados.

Trevo (espécies trifolium) – Erva druídica sagrada que simboliza as divindades triplas. Deixe sempre algo como pagamento sempre que apanhar um trevo, pois é uma das ervas favoritas do pequeno povo e das fadas. Um pouco de gengibre ou de leite entornado no chão são ofertas aceitáveis. Decorações de trevo no altar honram todas as divindades triplas. Use um trevo de três folhas para proteção e sorte; um de quatro folhas para evitar o serviço militar.

Ulmária (filipendula ulmaria, spirea ulamria) – Uma das três mais sagradas ervas druídicas, sendo as outras duas a hortelã e a verbena. A ulmária pode ser empregue para decoração do altar durante os encantamentos de amor.

Urze (caluna vulgaris) – Erva druídica sagrada. Usada no meio do verão para fomentar o amor e a proteção. A urze vermelha é para a paixão, a branca para arrefecer as paixões de cortejadores indesejáveis.

Valeriana (valeriana officinalis) – Também conhecida por Erva-dos-Gatos. Use esta erva em feitiços de amor, especialmente para a reconciliação de casais com problemas. Use-a em almofadas para um descanso profundo. Embora a raiz da erva tenha um odor forte e pungente, alguns gatos gostam do cheiro mais do que da gataria.

Verbena (verbena officinalis) – Também conhecida por Lúcia-Lima. Erva druídica sagrada, vulgar nos seus muitos ritos e encantamentos. Era tão grandemente estimada que as oferendas desta erva eram colocadas em altares. Quando queimada, é poderosa na defesa contra ataques psíquicos, mas é também usada em feitiços de amor, purificação e para atrair riqueza. É um poderoso atractivo para o sexo oposto.

Verbasco (verbascum thapsus) – As folhas pulverizadas são por vezes denominadas “pó-de-cemitério” e podem substitui-lo.

Vidoeiro (betula alba) – Árvore druídica sagrada. Curiosamente, corte tiras de casca na lua nova. Com tinta vermelha, escreva numa tira da casca “Trazei-me o verdadeiro amor”. Faça o seu pedido aos deuses e queime-a juntamente com incenso de amor ou lance a casca num riacho.

Visco (viscum álbum) – Era a mais sagrada árvore dos druidas e governava o solstício de Inverno. As bagas são venenosas. Ramos de visco podem ser pendurados como erva protetora para todos os fins. As bagas são usadas em incensos de amor.

Zimbro (juniperus communis) – Árvore druídica sagrada. As suas bagas eram usadas com tomilho em incensos druídicos que provocavam visões. O zimbro plantado à porta desencoraja os ladrões. As bagas maduras podem ser enfiadas num cordel e penduradas em casa para atrair o amor.

Chá revitalizador de energia e promotor de sonhos bons e quentes:
Para cada chávena:
* 1 colher de café de canela moida
* 1/2 colher de café de chá preto
* 1 colher de café de raspa de casca de laranja seca
* 2 colheres de café de alecrim seco
Deita-se água fervente por cima e deixa-se a infundir 10 minutos. Bebe-se ainda quente.


SELMA - 3FASESDALUA

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