sábado, 31 de março de 2012

Triskelion / Triskle







Entre o Antigo Povo Celta haviam muitos Símbolos de Poder, como hoje no Cristianismo temos a Sagrada Cruz por exemplo. 
Este importante símbolo, também conhecido como triskele, triskelion ou tryfot, é uma espécie de estrela de três pontas, geralmente curvadas, o que confere ao símbolo uma graciosa fluidez de movimento. Pode ainda ser definida como um conjunto de três espirais concêntricas. É um dos elementos mais presentes na arte celta, e tem sua origem atribuída aos povos mesolíticos e neolíticos. O triskele é um antigo símbolo indo-europeu. Também era utilizado por povos germânicos e gregos.

Triskele é um antigo simbolo druida que traduzido significa Energia Divina.




O triskele celta é um elemento geométrico com três esferas sagradas que manifesta e representa a divindade, o princípio e o fim, a eterna evolução, o movimento, a vibração e a perpétua aprendizagem. É representado com três espirais em movimento, que são a manifestação da energia divina. Transportar este símbolo druídico, é como levar os deuses consigo. É igualmente um símbolo das portas que se abrem para entrar no plano energético dos deuses. Mas o triskele pode ter diferentes significados: a tripla manifestação da energia divina - Força, Sabedoria e Amor - que se relaciona com as 3 classes sociais dos antigos celtas: Guerreiros, Druidas e Produtores. Pode igualmente representar a Água, o Céu e a Terra que com o seu movimento se reúnem todos no 4º elemento, o Fogo, representado pelo círculo k os envolve. Pode ainda representar as 3 manifestações que tornam possível a evolução humana: Corpo, Alma e Mente. Em suma, quem possuir um triskele pode escolher a representação que melhor se adapte ao seu eu interior.


A primitiva divisão do ano em três estações - primavera, verão e inverno - pode ter tido seu efeito na triplicação da Deusa da fertilidade com a qual o curso das estações era associado.

Ou seja, o triskelion, com suas três pontas, está associado ao fluxo das estações e por conseqüência representa a própria Deusa.

Pode ainda representar as 3 manifestações que tornam possível a evolução humana: Corpo, Alma e Mente.

Basta ver que a sabedoria dos celtas, tanto na Irlanda quanto no País de Gales, foi preservada através das tríadesTriskle é um símbolo celta que representa as tríades da vida em eterno movimento e equilíbrio.

*nascimento, vida e morte
*corpo, mente e espírito


Sendo uma espécie de estrela de três pontas inserida em um círculo, ou três espirais “com pernas” ligadas de forma triangular dando idéia de movimento. Possui diversas variações dentro da arte de “trançar” dos povos celtas.


Sua origem ligada aos povos indo-europeus (que deram origem aos Celtas e Nórdicos), tendo achados arqueológicos que lhe remetem uma idade superior a 5.000 anos (3.000 a. C).
Alguns estudiosos definem que os povos celtas de algumas regiões acreditavam em somente 3 elementos: O Céu (ar), A TERRA (terra e fogo) e o Mar (água).

No sentido horário representa expanção e no anti-horário representa proteção.


As Tradições Pagãs está diretamente ligada as energias tríplices, tais como magnetismo, eletricidade e neutralidade. A planos de existência; físico, mental e ESPIRITUAL . A aspectos familiares; Pai, Mãe e Filhos. A processos da existência; Vida, Morte e Renascimento e entre a grande maioria das religiosidades e tradições, principalmente as ligadas a Bruxaria , representa os aspectos da Deusa; Virgem, Mãe e Anciã, tendo na conexão ou no círculo o quarto aspecto, a ceifadora. Sendo assim um símbolo de poder e exaltação da Grande Mãe
Para os pagãos é um símbolo de continuidade, de fluxo das estações e da Grande Mãe, para os Cristãos é um símbolo do poder de Deus e da Trindade.
O curioso é este mesmo símbolo ter significados diferentes de acordo com o seguimento.
Ademais, para os celtas há uma conexão óbvia com as três faces da Deusa (Donzela, Mãe e Anciã), bem como às três fases da lua (crescente, cheia e minguante), ou ainda com nossa natureza tríplice (corpo, mente e alma). Assim sendo, fica clara a importância do triskle para os celtas. Sua presença em achados arqueológicos em terras celtas, da Irlanda à Europa Oriental, atesta sua ampla adoção pelos Antigos.
Os símbolos tem significados e diferentes histórias.
Para completar, é um dos símbolos de mestre do Reiki Egípcio - O Seichim Sekhem/SKHM que entre outras utilidades traz proteção.



Sempre você tem o conhecimento sendo passado em forma de tríades; do conhecimento mais avançado, mais profundo, até coisas práticas. Por exemplo: "Três coisas que um bom cavaleiro tem de ter: Uma boa montaria, uma boa sela, e (com o perdão da palavra) uma boa bunda." É verdade; eles falam justamente assim. Quer dizer, são coisas das mais elaboradas até as mais básicas, sempre passadas na figura de triplicidade. Esta triplicidade vai estar sendo muito importante para a evolução filosófica dentro do ponto de vista celta. Não adianta a gente evoluir apenas numa destas categorias: físico, mental e espiritual. 










Fonte de imagem: Google imagem

quarta-feira, 28 de março de 2012

A BRUXA .... SOLITARIA


Eu sou solitária,mas aprendi a caminhar em lugares que nem heróis ousariam penetrar, e assim aprendi que não preciso de companhia a não ser a minha.

É assim que vou enfrentar as piores batalhas,só.

