domingo, 4 de outubro de 2015

Triora – A cidade das bruxas



A Comunidade de Triora, mais conhecida como cidade das Bruxas, está localizada na Itália e é uma pequena vila no alto das colinas do “Valle Argentina” na região da Ligúria, província de Impéria, perto da fronteira francesa, com cerca de 450 habitantes. A vila é tão antiga quevestígios arqueológicos atestam a presença da vida humana em Triora, no período Neolítico Médio, entre cerca de 3800 e 3000 a.C.

 
Grande parte da arquitetura na vila remonta ao século 12, mas seu período de maior fama foi durante o século 16, quando uma série de julgamentos de jovens mulheres foram conduzidas pela Inquisição e queimadas vivas.

A beleza da bucólica vila de Triora ofusca uma maldição da Idade Média. Dois anos de clima ruim, seca, fome por causa da escassez na agricultura, que em 1587 se levantou à acusação de que as bruxas estavam conspirando contra Triora. Um grupo de mulheres de Triora e de aldeias próximas foram acusadas ​​de sacrificarem bebês para o diabo. Elas foram julgadas, torturadas e queimadas vivas entre 1587-1589. As ruínas de “La Cabotina”, o lugar onde hipoteticamente, elas faziam seus rituais blasfemos ainda existe.


Essas mulheres na verdade, reconheciam ervas medicinais e manipulavam transformando em remédios e óleos e curavam os enfermos que as procuravam, tradição que eram passadas de mães para filhas, de geração em geração e isso bastou para que fossem acusadas de feitiçaria.

Os moradores de Triora parecem ter um orgulho mórbido sobre a história negra da cidade. Além dos eventos relacionados as bruxas que acontecem todos os anos na cidade, também tem um museu, lojas com artigos de feitiçaria, placas de sinalização, esculturas, casas de bruxas e várias relíquias preservadas que podem ser observadas por toda a aldeia. Há uma série de eventos e festivais folclóricos e as bruxas são o tema principal. São três festivais anuais: Festival Feitiçaria e Adivinhações de verão, em agosto e duas celebrações de outono: o Festival do Cogumelo em setembro e o Dia das Bruxas, no final de outubro, onde as ruas da vila são iluminadas por velas e os habitantes e visitantes andam mascarados ou vestidos de acordo.


Festival em Triora


A cidade possui um museu etnológico, documentos e objetos antigos que pertenciam as pessoas que se diziam serem bruxas e uma espécie de museu de cera, reproduzindo cenas da prisão e os interrogatórios das mulheres suspeitas de bruxarias. Na vila há também uma associação de bruxas, com descendentes de pessoas queimadas vivas acusadas de bruxarias como membros.


“A bruxa” uma obra de Christopher Marzaroli mostrando uma velha senhora sentada em uma cadeira rústica. A escultura foi criada entre 1866 e 1867 .



Muitas casas em Triora estão abandonadas e ao caminhar pelas ruas dá a sensação de estar sendo espionado por detrás das janelas.


La Cabotina, lugar que se diziam que as pessoas envolvidas com bruxarias, faziam reuniões e rituais invocando o diabo.


Detalhe da cela onde as bruxas ficavam presas aguardando o julgamento pela Inquisição


Cena de um interrogatório de uma bruxa, no porão do museu da vila.


Mesa onde as mulheres suspeitas de feitiçarias eram amarradas e depois seus braços e pernas puxados para que confessem que eram bruxas













fonte: Site oficial: Comune di Triora

Um comentário:

  1. Olá! Não conhecia os relatos desta cidade e gostei muito de saber! Muito triste a energia do lugar, mas que contem uma história!
    Beijos! Te desejo uma ótima semana!
    CamomilaRosa

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