Bruxas ou bruxos solitários são pessoas que preferem trabalhar sozinhas, no lugar de participar de um grupo ou coven. Seguem o caminho da herança mágica: o caminho das feiticeiras, do eremita, do curandeiro popular, do druida ou do xamã. Trabalhando sozinhas, as bruxas conectam-se profundamente com a natureza, seguem os padrões do sol e da lua e sentem as energias das mudanças do ano. Seguindo o caminho da Natureza, sabem que é o caminho certo, porque Ela, a Natureza, não pode ser errada.


Praticar bruxaria solitária é um pouco triste, exatamente pelo nome, que dá uma ideia: sozinha. Não há com quem compartilhar seus conhecimentos, ou mesmo uma ajuda para se fazer um ritual. Você trabalha sozinha , por si própria e desempenha todos os papéis completo.

As Bruxas solitárias são como as antigas mulheres sábias (ou homens sábios) dos vilarejos: alguém que conhece e venera a Deusa e seu consorte, o Deus Cornífero; alguém que pratica feitiço com o propósito de cura, e ensina os mistérios.
Apesar de às vezes ser um terreno solitário, conduz a caminhos de grande beleza.


Trechos destes caminhos podem ser percorridos em companhia de outras pessoas, mas os trabalhos de magia devem ser solitários ou praticados ao lado de um companheiro mágico.

Isto agrada a alguns, mas há bruxas e bruxos que só se sentem à vontade sozinhos.

Ele ou ela não precisa necessariamente evitar amigos. Mas, por temperamento, prefere desempenhar um arquétipo diferente daquele de membro de grupos. 



BRUXAS (OS) SOLITARIAS (OS) não são pessoas que vivem em um mundo fechado só pra si, mas sim pessoas dispostas a compartilhar de tudo o que sabe, de uma forma livre, onde a simplicidade da magia se faz. Sem dogmas, regras e deveres.

Senhoras de seus caminhos, entendem a magia exatamente como ela deve ser entendida, tem todo o conhecimento para compartilhar com tantos quanto chegarem, de coração aberto e disposto a aprender, a única regra do caminho mágico é: Humildade, vontade, paciência, respeito e amor.


A bruxaria é a espiritualidade pura da essência da Grande Mãe, e muitos se esquecem disso.

Sejam Solitários em suas decisões, mas tenham a cumplicidade de nossos irmãos em seus caminhos, vamos sentar e compartilhar sem barreiras nossas histórias, quem sabe assim faremos um caminho melhor...

Saibam que os verdadeiros bruxos, bruxas e sacerdotisas, membros de covens, quando sérios, não saem por aí bradando aos quatro ventos quem é ou não é alguma coisa; o que é ou o que não é certo. Antes disso, o verdadeiro bruxo,bruxa e sacerdotisa, integrantes de covens, quando sérios, utilizam-se do velho provérbio que diz: "Quem pouco sabe, muito fala. Quem muito sabe, quase sempre se cala". Isso significa dizer que os sérios não precisam criticar, apontar, brigar ou impor. Usam seu conhecimento para ensinar e não se gabar.


solitários são atualmente abundantes. A cada ano, muitos bons livros são publicados e traduzidos e cada vez mais pessoas têm acesso a um conhecimento que antes era restrito a isolados e pequenos círculos. O lamentável disso tudo é que charlatões também existem nesse caminho – identificá-los, com certeza, faz parte do caminho do praticante solitário e essa talvez seja uma das tarefas mais difíceis. Entretanto, não creio que isso sirva de impedimento para se continuar a trilhar o caminho solitário. É exatamente essa instabilidade e imprevisibilidade no caminho do Bruxo e Bruxa Solitário, que faz sua jornada.


Ser solitária ou não, como tudo em nossas vidas, é uma questão de opção íntima e pessoal; da escolha de um caminho, cabendo a cada um, pesar e escolher o que é melhor para si e vivenciar a escolha, tendo a possibilidade de voltar atrás e optar pelo outro caminho, caso o primeiro não lhe tenha agradado. Ou seja, se optou por ser solitária, nada impede que venha a fazer parte de um coven ou vice-versa.

A Bruxa uiva para a lua, dança ao redor de fogueiras ao som de tambores. Acredita na Grande Mãe, que também é Donzela e Anciã. Cultua o Deus Chifrudo e com ele caminho sob o céu. Pratica ritos antigos, e também novos.


A Bruxa é do povo antigo e do novo, de novo. Existe a Magia na terra e no ar, no fogo e na água. Somos filha do Grande Espírito. Somos um fragmento e ao mesmo tempo o Todo da Natureza. somos aquela que morre todas as pequenas mortes, na vivência do Sagrado.

Isto é ser uma Bruxa independente de ser Solitária ou não. É simplesmente ser Bruxa.

Seja feliz, seja plena, seja com Elas. Dançando junto ou dançando só.
Abençoado seja pela Senhora dos Caminhos!

SELMA - 3FASESDALUA

segunda-feira, 26 de março de 2012

STONEHENGE UM LUGAR SAGRADO


Os povos saxões o chamavam de Hanging Stones (Pedras Suspensas), escritos medievais chamavam de Dança dos Gigantes. Estas são denominações diferentes para referir-se ao mesmo monumento, hoje conhecido como Stonehenge (do inglês arcaico Stan = pedra + hencg = eixo).

Dentre tantos monumentos do mundo antigo, para nós o enigma arquitetônico mais famoso e intrigante é Stonehenge. O círculo, o labirinto, é uma forma presente em todas as tradições e culturas, e esse é um legado da tradição e cultura celta. Como toda cultura constitui um todo indissociável, esse monumento demonstra que estamos todos integrados no tempo; e que presente e passado são facetas de uma mesma existência.


Stonehenge é mais do que um monumento; é um símbolo e é um mito, e por isso se presta às mais variadas interpretações e perspectivas. O mito permite o afloramento de questões que pressu-põem atitudes diante da realidade, e reorganiza nosso modo de ver e entender as coisas, nós mesmos e o mundo. Por isso, Stonehenge instiga a imaginação e se apresenta como algo destinado a se éter-nizar.

O nome Stonehenge se origina de stan (pedra) e hencg (eixo), palavras do inglês arcaico. Geoffrey de Monmouth corajosamente atribuiu a construção de Stonehenge ao mítico mago Merlin, que magicamente teria transportado as pedras que já existiam na Irlanda para Salisbury, por ordem de Aurélio Ambrósio, tio do rei Arthur. A narrativa de Geoffrey teve enorme repercussão no coração dos ingleses porque evocava o mago Merlin e a legendária cavalaria arturiana, o patriotismo, as aventuras heróicas, a bravura e principalmente o mistério.


O monumento também foi decifrado com um marco erguido em homenagem aos britânicos indefesos massacrados pelos brutais saxões. Depois, em 1620, o rei Jaime I visitou o monumento e ordenou que se escavasse o local e buscasse a origem do círculo. A região pertencia a Robert Newdyk, que recusou a proposta de compra que lhe foi feita pela realeza, mas autorizou as escavações.

A construção do Stonehenge, famoso círculo de pedras do período Neolítico que está localizado no sul da Inglaterra, é um dos mais conhecidos e intrigantes enigmas da história. De tempos em tempos, novas teorias surgem para tentar explicar como uma sociedade primitiva, que nem mesmo a roda conhecia, conseguiu mover enormes rochas com cerca de quatro toneladas cada e empilhá-las a mais de 320 km de distância da jazida de onde foram retiradas.

Tal monumento, um dos mais importantes da Inglaterra, é único em todo o mundo. Consiste em um altar de pedras, com idade de aproximadamente 5000 anos. As pedras azuis, usadas na construção de Stonehenge, foram trazidas das montanhas de Gales (400 km de distância de Salisbury) e pesam cerca de 50 toneladas, com 5 metros de altura. Curioso notar que, caso seja traçada uma linha no chão, passando no meio do círculo das pedras, tal linha irá apontar para a posição em que nasce o sol. Talvez por isso, uma das utilidades de tal construção seja imaginar a possibilidade de Rituais Druidas em cerimônias ao Deus Sol. Porém, a única certeza que permeia o local é de que nada se sabe, concretamente, sobre a finalidade das imponentes pedras.

Durante séculos, Stonehenge foi cenário de reuniões de camponeses E nos últimos 90 anos os "Druidas" modernos celebraram aqui o solstício de Verão. Durante aproximadamente 20 anos, milhares de pessoas se reuniam no local todos os meses de junho para assistirem ao festival que aí tem lugar.


Os Arqueólogos, no entanto, ainda consideram a hipótese de uma construção religiosa...

Acredita-se que Stonehenge e outros sítios megalíticos hajam sido construídos pelos antepassados dos Druidas deste milênio, por acreditarem que fossem lugares de grande força para concretizarem seus rituais...em vez de templos fechados eles reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.

A datação pelo carbono-14 mostra que aquelas construções são anteriores à fase clássica do Druidismo. Isto é verdade. Na realidade foram construídos, e ainda existem centenas de círculos de pedra especialmente na Bretanha e na Escócia.

Os saxões chamavam ao grupo de pedras erectas "Stonehenge" ou "Hanging Stones" ( pedras suspensas), enquanto os escritores medievais se lhes referem como "Dança de Gigantes".


Existe evidência arqueológica que nos permite afirmar que havia atividade humana no local há mais de 10 000 anos. Contudo, o megálito propriamente dito só foi iniciado c. 2 100 AC, tendo sido construído em três etapas, entre 2 100 AC e 1600 AC. Para ter uma idéia mais clara de seu plano arquitetônico.

Não se sabe quem construiu Stonehenge, sendo que a teoria popular de que teriam sido os druídas está hoje refutada, pois o monumento foi concluído 1 000 anos antes de os druídas tomarem o poder. Contudo, os arqueólogos notaram a quase total ausência de lixo no local e isso é indicador de que o local era solo sagrado.


A maior parte dos historiadores que estudaram Stonehenge afirma que o mesmo era usado como uma calculadora de pedra, um verdadeiro computador megalítico com o objetivo de prever o nascimento do Sol e da Lua no solstício e no equinócio. Contudo, existem historiadores que não aceitam os argumentos e dados associados e apresentam outras explicações para a construção desse monumento.

Dizem alguns estudiosos do esoterismo que os celtas remontam ao tempo em que os deuses caminhavam sobre a Terra – a era dourada da humanidade.


O escritor e clérigo inglês Geoffrey de Monmouth, em sua obra Dança dos Gigantes (1130), narra que Uther Pendragon, pai do lendário Arthur, por volta do século V, após uma traição de Heingist liderando os saxões a um massacre de 460 nobres britânicos numa conferência de paz, decidiu elevar um monumento em memória dos guerreiros mortos. Assim, Pendragon convocou Merlim e o mago sugeriu a busca de antiqüíssimas pedras gigantescas que formavam um círculo mágico, capaz de curar todas as enfermidades, construído por gigantes na Irlanda.

Os gigantes, que eram pacíficos e infantis e tinham longa vida, haviam criado os círculos de pedra para saudar a natureza e para brincar, provocando assim uma certa disputa para ver quem construía um número maior de círculos (esta seria a origem dos inúmeros círculos distribuídos por toda Europa até hoje). Segundo Merlim, esta raça extinta de gigantes havia transportado essas pedras mágicas da África para a Irlanda. A água que fosse derramada sobre as pedras mágicas adquiria poderes curativos. Dessa forma, os gigantes tratavam seus ferimentos com preparados de ervas combinadas à água mágica.

Pendragon e seu irmão Ambrosius convocaram um exército de 15 mil homens a fim de transportar as pedras. Mas todas as tentativas fracassaram. Foi então que Merlim, valendo-se de poderes mágicos, transportou-as até os barcos que as trouxeram até Salisbury, na Inglaterra. Merlim dispôs as pedras ao redor das sepulturas, da mesma forma que os antigos gigantes. Segundo a lenda, ainda hoje encontram-se as inscrições dos túmulos de Uther e Aurelius.


Algumas pedras que, devido ao tempo, estavam inclinadas e prestes a tombarem, foram reposicionadas. Em 1985, as autoridades inglesas, a fim de preservar o monumento e a região, proibiram os festivais neopagãos. Atualmente, o local é administrado pelo English Heritage e foram tomadas medidas rigorosas para garantir sua preservação. O número de visitantes é de cerca de 700 mil por ano.

Independentemente de sua finalidade, o monumento de Stonehenge é mais que um ponto turístico; é uma obra que desafia os pesquisadores modernos e excita a imaginação de cada visitante. Certamente, o fascínio exercido pelo monumento não está apenas em sua grandeza e imponência desproporcionais ao pensamento contemporâneo, mas principalmente, nos mistérios que cada pedra guarda, há mais de 5 mil anos.




Selma

Fonte das fotos deste texto foi copiada do Google Imagem

quinta-feira, 22 de março de 2012

O SAGRADO NUMERO 3


As Bruxas e Bruxos, acreditam e aceitam a Lei Tríplice, que determina que um ato sempre tem a resposta em efeito bumerangue. O que se faz retorna 3 vezes para o emissor, portanto tratam de gerar bons pensamentos e fazer todas as coisas sempre para o bem de todos os envolvidos.

A Lei Tríplice, muito mais do que uma "lei" é uma filosofia de vida, a qual as bruxas e bruxos seguem e repeitam.
Lei Tríplice ou Lei de Três é uma lei de reflexo, retribuição dos nossos atos, que se aplica a qualquer ação, seja ela boa ou má. Cada energia enviada regressa triplicada a quem a enviou, nesta encarnação e com mais poder. 

Na Religião Antiga são poucos os fundamentos aplicados a critérios rigorosos, mas este é um inegavelmente importante, pois afinal é realmente isso que acontece, o bruxo e a bruxa que realiza uma magia, deve estar ciente que isso retornará a ele, três vezes mais forte.

Todas as culturas têm um número que é acreditado ser sagrado. Para os celtas esse número era o três e todos os múltiplos de três. Por toda a mitologia celta nós encontramos o tema do três e seus múltiplos, repetidamente, desde as faces da Deusa Tríplice ao número de instrumentos mágicos usados pelos druidas.

No paganismo celta há duas configurações primárias que simbolizam o sagrado três, embora haja outras também. Estas são o trefoil, moldado como o trevo irlandês, e o triângulo invertido, freqüentemente referido como o Triângulo da Manifestação.

É o número das Tríades Sagradas e representa o corpo, mente e espírito.
1-2-3 foram os primeiros números que o homem compreendeu,a formação de um triângulo pai-mãe- filho.

O Triskle é um símbolo que possui 3 pontas de forma parecerem girar em direções circulares.

É um símbolo Celta que está intimamente ligado as formas de manifestação da Deusa.

São estas as faces da Deusa: Donzela, Mãe e Anciã.


Através destas formas ,tudo que está em volta na natureza se manifesta através da força criadora da Mãe acolhedora, que um dia foi Donzela transmitindo a pureza da vida e num futuro será a Anciã, sábia.
O que foi descrito pode ser comparado com o processo de nascer, desenvolver e morrer-renascer.

Este símolo tido como mágico pelo povo Celta traduz estas 3 qualidades peculiares da forma feminina: A intuição, a ternura e a beleza.

Assim como Corpo-Mente-Alma, as fases principais da Lua: Crescente , Cheia e Minguante.

Lembrando também que este símbolo é um elemento geométrico, possuidor de 3 esferas representando o princípio feminino que há em cada ser humano seja ele homem ou mulher.

Sendo assim , as 3 espirais em movimento falam da energia criadora infinita que se movimenta a cada instante.

Estes sãos principais aspectos com os quais a Deusa se manifesta.


O interessante é que eles consideram os múltiplos de 3 com a mesma importância que o 3, o mais importante múltiplo de três era o nove a manifestação natural do três vezes o três.

Quando a ciência da matemática começou a se tornar mais popular no século XVII, os celtas acharam que eles estavam certos na sua escolha do nove como manifestação de um número mágico.


Nove não era apenas a o múltiplo natural de três, mas era também o número que podia voltar magicamente a si mesmo, e assim ele passou a ser um símbolo do poder criativo e energia.

O nove também foi associado em muitas culturas aos mistérios da lua e, como a lua, o nove volta a si mesmo, não importa como ele é manipulado.

O triskle (triskele, triskelion ou tryfot),achados arqueológicos em terras celtas, da Irlanda à Europa Oriental, atesta sua ampla adoção pelos Antigos.


Sua forma tem a ver com o fluxo das estações e, por consequência, representa a própria Deusa Tríplice (Donzela, Mãe e Anciã), bem como as 3 fases da lua (crescente, cheia e minguante) e Os 3 Reinos Celtas.

Sendo o número três, sagrado para os celtas, ele nos liga aos reinos do Céu, da Terra e do Mar – elementos que compunham todo o mundo – e por sua vez formavam os Três Reinos Celtas, que eram vistos da seguinte forma:

- O Céu, que está sobre nossa cabeça e nos oferece o Sol, a Lua, as estrelas e as chuvas que fertilizam a terra. Representa a luz, a inspiração (o fogo na cabeça) e os Deuses da criação.

- A Terra, que está sob nossos pés e nos dá o alimento, nos abriga e faz tudo crescer - são as raízes fortes das árvores. Representa o solo, a raíz e os Espíritos da Natureza.

- O Mar é a água que está em nós, representa o Portal para o Outro Mundo, que sacia a sede e nos dá a vida - sem a água tudo perece e morre. Representa os seres feéricos, a água e os Ancestrais.

Sendo os três elementos interdependentes, onde cada um possui seu significado próprio, mas que dependem um do outro para continuar existindo, permitido assim, que o nosso mundo também exista em perfeita interação.

Os 3 mundos são compostos da seguinte maneira:


- O Outro Mundo: onde os espíritos, Deusas e Deuses vivem.
- O Mundo Mortal: onde nós e a natureza vivemos.
- O Mundo Celestial: onde as energias cósmicas como o Sol, a Lua e o vento se movem.

Para os celtas, o número três era o número mágico por excelência, o que expressava sua visão do mundo. Podemos encontrá-lo repetido à exaustão, em seus mitos. Era representado graficamente como um triskele, símbolo solar de três braços derivado da roda.

Para os celtas, a vida significava movimento e dinamismo e por isso não havia alternativa possível: descartada a opção de ficar quieto, sob pena de ser destruído pela incessante ondulação da existência, a única coisa que restava a fazer, era seguir andando com ela.

Para a numerologia o número TRÊS é mágico e misterioso, e quando falamos de sua relação com a vida de Jesus, percebemos que o TRÊS teve uma participação, digamos um tanto curiosa, para não dizer misteriosa.

Durante a visita do Papa ao Santuário de Fátima, ele fez a seguinte declaração bombástica:

“…Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída... Então eram só três, cujo exemplo de vida irradiou e se multiplicou em grupos sem conta por toda a superfície da terra... Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade…”

O triunfo do imaculado coração da Rainha dos Céus sempre foi formado por uma tríade que encontra-se presente no catolicismo.

A tiara tripla do Vaticano é formada pela: Igreja Católica, a Santa Sé e o Estado do Vaticano.Isso da poder aos líderes do catolicismo de não serem julgados como qualquer ser humano (inclusive por pedofilia). Para isso basta que eles alternem entre essas três pessoas jurídicas.

E como sabemos, foram os três as crianças que receberam a mensagem da Rainha dos céus. A mensagem de Fátima destaca três pontos: – 1) a conversão permanente; 2) – a oração e nomeadamente o rosário e 3) – o sentido da responsabilidade coletiva e a prática da reparação.


Não sei se para todas as religiões o numero 3 tem o mesmo significado, mas para a Religião Antiga o significado é grandioso.


Arqueólogos localizaram evidências de adoração à Deusa antes das comunidades do período Neolítico, cerca de 7000 a. C.; algumas das esculturas datam do Paleolítico Superior, cerca de 25000 a. C. Desde as origens Neolíticas, sua existência foi comprovada repetidamente até os tempos romanos.


A evidência mais convincente de adoração à Deusa vem de numerosas esculturas de mulheres grávidas com seios, quadris, coxas, nádegas e vulvas exagerados.

Essas imagens forma intituladas pelos arqueólogos como estatuetas de Vênus, ou ídolos do culto à Grande Mãe.

Elas são feitas de pedra, osso, barro e foram descobertas perto dos restos de paredes das primeiras habitações humanas.

Estas estátuas foram encontradas na Espanha, França, Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Rússia e parecem ter pelo menos 10 mil anos.

Essas esculturas não significam meras decorações das pessoas que as criaram, mas são, sim, objetos profundamente importantes porque representam o meio pelo qual os seres humanos se expressavam antes mesmo de começarem a utilizar a fala.

A arte, através da história, sempre revelou o que as culturas valorizavam e o conhecimento que tentavam passar às gerações futuras.







A conexão com a Deusa é um processo vital na Religião. A Deusa é a Grande Criadora e Mantenedora da vida. É através dela que todas as coisas provém e a Ela tudo um dia retornará.

Segundo a crença pagã, a Deusa possui 3 faces: A Donzela, a Mãe e a Anciã. As 3 faces da Deusa estão ligadas às 3 fases da Lua, que são as Luas Crescente, Cheia e Minguante, e os 3 ciclos de nossa vida, que são a infância, a maturidade e a velhice.

Entrar em contato com as faces da deusa significa saber o que esse período pode nos trazer de positivo, e o que aprendemos e poderemos 
aprender com eles.

SELMA - 3FASESDALUA


sexta-feira, 16 de março de 2012

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA – PRECONCEITO OU IGNORÂNCIA?




“...Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar...” (Nelson Mandela)


Preconceito religioso é um termo que descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar as diferenças ou crenças religiosos de terceiros. Poderá ter origem nas próprias crenças religiosas de alguém ou ser motivada pela intolerância contra as crenças e as práticas religiosas de outros. A intolerância religiosa pode resultar em perseguição religiosa e ambas têm sido comuns através da história. A maioria dos grupos religiosos já passou por tal situação numa época ou outra. 

Ser seguidor de uma religião não convencional está sendo de grande procura por todos que buscam "algo" para a sua vida. Todos ficam sintonizados, lendo revistinhas de "Wichcraft", Seriados, ou buscando alguém que lhe ensinem um caminho a seguir, para solucionar todos os problemas da sua vida.


A intolerância religiosa há muito faz parte da história da Bruxaria, e seu episódio mais famoso foi a "Santa" Inquisição. Ela foi inicialmente instituída para combater os chamados "hereges": grupos religiosos que praticavam a adoração às divindades pagãs, bem como seus sincretismos e rituais agrários, que nada mais eram que saberes populares passados de geração a geração, sem nenhum contesto religioso. Durante a Inquisição, milhares de bruxas, bruxos e paganus foram torturados e mortos. Nós, bruxas e bruxos , somos herdeiros espirituais destes que foram assassinados em nome de uma divindade que pregava o "Amor".

As agressões são de vários tipos e acontecem no âmbito familiar, na escola, no trabalho e nos mais diversos meios sociais. Na maior parte, as pessoas que nos discriminam, quer com palavras ou ações, não conhecem nossa religião, e são vítimas desse enorme movimento religioso que visa a deturpar tudo que lhes parecem demoníaco ou fora de sua compreensão.



A intolerância é uma doença, e, de tempos em tempos, torna-se uma epidemia, um mal social que atinge uma imensa camada da população global, que fere a dignidade humana e a liberdade de expressão. Ela se baseia no preconceito, na discriminação, no pretenso monopólio da verdade e no fundamentalismo. Aqueles que praticam a intolerância religiosa acreditam possuir alguma "procuração divina" e, em nome de sua fé, sentem-se no direito de achincalhar, invadir, espoliar, prender, torturar e, por fim, exterminar o diferente. 

Mas essa grave doença tem cura, e seu tratamento começa pela educação e esclarecimento, pois toda a violência surge do medo, e o medo advém da ignorância. Para tanto, são necessárias ações intensivas e continuadas de sensibilização e conscientização da população, e uma política de educação para a tolerância, a compreensão e o respeito à diversidade, que deve começar na pré-escola e se estender a todas as idades. 



Se você busca uma solução para todos os seus problemas ou um atalho para a felicidade, esse caminho provavelmente não é o da Bruxaria Tradicional. Não ensinamos os atalhos para o qual cada um deve seguir, nem mostramos seus animais guardiões para seres expostos como bichinhos de estimação e nem saímos em praça pública com atames e "parafernalha" pendurada pelo pescoço para dizer que somos diferentes e possuímos poder.

O caminho de uma Bruxa e Bruxo é o de se auto-descobrir todos os dias, buscar na reflexão qual o sentido de sua jornada, lutar e enfrentar diariamente o seu maior inimigo, que é a si mesmo. O poder do Bruxo e da Bruxa está no intuito de suas ações, buscando no caminho todo o conhecimento e sabedoria para sentar-se com os semelhantes na fogueira e compartilhar o conhecimento da batalha travada. Não buscamos títulos e reconhecimento da sociedade para nos verem como superiores, buscamos apenas o respeito de nossos semelhantes para seguirmos nosso caminho em paz.

Saber quem você é, qual a sua origem e valorizar seu sangue (ancestrais) é fundamental para entender como você age e se relaciona com o mundo. Vejo muitos dizendo que são bruxas e bruxos e mau conseguem conversar com a sua mãe, acreditam que ser rebeldes com roupas pretas os diferenciam e dá poder para agirem da forma que desejam sem responsabilidade alguma, fazendo "feiticinhos" e unguentos que resolvam seus problemas amorosos, financeiros e familiares. Vou contar um segredinho, você é responsável por suas ações, suas derrotas e vitórias, só assim haverá crescimento, maturidade e aprendizado.



No dia 21 de Janeiro de 2000, em Itapuã, na Bahia, em decorrência de forte perseguição de culto religioso, faleceu Gildásia dos Santos e Santos, popularmente conhecida como Mãe Gilda, que não resistindo aos ataques pessoais, invasões e depredações de seu terreiro, teve complicações cardíacas que resultaram em sua morte, e, em sua homenagem, foi editada a Lei Federal nº. 11.635/07, tornando o dia 21 de Janeiro como o DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA.. 

Artigo 20 da Lei Caó (7716/89). “O crime por intolerância religiosa é inafiançável e o autor pode pegar de três a cinco anos de detenção. O nosso silêncio é a arma dos intolerantes”. “A intolerância religiosa acontece principalmente na rua, desde o momento em que uma pessoa , por exemplo, sai de casa, caracterizada com roupas que são peculiar à sua religião” 




Sem dúvida nenhuma, o fanatismo é um dos fatores que mais perpetua a intolerância. Acredito que a religião seja um elemento indispensável na vida de qualquer pessoa ou grupo social, no entanto, a crença levada às últimas consequências nos tira a visão objetiva, ofusca nossa razão e nos leva a práticas condenáveis, em nome de uma verdade unilateral. Convém lembrar que alguns dos maiores crimes da humanidade foram praticados em nome da fé, como as Cruzadas, o genocídio de tribos ameríndias, a Noite de São Bartolomeu e o próprio Tribunal do Santo Ofício, na Idade Média. 


Elie Wiesel, no Foro Internacional sobre Intolerância (1997: Paris, França) disse: "Na religião, o ódio esconde a face de Deus. Na política, o ódio destrói a liberdade dos homens. No campo das ciências, o ódio está a serviço da morte. Na literatura, ele deforma a verdade, desnaturaliza o sentido da história e encobre a própria beleza sob uma grossa camada de sangue e de feiúra. Insidioso, dissimulado, o ódio insinua-se na linguagem, como no olhar, para perturbar as relações entre um homem e o outro, uma comunidade e a outra, um povo e o outro".

Esse ódio nada mais é que a intolerância, e que devemos encarar como uma espécie de prevenção contra o dogmatismo, para que este não se torne fanatismo (na dimensão pessoal), fundamentalismo (na dimensão religiosa) e totalitarismo (na dimensão de Estado ou de Governo). 



A Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada pelos 58 estados membros conjunto das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, no Palais de Chaillot em Paris, (França), definia a liberdade de religião e de opinião no seu artigo 18:”Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.



Lei de Liberdade Religiosa. Discriminação religiosa é crime.

Para que se tenha uma idéia clara das condutas tipificadas como crimes com conotação racial, são listados abaixo, em linguagem popular, os principais crimes dessa natureza, conforme estabelecido na Lei n.º 7.716/89 (Lei Caó), em sua quarta versão, no Art. 140, §3º, do Código Penal – CP, e no Art 208 do CP. (Para uma visão completa, em linguagem técnica, conferir o Anexo, ao final):


(a) ofender alguém com xingamentos relativos à sua raça, cor, etnia, religião ou origem.
(Art. 140 do Código Penal (injúria), com a qualificadora do §3º. Pena: um a três anos de reclusão). Inclui-se aqui o ato de ofender alguém com xingamentos à sua religião;

(b) impedir a entrada ou negar atendimento a alguém em estabelecimento comercial, hotel, pensão, restaurante, casa de diversão, estabelecimento esportivo ou clube social aberto ao público, por motivo de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Cf. Lei n.º 7.716/89, Arts. 1º a 18. Penas de reclusão variáveis);

(c) impedir ou dificultar o acesso de alguém a cargo público, emprego ou estabelecimento de ensino. (Cf. Lei n.º 7.716/89, Arts. 1º a 18. Penas de reclusão que variam de 2(dois) e 5(cinco anos) de reclusão. Idem se for o caso de se negar ou dificultar emprego a alguém em empresa privada por motivação racial (Art. 4º);

(d) praticar, induzir ou incitar, por qualquer meio, a discriminação ou preconceito, piorando a situação de quem o fizer pelos meios de comunicação (racismo “difuso”, genérico).
(Lei n.º 7.716, Art. 20);

(e) praticar ato ofensivo à religião alheia com o propósito de diminuí-la ou ridicularizá-la, principalmente pelos meios de comunicação (Lei n.º 7.716, Arts. 1º c/c o Art. 20, §§ 2º a 4º).

(f) humilhar alguém publicamente, por motivo de crença religiosa, ou impedir ou perturbar cerimônia ou culto religioso; ou menosprezar publicamente ato ou objeto de culto religioso. (Art. 208 do Código Penal). 



É fato que aprendemos hábitos, conhecemos coisas, refletimos sobre ideias e teorias, mas nossa educação não ensina sobre como devemos nos relacionar com o outro. No fundo, tendemos a ver o outro como um oponente. O problema existencial do ser humano é conviver com o que é tolerável em relação ao outro. Fica a cargo da ambiência cultural e do desenvolvimento psíquico aprendermos a superar nossa onipotência narcisista, infantil, que abriria caminho para um radical e efetivo "exercício da tolerância", ou seja, aceitar a conviver com o outro como ele é e pensa.

O que não pode e não será mais tolerado é a própria intolerância. E, para que possamos construir uma sociedade mais justa, devemos parar de ser tão tolerantes ao ponto de tolerarmos todas as ações intolerantes ou entendermos de uma forma torta seus motivos. Não quer dizer que trataremos com desrespeito, pois é isso que nos difere. Mas não queremos mais ser tolerados, queremos ser respeitados.



Cada um deve ser livre para seguir o que quiser ou também a não seguir nada, mas não deve por conta disso sofrer nenhum tipo de preconceito ou discriminação.












domingo, 11 de março de 2012

A SACERDOTISA E O SEU GUARDIÃO




Os primeiros relatos escritos sobre as lendas e as crenças dos povos antigos foram feitos pelos romanos, que invadiram a Grã Bretanha em 55 a.C.

Mantendo somente o que convinha à moral e aos dogmas cristãos, os monges reduziram o vasto panteão e a rica simbologia celta a relatos épicos de guerras, invasões, intrigas, traições e atos imorais, interpretados pelas várias raças e tribos, diferenciados apenas pela localização geográfica.Mesmo preservando resquícios das verdades originais, as histórias cristãs minimizaram ou ignoraram a beleza e a sabedoria do legado celta, reduzindo ou distorcendo o seu valor místico e espiritual. Na visão patriarcal dos monges, as Deusas foram vistas como Rainhas e Princesas, os Deuses como Reis e Heróis e o significado transcendental foi diluído, modificado ou perdido.


Ao longo dos tempos, entre os druidas, bruxos, bruxas, magos e outros , as anciãs contavam e ensinava, nos "Conselhos de Mulheres" e nas "Tendas Lunares", as tradições herdadas de suas antepassadas. Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lenda da "Sacerdotisa e o seu Guardião", representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua. 

Conta as lendas e as histórias que, no início, havia abundância de alimentos e igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos, a ganância levou a competição, agressão e a violência.

Histórias que foram escritas no passado, no presente e no futuro, histórias escritas a mais de 300 anos. 


Dentro dos muros, numa remota região da Bretanha, um círculo secreto de Sacerdotisas Druidas preserva os antigos rituais de aprendizagem, cura e magia.


Nascida numa família impregnada pelos conhecimentos dos Druidas, amadurece em direção à sua plena condição de mulher e ao florescimento duma força interior com a qual dificilmente se atreve a sonhar. Ouve, já, o chamamento da Grande Deusa; Mas também ouve o chamado do seu coração. 

A guerra que devasta o íntimo da Sacerdotisa, que tem de renunciar ao seu amado Guardião em favor do seu destino sagrado e apenas ela poderá encontrar o caminho para fora da encruzilhada na qual a sua fé a colocou.

Unindo-se a ele dois corpos se transformou em único ser. E assim ele nasce para a Religião Antiga.


No mundo dos humanos, as marés do poder estão a mudar.. O tempo próprio dos homens desenrola-se em momentos, mas de tempos a tempos uma centelha tremeluzente chama atenção.
Os mortais dizem que no Reino das Sacerdotisas tudo é Imutável. Mas não é verdade. Existem lugares em que os mundos se encontram tão próximos com as dobras de um cobertor. Uma dessas pontes é o lugar a que os homens chamam Avalon. Quando as mães dos humanos chegaram a esta terra pela primeira vez, o povo, que nunca tivera um corpo, assumiu formas à sua semelhança. Construíram as suas casas sobre estacas na margem do lago e caçaram por entre os pântanos, e eles caminhávam e brincavam juntos no que foi a alvorada do mundo. 



Um vento frio açoitava as chamas dos archotes, transformando-as em chamejantes caudas de cometas. Uma luz ameaçadora brilhava nas escuras águas do estreito e nos escudos dos legionários que aguardavam na outra margem. A sacerdotisa tossiu com o cheiro desagradável de fumo e nevoeiro marítimo e escutou o clangor de latim militar que ecoava através das águas.

Os druidas cantaram em resposta, invocando a fúria dos céus e o barulho fez estremecer o ar.
Vozes de mulheres levantaram-se em guinchos de lamentação que a arrepiaram, ou talvez fosse do medo. Ela ondulou com as outras sacerdotisas, os braços levantados numa maldição; as suas roupas escuras abriam-se, esvoaçando como as asas de um corvo.
Mas os romanos também gritavam e a primeira fileira estava agora a lançar-se para a água. A harpa de guerra do druida vibrou com uma música terrível e a sua garganta ficou em carne viva com os gritos.

Em mais uma batalha os dois se uniram em um único corpo.

Guiando a Sacerdotisa pelos caminhos do homem e da magia, o Guardião assim se faz presente junto com a sua Sacerdotisa.

A dor de ver a sua amada morrer para ele seria a sua morte .



O Guardião morreria pela sua Sacerdotisa . E morreu. De novo e de novo. Ao longo do tempo, a Sacerdotisa e o Guardião se encontraram somente para serem dolorosamente separados: O guardião morto e a Sacerdotisa deixada machucada e sozinha.

A sacerdotisa vai atrás do seu Guardião através dos seus sonhos e do seu passado, até encontra ló seja nesta vida ou em qualquer outra.

Mas está escrito que eles sempre retornaram para escreve mais uma historia de sua vidas.



Outra lenda narra: 

"Ela retira seu coração do mais alto dos céus e o coloca no mais profundo da terra, abandonou o céu, abandonou a terra - ao mundo inferior ela desceu."

"Abençoada seja, minha Rainha e Senhora." Então ele deu a ela os cinco beijos da iniciação, dizendo "Só através disso você pode alcançar o conhecimento e a alegria."

E ele ensinou a ela todos os mistérios dele, e deu a ela o colar que é o círculo do renascimento. E ela ensinou a ele seus mistérios do cálice sagrado que é o caldeirão do renascimento.

Eles se amaram e uniram-se um com o outro, e por um tempo.
Pois há três mistérios na vida do homem que são: Nascimento, Vida, e Morte.



E ela ficou com ele durante três dias e três noites, e ao final da terceira noite, ela colocou sua coroa, que se tornou o diadema que ela colocou em seu pescoço, dizendo: -Eis o circulo do renascimento. Através de você todos saem da vida, mas através de mim todos podem renascer novamente. Tudo passa tudo muda. Mesmo a morte não é eterna. Meu é o mistério do ventre, que é o caldeirão do renascimento. Penetre em mim e me conheça e estará liberto de todo o medo. Pois se a vida é somente uma passagem para a morte, a morte é somente uma passagem de volta para a vida e em mim, o círculo sempre gira. 

A crença celta na reencarnação estava implícita em sua despreocupada atitude perante a morte, o que constituía um ensinamento druida. Os celtas asseguravam com firmeza que a morte era uma simples pausa de uma longa vida e, conseqüentemente, lhe tinham muito pouco temor, segundo o testemunho de César: "As almas não morrem, mas passam, depois da morte física, de um corpo a outro; e essa crença de morte da alma, assim como o próprio temor à morte, estão, por eles mesmos, descartados, o que, asseguram, é o maior incentivo para infundir valor".

A doutrina celta da reencarnação está bem descrita por Taliesin, o poeta–guerreiro, na Batalha dos Arboles. O mesmo assegurava ter vivido muitas e variadas vidas, seja como humano, seja como animal, e ter presenciado a maioria dos grandes acontecimentos da história da Irlanda.



Serão os seus sonhos que sobreviverão, porque um sonho é imortal... tal como eu também o sou. E, apesar de o mundo dever mudar inteiramente quando os seus acontecimentos se refletirem aqui, existirão igualmente outros lugares onde um pouco de luz do Outro Mundo brilhará através do mundo dos homens. E essa luz não se perderá entre os homens, desde que
eles continuem a procurar consolo nesta terra sagrada.




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